sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental estão distantes da produção acadêmica na área

Distantes da produção científica
As principais fontes de informação para professores do ensino básico que trabalham com educação ambiental são revistas e livros didáticos e o conhecimento produzido nas universidades não atinge diretamente esses profissionais. A constatação é de uma pesquisa feita na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O estudo avaliou as fontes de informação sobre educação ambiental dos professores de educação básica em 14 municípios de São Paulo que pertencem à bacia hidrográfica do médio Tietê, tendo como polo regional a cidade de Bauru.

De acordo com Marília Freitas de Campos Tozoni Reis, professora do Instituto de Biociências de Botucatu e docente credenciada na Pós-Graduação da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, o estudo procurou entender por que o conhecimento produzido nas universidades nessa área não atinge diretamente os profissionais na educação básica.

“Nossa hipótese era que não conhecemos o formato das publicações e o material que esses professores utilizam para a formação contínua. Na universidade publicamos em revistas especializadas, mas há uma limitação por não se atingir diretamente os docentes do ensino básico”, disse.

Marília coordenou a pesquisa “Fontes de informação dos professores da educação básica: subsídios para a divulgação dos conhecimentos acadêmicos e científicos sobre educação ambiental”, com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, desenvolvida no Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), que atua junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da Unesp-Bauru.

Em 2008, o estudo mapeou escolas e professores em 13 municípios, excluindo Bauru. No ano seguinte, os pesquisadores fizeram a coleta de dados por observações e entrevistas naquele município. No total, foram identificados 277 professores que trabalham com educação ambiental.

A pesquisa apontou que a maioria dos professores busca informações em revistas (23%) e livros didáticos (16%), seguidos da internet (14%) e jornais (10%). Aparecem em menor número materiais paradidáticos (6%), cursos, palestras e panfletos (4%), apostilas (4%), vídeos, filmes e músicas (4%), programas de televisão (3%), material acadêmico (3%) e projetos e práticas educativas (2%), entre outros.

Entre as revistas mais citadas, a Nova Escola aparece no topo das indicações, seguida de Veja, Superinteressante e Época. A Nova Escola oferece descontos para professores e muitos recebem a publicação gratuitamente em suas escolas. “O que nos chamou a atenção é que são revistas de grande circulação nacional, nas quais muitas matérias simplificam as questões teóricas e pedagógicas”, afirmou Marília.

“Com relação ao resultado para a internet, o que nos preocupa é que os professores não mencionaram nenhum procedimento de busca mais sistematizado. É invariavelmente algo muito genérico e sem critério de seleção”, disse.

Segundo Marília, outro ponto a se ressaltar é a dificuldade dos professores em separar o material usado com os seus alunos em aula com o que eles próprios usam para se informar.

Os pesquisadores do GPEA pretendem elaborar uma cartilha de educação ambiental para professores das séries iniciais do ensino fundamental para ser distribuída em todo o Estado de São Paulo.

“Nosso objetivo é orientar o professor para a inserção da educação ambiental de 1ª a 5ª série. Mas não queremos fazer apenas uma distribuição da cartilha pelo correio. A ideia é que os membros do grupo realizem minicursos com os professores em cada escola visitada”, disse.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Moana Wave substituirá o navio oceanográfico Professor Besnard


Sucessor para o Professor Besnard
A comunidade científica paulista deverá ganhar em breve um navio oceanográfico que poderá levar a capacidade de pesquisas na área a um novo patamar, de acordo com o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.

A compra do navio Moana Wave, que pertenceu à Universidade do Havaí (Estados Unidos), faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido à FAPESP pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP). De acordo com Brito Cruz, o projeto foi aprovado e a compra do navio está nos últimos estágios de análise.

Brito Cruz participou, na manhã desta quinta-feira (18/11), do evento “Oceanos e Sociedade”, promovido pelo IO-USP em sua sede. O Moana Wave foi construído em 1973 e tem 64 metros de comprimento por 11 metros de largura. Tem capacidade para levar 20 pessoas e deslocar 972 toneladas.

A análise está adiantada. A aquisição agora depende apenas da aprovação do relatório da JMS, empresa norte-americana de engenharia naval contratada pela FAPESP para fazer uma vistoria técnica da embarcação. A empresa é responsável por fazer os laudos periódicos para todos os navios de pesquisa financiados pela National Science Foundation (NSF), dos Estados Unidos.

