terça-feira, 28 de setembro de 2010

Energia para o Desenvolvimento Sustentável no Século 21

Os desafios energéticos da humanidade

A Global Energy Assessment (GEA), iniciativa do International Institute for Applied Systems Analysis (IIASA), instituição sediada na Áustria, considera que há recursos energéticos e tecnologias suficientes para a superação dos desafios energéticos da humanidade. 

Thomas B. Johansson, um dos diretores da GEA, faz conferência sobre as análises da entidade no dia 13 de outubro, às 15h, no IEA. O tema da conferência será "Energia para o Desenvolvimento Sustentável no Século 21". A coordenação do encontro será de José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. (O evento será em inglês, sem tradução.)

De acordo com Johansson, os desafios energéticos incluem fornecer serviços energéticos para o bem-estar de uma população mundial crescente, facilitar o acesso a formas de energia modernas e que permitam à população pobre sair dessa condição, criar um nível razoável de segurança energética (energia a preços acessíveis e sem interrupções graves) e mitigar as mudanças climáticas e seus efeitos. Para ele, a eficiência na utilização final de energia e o emprego de energias renováveis são prioritários para o restante do século e além dele. "No entanto, as instituições e as políticas em vigor ainda não são suficientes para que isso ocorra."

Doutor em física nuclear, Johansson tornou-se professor de análise de sistemas energéticos da Universidade de Lund, Suécia, em 1984. Atualmente leciona no International Institute for Industrial Environmental Economics (IIIEE) da mesma universidade, do qual foi diretor de 2001 a 2009. De 1994 a 2001, dirigiu o Programa de Energia e Atmosfera do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. De 1992 a 1996, foi autor líder do Comitê do Segundo Relatório de Avaliação do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU. Johansson tem dirigido e integrado os conselhos de diversas instituições internacionais e multilaterais relacionadas com as questões energéticas.

LOCAL - Auditório Alberto Carvalho da Silva, sede do IEA, Rua da Reitoria, 374, térreo, Cidade Universitária, São Paulo (mapa).

WEB - O evento terá transmissão ao vivo pela internet

INFORMAÇÕES - Inês Iwashita , tel. (11) 3091-1685.

Fonte: IEA-USP

CBPF: inscrições abertas para Programa de Iniciação Científica - Pibic

Estão abertas até o dia 22 de outubro, as inscrições para o Programa de Iniciação Científica (Pibic) do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Podem participar estudantes de graduação em física, matemática, química, engenharia e áreas afins.

Serão selecionados os alunos que apresentarem bom rendimento acadêmico. Os classificados serão orientados num projeto de iniciação integrado a um dos grupos de pesquisa do CBPF, nas áreas de matéria condensada; física de sistemas biológicos; cosmologia e relatividade; entre outras.

Os interessados devem ter disponibilidade de 20 horas semanais para dedicação às atividades de pesquisa. Os estudantes aprovados deverão, ainda, apresentar relatórios anuais e participar da Jornada de Iniciação Científica apresentando seus trabalhos.(Com informações do CBPF)

Fonte:Gestão CT

Hélice Tripla: Ações articuladas dão mais utilidade ao conhecimento

O tripé, que une a articulação entre governo e setor privado, com forte presença da academia, se estabelece cada vez mais como motor para o desenvolvimento econômico e social. Na última semana, em Campo Grande (MS), foram divulgados casos exitosos de parques tecnológicos, que apoiados nessa base, têm contribuído para estimular o crescimento regional do país.

Exemplo é o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), criado em 2003 com o intuito de transformar a região trinacional do Iguaçu, composta por Brasil, Argentina e Paraguai. O empreendimento conta com aporte de recursos do governo e da iniciativa privada, sendo a maior parte oriunda da Itaipu Binacional. Somente esta empresa direcionou recursos da ordem de R$ 89,9 milhões nos sete anos de atividades do parque.

O empreendimento já atraiu 65 entidades, sendo 26 empresas, que acumulam um faturamento anual de R$ 3,6 milhões. Somados os recursos gerados pelos institutos instalados, o valor sobe para R$ 42 milhões. “A partir de uma série de instrumentos legais, temos uma conexão entre os nossos programas estruturantes e os parceiros estratégicos instalados fisicamente no parque”, explica o diretor-superintendente do PTI, Juan Carlos Sotuyo.

Diferente da maior parte dos parques, que são frutos de centros de excelência em pesquisa, o PTI não nasceu de uma boa base acadêmica. “Demonstramos que isso não necessariamente tem que ser assim. É possível ter lugares que não têm essa excelência e o parque transformar-se em elemento de transformação regional e de inclusão social, além do desenvolvimento de empresas”, pontuou.

O empreendimento conta hoje com 32 laboratórios, que beneficiam diretamente 3,2 mil estudantes de graduação, 1.071 de pós-graduação, além dos 1,2 mil professores ligados ao núcleo de tecnologia. Para estimular a fixação de pessoal qualificado na região, o PTI desenvolveu um programa próprio de bolsas para mestrado, doutorado e especialização. A iniciativa já beneficiou 505 pessoas, sendo 355 no ano passado.

