segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tijolo ecológico transforma Bangladesh


Para reduzir as emissões de gases responsáveis pela aceleração do efeito estufa, uma nova tecnologia está sendo introduzida na fabricação de tijolos em Bangladesh. O projeto do PNUD e do Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) trouxe ao país um processo mais moderno que, além de economizar energia e poluir menos que o método tradicional, proporciona melhores condições de trabalho.
O novo modelo adotado foi batizado em referência à principal etapa da fabricação dos tijolos: a queima, que transforma a massa de argila em um material de construção sólido e resistente. O forno híbrido Hoffmann (Hybrid Hoffman Kiln) foi criado na Alemanha e aperfeiçoado na China para substituir a forma tradicional poluente – e já obsoleta – de produção. Durante o projeto, o modelo foi então adaptado à estrutura local da indústria de Bangladesh. Isso possibilita que a tecnologia atual para a produção de tijolos no país asiático se torne eficiente e mais ecológica.
A rápida urbanização de Bangladesh, decorrente de um crescimento econômico constante de 5-6% nos últimos 15 anos, tem gerado uma rápida urbanização e expansão da construção civil. Como conseqüência, a demanda interna por tijolos acompanhou esse ritmo e cresceu a uma taxa semelhante, na casa de 6% ao ano.
Mesmo diante da importância econômica estratégica, as olarias em Bangladesh continuam, em grande parte, sem regulamentação. Mais de 90% dos fornos usados no processo de fabricação ainda fazem uso de procedimentos rudimentares. Além de altamente poluentes, possuem baixa eficiência energética. O alto consumo de combustíveis usados para alimentar os fornos libera anualmente 6 milhões de toneladas de gás-carbônico na atmosfera. Este resultado coloca a indústria de tijolos entre as maiores fontes emissoras de gases de efeito estufa no país. Nesse ritmo, o uso de tecnologia ultrapassada na secagem e queima de tijolos elevaria a emissão desses gases para 8,7 milhões de toneladas em 2014, um aumento de 45%.
Por economizar energia e matéria-prima, a nova tecnologia híbrida tem o potencial de otimizar a produção e ajudar a tornar Bangladesh um país mais limpo e ecológico. Se comparado a um forno tradicional, cada forno híbrido é capaz de reduzir em 5 mil toneladas a emissão de gás carbônico. A projeção é de que esta medida tenha um impacto significativo nas emissões nacionais caso esse modelo seja difundido e adotado em todo o país. Além disso, a nova estrutura de fornos e da linha de produção, proporciona melhores condições de trabalho para os operários e reforça a ideia de sustentabilidade não só econômica, mas também social e ambiental.
Fonte: PNUD Brasil

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