sábado, 6 de novembro de 2010

A Academia Brasileira de Ciências comemora Ano da Alemanha no Brasil com eventos no RJ e SP

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) realizará, de 16 a 19 de novembro, evento comemorativo ao Ano da Alemanha no Brasil. A programação é extensa e contempla atividades nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. 

De acordo com a ABC, a proposta do evento é fomentar iniciativas de colaboração entre os dois países, tanto no nível institucional, como entre pesquisadores individuais. Objetiva ainda auxiliar a identificação de novos modelos e tópicos de cooperação.

Para tanto, além de palestras sobre diversos temas, também será realizado um encontro de estudantes brasileiros que participam de intercâmbio com a Alemanha e jovens alemães que estudam no Brasil.

Os interessados podem se inscrever pelo e-mail .(Com informações da ABC) 

Fonte: Gestão CT

Capes: Portal de Periódicos completa dez anos

Na próxima terça-feira (9) será comemorado, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília (DF), o 10º aniversário do Portal de Periódicos. Na ocasião, serão renovados os contratos para 2011 com os editores de publicação científica que integram o portal. O evento acontece às 13h.

Como parte da programação está prevista a conferência “10 Anos do Portal na vida acadêmica brasileira: impactos na pesquisa e pós-graduação”, e o lançamento da edição especial da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG) sobre o Portal de Periódicos. Durante o evento também serão entregues prêmios, realizados em parceria com os editores internacionais.

Portal de Periódicos
O Portal de Periódicos da Capes é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional. Conta com um acervo de cerca de 15 mil títulos com texto completo, 126 bases referenciais, seis bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual.

Fonte: Gestão CT

Brasil exporta conhecimento na área educacional para Moçambique

Iniciativa do governo brasileiro irá auxiliar a República de Moçambique, país africano, a formar professores da rede pública. O programa, que também prevê ações para a expansão da educação a distância, será administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

O programa foi estabelecido por meio da Portaria 22/2010 publicada no Diário Oficial da União de 27 de outubro e atende um dos dispositivos do Acordo de Cooperação Cultural celebrado entre as duas nações em 1991.

Pela iniciativa, a Capes discutirá com o governo de Moçambique as áreas prioritárias da educação e as necessidades do país e, a partir disso, organizará a criação de cursos superiores a distância e coordenará o processo de concessão de bolsas de estudos e auxílios no exterior.

Caberá a Unilab apoiar a formação de recursos humanos, visando a integração Brasil-Moçambique. Segundo a portaria, esse trabalho poderá ser realizado em parceria com outras universidades públicas brasileiras (Com informações do MEC) 

Fonte; Gestão CT

Observatório da Educação: selecionadas 80 propostas

Já está disponível no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) o resultado final do programa Observatório da Educação 2010. A iniciativa, que conta com o apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), tem por objetivo fomentar pesquisas educacionais nas áreas de alfabetização e de domínio da língua portuguesa e da matemática.

Foram aprovadas, ao todo, 80 propostas que contarão com financiamento para compra de material de consumo, passagens para atividades acadêmicas, bolsas de estudo, entre outros benefícios.(Com informações da Capes)

Fonte: Gestão CT

Química Verde: estudo avalia potencial brasileiro para investir na iniciativa

Novo estudo avaliou o potencial brasileiro para investir na iniciativa, a ser adotada progressivamente. “É um conceito, mais do que uma ação”, afirma especialista

Além de analisar o potencial brasileiro, outros temas foram tratados na recente publicação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), “Química Verde no Brasil”, em parceria com a Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EQ-UFRJ) e a Universidade Federal do Ceará (UFC). O livro traz uma perspectiva no horizonte temporal de 20 anos a começar em 2010, analisando panoramas, apresentando resultados e também sugerindo ações a serem tomadas por governos e instituições para implantar o exercício do conceito de química verde no Brasil.

