sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PINTEC: inovação nas empresas cresce de 34,4%, em 2005, para 38,6%, em 2008

O cenário econômico positivo no Brasil a partir de 2006 favoreceu os investimentos das empresas em inovação. As empresas brasileiras inovadoras passaram de 32,8 mil, em 2005, para 41,3 mil, em 2008, o que fez a taxa de inovação aumentar de 34,4% entre 2003 e 2005, para 38,6%, no período de 2006 a 2008.

É o que mostra a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2008), divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A gerente da pesquisa, Fernanda Vilhena, destacou o crescimento significativo da taxa de inovação na indústria, desde que a Pintec foi iniciada, em 2000. Naquele ano, a indústria apresentou taxa de inovação de 31,5%. Em 2003, o índice subiu para 33,3%, estabilizando-se em 2005 (33,4%), para atingir o pico na Pintec 2008. “A gente acha que esse aumento da taxa de inovação foi um dos principais resultados mostrados nessa pesquisa”, destacou Fernanda.

O porte da empresa e o setor de atividade têm influência sobre a decisão de investimentos em inovação, revela a sondagem. Nesse tópico, as indústrias são o destaque, principalmente aquelas que têm mais empregados e maior conteúdo tecnológico. Segundo o IBGE, 71,9% das empresas industriais com mais de 500 funcionários foram inovadoras em produto ou processo, 26,9% lançaram produto inovador para o mercado interno e 18,1% implementaram algum processo inovador para o seu próprio setor no país.

De acordo com a classificação proposta pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), utilizada pela Pintec 2008, as atividades industriais que apresentaram as maiores taxas de inovação entre os anos de 2006 e 2008 são as relacionadas a automóveis, caminhões e ônibus (83,2%), produtos farmacêuticos e farmacoquímicos (63,7%), produtos eletrônicos e ópticos (63,5%), produtos químicos (58,1%), equipamentos de comunicação (54,6%), equipamentos de informática e periféricos (53,8%) e máquinas e equipamentos (51%).

Fernanda Vilhena disse que as taxas de inovação no setor de serviços selecionados – que engloba telecomunicações, edição e gravação de música e informática – são mais elevadas do que a média da indústria por serem setores em que o grau de conhecimento é alto. Nas empresas de serviços selecionados consideradas de grande porte, 67,2% foram inovadoras, 24,3% inovaram para o mercado doméstico e 22,5%, para o setor no país. As taxas de inovação atingiram 58,2% nas atividades de desenvolvimento e licenciamento de programas de computador, 46,6% em telecomunicações, 46,1% em outros serviços de tecnologia da informação (TI), 40,3% em edição e gravação de música. Esta última taxa é identificada também em tratamento de dados, hospedagem na internet e outras atividades relacionadas.

A Pintec 2008 revela que houve aumento do dispêndio das empresas nacionais em atividades de inovação, assim como a receita líquida das vendas das empresas também cresceu. “A gente usa o indicador de gasto sobre receita. Neste caso, a gente fala que houve estabilidade”, salientou a pesquisadora. “Somando todos os setores, a gente tinha, em 2005, 3% do faturamento das empresas gastos em atividades inovativas. Em 2008, esse percentual foi para 2,9%. Então, houve estabilidade”. Os gastos internos em pesquisa e desenvolvimento cresceram em relação à receita de 0,77%, em 2005, para 0,80%, em 2008.

A indústria investiu 2,5% do seu faturamento em atividades inovativas em 2008, enquanto as empresas de serviços selecionados gastaram 4,2% e as de pesquisa e desenvolvimento, 71,1%.

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Fonte: Agência Brasil

PINTEC: Custos elevados e riscos econômicos e falta de qualificação são entraves à inovação no país

Custos elevados e riscos econômicos excessivos foram os principais entraves indicados pelas empresas brasileiras para a inovação, assim como a falta de pessoal qualificado. A conclusão é da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec 2008), divulgada hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Problemas com elevados custos de inovação são apontados por 73,2% das empresas, riscos econômicos excessivos, por 65,9%, e falta de pessoal qualificado, por 57,8%.

