segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Espírito Santo - Novos institutos de pesquisa e descentralização do investimento serão priorizados

Descentralização dos investimentos, criação de novos institutos de pesquisa, e apoio a micro e pequenas empresas inovadoras. Estas serão as prioridades para fortalecer a área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) do Espírito Santo. A informação é do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapes), Anilton Salles Garcia.

De acordo com ele, o planejamento estratégico do governo estadual já prevê ações para esses temas e o cenário é favorável. “Temos grandes expectativas de crescimento do sistema estadual de CT&I. Existe um alto crescimento nas instituições federais de C&T e o setor privado está fazendo fortes investimentos”, disse para o Gestão C&T online, nesta sexta-feira (25), em Vitória (ES), durante o Fórum do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).

O orçamento da pasta no Estado soma R$ 35 milhões, recursos exclusivos da Fapes. De acordo com ele, o montante poderá ser turbinado, por meio de iniciativas horizontais, oriundas de diversas secretarias que têm ações de C&T. Exemplo é o acordo que será firmado com o Instituto do Meio Ambiente para apoiar projetos que promovam a preservação de recursos hídricos e o reflorestamento, que contará com aporte de R$ 5 milhões.

“Existe o desenvolvimento de um programa através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico para atração de grandes empreendimentos e estamos atrelando a essa atração o investimento em CT&I”, falou. “Também precisamos apoiar as pequenas empresas inovadoras, já que elas têm um papel muito forte na economia do Estado. Ou temos micro e pequenas empresas capacitadas e fazendo inovação ou elas estarão fora”, completou.

A Fapes também pretende estimular projetos que visem melhorar as condições das instituições que estão no interior do Estado. “Ainda existe uma forte concentração na área da Grande Vitória. Nossa proposta é criar um diferencial de desenvolvimento. Vamos descentralizar o investimento”, garantiu Salles Garcia.

Institutos de Pesquisa
Os institutos de pesquisa também receberão atenção especial, segundo o presidente da Fapes. Além de fortalecer as três instituições já existentes, por meio da oferta de bolsas de mestrado e doutorado, a meta é estimular a criação de novas unidades e para tanto já há negociações em curso.

Para se ter uma ideia, em parceria com as secretarias de Segurança Pública e de Saúde, serão criados dois novos empreendimentos voltados para o combate à criminalidade, com o envolvimento das áreas de assistência social, educação, indicadores estatísticos e tecnologia, e para a saúde comunitária. “Nossa proposta é discutir a criação de outros institutos em áreas estratégicas definidas a partir do planejamento estratégico do governo”, concluiu.

Fonte: Cynthia Ribeiro/ Gestão CT

Navegapará alia crescimento econômico e proteção ao meio ambiente

Secretaria de C&T do Pará reformula programa de inclusão para levá-lo a pontos remotos do Estado

O Navegapará, um dos principais projetos de inclusão digital do país, está passando por um rigoroso processo de avaliação. O exame minucioso é de responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (Sedect) e o objetivo é identificar possíveis falhas e apontar possibilidades para a expansão da iniciativa, que oferece atendimento nas áreas de telemedicina, teleducação, comunicação intermunicipal, entre outros.

“O programa atende hoje 46 municípios, mas apresenta deficiências. Recebemos o sistema com um volume elevado de recursos em Despesas de Exercícios Anteriores (DEA) e com falhas estruturais que reduzem a confiabilidade da ferramenta”, detalha o coordenador da iniciativa, Cláudio da Rocha Conde.

De acordo com ele, a proposta para este ano é colocar as contas em dia e realizar investimentos da ordem de R$ 18 milhões. Espera-se com isso expandir o Navegapará para mais 17 municípios. Pela iniciativa, que atende atualmente mais de 900 mil pessoas, o governo do Pará oferta gratuitamente internet de alta velocidade e qualidade para órgãos públicos, universidades, institutos de pesquisa e escolas. Ainda por meio de infocentros e 60 pontos de acesso livre, o programa oferece treinamentos básicos de informática para a população de menor renda.

“Fazer inclusão digital em um Estado como o Pará, que ocupa quase 1% das terras emersas do globo é desafiador e o Navegapará demonstrou que é possível trazer a inclusão digital para a Amazônia. Entretanto, temos muito que aperfeiçoar e avançar para que este programa seja realmente efetivo também do ponto de vista da inclusão social”, avaliou Conde.

Hoje a rede de infocentros conta com 180 unidades, que além das capacitações, prestam apoio para a realização de matrícula na rede pública de ensino. A avaliação do programa focará inicialmente esses pontos de atendimento, a fim de mapeá-los e levantar informações sobre a população atendida, formas de utilização, incompatibilidades jurídicas, e demandas relacionadas à infraestrutura e aos recursos humanos.

Iniciada neste mês, a pesquisa já identificou que dos 180 centros, apenas 160 estão em funcionamento, sendo que desses, quase a metade com deficiência. “Para que os infocentros cumpram sua função social, que é aproximar o Estado do cidadão, vamos colocar em operação os inoperantes e ampliar a rede em parceria com o programa telecentros.BR, do governo federal”, anunciou. Segundo ele, a expectativa é triplicar a quantidade de unidades e ofertar mais serviços públicos e educacionais.

“Precisamos permitir que o Navegapará seja usado além dos limites da acessibilidade e se consolide, também, como uma ferramenta fundamental para amparar os diversos serviços e ações prestados pelo governo estadual junto à população”, completou o secretário de C&T do Estado, Alex Fiúza.

Expansão
Para levar o programa para áreas ainda não atendidas, a Sedect apostará na formação de parcerias. A ideia é estabelecer convênios com entidades e prefeituras municipais, para que elas possam investir na sustentabilidade financeira dos infocentros e, em contrapartida, terem acesso à internet de alta velocidade e de baixo custo.

De acordo com o coordenador da iniciativa, a meta é alcançar a margem esquerda do Rio Amazonas e o Arquipélago do Marajó. “Essa expansão física poderá ser feita em parceria com empresas do setor elétrico, aproveitando a rede de fibras óticas que estão sendo implantadas com as linhas de transmissão de energia”, explicou.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Informe Abipti