A publicação destaca que, em posição privilegiada quando o tema em debate é desenvolvimento sustentável, o Brasil pode despontar como líder mundial no aproveitamento integral de biomassas. As vantagens incluem sua enorme biodiversidade, água em abundância e diversidade do clima, entre outros fatores. Dividido em nove capítulos, o livro separa um para cada área de atuação da química verde: biorrefinarias (rota bioquímica e a rota termoquímica), alcoolquímica, oleoquímica, sucroquímica, fitoquímica, conversão de CO2, energias renováveis e bioprodutos, biocombustíveis e bioprocessos.

Mais do que uma atividade
O conceito de química verde nasceu há cerca de 10 anos na Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, sigla em inglês), em colaboração com a Sociedade Americana de Química (ACS) e o Instituto de Química Verde. Segundo o assessor técnico do CGEE, Elyas Medeiros, que participou da produção do estudo, química verde é uma filosofia, “um conceito básico para o desenvolvimento da nova economia e dos mecanismos de desenvolvimento sócio-econômico limpo”.

Defini-se a expressão química verde pela utilização de técnicas e métodos químicos com o intuito de reduzir, ou até mesmo eliminar, a geração de produtos tóxicos e seu despejo no meio ambiente. Medeiros explica que este conceito deve percorrer toda a cadeia de produção de bens de consumo, pois funciona desde a extração da matéria-prima até a reciclagem. Uma mesa, por exemplo, necessita de madeira e deve ser preferencialmente reciclada ao fim do seu uso. Durante esses processos, a ideia de química verde deve ser exercida sob o paradigma da bioeconomia.

A bioeconomia, de acordo com o consultor do estudo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Osvaldo Carioca, se trata de uma nova abordagem econômica na maneira de encarar os processos químicos, considerando o impacto de processos industriais no meio ambiente e o uso de tecnologias limpas.

Vantagens brasileiras
O estudo do CGEE apontou as potencialidades do país em relação ao resto do mundo. Entre elas, encontra-se o fato de o Brasil possuir a maior biodiversidade do planeta, além de ter intensa radiação solar, água em abundância e grande variedade de climas em suas diferentes regiões. Em conjunto com esses fatores, o Brasil também foi pioneiro na produção de bicombustíveis da biomassa em larga escala, com especial destaque para o bioetanol. Essa área também esteve na pauta dos estudos do Centro (clique aqui para visualizar as publicações lançadas).

Vale ressaltar também que o estudo chegou à conclusão que o país reúne condições para se tornar o principal receptor de investimentos no segmento de produção e uso de bioenergia. José Carioca explica que para tanto, o Brasil tem muita terra e necessidade de gerar empregos, o que caracteriza sua competitividade em relação aos países desenvolvidos. A grande maioria deles não dispõe de recursos renováveis ou terras, e focam sua atuação na venda de tecnologias para os países em desenvolvimento. “Falamos de produtos químicos derivados da biomassa, não somente os bicombustíveis, mas sim, biopolímeros, fármacos e tantos outros”, constata Carioca. Para o consultor, química verde vai muito além desses aspectos, já que ainda envolve a química ambiental - o desenvolvimento de tecnologias limpas para tratar os atuais processos poluidores, como a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, etc).

Perspectivas do futuro
O estudo produziu uma visão de futuro da área que atingisse a necessidade de adequar o país nos novos paradigmas da bioeconomia: “Estabelecer uma dinâmica de inovação e competitividade para a indústria brasileira baseada em processos químicos que usam matérias-primas renováveis dentro do contexto da química verde.” Com essa premissa, o trabalho conseguiu estabelecer cinco necessidades prioritárias e imediatas para a indústria no país: a institucionalização de um programa nacional, a estruturação de uma rede brasileira de PD&I em química verde, a criação de uma escola brasileira em química verde, o impulso do desenvolvimento da bioeconomia no país e a construção de marcos regulatórios para as indústrias que farão uso do conceito.

O programa nacional recomendado pelo estudo deve seguir as recomendações da International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC), autoridade internacional de nomenclatura, terminologia e métodos de medida para ciências. Além disso, o programa deve formar parcerias com o setor industrial e assim dinamizar a economia e a produção.