“Apareceu tanto na indústria quanto em serviços, como um importante fator de entrave, a falta de pessoal qualificado. Esse indicador já aparecia nas pesquisas anteriores mas, nesse ano, ele apareceu com percentuais maiores, o que demonstra uma importância maior desse item como entrave”, observou a gerente da pesquisa, Fernanda Vilhena.

A falta de pessoal qualificado foi apontada por 57,8% das indústrias, 70,4% das empresas de serviços selecionados (telecomunicações, informática e edição e gravação de música) e 46,7% das empresas de pesquisa e desenvolvimento (P&D).

A sondagem mostra que o número de empresas que desenvolveram inovações e que relataram ter tido pelo menos uma dificuldade relevante subiu de 35,2% em 2005 para 49,8% em 2008.

Fernanda relatou que, no sentido oposto, embora ainda seja um fator relevante, os percentuais diminuíram em relação à escassez de fontes de financiamento. “Eles continuam considerando que há escassez e que esse é um entrave. Mas, isso não está mais tão intenso quanto nas pesquisas anteriores.”

Nas indústrias, esse indicador aparece em quarto lugar, com 51,6%. Nas empresas de serviços selecionados, aparece também como o quarto principal problema, com 48,7%. Já nas empresas de P&D, o indicador foi citado em segundo lugar, com 70%.

A pesquisadora do IBGE informou ainda que em relação as 62,9 mil empresas que não inovaram no período 2006-2008, 15,8% afirmaram ter feito inovações prévias. “E, portanto, elas justificam o fato de não terem inovado nesse ciclo porque tinham inovado antes ou porque enfrentaram condições de mercado que não facilitaram, ou outros fatores, como riscos econômicos excessivos e elevados custos da inovação.”

A Pintec é feita pelo IBGE desde 2000. O instituto considera que a pesquisa pode ser usada pelas empresas para análise de mercado e para o desenvolvimento de políticas nacional e regionais do setor.

Fonte: Agência Brasil

Brasil lidera a disponibilização de periódicos científicos

Com mais de mil periódicos disponíveis em plataformas virtuais, o Brasil foi apontado nesta semana como um dos mais avançados na abertura do conhecimento científico. A avaliação foi divulgada na conferência internacional “Berlin 8th Open Access Conference” realizada na China, entre os dias 25 e 27.
A experiência exitosa brasileira foi apresentada pela diretora da Biblioteca da Universidade de Brasília (UnB), Sely Costa, que defende a criação da Rede Brasileira Informação Científica de Acesso Aberto (RICAA), que visa a integrar as iniciativas em acesso aberto no Brasil.

Atualmente os periódicos brasileiros estão armazenados em 30 bancos de pesquisas em universidades, o que confere ao Brasil posição de destaque no mundo. A primeira grande iniciativa nacional foi a adoção da Scientific Electronic Library Online (SciElO), ainda na década de 1990. A plataforma abriga um total de 400 periódicos. “Somos exemplo para países da África, América Latina e Europa”, avalia Sely Costa.(Com informações da UnB) 
Fonte: GestãoCT

Capes: portaria disciplina formas de colaboração de consultores científicos

A Portaria nº 207, de 22 de outubro, assinada pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, disciplina as formas de colaboração e os procedimentos de escolha dos consultores científicos para fins de assessoramento.

De acordo com o texto, a atuação dos profissionais não estabelece vínculo de trabalho e abrange a integração dos colegiados superiores da entidade, das comissões, comitês e grupos de trabalho, bem como a participação individual, por convocação ad hoc.

A coordenação técnica das atividades dos consultores, no acompanhamento e na avaliação de programas e cursos de mestrado e doutorado e nas demais ações voltadas para o desenvolvimento da pós-graduação nacional, é feita pelo respectivo coordenador de área, exceto no caso de linhas de ação e programas que tenham comitês especiais próprios.

Uma das atribuições do coordenador de área é colaborar no debate e na definição da política nacional de desenvolvimento da pesquisa, da pós-graduação e da gestão acadêmica-científica e, nesse contexto, do desenvolvimento da pós-graduação em sua área.

Os coordenadores são escolhidos pelo presidente da Capes entre os nomes das listas tríplices apresentadas pelo Conselho Superior. Para tanto, a coordenação realizará consultas a cursos ou programas de pós-graduação, que poderão apresentar no mínimo três e no máximo cinco nomes indicados para a função.