“A vistoria foi acompanhada por uma equipe do IO-USP, que já aprovou a compra. Assim que o relatório for apresentado tomaremos a decisão final para deflagrar a operação de aquisição, que faz parte de uma proposta de levar a pesquisa paulista em oceanografia para outro patamar”, disse Brito Cruz.

Se o navio for adquirido, receberá um novo nome, proposto pela diretoria do IO-USP: Alpha Crucis. O nome remete à estrela mais brilhante da constelação do Cruzeiro do Sul. Trata-se também da estrela que representa o Estado de São Paulo na bandeira nacional.

“Outra iniciativa relevante será a aquisição de um barco oceanográfico. Com isso, serão dois instrumentos importantes para proporcionar um salto de pesquisa na área. O Atlântico Sul é pouco estudado e avançar o conhecimento sobre ele tornou-se uma tarefa crítica devido à questão das mudanças climáticas”, afirmou Brito Cruz.

De acordo com o diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch, o Moana Wave substituirá o navio oceanográfico Professor W. Besnard, que está sem condições operacionais de pesquisa. O navio, que levou as primeiras equipes de pesquisa brasileiras à Antártica, sofreu um incêndio em 2008 e atualmente não tem capacidade de locomoção.

Essa perda, segundo Michaelovitch, gerou a demanda, junto à FAPESP, de apoio para a aquisição de um navio que atenda à necessidade de pesquisa oceanográfica no Estado de São Paulo. O Moana Wave representará ainda um incremento das condições de pesquisa em relação à antiga embarcação.

“Em comparação com o Professor Besnard, o salto qualitativo é gigantesco. Uma das principais razões para isso é a diferença de autonomia. Enquanto o Besnard tinha uma autonomia de 15 dias, o Moana Wave tem capacidade para navegar 70 dias”, disse Michaelovitch.

Com a autonomia de 70 dias, os pesquisadores poderão atingir áreas distantes, incluindo não apenas a região do pré-sal – um tema importante atualmente –, mas também outros locais em oceano profundo.

“Isso amplia a capacidade de pesquisas em diversas áreas, como os estudos sobre biodiversidade em águas profundas. Nesse caso, o navio poderá ser útil para cientistas do Programa Biota-FAPESP, por exemplo”, explicou.

O mesmo vale, segundo Michaelovitch, para possíveis parcerias com a Escola Politécnica para desenvolvimento tecnológico em oceano profundo, ou estudos sobre recursos naturais e mudanças climáticas. “Em suma, abre-se um leque de perspectivas de pesquisa que são hoje limitadas pela inexistência de um meio flutuante com capacidade de fazer esse tipo de trabalho”, disse.

Navio multiusuário
A análise do Moana Wave pela JMS foi realizada nos dias 8 e 9 de novembro, com a presença de uma equipe do IO-USP da qual Michaelovitch fez parte.

“Como pesquisador e usuário do navio oceanográfico, acompanhei pessoalmente a vistoria, juntamente com o atual comandante e o chefe de máquinas do Besnard, além de mais um pesquisador do IO-USP”, disse.

Segundo o diretor do IO-USP, foi feito um levantamento minucioso das condições estruturais, máquinas, equipamentos, instalações e laboratórios, reunindo um conjunto grande de informações. O relatório pautará a decisão final da FAPESP.

“Consideramos que o navio tem boas condições e longa vida útil pela frente. O relatório formal deverá ser enviado em cerca de duas semanas. Se for aprovado, algumas modificações que solicitamos à embarcação serão feitas no próprio estaleiro onde se encontra atualmente, em Seattle. O navio deverá ter condições de chegar ao Brasil em meados de 2011, já em totais condições de operação”, disse.

Segundo Michaelovitch, a FAPESP financiará a compra do navio e a instrumentação deverá ser financiada pelos dois Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) voltados a pesquisas marítimas.

“Vamos pleitear recursos na chamada dos INCTs para complementar a instrumentação do navio, muito embora ele já venha com um conjunto importante de equipamentos. Já é um navio oceanográfico e não precisa de adaptações”, disse.

A manutenção e a gestão do navio, por exigência da FAPESP, ficarão a cargo da USP, segundo Michaelovitch. “O navio pertencerá à USP e não ao IO, embora naturalmente o instituto vá operá-lo. Mas é importante destacar que haverá um compartilhamento das atividades do navio, como sempre ocorreu, no passado, com o Professor Besnard”, disse.