A rede brasileira de química verde proposta na publicação deverá fomentar o conhecimento da atividade em empresas, centros de pesquisa e universidades, o que promoverá maior eficiência e reduzirá o impacto de processos químicos no meio ambiente brasileiro. Isso construirá um modelo industrial sustentável a médio e longo prazo, desejado mundialmente.

Também como proposta no estudo, sugere-se que a escola brasileira de química verde constitua um centro de difusão do conhecimento sobre o assunto. “Temos que formar novos talentos que possibilitem a continuidade do progresso”, defende Carioca. O estudo recomendou ainda que a escola seja implantada junto a uma universidade com histórico e vocação no desenvolvimento da química no Brasil.

Em conjunto com a criação da escola, a quarta sugestão do livro explicita a necessidade da formação acadêmica nesse sentido, pois exige profissionais qualificados para fortalecer as cadeias produtivas envolvidas, tornando o Brasil mais competitivo na atividade. Por último, a necessidade de construir marcos regulatórios aparece como recomendação, já que, de acordo com o documento, é preciso estabelecer o que é permitido, como o uso ecologicamente correto e socialmente justo de recursos naturais. O estudo sugere a instalação de um Núcleo de Certificação de Produtos e Processos Limpos, que trabalhe em parceria com a rede e a escola nacionais de química verde. Este núcleo servirá para acompanhar a definição de marcos regulatórios no exterior para futura incorporação na legislação nacional.

Segundo José Carioca, as propostas têm a intenção de “agregar valor aos produtos do agronegócio brasileiro, priorizando a cooperação com indústrias, formando pessoas qualificadas e desenvolvendo projetos de demonstração comercial que incentivem os setores”.

Metodologia
A produção do estudo contou com quatro etapas principais: a definição de temas e tópicos estratégicos, a construção dos mapas tecnológicos no Brasil e no mundo para cada tema, a proposição de ações para a Agenda da Rede Brasileira de Química Verde e a consolidação do roadmap estratégico para três períodos: de 2010 a 2015, de 2016 a 2025 e de 2026 a 2030.

Fátima Ludovico, consultora responsável pela metodologia do estudo, ressaltou ao Notícias.CGEE que a contribuição intelectual e a articulação entre os setores foram cruciais para alcançar os objetivos do estudo. Para os desdobramentos futuros, a consultora diz que “espera-se que o governo federal, os governos estaduais, universidades, empresas e outros atores-chave busquem maximizar a eficiência no uso dos recursos naturais, por meio da aplicação dos conceitos de química verde, como os propostos pela publicação”.

Ficha técnica de Química Verde no Brasil 2010-2030

Supervisão
Fernando Cosme Rizzo Assunção
Consultores
José Osvaldo Bezerra Carioca
Maria de Fátima Ludovico de Almeida
Peter Rudolf Seidl
Equipe técnica CGEE
Demétrio Antonio da Silva Filho (coordenador)
Elyas Ferreira de Medeiros
Colaboradores
Adelaide Maria de Souza Antunes (Escola de Química da UFRJ)
Andressa Gusmão (UFRJ)
Carlos René Klotz Rabello (Petrobrás/CENPES)
Daniel Hoefle (UFRJ)
Eduardo Falabella Sousa-Aguiar (Petrobrás/CENPES e Escola de Química da UFRJ)
Flávia Maria Lins Mendes (UFRJ)
Flavio Araújo Pimentel (Embrapa Agroindústria Tropical)
José Vítor Bomtempo Martins (Escola de Química da UFRJ)
Larissa Barreto Paiva (UFRJ)
Lucia Gorenstin Appel (Instituto Nacional de Tecnologia - INT)
Manoel Régis Lima Verde Leal
(Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente - CENEA)
Mariana Azpiazu (UFRJ)
Marlos Alves Bezerra (Embrapa Agroindústria Tropical)
Nei Pereira Júnior (Escola de Química da UFRJ)
Paola Galera (UFRJ)
Paulo Marcos Craveiro
(Centro de Energias Alternativas e Meio Ambiente - CENEA)
Regina Celi Araújo Lago (Embrapa)
Rodrigo Cartaxo (UFRJ)

Fonte: CGEE

5º Iberoamerican Congress on Pattern Recognition

Entre os dias 8 e 11 de novembro a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo sediará o 15º Iberoamerican Congress on Pattern Recognition – CIARP 2010, que reunirá especialistas de vários países em técnicas de reconhecimento de padrões e aplicações incluindo vigilância computacional, reconhecimento facial, bioinformática e automação industrial.