Fonte: Gestão CT

CNPq: sai resultado do 24º Prêmio Jovem Cientista

Nove estudantes e duas instituições de ensino foram contempladas no 24º Prêmio Jovem Cientista. O resultado foi divulgado na terça-feira (26), no CNPq. O objetivo da premiação é incentivar a pesquisa no Brasil.

Na categoria Graduado, os alunos selecionados são da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal de Lavras (Ufla), e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Os prêmios variam de R$ 10 mil a R$ 20 mil.

Já na modalidade Estudante do Ensino Superior, os agraciados são da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Universidade Federal do Tocantins (UFT), com valores que variam de R$ 7 mil a R$ 10 mil de premiação.

Na categoria Estudante do Ensino Médio foram contemplados alunos da Escola AE404 Santa Maria (DF), do Jardim Escola Crescimento, município de São José do Ribamar (MA), e do Centro Tecnológico do Couro - Senai, município de Estância Velha (RS). O prêmio consiste em um computador e uma impressora para cada classificado.

As duas instituições selecionadas na modalidade Mérito Institucional são Colégio da Polícia Militar do Ceará, de Fortaleza, e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que receberão R$ 30 mil cada.

“A quantidade de trabalhos inscritos, mais de dois mil demonstra claramente que os jovens estão antenados e muito interessados em desenvolver o país de forma sustentável”, disse o presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão.(Com informações do CNPq) 

Veja a lista dos contemplados:
CATEGORIA GRADUADO:
1º lugar: Leandro Alves de Sousa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo como orientador o Prof. Victor Luis dos Santos Teixeira da Silva, com o trabalho intitulado "Produção de Combustível a partir do hidrotratamento de óleo vegetal utilizando carbeto de Molibdênio suportado".


2º lugar: Francisco Guilherme Esteves Nogueira, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), tendo como orientador o Prof. Luiz Carlos Alves de Oliveira, com o trabalho intitulado "Conversão de glicerina residual da produção de biodiesel em produtos para aplicações industriais: uso de niobias modificadas como catalisadores".


3º lugar: Eunice Maria Viganico, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo como orientador o Prof. Ivo André Homrich Schneider, com o trabalho intitulado "Produção de sulfato ferroso a partir de rejeitos da mineração de carvão".


CATEGORIA ESTUDANTE DO ENSINO SUPERIOR:
1º lugar: Eduardo Façanha de Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC), tendo como orientador o Prof. Demercil de Souza Oliveira Junior, com o trabalho intitulado "Conversor estático de baixo custo e alto rendimento para sistemas eólicos de pequeno porte ".


2º lugar: Cleiton Cristiano Spaniol, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo como orientador o Prof. José Luis Duarte Ribeiro com o trabalho intitulado "Sirag-sistema de redirecionamento de água em aquecedores a gás de passagem".


3º lugar: Aderlânio da Silva Cardoso, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) tendo como orientadora a Profª Gláucia Eliza Gama Vieira, com o trabalho intitulado "Avaliação do potencial das microalgas residuais como uma alternativa à cadeia produtiva do biodiesel".


CATEGORIA ESTUDANTE DO ENSINO MÉDIO:
1º lugar: Ricardo Castro de Aquino, da Escola AE404 Santa Maria, DF, tendo como orientadora a Professora Vânia Lucia Costa Alves Souza, com o trabalho intitulado "Filtro Automotivo Separador de Poluentes".


2º lugar: Rogério da Silva Logrado Junior, do Jardim Escola Crescimento, município de São José do Ribamar (MA), tendo como orientador o Professor Antonio Motta Ferro, com o trabalho intitulado "Central Geradora Elétrica Flutuante: Hidreletricidade, Ecologia e Sustentabilidade nas Populações Ribeirinhas do Itapecuru".


3º lugar: Clóvis Oliveiro Heiden da Cruz, do Centro Tecnológico do Couro - Senai, município de Estância Velha (RS), tendo como orientadora a Professora Janete Schneider, com o trabalho intitulado "Estudos Preliminares da Produção de Biogás e Subprodutos a partir do Lodo Primário Originado do Tratamento de Efluentes de Curtumes".