Segundo Michaelovitch, não haverá restrição a projetos de outras unidades ou instituições. “Unidades da USP como a Escola Politécnica, ou o Museu de Zoologia, ou o Centro de Biologia Marinha, têm competências específicas de pesquisa para as quais o navio será muito útil. Projetos ligados a grandes programas – como o Biota-FAPESP – reúnem sempre pesquisadores de várias universidades, como a Unicamp e a Unesp”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

UFLA: 28 vagas para professores

São oferecidas vagas em diversas áreas do conhecimento, em regime de dedicação exclusiva, com salário de até R$ 7.637,67.

Mais duas vagas foram inseridas no edital de seleção de novos professores que vão integrar o quadro efetivo da Universidade Federal de Lavras (Ufla). As novas oportunidades são para Ciência da Computação e Fitopatologia. Agora são 28 vagas em diversas áreas do conhecimento. As inscrições já estão abertas e variam de acordo com o cargo.

O período para se inscrever nas duas novas vagas que foram inseridas no edital é de 18/11 a 07/12. Já para as outras 26 o prazo termina dia 01 de dezembro. As inscrições serão feitas pela internet.

Os interessados devem ficar atentos aos procedimentos de inscrição e aos prazos, conforme especificados no edital disponível no site ww.dgp.ufla.br/concurso/PROF. O candidato deverá pagar uma taxa (R$180 para professor adjunto e R$ 115 para assistente); e apresentar toda a documentação solicitada. Os aprovados vão trabalhar em regime de dedicação exclusiva, com salário que pode chegar até R$ 7.333,67, dependendo da titulação; e auxílio alimentação no valor de R$ 304.

 Confira as vagas:
Departamento Vagas oferecidas
Administração e Economia 05
Agricultura 01
Biologia 01
Ciência da Computação 02
Ciências Exatas 05
Ciências Florestais 01
Ciências Humanas 05
Engenharia 06
Fitopatologia 01
Zootecnia 01
 Fonte: Pedro Farnese UFLA

Unesp e ICTP: acordo resultará no instituto internacional de física teórica


 Um acordo firmado entre o Instituto de Física Teórica (IFT), instalado no campus Barra Funda da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e o Centro Internacional de Física Teórica (ICTP, na sigla em inglês) resultará em um novo instituto voltado à pesquisa básica e que receberá cinco especialistas.

O ICTP é um órgão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e sua sede fica na cidade de Trieste, na Itália, onde a parceria foi formalizada pelo diretor do ICTP, Fernando Quevedo, pelo vice-reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, e pelo diretor do IFT, Rogério Rosenfeld.

Denominada ICTP - South American Institute for Fundamental Research (Instituto Sul-Americano de Pesquisa Básica ICTP) a nova unidade terá infraestrutura provida pelo IFT e pesquisadores que realizarão estudos independentes e atuarão junto à pós-graduação da Unesp.

Segundo a universidade, a contratação dos profissionais será coordenada por um conselho científico formado por dez especialistas de projeção internacional, incluindo representantes regionais. Esse grupo orientará o trabalho do órgão. Os nomes dos seus integrantes serão definidos nos próximos meses.

“O renome do ICTP ajudará a Unesp a atrair os melhores cérebros para o nosso quadro docente e também para as atividades acadêmicas e de pesquisa que vamos iniciar”, disse Rosenfeld.

A unidade também organizará workshops, seminários e palestras, viabilizando a participação de cientistas de prestígio do exterior. O diretor do IFT prevê que essas atividades tenham início já no segundo semestre de 2011.

A partir dessa ação, a Unesco pretende influenciar a criação de outros centros de excelência em pesquisa básica na área de física no continente americano, fora dos Estados Unidos e do Canadá.

Fonte: Agência FAPESP

Prêmio FINEP da região Sudeste será entregue em Vitória (ES) dia 22

Nesta segunda (22/11), acontece a cerimônia de entrega dos troféus aos vencedores da região Sudeste do Prêmio FINEP de Inovação 2010. O evento será às 16h no Parque de Exposições de Carapina (Pirâmide do Conhecimento), Rodovia BR-101, Km 2,8, Serra, região metropolitana de Vitória (ES). Dos 15 finalistas, sete são de São Paulo, quatro de Minas Gerais, três do Rio de Janeiro, e um do Espírito Santo.

