quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PNUD - Programa de renda negligencia mulheres

Artigo afirma que políticas de proteção social raramente consideram a desigualdade de gênero, apesar de a pobreza feminina ser mais grave

Apesar das evidências de que a pobreza afeta mais as mulheres, os programas de proteção social — como os de transferência de renda ou de frentes de emprego — negligenciam as desigualdades entre os sexos, avaliam as cientistas sociais Rebecca Holmes e Nicola Jones, do Instituto de Desenvolvimento Ultramarino, com sede em Londres.

“Poucos programas sociais têm como objetivo primordial aumentar a autonomia de meninas e mulheres ou transformar as relações de gênero”, escrevem as pesquisadoras na edição mais recente da Poverty in Focus, revista do CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro.

Em alguns casos, o problema simplesmente não é abordado. Em outros, a única medida adotada é incluir as beneficiadas como pessoa responsável por receber o dinheiro. Essa abordagem, argumentam as autoras, “resulta num conceitualização estreita das vulnerabilidades de gênero e num foco que apoia as responsabilidades domésticas tradicionais das mulheres”.

Raramente as políticas priorizam a transformação das relações domiciliares de modo a assegurar que o ganho de renda no lar seja alocado igualmente. Também são poucos os exemplos de programas que enfrentam as desigualdades de poder de decisão e de distribuição do trabalho dentro de casa.

Ao adotar essas estratégias, avaliam as pesquisadoras, os programas sociais abordam os riscos e vulnerabilidades econômicos, mas dão pouca atenção às dimensões sociais, como desigualdade de gênero, discriminação social e relações desiguais de poder. E, “para muitas populações pobres e marginalizadas, as fontes sociais de vulnerabilidade são frequentemente tão ou mais importantes”.

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Desenvolvimento Ultramarino detectou alguns programas que tentam conciliar as duas abordagens – em Bangladesh, Gana, Peru, Etiópia, Índia e México. Há projetos que tentam facilitar o acesso de mulheres e meninas à escola e ao sistema de saúde, sobretudo durante a gravidez e a amamentação. Em outros, os benefícios em forma de dinheiro ou víveres são acompanhados de cursos de conscientização sobre violência de gênero. O mapeamento também encontrou iniciativas em que se estimulam a participação e a liderança feminina na comunidade, inclusive em debates que decidam o rumo dos programas.

Algumas ações de frente de emprego (em que se paga para o beneficiado exercer um serviço público) construíram creches e permitiram que as trabalhadoras tivessem horários mais flexíveis, contam as autoras. Outras incluíram a construção de estruturas que fazem com que as mulheres percam menos tempo em trabalhos domésticos (por exemplo: fonte de água potável próxima à comunidade, para que elas não tenham que se deslocar até outro local).

Mesmo esses programas, porém, ainda enfrentam desafios para promover a autonomia das mulheres (ou “empoderamento”), como destaca o texto. Algumas frentes de emprego, por exemplo, de fato aumentaram a renda feminina e ofereceram formas não abusivas de trabalho, mas preconceitos arraigados dificultaram a redução da desigualdade.

O artigo aponta que, como às vezes se assume que há alguns trabalhos que não são apropriados para mulheres, os homens em média ganham mais e elas trabalham menos dias. No Peru, as mulheres de fato participaram das discussões, mas isso tornou ainda mais difícil para elas conciliar as outras tarefas.

O ideal, avaliam as cientistas sociais, é estabelecer vínculos mais estreitos entre esses programas as políticas econômica e social. “Quando os instrumentos de proteção social são parte de um pacote maior da política econômica e social, eles têm mais probabilidade de ajudar a transformar as relações entre homens, mulheres, meninos e meninas.” 

Fonte: PNUD

FAO - repositorios digitales abiertos sobre la agricultura

Para contribuir a la investigación y la innovación en la agricultura es fundamental facilitar el acceso abierto a la información técnica y científica de dominio público. La creación de repositorios digitales con documentos a texto completo, ofrece posibilidades sin precedentes para que las organizaciones y los individuos puedan capturar y compartir de manera estructurada los resultados de sus investigaciones en la agricultura. Lo anterior aumenta la transparencia y propicia la comunicación entre los investigadores y demás grupos interesados.

El nuevo módulo de e-learning (aprendizaje electrónico) denominado Bibliotecas, repositorios y documentos digitales, brinda los elementos esenciales para aprender a crear repositorios y bibliotecas digitales. Dicho módulo forma parte del Repertorio de Recursos para la Gestión de la Información (IMARK, por sus siglas en inglés), el cual abarca todos los procesos relevantes para la planificación y asignación de recursos, considerando a la vez lo más reciente en tecnologías y tendencias para la gestión de los datos digitales y su conservación. Cubre además los aspectos más relevantes relacionados con el marco jurídico del derecho de autor y sobre la propiedad intelectual.

