quarta-feira, 6 de abril de 2011

Salão Internacional das Invenções de Genebra recebe universidades sul-americanas

Universidades sul-americanas no salão de invenções

A 39ª edição do Salão Internacional das Invenções de Genebra, que será realizado entre os dias 6 e 10 de abril, dará este ano um espaço específico às criações das universidades, três delas latino-americanas, sendo uma brasileira.

Pela primeira vez, o salão dedicará um pavilhão específico às invenções de estudantes e professores universitários, administrado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), colaboradora do evento.

Para esta primeira edição do pavilhão, foram convidados oito países, três deles latino-americanos: Brasil, Colômbia e Cuba.

No total, 14 universidades participarão do evento e mostrarão 37 invenções. As três criações universitárias mais inovadoras serão recompensadas com um prêmio da OMPI, que também concederá uma medalha ao melhor inventor, à melhor inventora e ao melhor jovem inventor do salão.

Além disso, a OMPI organiza um pavilhão de informações sobre patentes do qual participarão 13 escritórios nacionais, entre eles o do Brasil. Este ano, 785 expositores provenientes de 45 países apresentarão mais de mil invenções. Delas, 79% foram criadas por empresas, instituições ou universidades, e 21% por inventores individuais.

Ao todo, 48% das invenções apresentadas provêm da Europa, 47% da Ásia e o Oriente Médio, e 5% dos demais continentes.As invenções cobrem todos os campos do saber, a tecnologia e a ciência, embora por ordem de importância destaquem-se as relacionadas com o meio ambiente e a saúde.

No total, serão entregues 54 prêmios diversos e são esperados 60 mil visitantes, 55% deles profissionais e 45% interessados em geral.(Terra)

Fonte:Cimm

FAPESP e Canadá - acordo com universidades de Toronto e de Western Ontario

Cooperação com universidades de Toronto e de Western Ontario terá chamada de propostas de pesquisa e deverá estimular o intercâmbio entre cientistas brasileiros e canadenses em diversas áreas do conhecimento

A FAPESP assinou um acordo de cooperação científica e acadêmica com as universidades de Toronto e de Western Ontario, ambas sediadas na província de Ontário, no Canadá.

O documento, assinado por Celso Lafer, presidente da FAPESP, e por Paul Young, vice-presidente da Universidade de Toronto, e Ted Hewitt, vice-presidente de Relações Internacionais e Pesquisas da Universidade de Western Ontario, no dia 30 de março, tem como objetivo promover e apoiar projetos de pesquisa envolvendo a colaboração entre pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa do Estado de São Paulo e de Ontário.

O total investido na ação é de 200 mil dólares canadenses (cerca de R$ 330 mil). A FAPESP será responsável pela contribuição de 100 mil dólares canadenses e a outra metade será dividida entre as duas universidades.

Segundo Lafer, o acordo representa mais uma ação de internacionalização da FAPESP. “Tanto a Universidade de Toronto como a Universidade de Western Ontario integram um processo mais abrangente que representa possibilidades de pesquisa e de interação entre pesquisadores do Estado de São Paulo e pesquisadores dessas duas universidades”, disse à Agência FAPESP.

Já os representantes das universidades consideram a iniciativa pioneira. “Essa é uma ótima oportunidade para nós, pois irá estimular a colaboração entre pesquisadores em todas as áreas do conhecimento”, afirmou Hewitt.

O vice-presidente da Universidade de Western Ontario disse que esse tipo de intercâmbio ainda é pouco praticado entre cientistas canadenses e brasileiros. Ele espera que com as chamadas de propostas e outras ações previstas no acordo se estimule a realização de projetos de pesquisa conjuntos entre os dois países.

“Acredito que o acordo propiciará o desenvolvimento de projetos mais amplos e cientificamente melhores. Isso poderá beneficiar tanto o Brasil e o Canadá como o resto do mundo”, disse Hewitt.

Fundada em 1827, a Universidade de Toronto é a maior no Canadá e tem seu ensino e pesquisa reconhecidos internacionalmente. De acordo com o Times Higher Education Supplement, a universidade é uma das cinco no mundo posicionadas entre as 16 maiores nos rankings em todas as áreas do conhecimento.

A Universidade de Toronto tem mais de 2,5 mil professores, 65 mil estudantes matriculados e outros 6,5 mil alunos estrangeiros, divididos em cinco campi e institutos de ensino e pesquisa.

A Universidade de Western Ontario foi fundada em 1878 e conta com cerca de 3,5 mil professores e pesquisadores e 30 mil estudantes em seus mais de 400 cursos de graduação, pós-graduação e especialização.

Fonte: Agência Fapesp