Entre os palestrantes convidados estão Seth Hutchinson (Universidade de Illinois, Estados Unidos), Stéphane Canu (Laboratório Litis, França), Alexandre Falcão (Universidade Estadual de Campinas, Unicamp), Matthew Turk (Universidade da Califórnia, Estados Unidos) e Sankar Kumar Pal (Indian Estatistical Institute, Índia).

Os anais do congresso serão publicados pela Lecture Notes in Computer Science , da editora Springer Verlag. Alguns dos melhores artigos serão convidados para compor uma edição especial do International Journal of Pattern Recognition and Artificial Intelligence.

Fonte: Agência FAPESP

Aumenta o número de empresas que utilizam instrumentos de apoio à inovação

Comparando o percentual das empresas inovadoras que utilizaram ao menos um instrumento de apoio governamental entre 2003 a 2005 com o resultado observado no período de 2006 a 2008, a Pintec 2008 aponta que houve um aumento de 18,8% para 22,3%.

De acordo com a pesquisa, 8,7 mil empresas utilizaram no período de 2006 a 2008 algum incentivo do governo para desenvolver produtos ou processos inovadores. E esta proporção cresce de acordo com o tamanho da empresa: é de 22,2% das que ocupam entre 10 e 99 pessoas; 23,7% daquelas que possuem entre 100 e 499 pessoas ocupadas e atinge 36,8% nas empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, denotando que as grandes empresas foram relativamente as mais beneficiadas pelos programas governamentais.

NOTA DA ANPEI
A Anpei pleiteia a expansão das atuais linhas de fomento à inovação no Brasil e a criação de novos instrumentos de apoio específicos para o desenvolvimento de projetos pré-industriais, como plantas-piloto, de demonstração e industriais pré-competitivas, entre outras. E, sobretudo, a garantia de segurança jurídica na utilização dos atuais incentivos fiscais.

Fonte: Anpei

FAPESP e Conicet lançam chamada de intercâmbio de pesquisadores

A FAPESP e o Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas de La República Argentina (Conicet), da Argentina, lançam seleção pública de propostas para intercâmbio de pesquisadores no âmbito do acordo de colaboração científica e tecnológica entre as instituições.

Podem participar pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou pesquisa, públicas ou privadas, no Estado de São Paulo, responsáveis por Auxílios à Pesquisa vigentes apoiados pela FAPESP, nas modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático ou nos programas Apoio a Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes (JP) e Centros de Pesquisa Inovação e Difusão (Cepid) e que tenham projetos de pesquisa conjuntos com pesquisadores de universidades ou centros de pesquisa da Argentina.

Em cada proposta, podem se candidatar para o intercâmbio o próprio pesquisador responsável, pesquisadores doutores e bolsistas de pós-doutoramento da FAPESP associados ao projeto vigente. Cada candidato poderá se beneficiar do programa de intercâmbio uma única vez durante a execução do projeto.

As solicitações deverão ser apresentadas simultaneamente pelos pesquisadores em seus respectivos países, de acordo com os requisitos e prazos acordados pelas instituições. Apenas propostas aprovadas por ambas as partes serão financiadas.

A chamada de propostas está aberta a todas as áreas de conhecimento científico e tecnológico. A chamada é simultânea à emitida pelo Conicet para pesquisadores argentinos, que pode ser consultada no site

As propostas serão recebidas até o dia 30 de novembro. Cada projeto deverá ter duração de até 24 meses.

