quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right

Metas da biodiversidade para o futuro
O Programa Biota-FAPESP, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) decidiram marcar o encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade e o início do Ano Internacional das Florestas com um evento.

A conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right será realizada de 11 a 15 de dezembro no hotel Villa Santo Agostinho, em Bragança Paulista (SP). O objetivo é contribuir para estabelecer não só novas e significativas metas para a conservação da biodiversidade utilizando embasamento científico, como também mecanismos para monitorar a efetiva implementação dessas metas.

O evento reunirá parte dos principais personagens que estiveram na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP10) em Nagoya, no Japão, que terminou no dia 29 de novembro.

“Esses pesquisadores estarão reunidos novamente menos de um mês após a COP10, onde os países signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica firmaram um ousado acordo para conservação da biodiversidade e a repartição justa e equitativa dos benefícios oriundos de seu uso sustentável”, disse Carlos Alfredo Joly, coordenador do Biota-FAPESP.

A abertura do encontro em Bragança Paulista será feita por Ahmed Djoglhaf, secretário geral da Convenção sobre a Diversidade Biológica, que coordenou os trabalhos da reunião de Nagoya.

Na manhã seguinte, Maximiliano da Cunha Henriques Arienzo, subchefe da Divisão de Meio Ambiente do Itamaraty e chefe da delegação e principal negociador brasileiro em Nagoya, fará um relato da COP10 e também do andamento da criação do Intergovernmental Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES).

Na sequência serão discutidas questões relativas à interoperabilidade entre sistemas de informações sobre biodiversidade, o uso de novas técnicas para o estudo da biodiversidade de microrganismos, ferramentas de modelagem associadas a indicadores e parâmetros e métricas para monitorar a conservação ou perda de biodiversidade.

“No último dia, a conferência se voltará para a Mata Atlântica, a mais antiga e mais ameaçada de nossas florestas”, disse Joly, professor titular do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador do evento em Bragança Paulista.

O evento terá quatro temas principais, que serão apresentados e debatidos em simpósios: “National and International Interoperability among Biodiversity Information Systems”, “Metagenomics as a tool to assess micro-biodiversity”, “Post 2010 Biodiversity Targets: ecosystem and evosystem services” e “Impacts of Local & Global Changes on the Atlantic Rain Forest”.

Entre os palestrantes de outros países convidados estão Eduardo Morales Guillaumin (Conabio, México), Monica Vera (Fundação Humboldt, Colômbia), Francisco Antonio Squeo (Instituto de Ecologia e Biodiversidade, Chile), Alfred Püehler (Universidade Bielefeld, Alemanha), Jack Anthony Gilbert (Plymouth Marine, Reino Unido), Timothy Vogel (Universidade de Lyon, França), Rodolfo Dirzo (Stanford University, Estados Unidos) e Harold Mooney, presidente da Diversitas.

Antonio Mauro Saraiva (Universidade de São Paulo, USP), Marcelo Tabarelli (Universidade Federal de Pernambuco), Carlos Grelle (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Célio Haddad (Universidade Estadual Paulista), Eduardo Eizirik (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Geraldo Afonso Fernandes e Adriano Paglia (Universidade Federal de Minas Gerais), Philip Fearnside (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Thomas Lewinsohn (Unicamp) e Miguel Calmon (Instituto BioAtlântica) serão alguns dos conferencistas do Brasil.

“É um privilégio para o programa Biota-FAPESP, em parceria com a ABC e a SBPC, coordenar um evento dessa magnitude. Uma conferência que, no cenário internacional, marca o final do Ano Internacional da Biodiversidade e o início do Ano Internacional das Florestas”, disse Joly.

Para inscrições feitas até o dia 3 de dezembro os valores são: R$ 250 (profissionais, docentes, pesquisadores e pós-docs) e R$ 150 (estudantes).

Cientificamente significativos
Os organizadores da conferência Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right ressaltam que as metas para a biodiversidade em 2010 no mundo, bem como as metas brasileiras para a biodiversidade no ano, não foram alcançadas, conforme ficou evidente durante a COP10.

Parte do fracasso, segundo eles, se deveu ao fato de não se poder demonstrar cientificamente uma redução significativa nas taxas de perda de biodiversidade com o conhecimento disponível atualmente. Outro problema é o lapso de tempo entre as ações para ampliar a conservação da biodiversidade e o efetivo impacto dessas medidas, que pode ser de décadas, ou mesmo de séculos.

