terça-feira, 9 de novembro de 2010

ESPA: 40,5 milhões de libras para pesquisas em sustentabilidade de ecossistemas


Pesquisa para reduzir a pobreza
Induzir pesquisas que melhorem a compreensão sobre como funcionam os ecossistemas, os serviços que eles fornecem, seu valor e o papel potencial desses serviços na contribuição da redução da pobreza.

Esse é o objetivo do programa Ecosystems Services for Poverty Alleviation (ESPA) – Serviços dos Ecossistemas para a Redução de Pobreza – conduzido pelo National Environment Research Council (NERC), pelo Economic & Social Research Council (ESRC) e pelo Department for International Development (DfID), do governo britânico.

O programa multidisciplinar dispõe de 40,5 milhões de libras (cerca de R$ 110 milhões) para apoiar pesquisas, de 2009 a 2016, segundo informou o diretor do programa ESPA, Paul van Gardingen, em encontro com cientistas do Estado de São Paulo ocorrido nesta segunda-feira (8/11), na sede da FAPESP.

“O objetivo do ESPA é garantir que, em países em desenvolvimento, ecossistemas sejam administrados sustentavelmente de maneiras que contribuam com a redução da pobreza e com o crescimento inclusivo e sustentável”, disse Gardingen.

Para tanto, o programa apoiará pesquisas que forneçam evidências e ferramentas aos tomadores de decisão e aos usuários finais que possibilitem gerenciar a sustentabilidade dos serviços ecossistêmicos.

O diretor do ESPA está no Brasil para divulgar o programa junto à comunidade acadêmica do país. Cientistas de outros países, entre os quais o Brasil, podem enviar propostas ao programa.

“O programa tem como foco prioritário quatro regiões que experimentam mudanças significativas na administração de seus serviços ecossistêmicos no contexto da redução da pobreza e do crescimento sustentável: Amazônia, China, Sudeste Asiático e África Subsaariana. O ESPA está focado nas pessoas e em suas relações com os serviços ecossistêmicos”, disse Gardingen.

Interessados têm até o dia 8 de dezembro para preencher o formulário de interesse em participar da chamada atual e até o dia 19 de janeiro de 2011 para encaminhar as propostas completas. A chamada atual tem orçamento de 16 milhões de libras (cerca de R$ 43,8 milhões).

Os auxílios poderão ter entre três e cinco anos de duração, com o valor total do projeto de pesquisa entre 500 mil e 4 milhões de libras.

“É importante que os interessados em apresentar propostas entrem no site do ESPA e verifiquem quais são os projetos já apoiados pelo programa”, disse Gardingen.

Mais informações sobre a chamada e o programa: www.nerc.ac.uk/research/programmes/espa

Conselhos de Pesquisa
A FAPESP mantém acordo de cooperação com os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês) para apoiar o desenvolvimento de projetos de pesquisa cooperativos propostos por pesquisadores britânicos e brasileiros associados.

As propostas devem ser submetidas diretamente, por pesquisadores no Reino Unido em associação com pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior e pesquisa no Estado de São Paulo, a uma ou mais entidades pertencentes aos RCUK, que informarão a FAPESP da submissão de proposta de pesquisa.

Fonte: Agência FAPESP

Físicos sugerem que a energia do vazio pode destruir as estrelas mais densas do Universo

Poder do vácuo
Seria a energia presente no vácuo capaz de controlar o destino de estrelas ou até mesmo do Universo inteiro? Uma nova linha de pesquisa conduzida por físicos brasileiros está mostrando que talvez isso seja possível. O assunto é o destaque da nova edição da Revista Unesp Ciência, da Universidade Estadual Paulista.

Os físicos descobriram na teoria um efeito capaz de transformar a energia do espaço vazio em protagonista de uma destruição “cataclísmica”, como definiu George Matsas, professor do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp em São Paulo. O fenômeno é chamado de “despertar do vácuo”. Matsas coordena o Projeto Temático “Física em Espaços-Tempos Curvos”, apoiado pela FAPESP.

A descoberta foi feita pelo professor Daniel Vanzella, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC), e seu aluno William Couto Corrêa de Lima, que faz doutorado com Bolsa da FAPESP, e foi descrita em abril na revista Physical Review Letters.

Vanzella e Lima esboçaram as situações em que o “despertar” poderia ocorrer. Junto com a dupla, Matsas assinou outro artigo na edição de 8 de outubro da mesma revista, no qual exploraram uma dessas situações em detalhe. Os cientistas mostraram como a gravidade de uma estrela de nêutrons em formação pode conceder ao vácuo o poder de destruir a própria estrela.

