quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os perigos de só comer alimentos crus - "Life Food"

Famosos e anônimos têm aderido ao que parece ser uma nova moda alimentar, a comida viva ou Life Food como é mundialmente conhecida. Tal prática só permite aos adeptos se alimentar de frutas, verduras, legumes, grãos e brotos, todos crus. Especialistas divergem quanto aos benefícios e perigos da prática.

Suzana Herculano, neurocientista e diretora do Laboratório de Neuroanatomia Comparada da UFRJ, é contrária à Life Food. A médica define a prática como subalimentação: “o rendimento calórico dos alimentos crus é muito baixo e fica muito longe das informações calóricas divulgadas, pois aquele é o rendimento teórico, que presume 100% de aproveitamento calórico, o que só acontece mediante o cozimento. Quem baseia a dieta em duas mil calorias por dia e só come alimentos crus, na verdade está comendo em média mil calorias por dia.” A nutricionista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Maria Adelaide Moreira dos Santos, acrescenta que além do rendimento calórico, alguns nutrientes essenciais faltarão nessa dieta, pois “nem todos os nutrientes serão fornecidos ao organismo com essa prática. Irão faltar aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais que fazem parte de alimentos proteicos, que são as carnes em geral.’’

As especialistas também alertam para o perigo representado pelo corte de carnes e laticínios da dieta diária. Segundo Suzana Herculano, a falta de ingestão desses alimentos causa grande deficiência proteica no organismo. Maria Adelaide Santos acrescenta que essa deficiência pode afetar funções cerebrais. “A descoberta do fogo aumentou a possibilidade da utilização de alimentos protéicos (que se deterioravam com facilidade sem o cozimento), proteínas de alto valor biológico, que compõem a massa cerebral e a bainha de mielina com minerais. Comendo somente alimentos crus perdemos essa vantagem adquirida por nossos ancestrais.”

Os adeptos da Life Food defendem que comem como nossos ancestrais e que esse era o jeito correto de viver, mas tal afirmação é contestada por Suzana Herculano. De acordo com a neurocientista, o que proporcionou a evolução do homem e o fez chegar ao estágio atual foi a invenção do fogo. “Acho irônico falarem dos ancestrais. Se comêssemos como eles, teríamos que voltar a ficar seis horas ininterruptas comendo por dia, assim como faz o orangotango, que tem necessidade calórica muito parecida com a do ser humano”, afirma.

Sobre o uso da Life Food como método para emagracer, a médica alerta “com a dieta extremamente pobre em calorias, o corpo privilegia o cérebro e gasta as reservas de gordura, podendo chegar até mesmo à redução dos músculos para alimentar as atividades cerebrais. Além disso, é um emagrecimento doentio, como o de alguém que está com câncer e por causa dos tratamentos tem enjoo e não consegue comer”.
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Fonte: Jamille Ribeiro Olhar Vital - UFRJ

Finep: edital apóia 10 parques tecnológicos com R$ 40 milhões

A partir da próxima segunda-feira (4), a Finep receberá projetos para o Edital Parques Tecnológicos 11/2010 de R$ 40 milhões voltado ao desenvolvimento e infraestrutura de parques tecnológicos. A submissão das propostas poderá ser feita até o dia 28 de outubro. Do total dos recursos, 30% serão aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O prazo de execução do projeto deverá ser de até 36 meses.

A iniciativa apoiará, no máximo, 10 empreendimentos, que contarão com financiamentos não reembolsáveis, que variam de R$ 4 milhões a R$ 8 milhões. Os projetos devem ter por meta apoiar a aceleração de parques que se encontrem em fase de implantação ou que necessitem de expansão de novos empreendimentos inovadores.

De acordo com o edital, será exigida a apresentação de contrapartida, nos convênios que vierem a ser firmados com instituições estaduais, municipais e do Distrito Federal, estando isentas entidade da administração pública federal, direta ou indireta e instituições privadas sem fins lucrativos. O percentual da contrapartida varia entre 2% e 40%, dependendo do porte do município ou Estado.

