sexta-feira, 1 de abril de 2011

Anprotec - Missão Técnica Internacional para os países escandinavos



































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Cristiane Alves Sierra Pereira - Doutoranda de São Carlos - recebe o Prêmio Petrobras de Tecnologia

A aluna do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPGEQ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Cristiane Alves Sierra Pereira foi uma das vencedoras da 5ª edição do Prêmio Petrobras de Tecnologia. O trabalho "Catalisadores de Cu (II) ou Fe (III) Suportados EM Tio2 - Atividade no Abatimento de Emissões de Óxidos de Nitrogênio", orientado pelo professor Ernesto A. Urquieta-Gonzalez do Departamento de Engenharia Química (DEQ) da UFSCar, foi premiado na categoria Tecnologia de Preservação Ambiental. Como explica Cristiane, a pesquisa desenvolvida no PPGEQ permite a construção de tecnologias que atuem na redução das concentrações de óxidos de nitrogênio na atmosfera, que estão presentes nos gases emitidos pelas indústrias e queima de combustíveis fósseis, como a gasolina. "É estratégica a busca de processos que minimizem as emissões desses gases poluentes.

Processos catalíticos têm se mostrado altamente atrativos para essa finalidade, devido ao envolvimento de catalisadores cada vez mais eficientes e, por consequência, resultando em processos mais econômicos. Esses processos permitem converter os óxidos de nitrogênio (NOx) em nitrogênio (N2), um gás inerte e inofensivo ao meio ambiente", explica.


Cristiane esclarece que os catalisadores podem ser aplicados em plantas industriais de craqueamento de derivados de petróleo, que geram grandes quantidades de óxidos de nitrogênio. "O foco do trabalho premiado, que desenvolvi durante o mestrado como bolsista Fapesp, foi maximizar a conversão de óxido de nitrogênio a gás nitrogênio por meio de um processo envolvendo catalisadores contendo óxidos de metais de transição como o cobre, ferro ou cobalto depositados numa matriz de titânia", aponta Cristiane.


Cristiane afirma que o reconhecimento enriquece sua formação como pesquisadora. "É indiscutível que ganhar um prêmio dessa magnitude é de grande significado na minha formação e terá grande importância em meu currículo. Além do mais, é muito gratificante que o trabalho que desenvolvo no Laboratório de Catálise do DEQ-UFSCar tenha tido o reconhecimento dos avaliadores e tenha sido considerado relevante na área de tecnologia de preservação ambiental", conclui a doutoranda.


A pesquisa premiada faz parte de um conjunto de projetos na área de Catálise Ambiental, que são coordenados pelo professor Ernesto A. Urquieta-Gonzalez e desenvolvidas no DEQ desde 1998. Mais informações sobre o Prêmio Petrobras de Tecnologia podem ser acessadas em www.petrobras.com.br/premiotecnologia.

Fonte: TN Petróleo

Inmetro - Apoio à inovação


Está em curso no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), um processo para alterar as leis básicas que regem o órgão (5966/1973) e (9933/1999). A informação foi anunciada pelo presidente do instituto, João Jornada, na última terça-feira (29), em Brasília (DF), e, segundo ele, a proposta é dar mais fôlego à instituição.

“Essa nova lei é uma evolução da legislação anterior e a modificação dará maior flexibilidade nas atividades de pesquisa e desenvolvimento”, antecipou em entrevista exclusiva para o Gestão C&T online, após o Seminário do Programa da Excelência na Gestão, realizado pela ABIPTI.

A proposta já foi apresentada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao qual o Inmetro está subordinado, e segundo Jornada, as negociações estão avançadas. “Ainda não há uma previsão, mas pelo andamento das negociações, o processo será relativamente rápido. Nossas expectativas são altamente positivas. O ministro Fernando Pimentel tem nos dado um apoio muito grande”, falou.

Espera-se com a alteração, posicionar o Inmetro como um agente fundamental de apoio à competitividade a partir de três eixos básicos: defesa comercial, ou seja, garantir uma justa competição no mercado brasileiro; ampliação dos serviços disponíveis para as empresas nacionais, principalmente, na área de metrologia e avaliação da conformidade; e apoio à inovação, por meio de programas conjuntos, e de serviços especiais de alta tecnologia.