Estarão presentes a chefe de Gabinete da Presidência da FINEP, Maria Aparecida Neves, e o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Lucas Izoton. Os primeiros colocados regionais em cada categoria irão concorrer à etapa Nacional, com premiação no dia 29/11, em Brasília.

Todos os vencedores receberão recursos do programa de Subvenção Econômica, que variam de R$ 120 mil a R$ 2 milhões, dependendo da categoria premiada. A verba é para ser usada no desenvolvimento de projetos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Nesta edição, houve sete categorias – Instituição de Ciência e Tecnologia, Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa, Tecnologia Social e Inventor Inovador (apenas para candidatos com patente depositada no INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial e efetiva comercialização de suas criações nos últimos três anos) e Gestão da Inovação.

Este ano, o Prêmio recebeu 885 inscrições em todo o Brasil: Norte, 82; Nordeste, 159; Centro-Oeste, 113; Sudeste, 307; e Sul, 224.

Sudeste recebeu R$ 6,7 bilhões da FINEP
Nos últimos nove anos, a FINEP investiu cerca de R$ 6,7 bilhões na região Sudeste. Foram apoiados aproximadamente 3.200 projetos, entre financiamentos não reembolsáveis (que não precisam ser devolvidos), incluindo a Subvenção Econômica, e operações de crédito, com juros subsidiados.

Conheça os finalistas da região Sudeste, em ordem alfabética:

Categoria Micro e Pequena Empresa
ELBRAS ELETRODOS DO BRASIL LTDA (MG)
A ELBRAS tem como missão a fabricação e comercialização de produtos de solda que atendam plenamente os requisitos do mercado mundial e a busca contínua da satisfação de seus parceiros. Fabrica e comercializa consumíveis para soldagem ao arco elétrico, para soldagem convencional e soldagem sub aquática

INTERNACIONAL CIENTIFICA LTDA (SP)
A empresa desenvolve pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos e equipamentos para laboratórios de análises e patologia clínica, centros de referência e diagnóstico para triagem neonatal e pré-natal, autoimunidade e doenças infecciosas.

Origem Jogos e Objetos Ltda (MG)
A missão da empresa é difundir a utilização de jogos como brindes com conceito, nos ambientes corporativos, como instrumentos educacionais, nas escolas, e como desenvolvedores de capacidades cognitivas para o público geral.


Categoria Média Empresa
Condor S/A Indústria Química (RJ)
A Condor é uma empresa dedicada exclusivamente ao desenvolvimento e tecnologias com aplicações na fabricação de armas e munições não-letais e pirotécnicos de salvatagem, que permitem as forças militares e policiais empregar a força de forma gradual no controle de distúrbios e no combate à criminalidade, reduzindo-se as situações nas quais seja necessário o uso de armas de fogo. Líder na América Latina.

Omnisys Engenharia Ltda (SP)
A Omnisys Engenharia é uma empresa brasileira de eletrônica, que se destaca por sua capacitação no provimento de soluções de alto conteúdo tecnológico nos segmentos aeroespacial, naval, defesa, telecomunicações, científico, atmosférico e ambiental. Suas soluções compreendem a concepção, desenvolvimento e fabricação de equipamentos eletrônicos, assim como os serviços associados (instalação, suporte e treinamento).

Treetech Sistemas Digitais Ltda (SP)
A Treetech é a única empresa do Brasil especializada em gestão on-line de ativos de subestações elétricas. Com base em tecnologia própria e inovadora em âmbito mundial, desenvolveu uma solução completa composta por sensores eletrônicos inteligentes integrados ao um software especialista de diagnóstico e prognóstico, através do qual os ativos são monitorados em tempo real. A Treetech também presta serviços de instalação, comissionamento, inspeção e consultoria especializada em ativos elétricos.


Categoria Instituição de Ciência e Tecnologia
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (SP)
Fundada em 1998, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz tem entre seus colaboradores e pesquisadores doutores e pós-doutores, mestres, graduados e técnicos. O grupo é assessorado pela Agência USP de Inovação que fornece à Escola orientação, apoio e procedimentos necessários à proteção dos resultados de seus processos e serviços. Um dos principais softwares trabalhado pela ESALQ é uma tecnologia voltada para o setor produtivo. Esse software nasceu comercialmente em 1999 como o nome de Ração de Lucro Máximo (RLM) e era programado em planilhas de Excel. Hoje, depois de uma reformulação, ele é desenvolvido pela Escola em linguagem Delphi, utilizando o Firebird.

