terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Investimentos em empresas inovadoras chegam a R$ 2 bi em seis anos

O marco regulatório do apoio federal à inovação científica e tecnológica nas empresas completou seis anos em dezembro de 2010. Com a efetiva aplicação da legislação em 2006, foi criada a subvenção econômica não reembolsável. Todo ano é lançado o edital Nacional de Subvenção Econômica com temas para selecionar projetos de empresas.

Nos editais de 2006 a 2009, a distribuição dos recursos favoreceu diferentes áreas, sendo priorizados os setores diretamente ligados à Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Foi um total de R$ 1,56 bilhão para 825 projetos selecionados.

Em 2006, o primeiro edital recebeu a inscrição de 1,1 mil projetos. Foram selecionados 145 e o recurso aplicado chegou a R$ 272,5 milhões, sendo 11,9% para a área Espacial e 10,5% para TV Digital. “As empresas são escolhidas pela qualidade dos projetos. Esses recursos as transformam em mais inovadoras, produtivas e competitivas”, afirma o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ronaldo Mota.

O segundo edital nacional selecionou 174 propostas e destinou R$ 313,8 milhões. Em 2008, os recursos aplicados atingiram o maior valor: R$ 514,6 milhões para 245 propostas. O último repasse de dinheiro aconteceu em 2009. Foram R$ 466 milhões para 261 projetos.

O edital de 2010 foi lançado no segundo semestre. A previsão é a de que sejam R$ 500 milhões para projetos nas áreas de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), Energia, Biotecnologia, Saúde, Defesa e Desenvolvimento Social. O resultado será divulgado neste ano.

A partir de 2007, a área Desenvolvimento Social, que estava inserida em temas gerais, ganhou destaque. Ela foi contemplada com 11% dos recursos, com 16%, em 2008 e com 9,3%, em 2009. No total, foram R$ 160 milhões destinados a área.

Para Mota, o conhecimento deve chegar mais às empresas, principalmente às micro e pequenas. Os editais de subvenção dedicam parte dos recursos para elas. A medida faz parte do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI 2007-2010) e da PDP. “Em 2009, 77,1% dos R$ 466 milhões do edital foram destinados às pequenas empresas. Para crescer o Brasil tem que inovar e a Lei de Inovação foi o primeiro passo para chegarmos ao patamar que estamos e que desejamos alcançar”, avalia o secretário.

Nova realidade
O principal instrumento para apoiar a inovação, até 2004, era basicamente o crédito da Agência Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) com juros da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 5%.

Com a aprovação e sucesso da Lei 10.973, surgiram outros mecanismos de aporte de recursos federais. O Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe) direciona verba para as pequenas e médias empresas em operação com parceiros estaduais.

Os investimentos nesta modalidade chegaram a R$ 265 milhões, sendo R$ 150 milhões do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia (FNDCT) e R$ 115 milhões de Fundações Estaduais de Apoio a Pesquisa (FAPs), Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário (Sebrae) e Federações da Indústria. Segundo o secretário Mota existem hoje mais de 30 fundos de capital de risco com mais de R$ 3 bilhões para investir.

Uma das mais novas maneiras de subvenção econômica é o Programa Primeira Empresa Inovadora (Prime). Em 2009, ele concedeu R$ 120 mil para 1.381 empresas. O recurso é repassado por parcerias com 17 incubadoras credenciadas pela Finep. O Programa é voltado ao apoio de empresas inovadoras que tenham até dois anos e estejam formalmente legalizadas (Acate)

Fonte: Cimm

Risco maior de aterosclerose em pacientes com periodontite

Eu sou Adriana Paiva Camargo Saraiva, odontóloga e professora da Faculdade de Ensino Superior da Amazônia Reunida (FESAR), no Pará.

Meu último projeto desenvolvido teve como objetivo analisar evidências científicas atuais da associação entre a periodontite e aterosclerose em adultos.

A periodontite é uma infecção bucal que atinge a região ao redor dos dentes e pode levar à perda dental.

A aterosclerose é uma doença causada pelo acúmulo de gorduras nas artérias que pode levar à morte por obstruir os vasos sanguíneos. Buscando subsidiar os profissionais no tratamento e na reflexão sobre a atenção à saúde integral do indivíduo, o método de revisão sistemática foi escolhido por ser validado na abordagem da prática baseada em evidências. 

Como resultado, estudos clínicos controlados randomizados, publicados em diferentes países e áreas, como medicina, odontologia e farmácia bioquímica, apontaram para aumento de substâncias químicas de risco para aterosclerose! na corrente sanguínea de pacientes com periodontite, bem como redução destas após o tratamento da infecção bucal.

