sexta-feira, 4 de março de 2011

Facepe - Inscrição para o Programa de Iniciação Científica vai até abril

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) lançou nesta semana o edital 02/2011, que prevê a concessão de bolsas de iniciação científica. Realizada em parceria com o CNPq, a iniciativa ofertará 360 bolsas. Os interessados têm até o dia 8 de abril para se inscrever.

Pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), o benefício tem o valor de R$ 360, pelo período de 12 meses, com início em agosto deste ano. O objetivo é despertar a vocação para os campos das ciências e das carreiras tecnológicas, entre os estudantes de graduação.

Para participar, é preciso estar regularmente matriculado do primeiro ao penúltimo período em instituição de ensino superior situada no Estado; ter disponibilidade de 20 horas semanais para as atividades de pesquisa; e não acumular a bolsa concedida no âmbito do presente edital com qualquer outra proveniente de outros órgãos de fomento, exceto quando se tratar de bolsa de manutenção acadêmica ou similar. A fundação exige, ainda, que o estudante não possua vínculo empregatício com entidade pública e/ou privada ou outra remuneração regular de qualquer natureza.

Fonte: Gestão CT

Romã - Propriedades antioxidantes podem retardar o envelhecimento

Na Antiguidade, símbolo do amor e da fertilidade. Na mitologia iraniana, o fruto desejado da árvore sagrada. Símbolo de sorte e prosperidade, hoje, a romã, que já foi alvo das atenções dos deuses, é objeto de pesquisas no Brasil que visam a destacar seus valores nutricionais e funcionais.

Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Embrapa Semiárido e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estão desenvolvendo um estudo para agregar valor à produção de romã, no país. A ideia é aproveitar as propriedades antioxidantes da fruta, para retardar o envelhecimento precoce e reduzir riscos para doenças como hipertensão e artrite.

“A romã, de fato, tem grande potencial como alimento funcional”, afirma Ricardo Machado Kuster, do Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.Entretanto, ele destaca que os benefícios reais da ingestão da fruta somente poderão ser vislumbrados após avaliação clínica e laboratorial criteriosa, feita por médicos e nutricionistas em indivíduos que fazem uso regular dos frutos.

A romã é nativa do Oriente Médio (incluindo a parte asiática). Famosa em países como Espanha, no Brasil, ela é popularmente utilizada para infecções de garganta, diminuir o açúcar sanguíneo e para labirintite, na forma de chá, como informa o professor Ricardo Kuster. Além disso, a questão mística permanece: para atrair sorte e dinheiro no ano novo, é comum colocar sementes de romã na carteira.

Além desses valores culturalmente agregados à fruta, a romã é rica em cálcio, ferro, potássio, magnésio, sódio, fósforo, vitamina C, lipídeos, esteróis, antocianinas e outros polifenóis, conforme citam algumas revistas científicas da área, segundo Kuster. Dessa forma, a pesquisa também objetiva dizer se um dos compostos bioativos da fruta, a antocianina, é bom para a saúde e se contribui para diminuir a produção de radicais livres relacionados a algumas doenças coronárias, relacionadas ao coração, como o infarto agudo no miocárdio.

Contudo, o professor Kuster já adianta: “Os principais componentes dos frutos não são as anticioaninas”. Os taninos elágicos, como a punicalina e a punicalagina, e o ácido elágico são as substâncias majoritárias do fruto e possuem inúmeras propriedades cientificamente comprovadas associadas a elas, como antiviral, anticancerígeno, anti-inflamatório, analgésico, entre outras. Todas estas propriedades parecem estar associadas à atividade antioxidante, explica Ricardo Kuster.

Entretanto, antes de tudo, é necessário confirmar se as características da romã já conhecidas em outros países, alguns deles desde a antiguidade, permanecem em solo e clima brasileiros. “A planta é um ser vivo e determinados ambientes são mais propícios a seu crescimento. Como a planta é nativa da Ásia, com ambientes muitas vezes diferentes do nosso, é necessário saber, por meio de pesquisas, se aqui no Brasil a romã terá rendimentos na produção semelhante aos lá do exterior”, esclarece Kuster.

Antioxidantes e prevenção de doenças
Os fatores de risco para doenças como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, estresse físico e emocional, segundo Ricardo Kuster, do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estão relacionados a uma maior produção de radicais livres pelo organismo humano, de uma maneira que o nosso corpo não consegue combater com seus sistemas de defesa antioxidantes. Este fenômeno é denominado de estresse oxidativo e, logicamente, uma alimentação rica em antioxidante naturais, como aqueles presentes em frutas e legumes pode ajudar a prevenir.