Vale destacar também a vocação do empreendimento para estimular o interesse dos jovens e crianças pela ciência. Somente entre novembro de 2009 e agosto deste ano, 15,5 mil pessoas visitaram o polo astronômico e outras 33 mil crianças passaram pela Estação da Ciência nos últimos quatros anos. “Um parque tecnológico com recursos públicos tem a obrigação de participar desse processo de desenvolvimento”, enfatiza Sotuyo.

Outro instrumento que tem alavancado o desenvolvimento regional é o centro de tecnologia para o artesanato, apoiado pelo MCT, que beneficia 600 artesãos da região trinacional. “Nossa ideia é que o PTI seja modelo que possa ser aplicado em outras regiões do Brasil, da América Latina e do Caribe”, concluiu Juan Sotuyo.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

CNPq: edital integra indústria nacional e SUS

O CNPq lançou o Edital 067/2010 que visa apoiar projetos de pesquisa científica e tecnológica com a realização de pesquisa clínica em fase 2 ou 3, com produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é promover a integração entre a indústria nacional e o SUS. A data limite para a submissão das propostas é 8 de novembro.

São duas as linhas de apoio contempladas: segmento farmacêutico; e dispositivos médicos e dispositivos em geral de apoio à saúde. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões oriundos do Fundo Nacional de Saúde e R$ 5 milhões do FNDCT/Fundos Setoriais.

O proponente deve possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, além de vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto.

Fonte: Gestão CT

Pesquisadores mapeiam os transcriptomas de três tipos de diabetes e demonstram que eles são diferentes

Diferenças moleculares
Ao analisar a expressão gênica de amostras de células sanguíneas de pacientes com três diferentes tipos de diabetes, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) demonstraram que o transcriptoma de cada uma delas é diferente. Isto é, as células do sistema imune reconhecem as três doenças como problemas distintos.

O estudo faz parte do Projeto Temático “Controle do transcriptoma no diabetes mellitus”, iniciado há um ano com o objetivo central de aprofundar a compreensão das bases moleculares da expressão gênica dessa enfermidade. O transcriptoma é o conjunto dos RNAs das células, incluindo os RNAs mensageiros e os microRNAs. O projeto é apoiado pela FAPESP e coordenado por Geraldo Passos, das Faculdades de Odontologia e de Medicina, ambas da USP em Ribeirão Preto.

Passos apresentou os resultados dos estudos durante o 56º Congresso Brasileiro de Genética, realizado entre os dias 14 e 17 de setembro, no Guarujá (SP). A equipe envolvida com o Projeto Temático é formada também por Elza Sakamoto Hojo e Eduardo Antonio Donadi – também professores da USP em Ribeirão Preto –, além de bolsistas e estudantes.

De acordo com Passos, o estudo teve base na análise de amostras do sangue de 60 pacientes, sendo 20 com diabetes tipo 1 (DM1), 20 com diabetes tipo 2 (DM2) e 20 com diabetes gestacional (DMG). O DM1, de caráter autoimune, é herdado geneticamente. O DM2 é provocado por hábitos como ingestão de calorias em demasia e sedentarismo, enquanto o DMG é desenvolvido por determinadas mulheres durante a gravidez.

A partir de amostras de sangue periférico coletadas de pacientes – cada com uma das três formas da doença– , foram separados os linfócitos e depois os RNAs. Os cientistas aplicaram então a técnica de microarrays para avaliar a expressão gênica quanto aos RNAs mensageiros, ou seja, o transcriptoma.

“Construímos um mapa no qual são posicionados tanto os pacientes, considerando as formas da doença, como seus respectivos perfis de expressão dos RNAs mensageiros. Com isso, foi possível mostrar que cada uma das formas da doença tem um transcriptoma diferente. Em outras palavras, os linfócitos do sangue dos pacientes reconhecem as três doenças como sendo distintas. Clinicamente já sabemos fazer essa distinção, mas pela primeira vez mostramos que as diferenças clínicas também se refletem no transcriptoma dos pacientes”, disse Passos.

O objetivo do Temático, de modo geral, inclui não apenas o estudo dos RNAs mensageiros, mas de todo o transcriptoma. De acordo com Passos, isso significa que o próximo passo será a análise dos microRNAs. Ao identificar como um determinado gene atua em uma doença, segundo ele, é possível pensar em desenvolver drogas específicas para tentar atenuar sua expressão – ou estimular a expressão de outros genes na tentativa de controlar a manifestação da doença.

“Estudamos a expressão dos RNAs utilizando a tecnologia dos microarrays para estratificar pacientes com diabetes mellitus. O grande diferencial do projeto é justamente a análise dos três tipos da doença de maneira comparativa, ou melhor, realizando meta-análise dos dados de microarrays. Fazemos isso na perspectiva do transcriptoma dos glóbulos brancos – em especial os linfócitos”, explicou Passos.

