sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Físicos brasileiros desenvolvem meio de reproduzir efeitos da gravitação quântica presente em buracos negros

 Analog Model for Quantum Gravity Effects: Phonons in Random Fluids
Pista para a gravitação quântica
A medição direta de efeitos de gravitação quântica é praticamente impossível. Os motivo são que eles têm origem em locais inacessíveis ao homem, como em buracos negros, e seus efeitos são extremamente sutis.

Mas um grupo de físicos brasileiros desenvolveu um meio de se estudar indiretamente um desses fenômenos, a flutuação da velocidade da luz, por meio de experimentos de propagação ondas acústicas em fluídos com aleatoriedade, como em coloides, líquidos heterogênios que contêm partículas ou moléculas de diferentes tamanhos em suspensão – o leite é um exemplo.

O trabalho foi realizado por Gastão Krein, do Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Nami Svaiter, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), e Gabriel Menezes, pós-doutorando da Unesp. Os resultados foram publicado no dia 20 de setembro na revista Physical Review Letters.

“Em uma conversa que tivemos com Svaiter, surgiu a ideia de que a propagação do som em fluidos coloides poderia apresentar efeitos simililares aos da luz em ambientes nos quais a gravitação quântica seria relevante”, disse Krein.

Menezes foi o elo entre Krein e Svaiter. Atualmente com Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP, orientado por Krein, Menezes foi orientado por Svaiter no CBPF em seu doutorado.

O encontro entre os físicos foi importante para a concepção da pesquisa, uma vez que Krein tem larga experiência em estudos com equações com flutuações aleatórias e Svaiter é especialista em gravitação quântica, tendo desenvolvido estudos de seus efeitos com Lawrence Ford, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos.

Flutuações em um fluido podem ser clássicas ou quânticas. O artigo demonstra a validade de se usar microvibrações em coloides como plataforma para estudo da gravitação quântica. Segundo o estudo, os dois fenômenos são descritos por equações matemáticas similares.

Se estudos com coloides são comuns e conhecidos, o mesmo não se pode dizer do segundo fenômeno. Um dos feitos da gravidade quântica é que velocidade da luz não é uma constante, como ensina a física clássica, mas flutua de um ponto a outro devido aos efeitos quânticos. Estima-se que esse tipo de gravidade esteja presente em buracos negros e tenha vigorado durante o Big Bang.

Outros experimentos com fluidos já haviam sido propostos para estudar efeitos de gravidade quântica, mas o brasileiro é o primeiro a contemplar o estudo das flutuações da velocidade da luz através da flutuações da velocidade de propagação de ondas acústicas em fluídos.

Segundo Krein, o mérito da pesquisa foi ter apontado um meio de simular em laboratório um fenômeno de observação muito difícil. “O comportamento das ondas acústicas ao se propagar em um meio aleatório, como os coloides, permite trazer a um laboratório efeitos análogos aos da gravitação quântica”, disse.

Radiação Hawking
Krein e colegas pretendem investigar, por meio de modelos com fluidos, o equivalente a um buraco negro e como vibrações acústicas quânticas são criadas e destruídas próximos a essas formações no espaço.

Os físicos buscam compreender melhor o fenômeno conhecido como “radiação Hawking”, prevista em 1973 pelo físico inglês Stephen Hawking. Segundo Hawking, os buracos negros encolhem com a perda de energia por meio dessa radiação.

Krein, Svaiter e Menezes procuram também grupos experimentais de pesquisa que investiguem fluidos e se interessem em fazer experimentos nessa área.

“Com um fluido, podemos controlar parâmetros do experimento, como a densidade e a concentração das partículas em suspensão, e, com isso, aprender como muda a propagação do som de maneira controlável no laboratório. Isso permitirá construir correlações dos resultados com o que ocorre na gravitação quântica”, disse Krein.

