sexta-feira, 10 de junho de 2011

Perder peso drasticamente pode não ser bom para o organismo

Novas perspectivas para a obesidade: o paradoxo de perder peso
São muitas as pessoas que almejam emagrecer e ter o estereótipo de corpo ideal. Há quem esteja interessado em vender estes ideais, enquanto há os dispostos a pagar o preço que for para obter o que desejam. Mas perder peso drasticamente pode não ser bom para o organismo, pelo menos é o que diz uma pesquisa publicada no periódico Nutrition Journal.

O estudo traz uma nova perspectiva para a obesidade e os quilos extras. Além do fato de a perda de peso rápida ser geralmente irregular e danosa à saúde, manter o sobrepeso pode ser benéfico em algumas situações.

Para esclarecer os riscos de dietas instantâneas e esse novo olhar sobre o sobrepeso e a obesidade, o Olhar Vital consultou profissionais da área dietética.

José Egídio
Chefe do serviço de nutrologia do Hospital Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ)

“Restringir de forma absurda a ingestão de alimentos pode acarretar alterações metabólicas sérias. O organismo debilitado pela dieta incoerente, se defende desta submissão agressiva lançando mão de reservas de energia (do tecido gorduroso e muscular), ocasionando danos a determinados órgãos, como fígado, rins e coração.

É necessário o acompanhamento de um profissional para não causar danos à saúde. A maneira correta é perder os quilos extras gradativamente, para que o organismo possa se ambientar aos novos hábitos nutricionais, entenda-se uma dieta balanceada.

Na ‘dieta da fome’, o corpo não se reeduca, já que é difícil e prejudicial manter a ingestão de uma quantidade irrisória de alimento por dia.

Comparar adultos magros e obesos depende da gravidade da doença que norteia o paciente. Por exemplo, obesos com diabetes tipo 2 têm tratamento mais fácil que pessoas magras. Isso porque elas secretam mais insulina e não necessitam injetar o hormônio, se tratam com a ingestão de comprimidos e com dieta alimentar.

É importante que a pessoa entenda como ela é, e não ter comportamentos irracionais, se expondo a tratamentos absurdos. Existem três biotipos de pessoas: as brevilíneas, aquelas mais baixas e com ombros e ossaduras largos; as normolíneas, como diz o nome, com um biotipo regular; e as longilíneas, que são pessoas mais magras e altas. Geralmente as pessoas do primeiro grupo, as mais gordinhas, não se conformam com sua situação e tendem a fazer de tudo para obter um biotipo desejado. A ansiedade e a recorrência a medidas para perder peso rápido podem levar a sérios problemas de saúde, como aumento da pressão e outros agraves”.

Eliane Rosado
Professora do setor de nutrição clínica do Departamento de nutrição e dietética do Instituto de Nutrição Josué Castro (INCJ/UFRJ)

“Essas dietas da moda, chamadas de hipocalóricas, por estabelecer um parâmetro de calorias muito abaixo do mínimo que as pessoas precisam, favorecem a perda de massa magra ao invés de gordura, isso porque o organismo recorre às proteínas como fonte de energia para se manter ativo. Quanto mais rápida for a perda de peso, mais rápido se repõe o tecido adiposo, pois a perda de massa magra implica um menor metabolismo e, consequentemente, mais fácil se torna armazenar gordura. Além desta reposição, as dietas hipocalóricas podem submeter o corpo a um nível de desnutrição.

Em geral, as pessoas obesas ou acima do peso são mais dispostas a desenvolver problemas de saúde, como, por exemplo, doenças cardiovasculares. Entretanto, em alguns quadros clínicos, quando a pessoa já está submetida a certas complicações, perder peso de maneira rápida pode prejudicar o paciente. Por isso é necessário que se mantenha aquele sobrepeso ou que o perca de maneira lenta e com monitoramento constante para não piorar a situação.

A perda de peso rápida acentua o risco cardiovascular nesses pacientes. Quando se opta por perder os quilos extras rapidamente, a quebra da gordura em ácidos graxos é liberada no sangue, tornando-o mais viscoso. Esses fragmentos de gordura, por não serem absorvidos de maneira absoluta e eficaz, continuam circulando no sangue, podendo migrar para vasos sanguíneos estreitos e entupindo-os, de forma a bloquear a circulação do sangue e a oxigenação de alguns órgãos vitais. Dependendo do lugar em que essa obstrução ocorra, pode levar a um infarto, se for no coração, ou então, a um AVC, se for no cérebro, comprometendo diversas áreas ou atividades do corpo.

