terça-feira, 2 de novembro de 2010

UFRJ: Insetos - nojentos ou benéficos para a humanidade?

Aqueles pequenos animais que geralmente causam medo, nojo e aversão podem ser benéficos aos seres humanos. Uma pesquisa realizada por cientistas britânicos da Universidade de Nottingham revela que, possivelmente, baratas, carrapatos e outros insetos possam ser a resposta para o tratamento das temidas “superbactérias”, além de contribuírem para o equilibro do meio ambiente.

Para esclarecer o assunto, convidamos os especialistas Eduardo Fox, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ (IBCCF), e Hatisaburo Masuda, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (IBqM), que falam sobre os mitos e verdades em relação ao mundo dos insetos.

Pesquisador do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ (IBCCF)

“A natureza é uma fonte valiosa de novos fármacos, sendo que a maioria dos remédios mais conhecidos é derivada de substâncias com atividade (antibiótica, vaso dilatadora, calmante, entre outros) descoberta muito tempo atrás. Muitos são manipulados para serem adaptados às necessidades do mercado, muitas vezes não atingindo o efeito desejado.

Neste contexto, a guerra contra os micro-organismos é de especial destaque, dada a velocidade com que as populações de germes se adaptam para continuar existindo. São necessárias novas substâncias que possam agir por vias diferentes das tradicionais, de forma que destruam linhagens ditas resistentes. A utilização de estratégias de inibição microbiana muito diversas teoricamente impossibilita o aparecimento de linhagens resistentes. Por outro lado, tais vias de inibição não podem afetar nosso organismo. Os artrópodes possuem fisiologia muito diferente da nossa e são muito bem sucedidos evolutivamente. Os insetos, de longe, são os animais mais diversos e amplamente distribuídos do nosso planeta. Recentes pesquisas em diversos campos têm revelado que o sucesso dos insetos em conquistar novos ambientes se deve à capacidade desses animais de resistir a micro-organismos patogênicos.

Estão sendo descobertas substâncias poderosas (peptídeos, ceras, alcaloides, inibidores) bactericidas e fungicidas das secreções e do sistema imune desses animais que podem servir como novos antibióticos para seres humanos.

Devido à capacidade de dispersão e reprodução e ao tamanho reduzido dos insetos, estes puderam se adaptar a quase todos ambientes terrestres do planeta. Muitos se adaptaram com sucesso aos ambientes modificados pelo homem, constituindo o que chamamos de ‘entomofauna urbana’. Obviamente que, no processo de colonização, tiveram que desenvolver mecanismos eficientes contra a infecção por micro-organismos e parasitas.

O exoesqueleto é recoberto de substâncias secretadas que tentam isolar os animais destes invasores, e seu sistema respiratório (traqueias com válvulas de fechamento e filtros) é bastante fechado. Por dentro, o trato digestor e o sistema imune, aparentemente simples, mas ainda pouco estudados, também possuem diversas adaptações contra a invasão por micróbios e parasitas. É tão eficiente que possibilita, por exemplo, baratas sobreviverem por infinitas gerações dentro das redes de esgoto. O estudo destas adaptações está nos revelando novas substâncias e maneiras de se aniquilar micróbios invasores.

O repúdio da população contra os insetos, mais forte no mundo ocidental, é meramente cultural. As pessoas detestam insetos, mas consomem mel sem se saber que é produzido pelas abelhas. Por outro lado, formigas caseiras podem ser consumidas supostamente ‘por fazerem bem para a vista’, mesmo tendo saído do banheiro e comprovadamente carrearem patógenos (inclusive bactérias super resistentes nos hospitais).

Menos de 1% das espécies conhecidas de insetos nos causam problemas relevantes (a cifra de mamíferos nocivos é bem maior). Uma aproximação do interesse da população para valorizar os insetos é necessária, sendo animais fascinantes e, como se pode ver, muito úteis. Esta é uma das linhas de pesquisa que pode tentar vencer este preconceito cultural”.


Hatisaburo Masuda
Professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (IBqM)

“Os insetos são pela sua grande diversidade dentre os animais aqueles que, provavelmente, ocupam o maior número de nichos ecológicos no planeta. São mais de um milhão de espécies de insetos dispersos pelo planeta.

Encontram-se insetos espalhados por todo o planeta. Especialmente em ambientes úmidos, como as florestas tropicais, o meio é muito favorável ao crescimento de fungos e bactérias, mas os insetos sobrevivem muito bem, o que mostra que eles contra-atacam produzindo substâncias antimicrobianas seja contra bactérias ou fungos.