Fonte: Agência FAPESP

Encontro de Negócios de Energia Nuclear

Energia Nuclear - Encontro de negócios entre as principais empresas privadas e estatais do setor pretende impulsionar a retomada da produção no Brasil

Acontece, no dia 23 de novembro, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Encontro de Negócios de Energia Nuclear. Organizado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o evento pretende instigar a retomada do setor de energia nuclear no Brasil - particularmente com a construção de Angra 3 e de mais quatro usinas - por meio do debate e da articulação de empresários de diversas indústrias.

Espera-se que cerca de 300 pessoas passem pelo evento, que contará com palestras, mesas-redondas e estandes de instituições participantes. A expectativa é que este seja o primeiro de uma série de encontros dessa natureza para o fomento da indústria, além de atrair novos negócios relacionados ao Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Empresas internacionais como a Areva, da França, e a Westinghouse, dos Estados Unidos, participarão do encontro. Do Brasil, estão confirmadas as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão; o grupo EBX, de Eike Batista; e as estatais Eletrobras e Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

De acordo com a assessora técnica do CGEE, Liliane Rank, para concretizar a articulação e formar uma rede eficiente entre os atores do setor, a proposta é criar um banco de dados com as empresas mais envolvidas com a energia nuclear no país. Para isso, o CGEE está preparando um cadastramento a ser realizado no local, que servirá de escopo para a criação do banco de dados.

Estudo
Em conjunto com essas atividades, o CGEE divulgará o estudo sobre cadeia de suprimentos do Programa Nuclear Brasileiro, finalizado este ano em conjunto com a CNEN, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Ministério da Ciência e Tecnologia, a Eletronuclear, do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), a Nuclep e as INB.

O estudo identificou inúmeros serviços, matérias-primas e equipamentos que deverão ser fornecidos ao setor nuclear por empresas e indústrias nacionais e estrangeiras. Ou seja, a retomada do Programa Nuclear abre um novo leque de negócios que deverão ser feitos nos próximos anos, em áreas bastante diversificadas que vão desde a preparação de pessoal especializado até a produção de equipamentos de alta sofisticação tecnológica, passando por materiais, componentes eletro-mecânicos, partes e peças que serão utilizadas em todas as atividades do chamado ciclo do combustível nuclear.

Essas atividades englobam a mineração de urânio, as várias etapas para a fabricação do combustível nuclear, as engenharias civil, nuclear, elétrica, eletrônica e mecânica para a construção e montagem das usinas nucleares, a fabricação de componentes pesados, a manufatura de aços e ligas especiais, a fabricação de medidores de alta precisão e de roupas especiais, o tratamento de efluentes, a fabricação de equipamentos para radioproteção, a criação de cursos de formação e aperfeiçoamento de pessoal, enfim, toda uma gama de negócios dos quais a indústria nacional e estrangeira deverão participar nos próximos anos, gerando empregos de alta qualificação. Para ler mais sobre o estudo, clique aqui.

Recursos
Os empreendimentos previstos no escopo do novo Programa Nuclear Brasileiro envolvem recursos da ordem de 40 bilhões de reais, ao longo dos próximos 20 anos, com alto grau de participação da indústria nacional e geração de mais de 50.000 postos de trabalho diretos e indiretos. 

Fonte: CGEE

Oficinas CGEE: sustentabilidade da bioenergia no Brasil e boas práticas e avaliação dos NITs

Na segunda semana de novembro, dois eventos reunirão centenas de convidados para discutir setores estratégicos para o país pelos próximos anos. Nos dias 8 e 9 de novembro, acontece o Seminário de Sustentabilidade da Bioenergia da Cana-de-Açúcar no Brasil, no Palácio Itamaraty, que reunirá especialistas do Brasil e do exterior em torno da pesquisa em biocombustíveis. Em paralelo, acontecerá o Workshop Nacional dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), ambos em Brasília.

