terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vale cria instituto para incentivar pesquisa tecnológica no país

Instituto Tecnológico Vale contará com duas unidades no país, nas áreas de mineração e desenvolvimento sustentável

Os desafios que se colocam para a Vale no século 21 são os mesmos enfrentados pela sociedade atual. Como produzir e ao mesmo tempo preservar? Como dar conforto e bem-estar, sem comprometer o futuro das próximas gerações? A solução para essas questões passa pelo desenvolvimento de novas tecnologias, pela produção de energias limpas, fontes renováveis, preservação da natureza e pela integração do ser humano dentro dessa equação. Com estes desafios no horizonte, a Vale lançou, no fim de 2009, o Instituto Tecnológico Vale (ITV), uma instituição sem fins lucrativos, de pesquisa e ensino de pós-graduação, voltada para a inovação em áreas estratégicas.

As discussões dos conceitos norteadores do ITV iniciaram-se há três anos. Seu objetivo é coordenar as ações de Ciência e Tecnologia da empresa, com ênfase em projetos de pesquisa de longo prazo desenvolvidos em parceria com a comunidade acadêmica do Brasil e do exterior. Com a iniciativa, a Vale pretende fomentar a produção de pesquisas científicas e o desenvolvimento econômico de base tecnológica no país, além de gerar e difundir novos conhecimentos para o desenvolvimento socioeconômico, ambiental e para a cadeia da mineração no Brasil.

Até agora, o ITV já distribuiu mais de 100 bolsas de mestrado e doutorado. Recentemente, o instituto fechou um convênio com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para oferecer bolsas de pós-graduação a moçambicanos em universidades brasileiras, além de convênios com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e com a EPFL (École Polytechnique Fédérale de Lausanne), da Suíça.

Outra ação inédita foi a parceria com as fundações de amparo a pesquisa dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Pará, no valor de R$ 120 milhões, para fomento de projetos de pesquisa científica e tecnológica nas áreas de mineração, energia, ecoeficiência e biodiversidade e processos ferrosos para siderurgia. É a maior parceria do setor privado com órgãos públicos de fomento da história do país.

Além das ações de incentivo à pesquisa, o ITV vai construir um conjunto de estruturas físicas distribuídas pelo Brasil, com corpo próprio de pesquisadores com excelência mundial. Inicialmente, o instituto contará com dois campi de pesquisa a serem implantados em Ouro Preto (MG) e Belém (PA).

Cada centro terá uma vocação específica: o de Ouro Preto terá suas pesquisas focadas em mineração do futuro, enquanto o de Belém, em desenvolvimento sustentável. Inicialmente, cada campus vai abrigar, em média, 400 pessoas – entre funcionários, professores visitantes e alunos. Deste total, haverá cerca de 50 pesquisadores próprios. O restante será composto por pessoal administrativo, estudantes de pós-graduação e pesquisadores-visitantes.

Os campi do ITV estão sendo criados na forma de um projeto de arquitetura de ponta, com o objetivo de se tornarem instalações de referência, oferecendo um ambiente inclusivo, estimulante e seguro. Todas as instalações serão dotadas dos mais avançados sistemas de eficiência e geração energética, racionalização no uso de água, com utilização de águas pluviais, e no privilégio de materiais e acabamentos de impacto ambiental reduzido.

Desde sua concepção, o ITV tem alto grau de internacionalização, contando com pesquisadores brasileiros e estrangeiros que trabalharão em rede com outros institutos de pesquisa no país e no exterior. A ideia é ampliar o leque de atores possíveis, trazendo benefícios para a sociedade, uma vez que irá fomentar o desenvolvimento local, e para Vale, ao melhorar a sua rede de relacionamento com as comunidades científicas nacionais e internacionais, gerando valor para o seu negócio.

Os campi vão oferecer também cursos de pós-graduação, um diferencial importantíssimo, já que não existe algo similar no país feito pela indústria. Além disso, o ITV vai investir na criação de empreendimentos de base tecnológica, com ênfase na formação de empreendedores e com a criação de uma incubadora de empresas que permita que as tecnologias e pesquisas desenvolvidas no instituto possam ser transformadas em empreendimentos com alto potencial de crescimento e inovação.

“A idéia é que a interação empresa, universidade e agências do governo estimulem a produção científica de excelência e, consequentemente, a atratividade das instituições aos fomentos governamentais, gerando uma dinâmica virtuosa, que beneficie toda a comunidade”, afirma Luiz Mello, diretor do Instituto Tecnológico Vale.

Rio de Janeiro, 8 de setembro de 2010

Fonte: Monica Ferreira / Gerencia Geral de Relacionamento com a Imprensa

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