Na realidade os insetos (e outros organismos também) foram, ao longo do processo evolutivo, aprimorando suas defesas e, por conta disso, estão aqui até os dias de hoje, aqueles que não conseguiram se proteger foram extintos milhões de anos atrás. Essas defesas não se restringiram a produção de substâncias antimicrobianas, mas também contra a ação de outros predadores. Por exemplo, produzem grande quantidade de ovos e isso ajudou a sobrevivência das espécies. O próprio ovo, que sai do organismos materno, fica exposto ao meio ambiente e, portanto, também precisa de proteção.

A casca do ovo constitui excelente proteção é rígida, mas tem espaços para entrada de ar (o embrião precisa respirar), mas as entradas podem ser utilizadas para a penetração de bactérias e fungos associados aos ovos, mas os insetos sobreviveram também produzindo substâncias antimicrobianas, o que resolveu o problema.

A questão dos insetos como sendo nocivos ao homem é uma deformação cultural. É claro que existem insetos nocivos, mas a estrondosa maioria é benéfica ao homem. Por exemplo, ajudando a polinizar as plantas, e sem elas uma enorme quantidade de plantas estaria na lista de extinção.

Algumas poucas espécies de insetos como os barbeiros (doença de Chagas), mosquitos (febre amarela, dengue e malária) são responsáveis por muitos milhões de pessoas que sofrem com as doenças transmitidas por insetos, por conta disso, provavelmente os insetos adquiram a fama de serem nocivos, mas a grande maioria não o é, incluindo o grupo das baratas.

As baratas urbanas, por conviverem com o homem e viverem em locais escondidos como armários, esgotos, são capazes de transmitir micro-organismos de um lugar a outro, além de provocar nojo ou mesmo medo em algumas pessoas, mas a grande maioria delas (e são muitas as baratas), que vivem nas matas, estão em perfeito equilíbrio com a natureza e ajudam a manter as matas intactas, o homem é quem agride as matas. Mesmo as baratas urbanas, que sobrevivem nos esgotos, provavelmente produzem substâncias antimicrobianas, visto que elas proliferam muito nesses locais onde sabidamente há muitos micro-organismos”.

Fonte: Olhar Vital

Luiz Mors Cabral ganha o prêmio Jovem Geneticista 2010

Pesquisa sobre o aumento da biomassa em plantas é premiada

O cientista Luiz Mors Cabral, ex-aluno do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ, foi o vencedor do prêmio “Jovem Geneticista 2010”, divulgado durante o “56º Congresso Brasileiro de Genética”, que ocorreu no mês de setembro no Guarujá, em São Paulo.

“A vitória foi um grande incentivo. Na carreira científica, o auge da produção costuma acontecer muito tarde, então prêmios como este são uma forma de reconhecer também o trabalho realizado por estudantes de pós-graduação”, declara Mors.

Atualmente, o premiado é professor do departamento de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal Fluminense (GCM-UFF). Um fator fundamental para a conquista do prêmio foi a avaliação da tese de doutorado, na qual o pesquisador foi orientado pela professora Adriana Hemerly, do IBqM. O estudo, que aborda aumento de biomassa em plantas, rendeu uma publicação na Embo Journal, em 2008.

Luiz acredita que a tese teve bom destaque especialmente devido à importância do agronegócio e à necessidade de novas formas de obtenção de combustíveis, temas que se relacionam com seu trabalho. “O aumento de produtividade ou biomassa em plantas é tão focado hoje em dia que, entre os cinco trabalhos concorrentes ao prêmio, três mencionavam o assunto de alguma forma”, observa o pesquisador.

“Quando comecei a trabalhar com a Adriana Hemerly, ainda durante a graduação, o foco do estudo era o ciclo celular de plantas e os mecanismos moleculares envolvidos em seu controle. Com o passar do tempo, os resultados foram nos conduzindo a novas abordagens: hoje estudamos o desenvolvimento vegetal”, conta o pesquisador.

Mors não esperava o prêmio: “realmente achei que não fosse ganhar, pois o nível dos trabalhos concorrentes era excelente. Eu já estava feliz pela seleção entre os finalistas. Para mim, esse prêmio é um indicativo de que estou no caminho certo. Agora estou na UFF, mas acredito que minha ligação com o IBqM e com o laboratório da Adriana Hemerly vai continuar por muito tempo. E gosto bastante dessa ideia”, relata.

