segunda-feira, 7 de março de 2011

CNPq Expresso - pacote de medidas simplifica importações de produtos para pesquisa

O MCT anunciou no último dia 2, em Brasília (DF), um pacote de medidas para desburocratizar os procedimentos para as importações destinadas à pesquisa. Batizado de CNPq_Expresso, o sistema é fruto de um trabalho realizado pelo ministério em parceria com o CNPq, Receita Federal do Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e pelo Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro).

Pelo novo sistema, que passa a vigorar esta semana, as caixas com produtos para pesquisas receberão uma etiqueta especial, disponível para download no site do CNPq. Inicialmente, o sistema funcionará apenas no Terminal de Cargas da Infraero em Guarulhos (SP), responsável por aproximadamente 60% das importações para a pesquisa no país.

“As cargas dos pesquisadores ficavam perdidas nos terminais. Agora elas vão ter um tratamento diferenciado”, disse Mercadante. Além da identificação na caixa, o importador deverá enviar um e-mail específico, criado pela Infraero, para guardar informações do voo e horário de chegada da carga ao terminal. Um guia para orientar os pesquisadores sobre o novo modelo também já está disponível no site do CNPq.

Dados do MCT apontam que as importações de insumos e matérias para pesquisas são responsáveis por US$ 600 milhões da balança comercial brasileira. De acordo com informações do CNPq, os cientistas fazem cerca de 7 mil operações de registro de compra de produtos vindos do exterior por mês.(Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT

BNDES - prorrogado até dezembro o programa de incentivo à inovação tecnológica

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou hoje (4) a prorrogação do Programa de Sustentação de Investimento (PSI) até dezembro deste ano, com orçamento de R$ 75 bilhões.

Para proteger a indústria nacional das importações e incentivar a inovação tecnológica, o banco anunciou a criação de mais três linhas de financiamento dentro do programa e aumento das taxas de juros nas 11 linhas já existentes.

"O PSI foi criado em 2008 para enfrentar a crise financeira. Agora, além de sustentar taxas de investimento, há um refinamento para a inovação e fortalecimento da exportação", explicou o superintendente de Planejamento, Claudio Leal.

Fonte: Agência Brasil

Inova FV - Workshop Inovação para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil

Energia solar na pauta da indústria brasileira

Entre os dias 15 e 16 de março, especialistas e profissionais de empresas, governo e instituições de pesquisa se reunirão em Campinas (SP), durante o Inova FV - Workshop Inovação para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil. Promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Universidade de Campinas (NIPE-Unicamp) e pela International Energy Iniciative (IEI), com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o evento tem como objetivo discutir e contribuir para o fortalecimento da agenda de ações coordenadas para o setor de energia solar, nos âmbitos tecnológico, regulatório, de infraestrutura física, capacitação profissional, mercado e investimentos, em articulação com os diversos atores privados e de governo. As inscrições são gratuitas.

Durante os dois dias de discussão, também será debatida e validada uma agenda de ações para a criação de uma política industrial voltada para a indústria de equipamentos fotovoltaicos no País, ao mesmo tempo em que será discutido o potencial do mercado de energias alternativas e das indústrias de silícios grau solar no Brasil.


Segundo o coordenador do Inova FV, Gilberto De Martino Jannuzzi, da Unicamp, entre os resultados esperados, “busca-se criar um mercado que integre toda a cadeia produtiva, e contribuir para a formulação de políticas públicas para o setor no País pelos órgãos de governo competentes”, explicou.

Para o especialista da ABDI, apoiadora do evento, Cássio Marx Rabello, a discussão acontece em um bom momento. “Em consonância com as diretrizes da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), pretendemos lançar luz a uma questão bastante cara ao Brasil, que é o estímulo à inovação e ao uso das novas tecnologias pelas nossas indústrias”, analisou. Cássio Marx contribuirá com o painel Propostas para a construção de uma política industrial para o desenvolvimento da indústria de equipamentos fotovoltaicos no Brasil.

Ações estratégicas
Diante da condição estratégica do assunto, o Ministério de Minas e Energia (MME) criou o Grupo de Trabalho de Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos (GT-GDSF), com o intuito de elaborar uma proposta de política para uso da geração fotovoltaica conectada à rede elétrica, em especial em edificações urbanas, como fator de otimização de gestão da demanda de energia e de promoção ambiental do País, em curto, médio e longo prazos. O Ministério da Ciência e Tecnologia, por sua vez, encomendou um estudo ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) visando formular políticas de incentivos à fonte fotovoltaica.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também mapeia, junto às empresas, as demandas para subsidiar uma política industrial para o desenvolvimento da indústria fotovoltaica brasileira. E, em paralelo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) estuda a criação de um programa especial para a energia solar fotovoltaica. A iniciativa discute o panorama de recursos e lacunas existentes nas universidades e centros de pesquisa no Estado de São Paulo.