Com base no que se conhece hoje do assunto, não há nenhum princípio geral que impeça o efeito gerador de catástrofes estelares de ocorrer. Mas somente com observações pode-se verificar se esse despertar do vácuo ocorre na prática ou não. A reportagem mostra, porém, que seja ele confirmado ou descartado, uma informação valiosa sobre a física será revelada.

A edição de novembro da revista destaca também um novo método de análise do material genético que pode auxiliar a polícia na resolução de crimes e o trabalho de um percussionista do Instituto de Artes da Unesp na tentativa de resgatar a importância do reco-reco.

Fonte: Agência FAPESP

HC - FMUSP: novo procedimento para diagnóstico de câncer

A Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em parceria com a Faculdade de Odontologia da USP, iniciou um novo procedimento para o diagnóstico precoce do câncer labial e do câncer de pele.

Segundo o HC, o método permite estudar alterações celulares das camadas superficiais da pele e da mucosa oral de forma criteriosa e não invasiva. Inédito na América do Sul, o exame é feito com um microscópio confocal, o único existente no Brasil.

A tecnologia é semelhante a um aparelho de ultrassom. Em contato com a mucosa oral, o aparelho emite um laser, não lesivo, escaneia a área com suspeita de lesão e encaminha as imagens, em preto e branco, para um computador.

A ampliação das imagens possibilita examinar as alterações celulares e indicar outros exames complementares, como a biópsia, quando preciso. Cerca de 50 pacientes em tratamento na Clínica de Dermatologia com suspeita de câncer labial serão os primeiros a serem beneficiados com o novo exame.

Segundo o HC, a inovação não substituirá a biopsia – o exame mais utilizado para o diagnóstico do câncer da mucosa oral e da pele –, mas permitirá a avaliação de mais áreas lesadas, sem a necessidade de cortes ou anestesias. O método poderá ser útil no processo de retirada do tecido, por captar as alterações celulares das camadas superficiais da pele e da mucosa com precisão.

Fonte: Agência FAPESP

Uespi: R$ 300 mil para educação a distância

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) contará com recursos da ordem de R$ 300 mil que serão utilizados na oferta de cursos de capacitação de professores, tutores, agentes administrativos, coordenadores de polo de curso e de tutoria, e equipe multidisciplinar do sistema de educação a distância.

A proposta foi aprovada junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dentro do Plano Anual de Capacitação Continuada para o Sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB/2011.

“A importância de se ofertar estes cursos reside no fato de que é necessária a qualificação de pessoal para atuar como eficientes agentes conhecedores e operacionalizadores do conjunto de atividades necessárias à realização com sucesso da educação a distância”, disse a diretora geral do Núcleo de Educação a Distância (Nead) da Uespi, Bárbara Melo.

De acordo com Melo, o projeto vai capacitar cerca de 300 pessoas. Os cursos oferecidos serão: utilização das linguagens das tecnologias de informação e comunicação (TIC) em EAD; elaboração e produção de material didático para a educação a distância; formação para tutor presencial e a distância; e gestão em EAD.

Com a aprovação desse projeto, o Nead soma, somente em 2010, mais de R$ 1,7 milhão captados, por meio de editais abertos pelas agências de fomento do governo federal, para investimento na parte de infraestrutura e de recursos humanos das universidades conveniadas com o sistema UAB.

Fonte: Gestão CT

Universidade Federal de Campina Grande - UFCG participa de programa dos EUA

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), da Paraíba, recebe até a próxima quarta-feira (10), as inscrições para a seleção de estudantes de graduação que queiram participar de intercâmbio educacional. Os escolhidos estudarão durante um semestre na Universidade de Kentucky ou na Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, e terão direito a bolsa de estudo, passagens e seguro saúde.

O programa oferece quatro vagas e é voltado para alunos regulamente matriculados nos cursos da área de engenharia, como agrícola, de alimentos, de biosistemas, florestal, agronômica, química, mecânica e elétrica. De acordo com a instituição, o estudante também deve possuir fluência na língua inglesa e ter sido aprovado em disciplinas que totalizem 170 créditos.(Com informações da UFCG)

Fonte: Gestão CT

Sebrae - Goiás realiza maratona da inovação

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realiza, durante este mês, em Goiás, uma série de ações voltadas para o atendimento e capacitação em gestão, marketing e finanças, com foco na inovação.

Trata-se da Maratona da Inovação, que está sendo conduzida no Estado pelo escritório de Anápolis, que atende 28 municípios. As atividades começaram nesta segunda-feira (8) e seguem até o dia 26.