El módulo se ofrece en línea y en CD-ROM de forma gratuita y actualmente está disponible en idioma inglés. A partir de junio 2011, también se ofrecerá en español. Para obtener más información, visite el sitio web del IMARK.

Este módulo fue desarrollado por la Organización de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO), con el apoyo del Departamento Británico para el Desarrollo Internacional (DFID), la Red Internacional para la Disponibilidad de Publicaciones Científicas (INASP), en el contexto de mejorar "la coherencia en la información para la investigación agraria para el desarrollo" (CIARD), una asociación mundial única que apoya la comunicación de la ciencia y la investigación en la agricultura.

Fuente: FAO

Finep - R$6,5 milhões em novos laboratórios e equipamentos para o CTC/PUC-Rio

O Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) comemora o convênio firmado com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que lhe permitirá receber R$ 6,5 milhões (seis milhões e meio de reais) para ampliação da infraestrutura dos laboratórios dos seus programas de pós-graduação e pesquisa. Foram contemplados oito sub-projetos desenvolvidos pelo CTC/PUC-Rio inscritos nas áreas de Física, Química, Engenharia de Materiais, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica, Engenharia Industrial, Matemática, Metrologia, Informática e Telecomunicações. Alguns deles também são desenvolvidos em parceria com as áreas de Economia, Psicologia, Geografia, Relações Internacionais e Educação.

O vice-decano do CTC/PUC-Rio, Luiz da Silva Mello, conta que todos os sub-projetos propostos pelo Centro Técnico Científico foram aprovados e conquistaram a maior parte do financiamento dado à PUC-Rio. Ele explica que, atualmente, para se candidatar, a universidade precisa ter, pelo menos, um programa de pós-graduação com doutorado e o valor solicitado é proporcional ao número de programas da instituição. “O CTC/PUC-Rio possui 21 programas de pós-graduação com doutorado e receberemos do Finep o valor do total dos benefícios concedidos em três parcelas, sendo a primeira em 2011. Esse montante está distribuído, predominantemente, em projetos interdisciplinares”, afirma, lembrando que, antigamente, apenas as instituições federais podiam candidatar-se aos programas de apoio à infraestrutura, mas depois o mesmo foi ampliado às universidades públicas estaduais e agora estendido às instituições privadas de pesquisa e pós-graduação.

Os recursos recebidos pelo CTC/PUC-Rio serão utilizados na compra de equipamentos de grande porte, que não são contemplados em outros tipos de editais de fomento à pesquisa, e alguns de menor porte, mas igualmente necessários ao desenvolvimento de estudos em áreas interdisciplinares. Silva Mello destaca o projeto em Nanotecnologia como o que irá receber a maior parte do investimento: um total de R$ 2,1 milhões. “Para o projeto de nanotecnologia serão comprados três equipamentos de grande porte”, reforçando que atualizar os equipamentos em áreas como a Física e a Nanotecnologia, que precisam estar sempre alinhadas à tecnologia de ponta, será muitíssimo importante.

O vice-decano aponta, ainda, dois aspectos que serão trabalhados a partir da verba da Finep: “alavancar as áreas interdisciplinares e iniciar pesquisas em novas áreas.” Os sub-projetos contemplados na PUC-Rio são: Consolidação do Núcleo Integrado Nanotecnologia, Infraestrutura de Pesquisa em Aplicações em Tecnologia de Informação e Comunicações, Sistemas de Automação e Robótica Inteligentes, Computação de Alto Desempenho para análise, Modelagem, Gestão e Otimização de Riscos Financeiros e Atuariais, Consolidação de Infraestrutura Laboratorial para uma Engenharia Sustentável, Infraestrutura para Pesquisa e Desenvolvimento de Biotecnologia Avançada, Laboratório de Pesquisa em países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), e Tecnologia na Formação de Pesquisadores em Educação no Século XXI.

Fonte: TN Petróleo

Ipea - indústria nacional não é eficiente no consumo de energia

Alguns setores da indústria brasileira estão gastando cada vez mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. A constatação foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consta do estudo Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano, divulgado ontem(15). O relatório mostra que a indústria nacional anda no sentido oposto ao desejável e que hoje é perseguido pela maioria das indústrias mundiais, que é produzir cada vez mais sem aumentar o consumo de energia.

“Alguns ramos do setor industrial, em especial ferro-gusa, minerais não metálicos, aço, papel celulose e, em menor intensidade, indústria química, estão gastando mais energia para produzir a mesma quantidade de reais. Ou seja, a intensidade energética deles tem aumentado, quando no mundo todo ela tem reduzido”, disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos. “O que se espera é que se gere a mesma quantidade de riqueza com a mesma ou com menor quantidade de energia”, completou.

De acordo com o pesquisador, como o setor industrial demanda 35% da geração de energia nacional, “acabamos demandando mais energia, mais produção de energia e mais investimento em geração de energia, em vez de economizarmos e de termos uma maior eficiência energética”.