Fonte: TN Petróleo

FAT Pró-Inovação - Recursos somam R$ 320 milhões

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou, na última segunda-feira (28), a Resolução nº 661, que trata sobre a programação anual da aplicação dos depósitos especiais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para este ano. De acordo com o texto, o montante aprovado é da ordem de R$ 3,5 bilhões, sendo R$ 320 milhões para o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica da Empresa Nacional (FAT Pró-Inovação).

Do total destinado para o programa, que tem por meta estimular e desenvolver a capacidade inovadora e de geração de tecnologias nas empresas, R$ 220 milhões são as alocações autorizadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), conforme divulgado pelo Gestão C&T online na edição 1016. O restante é oriundo de reaplicação de retornos nos agentes financeiros, neste caso a Finep. Espera-se realizar 230 operações.

Fonte: GestãoCT

A Gestão da Amazônia – Ações Empresariais, Políticas Públicas, Estudos e Propostas

Experiências e soluções
Considerando a crescente densidade populacional da Amazônia e a complexidade de aspectos ambientais, econômicos e sociais da região, o professor Jacques Marcovitch, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), conclui que a sustentabilidade amazônica é indissociável do crescimento econômico e de estratégias de gestão voltadas para o empreendedorismo.

Diante desse contexto, em seu novo livro A Gestão da Amazônia – Ações Empresariais, Políticas Públicas, Estudos e Propostas, Marcovitch analisa os desafios estratégicos da região e, a partir de experiências concretas de gestão ambiental, indica aos tomadores de decisão – no âmbito das empresas, governos e sociedade civil – quais são as ações prioritárias para que o Brasil assuma sua responsabilidade diante da sustentabilidade do bioma.

A obra será lançada em Manaus (AM), no dia 14 de março, e em São Paulo, dois dias depois. Segundo o autor, o livro se dirige especialmente a esses tomadores de decisão, embora traga uma visão integral da Amazônia que poderá ser útil a todos os interessados pela região.

“Além de apresentar os desafios, o livro apresenta pistas de soluções para eles, a partir de exemplos de ações de diversas empresas, entidades civis e instituições de pesquisa. O objetivo é que, inspirados por essa reflexão, os gestores possam se engajar na melhoria da qualidade de vida dos 20 milhões de brasileiros que moram na região”, disse.

De acordo com Marcovitch, a crescente população amazônica é um dado que não pode deixar de ser considerado em qualquer estratégia de gestão para a região.

Segundo ele, a sustentabilidade e o desenvolvimento andam de mãos dadas, especialmente em um contexto que envolve problemas agudos como a questão fundiária, a pobreza, o desmatamento predatório e as cidades mal planejadas e inchadas pela migração rural.

“Não podemos imaginar a Amazônia como uma floresta sem gente, ou com poucas concentrações urbanas. Hoje, temos cidades médias que estão crescendo na região, com muitos problemas de planejamento. Olhar para a floresta sem olhar para as pessoas é um grande equívoco”, afirmou.

No livro, Marcovitch destaca o papel central das instituições de pesquisa. Para ele, não há lugar no Brasil tão propício a experiências avançadas em biotecnologia ou procedimentos de integração e reencontro do homem com a natureza.

“A região oferece todas as precondições para a realização do sonho ambientalista. O caminho para isso, entretanto, não é mais a estrada curta da utopia. Aí estão fatores emergentes de ordem econômica e política, incluindo aspectos de um novo capitalismo jamais imaginado pelos visionários de ontem”, disse.

No livro, a Amazônia é abordada em três perspectivas complementares – ambiental, social e econômica – , que estão presentes nas diversas partes da obra. A primeira parte corresponde ao grande cenário da Amazônia, apreciando a situação atual de todo o bioma, com os desafios que ela enfrenta.

“Esses problemas envolvem não só a questão ambiental, mas também a questão social, a economia, a gestão de águas – com problemas de contaminação e com o crescimento das cidades sem planejamento e saneamento básico –, além do tema dos mecanismos de mitigação do efeito estufa como Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) e do desafio do respeito à cultura indígena”, explicou.

A segunda parte, de natureza econômica e empresarial, tem foco em uma pesquisa realizada com dez empresas de grande porte que desenvolvem atividades sustentáveis na região.

“São empresas que estão à frente de seu tempo, engajadas em projetos envolvidos não só nas três dimensões do problema amazônico – social, econômico e ambiental –, mas também na dimensão cultural, ou seja, nas comunidades locais. São dez casos minuciosamente estudados, que incluem as áreas de extração de madeira, mineração, varejo e empresas de vários segmentos”, afirmou.

Essas empresas, segundo o autor, têm conseguido angariar reconhecimento internacional expressivo, sendo algumas delas premiadas por suas ações ligadas à sustentabilidade.

Gestão integrada

O livro também apresenta parcerias recentes entre o setor público e a iniciativa privada que, segundo o pesquisador, facilitam o caminho para o fortalecimento de uma economia verde no Brasil. “São acertos setoriais que poderiam servir de modelo e ganhar maior amplitude, em escala nacional”, disse Marcovitch.

A terceira parte, intitulada “Propostas na mesa”, reúne depoimentos de especialistas sobre a região, que lidam essencialmente com o uso sustentável dos recursos da natureza.