Essas células sanguíneas são extremamente sensíveis e, com um mecanismo que conta com receptores em sua superfície, viajam por todo o organismo, “patrulhando” todo tipo de ocorrência, como injúrias, inflamações e traumas físicos.

“Consideramos os linfócitos e outros leucócitos como células repórteres. Quando elas localizam os problemas no sistema, acionam um mecanismo de transdução de sinais que as tornam ativas. Nesse momento podemos recolher essas células e estudar a genética da ativação, descobrindo quais são os genes envolvidos. O objetivo é conhecer a linguagem dessas células repórteres em relação ao transcriptoma”, disse.

É a identificação dos genes associados com a ativação dos linfócidos tidos como células repórteres que permite comparar os transcriptomas. Depois de isolar os linfócitos de pacientes com DM1, por exemplo, os cientistas analisam os seus transcriptomas por meio dos microarrays. Em seguida, o mesmo é feito com o DM2 e o DMG. “Reunimos as informações e, desse modo, podemos identificar as características comuns e divergentes no transcriptoma nas três doenças”, indicou.

Embora seja clinicamente possível diferenciar as três formas da doença, de acordo com Passos, não havia até agora estudos demonstrando que o transcriptoma é distinto em cada uma delas. O grupo conseguiu mostrar que as células repórteres reconhecem o DM1, DM2 e DMG como doenças diferentes.

“É evidente que as três formas compartilham genes, mas o equipamento que usamos, financiado pela FAPESP, permitiu a análise de todo o genoma funcional. Com isso, foi possível estratificar os pacientes e apontar genes que identificam cada uma das doenças”, afirmou.

Embora o projeto tenha começado em setembro de 2009, os estudos partiram de uma base formada em um Projeto Temático anterior, realizado entre 2001 e 2005. No entanto, na época o equipamento disponível para a análise do transcriptoma era muito mais limitado.

“Com a plataforma de microarrays anterior analisávamos 10% dos genes a que temos acesso hoje. Podemos dizer que tivemos um incremento de 90% em nosso desempenho. O processo todo era mais lento e exigia mais RNA dos pacientes. Nesses dez anos a tecnologia genômica avançou muito. A FAPESP reconheceu isso e tem nos apoiado”, afirmou.

Mecanismos de controle
Os exames clínicos já são suficientes para classificar o DM1, DM2 e DMG como doenças diferentes, de acordo com Passos. No entanto, o estudo do transcriptoma é necessário para que se possa compreender o mecanismo de controle molecular que leva a essa distinção.

“A clínica é capaz de observar o fenótipo e identificar o tipo de diabetes. Mas a análise clínica não oferece muitas perspectivas para interferir na manifestação da doença. Por isso precisamos começar a analisar e compreender o que controla o fenótipo: qual das formas do diabetes está mais associada à genética – ao controle do transcriptoma – ou ao ambiente”, disse.

A questão, portanto, é saber o que torna cada tipo de diabetes diferente nos seus respectivos transcriptomas. “Se soubermos que gene está ativo ou inativo quando cada uma das formas da doença se manifesta, já começamos a nos aproximar dos mecanismos de controle. Demos um passo importante nessa direção. O que conseguimos não é trivial, mas se trata de uma pesquisa que ainda tem um longo caminho pela frente”, explicou.

Em um trabalho que ainda está em fase de redação, Diane Rassi, uma das pesquisadoras do grupo, separou as células sanguíneas dos pacientes de DM1 em linfócitos B, linfócitos T e monócitos. A partir daí, estudou o transcriptoma de cada uma dessas células isoladamente, em vez dos linfócitos totais, a fim de identificar qual delas apresenta uma resposta mais precisa.

“Temos interesse em saber qual dessas células é a mais sensível – qual tem maior potencial para ser utilizada como célula repórter. Segundo nossos resultados, tanto os linfócitos totais como os tipo isolados, quando analisados por microarrays , permitem estratificar os pacientes de forma eficiente", disse Passos.

“Esse é um achado original que tem um caráter prático importante. Se no futuro essa tecnologia chegar aos laboratórios de análises clínicas – nos quais os médicos precisam de respostas rápidas, diferentemente dos laboratórios de pesquisa científica –, será interessante trabalhar com os linfócitos totais. Por isso, queremos saber se ao usar linfócitos totais chegaremos à mesma resposta que tivemos com as células separadas”, disse.

Além dos estudos a partir de amostras colhidas em pacientes, o grupo também realiza pesquisas experimentais com camundongos NOD (diabéticos não-obesos, na sigla em inglês), que possuem semelhança genética significativa com o ser humano. Essa linhagem mutante também desenvolvem o DM1 a partir dos seis meses de idade.

“É um modelo experimental que nos permite interferir no processo. Há certos tipos de estudos que só podem ser feitos em camundongos. Por exemplo, um gene ligado à doença pode iniciar sua manifestação ainda na fase fetal, o que só podemos analisar mais facilmente nos animais”, explicou.