Sustentabilidade da cana-de-açúcar
Organizado em conjunto com o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e das Relações Exteriores (MRE), o Seminário de Sustentabilidade da Bioenergia no Brasil contará com a presença de cerca de 200 convidados de diversas instituições públicas e privadas nacionais e internacionais. O encontro pretende reunir especialistas da área de bioenergia para discutir temas pertinentes ao desenvolvimento do setor no país.

Entre os palestrantes convidados se encontram representantes das instituições organizadoras, além de professores da Universidade de Campinas (Unicamp), do Instituto de Recursos Naturais da Universidade Federal de Itajubá (IRN/Unifei), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Além destes, estarão presentes representantes de outras instituições como o Banco Mundial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a Embaixada do Reino Unido, o Green Peace, o The Nature Conservancy Group e também da World Wide Fund for Nature (WWF) do Brasil. Temas a serem abordados nas palestras variam de legislação ambiental, eficiência de motores flex-fuel, modelo brasileiro do uso do solo, indicadores de sustentabilidade, ao ciclo de vida da bioenergia da cana e emissões de gases do efeito estufa (GEE).

O assessor técnico do CGEE e coordenador de estudos do Centro na área, Marcelo Poppe, confirma a importância do evento para as recentes discussões sobre o tema. “A bioenergia de cana representa hoje cerca de 18% da energia primária consumida no país. É importante que essa produção seja sustentável em todos os níveis, desde seus aspectos sociais, ambientais e econômicos, sendo fundamental para o próprio suprimento energético do país”, explica o assessor, ressaltando que o impacto econômico é forte porque a cadeira produtiva da cana é extensa.

O CGEE já produziu diversos estudos sobre os processos de bioenergia e seus benefícios para o Brasil, sendo um deles, Bioetanol Combustível: uma oportunidade para o Brasil, um dos propulsores da criação do CTBE em Campinas, São Paulo. O estudo Sustentabilidade do Etanol, em desenvolvimento pelo CGEE, se encontra em sua segunda fase e seu atual progresso será apresentado durante o seminário, para incitar o debate.

Workshop Nacional dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), também organizado pelo CGEE, é promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência e Tecnologia (Setec/MCT). O evento reunirá todos os NITs do país no intuito de discutir inovação e compartilhar as boas práticas identificadas entre eles.

Um dos objetivos do workshop também é avaliar os NITs presentes, de acordo com a secretária adjunta da Setec/MCT, Ana Lúcia Torkomian. Ela afirma que assim é possível ter a percepção do papel desempenhado pelos NITs junto às organizações que atendem e também em prol do desenvolvimento do país. Ana Lúcia analisa o evento também como um meio de ajudar os NITs a aproveitarem melhor a Lei da Inovação, promovendo a aproximação entre empresas, universidades e institutos de pesquisa. “A Lei, dentre outras coisas, também estimula o transbordamento do conhecimento acadêmico para o meio empresarial através da criação de empresas”, conclui.

O evento já contabiliza aproximadamente 500 inscritos e contará com mais de 20 palestrantes e debatedores, entre eles o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães e a diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Maria Luisa Leal. Representantes dos Fóruns Nacionais de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC) de cada região também participarão no workshop em painéis e mesas redondas. Universidades também confirmaram presença, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e também as Pontifícias Universidades Católicas do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.

As mesas serão transmitidas ao vivo pelo site. Acompanhe!

Fonte: CGEE

Instituto Biológico comemora 83 anos no dia 8

O Instituto Biológico comemorará 83 anos de existência, no dia 8 de novembro, com uma série de atividades, entre as quais sua 23ª reunião anual, que vai até o dia 11 e cuja solenidade de abertura será às 15 horas.

A edição deste ano da reunião, com o tema central “Sanidade no agronegócio e mercado global”, terá as mesas-redondas: “O agronegócio no contexto da emissão de carbono”, “A rede de laboratórios dedicados a contaminantes em alimentos”, “Sanidade no cultivo da cana-de-açúcar” e “Registro de agrotóxicos para culturas de suporte fitossanitário insuficiente (minor crops)”.