Para Adriana Hemerly, a maior vitória é ver o sucesso de um grande esforço feito pelo Instituto no sentido de oferecer infraestrutura científica de ponta na área de Biologia Molecular Vegetal. “Uma vez que Mors foi meu aluno desde seu estágio, passando pela iniciação científica, mestrado e doutorado, fico muito feliz em ver que seu trabalho foi reconhecido. Isso mostra que seu treinamento no laboratório foi de qualidade, e esse era o objetivo”, conclui Hemerly.

Fonte: Cília Monteiro / Olhar Vital

A urbanista Martha Schteingart realizará 3 conferências no IEA

Martha Schteingart, uma das mais importantes urbanistas da América Latina, fará uma série de três conferências no IEA em novembro, organizadas pelo convênio entre o IEA e o Colégio do México, instituição onde é pesquisadora do  Centro de Estudos Demográficos e Urbanos.

A programação é coordenada por Maria Ligia Coelho Prado, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e coordenadora do convênio. As conferências serão feitas em espanhol, sem tradução, com início sempre às 15h, no Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA . Quem não puder comparecer poderá acompanhá-las na web

Os temas das conferências da pesquisadora mexicana são:

* dia 16 — A Pesquisa Urbana no México e na América Latina. Orientações Teóricas e Temas Relevantes;
* dia 18 — A Divisão Social do Espaço e a Habitação Popular nas Cidades Latino-Americanas. Aspectos Teórico-Metodológicos e Resultados de uma Pesquisa para as Principais Metrópoles Mexicanas;
* dia 23 — Cidade e Meio Ambiente. Expansão Urbana e Impacto Ambiental na Cidade do México.

Martha Schteingart é professora e pesquisadora no Centro de Estudos Demográficos e Urbanos do Colégio do México desde 1975. É também pesquisadora do Sistema Nacional de Investigadores do México e membro do Comitê Consultivo do Escritório do Ombusdman de Questões Ambientais e Urbanas do Distrito Federal do México. Ela pesquisou e lecionou em várias universidades na Europa, EUA e América Latina. Possui 22 livros publicados, mais de 140 capítulos de livros, artigos em jornal e comentários sobre terra urbana e habitação, divisão social, segregação, pobreza, políticas sociais, serviços, transporte e meio ambiente. Sua extensa atividade de pesquisa tem influenciado o trabalho de instituições acadêmicas, governos, empresas privadas, organizações da sociedade civil e outras pessoas envolvidas no campo dos assentamentos humanos dentro e fora da América Latina. Em 2007, recebeu o Prêmio Habitat das Nações Unidas.

Fonte: IEA

ITAL e Instituto Fraunhofer: Acordo estimula pesquisas brasileiras no setor de alimentos



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o Instituto Fraunhofer assinaram em setembro um protocolo de intenções para fortalecer pesquisas científicas no setor de alimentos. 

O acordo será operado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), pelo lado brasileiro, e pelo Instituto Fraunhofer para Engenharias de Processos e Embalagem (IVV), pelo lado alemão. As primeiras ações já têm início em dezembro deste ano.

A parceria prevê a realização de trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) conjuntos em cinco áreas estratégicas. Serão priorizados projetos que contemplem tendências do setor de alimentos e bebidas; embalagens; chocolates; frutas; e bioenergia.

De acordo com o diretor técnico do Ital, Luis Fernando Ceribelli Madi, o IVV já tem um projeto bastante consistente de desidratação de frutos tropicais, com qualidade bem maior do que os processos tradicionais brasileiros, situação decisiva para o sucesso da empreitada. “O Instituto Fraunhofer tem uma estrutura institucional muito organizada e o Ital uma excelente interação com o setor privado. Também temos um potencial inexplorado de produtos brasileiros”, destaca.

Já na área de bionergia, a parceria terá como escopo pesquisas que abordem o aproveitamento de resíduos de alimentos e produtos resultantes de etanol, por exemplo. “Eles [IVV] têm muito interesse no uso de produtos derivados de etanol para a fabricação de diesel. Nós ficamos um tempo muito grande sem atuar nesse segmento e agora, com a vinda deles, vamos dar um ressurgimento nessa área que foi top no Ital por muito tempo”, completou.

O projeto ainda não conta com orçamento fechado, mas Madi garante que os alemães já definiram o montante que será reservado para a iniciativa. O Ital usará recursos oriundos da iniciativa privada e do governo de São Paulo, inicialmente, e a intenção é “utilizar um projeto maior de recursos do MCT na área de cooperação internacional”.

As primeiras discussões sobre os projetos conjuntos acontecerão em dezembro, entre os dias 13 e 17, em workshop na Alemanha. O segundo encontro será no Brasil, em abril de 2011.