O artigo Analog Model for Quantum Gravity Effects: Phonons in Random Fluids (doi: 10.1103/PhysRevLett.105.131301), de Gastão Krein e outros, pode ser lido por assinantes da Physical Review Letters em http://link.aps.org/doi/10.1103/PhysRevLett.105.131301.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

MCT e BID: Acordo beneficiará incubadoras, micro e pequenas empresas

O MCT apoiará ainda neste ano 18 projetos de fomento a incubadoras de empresas e parques tecnológicos, num aporte de R$ 104 milhões. O anúncio foi feito ontem (22), durante o 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em Campo Grande (MS).

Além do lançamento de dois editais, no valor total de R$ 50 milhões, para investimento em parques tecnológicos e incubadoras, o secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, disse que o ministério está estruturando com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um acordo forte para a disponibilização de capital de risco, com financiamento não reembolsável. A linha, de acordo com ele, beneficiará além das incubadoras, micro e pequenas empresas.

Hoje, o Brasil tem 400 incubadoras de empresas em 25 unidades da federação e mais de oito mil empresas inovadoras. O setor é responsável pela geração de 35 mil empregos e o faturamento das empresas alcança a marca de R$ 3,5 bilhões. O país tem, ainda, 74 iniciativas de parques tecnológicos e 25 estão em operação.

Uma pesquisa da Anprotec mostra que as incubadoras estão mais imunes às turbulências de mercado e têm uma sobrevivência maior em relação às micros e pequenas empresas. Isso se deve ao conhecimento que elas agregam, o que garante conquista de mercado e sustentabilidade ao longo dos anos.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Estudo analisa como alunos com desvantagens econômicas ingressam e permanecem na USP


Dinâmica da fruição
Alunos com desvantagens econômicas e educacionais enfrentam muitas dificuldades para entrar em universidades públicas, cujas vagas são mais disputadas e exigem uma preparação pedagógica maior.

Mas entrar é apenas o primeiro desafio. Conciliar o tempo de estudo com o trabalho e vencer a distância entre a universidade e o bairro em que moram os impedem de usufruir os espaços (biblioteca, laboratórios, exposições e eventos culturais, por exemplo) e as oportunidades oferecidas na universidade.

As conclusões são de um estudo que analisou a “fruição” de estudantes desfavorecidos economicamente que entraram na Universidade de São Paulo (USP). O trabalho, desenvolvido no Departamento de Sociologia da USP, analisou a trajetória desses estudantes – do ingresso à permanência –, como eles exploram os espaços da instituição e como se dá o processo de “socialização universitária”, entre outros aspectos.

De acordo com o autor do estudo, Wilson Mesquita de Almeida, doutorando no Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, apesar de existir muitos pontos de diferenças entre os estudantes com desvantagens econômicas, algumas similaridades podem ser observadas.

“Na fase anterior ao ingresso, percebemos que há um peso familiar na entrada desses alunos na universidade. Vimos, por exemplo, que a falta de um capital familiar de informação sobre a universidade, ou seja, a experiência de pais, irmãos, amigos com o ensino superior interfere fortemente”, disse à Agência FAPESP.

O estudo, intitulado “A vida acadêmica do estudante: o caso dos segmentos populares”, corresponde à sua pesquisa de mestrado, com Bolsa da FAPESP. A dissertação também resultou na publicação do livro USP para todos? Estudantes com desvantagens socioeconômicas e educacionais e fruição da universidade pública, que contou com o apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

Para identificar alunos de baixa renda na USP, Almeida cruzou informações fornecidas pelo Núcleo de Apoio aos Estudos de Graduação (NAEG) referentes ao ano de 2003. Ter vindo de escola pública, ter pais e mães que não cursaram ensino superior, renda familiar de até R$ 3 mil, além de estudar e trabalhar, foram os critérios estabelecidos.

“Os critérios não podiam ter a conjunção ‘ou’. Ou seja, só poderiam entrar na pesquisa alunos que preenchessem todos os itens delimitados. Também optamos por quem não fosse calouro nem veterano. O objetivo foi fazer uma análise do estudante que já possuía certa vivência do ambiente universitário”, disse.

