segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Brasil deve liderar as negociações climáticas internacionais


Mudança de papel
Por ser um dos países que mais pode sofrer as consequências do aquecimento global – que coloca em risco a Floresta Amazônica, entre outros pontos –, o Brasil deveria assumir um papel de liderança nas negociações climáticas internacionais e o compromisso de diminuir suas emissões de gases de efeito estufa antes de outros países entrarem em acordo.

A afirmação foi feita por Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), durante a conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right, realizada pelo Programa Biota-FAPESP, Academia Brasileira de Ciências (ABC) e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Bragança Paulista (SP). A reunião, que terminou no dia 15 de dezembro, marcou o encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade.

De acordo com Fearnside, apesar de ter anunciado no início de dezembro, durante a 16ª Conferência Climática das Nações Unidas (COP-16), no México, o plano de cortar entre 36% a 39% as emissões de gases estufa até 2020, o Brasil ainda não tem uma meta clara nesse sentido e com valor legal.

“O que o Brasil apresentou na COP-16 foi um objetivo que pretende atingir até 2020 e que pode mudar ao longo desses anos caso seja difícil atingi-lo. É diferente de uma meta estabelecida em uma Convenção Climática Internacional, que não pode ser revogada”, disse à Agência FAPESP.

Segundo o cientista, o Brasil também foi um dos últimos países a endossar o artigo 2 da Convenção do Clima, assinada em 1992 na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), que estabeleceu o objetivo de evitar que os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera atingissem níveis perigosos para o funcionamento do sistema climático global.

Na COP-15, realizada em 2009 em Copenhagen, na Dinamarca, foi somente depois que mais de cem outros países assinarem uma declaração reconhecendo que a temperatura média do planeta não poderia subir mais do que 2º C até o fim deste século sem incorrer em consequências drásticas para o planeta que o Brasil também endossou o documento, apontou Fearnside.

“O Brasil esteve longe de ser o líder nessa negociação sobre o que seria uma mudança climática perigosa”, disse o vencedor do Prêmio Fundação Conrado Wessel em Ciência Aplicada ao Meio Ambiente em 2004 e que em 2006 foi identificado pela Thomson-ISI como o segundo cientista mais citado no mundo sobre aquecimento global.

Ainda menos emissões
De acordo com Fearnside, apesar de a COP-15 ter representado um avanço na definição do que representaria uma mudança climática perigosa, ainda não foi decidido quanto equivaleria em termos de concentração de gás carbônico e de outros gases de efeito estufa na atmosfera o aumento de até 2º C na temperatura média do planeta.

Um dos números mais propalados é o de 4.150 partes por milhão de volume de emissão de carbono. Mas, segundo Fearnside, esse número representa apenas 50% da probabilidade de se conseguir manter o aumento da temperatura média do planeta no limite de 2º C, que também é a faixa de resistência às mudanças climáticas da Floresta Amazônica.

“É muito importante que o Brasil, sendo um dos países que mais pode perder com o aquecimento global, jogue seu peso nessa discussão para que esse número caia para 400 partes por milhão ou menos. O país ainda não se posicionou em relação a esse problema e não pode aceitar o risco de que esse limite seja ultrapassado, ou colocará em risco a existência da Floresta Amazônica”, afirmou.

Segundo Fearnside, atualmente a concentração de gases de efeito estufa na Amazônia é de 389 partes por milhão. Mas, nos últimos anos, esse índice vem aumentando e, combinado com o aumento da emissão de aerossóis (partículas em suspensão na atmosfera), está provocando a diminuição de chuvas na região.

O resultado desse fenômeno, segundo Fearnside, são secas extremas como as que ocorreram na parte sul da Amazônia em 2005 e em 2010, e o aumento do risco de incêndios na floresta.

“Esse cenário tende a ser muito pior no futuro e em poucas décadas. Se a concentração de gás carbônico e de outros gases de efeito estufa ultrapassar 400 partes por milhão, maiores serão as possibilidades de ocorrer outras secas extremas na Amazônia nos próximos anos”, disse.

Mais informações sobre a conferência Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right

Fonte: Elton Alisson / Agência FAPESP

Medicina USP Ribeirão: Pós-Doutorado em fisiologia

O Projeto Temático "Regulação cardiocirculatória em condições fisiológicas e fisiopatológica", apoiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Helio Cesar Salgado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), tem uma vaga de Bolsa de Pós-Doutorado.

O selecionado estudará, em ratos e camundongos acordados com insuficiência cardíaca crônica, a influência do tratamento crônico com piridostigmina sobre o tônus autonômico cardíaco e sobre a variabilidade do intervalo de pulso e pressão arterial no domínio do tempo (variância) e da frequência (análise espectral).