Dentro dessa última linha, Jornada destacou que o Inmetro está estudando criar a figura de laboratórios associados, em parceria com universidades, centros de pesquisa conveniados ao instituto, e órgãos governamentais. O objetivo é fazer uma ampla base de apoio à inovação nas empresas.

A nova legislação também prevê a criação de um conselho consultivo, que terá a responsabilidade de orientar a instituição para torná-la compatível com estruturas de outras organizações do Brasil e do exterior. “A instituição precisa ter rapidez para responder com agilidade as necessidades dos diversos atores da sociedade. Não só da população, mas de agentes econômicos importantes para geração de emprego, para defesa comercial e para proteção do consumidor”, completou.

Fonte: Cynthia RibeiroGestão C&T

Físicos brasileiros desenvolvem método para estimar a precisão de medição em sistemas quânticos.

General framework for estimating the ultimate precision limit in noisy quantum-enhanced metrology
Medidas incertas
Como estimar a dimensão da incerteza em medições na escala quântica – e reduzir essa incerteza? “Até agora, ninguém sabia como avaliar a influência do ambiente em experimentos quânticos para estimar parâmetros”, disse o físico Luiz Davidovich, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Com o trabalho publicado esta semana no site da Nature Physics, feito em parceria com seu aluno de doutorado Bruno Escher e o colega Ruynet de Matos Filho, Davidovich está ajudando a mudar essa realidade. A afirmação é dos físicos italianos Lorenzo Maccone e Vittorio Giovanetti em comentário sobre a pesquisa dos brasileiros na mesma edição da revista.

“A estimativa de parâmetros é um problema antigo na ciência”, comparou Davidovich. Medir fenômenos quânticos com sondas equivale, em outra escala, a avaliar a profundidade de um poço com uma onda sonora, ou usar ultrassom para medir o diâmetro do cérebro de uma criança que ainda não nasceu: são estimativas indiretas com uma incerteza necessariamente embutida nelas.

A grande diferença é que para essa escala corriqueira do cotidiano existe uma teoria geral que diz qual a precisão possível de se atingir com medições e quanto ela pode ser aumentada, por exemplo, com medições repetidas.

Para fenômenos quânticos também existem formas de se reduzir a incerteza nas medições. É o caso do emaranhamento, que faz com que certas propriedades sejam compartilhadas entre as sondas de medição.

“Com essas técnicas podemos conseguir uma precisão muito melhor”, disse o físico. Mas isso só funciona em situações ideais, sem interferências ambientais como efeitos de temperatura. Algo que no mundo real nunca acontece.

Segundo Davidovich, o mais importante da teoria geral proposta no artigo agora publicado é que ela não se limita a estimar a influência do mundo real nas medições. Ela também pode ajudar a avaliar, em cada situação, como otimizar a precisão.

Davidovich explica que um número muito grande de medidas pode acabar eliminando a vantagem oferecida por efeitos quânticos quando há interferência do ambiente.

“Estamos mostrando uma transição entre o regime quântico e o clássico”, resume. E chegando mais perto de “encontrar um equilíbrio adequado entre a beleza diáfana da mecânica quântica e a terrível fera das imperfeições do mundo real”, como disseram os físicos italianos no comentário.

Leia o resumoo General framework for estimating the ultimate precision limit in noisy quantum-enhanced metrology (doi:10.1038/nphys1958), de Davidovich e outros


Fonte: Maria Guimarães / Revista Pesquisa FAPESP

IEA USP - Envelhecimento e Urbanização

 Novo envelhecimento
O envelhecimento e a urbanização são tendências demográficas importantes no século 21. A população urbana, que já corresponde à metade da humanidade, dobrará até 2050, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Por outro lado, se hoje existem cerca de 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos, em 2050 a população nessa faixa etária será de quase 2 bilhões.

A consequência disso é que a sociedade precisará repensar o lugar dos idosos nas cidades e implantar uma nova cultura do envelhecimento. Essa é uma das principais conclusões dos especialistas que participaram, no dia 29 de março, em São Paulo, da mesa-redonda "Aspectos urbanos e habitacionais em uma sociedade que envelhece".

O evento integrou a programação do ciclo "Idosos no Brasil: Estado da Arte e Desafios", promovido pelo Institutos de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), pelo Grupo Mais-Hospital Premier e pela Oboré Projetos Especiais de Comunicação e Artes.