Com base nos cruzamentos, foram selecionados 54 alunos, mas, devido às dificuldades de tempo ou por não aceitarem participar da pesquisa, compuseram os grupos de discussão 17 estudantes, com idades entre 21 e 42 anos.

“Como a proposta não era fazer uma pesquisa com base estatística, selecionei alunos de cursos menos concorridos, como letras, história, geografia, física e também de contabilidade, carreiras nas quais estudantes com esse perfil estão mais concentrados”, explicou.

Uma série de dificuldades, tanto de ordem material como cultural, aparece na vida acadêmica do estudante com esse perfil, segundo Almeida. A maior delas é a falta de tempo para a dedicação às tarefas exigidas, além da distância de suas residências à Cidade Universitária, que fica na Zona Oeste da capital paulista.

Dificuldades simbólicas
Segundo o estudo, outro aspecto que atrapalha a fruição desses alunos é o domínio de outros idiomas, principalmente inglês, espanhol e francês, para a leitura de textos, além da apresentação de seminários e elaboração de relatórios.

“Essa dificuldade cria um diferencial do ponto de vista do aproveitamento do curso e também obstáculos ligados a uma base conceitual requerida para dar conta de leituras que envolvem o contato com teorias científicas”, afirmou.

Do outro lado, os alunos também relatam serem desestimulados por alguns professores na fase de preparação para o vestibular. São recorrentes, de acordo com o trabalho, as queixas sobre professores e colegas que desestimulavam a não tentar o vestibular em uma universidade concorrida como a USP.

“Há um mito em relação à universidade pública que não corresponde à verdade. Embora exista uma desvantagem gritante em termos de preparação na disputa com alunos de escolas particulares, esses juízos servem como catalisadores para afastá-los das vagas nas universidades públicas”, disse Heloisa Helena de Souza Martins, professora do Departamento de Sociologia da FFLCH e orientadora do estudo.

Mas, no caso dos alunos que participaram do estudo, essa imagem da USP serviu como incentivo. “Eles valorizam muito o ensino na universidade pública como um lugar de criação do conhecimento e, em vez de desistir, seguiram em frente”, destacou.

Segundo Heloisa, a pesquisa de Almeida é de grande importância porque, entre outros aspectos, retoma e rediscute uma ideia há muito difundida de que na universidade pública só entram os chamados “alunos da elite”.

“Os resultados da pesquisa permitem também ampliar essa discussão a respeito das questões referentes aos programas de inclusão propostos, como as cotas raciais, e as políticas públicas de financiamento do ensino superior”, disse, ao destacar que, no doutorado, Almeida analisará o caso do ProUni, em que alunos recebem bolsas do governo para estudar em universidades privadas.

De acordo com Almeida, a universidade é um mundo à parte para o ingressante. Ter que se adaptar à linguagem e aos códigos acadêmicos, à circulação nos espaços e ao contato com colegas e professores são dificuldades que não podem ser negligenciadas.

“Discuto no estudo o papel da universidade em relação a esses alunos. A USP tem vários programas de bolsas e alguns cursos gratuitos de idiomas, que poderiam auxiliar o ingressante. O problema é que muitos alunos nem sequer sabem da existência deles. Falta uma integração dessas ações e uma maior divulgação. Quando um aluno desiste há um custo imenso para ele, e também para a universidade”, disse.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Setor privado: dificuldades em financiar P&D

O analista de Estudos e Políticas Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rodrigo Teixeira, apresentou ontem (22), as principais dificuldades do setor industrial para inovar. Na avaliação da confederação, os entraves estão no acesso ao crédito e o desafio do setor é envolver um número maior de empresas nesse processo.

“É preciso ampliar o acesso das empresas, especialmente as micro e pequenas, ao financiamento. Apenas cerca de 3,7 mil instituições foram beneficiadas por algum tipo de financiamento”, disse durante o 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, realizado pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em Campo Grande (MS).

