quinta-feira, 24 de março de 2011

Espírito Santo e São Paulo - Agenda bilateral vai fortalecer CT&I

Elaborar uma agenda bilateral em ciência, tecnologia e inovação, tendo como foco projetos de pesquisa na área do pré-sal, parques tecnológicos, vocações econômicas comuns e inclusão social pelo Plano Nacional de Banda Larga. Esta é a proposta do governo do Espírito Santo em parceria com o Estado de São Paulo.

Os secretários da Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, Jadir Pella, e de São Paulo, Aurílio Caiado, se reuniram na semana passada para analisar os desafios e oportunidades que os Estados administram. “Descobrimos que temos um grande parceiro, e isso será bom para o povo capixaba e todos os que esperam melhores resultados em assuntos como educação profissionalizante, por exemplo”, disse Pella.

Caiado se dispôs a desenvolver a agenda em curto prazo. Para ele, é importante contemplar projetos de natureza inovadora. Especialista em indústrias criativas, Caiado também apontou a necessidade de o Espírito Santo analisar com mais atenção o aspecto da economia do conhecimento.(Com informações da Sect-ES)

Fonte:Gestão CT

Brasil ajudará Moçambique em estudo para produção de biocombustíveis

Brasil, União Europeia e Moçambique anunciaram hoje o início de estudos conjuntos para determinar o potencial do território moçambicano para produzir biocombustíveis. Será o primeiro país africano a se beneficiar da cooperação, que pretende auxiliar na implementação de projetos nesse setor em várias partes do continente.

“Esperamos que esse projeto contribua para criar um mercado mundial de biocombustíveis”, disse o embaixador André Amado, subsecretário de Energia e Alta Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, durante a cerimônia de lançamento, em Maputo. “Biocombustíveis são uma benção”, afirmou.

O trabalho será conduzido por técnicos da Fundação Getulio Vargas e financiado pela mineradora Vale, ambas brasileiras. O projeto estava previsto desde a assinatura de um uma declaração conjunta, em julho do ano passado.

Moçambique estuda como produzir e usar biocombustíveis em larga escala desde 2007. Dois anos depois, o país aprovou a Estratégia Nacional para o setor, que será majoritariamente explorado por investidores privados.

Segundo o ministro de energia de Moçambique, ainda este ano deve ser aprovada a lei que obriga a misturar álcool à gasolina e biodiesel ao óleo diesel. “Será uma forma de criar o mercado”, afirmou Salvador Namburete. De acordo com o ministro, a regra vai determinar um prazo para a adoção da mistura. Também vai estipular que, caso ainda não haja produção nacional suficiente, Moçambique deverá importar biocombustível para completar a porcentagem. “Acredito ser possível comprarmos viaturas [automóveis] com motor flexível, produzidos no Brasil, por exemplo.”

Para Namburete, “o biocombustível é o caminho”, ainda mais agora, com a nova escalada nos preços do petróleo, por causa da crise política nos países produtores, como a Líbia. “Algumas projeções falam em fecharmos o ano com barril custando acima de U$ 220. Em 2008, quando houve uma queda de preços, houve quem acreditasse que o problema tinha acabado. Agora, estamos algumas estacas à frente”.

O passo inicial da cooperação é fazer o levantamento completo das condições de relevo, clima, solo, sociais, ambientais, de mercado, de infraestrutura e de marco legal do país. Tudo o que pode impactar na sustentabilidade e viabilidade da produção da bioenergia. Moçambique já tem parte do trabalho feito, o que deve abreviar a primeira etapa, prevista para terminar em setembro.

Identificadas as áreas adequadas para o cultivo, o estudo recomendará modelos de negócio e projetos, que poderão envolver etanol, bioeletricidade, biodiesel, biomassa sólida, ou ainda uma combinação entre elas, ou com a produção de alimentos. A expectativa é que os primeiros resultados surjam em cerca de três anos.

“Moçambique tem tudo para ser um dos líderes africanos na produção de biocombustíveis”, afirmou César Campos, da Fundação Getulio Vargas. “[O país] está entre o Trópico de Capricórnio e a [a linha do] Equador, e no meio do caminho entre a Europa e a Ásia”, disse.

O projeto, segundo ele, está preocupado em integrar a comunidade nas ações e nos resultados, gerando empregos de forma sustentável. “A ideia é sempre aproveitar áreas já degradadas e incluir as comunidades e também a produção de alimentos”, declarou Campos. “Experiências anteriores, como culturas de algodão, só perpetuaram a pobreza aqui, e não nos interessa repetir o modelo”, disse o ministro Namburete.

O ministro diz ser algo equacionável plantar para produzir combustível em um país que ainda tem parte da sua população passando fome. “Temos consciência dos desafios quanto ao uso da terra, e vamos trabalhar para que haja o equilíbrio com a produção alimentar. Está provado que o futuro será a coexistência, e não o conflito”, afirmou. “Esse problema não se põe aqui.”

O representante do governo brasileiro reforçou que “o biocombustível não compete com a produção de alimentos, porque sua produtividade é muito alta”. “Mas é preciso ser responsável na aplicação, levando em conta as particularidades locais, sem simplesmente repetir o que funcionou em um país no outro”, disse André Amado. “Não é a panaceia para todos os problemas. Mas, certamente, tem seu lugar no desenvolvimento da África.”

O embaixador afirmou ainda que o projeto envolve transferência de conhecimento e tecnologia. “Não interessa nem ao investidor que, caso quebre uma máquina, ele tenha que fazer manutenção no país vizinho”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Embrapa - Pesquisa busca recuperar população de peixes nativos

Olá, sou Paulo César Falanghe Carneiro, pesquisador da Embrapa e professor de Biotecnologia na Universidade Federal de Sergipe (UFS). 

Atualmente, desenvolvo uma pesquisa sobre conservação e uso de sêmen congelado de peixes. Meu objetivo é conservar o sêmen desses animais para utilização futura em programas de recuperação de populações nativas em ambientes degradados e em programas de melhoramento genético. 

O congelamento do sêmen em nitrogênio líquido é um método interessante por permitir sua conservação por um período muito longo. Por outro lado, por ser um método que envolve temperatura muito baixa, chegando a 196 graus negativos, são necessários ensaios experimentais para testar substâncias químicas que protejam os espermatozóides durante o congelamento. 

Minha equipe está finalizando os detalhes para a determinação da técnica de congelamento do sêmen do tambaqui, espécie amazônica de grande interesse na cadeia produtiva da piscicultura nas regiões ! norte e nordeste do Brasil. Avaliaremos ainda outras espécies de relevância econômica.

Confira a notícia na íntegra no nosso site: www.ciencia.inf.br.