sexta-feira, 17 de junho de 2011

CRACK - questão pública e social

O crack como questão pública e social
Responsável pela destruição vidas e famílias o crack é uma droga pesada. Feita a partir da mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio, entre outras substâncias, a droga pode ser letal para o organismo. Estudos apontam que, a partir do segundo uso, o indivíduo já adquire o vício. Em evento realizado no Instituto de Psiquiatria (Ipub/UFRJ), foi discutida a problemática do consumo de crack no Brasil, com a participação do professor Francisco Inácio Bastos, titular da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

A fala do professor foi guiada pela questão fundamental do consumo de crack como um desafio para as pesquisas e políticas públicas, acrescentando ainda as dificuldades geradas pelas distorções realizadas pelos meios de comunicação. “É sem dúvida uma questão grave, mas gera uma histeria prejudicial por parte da mídia”, explicou.

A fim de tentar solucionar, ou pelo menos mapear o problema, o professor propôs uma metodologia composta por três passos: quem, onde e quantos são os usuários da droga? “Encontrar pessoas que não querem ser encontradas é um dos problemas da metodologia. A outra parte das pessoas é de fato não localizável, trata-se de uma população por definição móvel e fica difícil de seguir”, analisou.

Com relação ao número de usuários, também há problemas. “Muitas pessoas negam ser dependentes para o entrevistador, que está ali com um crachá federal credenciado, elas sabem que se trata de um crime e ficam com medo”, disse.

Quanto ao perfil dos usuários, o especialista frisou que não há faixa etária definida. Até mesmo crianças utilizam a droga. Em geral, são moradores de rua de baixa renda, e estima-se a relação com o fato de a droga inibir a sensação de fome. ”A abrangência no rico é muito difícil”, completou o professor. “No sistema formal de educação as chances de encontrar usuários de drogas como o crack é mínima”, explicou.

Como é possível concluir na prática a metodologia é falha, e a falta de resultados frustra os envolvidos. Para Francisco Inácio a situação é grave, pois “não se sabe direito o que está acontecendo. Medidas de saúde pública são necessárias, mas acima de tudo deve-se dar devida atenção ao social”,
finalizou.

Fonte: Nathália Machado / Olhar Vital

Ecole Polytechnique - ParisTech - aberto concurso internacional 2012

Concurso internacional da Ecole Polytechnique para admissão de candidatos estrangeiros em 2012
 
A prestigiosa escola de engenharia francesa Ecole Polytechnique - ParisTech acaba de abrir as inscrições para o concurso internacional para admissão de candidatos estrangeiros no ano universitário 2012-2013 (início das aulas em setembro de 2012).

São oferecidas 75 vagas para estudantes que não possuam nacionalidade francesa e que tenham menos de 26 anos. Os candidatos estrangeiros deverão comprovar a conclusão de 2 ou 3 anos de curso universitário na área de ciências ou engenharia e a aquisição dos conhecimentos exigidos pela Ecole. Veja AQUI a lista de conhecimentos exigidos em matemática e clique AQUI para a lista de conhecimentos em física.

O conhecimento do idioma francês não é indispensável, uma vez que todo o procedimento de candidatura e as provas do concurso podem ser feitos também em inglês. No entanto, até o fim do procedimento de candidatura (ou, caso a Ecole julgue possível, até o final do primeiro ano de estudos na Ecole Polytechnique), o candidato deverá comprovar um nível básico de francês.

O concurso consiste em duas etapas:
- avaliação do dossiê acadêmico do candidato;
- realização de provas em matemática, física e cultura geral e científica.

A primeira etapa do concurso envolve o envio de um dossiê de candidatura online até 1 de outubro de 2011 e de um dossiê em papel que deve ser recebido pela Ecole até 11 de outubro do mesmo ano.

Os candidatos aprovados na primeira etapa receberão uma convocatória para a realização das provas do concurso. Os candidatos residentes no Brasil deverão realizar um teste escrito (de matemática e ciências) entre 13 e 19 de outubro de 2011 e as provas orais (matemática, física e cultura científica geral) na semana de 28 de novembro.