Coordenada por David Braga Jr., do Grupo Modelo de Atenção Integral à Saúde (Mais), a mesa-redonda – a terceira do ciclo – teve a participação de Alexandre Kalache, da Academia de Medicina de Nova York (Estados Unidos), e de Guita Grin Debert, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Kalache, carioca que dirigiu por 13 anos o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), os dados da ONU mostram que a população mundial crescerá cerca de 50% (para 9 bilhões) até 2050. No mesmo período, a população acima de 60 anos terá aumentado 350%, sendo que a maior parte desse aumento ocorrerá nos países em desenvolvimento, cada vez mais urbanizados.

Essa perspectiva de futuro, segundo ele, deverá ser compreendida pela sociedade, que precisará desenvolver com urgência uma “cultura do envelhecimento” – o que inclui mudanças nas cidades e no comportamento ao longo da vida.

“É importante destacar que 2050 não é uma data distante. Os idosos de quem estamos falando são as pessoas que hoje já são adultas, que podem ter 20 ou 40 anos. Por isso, é fundamental personalizar a mensagem”, disse .

Com os avanços da medicina e da própria sociedade urbana, a parcela da vida que um indivíduo passa na condição de idoso será cada vez maior, apontou o especialista. Com essa tendência, já ocorre uma mudança de paradigmas em relação ao que significa envelhecer. “A ideia da vovó fazendo tricô e do vovô de pijama, lendo jornal, é um estereótipo do envelhecimento que não nos serve mais”, disse.

Segundo Kalache, quando o prussiano Otto Von Bismarck implementou pela primeira vez a aposentadoria, no século 19, a expectativa de vida na Alemanha era de 45 anos e os idosos tinham muito menos acesso à saúde. Se continuassem trabalhando, teriam produtividade baixíssima e criariam muitas dificuldades no ambiente de trabalho.

“Era plausível dar um dinheirinho para que o idoso ficasse em casa pelos poucos anos que lhe restavam. É óbvio que isso não pode dar certo nas condições atuais, muito menos nas condições que teremos até 2050. É preciso que os jovens reinventem seu planejamento de vida”, afirmou.

No modelo convencional, a primeira etapa da vida era dedicada ao aprendizado, enquanto a segunda etapa era voltada para a produção e a aplicação do aprendizado no trabalho. A etapa final seria dedicada ao descanso e ao ócio.

“Não podemos mais pensar assim. A expectativa de vida é cada vez mais longa e as pessoas serão idosas por um período cada vez maior de suas vidas. Elas terão condições de produzir até uma idade bem mais avançada. Por outro lado, a pessoa não pode mais parar de adquirir conhecimento aos 25 anos de idade, pois o aprendizado fica obsoleto cada vez mais cedo”, disse.

Se a produção e o trabalho serão uma realidade cada vez mais presente na velhice, em contrapartida a aquisição de conhecimento não poderá mais ficar confinada apenas às primeiras décadas. “É do interesse da sociedade que a pessoa mantenha o aprendizado e que produza ao longo de toda a vida. As pessoas terão oportunidades – que a sociedade vai precisar oferecer – para se reciclar, estudar e se reavaliar”, afirmou.

De acordo com Kalache, a capacidade funcional dos indivíduos será preservada, cada vez mais, para além dos 65 anos. Com isso, espera-se que a aposentadoria compulsória possa ser revista. “Isso é saudável, porque o passado idealizado do idílio do pijama e do tricô é algo que talvez nunca tenha existido. Na maior parte dos casos, sob esse estereótipo se escondia um idoso sem autonomia, sofrendo abusos e deprimido”, disse.

O envelhecimento e a urbanização, segundo Kalache, são as duas principais tendências demográficas do século 21. O Brasil, segundo ele, é um modelo adequado para se observar essa realidade.

“Somos um país emergente já urbanizado, que envelhecerá mais do que qualquer outro. Mas temos que fazer nossa própria discussão sobre o envelhecimento. Os modelos do Japão, da Dinamarca ou da França não nos interessam. Esses países enriqueceram primeiro, depois envelheceram. Não teremos essa oportunidade. Se imitarmos esses modelos, vamos apenas perpetuar a desigualdade”, disse.