A programação contempla cursos de gestão de inovação e consultorias customizadas para empresas beneficiadas pelo Projeto Agentes Locais de Inovação (ALI).(Com informações do Sebrae) 

Fonte: Gestão CT

FAPDF: sai resultado do edital na área de tecnologia da informação

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado do Edital nº 14/2010, referente ao Programa de Bolsas para Complementação Profissional em Tecnologia da Informação. Ao todo, foram aprovados 59 candidatos.

Os selecionados foram contemplados nas seguintes áreas temáticas: banco de dados; serviços de rede local; armazenamento e backup; rede local, satelital e de telefonia; segurança de redes; análise, suporte e desenvolvimento de sistemas; rede local e suporte; programação web e design gráfico; técnico administrativo; jornalista e áreas afins; biologia e áreas afins; e administração/direito.

Informações podem ser obtidas pelo e-mail  ou pelo telefone (61)3462-8800.

Fonte: Gestão CT

International Symposium on Phylogeography

Desafios da filogeografia
“As publicações na área de filogeografia vêm crescendo de forma exponencial, graças à gradual integração entre biólogos e geocientistas, às novas tecnologias de DNA e aos novos métodos estatísticos disponíveis”, disse Luciano Beheregaray, professor das universidades Flinders e Macquarie, da Austrália.

A filogeografia combina biologia e geociência, estudando os processos históricos que podem ser responsáveis pela distribuição geográfica contemporânea de uma espécie.

Segundo Beheregaray, enquanto a maioria esmagadora da produção científica na área vem do hemisfério Norte, a contribuição dos países que concentram a maior parte da biodiversidade do planeta ainda é muito pequena. “Essa distorção dificulta a síntese comparativa da informação produzida globalmente, que é um dos desafios centrais da filogeografia”, disse nesta segunda-feira (8/11), durante o Simpósio Internacional sobre Filogeografia, organizado pelo Programa Biota-FAPESP.

Para reverter esse cenário, segundo o cientista brasileiro radicado na Austrália, é preciso que os países desenvolvidos invistam na pesquisa filogeográfica em países megadiversos, como o próprio Brasil.

“A filogeografia vem crescendo muito, mas os estudos ainda estão muito concentrados nos ambientes terrestres e nos países desenvolvidos. Seria importante investir em trabalhos em áreas de grande biodiversidade, onde há grandes lacunas de informação. Isso permitiria avanços científicos globais”, disse Beheregaray.

Segundo ele, no contexto brasileiro o Estado de São Paulo tem se destacado nos estudos na área. “Mas há uma escassez de trabalhos no resto do país. Seria preciso fazer em todo o Brasil o que a FAPESP faz em São Paulo. Acredito que, para que isso seja feito em um nível satisfatório, será preciso ter recursos do exterior”, disse.

No contexto mundial, segundo Beheregaray, para que a pesquisa avance ainda mais, é preciso que os filogeógrafos deixem de lidar apenas com dados filogenéticos isolados. Ele explica que, como as mutações se acumulam ao longo do tempo, a filogenética é o motor da filogeografia. Mas isso não basta, é fundamental que essas informações sejam combinadas com dados sobre genótipos, por exemplo.

“O filogeógrafo é acima de tudo um naturalista. Um explorador em contato com o trabalho de campo, que precisa ser também um biólogo populacional e um geneticista. É um integrador que lida com uma ampla gama de questões da história natural – da escala dos genes até a escala geológica. Essa característica interdisciplinar torna fundamental a integração de comunidades científicas de vários países e áreas do conhecimento”, afirmou.

Trabalhando fora do Brasil há 14 anos, Beheregaray manteve diversas cooperações no país. O laboratório que coordena, dedicado a investigar a conectividade genética e ecológica de organismos aquáticos, tem atualmente um pós-doutorando e dois doutorandos brasileiros.

Seu grupo realizou um levantamento dos artigos científicos publicados até 2006 em revistas indexadas em busca da palavra-chave “filogeografia”. A análise permitiu perceber um grande crescimento na área nos últimos anos. Cerca de 4 mil artigos foram publicados em duas décadas, com um aumento pronunciado a partir de 2002. As citações também cresceram exponencialmente.

“Em termos de grupos taxonômicos, há uma tendência muito grande para mamíferos – cerca de 20% do total. Peixes e plantas vêm em seguida, com cerca de 15% cada. E os invertebrados – o grupo mais diverso – correspondem a apenas 13%”, disse.