Curiosidade
Ricardo Machado Kuster, professor associado da UFRJ, não faz parte do grupo de pesquisa envolvido nesse estudo sobre os benefícios da romã, mas vem trabalhando com a fruta já há alguns anos. “Sou entusiasta desse tipo de trabalho”.

“Atualmente, estamos estudando propriedades antivirais dos taninos elágicos para herpes e dengue, bem como métodos alternativos de obtenção dos mesmos”, declara o pesquisador do Núcleo de Pesquisa de Produtos Naturais da UFRJ, o professor Ricardo Kuster.

Fonte: Luana Severiano / Olhar Vital - UFRJ

CGEE e CEPAL - Estudo analisa seis décadas de crescimento econômico comparando 14 países da América Latina e da Ásia

Padrões de desenvolvimento econômico: um estudo comparado de 14 países
O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) concluiu um estudo inédito sobre o desenvolvimento econômico de 14 países asiáticos e latino-americanos no período de 1950 a 2007. O documento, produzido em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), contém análise de especialistas brasileiros que permitem compreender, por exemplo, o crescimento acelerado da China, a estagnação da Venezuela e a industrialização da Coréia.

Padrões de desenvolvimento econômico: um estudo comparado de 14 países” analisa e compara o desenvolvimento econômico das sete maiores economias da América Latina e do Caribe (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela), e seis entre as maiores economias em desenvolvimento da Ásia (China, Coréia, Filipinas, Índia, Indonésia e Tailândia), além da Rússia, único país incluído na análise cujo território se estende até a Europa. O estudo teve duração de aproximadamente um ano e meio.

Os sete latino-americanos avaliados concentram 77% da população e quase 90% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe. Já os seis asiáticos detêm 76% da população e cerca de 40% do PIB do continente. “O documento representa mais que uma base de dados completa, pois contempla uma análise aprofundada desses dados”, afirma o diretor do CGEE e supervisor do projeto, Antonio Carlos Galvão. “Pode ser o início de um grande debate sobre economia do desenvolvimento entre especialistas desse conjunto especial de países”, diz.
Para o lançamento do livro, com data a ser definida, o CGEE organizará um seminário internacional, em Brasília, com a presença de representantes dos países e tradicionais analistas da economia do desenvolvimento. O estudo comparativo do CGEE e da Cepal analisa as formas específicas com que cada país exibiu capacidade de investir e crescer de forma sustentada ao longo das últimas décadas, ou deixou de fazê-lo por um período longo. O modelo analítico foi concebido com o objetivo de equiparar as distintas bases de dados de forma a permitir a comparação rigorosa entre as 14 nações. A partir deste alicerce único e compatível, tornou-se possível identificar semelhanças e diferenças entre os países.

O estudo, sob a coordenação técnica do economista Ricardo Bielschowsky, da Cepal, distingue três períodos. Primeiro, o de crescimento com industrialização, de 1950 até os anos finais da década de 1970 ou começo da década de 1980. Na sequência, o período imediatamente posterior, até 2002, em que o crescimento com industrialização se restringiu aos países asiáticos (à exceção das Filipinas), e em que o Chile também cresceu pela via do modelo primário-exportador.

Por fim, o período de 2003 a 2007, em que todos cresceram, amparados pela forte expansão da economia mundial. Nesse último período, o crescimento dos latino-americanos e da Rússia foi puxado pelas exportações de commodities, enquanto os asiáticos cresceram utilizando-se das exportações de bens industriais.

Asiáticos mais fortes
O documento mostra que, de 1950 a 2006, o crescimento dos asiáticos foi superior aos latino-americanos. As taxas de expansão dos dois países que menos cresceram na Ásia (Índia e Filipinas) são próximas às dos dois que mais cresceram na América Latina – Brasil e México. Três países asiáticos (China, Coreia e Tailândia) se expandiram a uma taxa média bem superior aos outros. E três latino-americanos (Argentina, Venezuela e Peru) tiveram taxas de expansão modestas em comparação aos demais. No período de 2003 a 2008 todos os países estudados voltaram a crescer de forma mais acelerada.

Utilizando uma metodologia que teve como ponto de partida a coleta de dados internacionais, de órgãos como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o livro revela que os países de maior crescimento do produto foram também os de maior expansão do investimento. Ou seja, é possível verificar uma estreita correlação entre crescimento e ajuste da capacidade produtiva.

