sábado, 29 de janeiro de 2011

Em 1938 era inventado o perlon

No dia 29 de janeiro de 1938, o químico alemão Paul Schlack descobriu os fundamentos químicos para o perlon, fio que significou uma revolução na indústria têxtil.

No dia 29 de janeiro de 1938, o químico alemão Paul Schlack descobriu os fundamentos químicos para o desenvolvimento do perlon, fibra artificial extremamente resistente. Junto com o nylon, fabricado pela Dupont nos Estados Unidos, o perlon significou uma revolução na indústria têxtil.

O invento da fibra sintética resultou de pesquisas de vários anos entre os cientistas. No final, ficaram apenas dois grandes representantes mundiais da indústria química da época: a DuPont, nos Estados Unidos, e a IG Farben, na Alemanha. O objetivo era desenvolver uma fibra tão boa, ou melhor, do que a seda.

O responsável pela descoberta na Alemanha foi o professor Paul Schlack, que pela primeira vez no mundo sintetizou o perlon. Cinco milhões de reichsmark (a moeda alemã da época) foram investidos na pesquisa pela IG Farben, que mais tarde se dissolveu, originando a Bayer, Hoechst, Agfa e Basf.

Nylon, o concorrente

Os norte-americanos foram um pouco mais lentos e gastaram 20 vezes mais na pesquisa. Alguns meses mais tarde, apresentaram uma fibra sintética muito parecida com a desenvolvida por Schlack, que chamaram de nylon. Apesar de serem materiais muito parecidos, sua fabricação envolvia métodos completamente diferentes.

Para não se arruinarem mutuamente, os dois fabricantes trocaram as patentes e assim garantiram cada um a metade dos dois mercados. A primeira utilidade do nylon foi a escova de dente. Mas sensação mesmo foi a meia com o novo material. Já em 1940, a mulher norte-americana podia embelezar suas pernas com o novo produto.

As alemãs ainda tiveram que demonstrar paciência. Em vez de pernas eróticas, tiveram de enfrentar a Segunda Grande Guerra. O perlon e o nylon, por seu lado, encontraram grande utilidade na indústria militar, em pára-quedas e pneus. Com a dissolução da fábrica IG-Farben na Alemanha, depois do final da guerra, a patente de número 748253 caducou, os Estados Unidos colocaram a licença à disposição, e a produção do perlon se espalhou pelo mundo.

A família moderna da década de 50 já não podia viver sem a fibra sintética: era a camisa do pai, a meia da mãe ou o vestidinho da menina. E não demorou para que toda a casa fosse revestida com materiais sintéticos, do carpete à almofada. (rw)

Fonte: DW