Fonte: Gestão CT

Rede Bionorte discute criação de programa de pós-graduação

Na última segunda-feira (27), o conselho diretor da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte) se reuniu, no MCT, para discutir a proposta do programa de Pós-Graduação (PPG). A ideia é criar um curso de doutorado em biodiversidade e biotecnologia.

O projeto Bionorte já foi enviado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para aprovação. Caso seja autorizado neste ano, a primeira turma iniciará os estudos no primeiro semestre de 2011.

No total, foram selecionados 148 professores, sendo 200 créditos distribuídos em 57 disciplinas. As aulas serão ministradas em 22 instituições de ensino superior nos nove Estados da Amazônia Legal.

Criada em 2008, a Rede Bionorte tem como objetivo fortalecer a infraestrutura e formar recursos humanos para a melhoria da pesquisa na região.(Com informações do MCT)

Pro-Centro-Oeste: uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado e Pantanal

O CNPq recebe até o dia 11 de novembro propostas para o Edital 31/2010 – Pro-Centro-Oeste. A finalidade é apoiar projetos que possam fortalecer e consolidar a formação de recursos humanos e a produção de conhecimentos científicos, tecnológicos e de inovação.

A ideia é favorecer o desenvolvimento sustentável da região Centro-Oeste, com vistas à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado e do Pantanal.

O edital contempla três linhas de pesquisa: Ciência, Tecnologia e Inovação para Sustentabilidade da Região Centro-Oeste; Bioeconomia e Conservação dos Recursos Naturais; e Desenvolvimento de Produtos, Processos e Serviços Biotecnológicos.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 47,5 milhões, sendo R$ 30 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT/Ação Transversal, R$ 13,5 milhões proveniente das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) da região Centro-Oeste, e R$ 4 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para participar é preciso preencher alguns requisitos como possuir o título de doutor e ser atuante na área do projeto de pesquisa; ter currículo cadastrado na Plataforma Lattes; estar credenciado em programa de pós-graduação da região Centro-Oeste; e ter vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto.

Fonte: GestãoCT

L’Oréal - ABC - Unesco : Programa Mulheres na Ciência premia pesquisadoras


O Programa L’Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência premiou as ganhadoras da edição deste ano do prêmio que é concedido desde 2006. A cerimônia foi realizada no dia 23 no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

O programa é realizado pela empresa L’Oréal em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). No Brasil, conta com apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Cada vencedora recebeu bolsa-auxílio no valor de US$ 20 mil para desenvolver projetos de pesquisa no período de um ano.

Em cinco anos de existência, o programa já distinguiu 33 jovens pesquisadoras. Das sete contempladas neste ano – que concorreram com mais de 400 outras – duas tiveram trabalhos apoiados pela FAPESP. Káthia Maria Honório, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), e Simone Appenzeller, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ganharam, respectivamente, nas áreas de Ciências Químicas e de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde.

As outras vencedoras foram Audrey Helen Mariz de Aquino Cysneiros (Universidade Federal de Pernambuco- UFP), Lucimara Pires Martins (Universidade Cruzeiro do Sul), Bruna Romana de Souza (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRJ), Cristiane Matté (Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS) e Patrícia Fernanda Schuck (Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC).

Káthia foi contemplada pelo estudo intitulado “Inibição da sinalização TGF-beta: planejamento de substâncias bioativas com potenciais aplicações para o tratamento de fibrose, aterosclerose e câncer”. O fator transformador de crescimento beta é uma molécula produzida pelo organismo, responsável por processos como a divisão celular.

“Em células normais, o TGF-beta atua como supressor de tumores, mas em células cancerosas essa capacidade de inibição é seletivamente perdida, induzindo efeitos que causam crescimento e metástase das células tumorais”, disse Káthia. A professora do curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da EACH foi bolsista de Pós-Doutorado da FAPESP.

