segunda-feira, 21 de março de 2011

Brasil forma poucos engenheiros


Os índices de titulação nas engenharias atingiam, em 2008, 35% nas instituições de ensino superior (IES) públicas e 25% nas IES particulares, demonstrando elevada evasão. Também naquele ano, cerca de 90 mil vagas em engenharia oferecidas no vestibular não foram ocupadas.

Essas informações foram constatadas pelo Grupo de Trabalho GT-Engenharia, a partir da base de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O grupo se reuniu nesta semana na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para discutir o assunto.

Os números ainda revelam que o Brasil forma menos engenheiros por ano quando comparado aos outros países que compõem os Brics (Rússia, Índia e China). São cerca de 40 mil, incluindo tecnólogos e habilitações em construção civil, produção e meio ambiente, contra 650 mil na China, 220 mil na Índia, e 190 mil na Rússia, conforme dados de 2009.

Para sustentar um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 5% ao ano, seria necessário aumentar em 21% a formação anual destes profissionais, e em 41% caso o crescimento atinja 7%. O GT preparou proposta de decreto para implantar o Programa Pró-Engenharias, pelo qual a Capes e o CNPq concederiam bolsas de estudo e pesquisa, e promoveriam ações de apoio visando reduzir a ociosidade de vagas disponíveis e a evasão.

O GT-Engenharia foi instituído em fevereiro de 2010, sendo composto por representantes da comunidade acadêmica, de agências de fomento e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Sua missão principal é analisar a situação da formação de engenheiros no Brasil e propor medidas visando a melhoria quantitativa e qualitativa de sua formação. (Com informações da Capes)

Fonte: Gestão CT

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