FUNDAÇÃO CENTRO TECNOLÓGICO DE MINAS GERAIS (MG)
Fundado em 1972, o CETEC possui o Setor de Informação Tecnológica que volta seus trabalhos para a proteção de tecnologias desenvolvidas dentro e fora da instituição, divulga a Propriedade Intelectual em todas as suas áreas e sensibiliza os criadores da importância que elas têm em termos produtivos, econômicos e culturais. Em 1974, foi criado o Núcleo de Propriedade Intelectual responsável pelo depósito de patentes e registros de marcas. Um dos projetos colocado em prática pela fundação foi a Implantação de Unidades de Beneficiamento e Comércio de Produtos Oriundos da Base Produtiva Local. Este tinha como objetivo a capacitação de agricultores familiares em educação ambiental, manejo de plantas, produção, embalagem e comercialização de produtos de base regional.

INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA (RJ)
Fundado em 1921, o atual direcionamento estratégico do INT enfatiza a realização de Políticas de Inovação para áreas de energia e materiais. Alguns dos projetos de maior destaque do Instituto são: desenvolvimento de novos produtos e processos gerados por projetos demandados pela indústria, nas áreas de combustíveis e em petroquímica, entre eles processos de preparação de mistura de biocombustíveis e purificação de correntes de hidrogênio geradas na reforma do etanol; projeto Fetos 3D que utiliza tecnologias de modelagem tridimensional e prototipagem rápida para o desenvolvimento de modelos físicos de fetos ainda no útero para usos didáticos e na medicina fetal; e projeto Embalagens Valorizáveis, que buscou uma tecnologia para o armazenamento de palmito para exportação, resultando em uma tecnologia que aumenta quatro vezes o tempo de validade do produto, entre outros.


Categoria Tecnologia Social
O projeto ‘Plano Bem Maior’ é o planejamento estratégico participativo (PEP) do Território do Bem (conjunto de oito comunidades de baixa renda), produzido no âmbito do Fórum Bem Maior, instância organizativa do território, a partir das demandas, prioridades e oportunidades identificadas no diagnóstico realizado nas comunidades atendidas (igualmente participativo, conduzido por moradores das próprias comunidades e ratificado nas plenárias do Fórum Bem Maior). O Plano Bem Maior indica a visão do território para os próximos anos e determina os objetivos específicos que as comunidades determinaram em cada dimensão do desenvolvimento: social, ambiental, econômica, cultural e política. Quarenta lideranças formais e informais das comunidades participaram de todo o processo, desde o diagnóstico, até a publicação de todo o plano estratégico.

Associação Imagem Comunitária - Grupo de Pesquisa e Experimentação em Mídias de Acesso Público (MG)
Realizada desde 2006, a Agência de Comunicação Solidária (ACS) é uma iniciativa de comunicação para a sustentabilidade de grupos e movimentos socioculturais de MG, que se dá em quatro frentes: 1) programa de apoio gratuito em comunicação integrada, que inclui o planejamento e a criação participativa de peças midiáticas diversas; 2) capacitação dos grupos participantes para a construção de parcerias e geração de recursos; 3) tessitura de uma rede de intercâmbio de conhecimentos, serviços e recursos entre os integrantes; 4) articulação de parceiros para o incremento das próprias ações desenvolvidas. A iniciativa já envolve 40 grupos das mais variadas naturezas, como coletivos de valorização da identidade negra, de jovens e de usuários de serviços de saúde mental, uma escola de samba, movimentos sociais comunitários, dentre outros.