A programação do aniversário inclui a certificação de novas áreas da instituição que serão reconhecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas com o NBR ISO 9001:2008. Receberão o certificado as unidades dos centros de Pesquisa e Desenvolvimento em Sanidade Animal, de Pesquisa e Desenvolvimento em Sanidade Vegetal, de Comunicação e Transferência do Conhecimento e Experimental do Instituto Biológico.

Também será lançado o livro Uma instituição pública de pesquisa científica e tecnológica em um mundo em transformação: Instituto Biológico de São Paulo 1998-2010, de Maria Alice Rosa Ribeiro.

Haverá ainda a cerimônia de outorga da Medalha “Rocha Lima” a Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e professor titular do Departamento de Economia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal.

A medalha foi instituída pela Sociedade Paulista de História da Medicina em comemoração ao cinquentenário da descoberta e caracterização da Rickettsia prowazekii, bactéria causadora do tifo epidêmico, em 1966, pelo sanitarista Henrique da Rocha Lima (1879-1956), que foi diretor do Instituto Biológico de 1933 a 1949.

Para participar das comemorações, é necessário confirmar presença. O evento será realizado na sede do instituto, localizado na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, São Paulo, próximo à estação de metrô Ana Rosa.

Mais informações: pelo e-mail  ou (11) 5579-4234.

Fonte: Agência FAPESP

Retep interliga VTs e CTs de Pernambuco

O Estado de Pernambuco terá um importante instrumento de difusão e capacitação tecnológica, a Rede Tecnológica de Pernambuco (Retep), que está sendo implantada pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep).

Por meio da iniciativa serão interligados 15 pontos unindo dez Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e cinco Centros Tecnológicos (CTs) do Estado. Nos CVTs serão instaladas salas de videoconferência e antenas transmissoras e receptoras de sinal de satélite.

Além desta atividade, o Itep também está implantando o Projeto Político Pedagógico do CVT; o curso de pós-graduação lato sensu para gestor ou representante do CVT; o curso de capacitação para gestor do CVT; e a capacitação para os instrutores dos cursos de qualificação profissional.

Ainda como parte das ações de fortalecimento dos CVTs no Estado, o Itep está promovendo, nestas unidades de capacitação profissional, cursos voltados para as principais atividades econômicas locais.(Com informações do Itep)

Fonte: Gestão CT

Faperj: inscrições abertas para doutorado sanduíche no exterior

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) está com as inscrições abertas para o estágio de doutorando no exterior (doutorado sanduíche). As inscrições se dividem em dois períodos. Para aqueles que desejam iniciar o estágio em março de 2011, a data limite para submissão da candidatura é 30 de dezembro. Já os interessados em realizar o estágio no mês de agosto de 2011, as inscrições podem ser feitas até 28 de abril do próximo ano.

O objetivo é priorizar o fomento de redes cooperativas de ensino e de pesquisa, entre instituições estrangeiras de ensino superior e pesquisa e estudantes de doutorado matriculados em programas de pós-graduação, sediados no Estado do Rio de Janeiro, e reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

As bolsas são oferecidas nas diversas áreas do conhecimento e destinam-se a doutorandos com desempenho acadêmico satisfatório comprovado que necessitem desenvolver no exterior parte da pesquisa relacionada aos seus trabalhos de tese, a ser defendida no Brasil.

Os benefícios são no valor de R$ 2,6 mil mensais, quando o estágio ocorrer no Continente Americano, e R$ 3,2 mil se na Europa ou no Oriente. Além disso, o bolsista também receberá auxílio instalação nos mesmos valores da bolsa e seguro saúde de R$ 250 mensais.

O candidato deve atender a alguns requisitos como: estar regularmente matriculado em curso de doutorado em instituição sediada no Rio de Janeiro, avaliado pela Capes com conceito igual ou superior a 3; não ter usufruído anteriormente, durante o curso de doutorado, de outra bolsa de estágio de doutorado ou doutorado pleno no exterior; apresentar certificado de proficiência no idioma do país onde será realizado o estágio; entre outros.