Segundo ela, vários estudos indicam que a inibição da sinalização do TGF-beta, por meio do uso de pequenas moléculas, pode vir a ser um método eficiente para o tratamento de doenças como fibrose, aterosclerose e câncer.

“As principais etapas do projeto de pesquisa envolvem a identificação e o planejamento de novas substâncias bioativas, potenciais inibidores da sinalização TGF-beta. Se a partir de métodos computacionais e estudos de modelagem molecular, entre outros, conseguirmos produzir uma nova substância que se ligue ao receptor, impedindo tanto a entrada do TGF-beta como o processo de sinalização de divisão celular, poderemos vir a ter um medicamento para o tratamento dessas doenças”, disse.

Já o trabalho de Simone Appenzeller, intitulado “Avaliação da saúde sexual e qualidade de vida em mulheres com doenças reumáticas”, busca alternativas de tratamento para que mulheres com doenças reumáticas crônicas possam ter uma melhora, não só da qualidade de vida, como também da sexualidade.

“Nossa intenção é melhorar a autoestima daquelas que sofrem com doenças como o lúpus e mostrar que elas podem ter uma vida normal”, explicou Simone, que atualmente recebe apoio da FAPESP por meio do Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

O estudo avaliou mudanças nas relações interpessoais, alterações provocadas pelos medicamentos e o possível aumento do risco de neoplasia. “Apesar de afetar uma pequena parcela da população, a descoberta do lúpus provoca diversas reações. Algumas pacientes casadas chegam a terminar os seus relacionamentos, enquanto outras ficam deprimidas e param de se relacionar em seu meio social”, diz Simone, que é professora do Departamento de Clínica Médica da Unicamp.

Bruna Romana foi contemplada com a pesquisa “Papel dos hormônios gonadais no reparo tecidual cutâneo de camundongos cronicamente estressados”. A pesquisa propõe estudar o efeito do estresse psicológico crônico nos roedores, visando a propor novas estratégias para melhorar a qualidade de vida dos pacientes ao analisar a reação do estresse na cicatrização da pele sob baixas taxas de hormônios sexuais

Durante o estresse, camundongos e humanos liberam os hormônios epinefrina e norepinefrina, de extrema importância no reparo tecidual cutâneo. Segundo o estudo, em alta dosagem esses hormônios podem ser nocivos à saúde.

Os hormônios gonadais (estrógenos e testosterona) protegem o organismo contra efeitos nocivos da epinefrina e norepinefrina, mas o problema é quando existe uma redução dos estrógenos na mulher e da testosterona no homem.

O trabalho “Avaliação do efeito do exercício físico materno durante a gestação sobre parâmetros de metabolismo energético e estresse oxidativo no encéfalo de rato”, de Cristiane Matté, avaliou efeitos que exercícios físicos durante a gravidez (em ratas) produzem nos filhotes.

Patrícia Schuck foi premiada pela pesquisa “Mecanismos fisiopatológicos da fenilcetonúria: estudo dos efeitos in vivo da fenilalanina”, que busca investigar os efeitos da fenilcetonúria, uma doença genética em que a ausência de uma enzima que processa um aminoácido (a fenilalanina) faz com que ele se acumule no organismo.

Em Ciências Matemáticas, o trabalho vencedor foi o de Audrey Cisneiros, intitulado “Teoria assintótica de mais alta ordem”, que visa à obtenção de ajustes para estatística de teste.

Na área de Ciências Físicas a contemplada foi Lucimara Pires Martins com o estudo “A maior e mais completa biblioteca estelar de alta resolução para síntese de populações estelares”, que busca aperfeiçoar os modelos utilizados para o estudo das diferentes estrelas que compõem uma galáxia.

Fonte: Agência FAPESP

Instituto de Estudos Avançados de Lucca (Itália) abre inscrições para doutorado

O Instituto de Estudos Avançados (IMT) de Lucca, localizado na Itália, recebe até o dia 28 de outubro, inscrições para cursos de doutorado. Há vagas para as áreas de ciência da computação, economia, administração, sistemas políticos, mudanças institucionais, entre outras.