Os estudantes admitidos receberão uma carta formal em janeiro de 2012.

Mais informações no site.

Fonte: CenDoTec

Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação é lançada


A Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação (FPPI) não tem apelo popular, é uma área que deve ter o envolvimento da sociedade para que se possa compreender que a transformação do conhecimento em novos produtos e processos é importante para o país. A afirmação é do coordenador da frente, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que lançou a FPPI ontem (15), em Brasília (DF).

Segundo ele, uma das prioridades este ano será aperfeiçoar o assessoramento das comissões, assim como atualizar a agenda parlamentar de 2010. São 276 proposições que envolvem a área de ciência e tecnologia e que estão nas comissões tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal.

Outra ação será propor que o governo lance o PAC da Pesquisa, visando alcançar em nove anos 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) investido em C&T. “Se acrescentarmos 10% ao ano, em nove anos teremos aquele percentual, que é um índice dos países desenvolvidos. A frente vai conduzir o discurso para que o governo possa absorver”, disse Piau.

O deputado acredita que a figura do ministro Aloizio Mercadante é fundamental para se avançar no setor de C&T. “Ele vem da área econômica e sabe que transformar conhecimento em tecnologia, produtos, processos e em patente é o que o país precisa. Ele sabe que temos uma rica biodiversidade e que podemos transformar isso em produtos comerciais”, ressaltou.

Para Mercadante, a FPPI será uma parceira, principalmente ao trazer para discussão a questão orçamentária, a preocupação com o investimento em pesquisa e inovação. De acordo com o ministro, no último orçamento foram cortados R$ 610 milhões do setor de C&T e aumentados recursos em outras áreas que, segundo ele, não tem a mesma prioridade estratégica.

Mercadante reiterou que o Brasil não pode ser um simples produtor de commodities. “Temos que disputar as áreas de média e alta tecnologia. E recursos no orçamento são decisivos para que a gente possa fazer isso. Então essa frente vai ser uma parceira muito importante nessa disputa”.

O ministro voltou a defender que os royalties do petróleo sejam divididos. Para ele, não tem sentido que os mesmos sejam destinados apenas aos Estados produtores e, ainda que se reparta uma parte para os Estados e municípios, a prioridade tem que ser educação e ciência e tecnologia.

“No futuro não se terá mais petróleo, as próximas gerações seguramente não vão ter o pré-sal. O que vamos deixar para eles? Vamos usar esses recursos para pulverizar na máquina pública ou vamos investir nos setores estratégicos? Se a lei ficar como está agora, a C&T perderia já este ano R$ 900 milhões e em nove anos seriam R$ 12,2 bilhões”, disse.

Competitividade
Para competir com os baixos preços dos produtos chineses, Mercadante aposta na inovação como peça fundamental. Segundo ele, a China é um país que tem um 1,3 bilhão de pessoas e um mercado interno muito forte, além de ser um país que soube exigir transferência de tecnologia e criou uma base industrial bastante consistente. Para o ministro, é preciso investir fortemente em PD&I.

“Temos que exigir mais pesquisa do setor automotivo, somos a 5ª indústria no mundo; mais pesquisa e desenvolvimento no setor de tecnologia da informação, somos o 3° mercado em vendas de computadores; o 5° mercado no setor de telecomunicações. Portanto, o Brasil não pode simplesmente aceitar importar equipamento”, frisou. Ele defende que os incentivos fiscais e financiamentos públicos só sejam concedidos para quem produz no Brasil e investe em P&D.

Secretaria executiva
A ABIPTI será responsável pela secretaria executiva da FPPI. A Associação, que reúne cerca de 200 entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação de todo o país, fará a articulação entre as demandas do setor e a frente parlamentar. A ABIPTI foi representada na ocasião pela presidente Isa Assef dos Santos.

Fonte: Isadora Lionço/  Gestão CT