A maioria esmagadora dos artigos, cerca de 81%, utilizava marcadores genéticos como o DNA mitocondrial, sendo que 75% dos estudos utilizaram exclusivamente esses marcadores. Em seguida, aparecem os estudos que utilizam técnicas como SNPs e microssatélites.

Em relação à natureza dos estudos, 68% dos artigos tratavam de um único táxon. Apenas 8% deles faziam uma comparação histórica demográfica e filogeográfica entre dois ou mais táxons.

“O mais alarmante é que em 24% dos estudos havia dados sobre múltiplos táxons, mas não havia comparação histórica. Cada estudo desses é uma chance perdida para usar esses dados de forma mais eficiente. A maioria desses estudos é proveniente dos países em desenvolvimento”, afirmou.

Do total de artigos, 69% tratavam do período Quaternário, 11% do Terciário e 18% de períodos cronológicos indeterminados. “Isso mostra que às vezes falta recorrer às geociências. Temos que ser mais criativos e interagir mais com a geologia, a geofísica, a hidrologia, a glaciologia e com as ciências atmosféricas”, disse.

Lacunas de informação
Para Beheregaray, ainda há uma dificuldade de integração disciplinar a ser superada. ”Muitos geocientistas ignoram tudo o que não é registro físico. Os filogeógrafos são mais integrados, usando outros conjuntos de dados além da genética. Mas muitas vezes são simplistas – e até incorretos – na hora de explorar e interpretar os dados da história da Terra”, disse.

Cerca de 65% dos trabalhos identificados no levantamento feito pelo grupo australiano tratavam de ambientes terrestres, 18% de água doce e 17% de ambientes marinhos. “Na área marinha, que é a de nosso interesse, há imensas lacunas em termos de informação sobre distribuição histórica da diversidade no oceano. Os bioinventários são praticamente inexistentes”, disse.

Das publicações em filogeografia, 77% tratavam de áreas do hemisfério Norte, apesar de a maior parte da biodiversidade global estar no hemisfério Sul. Cenários globais foram enfocados por apenas 6% dos trabalhos.

“A Europa e a América do Norte tiveram participação de 30% cada. Aproximadamente 15% dos estudos foram feitos na Ásia, 7% na Austrália, 7% na África e apenas 6% na América do Sul, que talvez seja o continente mais megadiverso”, disse o cientista.

Entre os países mais megadiversos – Brasil, Indonésia, Colômbia, Austrália, México e Madagascar –, apenas a Austrália apareceu como um dos principais produtores de pesquisa em filogeografia, na quinta colocação mundial. O Brasil ficou em 15º e a Indonésia em 40º.

“Muitos dos hotspots de biodiversidade estão nos trópicos e é preciso que a comunidade científica internacional volte os olhos para essas áreas”, disse Beheregaray.

“Os gestores precisam tomar decisões difíceis sobre o que deve ser protegido e é missão dos cientistas dar aos gestores critérios objetivos para isso. A filogeografia oferece um método muito exato, em alguns casos, para fazer a distinção evolutiva de populações”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Fapemig: edital apoia pesquisa sobre mudanças climáticas em Minas Gerais

Estão abertas até o dia 2 de março de 2011, as inscrições para o Edital 21/2010 – Pesquisas sobre mudanças climáticas no Estado de Minas Gerais, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A fundação disponibilizará R$ 3 milhões para investimentos, sendo que o valor máximo para cada projeto não pode ultrapassar R$ 300 mil.

O objetivo é financiar projetos de pesquisa científica e tecnológica e de inovação relacionados às seguintes linhas temáticas: monitoramento, análise e modelagem do clima; aprimoramento de inventários e de métodos para realização de estimativas de gases de efeito estufa; redução das emissões de gases de efeito estufa; e impactos e adaptação às mudanças climáticas.

São consideradas elegíveis as propostas de entidades científicas, tecnológicas e de inovação (ECTIs), sediadas no Estado e cadastradas junto à Fapemig. O coordenador deve ter vínculo com ECTIs, sediadas em Minas Gerais; currículo na Plataforma Lattes; produção cientifica relevante, nos últimos cinco anos, entre outros requisitos.

Fonte: Gestão CT

Embrapa Tabuleiros Costeiros : convênio beneficia regiões de Sergipe

Baixo São Francisco e Sul Sergipanos são beneficiados por meio de convênio

Financiar projetos de pesquisa em benefício dos territórios Baixo São Francisco e Sul Sergipanos. Esse é o objetivo do convênio assinado, na última quinta-feira (4), entre a Embrapa Tabuleiros Costeiros, localizada em Aracaju (SE), e a Secretaria de Estado do Planejamento, Habitação e do Desenvolvimento Urbano (Seplan-SE).