NA CATEGORIA MÉRITO INSTITUCIONAL:
Colégio da Policia Militar do Ceará, de Fortaleza (CE)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Fonte: Gestão CT

Espírito Santo: edital do Programa NossaBolsa sai em novembro

A Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) do Espírito Santo lançará, no próximo mês, o edital do Programa NossaBolsa. Serão oferecidas mil bolsas nas instituições particulares parceiras.

A meta do governo estadual é atender quatro mil bolsistas por ano. “Considerando os formandos de dezembro e os novos alunos beneficiados, teremos em torno de 4,2 mil estudantes inscritos no NossaBolsa em 2011”, disse o secretário de Ciência e Tecnologia, Lucio Spelta.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), Aureliano Nogueira da Costa, acredita que o programa é estratégico para o governo do Estado, já que possibilita avançar na formação profissional em todo o Espírito Santo, atingindo 72 dos 78 municípios capixabas.

NossaBolsa
O programa tem como objetivo apoiar estudantes financeiramente, com bolsas em faculdades particulares do Espírito Santo. Para tanto é necessário que o aluno tenha cursado o ensino médio em escolas da rede pública do Estado. O critério de classificação dos estudantes é a nota conquistada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova do Enem acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro de 2010.A Sect é uma instituição associada à ABIPTI.

Informações Adicionais:
As inscrições devem ser feitas pela internet, no site www.nossabolsa.es.gov.br. Mais informações no telefone 3233-3517. O nossabolsa está presente nas redes sociais, tendo uma comunidade no orkut com mais de 400 membros e também um perfil no twitter, o @nossabolsa.
Fonte: Gestão CT

CNPq e Capes: R$ 6 milhões para editoração e publicação de periódicos científicos

Apoiar a editoração e a publicação de periódicos científicos brasileiros, em todas as áreas do conhecimento, principalmente as revistas divulgadas por meio eletrônico, na internet, em modo de acesso aberto, ou de forma impressa/eletrônica simultaneamente.

Este é o objetivo do Edital 68/2010 lançado em conjunto entre o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A data limite para a submissão das propostas é 8 de dezembro.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 6 milhões, sendo 50% do CNPq e 50% da Capes. O proponente deve possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, além de ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto.

Fonte:Gestão CT

Lei de Informática: R$ 579 milhões para Pesquisa & Desenvolvimento

O investimento da iniciativa privada em pesquisa e desenvolvimento (P&D), por meio da Lei de Informática (8.387/1991), registrou no último exercício, que tem por base o ano de 2009, a marca de R$ 579 milhões. O montante foi responsável pela fabricação de mais de 2,1 mil novos produtos e o total de patentes requeridas alcançou a marca de 335.

Os dados são do MCT e mostram também que atualmente cerca de 440 empresas de todo o país são beneficiadas pelo instrumento, que concede incentivo fiscal às empresas que investem em P&D localizadas fora da Zona Franca de Manaus. Os benefícios englobam, por exemplo, o desconto no recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referente ao produto a ser fabricado no Brasil.

Pela legislação, considerada forte instrumento de incentivo para atividades de ciência e tecnologia (C&T), a empresa precisa investir no mínimo 4% do faturamento que obtiver com os produtos incentivados em pesquisa e desenvolvimento.

A maior fatia do volume gerado a partir desses 4% a empresa pode aplicar como quiser em P&D, num percentual de 2,16%. Outros 1,44% são direcionados para os institutos de pesquisa ou universidades parceiros; 0,64% para institutos de pesquisa e universidades nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e 0,40% é aplicado no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

De acordo com o último balanço, o montante dos incentivos fiscais chegou a casa dos R$ 3 bilhões. O faturamento total em produtos incentivados foi da ordem de R$ 23,6 bilhões. No período, o investimento nas empresas foi de R$ 546,6 milhões e a contribuição total para o FNDCT foi de R$ 62,2 milhões.

Na opinião do coordenador do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Industriais (CDTI) do MCT, Rogério Azevedo Pereira, a formulação desse instrumento foi decisiva para a criação de um ambiente atrativo para empreendimentos industriais estrangeiros e nacionais.

“Muitas instituições ou centros de pesquisa são devidos a essa lei. Além disso, a atual legislação, com estabilidade de mais de 16 anos de operação, e previsão para mais nove anos, passível de prorrogação, permite planejamento e estruturação pelas empresas de seus planos”, destaca Adalberto Barbosa.

