sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Política de Desenvolvimento Produtivo - PDP - deverá ser lançada dia 14

A segunda fase da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) poderá ser lançada já na próxima segunda-feira (14). A informação foi antecipada ontem (10), pelo assessor da Secretaria Executiva do MCT, Reinaldo Ferraz, durante a reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), realizada em Brasília (DF).

De acordo com o executivo, o instrumento traz avanços importantes, que além de fortes indutores para o crescimento econômico do país, também garantirão maior participação do Brasil no mercado internacional.

Entre as novidades, está a autorização das operações de funding do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Isso vai robustecer o banco e permitir que ele empreste num cenário de equilíbrio os compromissos do Acordo de Basiléia, em que só empresta um montante proporcional aos seus ativos”, explicou Ferraz.

A PDP 2 também prorrogará o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), executado pelo BNDES. Prevista para acabar em março, a iniciativa financia a aquisição de itens como máquinas e equipamentos novos e caminhões, entre outros bens. Segundo ele, o programa conta com três componentes, sendo um deles voltado para inovação e será executado pelo banco em parceria com a Finep.

Ferraz também destacou na reunião que o freio nos investimentos, motivado pelo corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União, não pode travar a resolução de temas importantes. “Fazer mais com menos não impede que nós construamos o que for preciso no presente e preparar uma agenda positiva que possa ser implementada tão logo esse cenário de contenção passe”, disse.

Nesse contexto, ele avalia como fundamental acelerar o aperfeiçoamento do marco legal da inovação e também antecipou que o MCT em parceria com Ministério da Fazenda fará novas alterações na Lei 8.666, com o intuito de desburocratizar o processo de compra de produtos destinados à pesquisa. “Nós conseguimos fazer uma pequena alteração no inciso 21, do artigo 24, para dispensar a licitação na aquisição de equipamentos e seus insumos para pesquisa e desenvolvimento”, falou.

Indicadores
O MCT também anunciou que fará uma rede nacional para a produção de indicadores em C&T. A ideia é construir um banco de dados com informações estaduais dos dispêndios no setor.

Atualmente a produção desses números está centralizada no MCT, que utiliza os orçamentos estaduais em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e atividades científicas e técnicas correlatas (ACTC). “Como essas atividades não são desdobradas em ações, nem sempre é muito fácil reconhecê-las”, disse a assessora do ministério, Sônia Maria Jin, que coordenará a construção da rede.

Também de acordo com ela, a proposta é padronizar a metodologia e a coleta desses dados, com vistas a produzir indicadores mais confiáveis. “Não só para termos os dados regionais mais estruturados, mas também para que os indicadores nacionais possam conversar com os internacionais”, completou.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

RNP integrará secretarias de C&T


A Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e o Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) implementarão uma rede de gestão de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). O objetivo é integrar os institutos do programa nacional de ensino e pesquisa às iniciativas das redes estaduais, com o intuito de ampliar e capilarizar a rede acadêmica nacional.

“A iniciativa irá não só fortalecer as redes existentes, como também estimular a criação de novas”, destacou José Luiz Ribeiro Filho, coordenador da RNP, nesta quinta-feira (10), na reunião nacional do Consecti realizada em Brasília (DF).

Também de acordo com ele, o projeto permitirá a implementação de uma rede de vídeo conferência para as secretarias de C&T, que resultará numa maior integração de todo o território nacional. “Essa conexão irá otimizar o trabalho dos secretários”, completou. Pela parceria, caberá à RNP realizar o planejamento técnico e qualificar os gestores. Já o Consecti fará os investimentos nos equipamentos e terminais e implantará as salas em cada Estado.

Brasil conectado
A RNP interliga todas as sedes das universidades e os laboratórios e institutos de pesquisa públicos, com velocidade que chega a 10 gigabits (Gbps). A iniciativa permite, por exemplo, a realização de videoconferência entre os mais de 57 hospitais universitários e comunicação de voz pela internet, o que confere à rede o posto de primeiro lugar em telemedicina da América Latina. Hoje, mais de 600 instituições de ensino e pesquisa do país estão interligadas.

Segundo o coordenador, a meta para 2011 é ampliar a quantidade de instituições federais de ensino atendidas. Hoje são 288 entidades conectadas e a meta é alcançar 323. “É claro que sabemos que em um ano será muito difícil, já que dependemos de infraestrutura das operadoras”, reconheceu.

A RNP está conectada às redes acadêmicas latino-americana (RedClara), europeia (Géant) e norte-americana (Internet2), além de ter conexão própria com a internet mundial. Ainda de acordo com José Luiz Ribeiro Filho, atualmente a rede está discutindo com a União Europeia um projeto de avaliação técnica e econômica para estabelecer uma conexão entre o Brasil e a África.

Fonte: Cynthia Ribeiro/ Gestão CT