Também é bem conhecido, apontam os organizadores, que a maior parte dos principais motores da perda de biodiversidade – como mudanças no uso da terra, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras – tem crescido desde 2001, quando as metas foram estabelecidas.

“Entretanto, como apontou o professor Thomas Lovejoy no evento organizado pelo Biota-FAPESP no Palácio dos Bandeirantes no Dia Internacional da Biodiversidade, as metas tiveram um efeito extremamente positivo. Elas levaram a conservação da biodiversidade para o topo da agenda mundial, desencadearam a Avaliação Ecossistêmica do Milênio e fizeram com que a Convenção sobre Diversidade Biológica promovesse e intensificasse iniciativas como o Programa Áreas Protegidas e a Estratégia Global para a Conservação de Plantas”, disse Joly.

Por conta disso, segundo os organizadores da conferência, é de importância fundamental, e urgente, que se estabeleçam metas novas, mensuráveis e cientificamente significativas, com medidas objetivas e específicas para comprometer governos em nível nacional, regional e global com uma proposta radical em relação a abordagens anteriores.

“É imperativo garantir não apenas a preservação de serviços ecossistêmicos que beneficiam o homem, mas também os processos que geram e mantêm a biodiversidade, que possuem valores intrínsecos não mensuráveis monetariamente”, destacou Joly.

“Nesse cenário a conferência em Bragança Paulista se tornou uma oportunidade única de interação com os principais atores internacionais que atuam nessa grande área que a temática caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade abrange”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

IB-USP: criadas linhagens de camundongos geneticamente modificados que reproduzem a variabilidade clínica da Síndrome de Marfan

 A New Mouse Model for Marfan Syndrome Presents Phenotypic Variability Associated with the Genetic Background and Overall Levels of Fbn1 Expression

As várias faces da síndrome de Marfan
Em 2001, a equipe de Lygia da Veiga Pereira, coordenadora do Laboratório de Genética Molecular do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), produziu os primeiros camundongos geneticamente modificados no Brasil.

Eram roedores com um defeito genético similar ao que causa em seres humanos a síndrome de Marfan, doença caracterizada por problemas cardiovasculares, oculares e no esqueleto: tinham alterações em um gene, o Fbn1, responsável pela síntese da fibrilina 1, proteína fundamental para a formação do tecido conjuntivo.

Agora, quase dez anos após o experimento inicial, a mesma equipe de pesquisadores conseguiu refinar ainda mais o modelo animal da doença. Desenvolveu duas linhagens de animais que, embora carreguem o mesmo defeito genético, manifestam a doença de forma distinta.

Os principais sintomas da síndrome – alongamento de mãos e pernas, desvio da coluna vertebral, deformidade torácica e problemas cardíacos e oculares – aparecem de maneira mais aguda e precoce (três meses antes) na linhagem 129/Sv do que na C57BL/6.

Somente aos seis meses de idade, os roedores do segundo grupo atingem o mesmo nível de gravidade da doença que os animais do primeiro grupo apresentam aos três meses. A equipe da USP, que também inclui pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e do Instituto de Ciências Biomédicas, criou até métodos quantitativos para medir a severidade das alterações clínicas mais significativas da síndrome.

“Acreditamos que a atuação de genes modificadores pode alterar a velocidade do avanço da doença nas duas linhagens. Esses genes modificadores podem ser importantes para entendermos a progressão da síndrome em humanos”, disse Lygia, que publica artigo sobre o estudo nesta quarta-feira (30/11) na edição on-line da revista PLoS One.

A síndrome de Marfan é uma doença autossômica dominante. Basta que uma das duas cópias do gene Fbn1 tenha alguma mutação patogênica para que o problema se manifeste clinicamente.

O resultado com as duas linhagens animou os cientistas da USP. Mas a análise mais detalhada de um dos tipos de camundongos reservava uma surpresa ainda maior. Os animais da linhagem 129/Sv eram isogênicos – tinham, como clones genéticos, exatamente o mesmo DNA – e, ainda assim, expressavam clinicamente a doença em estágios completamente díspares.

Comparados com roedores de um grupo de controle, sem a doença, 16% dos 129/Sv podiam ser classificados como animais assintomáticos, 38% apresentavam um quadro tido como moderado da síndrome e 46% foram classificados como casos graves.

Nesse caso, não se pode atribuir os diversos graus de severidade da doença a eventuais diferenças no material genético dos camundongos. “Fatores epigenéticos podem estar por trás do surgimento de fenótipos (aparência física) distintos nos animais dessa linhagem”, disse Lygia.