O México, país que recebeu bilhões de dólares de investimentos dos Estados Unidos, nos últimos anos se tornou refém dessa situação cômoda. “O país se encontra em uma encruzilhada, pois é muito dependente da economia norte-americana. Os investimentos externos são um fator determinante na história desses países”, explica o assessor do CGEE Hugo Paulo Vieira, líder do estudo.
“O Brasil vive uma situação mais confortável que a Venezuela, por exemplo, que depende da produção de petróleo, praticamente seu bem único. Nas últimas décadas, o Brasil harmonizou os investimentos em serviços e indústria. Essa prática trouxe maior equilíbrio para a economia”, diz. Por outro lado, lembra Vieira, o Brasil tem capacidade de produção científica, mas dificuldade de gerar riqueza a partir desse conhecimento.

O fenômeno chinês
“A Ásia se beneficiou da expansão japonesa, em um primeiro momento, e do crescimento chinês, nas últimas décadas”, afirma Antonio Carlos Galvão. “Além disso, os Estados Unidos patrocinaram a Ásia como nunca fizeram com a América Latina”, diz.
Particularmente sobre a China, Galvão menciona que o país constituiu uma exceção no contexto da globalização. Para o diretor do CGEE, os países hegemônicos se beneficiaram diretamente da pujança da economia chinesa e, simultaneamente, fizeram vistas grossas à subversão de princípios de ordem global no país, seja nesses campos da propriedade industrial, das relações monetárias e cambiais, das normas trabalhistas ou outros aspectos. “A China agregou 400 milhões de consumidores em 30 anos. É mais que o dobro da população do Brasil”, diz. O desafio deles agora, lembra Galvão, é alcançar a autonomia tecnológica, como ressalta o capítulo dedicado à China.

Na conclusão, é possível identificar três semelhanças básicas entre os países, todas referentes à transformação estrutural. Primeiro, todos passaram por um processo de industrialização. Segundo, todos atravessaram um intenso processo de urbanização, ainda que os latino-americanos o tenham feito antes e de forma mais rápida e descontrolada que a maioria dos asiáticos. E, finalmente, em quase todos os países houve oferta praticamente ilimitada de mão de obra.
“Percebemos, depois das análises, que a inovação é mais relevante em estágios mais avançados de desenvolvimento”, afirma Galvão. O economista explica, ainda, que a inovação se encontra sempre associada a uma etapa prévia de realização de expressivos investimentos fixos.

O livro “Padrões de desenvolvimento econômico: um estudo comparado de 14 países” contém centenas de tabelas, gráficos e quadros. O documento está passando por revisão e, quando concluído, deverá ter aproximadamente 700 páginas. Cada país é analisado individualmente por um ou mais especialistas.

Ficha técnica do estudo
Supervisor do estudo: Antônio Carlos Galvão
Líder da ação: Hugo Paulo Vieira
Coordenador técnico: Ricardo Bielschowsky (diretor técnico Cepal)
Argentina: Matias Vernengo e Alcino Camara
Brasil: Ricardo Bielschowsky e Carlos Mussi
Chile: Álvaro Diaz
Colômbia: Antonio Carlos Macedo
Peru: Fábio Neves Perácio de Freitas e Daniela de Abreu Carbinado
México: João Furtado
Venezuela: Carlos Eduardo de Carvalho
China: Carlos Aguiar de Medeiros
Coreia do Sul: Mariano Laplane
Filipinas: Carlos Schönerwald
Índia: Daniela Magalhães Prates
Tailândia: Mauro Borges Lemos, Thiago Caliari, Márcia Alves Pereira e Verônica Lazarini Cardoso
Indonésia: David Kupfer e Esther Dweck
Rússia: Franklin Serrano

Fonte: CGEE

Piauí - Convênio busca o crescimento da graduação no estado

Com a expectativa de aumentar o número de graduados piauienses, a Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e a Assembleia Legislativa do Estado (Alepi) assinaram um convênio nesta segunda-feira (28), pela manhã, na presidência da Casa.

O termo foi firmado em parceria com a Escola do Legislativo Piauiense que hoje possui cerca de 1,5 mil alunos. O objetivo é oferecer para a população a oportunidade de participar das áreas de ensino, pesquisa e extensão que a universidade desenvolve.(Com informações da Uespi)

Fonte: Gestão CT