sábado, 26 de março de 2011

Aspectos Urbanos e Habitacionais em uma Sociedade Que Envelhece

Os idosos e a cidade
"Aspectos Urbanos e Habitacionais em uma Sociedade Que Envelhece" é o tema da mesa-redonda que acontece no dia 29 de março, às 14h, no Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP. Será o terceiro encontro do ciclo "Idosos no Brasil: Estado da Arte e Desafios", iniciado em outubro de 2010.

Os expositores dessa 3ª mesa-redonda serão Alexandre Kalache, consultor sênior da Academia de Medicina de Nova York, EUA, e Guita Grin Debert, do Departamento de Antropologia da Unicamp. A coordenação será de David Braga Jr, do Grupo Mais-Hospital Premier e coordenador do ciclo.

Alexandre Kalache
Alexandre Kalache é médico e pesquisador de saúde pública. Nos meados dos anos 70 foi para a Europa e lá permaneceu por 33 anos, sendo que nos últimos 13 anos dessa estada dirigiu o Programa Global de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde. Kalache fundou o Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. Atualmente tem se empenhado na criação de um Centro Internacional de Políticas para o Envelhecimento no Rio de Janeiro, onde pretende continuar suas pesquisas e sugerir melhorias para a qualidade de vida dos idosos.

Guita Grin Debert
Guita Grin Debert possui doutorado em ciência política pela FFLCH-USP e estudos de pós-doutorado no Departamento de Antropologia da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA. Integra a Coordenação de Ciências Humanas e Sociais da Fapesp e coordenada o Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Unicamp. A ênfase de seu trabalho é em antropologia urbana, atuando principalmente com os temas velhice, família, curso da vida, gênero e violência. É autora de vários livros e artigos sobre esses temas.

O ciclo é uma realização do IEA, do Grupo Mais-Hospital Premier e da Oboré Projetos Especiais de Comunicação e Artes.

Local
Auditório Oswaldo Fadiga Fontes do Centro de Computação Eletrônica da USP, Av. Prof. Luciano Gualberto, Travessa 3, 71, Cidade Universitária, São Paulo
Web
O evento terá transmissão ao vivo em www.iptv.usp.br (no menu à direita na página, clique no link "Transmissões", depois em "Ao Vivo" e localize a transmissão do evento entre as opções exibidas na parte inferior da página).
Informações
Com Sandra Sedini tel. (11) 3091-1678.

Fonte: IEA

USP - biodiesel a partir da borra de café


Cientistas da USP demonstraram que é possível usar a borra de café - o que resta do café em pó depois que ele é coado - para a produção de biodiesel. O processo consiste em extrair um óleo essencial da borra de café. Este óleo mostrou ser uma matéria-prima viável para a produção do biodiesel.

A produção do biocombustível a partir do resíduo foi testada pela química Denise Moreira dos Santos, em escala laboratorial. O estudo concluiu que a técnica é adequada para a produção do biodiesel em pequenas comunidades, para o abastecimento de tratores e máquinas agrícolas, por exemplo. "No Brasil, há um grande consumo de café, calculado em 2 a 3 xícaras diárias por habitante, por isso a produção de resíduo é intensa em bares, restaurantes, casas comerciais e residências.

Óleo essencial
"O óleo essencial, responsável pelo aroma do café, já é utilizado em química fina, mas sua extração diretamente de grãos de alta qualidade é muito cara", conta a professora. A borra do café também contém óleos essenciais, que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.

O processo de obtenção do biodiesel é o mesmo adotado com outras matérias-primas. "O óleo essencial é extraído da borra de café por meio da utilização de etanol como solvente," conta Denise. "Após a extração, o óleo é posto em contato com um catalisador alcalino, que realiza uma reação de tranesterificação com a qual se obtém o biodiesel."

As características dos ácidos graxos do óleo essencial do café são semelhantes aos da soja, embora estejam presentes em menor quantidade. A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel.

"No Brasil são consumidas aproximadamente 18 milhões de sacas de 60 quilos de café, num total de 1,08 milhões de toneladas, o que irá gerar uma quantidade considerável de resíduos," aponta a professora.

Pesquisa e educação
"Todo o experimento para obtenção de biodiesel foi realizado em escala laboratorial", explica Denise, que é professora do curso técnico de Química do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS), em São Paulo. "O objetivo da pesquisa é mostrar aos alunos que é possível aproveitar um resíduo que é descartado no ambiente para a produção de energia".

Segundo a professora, a implantação do processo de produção do biocombustível em escala industrial dependeria de um trabalho de conscientização da população para não jogar fora a borra de café, que seria recolhida para extração do óleo. "Sua utilização é indicada para pequenas comunidades agrícolas, que produziriam seu próprio biodiesel para movimentar máquinas", sugere.

Denise lembra que em algumas fazendas de café, a borra é armazenada no refrigerador para ser usada como fertilizante. "Entretanto, seu uso frequente pode fazer com que os óleos essenciais contaminem o solo", alerta. "O aproveitamento desse resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades".

Fonte: CIMM

UFPR e Petrobras inauguram laboratório

A Petrobras e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) inauguraram na última quinta-feira (24) o Laboratório de Análise de Minerais e Rochas (LAMIR), no Campus Universitário Centro Politécnico, em Curitiba. Com 1 milhão de reais em investimento, o projeto inclui implantação de infraestrutura laboratorial e o desenvolvimento de métodos complementares de caracterização de rochas.

Entre as atividades do laboratório está o desenvolvimento de pesquisa para estudo e caracterização de rochas carbonáticas não convencionais, com a integração de uma série de técnicas analíticas, permitindo a aplicação de novas tecnologias à exploração de minerais e rochas em geral.

Segundo o gestor da Rede de Estudos Geotectônicos da Petrobras, Gilmar Vital Bueno, as parcerias que a Petrobras mantém com as universidades estão alinhadas com a política da empresa de fomentar o potencial científico e tecnológico na sociedade em que atua. “Aqui na UFPR temos a certeza da qualificação profissional e o potencial criativo que a instituição tem a oferecer para a Petrobras em benefício dos projetos científicos”.

O gestor ainda ressaltou a importância das universidades em formar mão de obra especializada para suprir gargalos operacionais e tecnológicos no ramo da pesquisa e desenvolvimento. “Com o crescimento da Petrobras, nossa expectativa é aumentar cada vez mais investimentos na área da ciência e tecnologia”.

Para o vice-reitor da Universidade Federal do Paraná, Rogério Molinari, a conjuntura brasileira vive um momento de grandes desafios. “Com a questão do pré-sal, da biologia molecular e outros grandes projetos, as universidades deverão se aproximar cada vez mais das indústrias e da sociedade para alcançar altos níveis de produtividade”.

O projeto do laboratório é uma parceria entre Petrobras, UFPR, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Fundação Universidade Federal do Paraná (Funpar).

No período 2006 a 2011, os contratos entre a Petrobras e as instituições de Ciência e Tecnologia (C&T) do Estado do Paraná totalizaram R$56,7 milhões. Destes, 36% voltados para implantação de infraestrutura laboratorial e 64% em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Nesse mesmo período, foram investidos cerca de R$ 19 milhões em 21 convênios contratados com a UFPR, entre projetos de infra-estrutura e (P&D).

Fonte: Agência Petrobras

Desafio Unicamp 2011 de inovação tecnológica