Para ele, hoje os mecanismos de fomento são mais focados em projetos, quando o fundamental é direcionar recursos para ações que apoiem a empresa como um todo. “Há também no meio empresarial uma dificuldade em absorver e utilizar esses instrumentos. Se a base gerencial é frágil, a dificuldade de acesso a estes mecanismos aumenta”, avaliou.

Dados apresentados na palestra apontam que somente 33% das empresas brasileiras são inovadoras e que o nível de envolvimento das micro e pequenas empresas com o tema é muito baixo. “O processo de inovação tem que abarcar as grandes, as médias e as micro e pequenas empresas, além de ter uma participação forte das âncoras nesse processo”, falou.

Para tanto, a CNI está à frente de um movimento que busca incentivar as lideranças empresariais a inovar mais. Trata-se da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que entre as atribuições está o apoio a centros de serviços e P&D. “O objetivo desse instrumento é gerar maior protagonismo privado na agenda da inovação. Esses atores têm que ser participativos na construção de marcos legais mais eficientes”, disse.

Ganhos em cadeia
Os retornos para as empresas que investem em P&D são diversos. Aquelas com maior intensidade de inovação nas vendas apresentam maiores níveis de produtividade, segundo a CNI. Também de acordo com a confederação, as instituições inovadoras estão atentas às fronteiras globais de tecnologias e sabem quais rotas tecnológicas estão na vanguarda.

“As empresas que atuam no mercado internacional investem mais em inovação. A modernização de produtos e processos é o caminho de transição para uma economia de alta rentabilidade, com maior renda per capita, melhores salários e empregos”, concluiu Teixeira.

Fonte: Cynthia Ribeiro para o Gestão CT

UFRJ: Pesquisadores descobrem possível tratamento para Alzheimer

Estudos recentes realizados por pesquisadores da UFRJ desenvolveram uma explicação para a relação entre o mal de Alzheimer e a diabetes. Já se sabia que pacientes diabéticos têm maior probabilidade de desenvolver Alzheimer, o que não se sabia era o motivo.

Segundo a professora e pesquisadora do Instituto de Bioquímica Médica IBqM - UFRJ, Fernanda de Felice, “Os primeiros estudos que deram pistas de como esta relação poderia ocorrer no cérebro de pacientes vieram do grupo de pesquisa. Descobrimos que toxinas presentes no cérebro de pacientes com Alzheimer são capazes de induzir resistência à insulina em neurônios cultivados em laboratório.” Ou seja, ocorre, aparentemente, com o mal de Alzheimer no cérebro o mesmo que ocorre em tecidos periféricos de pacientes diabéticos: uma inibição da ação da insulina nas células.

Através dessa descoberta, a ciência chega mais perto da cura do mal de Alzheimer. “No cérebro de pacientes com Alzheimer, a sinalização por insulina está diminuída, o que nos leva a crer que a administração de insulina ou de agentes similares pode ter efeitos benéficos nestes pacientes”, explica a professora.

A pesquisa tem mostrado resultados bastante promissores, mas não foram realizados testes clínicos ainda, somente com cobaias animais, de modo que não se pode dizer se o mal de Alzheimer poderá ser curado completamente com insulina. “Primeiro serão necessários testes clínicos com pacientes, que deverão ocorrer em breve. Estudos estão sendo realizados para encontrar uma forma de administrar a insulina diretamente no cérebro. Por enquanto, é importante dizer que nenhuma pessoa pode usar a insulina como forma de prevenção ou tratamento para a doença de Alzheimer. A administração periférica de insulina pode ser perigosa para quem não tem Diabetes”, conclui a pesquisadora.

Fonte: Stephanie Tondo/ Olhar Vital - UFRJ

Curso redação científica on-line e gratuíto

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) lançou um curso on-line de redação de textos científicos.

O curso é gratuito e apresentado no formato audiovisual. A coordenação é do professor Gilson Volpato, do Instituto de Biociências de Botucatu  (IBB - Unesp), e alguns módulos contam com a participação da pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge.

