sábado, 23 de outubro de 2010

Assinado protocolo de Nagoya-Kuala Lumpur sobre responsabilidade e compensação de danos causados por transgênicos

Esta semana, as partes do Protocolo de Biossegurança aprovaram o Protocolo de Nagoya-Kuala Lumpur sobre Responsabilidade e Compensação, que irá estabelecer regras e procedimentos internacionais de responsabilidade e compensação em caso de danos causados à diversidade biológica resultante de organismos geneticamente modificados.

O novo tratado é um documento suplementar ao Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança. Para o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Michihiko Kano, o acordo representa um enorme avanço, já que o novo documento constitui uma boa oportunidade para renovar os esforços e enfrentar os desafios da biodiversidade global, a fim de proteger a vida das gerações atuais e próximas.

“É nosso dever e responsabilidade assegurar para a próxima geração uma riqueza de biodiversidade e estilos de vida que coexistem harmoniosamente com a natureza", disse Kano.

O secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD),  Ahmed Djoghlaf, acredita que o acordo para aprovar o Protocolo Nagoya-Kuala Lumpur sobre Responsabilidade e Compensação é um marco importante no esforço global para proteger a vida na Terra.

"O nome do novo tratado, que inclui cidades dos Hemisférios Norte e Sul, envia uma mensagem política clara e forte, a de que enfrentar os desafios hoje exige uma parceria de cooperação norte-sul, e aponta para uma nova forma de negociação", destacou. (Com informações do MMA) 

Fonte:Gestão CT

Unicamp: levantamento de insetos como provas criminais

Insetos como provas criminais
Eles costumam ser os primeiros a encontrar um cadáver. Dotados de órgãos ultrassensíveis a odores, certos insetos da ordem dos dípteros chegam ao local de uma morte em cerca de dez minutos. Essa rapidez faz com que essas criaturas sejam importante instrumento para se determinar a data da morte – ou intervalo pós-morte no jargão técnico – e ajudar a esclarecer crimes.

Os insetos podem indicar movimentação no corpo e a presença de substâncias químicas, além do local e até mesmo o modo e a causa da morte. Essas informações ainda podem associar suspeitos à cena do crime.

Por essas razões, a entomologia forense é uma especialidade importante para a criminalística e foi tema de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Arício Xavier Linhares no Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp).

Uma das principais contribuições da pesquisa foi o levantamento das espécies de insetos de interesse forense presentes no Estado de São Paulo. “Esses dados são muito valiosos, pois uma discrepância entre a espécie encontrada em um cadáver e a fauna de insetos da região pode indicar que o corpo foi transportado de um lugar para outro”, disse Linhares.

O censo faunístico foi feito em diferentes regiões do estado e envolveu vários mestrandos e doutorandos. Os dados levaram em conta as migrações dos insetos e diferentes ambientes: urbano, rural e silvestre.

“Tínhamos apenas uma ideia das espécies presente em São Paulo, mas não sabíamos com exatidão a sua distribuição pelos diferentes biomas e regiões do Estado”, explicou. O banco de dados obtido pode ser usado como parâmetro para investigações criminais.

O grupo também realizou estudos de sucessão biológica, que investigam cronologicamente as espécies de insetos que frequentam carcaças em cada estágio de decomposição.

Para capturar espécies necrófagas de interesse forense, os pesquisadores utilizaram armadilhas feitas com carcaças de peixe ou fígado de frango ou bovino. Somente na região de Botucatu foram coletados 12.363 insetos entre fevereiro de 2006 e fevereiro de 2007, que foram identificados e catalogados em 12 diferentes famílias.

As espécies mais importantes encontradas foram criadas em laboratório e os cientistas observaram o seu desenvolvimento em ambientes com diferentes temperaturas a fim de se obter um padrão a ser aplicado em investigações criminais.

Na segunda parte do projeto foram estudados os efeitos de diversos tipos de drogas no desenvolvimento desses insetos. Substâncias como barbitúricos, anfetaminas, cocaína, antidepressivos, esteroides e antidiazepínicos foram aplicados em indivíduos imaturos de diferentes espécies.

A presença de uma determinada droga em um cadáver pode alterar o desenvolvimento da larva, gerando uma leitura falsa do intervalo pós-morte, entre outros dados.

“Descobrimos que barbitúricos e benzodiazepínicos retardam o desenvolvimento das larvas, enquanto que cocaína e anfetaminas apresentam efeito contrário: aceleram o crescimento”, disse Linhares.