“Na quarta parte é feito um balanço do conteúdo apresentado e uma discussão sobre a sustentabilidade, encarada como objetivo empresarial estratégico e não como atitude beneficente. O mercado internacional exige que os exportadores apresentem certificações de suas práticas ambientais”, explicou.

Segundo Marcovitch, a complexidade e heterogeneidade da região amazônica não permitem o desenvolvimento de um modelo único de gestão.

“É muito difícil pensar em uma gestão única, mas é importante pensarmos em gestão integrada. Temos recursos disponíveis para incentivar uma gestão mais responsável da região, mas eles têm sido utilizados aquém da possibilidade. Isso indica um problema de gestão, ou seja, uma limitação da capacidade de transformar cenários e diagnósticos em resultados e políticas públicas”, disse.

O programa de lançamento do livro em Manaus e São Paulo inclui a realização de dois seminários com a participação de especialistas citados no texto. O programa desses eventos poderá ser consultado no site da FEA.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Unesp - Pesquisador descobre nova classe de asteroides no Sistema Solar

 On the first ν6 anti-aligned librating asteroid family of Tina

Nova família astronômica
Uma nova família no cinturão de asteroides na ressonância secular v6 foi descoberta pelo físico e doutor em astronomia Valério Carruba, professor do Departamento de Matemática da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Os asteroides nessa configuração fazem movimentos ressonantes aos de Saturno. Isso significa que a frequência de precessão g – ou seja, a frequência associada com o período de revolução do pericentro – dos asteroides é igual à frequência de precessão do pericentro do planeta g6. Esse fenômeno é chamado de ressonância secular linear.

“É a primeira vez que registramos no Sistema Solar a ocorrência de uma família de asteroides em suas configurações originais dentro de uma ilha de estabilidade nesse tipo de ressonância. Por ser linear, a v6 é muito eficaz em aumentar a excentricidade dos asteroides, fazendo dela uma das mais desestabilizadoras ressonâncias do Sistema Solar”, disse Carruba.

Ao todo, são 110 corpos celestes na ilha de estabilidade, sendo 90 deles integrantes da família chamada Tina, que se formou há milhões de anos a partir do choque entre asteroides e permanece incólume em meio à agitação celestial da ν6 .

De acordo com Carruba, essa característica singular de Tina evita a saída de seus membros rumo ao Sol ou para fora do cinturão. A união nessa espécie de bolha protetora se deve aos valores limitados da excentricidade – a medida do achatamento da órbita elíptica dos asteroides – atingidos pelos asteroides nessa configuração.

“Para manter o equilíbrio nesse caso, o valor precisa estar entre zero e 0,4. Valores maiores provocam encontros próximos de asteroides com planetas terrestres e podem causar a perda do objeto”, explicou.

Em artigo publicado em janeiro no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, Carruba e Alessandro Morbidelli, da Universidade de Nice, na França, descrevem também outra novidade.

Os cientistas obtiveram uma estimativa da idade da família e descobriram que o choque que deu origem a ela teria ocorrido há 170 milhões de anos.

Segundo o professor de Unesp, os asteroides no horizonte de v6 são muito instáveis por estarem perdidos em uma escala de tempo relativamente muito curta, de cerca de 2 milhões a 10 milhões de anos.

“Tina faz parte de uma nova classe de asteroides. A comunidade científica, no entanto, já conhecia as ressonâncias de 2:1e 3:2 de movimento médio com Júpiter. Ambas possuem ilhas de estabilidade e uma população de objetos nessas regiões. Porém, esta é a primeira vez que se encontra uma família de asteroide em uma ilha de estabilidade de uma ressonância secular linear”, disse.

Leia o artigo On the first ν6 anti-aligned librating asteroid family of Tina (doi:10.1111/j.1365-2966.2010.18083.x), de Valério Carruba e Alessandro Morbidelli,  no Monthly Notices of the Royal Astronomical Societ.

Fonte: Mônica Pileggi / Agência FAPESP

AUIP - Espanha oferece bolsas de pós-graduação

A Associação Universitária Ibero-americana de Pós-graduação (AUIP) abriu inscrições para bolsas de mobilidade entre universidades associadas da Andaluzia, na Espanha, e países latino-americanos.

O candidato ao auxílio deverá optar por uma das duas opções oferecidas. O primeiro tipo de bolsa é para a cobertura da viagem até o país selecionado em uma quantia máxima de 1.400 euros.

Já a segunda opção de bolsa é destinada aos que podem arcar com os custos do translado internacional. Neste caso, será concedido no máximo 1.000 euros, para gastos de permanência.

O auxílio é destinado a professores e pesquisadores, gestores e estudantes de programas de pós-graduação. A elegibilidade à bolsa depende de diversos fatores, entre eles que a permanência no país destinado deverá ser superior a uma semana e o início da viagem antes de 31 de janeiro de 2012.

O prazo para solicitação da bolsa vai até 29 de setembro.

Fonte: Agência Fapesp