Outro foco do grupo é estudar o transcriptoma para descobrir genes candidatos que possam ser usados como biomarcadores da emergência da doença. Segundo Passos, a literatura na área de imunogenética indica marcadores bem definidos apenas para DM1.

O professor explica que determinados alelos de genes do sistema HLA (Antígenos de Leucócitos Humanos, na sigla em inglês) determinam a suscetibilidade ao DM1. Se uma criança é portadora de um desses alelos de HLA, muito provavelmente desenvolverá a doença até a adolescência.

“Os alelos HLA são biomarcadores para DM1. Mas não temos biomarcadores para DM2 ou DMG. Descobrir marcadores de manifestação precoce dessa forma da doença é fundamental para melhorar seu controle. Para localizar esses marcadores, vamos precisar da ajuda das células repórteres. Estamos identificando essas células e tentando entender sua linguagem”, disse.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Bioengenharia pode melhorar e multiplicar as aplicações de compostos marítimos naturais

Mutantes marinhos
Compostos naturais encontrados nos oceanos podem ter suas estruturas moleculares modificadas a fim de lhes conferir novas aplicações. Esse é um dos trabalhos da bioengenharia, área que também envolve a criação de novas bactérias capazes de fornecer moléculas que não são sintetizadas na natureza.

“Por meio da biossíntese, podemos mudar partes das moléculas como em blocos de Lego, a fim de afinar a atuação desses compostos naturais”, disse o professor Bradley Moore, da Instituição Scripps de Oceanografia na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), nos Estados Unidos.

A pesquisa em compostos marinhos para a aplicação em farmacologia teve um intervalo de 20 anos, de acordo com Moore, que contou que substâncias aplicadas hoje no combate ao câncer, por exemplo, foram isoladas na década de 1970, como é o caso da citarabina, molécula extraída de uma esponja marinha e utilizada em tratamentos quimioterápicos.

Moore esteve em São Paulo para participar do Workshop sobre Biodiversidade Marinha: Avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado nos dias 9 e 10 de setembro de 2010, na sede da FAPESP.

Segundo o pesquisador, o número de medicamentos oriundos de compostos encontrados no mar deverá aumentar muito nos próximos anos. Isso porque, desde o início desta década, a pesquisa de produtos naturais marinhos foi retomada com a popularização de novas ferramentas em genômica e bioengenharia.

Moore apresentou uma extensa lista de compostos obtidos em biomas marinhos e a partir de seus derivados. Destacou a salinosporamida A, produzida pela bactéria Salinospora tropica, encontrada em sedimentos oceânicos nas Bahamas, que tem apresentado eficácia no tratamento de alguns tipos de câncer.

A pesquisa da salinosporamida A na equipe de Moore ficou sob a responsabilidade da bioquímica farmacêutica brasileira Alessandra Eustáquio, que fez pós-doutorado na UCSD. “Ela teve um papel fundamental no desenvolvimento desse composto”, elogiou Moore.

Além do ramo farmacêutico as indústrias química e cosmética também têm se beneficiado de compostos marinhos. Como exemplos, o pesquisador citou uma molécula produzida por uma espécie de dinoflagelado marinho que se mostrou excelente inibidor de fosfatase e um agente antiinflamatório isolado em corais que é aplicado como aditivo em cosméticos voltados ao tratamento da pele.

A maior parte dessas moléculas é produzida por microrganismos como bactérias, que fazem simbiose com esponjas. “As moléculas marinhas têm em comum o fato de serem extremamente complexas. Para produzi-las em quantidade industrial temos duas opções: a síntese química ou a biológica. Nós optamos pela segunda”, explicou Moore.

Ciência básica
“Precisamos saber como a natureza criou a molécula para poder reproduzi-la ou modificá-la, por isso, precisamos da ciência básica”, disse Moore, ao destacar a importância da pesquisa básica, lembrando que as substâncias são produzidas a partir do rearranjo de blocos que compõem essas moléculas.

O professor da UCSD compara os microrganismos marinhos a fábricas de compostos orgânicos. “Entender como eles trabalham e desenvolver vias para essas sínteses abre uma imensa gama de possibilidades de novos produtos e isso coloca a biossíntese entre as áreas mais promissoras da ciência”, disse.

O desenvolvimento da genômica foi outro fator que contribuiu para a ampliação da biossíntese de novas substâncias. Para Moore, entender como os genes funcionam e como se expressam permite realizar manipulações mais precisas, o que resulta em produtos melhores e com ação mais específica.

Apesar disso, o estudo do genoma também representa um dos maiores desafios ao avanço da bioengenharia. “Uma coisa é fazer o sequenciamento de uma espécie, mas, quando precisamos sequenciar dezenas de espécies simultaneamente, isso se torna um grande problema, inclusive para a bioinformática”, disse.

As mais recentes pesquisas da equipe de Moore envolvem a criação de bactérias mutantes, microrganismos modificados a fim de sintetizar substâncias que não são produzidas naturalmente. “Forçamos as bactérias a produzir algo que não é encontrado na natureza”, resumiu.