Interesse internacional
Madi também destacou que o interesse de instituições de pesquisa internacionais no Brasil tem crescido nos últimos anos. Há cerca de um mês, o Ital firmou um protocolo com a Coréia do Sul e na última semana, o instituto recebeu a visita de uma instituição californiana.

“Há muito tempo nós não tínhamos essa procura consistente e isso demonstra o bom momento brasileiro em PD&I. A ABIPTI tem tido uma importância muito grande nesse cenário, como a grande coordenadora e motivadora das entidades de CT&I, auxiliando inclusive, para fazer esse meio campo, com a Finep, o MCT e o CNPq”, completou.

Fonte: Cynthia Ribeiro / ABIPTI

Colóquio inaugural do Programa Saint-Hilaire

Para fortalecer a cooperação franco-brasileira na área de ciências humanas e sociais, a Embaixada da França no Brasil, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o IEA lançam em novembro o Programa Saint-Hilaire. A iniciativa tem por objetivo o apoio à edição de obras científicas sobre as grandes questões ligadas ao Brasil contemporâneo, a fim de valorizar as pesquisas realizadas de forma conjunta e favorecer os intercâmbios científicos e institucionais entre os dois países.

Outra preocupação do programa é coordenar e articular as cátedras francesas em universidades brasileiras e as brasileiras na França. Para o planejamento e acompanhamento das pesquisas, o programa realizará um colóquio anual de apresentação de resultados de trabalhos em desenvolvimento e definição de temáticas para o ano seguinte. A intenção é que esse encontro anual torne-se um dos eventos de referência da cooperação franco-brasileira nas ciências humanas e sociais.

INAUGURAÇÃO
O colóquio inaugural do programa acontece nos dias 3 e 4 de novembro, na sede do IEA, com tradução simultânea e transmissão ao vivo pela web.

O encontro terá duas conferências introdutórias, nas quais o papel das ciências humanas e sociais nos processos de cooperação e de desenvolvimento será analisado através do olhar institucional do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França e pelo sociólogo Bernard Lahire, da Escola Normal Superior de Lyon. A segunda parte do primeiro dia apresentará, por meio de palestras, os resultados de programas binacionais em andamento. O segundo dia do colóquio será dedicado a um diálogo entre pesquisadores franceses e brasileiros em quatro mesas-redondas sobre temas relacionados com a governança urbana e as políticas territoriais.

O colóquio é uma realização da Embaixada da França no Brasil, Capes e IEA, com o patrocínio do Consulado Geral da França e do Centro de Pesquisas e Documentação das América (Creda). O encontro conta com o apoio de outras cinco instituições francesas: Instituto das Américas (IdA), Centro Franco-Brasileiro de Documentação Técnica e Científica (Cendotec), Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Cofecub), CNRS e Centro de Cooperação Internacional e Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad).

CERIMÔNIA
No final da programação do primeiro dia do colóquio (dia 3, às 17h30), haverá uma cerimônia na Sala do Conselho Universitário na qual acontecerão: o lançamento do Programa Saint-Hilaire; a assinatura dos convênios de cátedras francesas na USP, Unesp, Unicamp, UFRJ e UnB; e a inauguração da representação brasileira do IdA.

COLÓQUIO SAINT-HILAIRE 2010 — PRIMEIRA JORNADA DE
COOPERAÇÃO CIENTÍFICA FRANCO-BRASILEIRA EM CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
Data — 3 e 4 de novembro
Local — Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA, Rua da Reitoria, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo (mapa).
WEB — O evento terá transmissão ao vivo pela internet em www.iea.usp.br/aovivo.
Informações — Com Cláudia Regina Tavares (clauregi@usp.br), tel. (11) 3091-1686.
PROGRAMAÇÃO
3 de novembro
8h30

ABERTURA

* Sylvain Itte (cônsul-geral da França em São Paulo)
* Pierre Colombier (conselheiro cultural da Embaixada da França no Brasil)
* Sandoval Carneiro Júnior (diretor de Relações Internacionais da Capes)
* César Ades (diretor do IEA)

9h

CONFERÊNCIA 1

* Diane Brami e Carlos de Oliveira (Departamento de Europa e Internacional do Instituto de Ciências Humanas e Sociais — INSHS — do CNRS)

10h45 Intervalo
11h

CONFERÊNCIA 2

* Para que Servem as Ciências Sociais?
Bernard Lahire (Escola Normal Superior de Lyon)