No caso de insuficiência renal, em que o paciente é submetido a hemodiálises diárias, ou de insuficiência cardíaca congestiva (ICC), a perda de peso é uma das consequências geradas por essas doenças. Sendo assim, um paciente magro está mais vulnerável a se desnutrir em comparação àquele indivíduo com reservas extras de gordura. Nestes casos, paciente acima do peso levam vantagem.

Estas situações geram um paradoxo: ao mesmo tempo em que a obesidade é um fator de risco potencial para desencadear uma série de doenças graves, manter o peso quando se está doente torna-se necessário para evitar pioras no quadro.”

Fonte: Renata Lima/ Olhar Vital

Aneuploidia cerebral - exceção que parece ser regra no cérebro

Historicamente relacionado ao surgimento de câncer e a algumas patologias como o mal de Alzheimer, o fenômeno caracterizado pelo aumento ou redução no número ideal de cromossomos em uma célula (46, no caso humano), a Aneuplodia é comum em células cerebrais, conclui a pesquisa desenvolvida pelo Laboratório Nacional de células-tronco Embrionárias (Lance/UFRJ), em parceria com o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG/UFRJ), o Inca e a USP.

O trabalho surgiu há 10 anos, em um estudo sobre translocação (rearranjo genético) com camundongos, realizado pelo neurocientista brasileiro Stevens Rehen, professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em seu pós-doutorado na UCSD (University of California San Diego). Durante a pesquisa, ao usar uma técnica para localizar rearranjos, ele constatou que o que ele estava presenciando não era apenas uma questão de deslocamento de uma porção de genes, mas, sim, de um cromossomo inteiro.

Num primeiro momento, o professor verificou que, ao invés das células cerebrais dos camundongos apresentarem 40 cromossomos (o que seria o ideal), o número variava para menos ou para mais (Aneuploidia). Depois, através da análise de exames de sangue, pôde perceber que essa “anomalia” não estava presente nas demais células e que se tratava de uma característica exclusiva das células cerebrais, os neurônios. O estudo foi realizado em peixes e humanos, e o resultado foi o mesmo.

“Perder ou ganhar um gene, mexe drasticamente com a composição gênica de um indivíduo. Esse fenômeno deve explicar, por exemplo, por que gêmeos podem possuir comportamentos tão diferentes”, declara Rafaela Sartore, aluna de doutorado do professor Stevens e primeira autora do artigo sobre a variação no número de cromossomos neurais. Segundo ela, a pergunta que motivou o estudo aqui no Brasil, após a volta do professor, foi como e por que essa aneuplodia acontece e é comum no cérebro.

Uma das técnicas utilizadas para responder a essas perguntas foi a Cariotipagem, técnica utilizada para verificar o número de cromossomos na célula. Além disso, experimentos com células embrionárias (células tronco) foram realizados para verificar se, ao transformá-las em um neurônio, a taxa de aneuplodia aumentava. O resultado foi surpreendente, afirma Rafaela, “praticamente duplicou”. Na análise, também ficou constatado que a alteração era, em sua maioria, de perda e, não, ganho de cromossomos. “Ganho de cromossomos está relacionado a câncer, e isso não foi verificado”.

Assim, chegaram à conclusão de que a alteração é normal e ela ocorre quando a célula está se especializando. “É uma característica normal dos neurônios, faz parte do processo de sua formação”. Outros testes foram desenvolvidos, como o para verificar a taxa de morte dessas células. Normalmente, explica Rafaela, a célula se suicida quando há aneuploidia, para assegurar a estabilidade genética, mas isso não foi constatado. Em pesquisa futura, conta a doutoranda, a equipe que vai estudar como esse fenômeno pode estar relacionado a distúrbios neurológicos, como esquizofrenia e autismo, e qual é o seu papel dentro do sistema.