A instituição oferta também programas de professor assistente e PhD, nos setores de ciência e engenharia da computação, economia, management science e física estatística. (Com informações da Andifes)

Fonte: Gestão CT

14º SALÃO DO INVENTOR BRASILEIRO




Fonte: Inventar

Contaminantes encontrados na água de abastecimento afetam a saúde

Contaminantes emergentes na água
Durante a década de 1990, houve uma redução na população de jacarés que habitava os pântanos da Flórida, nos Estados Unidos. Ao investigar o problema, cientistas perceberam que os machos da espécie tinham pênis menores do que o normal, além de apresentar baixos índices do hormônio masculino testosterona.

Os estudos verificaram que as mudanças hormonais que estavam alterando o fenótipo dos animais e prejudicando sua reprodução foram desencadeadas por pesticidas clorados empregados em plantações naquela região.

Esses produtos químicos eram aplicados de acordo com a legislação norte-americana, a qual estabelecia limites máximos baseados em sua toxicidade, mas não considerava a alteração hormonal que eles provocavam, simplesmente porque os efeitos não eram conhecidos.

Assim como os pântanos da Flórida, corpos d’água de vários pontos do planeta estão sendo contaminados com diferentes coquetéis que podem conter princípios ativos de medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas e muitos outros em quantidades e proporções diversas e com efeitos desconhecidos para os animais aquáticos e também para pessoas que consomem essas águas.

“Em algumas dessas áreas, meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozoides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”, disse Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (IQ-Unicamp).

O pesquisador conta que esses contaminantes, chamados emergentes, podem estar por trás de vários outros efeitos relacionados tanto à saúde humana como aos ecossistemas aquáticos.

“Como não são aplicados métodos de tratamento que retirem esses contaminantes, as cidades que ficam à jusante de um rio bebem o esgoto das que ficam à montante”, alertou o pesquisador que coordena o Projeto Temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.

O aumento no consumo de cosméticos, de artigos de limpeza e de medicamentos tem piorado a situação, de acordo com o pesquisador, cujo grupo encontrou diversos tipos de produtos em amostras de água retirada de rios no Estado de São Paulo. O antiinflamatório diclofenaco, o analgésico ácido acetilsalicílico e o bactericida triclosan, empregado em enxaguatórios bucais, são apenas alguns exemplos.

A esses se soma uma crescente coleção de cosméticos que engorda o lixo químico que vai parar nos cursos d’água sem receber tratamento algum. “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, disse Jardim.

Sem uma legislação que faça as empresas de distribuição retirar essas substâncias tanto do esgoto a ser jogado nos rios como da água deles captada, tem sido cada vez mais comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Os filtros domésticos disponíveis no mercado não dão conta dessa limpeza.

“Os métodos utilizados pelas estações de tratamento de água brasileiras são em geral seculares. Eles não incorporaram novas tecnologias, como a oxidação avançada, a osmose inversa e a ultrafiltração”, disse o professor da Unicamp, afirmando acreditar que tais métodos só serão incorporados pelas empresas por meio de uma legislação específica, uma vez que eles encareceriam o tratamento.

Peixes feminilizados
Uma das primeiras cidades a enfrentar esse tipo de contaminação foi Las Vegas, nos Estados Unidos. Em meio a um deserto, o município depende de uma grande quantidade de água retirada do lago Mead, o qual também recebe o esgoto da cidade.

Apesar de contar com um bom tratamento de esgoto, a água da cidade acabou provocando alterações hormonais nas comunidades de animais aquáticos do lago, com algumas espécies de peixes tendo apresentado altos índices de feminilização. Universidades e concessionárias de água se uniram para estudar o problema e chegaram à conclusão de que o esgoto precisava de melhor tratamento.

“Foi uma abordagem madura, racional e que contou com o apoio da população, que se mostrou disposta a até pagar mais em troca de uma água limpa desses contaminantes”, contou Jardim.