12h15 Intervalo

14h


RESULTADOS DE PROGRAMAS DE COOPERAÇÃO

* Crime, Justiça e Territórios no Brasil. Experiências e Trajetórias
de Jovens "Favelados". Contribuição para uma Comparação
Brasil-França do Acompanhamento dos Jovens Infratores
Dominique Duprez (Programa Capes-Cofecub e CNRS)
* Novas Configurações de Trabalho, Saberes Profissionais
e Gênero (Área Metropolitana de São Paulo
Márcia de Paula Leite (Unicamp)
Isabel Georges (Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento — IRD)
* Semejanzas y Diferencias en las Percepciones Americanas
de las Implicancias Locales del Cambio Global
Jean-François Tourrand (Cirad)
Doris Sayago (Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB)
* Uma Situação "Pós-Frente Pioneira": o Caso da
Região Rural de Ciriaco (Oeste do Maranhão)
Stéphanie Nasuti (Instituto de Altos Estudos da
América Latina — IHEAL — da Universidade de Paris 3)
* Pierre Jaisson (presidente do Cofecub)

15h45


Intervalo

16h


CÁTEDRAS FRANCESAS NO BRASIL

* Os Estudos Brasileiros em Filosofia das Ciências
e a Cátedra Franco-Brasileira Bastide-Granger
Michel Paty (CNRS; primeiro titular da Cátedra Roger Bastide na USP)
* Hervé Théry (CNRS; titular da Cátedra Pierre Monbeig na USP)
* Johan Chapoutot (CNRS; titular da Cátedra Charles Morazé na UnB)

17h


APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA SAINT-HILAIRE

* Yves Saint-Geours (embaixador da França no Brasil)
* Jorge Guimarães (presidente da Capes)

17h30

CERIMÔNIAS

* Lançamento do Programa Saint-Hilaire
* Assinatura dos programas de cátedras
francesas na USP, Unesp, Unicamp, UFRJ e UnB
* Inauguração da representação brasileira do IdA

4 de novembro
GOVERNANÇA URBANA
9h

MESA 1 — OS ESPAÇOS PÚBLICOS

* Ambiência e Espaço Público na Cidade de São Paulo: uma Abordagem Discursiva
Cintia Okamura (USP)
Carolina Rodríguez-Alcalá (Unicamp)
* Políticas Públicas para a Proteção da Natureza: Desafios e Perspectivas
Marta de Azevedo Irving (UFRJ)
* Quando o Poder Deixa a Cidade: as Últimas Horas do Rio de Janeiro Capital do Brasil
Laurent Vidal (Université La Rochelle)
* Moderador: Sébastien Velut (IdA; diretor do Creda)

10h45 Intervalo
11h

MESA 2 — CONFIGURAÇÕES DE TERRITÓRIOS URBANOS

* Governança, Gestão Urbana e Novos Padrões de
Acumulação na Produção de Habitação Urbana
Suely Maria Ribeiro Leal (UFPE)
* Sociologia Urbana e Movimentos Sociais
Irlys Alencar Firmo Barreira (UFCE)
* Territórios Multilocalizados, Urbanização e Gestão dos Recursos Naturais
na Amazônia (Terras Indígenas do Alto Rio Negro, Fronteira Pioneira do Acre)
Ludivine Eloy (CNRS)
* Moderadora: Cornelia Eckert (UFRGS)

12h15 Intervalo

POLÍTICAS TERRITORIAIS
14h

MESA 3 — DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL RURAL

* As Políticas Públicas Territoriais no Brasil: Experimentações, Hibridações e Limites
Gilles Massardier (Cirad)
* Entre Promoção da Agricultura Familiar e Projetos de
Desenvolvimento: a Difícil Construção dos Territórios Rurais
Marc Piraux (Cirad)
* A Rastreabilidade do Gado Bovino, uma Adaptação do Modelo Europeu no Brasil?
Valéria Homem (Ministério da Agricultura)

15h45 Intervalo
16h

MESA 4 — AS ESCALAS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS TERRITORIAIS

* O Estado na França: do "Jacobinismo Domesticado" ao Governo "a Distância"
Patrice Duran (Escola Normal Superior de Cachan e Instituto de Estudos Avançados de Paris)
* Políticas Territoriais Contemporâneas: Cenários da União Européia Vistos da América do Sul
Aldomar Ruckert (UFRGS)
* Os Territórios do Político — Análise Cartográfica das Eleições Brasileiras
Omar Barros (Universidade Estadual de Londrina)
* Moderador: Wanderley Messias da Costa (FFLCH)

Fonte:IEA