Programa Rede Jovem / Solidaritas (RJ)
O Programa Rede Jovem tem como missão fortalecer a participação social da juventude por meio do uso das novas tecnologias. Desde 2000, ainda sob gestão da Comunitas, desenvolve projetos com foco na participação de jovens como protagonistas da mudança social, a partir da promoção e otimização do uso das novas tecnologias como principais ferramentas para o desenvolvimento social. Após o sucesso de projetos realizados pelo Programa com o uso de tecnologia móvel, foi possível identificar a capilaridade e alcance que o telefone celular tem hoje, entre jovens de baixa renda. Em 2008/2009, o Programa desenvolveu, planejou, executou, testou e avaliou o projeto piloto Wikimapa, implantado com sucesso em cinco favelas cariocas. Trata-se de um mapa virtual georeferenciado colaborativo integrado a um aplicativo móvel, voltado para o mapeamento de locais de interesse público e ruas de comunidades de baixa renda até então não registradas oficialmente em mapas virtuais.


Categoria Gestão da Inovação
Biolab Sanus Farmacêutica (SP)
Fundada em 1999, a Biolab é uma indústria farmacêutica brasileira com foco no desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos de prescrição médica nas especialidades de cardiologia, reumatologia, ortopedia, clínica médica, pediatria, endocrinologia, geriatria e dermatologia.

Módulo Security Solutions (RJ)
Fundada em 1985, a empresa visa prover soluções para automatizar a gestão de Governança, Gestão de Riscos e Compliance (GRC). Ela atua nas áreas de software, consultoria e educação, e desenvolve e comercializa o Módulo Risk Manager, software para automatização de CRC. Além disso, é especializada em consultoria nas áreas de GCR, Segurança da Informação e Continuidade de Negócios.

Sadia (SP)
Fundada em 1944, a empresa tem como objetivo fornecer gêneros alimentícios saudáveis e saborosos a partir de soluções diferenciadas. A Sadia é uma das maiores empresas do setor alimentício da América Latina, produzindo e distribuindo alimentos derivados de carnes suína, bovina, aves e outros. É uma grande exportadora e uma das maiores empregadoras do Brasil. Por meio do Sistema de Fomento Agropecuário, mantém acordos com granjas integradas de criação de animais, garantindo-lhe o fornecimento de matéria-prima de qualidade.


Categoria Inventor Inovador
Julio Abel Segalle (SP)
O inventor projetou e patenteou o chamado OrthoMouse (OM) que consiste em um mouse ortopédico para computador. O produto oferece um dispositivo de entrada/mouse na máquina que permite e obriga a mão humana a permanecer em posição segura durante seu uso. Além disso, a ferramenta traz dispositivos intercambiáveis que permitem montar seis configurações diferentes, respeitando as diferenças das mãos dos usuários. O objetivo do projeto é melhorar a qualidade de vida daqueles que o utilizam.

Fonte: Rogério Rangel /FINEP

Finep: saem os vencedores do Prêmio Inovar


A Finep anunciou os vencedores do Prêmio Inovar 2010. Na categoria Governança foi selecionada a Stratus, com o fundo FMIEE Stratus GC; na modalidade Equipe, a vencedora foi a BRZ Investimentos, que é a firma gestora do Logística Brasil FIP; e na categoria Operação venceu a CRP – Companhia de participações, que abriga o fundo RSTec FMIEE.

Ao todo, 17 investidores participaram do processo seletivo nas três categorias. Puderam concorrer empresas gestoras de fundos, constituídos, no mínimo, há dois anos, segundo as instruções CVM 209 ou 391, e que fossem não-proprietários e não-exclusivos.

A oficial sênior de Investimentos em Venture Capital para a América Latina do Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Susana García-Robles, destacou o valor do Inovar para o Cone Sul. “O programa lançou as bases da cultura do capital de risco no Brasil e, agora, já virou um modelo a ser seguido”.

Para a superintendente da área de Investimentos da Finep, Patrícia Freitas, hoje as empresas inovadoras contam com um programa dinâmico, pronto para garantir um caminho para negócios promissores e aquecer a economia do país.

Além do anúncio dos vencedores, a Finep também comemorou dez anos do Inovar. Desde a sua criação, em 2000, o programa comprometeu cerca de R$ 3 bilhões para investimento. Já são 78 empresas investidas e um total de 25 fundos com a participação da financiadora.(Com informações da Finep) 

Fonte:Gestão CT

Prêmio Capes de Tese: 43 trabalhos foram selecionados


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) selecionou 43 trabalhos dentro do Prêmio Capes de Tese 2009. O resultado foi divulgado na seção 1 do Diário Oficial da União do dia 11 deste mês

A entrega do prêmio está marcada para o dia 7 de dezembro, na sede da instituição, em Brasília (DF). A iniciativa reconhece as melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação, levando em conta critérios como originalidade e qualidade.

