sábado, 4 de junho de 2011

Tese sobre ICPs propõe reflexões que podem auxiliar na elaboração de políticas públicas para o setor

Em maio, o doutor em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e analista em C&T do CNPq, Marconi Edson Esmeraldo Albuquerque, apresentou sua tese na sede da agência de fomento como parte do projeto da instituição “Socializando o Conhecimento”. O objetivo do projeto é apresentar aos servidores e colaboradores do CNPq os resultados das pesquisas apoiadas pela instituição.

Na palestra “Modelos de excelência gerencial nos institutos e centros de P&D brasileiros: entre falácias, modismos e inovações”, Albuquerque analisa uma das iniciativas propostas no âmbito do Programa de Revitalização dos Institutos de Pesquisa Tecnológica (Revite) – o Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica (PEPT), capitaneado pela ABIPTI, com criação e apoio do CNPq no final da década de 1990. O projeto buscou a melhoria da gestão de institutos e centros de pesquisas (ICPs) no país, mediante a difusão do Modelo de Excelência Gerencial do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ).

No início da apresentação, Albuquerque pontuou a relevância dos ICPs no contexto do desenvolvimento socioeconômico mundial. Para o autor da tese, os institutos carecem de estratégias para fortalecer seu papel no contexto atual e encontram dificuldades em identificar, atender e antecipar demandas da sociedade pela falta ou pouca efetividade de mecanismos que favoreçam a troca de informações com seu ambiente.

Além disso, completa ele, os ICPs encontram obstáculos em internalizar mudanças na gestão e na organização das atividades de C&T, pois esbarram em elementos internos que, em muitos casos, se constituem na rigidez organizacional, e externos como a influência política e o marco regulatório, limitadores dos seus espaços de atuação.

Albuquerque salienta que apesar das políticas públicas existentes para o sistema de C&T, faltam políticas específicas e um esforço sistemático de planejamento e reformulação de estratégias para os ICPs. Em seu trabalho, ele propõe reflexões que podem ser úteis na elaboração de políticas públicas para o setor. Um dos pontos é a construção e o aperfeiçoamento de modelos de gestão que ampliem a autonomia dos ICPs.

“O empenho das lideranças em torná-los dinâmicos e pró-ativos podem contribuir para que essas organizações definam processos de evolução organizacional e a construção de competências distintivas, que os tornem únicos em sua contribuição social”.

Fonte: Informe ABIPTI

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