No entanto, o pesquisador salienta que o controle em um processo de biossíntese não chega a ser tão grande, como no caso da síntese química. “Como trabalhamos com células vivas, outros processos, que ocorrem ao mesmo tempo, podem provocar efeitos indesejáveis, como a geração de moléculas tóxicas ou a criação de ambientes dos quais as bactérias não gostam ou aos quais elas não se adaptam”, destacou.

Outro problema de se manipular organismos vivos como fábricas naturais é que não há um único caminho para se obter um composto. Certos organismos admitem dezenas de vias diferentes para fabricar compostos, o que torna a produção muito mais complicada.

Há ainda o fato de que as regras válidas para a bioquímica nem sempre saem como o esperado nos meios naturais. “As regras de colinearidade genética são rompidas na natureza, por isso precisamos inventar métodos enquanto trabalhamos”, apontou.

Fonte: Fabio Reynol /Agência FAPESP

Finep: inscrições abertas para programa de inovação entre Brasil e França

A Finep lançou, na última quarta-feira (22), a 9ª edição do Programa Oseo, que selecionará projetos de inovação desenvolvidos por empresas do Brasil e da França. As inscrições podem ser feitas até 20 de setembro de 2011. São ilegíveis propostas de PD&I que atendam a uma necessidade imediata de mercado.

Os projetos devem ser desenvolvidos sob a coordenação de empresas dos dois países. As propostas devem ser complementares e capitaneadas por uma empresa nacional e uma francesa. Pelo acordo de cooperação assinado pelos dois países no ano passado, o programa terá duração inicial de cinco anos.

São elegíveis pelo Brasil, instituições que tenham tido receita inferior a R$ 300 milhões em 2009. Já no caso das francesas, podem participar aquelas que possuírem um quadro consolidado inferior a 2 mil empregados. As propostas devem ser apresentadas às duas agências, escrita em francês para a Oseo e em português para a Finep.

A Oseo é a agência de inovação da França, equivalente à Finep no Brasil. (Com informações da Finep) 

Fonte: Gestão CT

Ompi lança o Wipo Lex que disponibiliza leis e tratados sobre PI - Propriedade Intelectual

Interessados em obter informações sobre leis e tratados sobre propriedade intelectual (PI) tem à disposição uma nova ferramenta, o Wipo Lex. Lançado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), o ambiente oferece dados atualizados de mais de 60 países membros da Ompi, da Organização Mundial do Comércio (OMC) e das Nações Unidas (ONU).

O Wipo Lex traz normas que orientam os registros e as concessões de marcas e patentes, além de legislações sobre direitos autorais, recursos genéticos, concorrência e resoluções de conflitos.

As informações podem ser acessadas conforme o interesse do usuário, seja por tipo de documento, país ou região geográfica. Os tratados internacionais também estão disponíveis por organizações ou por tipos de texto, como por exemplo, regionais e multilaterais.

“O Wipo Lex oferece acesso rápido e direto a uma fonte rica em textos legais gerais e específicos de cada Estado-membro, além de ser uma ferramenta de pesquisa para desenvolvedores de políticas públicas, pesquisadores e outros usuários do sistema de PI”, disse o diretor geral da Ompi, Francis Gurry.

Fonte: Gestão CT

Embrapa: autonomia para atuar fora do território nacional

Por meio da Medida Provisória (MP-nº 504) , de 22 de setembro de 2010, assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o art. 1º da Lei 5.851, de 7 de dezembro de 1972, que cria a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), passa a viger com nova redação.

De acordo com o texto, a Embrapa poderá exercer qualquer das atividades integrantes de seu objeto social fora do território nacional, em conformidade com o que dispuser seu estatuto social. Isso quer dizer que a empresa poderá exercer com mais autonomia as atividades de cooperação científica, tecnológica e de transferência de tecnologia fora do país.

A Lei 5.851 permitia à estatal operar no território brasileiro, sendo que a presença formal fora do Brasil ocorria por meio de projetos estabelecidos com instituições parceiras. “A medida provisória vai permitir à estatal ampliar sua participação entre as grandes empresas internacionais de pesquisa”, disse o ministro da Agricultura, Wagner Rossi.

O chefe da Secretaria de Gestão Estratégica da Embrapa, Luiz Gomes de Souza, explicou que a medida permitirá à empresa enviar e receber recursos para os locais onde já estão instalados projetos e há a atuação de corpo técnico. Dessa forma, operações como abertura de contas bancárias, contratação de profissionais e procedimentos administrativos locais não dependem exclusivamente de convênios.A Embrapa é uma instituição associada à ABIPTI.(Com informações da Embrapa)

Fonte: Gestão CT

CNPq: Edital contempla avaliação de programas vinculados ao MDS

Estão abertas até o dia 8 de novembro as inscrições para o Edital 36/2010, cujo objetivo é apoiar o desenvolvimento de estudos visando obter metodologias e indicadores para a avaliação das políticas e programas vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Os projetos deverão priorizar estudos ligados à proteção e ao desenvolvimento social no âmbito de ações do MDS, que se enquadrem em um dos seguintes temas: assistência social; segurança alimentar e nutricional; bolsa família – estratégias para alívio e superação da pobreza; inclusão produtiva; e integração.