Os vencedores ganharão bolsa de pós-doutorado nacional de um ano, para o autor da tese, e auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional para o orientador. Haverá, ainda, a entrega do Grande Prêmio, que prevê bolsa de pós-doutorado internacional de um ano para o autor e auxílio equivalente a uma participação em congresso fora do Brasil para o orientador, além de US$ 15 mil.

Fonte: Gestão CT

Finep: R$ 28 milhões para os laboratórios do pré-sal

A Finep divulgou ontem (17), o resultado da Chamada pública 2/2010, que selecionou projetos para criação e adequação de laboratórios para atender às demandas dos fornecedores da cadeia de petróleo e gás. Foram aprovadas oito propostas de cinco Estados, que contarão com um aporte de R$ 28 milhões.

Lançado em julho deste ano, o edital teve como objetivo apoiar financeiramente o desenvolvimento de projetos relacionados a exploração de petróleo na camada do pré-sal. Os recursos não reembolsáveis são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Mais incentivo
Além deste edital, a agência de fomento também lançou em julho a Chamada 3/2010, no valor de R$ 100 milhões, para beneficiar projetos realizados em sistema de cooperação entre empresas da cadeia do setor de petróleo e gás e instituições de pesquisa científica e tecnológica. O resultado final deverá ser divulgado no próximo mês.(Com informações da Finep)

Fonte: Gestão CT

CAPES e Universidade de Londres: parceria leva professores da rede pública para Inglaterra

Estão abertas até o dia 31 de janeiro de 2011, as inscrições para o Programa de Ensino de Inglês como Língua Estrangeira. A iniciativa é fruto da parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOE) e irá promover a capacitação de professores da rede pública de educação básica brasileira na Inglaterra.

A carga horária do curso equivale a 30 créditos e corresponde a um módulo do mestrado da universidade. Sua ênfase é na produção de material para o processo de ensino-aprendizagem da língua inglesa no Brasil.

Podem participar docentes que possuam nacionalidade brasileira e que não tenham nacionalidade inglesa. É preciso também possuir licenciatura em língua inglesa e ser proficiente neste idioma. O programa exige, ainda, que o proponente não seja beneficiado por outro programa semelhante e que atue como docente em sala de aula quando participar do processo seletivo.

Fonte: Gestão CT

MCT e GE: assinado acordo de cooperação

O MCT e a General Eletric (GE) assinaram no dia 11 deste mês um memorando de entendimento para estimular pesquisas nas áreas de óleo e gás, energias renováveis, mineração, transporte ferroviário, aviação, entre outras.

Segundo o ministério, as ações serão direcionadas a partir de programas de governo já existentes, coordenados pelo Comitê Pró-Inovação, criado no início deste mês, bem como pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e pelo Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010).

As intenções da empresa com o Brasil são ambiciosas. A GE anunciou que pretende aplicar US$ 500 milhões na expansão de suas operações no país, com o intuito de acelerar parcerias tecnológicas com empresas nacionais de ponta, interligando várias áreas da indústria.

Também divulgou que instalará no Rio de Janeiro, o Centro Multidisciplinar de Pesquisa e Desenvolvimento, que deverá empregar cerca de 200 pesquisadores e engenheiros. A unidade será construída na Ilha do Fundão e prevê investimentos iniciais da ordem de US$ 100 milhões. (Com informações do MCT)

Fonte: Gestão CT

IB-USP: algumas espécies de abelhas sem ferrão podem ter rainha de fora da colmeia

Colmeia com rainha forasteira
Em uma colmeia, a sucessora da abelha-rainha será uma de suas descendentes. Pelo menos é o que se imaginava. No entanto, uma pesquisa feita com a Melipona scutellaris, uma espécie da tribo Meliponini que compreende as abelhas sem ferrão, mostra que isso pode não ocorrer.

O trabalho fez parte do doutorado da bióloga Denise de Araujo Alves, defendido e aprovado em agosto e publicado em outubro na revista Biology Letters.

Denise contou com Bolsa de Doutorado Direto da FAPESP e seu estudo esteve inserido no Projeto Temático “Biodiversidade e uso sustentável de polinizadores”, que se realizou no âmbito do Programa Biota-FAPESP e foi coordenado por Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora titular em Ecologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

“O resultado foi surpreendente. Verificamos que, nas colônias nas quais houve substituição natural de rainhas fecundadas, as rainhas substitutas, em alguns casos, não eram oriundas daquela colônia”, disse Vera Lúcia.