Além disso, será estudado o controle barorreflexo da frequência cardíaca, avaliando-se a sensibilidade espontânea do barorreflexo pelo método da sequência.

Os estudos de variabilidade cardiocirculatória em camundongos serão realizados por meio da telemetria.

Será avaliada ainda, também em ratos e camundongos anestesiados, a influência do tratamento crônico com piridostigmina sobre a função cardíaca, por meio da curva de pressão versus volume do ventrículo esquerdo com a utilização do equipamento Millar.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 5.028,90 mensais.

Inscrições até o dia 30 de dezembro. Mais informações pelo e-mail  
 
Fonte: Agência FAPESP

Protec apresenta seu novo portal

A partir desta semana estará no ar o novo portal da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec).

A iniciativa é o primeiro passo da Protec para ampliar a interatividade do seu endereço eletrônico que já é a maior fonte de consulta em inovação tecnológica na América Latina.

O portal conta com serviços de notícias, eventos, simulador de incentivos, agenda de editais, legislação do setor e links para as principais associações setoriais do País.

Fonte:  Ingrid Boiteux / Protec

2º Prêmio Professor Caspar Erich Stemmer da Inovação Catarinense

Estimular o empreendedorismo inovador no Estado é uma das propostas do Prêmio que, nesta edição, disponibiliza R$ 500 mil para instituições, empresas e pessoas

O Prêmio Professor Caspar Erich Stemmer da Inovação Catarinense abre mais uma edição para reconhecer esforços e trabalhos realizados em Santa Catarina. Em 2009, quando foi lançado, recebeu mais de 100 inscrições de diversos municípios catarinenses, como Concórdia, Jaraguá do Sul, Lages, Blumenau e Florianópolis, e beneficiou 16 organizações do Estado. Nesta edição, destina R$ 500 mil a instituições, empresas e pessoas que se destacaram com contribuições em inovação para processos, bens e serviços aplicados no período entre 2008 e 2010, conforme o Edital publicado no site www.fapesc.sc.gov.br.

As cinco categorias contemplam iniciativas voltadas para micro e pequenas empresas, médias e grandes empresas, instituições de C&T&I, instituições inovadoras e protagonistas da Inovação. Promovido pela Fapesc (Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina) e organizado pela Fundação CERTI (Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), o Prêmio visa estimular o empreendedorismo inovador e as relações público-privadas na busca de soluções de futuro para o Estado.

As inscrições estão abertas até 28 de fevereiro e podem ser feitas pelo site www.premiostemmerinovacao.org.br/. Não poderão candidatar-se as empresas, instituições ou pessoas físicas que tenham conquistado a primeira colocação na edição 2009 do Prêmio Stemmer.

Como participar
Os candidatos que desejam participar devem ter envolvimento com Santa Catarina. No caso de empresas e instituições, a sede ou filial deve estar instalada no Estado, enquanto pessoas físicas devem ser catarinenses e residir no Estado ou residir e atuar há pelo menos cinco anos nesse território.

Há cinco diferentes modalidades de participação. Quem for pesquisador/profissional com contribuição-chave para alguma inovação, poderá concorrer pela Categoria Protagonista da Inovação, indicado pelo gestor institucional/departamental em que seja atuante ou executor de atividades científicas, tecnológicas e de inovação.

Para concorrer como Empresa de médio/grande porte, é necessário ter a sede ou filial da empresa instalada no Estado com inscrição na Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) ou no órgão municipal correspondente. Além disso, o faturamento deve ser superior a R$ 2,4 milhões em 2009. Já as concorrentes na categoria micro e pequena empresas seguem as mesmas condições, mas com faturamento menor ou igual a R$ 2,4 milhões.

As duas últimas categorias compreendem Instituições Inovadoras (órgãos ou entidades governamentais ou não) e Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação privadas ou públicas, sem fins lucrativos.

As premiações
Um total de R$ 500 mil vai incentivar e oferecer oportunidade de capacitação e instrumentação a pessoas, instituições e empresas que se destacaram na promoção do conhecimento, na prática da inovação, pela geração de processos, bens e serviços inovadores nos anos de 2008, 2009 e 2010.

Os valores ficam assim distribuídos:
- Protagonista da Inovação: R$ 30 mil, R$ 15 mil, R$ 5 mil ao 1º, 2º e 3º colocado, respectivamente;
- Micro e Pequena Empresa Inovadora: R$ 30 mil, R$ 15 mil, R$ 5 mil;
- Média e Grande Empresa Inovadora: R$ 60 mil, R$ 30 mil, R$ 10 mil;
- Instituição Inovadora: R$ 60 mil, R$ 30 mil, R$ 10 mil;
- ICTIs - Instituições de Ciência,Tecnologia e Inovação: R$ 120 mil, R$ 60 mil, R$ 20 mil;

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundação Certi