O edital prevê investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão. Os projetos terão valor máximo de financiamento de até R$ 60 mil. O proponente deve possuir o título de mestre e/ou doutor, além de ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes. O prazo máximo de vigência das propostas é de 12 meses, com a execução de seis meses.

Fonte: Gestão CT

Saem os vencedores do Prêmio Nacional do Empreendedorismo Inovador

Seis empresas conquistaram o Prêmio Nacional do Empreendedorismo Inovador 2010. O anúncio dos vencedores foi revelado no último dia 23, durante o 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o 18º Workshop Anprotec, em Campo Grande (MS).

A Supera Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, de Ribeirão Preto (SP), e a Intec Incubadora Tecnológica de Curitiba, foram contempladas na categoria Melhor Incubadora de Empresas Orientadas para Geração e Uso Intenso de Tecnologias. Já o Escritório de Negócios Internacionais (ENI) foi reconhecido como Melhor Projeto de Promoção da Cultura do Empreendedorismo Inovador.

Na categoria Melhor Empresa Incubada, venceu a Hi Technologies, e na modalidade Melhor Empresa Graduada, a contemplada foi a Quimlab Química & Metrologia. O Parque Tecnológico de São Leopoldo (Tecnosinos) foi eleito o Melhor Parque Tecnológico do Brasil.

Os vencedores receberam diploma, troféu e um crédito que poderá ser usado em viagens de negócios ou estudo, eventos, cursos ou missões realizadas no âmbito da parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

A iniciativa é da Anprotec, com o apoio do Sebrae, MCT, CNPq, Finep, e Confederação Nacional da Indústria (CNI).(Com informações do Sebrae). 

Fonte: Gestão CT

CNPq : inscrições abertas para habilitação de Organização Representativa de Pesquisa Clínica - ORCP

O CNPq está com as inscrições abertas, até o dia 8 de outubro, para habilitação de instituições que vão atuar como Organização Representativa de Pesquisa Clínica (ORPC) junto a projetos de pesquisa clínica financiados pelo conselho para os quais seja necessária a certificação por uma ORPC.

O proponente deve ser o representante legal da instituição caracterizada como ORPC. Ele deve comprovar por meio da anexação à proposta de documentos comprobatórios da capacidade jurídica do representante legal, juntamente com cópias dos documentos pessoais, ao formulário de proposta online.

As ORPCs devem apresentar capacidade técnica instalada e infraestrutura para fornecer assessoramento ou supervisão da pesquisa clínica e prestação de serviços como supervisão e revisão de protocolo clínico, fichas clínicas e termos de consentimento livre e esclarecido, entre outros.

Fonte: Gestão CT

Sabesp cria o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental

Tecnologias em recursos hídricos
A Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, por meio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), assinou um convênio para a instalação do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental.

O convênio foi feito em parceria com a Prefeitura de São José dos Campos (SP), com o Parque Tecnológico de São José dos Campos e com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O objetivo é desenvolver pesquisas em tratamento de água e resíduos sólidos.

Os investimentos iniciais são estimados em R$ 450 mil e cobrem custos com equipamentos de informática e imobiliário. O centro, que ocupará um espaço inicial de 147 m², será instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Uma comissão de gestão definirá quais pesquisas serão realizadas.

Segundo a Sabesp, a criação do centro é fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias para tratamento de água e de resíduos sólidos, com objetivo de reduzir gastos com energia, produtos químicos, além de custos operacionais.

Entre os trabalhos que poderão ser desenvolvidos no centro estão pesquisas sobre a utilização de membranas filtrantes, automação de processos, modelos de gestão, medição pré-paga de consumo, poluição difusa no eixo da rodovia Presidente Dutra, aquíferos subterrâneos e balanço ambiental.

As pesquisas que serão desenvolvidas terão também o apoio da FAPESP. A Fundação e a Sabesp mantêm um acordo de cooperação para o investimento em projetos de pesquisas científicas e tecnológicas aplicadas a recursos hídricos e saneamento.

Fonte: Agência FAPESP

Ampliada a autonomia financeira dos institutos de C&T

O Decreto 7.313 publicado na edição de quinta-feira (23), do Diário Oficial da União, estabelece novos critérios para a elaboração das propostas orçamentárias anuais dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

Pela nova norma, os orçamentos serão elaborados a partir de critérios como a existência de núcleos de inovação tecnológica, o número de registro e comercialização de patentes. A medida estabelece também que o Ministério da Educação leve em conta a existência de programas de mestrado e doutorados, para propor o orçamento financeiro anual dos institutos.

