sexta-feira, 25 de março de 2011

INPD oferece bolsas de pós-doutorado

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Psiquiatria do Desenvolvimento para Infância e Adolescência (INPD) , bolsas de pós-doutorado,financiado pela FAPESP e CNPq, abriu inscrições para

Ao todo serão oferecidas quatro bolsas nas áreas de “Genética Molecular”, “Pesquisas Clínicas em Psiquiatria da Infância e Adolescência”, “Informática Médica” e “Bioestatística”.

Para concorrer, é necessário ter título de doutor há cinco anos ou menos, com experiência e interesse no desenvolvimento de projetos de pesquisa em áreas relacionadas à psiquiatria da infância e adolescência.

Os candidatos selecionados irão trabalhar no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, sede do INPD. Porém, para a posição de bioestatístico, o bolsista poderá optar por atuar no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A duração das bolsas é de 12 meses, com possibilidade de renovação. Além das exigências específicas de cada área, é necessário experiência de trabalho em equipe, boa capacidade de comunicação e de redação e inglês avançado. As inscrições terminam em 29 de abril.

Mais informações pelo e-mail 

Fonte: Agência FAPESP

Equipamento desenvolvido na POLI - USP, reduz em mais de 80% o balanço em pequenas e médias embarcações

Sem balanço no mar
Reduzir o balanço em embarcações de pequeno e médio porte pode ser mais do que uma questão de conforto ou de não sentir enjoo. Para os pescadores, por exemplo, pode salvar vidas.

Atento a um nicho carente de produtos específicos, um grupo de estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), em conjunto com a empresa Technomar, desenvolveu o Sistema de Estabilização Multi-Ativo (Sema), como trabalho de conclusão de curso.

O projeto do equipamento, que visa a atender barcos de 5 a 12 metros, teve financiamento da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

De acordo com o professor Nicola Getschko, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli-USP e coordenador do projeto, uma das vantagens de um estabilizador com sistema totalmente elétrico em embarcações menores é a redução do seu custo.

“Atualmente, a maioria dos sistemas é hidráulico ou eletro-hidráulico, o que os tornam incompatíveis com as pequenas embarcações devido à complexidade desses sistemas, além do alto custo”, disse à Agência FAPESP.

De acordo com o professor, outro ponto positivo do Sema é o acionamento de seu controle e funcionamento, alimentado diretamente por um conjunto de baterias, o que o torna mais eficiente que os convencionais. “O sistema é mais simples e leve. O hidráulico, por exemplo, exige bombas e tubulações, o que aumenta a complexidade do sistema e o peso do barco”, explicou.

O princípio de funcionamento do Sema se baseia em um giroscópio, sensor interno digital cuja principal função é monitorar o movimento da embarcação.

Quando ligado, o giroscópio é programado para acionar o sistema de estabilização assim que o balanço atingir um determinado valor. O sinal é enviado para dois pequenos motores localizados na popa, gerando uma força na água oposta ao movimento do casco. O dispositivo, no entanto, tem efeito apenas quando o barco está parado.

Mar aberto
Durante os testes realizados no Tanque de Provas Numérico (TPN) – o mesmo usado pela Petrobras para testes de plataformas – na USP, a redução do balanço chegou a mais de 80%. “A oscilação é perceptível apenas por meio de um sensor, pois, visivelmente, o barco para de balançar”, disse Getschko.

Animado com os resultados, o professor conta que a próxima etapa é testar o equipamento em um barco em movimento. “Já estamos trabalhando para ver qual a reação do Sema em uma lancha de 8 metros, em condições normais de mar, ou seja, fora do tanque de testes”, disse.

Embora o produto seja promissor, ainda não há previsão para chegada do Sema ao mercado. Antes de firmar parcerias comerciais, os pesquisadores estão avaliando melhor o potencial do sistema, cujo custo final estimado estaria entre R$ 10 mil e 12 mil.

Fonte: Mônica Pileggi / Agência FAPESP