Desta forma, cuidados com a saúde bucal devem ser aplicados, especialmente em cardiopatas, por apresentarem maior risco de morbi-mortalidade cardiovascular por processos ateroscleróticos. Este trabalho contou com a orientação da professora Eugênia Velludo Veiga, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP.


Fonte: Toque da Ciência

Seti-PR amplia cooperação com Québec

Secretaria de C&T do Paraná amplia cooperação com Québec

Os governos do Paraná e do Québec fortalecerão a parceria na área de ciência e tecnologia. Na semana passada, representantes das duas regiões acertaram a realização de videoconferências entre pesquisadores dos dois países já no primeiro semestre deste ano.

A proposta é facilitar a aproximação acadêmica e a troca de informações necessárias para a continuidade dos trabalhos conjuntos. A ampliação da cooperação foi definida pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti-PR), Alípio Leal, e pela assessora para Assuntos de Diplomacia Pública e Institucionais do governo do Québec, Roberta Hohmuth, em reunião realizada na quarta-feira (19).

A cooperação entre o Paraná e aquele país existe desde 2009. Cerca de 15 parcerias já estão sendo analisadas, nas áreas de meio ambiente, desenvolvimento sustentável, energias renováveis, entre outras. As ações preveem programas de formação, intercâmbios acadêmicos, cursos, programas conjuntos de pesquisa, no âmbito da graduação e da pós-graduação.

Fonte: Gestão CT

Aliança sul-sul atrai pesquisadores ao Brasil

Órgão do PNUD em parceria com governo federal abre inscrições para programa de estágio; cooperação é tema-chave a estrangeiros

O papel do Brasil no cenário internacional atrai cada vez mais pesquisadores de todo o mundo em busca de aprendizado, sobretudo em cooperação sul-sul e inovação de políticas sociais. Com inscrições abertas para sua próxima edição a partir desta semana, o Programa de Estágio do CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), órgão do PNUD com o governo federal, evidencia essa tendência, ao receber, nos últimos seis anos, estudantes de 27 países.

A edição de 2011 do Programa de Estágio do CIP-CI, e que oferecerá vagas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-graduação, abrange cinco áreas de estudo: Comunicação, Relações Públicas e Parcerias Internacionais; Proteção Social e Transferências de Renda; Crescimento Inclusivo; Desenvolvimento Rural e Sustentável; e Inovações para o Desenvolvimento.

"É um dos programas mais concorridos das Nações Unidas em todo o mundo, superando até o de Genebra em procura”, afirma Francisco Filho, assessor de comunicação do CIP-CI. De acordo com ele, o grande diferencial do projeto brasileiro, que existe desde 2004, é o fato de o CIP-CI ser um centro de produção de saber.

"Há vários outros países que trabalham com cooperação sul-sul. Mas o que nós fazemos não é apenas operacionalizar cúpulas, mas produzir e gerenciar conhecimento acerca do impacto dessas ações no desenvolvimento", acrescenta.

São dois os eventos de destaque que os selecionados para o programa terão a oportunidade de acompanhar em 2011: a reunião do G20, na França, que contará com um relatório e eventos paralelos organizados pelo CIP-CI, e a cúpula do IBAS (grupo formado por Brasil, Índia e África do Sul).

Para a norte-americana Michelle L. Chang, da Universidade da Califórnia, que participou da edição anterior da iniciativa, o maior legado que ela teve em Brasília foi entrar em contato com projetos de cooperação sul-sul. “Estudei os diferentes programas de proteção social e políticas do Brasil, Quênia, Gana e Moçambique, e as oportunidades de intercâmbio de boas práticas entre países em desenvolvimento.”

A estudante brasileira Giovana Silva Lerda, da Universidade de Estocolmo, da Suécia, também recomenda a experiência na instituição. “O CIP-CI é uma grande oportunidade para qualquer pessoa interessada em trabalhar com uma equipe dinâmica de especialistas que atuam em questões sociais.”

Requisitos e seleção
Os aspirantes a uma vaga devem ter ótimo rendimento acadêmico, experiência comprovada de pesquisa, interesse pelas temáticas de desenvolvimento e cooperação internacional e fluência oral e escrita em inglês, entre outras exigências previstas no edital de seleção.

A duração do estágio em Brasília é de três meses, podendo ser iniciado em cinco diferentes períodos: fevereiro, abril, junho, agosto e setembro. “O ideal é que as pessoas mandem os documentos necessários 30 dias antes do período que pretendem concorrer", afirma Francisco Filho.

"Quanto ao número de vagas, não há um limite, pois pretendemos pegar os melhores talentos, reunindo o pessoal que se enquadra no nosso perfil e demonstra interesse na área", conclui.

Fonte:Bruno Meirelles / PrimaPagina- PNUD