O texto também autoriza a abertura de créditos complementares em favor dos institutos federais até o limite do saldo orçamentário de cada subtítulo não utilizado no exercício anterior. O texto determina ainda que os recursos próprios, oriundos de convênios e doação, vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino, não serão objeto de limitação de empenho. 

Fonte: Gestão CT

Fapemig: R$25 milhões em 3 novos editais

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) está recebendo propostas para três novos editais que, juntos, somam R$ 25 milhões em investimentos.

O Edital 15/2010, no âmbito do Programa Primeiros Projetos (PPP), tem como objetivo apoiar a fixação de jovens pesquisadores em Minas Gerais, por meio do financiamento de projetos de pesquisa e nucleação de novos grupos, em qualquer área do conhecimento. As inscrições podem ser feitas até 29 de novembro.

O coordenador deve ter título de doutor, obtido há menos de cinco anos; vínculo com entidades científicas, tecnológicas e de inovação (ECTIs), sediadas em Minas Gerais; currículo cadastrado na Plataforma Lattes; entre outros. Cada coordenador só poderá apresentar uma proposta.

Os investimentos são da ordem de R$ 5 milhões, sendo R$ 3 milhões proveniente do CNPq e R$ 2 milhões da Fapemig. O valor dos recursos solicitados à fundação, em cada projeto, deverá ser de no máximo R$ 40 mil.

No âmbito do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes de Pesquisa (Pronem), a data limite para submissão das propostas é 30 de novembro. O objetivo é consolidar linhas de pesquisa prioritárias, por meio da indução da formação de novos núcleos de excelência no Estado, assim como incentivar a formação e capacitação de recursos humanos de alta qualificação.

Os núcleos emergentes de pesquisa devem ser formados por grupos já estabelecidos, ainda em fase de consolidação ou de implantação. Os membros da equipe deverão ser vinculados às instituições participantes do projeto, com até dez anos de obtenção do título de doutor.

Os recursos alocados para financiamento são da ordem de R$ 10 milhões, sendo R$ 6 milhões proveniente do CNPq e R$ 4 milhões da Fapemig. O valor máximo solicitado, em cada projeto, não pode ultrapassar R$ 250 mil.

A data limite para a submissão das propostas ao edital no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) é 1º de dezembro. O objetivo é apoiar núcleos de excelência, sediados no Estado de Minas Gerais, mediante o suporte financeiro à execução de projetos de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação.

O núcleo deve ser formado por pesquisadores, estudantes e técnicos de dois ou mais grupos de pesquisa de instituições distintas, e ser constituído por pelo menos três pesquisadores bolsistas de Produtividade Nível 1 do CNPq, ou com perfil equivalente.

Os recursos alocados para financiamento são da ordem de R$ 10 milhões, sendo R$ 6 milhões proveniente do CNPq e R$ 4 milhões da Fapemig. O valor máximo solicitado, em cada projeto, não pode ultrapassar R$ 250 mil.

Fonte: Gestão CT

SECTES: Minas inaugurará parque tecnológico no próximo mês

A gerente adjunta do Programa Estruturador Rede de Inovação Tecnológica (RIT), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes), Anna Flávia Bakô, anunciou que será inaugurado, no próximo mês, o parque tecnológico de Itajubá. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 26 milhões, sendo R$ 10 milhões do governo do Estado.

A proposta para criação do parque foi selecionada com outras duas dentro de um edital lançado em 2002, com o intuito de apoiar estudos de viabilidade de implementação de parques. Ao todo, foram submetidas 19 propostas e segundo o governo do Estado, esse resultado é fruto de uma estrutura forte de incubadoras.

No mês passado, o governo entregou o empreendimento de Viçosa, que contou com recursos de R$ 9,3 milhões. A expectativa é inaugurar em março do próximo ano o parque de Belo Horizonte. O projeto da capital do Estado recebeu R$ 31 milhões, sendo R$ 24,6 milhões aportados pelo governo.

“Hoje o sistema mineiro tem uma clareza sobre a importância da inovação num processo de desenvolvimento. Isso facilita muito o intercâmbio do sistema de C&T com as demais áreas de gestão estadual”, destacou Anna Bakô, durante o 18º Workshop Anprotec, realizado na última semana em Campo Grande (MS). Ao todo, o governo investiu nos últimos quatro anos R$ 40 milhões para as obras de edificação dos empreendimentos.

A implementação dos parques também contou com recursos do Banco Mundial (BID). “Minas Gerais foi um Estado que teve como garantia processos e sistemas de inovação para um empréstimo da ordem R$ 1,5 bilhão. Isso foi inédito. Mostra como o governo passou a valorizar e estimular a criação de ambientes de inovação”, concluiu.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Brasil e Coreia: acordo para promoção da propriedade industrial

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) assinou, na última quarta-feira (22), uma parceria com o Escritório Coreano de Propriedade Intelectual (Kipo). O objetivo é trocar experiências na área de propriedade industrial.

Pela cooperação, assinada em Genebra, na Suíça, os dois países vão discutir temas como a classificação das chamadas "patentes verdes", que visam o uso de fontes de energia alternativas e o controle de qualidade nas concessões de direitos.