Alterações como o odor na água são indicadores de contaminantes como o bisfenol A, produto que está presente em diversos tipos de plásticos e que pode afetar a fertilidade, de acordo com pesquisas feitas com ratos no Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (IBB-Unesp).

Jardim alerta que o bisfenol A é um interferente endócrino comprovado que afeta especialmente organismos em formação, o que o torna perigoso no desenvolvimento endócrino das crianças. Além dele, a equipe da Unicamp também identificou atrazina, um pesticida utilizado na agricultura.

Não apenas produtos que alteram a produção hormonal foram detectados na pesquisa, há ainda outros que afetam o ambiente e têm efeitos desconhecidos no consumo humano. Um deles é o triclosan, bactericida empregado em enxaguatórios bucais cuja capacidade biocida aumenta sob o efeito dos raios solares.

Se o efeito individual de cada um desses produtos é perigoso, pouco se sabe sobre os resultados de misturas entre eles. A interação entre diferentes químicos em proporções e quantidades inconstantes e reunidos ao acaso produz novos compostos dos quais pouco se conhecem os efeitos.

“A realidade é que não estamos expostos a cada produto individualmente, mas a uma mistura deles. Se dois compostos são interferentes endócrinos quando separados, ao juntá-los não significará, necessariamente, que eles vão se potencializar”, disse Jardim.

Segundo ele, essas interações são muito complexas. Para complicar, todos os dados de que a ciência dispõe no momento são para compostos individuais.

Superbactérias
Outra preocupação do pesquisador é a presença de antibióticos nas águas dos rios. Por meio do projeto “Antibióticos na bacia do rio Atibaia”, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular, Jardim e sua equipe analisaram de 2007 a 2009 a presença de antibióticos populares na água do rio paulista.

A parte da análise ficou por conta do doutorando Marco Locatelli, que identificou concentrações de cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina e trimetrotrin em amostras da água do Atibaia.

A automedicação e o consumo exacerbado desse tipo de medicamento foram apontados por Jardim como as principais causas dessa contaminação que apresenta como risco maior o desenvolvimento de “superbactérias”, microrganismos muito resistentes à ação desses antibióticos.

Todas essas questões foram debatidas no fim de 2009 durante o 1º Workshop sobre Contaminantes Emergentes em Águas para Consumo Humano, na Unicamp. O evento foi coordenado por Jardim e recebeu o apoio FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica.

O professor da Unicamp reforça a gravidade da questão da água, uma vez que pode afetar de inúmeras maneiras a saúde da população e o meio ambiente. “Isso já deve estar ocorrendo de forma silenciosa e não está recebendo a devida atenção”, alertou.

Fonte: Fabio Reynol /Agência FAPESP

Humor ou Transtorno Bipolar ?

Problemas com humor e Transtorno Bipolar: cuidado para a identificação

Com a correria e o estresse do dia a dia é muito comum sofrer com mudanças repentinas de humor. Porém, é necessário que se tome cuidado para evitar confusões entre problemas de humor e uma doença grave, conhecida atualmente como transtorno bipolar do humor.

O transtorno bipolar de humor é um transtorno psiquiátrico caracterizado por episódios (fases) de depressão ou de mania (euforia) ou hipomania. De acordo com Marco Antonio Brasil, professor e psiquiatra do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da Faculdade de Medicina da UFRJ, esses episódios podem suceder um ao outro ou, mais frequentemente, serem seguidos de períodos de eutimia (humor normal): “Na realidade, as alterações do humor são acompanhadas de uma série de alterações psicopatológicas como, por exemplo, aceleração do pensamento, insônia, inquietação ou agitação psicomotora no caso das fases de mania, e de alentecimento psicomotor, pensamento lentificado, ideias de ruína, desesperança no caso da fase depressiva”, explica o médico. Ainda segundo o médico, o que define o transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica crônica, caracterizada por períodos em que o humor da pessoa está alterado seja para o polo depressivo (fase depressiva) ou para o polo maníaco (fase maníaca).