Os projetos que receberão apoio e recursos são “Identificação de Eixos de Desenvolvimento Agrícola no território do Baixo São Francisco” e “Redes Sociais de Aprendizado para o Desenvolvimento agrícola do território Sul Sergipano”. Ambos buscam estratégias concretas de desenvolvimento a partir da constituição de articulação em redes sociais com interação de saberes complementares e científicos.

Serão repassados recursos da ordem de R$ 165 mil, sendo que o montante destinado pela Embrapa Tabuleiros Costeiros será de R$ 113 mil. A verba será aplicada em ações como diagnósticos, oficinas, dias de campo, visitas técnicas e unidades demonstrativas em comunidades nos dois territórios.

Fonte: Gestão CT

Unicamp: projeto de P&D para Eletrobrás

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) irão desenvolver e implementar uma metodologia de gestão estratégica de tecnologia e inovação na Centrais Elétricas Brasileiras, conhecida como sistema Eletrobrás. Os recursos para a execução da iniciativa somam R$ 945 mil.

De acordo com o responsável pelo projeto, o professor Ruy de Quadros, o convite da Eletrobrás é fruto de um bem sucedido trabalho realizado na Eletronorte, uma das empresas que compõe o sistema. “A Eletronorte nos pediu um curso in company para gerentes de P&D [pesquisa e desenvolvimento] e de tecnologia. Foi uma espécie de laboratório que levou a um aprendizado coletivo dos processos internos”, explicou.

Participam da iniciativa 11 pesquisadores, entre docentes, pós-doutorandos, doutorandos, mestrandos e estagiários. Os profissionais são do Instituto de Geociências (IG) e da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM). O projeto será executado até agosto de 2012.

Altos investimentos e pouco foco
O orçamento das empresas do sistema Eletrobrás em pesquisa e desenvolvimento e inovação (PD&I) é da ordem de R$ 250 milhões anuais. Segundo o coordenador do projeto, o volume é satisfatório e no Brasil só perde para a Petrobras. Entretanto, a verba é pulverizada em objetivos diversos, nas várias empresas.

“Os recursos não são trabalhados de forma articulada e integrada, não são alinhados aos objetivos de crescimento, rentabilidade e sustentabilidade das empresas. Falta foco. É isso que vamos buscar”, antecipou Quadros.

Para tanto, a Unicamp irá, já no primeiro ano de projeto, desenvolver uma metodologia de planejamento estratégico tecnológico que projete as grandes metas e desafios tecnológicos da Eletrobrás e de cada uma das empresas do sistema para o período 2011-2015. Já na segunda fase, a ideia é traçar uma série de caminhos para racionalizar a alocação de recursos.

“Um plano só sai do papel quando é transformado em projetos, sejam voltados mais para o curto prazo (como pequenas melhorias e novos softwares), sejam de risco elevado (como aqueles visando ao desenvolvimento de novos materiais)”, concluiu o pesquisador. (Com informações da Unicamp)

Fonte: Gestão CT

Unicamp e Santander: acordo de cooperação entre a é renovado

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Santander Universidades renovaram até 2014 o acordo de colaboração acadêmica, com a concessão de mais 940 bolsas de estudo. A parceria também prevê a participação de alunos e docentes nos programas top de mobilidade internacional do Santander Universidades, que promove o intercâmbio cultural para países como China, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido.

O investimento é da ordem de R$ 10 milhões. O acordo engloba ainda a emissão, a cada ano, de mais 35 mil cartões universitários inteligentes, que disponibilizam tecnologias de integração de serviços para estudantes, professores e funcionários administrativos, entre outros benefícios.

O presidente do Grupo Santander, Emílio Botín, falou de um projeto estratégico desenvolvido pelo banco na região de Campinas. “É a criação de um centro tecnológico de altíssima importância, que ocupará uma área de um milhão de metros quadrados e onde investiremos 450 milhões de reais. Além disso, construiremos um centro administrativo, ao custo de 300 milhões de reais, que será inaugurado em 18 meses”.

Cooperação
De 2001 a 2010, foram concedidas 647 bolsas de estudos e 120 mil cartões inteligentes por meio do acordo entre as duas instituições. Essa iniciativa permite que o grupo espanhol viabilize ações e projetos do seu Plano de Apoio à Educação Superior (Paes), estruturado em quatro eixos estratégicos: mobilidade, inovação e empreendedorismo, transferência de tecnologia e apoios acadêmicos.(Com informações da Unicamp) 

Fonte: Gestão CT