A cooperação prevê, ainda, a discussão de programas para que as pequenas e médias empresas usem cada vez mais o sistema de propriedade intelectual como diferencial competitivo. O acordo foi firmado durante a Assembleia dos Estados-Membros da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), que ocorre até a próxima quarta-feira (29). (Com informações do INPI).

Fonte: Gestão CT

Capes: sai o resultado do PVNS - Programa Professor Visitante Nacional Sênior

Está disponível no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o resultado do Programa Professor Visitante Nacional Sênior (PVNS - Edital 14/2010)

Foram selecionados quatro docentes que atuarão em novas instituições federais de Tocantins, Mato Grosso do Sul e São Paulo, em áreas como zootecnia e engenharia aeroespacial.

A iniciativa concede às universidades bolsas de R$ 8,9 mil mensais, pagas diretamente aos professores-visitantes por um período de dois anos, prorrogável por mais dois, e passagens áreas, de ida e volta, entre o local onde ele reside e o da instituição.

Fonte: Gestão CT

Brasil e Europa discutem desenvolvimento regional em Bruxelas

Acontece até o dia 7 de outubro, em Bruxelas, na Bélgica, a segunda fase do intercâmbio internacional entre o Brasil e a Europa. O evento é resultado de uma parceria firmada em 2007 pelo Ministério da Integração Nacional e a Direção Geral de Política Regional da Comissão Européia (DGregio).

A proposta é promover a cooperação bilateral e a troca de experiências de desenvolvimento regional entre o Brasil e os países membros da União Européia. Para tanto, uma delegação brasileira conhecerá regiões européias que têm características geográficas, culturais e de vocação produtiva semelhantes a regiões do Brasil.

O roteiro inclui visitas à Galícia (norte de Portugal e noroeste da Espanha), Valência, na Espanha, a tríplice fronteira França-Alemanha-Suíça (Reno Superior), às regiões de Piemont (Turim) e Lombardia (Milão), na Itália, à região de Bordeaux/Perigueux, no interior da França, assim como Carinthia, na Áustria.

“A viabilização da segunda fase do programa de intercâmbio representa a consolidação de uma parceria de sucesso, que está contribuindo para a aceleração do processo de desenvolvimento das regiões brasileiras estagnadas”, avalia a secretária de Programas Regionais do ministério, Márcia Damo.(Com informações do Ministério da Integração Nacional)

Fonte: Gestão CT

Ifam: 2ª Mostra de Oficinas e Práticas Pedagógicas do Projeto Ciclos-2010

Nos dias 7 e 8 de outubro, o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) realiza a 2ª Mostra de Oficinas e Práticas Pedagógicas do Projeto Ciclos-2010. O evento, que acontece na Escola Jamel Amed, em Itacoatiara, tem como objetivo desenvolver metodologias, envolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão para o exercício profissional de professores dos diversos segmentos educacionais.

Alguns dos temas a serem tratados são: “Física computacional”; “O uso de software nas aulas de matemática”; “Utilização de jogos para o ensino da morfologia vegetal”; “Ensino de química para pessoas com deficiência auditiva”; “Verificação da aplicabilidade e funcionalidade da utilização de modelos esquemáticos para o ensino de ciências”; entre outros.

Projeto Ciclos
Aprovado em 2007, o Projeto Ciclos está vinculado à Secretaria de Educação Superior (SESu), do Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Há três anos desenvolve atividades de pesquisa e extensão em relação ao ensino fundamental e médio. O projeto funciona na sede do Ifam, em Manaus.

Fonte: Gestão CT

Distrito Federal ganha Universidade Regional de Brasília e Entorno - URBE

O Distrito Federal ganhou a Universidade Regional de Brasília e Entorno (Urbe). Na semana passada, o governador Rogério Rosso assinou o decreto que cria a instituição, com sede em Samambaia.

A universidade será composta por instituições públicas de educação superior, profissional e tecnológica criadas, incorporadas ou vinculadas, administradas e mantidas pelo poder público do Distrito Federal.

De acordo com Rosso, serão aproveitadas estruturas já existentes. “Para não gastar dinheiro com construção e não perder tempo, vamos aproveitar as escolas já construídas, as estruturas da Secretaria de Educação e as unidades do GDF”.

Para implantar e organizar a Urbe, o governador criou uma comissão executiva, coordenada pelo diretor geral da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Mourad Ibrahim Belaciano. A comissão terá 90 dias para concluir os trabalhos.

A Urbe atuará nos seguintes campos: saúde, biotecnologia e meio ambiente; educação e magistério; letras e línguas estrangeiras modernas; ciências e matemática; música, dança, artes cênicas e plásticas; educação física e esportes; segurança pública, defesa social, direitos humanos e cidadania; engenharias e áreas tecnológicas de setores produtivos; arquitetura e urbanismo; gestão governamental de políticas públicas e de serviços.(Com informações do Governo do Distrito Federal)

Fonte: Gestão CT