O transtorno bipolar é uma doença sem razões aparentes. Para o doutor Brasil, existe um componente genético importante, mas alguns fatores externos podem estimular uma crise em pessoas já predispostas à doença. “Existem ‘gatilhos’ para o transtorno. Noites sem dormir, por exemplo, podem causar crises de transtorno bipolar, mas apenas em pessoas com predisposição genética para isso.”

O problema atual é a atribuição do transtorno de bipolar a todas as pessoas que sofrem com algum tipo de alteração de humor. Algumas pessoas definem um caso de bipolaridade no humor sem passar por exames que possam diagnosticar corretamente um real transtorno e permitir o tratamento correto.

De acordo com Marco Antonio, essa confusão ocorre porque as alterações do humor integram parte das alterações presentes no transtorno do humor e também das flutuações normais do cotidiano. Além disso, as novas definições para transtorno bipolar, que incluem pequenas euforias (hipomania), contribuem para a confusão entre mudanças de humor normais do cotidiano, provocadas por problemas e estresse, e crises de bipolaridade.

“As pessoas podem ter períodos em que estão mais tristes ou mais alegres, sem que isso caracterize transtorno bipolar”, explica o psiquiatra. Essa identificação é necessária para que o tratamento correto seja aplicado ao paciente. Em casos de transtorno bipolar, o tratamento é feito através dos chamados estabilizadores do humor, o lítio é a principal referência.

Segundo o médico, o que diferencia o transtorno bipolar de humor de casos simples de flutuação de humor no dia a dia é a alteração imotivada de humor. “Na tristeza e na euforia normais há sempre uma motivação para essas reações afetivas, em casos de transtorno bipolar isso não ocorre. Os estabilizadores do humor atuam apenas nos casos patológicos e não nas alterações normais de humor”, conclui.

Fonte: Michelly Rosa / Olhar Vital -UFRJ

Incubadora IFES: Workshop de Inovação e Propriedade Industrial

A Incubadora do Ifes juntamente com a empresa Prospective e a SEDEC-PMS Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Serra convida para o evento Workshop de Inovação e Propriedade Industrial que será realizado na tarde do dia 07 de outubro no auditório do Campus Serra do Ifes

O evento contará com palestras que estimularão a reflexão e o debate sobre Inovação e as formas de proteção intelectual.

Os palestrantes serão:

José Carlos Vaz e Dias, doutor em direito pela University of Kent, professor de direito da propriedade 
 industrial da UERJ e da PUC-Rio, coordenador da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual  (ABPI) e sócio do Escritório Di Blasi, Parente, Vaz e Dias Advogados & Associados.

Cecília Häsner mestre em Propriedade Intelectual e Inovação pela Academia de Propriedade Intelectual do INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial, sócia da empresa Prospective com experiência nas áreas de Gestão da Inovação, Prospecção e Monitoramento de Trajetórias Tecnológicas.

Manoel Moraes Moura Advogado da área de Gestão da Inovação e Propriedade Intelectual. Trabalhou no Serviço de Apoio à Propriedade Intelectual da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP nas áreas de propriedade intelectual e industrial, inovação tecnológica, transferência de tecnologia e lei de inovação. Atualmente é correspondente do Escritório Dantas, Lee, Brock & Camargo Advogados & Associados.

O público alvo deste evento são empresários, pesquisadores, agentes governamentais, investidores, inventores e gestores da inovação.

Outras informações pelo telefone:  (27) 3348-9257

ABM: 14º Seminário de Automação de Processos

Seminário de Automação da ABM discute soluções para o aumento da competitividade

Experiências de sucesso na indústria siderúrgica e de mineração que resultaram em ganhos de competitividade, via otimização de processos, melhoria na qualidade dos produtos, aumento da produtividade e redução de custos serão apresentadas no 14º Seminário de Automação de Processos promovido pela Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração – ABM.

O evento será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, na Usiminas, à Rua Professor José Vieira de Mendonça, 3.011, Engenho Nogueira, em Belo Horizonte (MG).