Fonte: Luana Severiano / Olhar Vital

Espírito Santo - Secretaria de C&T seleciona trabalhos para 8ª SNCT

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) do Espírito Santo abriu nesta semana as inscrições para a seleção de propostas para a 8ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, que acontecerá em outubro. Podem participar estudantes da rede pública de ensino das redes federal, estadual e municipal. A submissão pode ser feita até 11 de agosto.

Os projetos devem abordar o tema “Mudanças Climáticas, Desastres Naturais e Prevenção de Riscos”. Os trabalhos deverão ser obrigatoriamente desenvolvidos por alunos sob orientação de um professor. A proposta é estimular os jovens a participarem de eventos científicos.

De acordo com a instituição, serão selecionados 22 trabalhos, que devem apresentar criatividade, relevância social, coerência com o tema, metodologia e referências. A mostra será de 17 a 21 de outubro. Podem também participar alunos do projeto de educação de Jovens e Adultos (EJA).

O edital está disponível neste link. (Com informações da Sect)

Unila e UFPR - Acordo prevê intercâmbio de professores e alunos

Um convênio de cooperação acadêmica e científica que prevê o intercâmbio de professores e alunos, cursos de diferentes níveis, troca de informações bibliográficas, além de facilidade de acesso a banco de dados, a laboratórios e a bibliotecas, foi assinado na semana passada entre as universidades federais da Integração Latino-Americana (Unila) e do Paraná (UFPR).

“A Unila tem um perfil que a habilita a relacionar-se com as melhores universidades brasileiras e estrangeiras. Por isso, consideramos da maior importância que a UFPR seja nossa parceira”, ressaltou o reitor da Unila, Hélgio Trindade.

A Unila foi criada oficialmente pela Lei nº 12.189, de 12 de janeiro de 2010. Com sede em Foz do Iguaçu (PR), a instituição de caráter multicultural e multidisciplinar abriu os seis primeiros cursos de graduação em agosto do ano passado. Hoje, oferece 12 cursos e reúne cerca de 800 alunos do Brasil e de países vizinhos.(Com informações da Fundação Araucária) 

 Fonte: Gestão CT

Rio Grande do Sul e Cuba estreitam relações nas áreas técnicas e de ciência e tecnologia

Rio Grande do Sul e Cuba estreitam relações em diversas áreas

Um memorando de entendimento entre o Estado do Rio Grande do Sul e Cuba foi assinado na semana passada, com vistas a viabilizar o intercâmbio de conhecimento nas áreas técnicas e de ciência e tecnologia. O documento também traz propostas para os setores da agricultura, saúde, educação, esporte e lazer, cultura e turismo.

Na ocasião, a secretária de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico em exercício, Ghissia Hauser, disse que a ideia é dar segmento na relação na área de biotecnologia. “O Rio Grande do Sul possui pesquisa relevante nessa área, com instituições exemplos como o Instituto de Cérebro, o Instituto de Cardiologia e a Santa Casa da Misericórdia”.

Para o embaixador cubano no Brasil, Carlos Raphael Zamora Rodríguez, o documento apresenta um conjunto de áreas estratégicas para fortalecer os vínculos entre o Rio Grande do Sul e Cuba.(Com informações da SCT-RS) 

Fonte: Gestão CT

Fapern - Apoio a projetos de PD&I em microempresas e empresas de pequeno porte

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern) seleciona propostas para o edital n° 1/2011, no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Microempresas e Empresas de Pequeno Porte na Modalidade Subvenção Econômica (Pappe Integração). As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de agosto.

O objetivo é selecionar propostas empresariais para subvenção econômica à pesquisa e desenvolvimento de processos e/ou produtos inovadores no Rio Grande do Norte. Serão destinados ao programa recursos financeiros da ordem de R$ 2 milhões.

Os projetos devem estar enquadradas dentro dos seguintes temas: agronegócio; têxtil; confecção; alimentos; saúde; reciclagem; controle de poluentes; biocombustíveis; energias alternativas; nanotecnologia; turismo; neurociência; biotecnologia; mineração; petróleo e gás; tecnologia da informação e comunicação; e aproveitamento de resíduos.

Podem participar empresas individuais, sociedades empresariais e sociedades simples, enquadrados nas categorias de microempresas ou empresas de pequeno porte do Estado, que realizem, ou se proponham a realizar, atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no Rio Grande do Norte.A Fapern é uma instituição associada à ABIPTI.

Fonte: Gestão CT