Modernamente, a epigenética é definida como o estudo de mudanças no funcionamento do genoma de um organismo que podem ser herdadas, passadas de uma geração a outra, apesar de não ter ocorrido qualquer alteração na sequência original de DNA.

A influência do ambiente e o fato de uma determinada parte do genoma ter vindo do pai (em vez da mãe) podem ser interpretados como fatores epigenéticos, como elementos que, embora externos ao código genético propriamente dito, podem ter repercussões na expressão (ativação) de genes e, assim, modificar a manifestação clínica de uma doença.

“A biologia é muito complexa e ainda não conhecemos todas as variáveis que influenciam o funcionamento dos genes”, disse Lygia.


Fonte: Marcos Pivetta / Revista Pesquisa FAPESP

9th Latin-American Congress on Electricity generation and transmission - CLAGTEE 2011

On behalf of Prof. Claudio Oscar Dimenna, Mar del Plata National University, UNMDP (Argentina), Prof. José Luz Silveira, São Paulo State University, UNESP (Brazil) and Prof. Paulino Alonso Rivas,PUCV Catholic University of Valparaiso, (Chile), we are inviting you to participate of CLAGTEE 2011 - 9th LATIN-AMERICAN CONGRESS ON ELECTRICITY GENERATION AND TRANSMISSION, 6 to 9 November 2011 in Mar del Plata, Argentina.

You can submit your abstract to until April 4, 2011

Deadlines:
  • Abstracts due 04/15/2011
  • Notification of Acceptance 05/27/2011
  • Full Paper due 07/29/2011
  • Notification of Final Acceptance 09/02/2011

You can find more information at:

Best regards,

The Organizing Committee
CLAGTEE-2011

FAPESP: Krieger é o novo vice-presidente

Em decreto publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo de 30 de novembro de 2010, o governador Alberto Goldman nomeou Eduardo Moacyr Krieger para exercer a função de vice-presidente da FAPESP, em vaga decorrente do término do mandato de José Arana Varela.

A nomeação foi fundamentada no art. 10 da Lei 5.918-60, combinado com o art. 5º dos Estatutos da FAPESP, aprovados pelo Dec. 40.132-62.

Krieger é conselheiro da FAPESP desde agosto de 2007 e coordenador do Programa de Cardiologia Translacional do Instituto do Coração (InCor). É professor emérito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Foi presidente da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira de Fisiologia e da Federação das Sociedades de Biologia Experimental.

Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, foi presidente da Inter-American Society of Hypertension e da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Entre os prêmios e condecorações que recebeu estão a Ordem Nacional do Mérito Científico (Grã-Cruz), a TWAS Medal Lectures, da Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento, e o Prêmio Almirante Álvaro Alberto. Na semana passada recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Médico 2010, do Ministério da Saúde.

Fonte: Agência FAPESP

Unesp: pós-doutorado em biofísica molecular

O Programa de Pós-Graduação em Biofísica Molecular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do campus de São José do Rio Preto, está selecionando até 22 de dezembro dois bolsistas de pós-doutorado para o projeto “Ampliação do escopo de pesquisa científica, do Programa de Pós-Graduação em Biofísica Molecular, com potencial tecnológico e biotecnológico”.

Os candidatos devem ter obtido o título de doutor há no máximo cinco anos nas áreas de física aplicada, química, engenharia química, farmácia, bioquímica ou ciências moleculares e ter experiência comprovada em pesquisa.

Os selecionados receberão bolsa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) da Capes no valor mensal de R$ 3,3 mil durante cinco anos.

Os projetos desenvolvidos terão foco nos seguintes temas:

* Desenvolvimento, caracterização e aplicações de dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos orgânicos;
* Interação de peptídeos líticos com potencial farmacológico em membranas alvo;
* Espectroscopia de correlação bidimensional híbrida no infravermelho médio e próximo aplicados à caracterização e controle de qualidade do biodiesel;
* Síntese de zeólitas como novos catalisadores heterogêneos ácidos, para a produção de biodiesel a partir da transesterificação de gordura animal e óleos vegetais utilizando a rota etílica.

Para se inscrever, os interessados devem enviar uma proposta de trabalho de pesquisa para o e-mail , com o assunto “Pós-doutorado biofísica molecular”. O resultado será divulgado até 8 de janeiro de 2011.

Fonte: Agência FAPESP