“Trata-se de uma grande oportunidade para os profissionais das usinas compartilharem informações, conhecer novas soluções que podem ser aplicadas no dia a dia das empresas, bem como ampliarem sua rede de relacionamentos profissionais e comerciais”, diz o coordenador da comissão organizadora, Francisco Roberto M. de Andrade.

A programação do 14º Seminário de Automação da ABM prevê a apresentação de 40 trabalhos e cases empresariais, envolvendo Automação e Controle; Gestão da Automação; Inteligência Computacional; MES / LIMS / PIMS / RtPMS; Simulação e Otimização de Processos Industriais; Tecnologia da Informação aplicada aos Processos Industriais; Tratamento de Imagem; Sistemas de Suporte e Apoio à Manutenção; e Segurança da Informação.

“Como já é tradição, teremos no terceiro dia do evento uma visita técnica, desta vez, à Gerdau Açominas, e o curso ‘Segurança da Informação na Automação - Sistemas Scada’, a cargo do engenheiro e diretor Comercial da TI Safe Segurança da Informação, Marcelo Branquinho”, complementa o coordenador.

São patrocinadores do 14º Seminário de Automação de Processos: Siemens Vai, Accenture, ArcelorMittal, CSN, Emerson Process Management, IHM, Orteng, OSI Soft, Radix, Schneider Eletric, TSA, Vision e Yokogawa. O evento também conta com o apoio ISA (Sociedade Internacional de Automação), sessão São Paulo.

Fonte: Tn Petróleo

UNESP e Silvi Control: Guia de Campo Pragas de Eucalipto

Guia de pragas do eucalipto
Pesquisadores da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (FCA -Unesp), campus de Botucatu, e da Empresa Silvi Control acabam de lançar o Guia de Campo Pragas de Eucalipto.

Destinado a estudantes, profissionais, pequenos e grandes produtores florestais, o guia tem o objetivo de facilitar a identificação das principais pragas que atacam a cultura do eucalipto.

Publicada pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) em formato de bolso, a obra traz mais de 30 espécies de insetos-praga com fotos ilustradas.

A obra traz imagens detalhadas com nomes científicos dos insetos, divididos em lagartas desfolhadoras, besouros desfolhadores, sugadores, cupins e formigas cortadeiras.

Quem adquire a publicação recebe uma senha para acessar, no site da Silvi Control, empresa incubada na Prospecta (Incubadora Tecnológica de Botucatu), informações sobre nome popular das pragas, descrição dos insetos, ciclo biológico, época de ocorrência, tipos de danos causados e monitoramento, entre outras.

Os usuários também podem preencher no site uma ficha de diagnóstico para a confirmação da identificação preliminar.

O Guia de Campo Pragas de Eucalipto pode ser adquirido diretamente na sede da Fepaf, na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu, por R$ 10. Caso haja despesa de envio são acrescidos mais R$ 5.

Mais informações pelo e-mail ou (14) 3811-7263/1210 – ramal 211

Fonte: Agência FAPESP

USP anuncia o projeto Museu da Tolerância

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou o projeto do Museu da Tolerância, que será construído na Cidade Universitária, na capital paulista, próximo à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ).

Ainda não há previsão para a conclusão das obras, mas, de acordo com a Agência USP, o museu estará ligado ao Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e seguirá um conceito diferente dos museus tradicionais.

Será o primeiro do gênero na América Latina e, como estará vinculado à educação lato sensu, funcionará também como uma escola, ou seja, não ficará restrito à exposição de obras.

O museu terá duas bibliotecas, uma com acervo documental, testemunhos, arquivos e fotos e outra dedicada à literatura infanto-juvenil.

Além disso, abrigará também cinemateca, auditório, galerias para exposições, salas de multimídia, laboratórios de restauração e conservação, espaços de convivência e uma área onde será instalado o LEI.

A previsão da USP é que dentro de um ano as obras sejam iniciadas.

Fonte: Agência FAPESP