segunda-feira, 22 de julho de 2013

Financiamento é a principal dificuldade para empresas inovarem, mostra estudo

Pesquisa com 246 executivos de todo mundo indicou também barreira "cultural" para inovação


A inovação está conquistando mais espaço dentro das empresas multinacionais, mas a escassez de recursos ainda é o principal obstáculo a ser superado. A conclusão faz parte de um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), divulgado neste mês e realizado com 246 presidentes de companhias de diversos segmentos, tamanhos e regiões do mundo. Questionados sobre qual a principal restrição enfrentada para inovar, 43% dos executivos responderam que eram os "recursos financeiros", enquanto 41% apontaram a "cultura de organização existente".
Para 30% dos respondentes o principal problema era a "falta de talento"
Para 30% dos respondentes o principal problema era a "falta de talento", enquanto 21% indicaram "fatores políticos e regulatórios". Do total, 18% optaram pela resposta "tecnologia inadequada", 14% disseram que "nada os estava barrando de serem inovadores" e 9% declararam que o problema era "fraca liderança ou governança".
Equilíbrio entre tipos de inovação
O relatório "Unleashing the power of innovation" conclui que, apesar de os recursos financeiros serem apontados como a principal barreira, o tema "financiamento" não foi arrolado entre os principais ingredientes para a inovação. Segundo o levantamento, apenas 1% dos entrevistados indicaram como primeira opção "capacidade de assegurar níveis adequados de financiamento" como o ponto mais importante entre os elementos que permitem promover a inovação. Entre as três principais respostas para essa questão, apenas 9% indicaram "financiamento".
"Isso sugere que dinheiro não pode comprar sucesso por si só, mas ele precisa ser administrado de uma maneira inteligente. Isso ocorre especialmente no momento em que o foco está mudando de inovações incrementais para radicais", destaca o documento. Para a PwC, o equilíbrio adequado entre investimentos em inovações radicais, de alto risco e alto retorno, e incrementais, de baixo risco e baixo retorno, depende das metas de crescimento da empresa.
"Apesar de o equilíbrio real variar, é possível calibrar a abordagem correta para sua empresa e acompanhar o progresso por meio de métricas como o índice de vitalidade [percentual da receita proveniente de produtos ou serviços novos em relação à receita total da empresa]", afirma o estudo.


Fonte: Guilherme Gorgulho / Inovação Unicamp

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