No Brasil, segundo Kalache, a população de mais de 60 anos passou de 8% para 12% nos últimos 30 anos. Na França, foram necessários 115 anos para que a proporção de idosos passasse de 7% para 14%.

“Por outro lado, a concentração urbana também foi vertiginosa no Brasil. Um terço da população vivia em cidades em 1945 e hoje essa proporção passou para 87%. Vamos precisar mudar a realidade do idoso no contexto urbano – e para isso é fundamental ouvi-lo e fazê-lo contar como é a experiência de ser idoso na cidade”, afirmou.

Kalache foi responsável pela publicação, em 2007, do Guia da OMS das Cidades Amigas dos Idosos, produzido com base em pesquisas em 35 cidades em todo o mundo, fundamentadas em entrevistas com grupos focais de idosos durante seis meses.

Uma das experiências do programa foi feita no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde Kalache nasceu. Em 33 anos na Europa, o pesquisador fundou o Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. Hoje, trabalha na criação de um Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento.

Questão pública

Guita Debert, que integra a coordenação da área de Ciências Humanas e Sociais da FAPESP e coordena o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp, destacou que trabalhar com a velhice representa um enorme desafio, já que a questão passou por muitas modificações recentes.

Um dos principais panos de fundo dessa mudança é que a velhice, que historicamente dizia respeito à esfera privada, vem se tornando cada vez mais uma questão pública.

“A velhice passou a fazer parte da geografia social, por assim dizer. À medida que a gerontologia se consolidou como saber específico, criado para identificar necessidades do idoso, ela se tornou um ator político e também um agente do mercado de consumo”, afirmou.

Inicialmente focada na ideia do idoso como um indivíduo que perde os papéis que tem na sociedade, a gerontologia passou a mudar seu enfoque a partir da década de 1980.

“Em vez de um momento de perdas, a velhice passou a ser considerada um momento de lazer, de novas experiências e projetos. A velhice foi deixando de ter o sentido de uma perda do papel na sociedade e se tornou o momento de direito ao não-trabalho, na qual o lazer se torna central.”

Segundo Guita, o Brasil adquiriu know-how e sofisticação nas opções de lazer e atividades para os idosos. Mas isso se limita aos “jovens idosos”, isto é, aquela parcela que preserva sua autonomia funcional. “Há um grande contraste. Para os idosos que têm a autonomia funcional comprometida, estamos em estágio precário, não oferecemos nada”, afirmou.

Para integrar o idoso à cidade, segundo a pesquisadora, não basta levar em conta apenas a diversidade de poder aquisitivo, raça e local de moradia, entre outros fatores. É necessário também pensar nas diferenças de autonomia e capacidade.

“É preciso avaliar sobretudo as diferenças de custos de políticas públicas para os idosos ‘jovens’ e para os outros. É hipocrisia dizer que existe uma política para idosos, se ela só está beneficiando justamente a parcela que tem menos dificuldades. São boas iniciativas, mas têm foco apenas em uma parcela privilegiada dos idosos”, disse.

A antropóloga destacou também que as mudanças ocorridas no espaço urbano recentemente podem permitir um aprimoramento da autonomia do idoso. “Devemos fugir da confusão entre morar só e estar submetido à solidão. Principalmente porque hoje é possível operar com a ideia da intimidade a distância, viabilizada pelos meios de comunicação, sobretudo eletrônicos. E isso pode ocorrer até mesmo fora das relações familiares.”

Segundo ela, a gerontologia ainda valoriza profundamente a ideia de manter o idoso junto à família, fechado no universo privado. “É importante rever essa ideia, quando pensamos na cidade que acolhe o idoso”, afirmou.

Estudos realizados em ciências sociais, em especial na antropologia, mostram que se tinha pouca informação sobre a vida do idoso há 100 ou 200 anos, segundo Guita. Ainda assim, é provável, segundo ela, que a vida no seio da família tenha sido a preferência do idoso apenas quando ele não tinha a opção de ser autônomo.

A antropóloga sugeriu também que seja repensada a oposição entre integração e segregação. Segundo ela, os trabalhos sobre envelhecimento não confirmam a ideia de que a integração com sociedade multigeracional garante o bem-estar do idoso.

