terça-feira, 19 de abril de 2011

O Titanic naufragava em 14 de abril de 1912

O mito do "navio inafundável" começou a ir por água abaixo a 14 de abril de 1912, quando o Titanic chocou-se com um iceberg. Apenas 706 das 2.207 pessoas a bordo na viagem inaugural do navio de luxo sobreviveram.

A viagem do colosso de 50 mil toneladas havia se iniciado no dia 10 de abril em Southhampton, na Inglaterra, com destino a Nova York. O maior navio já construído media cerca de 270 metros de comprimento por 28 de largura e tinha oito fileiras de convés. Era quase tão grande quanto um quarteirão de prédios de 11 andares.

Era movido a vapor, gerado pela combustão de carvão em 159 enormes fornalhas. Tinha 90 caldeiras e quatro motores. A construção foi feita pelos estaleiros mais famosos de seu tempo, Harland e Wolff, de Belfast, e entregue à White Star Line a 2 de abril de 1912.

Já na manhã de domingo, dia 14 de abril, o Titanic recebeu a primeira das seis mensagens de advertência que chegariam ao longo do dia, sobre um campo de gelo à frente, perto de ilha de Terra Nova, no Canadá.

Logo depois do jantar, enquanto os passageiros da primeira classe comiam a sobremesa, o capitão, Edward J. Smith, ainda subiu até a ponte e conversou com o oficial de guarda sobre o tempo calmo e a dificuldade de visualizar icebergs naquela noite clara, mas sem luar.

Embora não dispusessem de binóculos, os vigias da noite, Frederick Fleet e Reginald Lee, assumiram seus postos e, pouco antes da meia-noite, Fleet reconheceu a ponta de um iceberg 460 metros à frente e avisou a ponte. Simultaneamente à manobra de desvio, começaram a ser fechadas as portas dos compartimentos abaixo do nível da água, selando o destino de muitos trabalhadores.

Cerca de 30 segundos após ser avistado, o bloco de gelo atingiu o navio a estibordo. O impacto foi sentido por vários passageiros como um tremor seguido de um rangido metálico. Dez minutos após a colisão, a água já atingia quatro metros acima da quilha e inundava completamente todos os compartimentos danificados.

Thomas Andrews, assistente dos construtores, calculou que ainda havia de uma hora a uma hora e meia até que a embarcação afundasse completamente, ao que foram iniciados os pedidos de socorro e dadas as ordens aos passageiros para que vestissem os coletes salva-vidas, ao mesmo tempo em que os botes eram lançados ao mar.

O navio salva-vidas Carpathia, que ia de Nova York a Liverpool, estava a 94 quilômetros dali e tomou curso em direção ao Titanic, mas só chegaria quatro horas mais tarde. Houve tumulto e desorganização enquanto os botes salva-vidas eram baixados e ocupados. Temendo-se que eles virassem no mar, os tripulantes inicialmente não permitiram que fossem lotados com a capacidade máxima, 60 pessoas.

Ao descer o bote de número 14, um oficial disparou três tiros para o ar, a fim de evitar que outros passageiros pulassem no bote já cheio. Começou a haver pânico entre os passageiros. A esta altura, já estavam sendo disparados os sinais luminosos e o navio afundava, inclinado.

Enquanto isso, a banda continuava tocando no salão de jantar. O maestro Wallace Henry Hartley ordenou tocar Mais perto de ti, Senhor, o qual ele dizia que seria o hino de seu funeral. Às 2h10min foi enviado o último pedido de socorro. Cinco minutos depois, a ponte de comando era invadida pela água. Oito minutos mais tarde, já com popa e proa perpendiculares, o casco partiu-se ao meio e afundou.

Os 705 sobreviventes (há também uma versão de que teriam sido 706) foram resgatados pelo navio Carpathia, que chegou ao local às 3h30min. Eles chegaram a Nova York quatro dias mais tarde.

O inquérito iniciado a 2 de maio na Câmara do Comércio da Inglaterra recomenda, em seu término, que existam mais compartimentos à prova d'água em navios transatlânticos, botes salva-vidas para todos a bordo e melhores vigias (aberturas).

Os destroços do Titanic foram encontrados em setembro de 1985 pela expedição franco-americana chefiada por Robert Ballard, a 3797 metros de profundidade.

Fonte: Peter Koppen (rw)

320% de crescimento da engenharia industrial no Brasil

Engenharia industrial brasileira cresce 320% em cinco anos
A engenharia industrial realizou mais nos últimos cinco anos do que nos vinte anteriores. De 2005 a 2009 os negócios da área cresceram quase 320%. Estes e outros dados sobre as empresas que constroem a indústria nacional estão reunidos no relatório 2010 da Abemi (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), entidade que reúne 136 empresas nos segmentos de engenharia, construção, montagem, fabricação e manutenção industrial.

O documento revela importante evolução no número de empregos do setor, que passou de 115 mil em 2002 para mais de 351 mil empregados em 2010, com a retomada do crescimento da indústria nacional. Destes, 32 mil são profissionais de nível médio e quase 30 mil são engenheiros ou outros profissionais de nível superior. Vale lembrar que em 1997 o setor foi reduzido a cerca de 70 mil empregos, no auge da crise na área industrial do país.

Como explica o presidente da ABEMI, Carlos Maurício de Paula Barros, "a engenharia brasileira foi seriamente afetada pela falta de investimentos nos 1980 e 1990. Por conta disto muita gente mudou de atividade e milhares de engenheiros abandonaram a profissão. Agora estamos vivendo um período dinâmico, com novas demandas em tecnologia, formação de pessoal e investimentos. Felizmente, o setor está conseguindo responder bem a todos os desafios, especialmente nas áreas de petróleo, mineração e siderurgia, as mais ativas neste momento".

Fonte: Portal Naval