Com o padrão de desenvolvimento levantado para cada espécie de inseto é possível determinar a vida da larva encontrada em horas, por meio de medições de peso e comprimento. No entanto, se a vítima ingeriu barbitúricos antes da morte, a droga diminui o ritmo de crescimento da larva, apresentando uma leitura falsa do intervalo pós-morte.

“Nosso estudo permitiu estimar qual é o desvio que cada droga provoca no desenvolvimento de diferentes espécies e, com isso, pudemos aplicar os desvios ao padrão para obter o horário correto do óbito”, disse Linhares. O levantamento engloba uma tabela com o tempo que cada larva leva para se desenvolver em diferentes faixas de temperatura.

Perfil cuticular
A detecção das substâncias químicas nos insetos é feita por meio de técnicas como cromatografia gasosa ou espectrometria de massas. O grupo na Unicamp aplica essas técnicas em diversos casos nos quais é convidada pela polícia civil a auxiliar nas investigações.

Em um dos casos, o grupo averiguou uma morte com suspeita de overdose. Amostras de tecidos foram retiradas do corpo da vítima e larvas de insetos necrófagos foram alimentadas com esse material. A suspeita se confirmou quando a equipe identificou metabólitos para cocaína nas larvas empregadas.

Outro avanço importante obtido com o Projeto Temático foi o levantamento do perfil cuticular dos insetos. Presente em todas as fases da vida do inseto, a cutícula é formada por hidrocarbonetos cuja composição pode variar dentro de uma mesma espécie de acordo com a região geográfica que habita.

“Uma mosca capturada em Presidente Prudente poderá não ter o mesmo perfil cuticular de outro indivíduo da mesma espécie encontrado em Ubatuba”, exemplificou Linhares. Por esse motivo, o banco de perfis cuticulares levantado na pesquisa poderá ser usado para identificar a localização de uma morte dentro do Estado de São Paulo.

A cutícula dos insetos ainda fornece outra informação valiosa para a ciência forense: a identificação da espécie em indivíduos imaturos. Mas o professor da Unicamp ressalta que isso ainda é um grande desafio para a pesquisa.

Ao deparar com ovos ou larvas de insetos, o cientista muitas vezes não consegue dizer de qual espécie são aquelas amostras. Nesses casos, o perfil cuticular funcionará como uma impressão digital da espécie, com a vantagem que ovos e larvas também possuem o mesmo perfil.

Geralmente, os cientistas coletam exemplares imaturos encontrados nos corpos para cultivá-los em laboratório e identificar a mosca quando ela chegar à fase adulta. Mas algumas vezes os cadáveres são lavados e as larvas acabam morrendo. O perfil cuticular é uma alternativa para esses casos.

Outra técnica utilizada para identificação de espécies é a reação em cadeia de polimerase, método da biologia molecular que permite levantar sequências de base de DNA e compará-las aos padrões das espécies levantados.

Apesar de a equipe da Unicamp contar com diversos recursos para apoiar investigações forenses, Linhares lamenta não existir ainda uma cultura de colaboração mais intensa entre a universidade e os serviços policiais de investigação. “Só recentemente a polícia técnica começou a contratar por seus concursos especialistas com mestrado e doutorado em entomologia forense”, disse.

Fonte:Fabio Reynol / Agência FAPESP

Sebrae: R$122 milhões para inovação

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) anunciou nesta semana que lançará, a partir do próximo ano, uma série de editais para inovação. O investimento será de R$ 122,5 milhões em mais de 800 projetos desenvolvidos por micro e pequenas empresas.

As chamadas fazem parte do Programa Sebraetec, reformulado nesta semana. De acordo com a instituição, a proposta é lançar os editais anualmente, entre 2011 e 2013, que contemplarão as novas modalidades do programa, que são: Sebraetec Inovação; Sebraetec Inova; e Indicação Geográfica.

Somente pelo Sebraetec Inovação, serão atendidos 243 projetos, num desembolso de R$ 1,8 milhão no primeiro ano e nos dois anos seguintes o valor será de R$ 3,6 milhões, cada, perfazendo um valor total de R$ 9,1 milhões. A modalidade é voltada para inovação incremental, com foco em eco-inovação, prototipagem de produtos e inovação em encadeamento empresarial.}(Com informações do Sebrae)


Fonte: Gestão CT

Mudanças Climáticas Globais – Desafios e oportunidades de pesquisa - Energia e mudanças climáticas

 Mudanças climáticas e energia
Garantir serviços de energia à população mundial em crescimento, levar energia por vias modernas a bilhões de pessoas e garantir um custo viável desses serviços estão entre os maiores desafios a serem encarados pelo setor energético mundial, segundo Thomas Johansson, professor da Universidade Lund, na Suécia.

O cientista participou da mesa “Energia e mudanças climáticas”, durante o fórum “Mudanças Climáticas Globais – Desafios e oportunidades de pesquisa”, realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nos dias 14 e 15 de outubro.

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, e o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp, Gilberto Januzzi, também participaram da sessão.

Além da universalização da energia a preços acessíveis, Johansson defende que o setor deve se preocupar também com os desafios ambientais e os riscos colaterais provocados pela produção e distribuição de energia. “O setor energético também pode afetar a competição por alimentos e por recursos naturais e até a proliferação de armas nucleares”, apontou.

Segundo ele, o desenvolvimento do setor deve se pautar na eficiência energética, na busca por novos combustíveis sustentáveis e na captura de carbono.

Como exemplo, citou a experiência de reforma de edifícios energeticamente pouco eficientes no Japão. “Naquele país, a reforma proporcionou uma queda no consumo de 150 quilowatts/hora por metro quadrado para cerca de 15 quilowatts/hora por metro quadrado”, disse.

Os edifícios são responsáveis por 40% da energia elétrica consumida no Japão, sendo que a maior parte dela é consumida pelos sistemas de refrigeração e aquecimento.

Johansson apontou algumas saídas para o problema, como a utilização de energia eólica, a ampliação da reciclagem de materiais para poupar a indústria de matérias-primas e a adoção de planejamentos urbanos eficientes.

“Essas medidas não trarão somente economia de energia, mas vários outros benefícios, como empregos e melhoria na saúde e na segurança da população. Uma reestruturação energética é uma janela de oportunidades que se abre”, ressaltou.

Januzzi destacou a necessidade de se planejar a transição das atuais fontes energéticas para uma economia de fontes renováveis. O também professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp defendeu a utilização e a adaptação da infraestrutura atual para efetuar essa transição.

“Oleodutos e gasodutos poderão ser adaptados para transportar novos combustíveis”, exemplificou, ressaltando a importância de um planejamento que leve em conta a infraestrutura atual.

Esse planejamento teria de prever também mudanças institucionais e de regulamentação. “Poderemos ter casas que serão ao mesmo tempo unidades consumidoras e produtoras de energia, mas será preciso regulamentar situações como essa”, disse.

Outro obstáculo a ser contornado pelas energias renováveis, segundo Januzzi, é a inconstância de seu fornecimento. Diferentemente do petróleo, que pode ser estocado e sua disponibilidade está relacionada ao tamanho estimado de reservatórios, as energias renováveis estão mais sujeitas aos eventos naturais.

Ventos, marés, sol e chuva são alguns elementos que influenciam a produção de energias limpas e de plantações que fornecem biocombustíveis. “As mudanças climáticas globais aumentam ainda mais a imprevisibilidade dessas fontes energéticas”, disse.

Veículos irracionais
Pinguelli Rosa destacou a exclusão de 12 milhões de brasileiros que não têm acesso à energia elétrica. Falou também sobre a dificuldade de distribuição de energia em regiões como a amazônica, em que populações dependem de geradores movidos a óleo diesel. “Esse combustível é subsidiado e a conta já chegou a US$ 2 bilhões”, disse.

Outro ponto criticado por Pinguelli, que também é secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, é o tamanho crescente dos automóveis atuais no país, o que tem demandado motores maiores e menos econômicos. “São veículos irracionais e que apresentam um padrão de consumo muito alto. Deveria haver restrições pesadas para quem adquirisse carros desse tipo”, defendeu.

Os carros bicombustíveis foram outro alvo de críticas de Pinguelli, que ressaltou o fato de seus motores não serem otimizados. “O flex não é tão eficiente como um motor que queima somente álcool ou somente gasolina”, disse.

A utilização do lixo como fonte de energia foi uma das alternativas apresentadas por Pinguelli Rosa, que acredita ser possível aproveitar toda a parte de material reciclável presente no lixo e incinerar o restante para a geração de energia.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

Redenit CE: 1° Workshop “Alinhamento de demandas e ofertas tecnológicas: perspectivas futuras”

O intuito do workshop é construir uma visão de futuro e verificar quais as tecnologias necessárias para tanto, além de proporcionar a comunicação entre negócios, planos e produtos tecnológicos com a sociedade.

Pesquisadores, coordenadores de Núcleos de Inovação Tecnológicas (NITs) das Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e empresários participarão do evento, contribuindo com suas experiências na construção de ações que irão alinhar os objetivos da área de Ciência e Tecnologia com as demandas e necessidades do mercado.
            O evento será realizado no próximo dia 25 de outubro, a partir das 14h, no Auditório Central da Universidade Estadual da Ceará (UECE) O evento é uma realização da Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará, que tem como objetivo, identificar e gerar estratégias para que as pesquisas desenvolvidas pelas Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) se transformem em inovação e negócios, visando à proteção do conhecimento e à transferência da inovação tecnológica para o mercado.

Gisele Antenor / Redenit CE

Inmetro: revisado regulamento da Etiqueta de Eficiência Energética em edificações

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) acaba de publicar a revisão do regulamento técnico da Etiqueta de Eficiência Energética em edificações comerciais, de serviços e públicos, após um mês em consulta pública, quando recebeu a colaboração da sociedade e de todas as partes interessadas.

O regulamento faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e foi desenvolvido em parceria com a Eletrobras para incentivar a elaboração de projetos que aproveitem ao máximo a capacidade de iluminação e ventilação natural das construções, levando a uma redução de até 50% no consumo de energia elétrica. A etiqueta de eficiência energética, desde que atinja um nível de excelência em eficiência energética (faixa A) também garante condições especiais de financiamento junto ao BNDES.

“Hoje, 15% da energia produzida no País é consumida por edificações comerciais e 7,6% por edificações públicas, totalizando 22,6% de toda energia gerada. Um edifício etiquetado pode gerar uma economia de até 50% no consumo de energia. É uma tendência mundial, principalmente na Europa, não somente pela questão ambiental e redução no consumo, mas também por valorizar o imóvel”, ressaltou Márcio Damasceno, integrante da equipe técnica do PBE.

A economia de eletricidade oriunda por meio da arquitetura bioclimática pode chegar a 30% em edificações já existentes (se passarem por readequação e modernização). O custo médio estimado da avaliação de eficiência energética de um projeto varia em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil.

Assim como os eletrodomésticos, os projetos de arquitetura serão analisados e receberão etiquetas com graduações de A a E, de acordo com o consumo de energia, sendo A, a mais eficiente ou econômica. As etiquetas poderão ser solicitadas por construtoras, ainda na fase inicial do projeto, ou por prédios já construídos que queiram se adaptar ao programa. Para recebê-la, as edificações são avaliadas em três sistemas: envoltória, sistema de iluminação e sistema de condicionamento de ar, aproveitando melhor as chamadas energias passivas - a iluminação e a ventilação naturais - além de incentivar o uso racional de água e de energia solar.

No total, 14 edifícios comerciais já estão com os seus projetos etiquetados: uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) em Curitiba; a sede administrativa da CEF em Belém (PA); Superintendência da CEF no Paraná; Alpha Plaza (blocos A, B, C e D), em Campinas; Hangar Hotel (prédio 1 e torre); e os projetos da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC), em Criciúma; a Faculdade de Tecnologia Nova Palhoça (FATENP), em Nova Palhoça (SC); e o Laboratório da Engenharia Ambiental (Cetragua) da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis; além do Novo Terminal Rodoviário em Brasília. “Até o fim de 2010, teremos a primeira edificação etiquetada construída”, adiantou Damasceno, referindo-se à Superintendência da CEF no Paraná.

Além das vantagens em economia de energia, a etiqueta garante também condições especiais aos empréstimos da linha ProCopa Turismo, do BNDES, para hotéis, com prazos de financiamento maiores e taxas juros menores.

Fonte: Ipesi

Fundação Araucária: bolsas de produtividade em pesquisa

A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná está recebendo propostas no âmbito do Edital 9/2010 – Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa. As inscrições podem ser feitas até 10 de novembro.

O objetivo é financiar pesquisadores do Estado do Paraná de alta produtividade e de reconhecida liderança na sua área. O edital prevê a aplicação de recursos da ordem de R$ 503,6 mil, com os quais espera-se conceder 43 bolsas, no valor de R$ 976, com duração de 12 meses.

Os candidatos devem ser responsáveis por redes ou projetos de pesquisa de alta relevância para a política estadual de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Além disso, também devem atuar na pós-graduação stricto sensu e não possuir bolsa equivalente de outras agências de fomento. É exigível título de doutor.

Poderão ser submetidas propostas no âmbito das seguintes áreas do conhecimento: arquitetura e urbanismo; ciências agrárias; ciências biológicas; ciências sociais e humanas; administração e economia; educação e psicologia; engenharias; física e astronomia; geociências; letras e artes; matemática - estatística e informática; química; saúde.

Fonte: Gestão CT

Anpocs: TEM Circuito de Ciência e Tecnologia em Caxambu

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), em parceria com MCT, realiza de 24 a 28 deste mês, em Caxambu (MG), o TEM Circuito de Ciência e Tecnologia. O objetivo do evento, que terá 12 estações em diferentes pontos da cidade, é aproximar a população da ciência.

Estão previstas exposições, palestras, filmes, e shows. As atividades contemplam, principalmente, as áreas de exatas, humanas e biológicas. A abertura será às 20h30, da segunda-feira (24). (Com informações da Anpocs)

Fonte: Gestão CT

FEI realiza a Jornada de Robótica Inteligente JRI

Mais de 200 robôs entram em ação em São Bernardo

De 24 a 27 de outubro, mais de 200 robôs que dançam, jogam futebol, simulam situações de resgate e até fazem a vez de humanóides, poderão ser vistos em ação Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), no campus São Bernardo (av.Humberto de Alencar Castelo Branco 3.972, bairro Assunção). Estes robôs, de diversas partes do Brasil e do Exterior, participam da competição Jornada de Robótica Inteligente (JRI), evento do Joint Conference, considerado um dos mais importantes encontros da América Latina nas áreas de robótica, inteligência artificial e redes neurais. O evento é aberto ao público.

A JRI abrigará o Encontro Nacional de Robótica Inteligente - Latin American Robotics Symposium (Enri/Lars), a Competição Latino-Americana de Robótica - Latin American Robotics Competition (Larc) e as finais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). As competições da JRI acontecerão das 9h às 18h, no Ginásio de Esportes da FEI.

LARC - A Competição Latino-Americana de Robótica - Latin American Robotics Competition (LARC) envolve competições de robôs autônomos em todas as categorias para a disseminação e motivação da pesquisa científica. As equipes vão competir em oito categorias da Robocup, três categorias do IEEE Latin American Robotics Council e as finais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).

O Joint Conference engloba também o Simpósio Brasileiro de Inteligência Artificial (SBIA) e o Simpósio Brasileiro de Redes Neurais Artificiais (SBRN). Esta é a primeira vez que a FEI sediará o Joint Conference, que ocorreu pela última vez no Brasil em 2008, em Salvador. O evento tem apoio da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), do IEEE Latin American Robotics Council e da RoboCup Federation, e busca incentivar a interação de pesquisadores e estudantes.

Toda a programação do encontro internacional se encontra em fase de preparação. Mais informações podem ser obtidas no portal www.jointconference.fei.edu.br.
Categorias da Robocup:

Small Size ou F-180 - O time é formado por cinco jogadores, com goleiro, e as partidas acontecem num campo com 17,5m², onde os robôs são comandados por um programa executado em tempo real no computador. Duas câmeras, instaladas a uma altura de quase quatro metros, captam as imagens da partida e enviam ao computador, que controla os robôs via radiofreqüência. São robôs de até 150mm de altura e 180mim de diâmetro. Alguns robôs possuem sistemas de dribles e chutes. A categoria existe no Brasil desde 2003.

Robocup Mixed Reality - Esta categoria combina micro-robôs reais criados pela Citizen e simulação. A bola e o campo são simulados e projetados em uma TV de plasma que serve de campo para os micro-robôs. Cada micro-robô é comandado por programa autônomo, que recebe informações limitadas sobre a situação do jogo e comanda o micro-robô. A categoria existe no Brasil desde 2007.

Robocup Simulation 2D - É um campeonato simulado de duas equipes com 11 agentes inteligentes autônomos em um jogo de futebol em duas dimensões. Cada agente que representa um jogador recebe informações limitadas sobre a situação do jogo e deve decidir a ação. A categoria existe no Brasil desde 2005.

Robocup Simulation 3D - Esta categoria simula duas equipes de robôs humanóides autônomos em um jogo de futebol em 3 dimensões. A categoria é praticada no Brasil desde 2006.

Robocup Rescue Simulation Virtual Robots - Envolve cenários de catástrofe real e os robôs foram desenvolvidos para atuar em ambiente de simulação, no qual uma equipe deve ser programada para pesquisar o cenário para os sobreviventes. A categoria existe no Brasil desde 2006.

Robocup Rescue Simulation Agents - O desafio na categoria é o desenvolvimento de algoritmos de coordenação, que permitirão às equipes de ambulâncias, forças policiais e de bombeiros salvarem o maior número possível de civis e extinguir incêndios numa cidade vítima de um terremoto.

Robocup Humanoid - Os robôs são autônomos e divididos em duas categorias de tamanho: KidSize (altura 30-60cm) e TeenSize (altura de 80-130cm). Os robôs andam, correm e chutam bola, mantendo o equilíbrio e a percepção visual do alvo e os outros jogadores. É a primeira vez que a categoria será disputada no Brasil.

Robocup Junior (RCJ) - O objetivo é apresentar desafios simples e interessantes para estudantes de ensino fundamental e médio nas categorias Futebol, Dança e Resgate. Na Júnior Resgate, os participantes recebem um kit Lego para construir e programar um robô, capaz de seguir um caminho pré-determinado contornando obstáculos e encontrar pessoas feridas.

Categorias do IEEE:
IEEE SEK Category (Standard Educational Kits) - O objetivo é apresentar um desafio para estudantes de graduação que precisam montar robôs autônomos a partir de kits educativos para a competição. Dois robôs devem agir em cooperação para executar a tarefa de impedir um vazamento de óleo de um duto danificado, evitando danos ambientais e restabelecendo o fornecimento o mais rápido possível.

IEEE Open Category - O Open IEEE apresenta desafio de alto nível para os alunos. Neste campeonato os equipamentos podem ser utilizados para a montagem de um robô autônomo. As tarefas envolvem tentar reproduzir os desafios da robótica real em escala menor.

IEEE Very Small - Na categoria duas equipes de três robôs de até 7,5 x7, 5x7, 5cm disputam um jogo de futebol, controlados remotamente por um computador, sem intervenção humana. O computador processa a imagem de uma câmera de vídeo colocada sobre o campo e comanda os ‘jogadores’.

Finais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) - O principal objetivo é identificar talentos e estimular carreiras técnico-científicas. A OBR reunirá alunos e professores dos ensinos médio, técnico e fundamental de escolas públicas e privadas de todo o País. A primeira etapa será em setembro nas escolas participantes e as finais na FEI com 24 equipes, uma de cada Estado. As melhores participam, em junho de 2011, da RoboCup Federation, em Istambul, na Turquia.

ENRI/LARS - O LARS é um evento anual internacional que visa promover um encontro técnico-científico abrangente na área de robótica móvel inteligente com apresentações de artigos, reunindo pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecatrônica e áreas afins. As apresentações dos artigos técnico-científicos serão nas salas do prédio K.

Fonte:IPESI

FIESP cria comitê de empresários para estimular a inovação nas empresas

Foi criado ontem (22) um comitê de empresários para estímulo da inovação em companhias paulistas. Em cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foi instalado o grupo, que integra a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI).

A MEI é uma ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciada em 2008. Ela visa a organização de empresários de todo país para a discussão de estímulos para o desenvolvimento de novos produtos e novas práticas que aumentem a competitividade do Brasil no mercado externo.

Por meio de discussões e capacitação, além de políticas governamentais, a MEI espera dobrar o número de empresas brasileiras consideradas inovadoras nos próximos quatro anos. Atualmente, segundo a CNI, existem 30 mil empresas com este perfil.

“Um dos pontos centrais da nossa agenda para o futuro é a inovação”, afirmou Rafael Lucchesi, diretor de Operações da CNI. “A inovação é chave para a competitividade e determinante para a produtividade, portanto, para o futuro dos nossos negócios.”

Dados da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) apontam que as empresas brasileiras estão entre as que menos investem em inovação no mundo. De acordo com o órgão, o setor privado aplica o equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em pesquisas, enquanto o setor público investe 0,59%.