“Muitas vezes, nos ambientes onde todos são idosos, a velhice deixa de ser uma marca identitária e a satisfação passa a ser maior. Há uma busca de independência e de estar entre os iguais, de forma similar aos adolescentes. É importante não ter uma visão binária de segregação e integração”, afirmou.

A preservação da vida na comunidade é outra ideia predominante no senso comum, segundo Guita. Para preservar a qualidade de vida do idoso, nessa concepção, o indivíduo deveria permanecer sempre na mesma casa, ou bairro.

“Mas isso nem sempre é verdade, porque a dinâmica urbana é muito intensa. Os bairros podem passar por rápidos processos de degradação. Ou podem passar por um súbito enriquecimento, fazendo com que os antigos moradores desapareçam. Nesses casos, as perdas da coletividade estão muito presentes. A ideia de que a comunidade é sempre boa e deve permanecer deve ser revista”, disse.

A pesquisadora destacou também a importância de se dar voz aos idosos. “Essa já é uma ideia muito presente, mas é preciso valorizar a pluralidade de vozes. Não se pode ouvir representantes, mas os protagonistas, em toda sua diversidade. É preciso que haja vozes dissonantes”, disse.

Guita criticou ainda as políticas públicas brasileiras em relação ao novo papel assumido pela família quanto à responsabilidade pelo idoso. “Há uma hipocrisia nas políticas de distribuição de renda que têm enfoque familiar. Elas concentram as responsabilidades na família e, em especial nas mulheres, que acabam assumindo essas obrigações”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

ArcelorMittal - Faturamento cresceu 20% no Brasil em 2010

ArcelorMittal do Brasil divulgou ontem que conseguiu uma receita operacional líquida de R$ 16,9 bilhões, um resultado 20% superior ao obtido em 2009, ano marcado pela recessão econômica global. Segundo a siderúrgica multinacional, foram comercializadas 10,6 milhões de toneladas de aços longos e planos, uma alta de 12,2%. O resultado não chegou a ser comemorado pela empresa, a julgar pela mensagem da administração que acompanhou a publicação anteontem dos resultados de 2010 em jornais de Belo Horizonte (MG) e Vitória (ES).

"Ao contrário do que se previa, o ambiente para os nossos negócios no período se mostrou bastante desafiador, particularmente pelo aumento frequente dos preços do minério de ferro e do carvão mineral e pela crescente importação de aço por consumidores brasileiros", diz o texto. O balanço da Arcelor Mittal divulgado ontem não consolida os resultados da divisão de mineração do grupo Arcelor.

O resultado mostra que a produção da Arcelor no ano passado ainda não conseguiu se recuperar totalmente da crise financeira, ficando aquém do obtido em 2008. Há dois anos, a Arcelor produziu 11,1 milhões de toneladas de aço e comercializou 10,9 milhões de toneladas. A receita líquida naquela ocasião foi de R$ 19,8 bilhões.

No balanço divulgado ontem, o lucro líquido em 2010 foi de R$ 1,439 bilhão, menos da metade dos R$ 3,2 bilhões conseguidos em 2009. Em 2008, o lucro líquido foi ligeiramente inferior ao deste ano, atingindo R$ 1,425 bilhão. Segundo o relatório, o resultado em 2009 ficou inflado por dois fatores: o registro de imposto de renda diferido e ganhos financeiros, que não se repetiram no ano seguinte.


A receita de ontem inclui os resultados da subsidiária UNKI, da Venezuela, adquirida em 2009 pelo equivalente a R$ 620 milhões. Foram consolidados os dados da Arcelor Mittal Aços Longos, cuja principal unidade é em João Monlevade (MG) e da Arcelor Mittal Aços Planos, concentrada em Tubarão (ES). Segundo o balanço, a empresa investiu no ano passado o equivalente a R$ 5 bilhões.

A maior parte deste total está concentrada na duplicação da capacidade de produção de João Monlevade., que atingirá 2,4 milhões de toneladas de aço por ano. Na área de aços planos, a empresa já concluiu projetos que elevaram a capacidade de produção de laminação a quente para 4 milhões de toneladas e de 1,4 milhão de toneladas de laminação a frio, sendo 900 mil toneladas de produtos galvanizados. (Valor Econômico - 31/03/2011)

Fonte: Portal Naval