A pesquisa trouxe as primeiras evidências de um parasitismo social intraespecífico para colônias de abelhas Meliponini. O primeiro a sugerir a ideia foi o pesquisador holandês Marinus Sommeijer.Em experimentos na Costa Rica e em Trinidad Tobago, chamou-lhe a atenção o elevado número de abelhas-rainhas que nasciam em uma colônia, o que o levou a lançar a hipótese de que algumas poderiam assumir um ninho órfão (sem rainha).

Mas Sommeijer, após um estudo baseado em observações que rainhas saiam vivas das colônias, não levou adiante a investigação e a hipótese ficou sem comprovação.

Denise começou seu trabalho em São Simão (SP), com abelhas do experimento do professor Paulo Nogueira Neto, também do IB-USP. Nessa fase, ela coletou pupas de favos dos ninhos amostrados em diferentes épocas do ano.

Esse material foi submetido a uma análise molecular na Bélgica pelo professor Tom Wenseleers, da Universidade de Leuven. Nos resultados, foram detectadas evidências da existência de rainhas oriundas de outras colmeias.

“Acreditava-se que uma rainha que não assumisse o ninho em que nasceu seria morta logo ao emergir ou sairia com parte das operárias para fundar um novo ninho. Mas o experimento apontou outra possibilidade: ela poderia assumir um ninho órfão”, disse Denise, destacando que a descoberta derrubou também a crença de que a abelha-rainha teria de ser uma descendente de sua antecessora.

Para dar suporte biológico à nova tese, a bióloga aprofundou a investigação. Retirou as rainhas de alguns ninhos mantidos no Laboratório de Abelhas da USP, em São Paulo, e observou-os para ver quem seria a nova rainha.

Primeiro, foi determinado o genótipo parental das pupas da colônia original por meio da técnica de marcadores moleculares de microssatélites. A seguir, após a fecundação da nova rainha, parte de sua asa foi retirada. O material foi submetido à análise de genótipos parentais para indicar o ninho de origem do inseto. Depois, a cria da nova rainha também foi genotipada.

O resultado foi que, em cerca de 25% das substituições das rainhas-mãe, o genótipo das novas crias não coincidiu com o das pupas originais da colmeia, confirmando o parasitismo social intraespecífico.

“Como esse fato foi observado em duas localidades diferentes, São Simão e São Paulo, acreditamos que se trata de um fenômeno comum a esse grupo”, disse Denise.

“No Brasil, relatos de criadores de abelhas sem ferrão também se referem a rainhas virgens andando nas proximidades dos meliponários, mas a sua importância para as colônias órfãs era desconhecida”, afirmou.

Parasitismo intraespecífico
Uma das consequências da descoberta atinge os criadores de abelhas sem ferrão. O protocolo atual de melhoramento genético não considera a possibilidade de uma interferência genética externa por meio da introdução de uma rainha estranha ao ninho.

“Descobrimos que não há como garantir que a linhagem obtida no melhoramento permanecerá constante ao longo das gerações”, observou Denise. Com isso, se um produtor adquiriu uma colmeia com uma linhagem de alta produção de mel, não há garantias de que esses resultados continuarão, pois a colônia está sujeita a receber uma rainha com genótipo diferente.

“Esse estudo abre uma nova linha de pesquisa acadêmica, a de parasitismo intraespecífico, e terá aplicações práticas na genética de populações”, disse Vera Lúcia. Segundo ela, as análises moleculares serão cada vez mais aplicadas na resolução de problemas comportamentais.

“Nossos próximos passos serão no sentido de verificar se esse fenômeno ocorre em todas as abelhas do gênero Melipona”, disse. As abelhas da tribo Meliponini, foco do Projeto Temático coordenado por Vera Lúcia, possuem o ferrão atrofiado. Apenas na região neotropical, que nas Américas vai do México até a Argentina, elas se dividem em mais de 400 espécies já descritas, mas se estima que o número seja bem maior.

“Além disso, essas abelhas são agentes polinizadores muito importantes tanto de espécies vegetais de áreas conservadas como de culturas agrícolas de interesse econômico”, disse.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP