sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pesquisadores brasileiros ganham o Prêmio TWAS 2010

Pesquisadores brasileiros ganham prêmio TWAS
Três pesquisadores brasileiros ganharam o Prêmio TWAS 2010, concedido pela Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS)  pela excelência das pesquisas desenvolvidas em seus países.

Alexander Kellner, do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DGP-UFRJ), foi um dos ganhadores na categoria “Ciências Terrestres”.

O paleontólogo foi reconhecido pelas suas contribuições nos estudos de biodiversidade e ecossistemas antigos, baseado em pesquisas com fósseis. Kellner dividiu o prêmio com Anil Gupta, do Departamento de Geologia e Geofísicas, do Instituto Indiano de Tecnologia (Índia).

Na categoria “Matemática”, Carlos Gustavo Tamm de Araújo Moreira, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro, recebeu a distinção por suas contribuições aos estudos de interação entre geometria fractal e bifurcações de sistemas dinâmicos.

Na mesma categoria, Manindra Agrawal, do Departamento de Ciência da Computação e Engenharia, do Instituto Indiano de Tecnologia Kanpur (Índia), também foi agraciado.

Edgar Dutra Zanotto, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMA-UFSCar), foi distinguido em “Ciências da Engenharia” por contribuições na compreensão da cristalização de vidro e no desenvolvimento de vitrocerâmicos. Vivek Borkar, da Escola de Tecnologia e Ciência da Computação, do Tata Institute of Fundamental Research, em Mumbai (Índia), também foi agraciado.

De acordo com Zanotto, o prêmio significa um reconhecimento ao trabalho que desenvolve há 35 anos. “Fiquei extremamente satisfeito porque o cientista vive do seu trabalho, que é árduo e demanda muito esforço e dedicação”, disse à Agência FAPESP .

Zanotto coordena o projeto “Processos cinéticos em vidros e vitrocerâmicas”, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático. O foco da pesquisa é a cristalização controlada dos materiais vítreos.

Os vidros são materiais que apresentam uma estrutura molecular desorganizada. Os cristais, por outro lado – como as pedras preciosas, os metais –, são materiais cuja estrutura é organizada em nível molecular.

“Minha pesquisa busca maneiras de cristalizar vidros, ou seja, organizá-los de forma a torná-los materiais cristalinos, chamados de vitrocerâmicos, que são materiais intermediários entre os vidros e cerâmicos”, explicou.

“A pesquisa busca também entender a termodinâmica, a cinética, a velocidade, ou seja, os mecanismos pelos quais as moléculas passam de um estado desorganizado para outro organizado”, disse sobre o lado científico do projeto.

Por outro lado, a parte tecnológica se centra no desenvolvimento ou aperfeiçoamento dos vitrocerâmicos. “Há uma série de aplicações. O substrato do disco rígido de um laptop, lâmpadas especiais de datashow, materiais ósseos, como dentes artificiais, são feitos a partir desses materiais”, disse.

Junto com o prêmio da TWAS, Zanotto também comemora o anúncio concomitante de ser o novo editor da publicação Journal of Non-Crystalline Solids (JNCS), considerada a principal referência na área de estudos sobre estrutura e propriedades de vidros e materiais amorfos.

Novos membros
Durante a 21ª Reunião Geral da TWAS tambémn foram anunciados 58 novos membros da academia. Dos indicados, oito são pesquisadores brasileiros.

Na área de Ciências Agrárias, os novos membros são Paulo Arruda, do Departamento de Genética e coordenador do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Carlos Clemente Cerri, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo.

Para a área de Ciências Química, o indicado foi Fernando Galembeck, do Instituto de Química da Unicamp. Belita Koiller, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi escolhida em Ciências Físicas.

Márcio Pimentel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Ciências da Terra, Marcio Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Ciências Matemáticas;, Ricardo Gazzinelli, da Fundação Oswaldo Cruz , em Ciências da Saúde, e Virgilio Almeida, da UFMG, em Ciências da Engenharia, completam a lista dos brasileiros.

Os cientistas indicados serão empossados no próximo encontro da academia, que ocorrerá no Marrocos (África), em 2011.

Fonte: Alex Sander Alcântara/ Agência FAPESP

EEL: A Transformação da Biomassa na Plataforma Bioquímica da Biorrefinaria

 USP oferece curso sobre caracterização de biomassa
A Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da Universidade de São Paulo (USP) sediará o curso avançado “A Transformação da Biomassa na Plataforma Bioquímica da Biorrefinaria”, de 29 de novembro a 3 de dezembro.

Organizado pela Sociedade Ibero-Americana para o Desenvolvimento das Biorrefinarias (Siadeb), o curso é dirigido principalmente aos profissionais com mestrado ou doutorado e a estudantes de pós-graduação que demonstrem interesse pelo tema das biorrefinarias.

O curso consistirá de tópicos introdutórios seguidos de revisões atualizadas do que há de mais avançado na área. O foco será a caracterização, tratamento/fracionamento e bioconversão da biomassa na plataforma bioquímica da biorrefinaria.

“Conceitos de biorrefinarias: enquadramento e evolução”, “Sustentabilidade das biorrefinarias” “Fontes energéticas de biomassa”, “Técnicas analíticas para caracterização química da biomassa” e “Fermentação alcoólica para etanol de 2ª geração” serão alguns dos tópicos abordados.

As inscrições vão até 1º de novembro, mas as vagas são limitadas a 30 alunos. Para participar da seleção é necessário enviar curriculum Lattes ou equivalente e carta de motivação. As candidaturas deverão ser feitas on-line pelo site .

Mais informações pelo e-mail  ou (12) 3159-5131.

Fonte: Agência FAPESP

Concurso público para CNPq e Biblioteca Nacional

MPOG autoriza concurso público para CNPq e Biblioteca Nacional
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) autorizou, por meio da portaria nº 423, de 15 de outubro, a realização de concurso público para o provimento de 95 cargos, a partir de janeiro de 2011, do quadro pessoal do CNPq.

Serão 46 vagas para analista em Ciência e Tecnologia e 49 para assistente em Ciência e Tecnologia. Os candidatos aprovados em concurso público substituirão 188 trabalhadores terceirizados.

O MPOG também autorizou, por meio da portaria nº 424, a realização de concurso público para o provimento de 44 cargos do quadro de pessoal da Fundação Biblioteca Nacional.

O provimento dos cargos, que ocorrerá a partir de maio de 2011, terá como contrapartida a extinção de 44 postos de trabalho terceirizados. As vagas são para assistente administrativo, assistente técnico e auxiliar de documentação.

Fonte:Gestão CT

MCT: Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais

O MCT lançou, na última terça-feira (19), em Brasília (DF), durante a abertura oficial da 7ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), o Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais (Ciuca). A plataforma disponibilizará informações sobre todas as instituições que trabalham com a experimentação no país e poderá contribuir para a substituição dessa técnica por modelos mais avançados.

“Foi uma longa luta conseguirmos adotar uma legislação moderna para a utilização de animais em experimentos científicos”, destacou o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do ministério, Luiz Antonio Barreto de Castro.

De acordo com ele, neste momento estará disponível apenas o módulo de registro das instituições, mas a proposta é disponibilizar posteriormente os módulos para registro dos protocolos de ensino e de pesquisa e para envio das solicitações de credenciamento.

“O trabalho com experimentação animal é uma área difícil e controversa. Nossa intenção é futuramente não só sofisticar técnicas, que minimizem o sofrimento do animal, bem como substituir essas experimentações por métodos mais avançados”, garantiu.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

CNPq: 8º Prêmio Destaque do Ano da Iniciação Científica

O CNPq entregou nesta semana o 8º Prêmio Destaque do Ano da Iniciação Científica. A premiação, que agraciou os três primeiros colocados de cada grande área do conhecimento, foi realizada durante a abertura da 7ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada na terça-feira (19), em Brasília (DF). O objetivo da iniciativa é valorizar os bolsistas beneficiados pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

Instituído em 2003, o prêmio conta com a parceria da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A ação beneficia trabalhos exitosos em ciências da vida; ciências humanas e sociais; e ciências exatas, da terra e engenharias. A edição de 2010 agraciou projetos de pesquisadores das universidades federias de Lavras, do Pará, do Rio Grande do Sul, de Viçosa, entre outras.

“Esse é um dos programas importantes do CNPq que se fortaleceu de um modo especial ao longo dos anos e hoje é uma ação institucional muita significativa, que tem reforçado o papel institucional da pesquisa no país”, destacou a vice-presidente do conselho, Vrana Panizzi, durante a solenidade de premiação.

Ainda de acordo com ela, das mais de 90 mil bolsas operadas pelo órgão hoje, 46 mil são para iniciação científica. “Nós sabemos que só teremos bons cientistas e profissionais competentes se investimos na educação desde cedo”, lembrou. O programa atinge mais de 270 instituições de ensino e pesquisa do país.

Além dos nove estudantes agraciados, também foi premiada a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na categoria Mérito Institucional como a instituição do Pibic com maior índice de egressos titulados na pós-graduação em cursos reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nesta edição, o prêmio registrou um aumento de 30% na participação das instituições de ensino e pesquisa e de 11% no número de bolsistas, em relação à edição 2009. Ao todo, foram recebidos 157 trabalhos. A área com maior número de inscritos foi ciências da vida, 43; seguida por ciências exatas, da terra e das engenharias, 39; e ciências humanas e sociais, letras e artes, 35. Participaram 90 instituições, sendo 71 universidades e 19 institutos de pesquisa.

Trabalhos premiados
Na categoria “ciências da vida”, foram premiados os estudantes Jessie Pereira dos Santos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Edilene de Souza Costa, bolsista do Instituto Butantan e aluna da Universidade São Camilo (SC); e Raquel Raick Pereira da Silva, da Universidade Federal do Pará (UFPA); em primeiro, segundo e terceiro lugar respectivamente.

Já em “ciências exatas, da terra e engenharias”, foram agraciados Ricardo Salviano dos Santos, da Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM); Vinicius Pistor, da Universidade de Caxias do Sul (UCS); e Nayara Teodoro do Prado, da Universidade Federal de Lavras (UFLA); em primeiro, segundo e terceiro lugar respectivamente.

Foram premiados em “ciências humanas e sociais, letras e artes”: Pedro Henrique Witchs, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Danielle Roberta Dias, da Universidade Federal de Viçosa (UFV); e Cristina Aparecida Lima do Nascimento, bolsista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), também em primeiro, segundo e terceiro lugar respectivamente.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

OEPAS: Pesquisa agropecuária estadual tem apoio do governo federal

O governo federal tem apoiado fortemente a pesquisa agropecuária estadual nos últimos anos. Em 2005, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou a se relacionar com os Estados nesse setor, incluindo as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) no PAC da empresa.

Resultado disso foi que as Oepas foram contempladas com R$ 263 milhões no período de 2008 a 2010, recurso destinado para a revitalização e modernização da infraestrutura das organizações. Elas também foram incluídas, em 2008, no Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010). Somente este ano, o MCT destinou R$ 26 milhões para um edital específico para as Oepas.

“Também propomos ao MCT criar uma bolsa de incentivo à pesquisa agropecuária estadual para complementar os salários dos nossos pesquisadores de maneira que possamos mantê-los nos nossos Estados”, disse o presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Baldonedo Arthur Napoleão, durante palestra ministrada ontem (20), na Embrapa, em Brasília (DF).

De acordo com Napoleão, em Minas Gerais, um pesquisador doutor no fim de carreira tem um salário de R$ 6,5 mil. Já na Embrapa o piso é de R$ 9 mil para o pesquisador doutor no início de carreira. “Isso significa que o meu pesquisador está fazendo concurso para a Embrapa e estamos perdendo os melhores talentos da pesquisa agropecuária dos Estados”.

O presidente do Consepa lembrou que os Estados ainda dependem de recursos do governo federal para manter a excelência na pesquisa agropecuária. De acordo com ele, 70% da soma dos recursos públicos arrecadados com tributos ficam com o governo federal, 20% com os Estados, e 10% com 5,5 mil municípios.

“Não temos a menor possibilidade de não contar com recursos complementares do governo federal”, acrescentou. Napoleão disse que já entregou ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, uma proposta para o PAC 2, de 2011 a 2014, no valor de R$ 300 milhões.

Oepas
O Consepa foi criado em 1992 para representar as Oepas, que hoje são 17, distribuídas em todas as regiões brasileiras. No Norte do país existe apenas uma organização, no Tocantins; no Nordeste são seis Estados com Oepas; o Sudeste tem uma em cada Estado; na região Sul as Oepas estão presentes nos três Estados; e no Centro-Oeste as organizações estão em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Ao todo são 203 estações experimentais, 169 laboratórios, 1,6 mil pesquisadores, e um orçamento, em 2007, de R$ 574,3 milhões. De acordo com Napoleão, um dos pontos fortes dos sistemas estaduais é a capilaridade e conhecimento histórico da realidade regional.

“O Brasil dificilmente poderia esperar que a Embrapa, mesmo com a extraordinária estrutura que tem, de alto nível científico e tecnológico, pudesse dar resposta a todas as regiões de nosso país”, destacou.

Para ele, o grande desafio é elevar ainda mais a estrutura das organizações estaduais para que elas possam estar presentes em todos os Estados. “É fundamental estarmos o mais próximo possível da realidade econômica, geográfica e social do produtor rural”, completou.

Napoleão também citou a importância da integração com os sistemas estaduais de extensão rural. Segundo ele, não há possibilidade de pensar em pesquisa sem extensão. “O conhecimento gerado pela pesquisa tem que chegar ao produtor”, acrescentou. Ele citou como exemplo os dias de campo, onde os produtores são levados para conhecer os resultados das pesquisas realizadas.

Na visão do presidente do Consepa, o foco dos Estados é a pesquisa aplicada para atender as necessidades pontuais dos pequenos produtores. “O Estado de Minas Gerais é responsável pela metade da produção do café que o Brasil produz, sendo que 80% das propriedades rurais produtoras de café no Estado tem menos de 100 hectares. Isso significa que a maior parte da produção agrícola e pecuária no Brasil é feita na pequena propriedade. Então nosso foco tem que estar alinhado à necessidade da agricultura do pequeno produtor”, concluiu.

Fonte: Isadora Lionço / Gestão CT

Estudo definirá investimentos no setor de transportes

O governo federal vai investir R$ 10 milhões para atualizar o banco de dados do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), responsável por definir o rumo dos investimentos da União na área de transportes. Um dos objetivos do estudo é verificar, em alguns trechos, a inversão da matriz de transportes, dando mais ênfase ao uso de ferrovias e hidrovias. Outro é mapear o transporte de carga e de passageiros nas rodovias.

O PNLT pretende inverter a matriz de transportes do país, dando prioridade aos investimentos em ferrovias e hidrovias, mas os técnicos garantem que o transporte rodoviário não vai perder importância. "Hoje, um razoável número de caminhões faz longas viagens, com cargas de baixo valor, o que não é desejável para esse modal. Viagens desse tipo têm menor custo utilizando-se os modais aquaviário e ferroviário", explicou Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes.

O foco do estudo é estimar os trechos em que ocorre o maior movimento de veículos e qual a carga transportada. A parte de pesquisa de campo será feita pelo Exército em 120 postos de coleta espalhados pelo país. Na nova matriz prevista pelo PNLT, os caminhões farão mais viagens de pequena e média extensão, com cargas de maior valor agregado. A parte de campo da pesquisa será realizada durante uma semana nos meses de abril e setembro.

O espaço de tempo de quatro meses entre abril e setembro para a realização da coleta nas rodovias é explicado como uma forma de evitar que algum fenômeno temporário interfira nos resultados.

O estudo inclui pesquisas de engenharia de tráfego, visando a coleta de dados, o tratamento e a consolidação das informações sobre o tráfego diário médio anual nas rodovias federais e a elaboração de matrizes de origem e destino de mercadorias e passageiros no país.

"A atualização é fundamental para prever a necessidade de investimentos no setor", disse Marcelo Perrupato. Essa será a segunda pesquisa realizada pela entidade desde sua criação em 2006. A previsão é que o resultado final seja divulgado no início de 2012.

"O planejamento tem que ser permanente. Já passaram cinco anos da primeira pesquisa e sentimos que seria necessário refazê-la e atualizar os dados. Com isso, o PNLT será fundamental para os futuros investimentos, inclusive do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2)", explicou Perrupato.(Valor Econômico)

Fonte: Portal Naval