Em países como o Japão e os Estados Unidos, por exemplo, as empresas investem até o triplo do governo no desenvolvimento de tecnologias. No Japão, são 2,67% do PIB do país contra os 0,54% correspondentes ao investimento governamental.

“Temos que estimular o investimento empresarial. Este é o grande desafio”, afirmou o presidente do Finep, Luís Manuel Rebelo Fernandes, que também esteve no lançamento da MEI no estado de São Paulo.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou durante o evento que o investimento em inovação é tão importante para as empresas brasileiras quanto as obras de infraestrutura, a redução da taxa básica de juros e a solução da questão cambial. Segundo ele, o BNDES e o governo federal têm adotado medidas para incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias e continuarão apoiando a pesquisa.

O BNDES, inclusive, será um dos órgãos federais que integrarão um comitê de articulação de políticas para inovação a ser criado nos próximos dias. Participarão do comitê, os ministérios da Fazenda, da Ciência e Tecnologia, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Educação, além de várias agências de fomento federais.

Segundo Luís Manuel Rebelo Fernandes, a portaria que cria o grupo já está pronta e deve ser publicada em breve.

Fonte: Agência Brasil

Vale e Faps analisam propostas de pesquisas

Representantes da Vale e das fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de Minas Gerais, São Paulo e Pará, discutem, as propostas do edital lançado em conjunto pelas instituições. A chamada prevê o investimento de R$ 120 milhões em projetos nas áreas de mineração; energia; ecoeficiência e biodiversidade; e produtos ferrosos para siderurgia, nos três Estados.

A avaliação teve início dia 20 e acontece na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro (RJ). A análise está sendo feita por consultores ad hoc e objetiva avaliar em conjunto a consistência científica e tecnológica, interação dos projetos desenvolvidos em rede. O convênio entre a Vale e as FAPs foi firmado no início deste ano.(Com informações da Fapemig)

Fonte: Gestão CT

INPA: Educação é tema da reunião regional da SBPC em Boa Vista

A educação com qualidade é fundamental para o desenvolvimento da ciência no país. A afirmação é do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Val, que participou na terça-feira (19) da abertura da reunião regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Boa Vista (RR).

Val enfatizou a importância do encontro em Boa Vista. “Roraima ocupa uma posição central no que se refere à diversidade na região. Por isso a reunião é um marco não somente do ponto de vista científico, mas também devido à integração dessa região às políticas de ciência e tecnologia”.

Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Luiz Alberto Pessoni, a reunião vai promover o intercâmbio entre pesquisadores e professores que atuam no Estado. “Podemos discutir problemas da região. O evento representa ainda a possibilidade das pessoas que moram em Roraima participarem do encontro. É uma troca de experiências”.

A reunião regional em Boa Vista  conta com conferências, mesas redondas e apresentação de trabalhos científicos. O encontro é realizado pela SBPC, Inpa e conta com o apoio de instituições locais.(Com informações do Inpa) 

Fonte: Gestão CT

Finep: R$ 39 milhões em 45 longas-metragens

A Finep divulgou na quinta-feira (14) o resultado da chamada pública 01/2009, realizada em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), com o intuito de impulsionar a produção cinematográfica brasileira. Foram aprovadas, ao todo, 45 propostas de longas-metragens. Serão aportados recursos da ordem de R$ 39 milhões, oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Os projetos foram apresentados por 41 produtoras independentes instaladas na Bahia, Ceará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. São 36 obras de ficção, sete animações e dois documentários. Foram submetidas 207 propostas. (Com informações da Finep)

Fonte: Gestão CT

Fapeg: bolsas de mestrado e doutorado

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) lançou o Edital 10/2010 - Programa de Concessão de Bolsas de Formação à docentes do quadro efetivo da Universidade Estadual de Goiás (UEG). A data limite para submissão das propostas é 24 de novembro.

O objetivo é selecionar candidatos para a concessão de até 25 bolsas na modalidade de mestrado, cujo valor é de R$ 1,2 mil, ou doutorado, que será de R$ 1,8 mil, concedidas pelo prazo máximo de 24 meses ou 48 meses, respectivamente.

O candidato deve atender a alguns requisitos como ocupar cargo efetivo de professor da UEG, dedicar-se um mínimo de 20 horas semanais às atividades exclusivamente de pesquisa, não ser beneficiado por outra bolsa da mesma natureza, possuir currículo atualizado na Plataforma Lattes, entre outros.

Fonte:Gestão CT