Atualmente cerca de 170 entidades, entre instituições de ensino, centros e institutos de pesquisa e incubadoras, estão credenciadas no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (Cati) para receberem investimentos em P&D oriundos da contrapartida das empresas incentivadas pelo instrumento.

Acompanhamento
Para assegurar que os recursos são direcionados para P&D, o MCT acompanha a aplicação da verba por meio da apresentação de relatórios demonstrativos e de visitas anuais. Em setembro, por exemplo, a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), de Manaus (AM), foi visitada pelo Comitê de Avaliação das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA) para verificar o impacto da lei na instituição.

A fundação foi a primeira entidade do norte do país a ser visitada pelo conselho, que conta com representantes do MCT; do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC); da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa); e da comunidade científica e industrial da região.

Para a fundação, o acompanhamento foi muito positivo, pois deu a oportunidade de apresentar tanto os projetos de desenvolvimento tecnológico, quanto as ações na área educacional. “Todas as atividades vistas por eles foram importantes para uma plena compreensão do papel da Fucapi no cenário de CT&I, não apenas na região, mas a nível nacional”, avaliou o coordenador do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Industriais (CDTI), da instituição, Rogério Azevedo Pereira. Atualmente, a fundação mantém cerca de cinco projetos contemplados diretamente pela legislação.

Os relatórios de resultados da Lei de Informática estão disponíveis para consulta no site do MCT e podem ser acessados diretamente neste link.

Fonte: Cynthia Ribeiro Gestão CT

Capes: definidos valores máximos de bolsas para estrangeiros

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, assinou a portaria nº 206, de 22 de outubro, que define os valores máximos de mensalidades de bolsas de estudo pagas pela Capes aos estrangeiros no país.

Na modalidade Iniciação Científica ficou estipulado o montante de R$ 360. Para Graduação e Graduação Sanduíche o valor será de R$ 750. Já na modalidade Mestrado e Mestrado Sanduíche o aporte máximo é de R$ 1,2 mil. E para Doutorado e Doutorado Sanduíche, e Pós-Doutorado os valores são de R$ 1,8 mil e R$ 3,3 mil, respectivamente.

Os prazos do auxílio serão definidos de acordo com as regras de cada programa de cooperação internacional da Capes. De acordo com o texto, o beneficiário fica proibido de acumular o auxílio concedido pela coordenação com bolsas oferecidas por outras agências de fomento.

Fonte: Gestão CT

Instituto Fraunhofer IVV : pesquisa deve estar alinhada ao desenvolvimento sustentável

Diretor do Instituto Fraunhofer IVV diz que pesquisa deve estar alinhada ao desenvolvimento sustentável

A aplicação em curto prazo de uma tecnologia sustentável de relevância para a indústria exige empresas muito bem informadas e cientes do importante papel de cooperação com centros de pesquisa. A afirmação é do diretor do Instituto Fraunhofer para Engenharias de Processos e Embalagens - IVV ( Fraunhofer IVV), Peter Eisner, que concedeu entrevista exclusiva ao Gestão CT online.

Ele participará do Congresso ABIPTI 2010, a ser realizado nos dias 24 e 25 de novembro, na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em Brasília (DF), que discutirá como as instituições de pesquisa tecnológica podem contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Para Eisner, são inúmeros os desafios que se apresentam a essas entidades quando o assunto é o crescimento econômico alinhado a questões sociais e ambientais. “Para o setor de pesquisa e desenvolvimento é necessário acima de tudo o sustento por meio de verbas públicas, uma vez que nem sempre há o interesse da iniciativa privada”, disse o diretor, sustentando que o ambiente político tem um papel relevante ao criar meios alternativos de fomento à pesquisa e novas condições e estratégias, propiciando um espaço cooperativo mais interessante às instituições.

Ao ser questionado sobre as perspectivas das instituições de pesquisa tecnológica em relação ao desenvolvimento sustentável, Eisner pondera que, diante da melhoria das condições de vida do homem no mundo e do aumento significativo da população, a grande meta do século 21 iria ao encontro da resposta a esta condição, que seria suprir o planeta com alimentos, água e energia.