A solução, segundo ele, é investir em processos industriais, inovação tecnológica, substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e, ainda, combinar isso com a oferta de produtos menos intensivos em energia. Esse tipo de preocupação, afirma Gesmar, já faz parte das grandes indústrias brasileiras mas, no geral, “a coisa ainda está iniciando” entre as demais. “A CNI [Confederação Nacional da Indústria] já se mostrou bastante interessada nessa questão, bem como a Eletrobras. Há também linhas do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] disponibilizando recursos para que as empresas façam essa modernização, para que economizem energia”, disse o pesquisador.

Fonte: Agência Brasil

LNLS - Laboratório de Microscopia Eletrônica inicia operação de novo microscópio eletrônico de transmissão

Microscópio para nanoanálise
O Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME) do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), iniciou em 15 de fevereiro a operação de um novo microscópio eletrônico de transmissão.

O LME se caracteriza por ser um laboratório de microscopia com 12 anos de operação e pioneiro no país em uma estrutura de trabalho e pesquisa totalmente aberta e multiusuário. Os cinco microscópios disponíveis atualmente no laboratório foram adquiridos com financiamento da fundação, e vem desempenhando um papel extremamente importante na geração de conhecimento e formação de recursos humanos na área de microscopia eletrônica. Já foi responsável pelo atendimento a cerca de 1.500 usuários e realizou o treinamento de mais de 550 pesquisadores.

O novo microscópio recém aberto a comunidade científica é um dos poucos equipamentos do gênero existentes no Brasil. Entre seus os principais diferenciais está o uso de canhão de elétrons com emissão por efeito de campo e um espectrômetro de perda de energia dos elétrons (filtro de energia).

Este microscópio opera tanto em modo de transmissão – Transmission Electron Microscopy (TEM) –, como de transmissão com varredura – Scanning Transmission Electron Microscopy (STEM). Nestas técnicas o dispositivo emite um feixe de elétrons em direção a amostras de materiais com as quais sofre diversos processos de interação. A partir destas interações é possível a obtenção de propriedades morfológicas e estruturais, além da composição química e os estados de oxidação e hidridização de elementos que compõem determinados tipos de materiais em escala nanométrica (bilionésima parte do metro).

“Com este microscópio teremos uma capacidade analítica muito maior do que nós tínhamos até hoje. Por meio dele será possível obter informações sobre a estrutura, composição e propriedades eletrônicas de materiais que antes não eram possíveis de serem analisadas”, disse Luciano Andrey Montoro, pesquisador do LME.

Alguns dos estudos que estão sendo atualmente realizados no equipamento são relacionados a materiais semicondutores e nanopartículas de catalisadores (aceleradores de reação), que medem entre 5 a 10 nanômetros. No entanto, devido à alta resolução espacial deste equipamento ele pode possibilitar análises próximas à resolução atômica.

Nos equipamentos até então disponíveis no LME era possível analisar facilmente a composição química dessas partículas de catalisadores. Agora, com o novo microscópio, será possível, por exemplo, a realização de um mapeamento desses materiais para verificar como os elementos químicos estão distribuídos ao longo das nanopartículas.

“Muitas vezes, essas partículas não são formadas por uma liga homogênea. Elas podem apresentar segregação de materiais ou estruturas mais complexas como, por exemplo, um núcleo de rutênio e uma camada externa de platina. Por meio desse novo microscópio é possível obter imagens da localização espacial destes elementos no material, o que antes seria extremamente difícil ou impossível de se obter utilizando os outros equipamentos”, disse Montoro.

Para utilizar o equipamento, adquirido com apoio da FAPESP por meio do projeto Analytical Transmission Electron Microscope for spectroscopic Nanocharacterization of Materials, os interessados deverão submeter suas propostas de pesquisa até 30 de outubro, por meio do Portal de Serviços do LNLS.

Por se tratar de um equipamento de operação mais complexa do que outros existentes no LME, o uso do microscópio será aberto inicialmente a usuários com experiência comprovada em microscopia de transmissão ou que já tenham realizado treinamento no uso da técnica.

Mais informações pelo e-mail .

Fonte: Elton Alisson / Agência FAPESP

Usp - vaga para professor

O Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP) abriu concurso para a seleção de um professor doutor, na área de Relações Internacionais Contemporâneas.

O concurso será realizado em duas fases. Na primeira, de caráter eliminatório, o candidato terá de passar por um exame escrito. Na segunda fase, classificatória, haverá uma prova didática, seguida de um julgamento de memorial e uma prova pública de arguição.

Para o cargo de professor em Regime Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (ref. MS-3), o valor do salário será de R$ 7.574,75.

As inscrições devem ser feitas pessoalmente (ou por procuração) na Diretoria Técnica Acadêmica do Instituto de Relações Internacionais, situada na Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 908, Prédio FEA-5, sala 14 - Cidade Universitária, São Paulo, ou por meio de correspondência.

Fonte: Agência FAPESP

Encontro Empresarial Grande ABC e Itália



Fonte: Agência GABC