sexta-feira, 1 de abril de 2011

Inmetro - Apoio à inovação


Está em curso no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), um processo para alterar as leis básicas que regem o órgão (5966/1973) e (9933/1999). A informação foi anunciada pelo presidente do instituto, João Jornada, na última terça-feira (29), em Brasília (DF), e, segundo ele, a proposta é dar mais fôlego à instituição.

“Essa nova lei é uma evolução da legislação anterior e a modificação dará maior flexibilidade nas atividades de pesquisa e desenvolvimento”, antecipou em entrevista exclusiva para o Gestão C&T online, após o Seminário do Programa da Excelência na Gestão, realizado pela ABIPTI.

A proposta já foi apresentada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao qual o Inmetro está subordinado, e segundo Jornada, as negociações estão avançadas. “Ainda não há uma previsão, mas pelo andamento das negociações, o processo será relativamente rápido. Nossas expectativas são altamente positivas. O ministro Fernando Pimentel tem nos dado um apoio muito grande”, falou.

Espera-se com a alteração, posicionar o Inmetro como um agente fundamental de apoio à competitividade a partir de três eixos básicos: defesa comercial, ou seja, garantir uma justa competição no mercado brasileiro; ampliação dos serviços disponíveis para as empresas nacionais, principalmente, na área de metrologia e avaliação da conformidade; e apoio à inovação, por meio de programas conjuntos, e de serviços especiais de alta tecnologia.

Dentro dessa última linha, Jornada destacou que o Inmetro está estudando criar a figura de laboratórios associados, em parceria com universidades, centros de pesquisa conveniados ao instituto, e órgãos governamentais. O objetivo é fazer uma ampla base de apoio à inovação nas empresas.

A nova legislação também prevê a criação de um conselho consultivo, que terá a responsabilidade de orientar a instituição para torná-la compatível com estruturas de outras organizações do Brasil e do exterior. “A instituição precisa ter rapidez para responder com agilidade as necessidades dos diversos atores da sociedade. Não só da população, mas de agentes econômicos importantes para geração de emprego, para defesa comercial e para proteção do consumidor”, completou.

Fonte: Cynthia RibeiroGestão C&T

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