Esse papel, segundo ele, tem que ser preenchido pela pesquisa e pela ciência. “Novos conceitos de suprimento de água, uso e manejo sustentável de áreas agrícolas, e alternativas no uso de recursos naturais renováveis são hoje mais do que essenciais para o mundo. Vários setores da sociedade terão que estar passíveis a mudanças, seja a indústria, a prestação de serviços ou o setor privado”, completou.

Para o diretor, tratam-se de novas formas de uso racional de matérias-primas, água e economia de energia, visando o aumento da eficiência na produção e distribuição de alimentos, assim como a substituição de fontes fósseis de energia e alternativas para o incremento de fontes energéticas renováveis, sempre focando e buscando um consenso a nível mundial.

“Diante de todas estas questões colocadas se torna obrigatório para os setores de pesquisa e desenvolvimento estar sempre buscando soluções e alternativas. E isso o mais rápido possível”, alertou Eisner.

Fraunhofer IVV
De acordo com Eisner, a sociedade Fraunhofer faz dos três alicerces que compõem o tema sustentabilidade o seu foco principal. Nesse sentido, foi formada uma rede que coliga e coordena a pesquisa e o trabalho de todos os 60 institutos que fazem parte da sociedade, tendo como meta questões ligadas à ecologia, economia e o fator social da sustentabilidade.

O Instituto Fraunhofer IVV, localizado em Munique, Alemanha, pesquisa e desenvolve com foco na sustentabilidade as seguintes áreas tecnológicas: alimentos, matérias-primas vegetais e embalagens. Especialmente para a indústria de alimentos e a agroindústria são desenvolvidas tecnologias eficientes do ponto de vista energético e do uso racional de matérias-primas, assim como soluções para a indústria de embalagens e produtos auxiliares na produção.

Além disso, a entidade também desenvolve conceitos na busca de um equilíbrio da concorrência entre a produção de bioenergia e alimentos, considerando-se a área agrícola disponível para cada setor. “Neste caso exemplificamos o fracionamento completo de matérias-primas vegetais e o emprego de todas estas frações tanto como ingredientes, assim como fontes de energia renovável”, concluiu.

Fonte: Isadora Lionço  Gestão CT

MEC: Interiorização das universidades é realidade no Brasil

O ministro de Educação, Fernando Haddad, apresentou nesta semana, balanço da expansão das universidades. De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), foram inaugurados 126 campi universitários fora dos grandes centros e 214 novos institutos federais.

“Eles formam uma rede consistente no interior do país”, afirmou Haddad na última segunda-feira (25), em Poços de Caldas (MG), na inauguração do Centro de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) da cidade.

Fernando Haddad destacou também que os investimentos do ministério cumprem o disposto na Constituição de 1988, que determinou a interiorização da educação. “Entendemos que os investimentos em apenas uma etapa da educação básica ou da superior revelaram-se infrutíferos”, disse.(Com informações do MEC)

Fonte: Gestão CT

ABDI: Cresce o número de empresas que investem em inovação

Números divulgados na última terça-feira (26), pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), mostram que 71,5% das grandes empresas industriais inovaram em produto ou processo no segundo trimestre deste ano. Trata-se de uma ligeira alta, comparado aos primeiros três meses do ano, quando a percentagem de inovação entre as grandes corporações alcançou a marca de 71,4%.

Os dados indicam que sete em cada 10 grandes empresas brasileiras têm apostado na inovação tecnológica para aumentar sua competitividade no mercado interno. Ainda de acordo com a pesquisa, 27% das empresas ampliaram seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e 47% mantiveram o mesmo nível do trimestre anterior.

O estudo revelou, ainda, que houve um crescimento de 52,4% para 57% em inovação de produto, com lançamento de produtos já existentes no mercado nacional, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Já a inovação de processo registrou queda, passando de 24,8% para 15,5%.

Os dados fazem parte da segunda edição da Sondagem de Inovação Tecnológica, um levantamento trimestral realizado pela ABDI para avaliar o esforço real e a expectativa das grandes empresas com investimentos nesta área. O estudo abrangeu cerca de 1.650 empresas industriais com 500 ou mais pessoas ocupadas.

A pesquisa foi desenvolvida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), com o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Fonte: Gestão CT