Fonte: Gestão CT

Fapemig: R$ 3,2 milhões em editais para CT&I mineira

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) lançou três editais que juntos aplicarão recursos da ordem de R$ 3,2 milhões em pesquisas científicas realizadas no Estado. As propostas poderão ser submetidas até a segunda quinzena de dezembro deste ano e contemplam as áreas de biotecnologia, tecnologia industrial básica e o desenvolvimento de incubadoras de base tecnológica.

Podem participar entidades científicas, tecnológicas e de inovação (ECTIs), sediadas no Estado e cadastradas junto à fundação. Os projetos poderão ser enviados por meio da plataforma eletrônica AgilFap,

Edital 18/2010 - Biotecnologia para a saúde
Para este edital serão destinados recursos da ordem de R$ 1,4 milhão para pesquisa em áreas de interesse da saúde pública regional e do meio-ambiente. As propostas devem ser passíveis de inserção em mercados nacionais ou internacionais. A submissão dos projetos poderá ser feita até 20 de dezembro e serão apoiadas propostas em dez linhas temáticas.
Edital 19/2010 - Apoio às Incubadoras
O objetivo desta chamada, que receberá propostas até o dia 21 de dezembro, é estimular o aprimoramento dos processos internos e métodos de gestão, além de estimular o intercâmbio de conhecimentos entre as incubadoras de base tecnológica mineiras. Os recursos somam R$ 1 milhão.

Edital 20/2010 - Apoio à Tecnologia Industrial Básica
Os pesquisadores têm até 22 de dezembro para enviarem suas propostas ao edital que aplicará R$ 800 mil em projetos que visem à consolidação de laboratórios metrológicos mineiros e a adequação dos mesmos aos métodos e técnicas de padrão nacional e internacional.

Serão contempladas na chamada quatro linhas temáticas: padrões e métodos de medição; processos de medição; sistema de gestão de qualidade de laboratório; e organização de testes de aceitação e certificação de conformidade.

Fonte: Gestão CT

Fapitec: curso de capacitação em propriedade intelectual

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec) realizará, de 22 a 26 de novembro, a primeira etapa do curso básico de capacitação em propriedade intelectual (PI). A ação é fruto de uma parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e prevê também a oferta de oficinas em nível intermediário.

Segundo a fundação, a proposta é fortalecer a disseminação da cultura de PI no Estado e assessorar as instituições que mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Fonte: Gestão CT

Embrapa Amazônia Ocidental inaugura Núcleo de Apoio à Pesquisa e Transferência de Tecnologias

O município de Parintins (AM) ganhou um Núcleo de Apoio à Pesquisa e Transferência de Tecnologias para o Baixo Amazonas. Inaugurado no mês passado pela Embrapa Amazônia Ocidental, o ambiente tem como objetivo interiorizar o conhecimento e as tecnologias e inovações geradas pelo setor agropecuário.

“A ideia é somar esforços com as instâncias já instaladas para aumentar a capilaridade de atuação da Embrapa no interior do Estado e com isso contribuir para uma agricultura mais sustentável para nossa região”, afirmou a chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Maria do Rosário Rodrigues. O Baixo Amazonas compreende os municípios de Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Nhamundá, Parintins, São Sebastião do Uatumã e Urucará.

Para o prefeito de Parintins, Bi Garcia, o município quer buscar junto a Embrapa tecnologia para melhorar a produtividade da pecuária e a produção agrícola com maior sustentabilidade ambiental. “A questão ambiental é muito complexa e por isso precisamos de ciência e tecnologia para aumentar a produção agrícola e pecuária sem aumentar a ocupação de novas áreas”.

O núcleo será voltado para a capacitação de agentes técnicos e produtores; intercâmbio de informações; cooperação dos órgãos locais com outras entidades especializadas da região e do país; estímulo à participação das entidades públicas e privadas em atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de transferência de tecnologia; e para a geração de subsídios para as políticas públicas.(Com informações da Embrapa Amazônia Ocidental) 

Fonte: Gestão CT