O programa abrange temas como: “Controvérsias sobre os dados”, “Por que publicar?”, “O que publicar?”, “Idioma da publicação”, “Causas de negação dos artigos”, “O lado educacional”, “Como as revistas podem ajudar”, “Como os autores podem ajudar”, “Passos para a publicação”, “Texto como argumento lógico” e “Por onde começar a redação?”.

Volpato é autor de livros sobre redação científica como Bases teóricas para redação científica... por que seu artigo foi negado, Pérolas da redação científica e Dicas para redação científica.

Veja também as publicações do Professor Gilson Volpato

Fonte: Agência FAPESP

Sebrae: Programa promoverá a competitividade das MPEs brasileiras

O Sistema Sebrae lançará, no dia 19 de outubro, um programa que deverá aumentar a competitividade das empresas brasileiras no mercado nacional e internacional. É o Sebraetec, iniciativa que está sendo reformulada pela instituição e atenderá, apenas no próximo ano, mais de 12 mil empresas em todo o país.

De acordo com o coordenador geral do programa, José Ancelmo de Góis, a ação tem uma forte componente da inovação, além dos serviços tecnológicos básicos ou avançados que serão prestados. “A logomarca do programa ainda está sendo concebida, mas a formatação está pronta e contou com a participação de todos os Sebraes estaduais”, afirma.

A iniciativa receberá, nos próximos três anos, R$ 756 milhões. Deste total, 50% serão provenientes do Sebrae Nacional. O grande foco de atuação do programa são as pequenas empresas, que hoje somam cerca de 400 mil em todo o país. A meta é atender, em 2011 e 2012, 12,5 mil empresas a cada ano. Em 2013, a expectativa é que esse número passe para 22,5 mil.

O Sebraetec dispõe de quatro linhas de ação. Duas são relacionadas aos serviços tecnológicos. As demais são na área de inovação, sendo uma o Sebraetec Inovação, que apoiará projetos de até 12 meses de duração para inovações incrementais e com o custo de até R$ 90 mil.

Para lançar a iniciativa, o Sebrae utilizou a experiência adquirida com um programa semelhante da entidade e que está no mercado desde 1982. Com base nisso, Góis destaca que o fundamental é avaliar o impacto da prestação do serviço disponibilizado pelo Sebraetec e o desenvolvimento do projeto de inovação na empresa contemplada.

“Eu não desenvolvo um projeto simplesmente para nada. Desenvolvo para aumentar a competitividade da empresa no mercado onde ela atua, a sua eficiência, a capacidade de exportação, entre outros componentes”, disse.

O coordenador explica que para participar do programa, as empresas precisam comprovar a necessidade da consultoria demandada ou da inovação para mantê-las competitivas no mercado. “Sem inovação é muito difícil manter a competitividade nos níveis de interesse dos empresários. É preciso aperfeiçoar os processos e produtos, o marketing e a própria organização”, lembrou.

Fonte: Bianca Torreão Gestão CT

MCT: Brasil poderá ter novos fundos setoriais

O MCT anunciou dia 22, que já está em curso no governo a criação de novos fundos setoriais. “Estamos tentando formatar novos fundos setoriais para deixar para o próximo governo algumas sinalizações positivas dentro da área de C&T”, destacou o secretário executivo da pasta, Luiz Antônio Elias, em palestra realizada durante o 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, que acontece em Campo Grande (MS).

Elias também antecipou que já no dia 1º de outubro será inaugurada a sala da inovação, fruto de uma parceria do MCT, Finep, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). “Esta é uma reivindicação antiga do setor empresarial. Ela dará maior agilidade e capacidade de interação entre o governo e a iniciativa privada”, disse.

O espaço reunirá vários órgãos oficiais para apoiar os empresários na elaboração de projetos, na captação de recursos, na contratação de financiamentos e outras atividades. A criação da sala foi proposta pela Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), movimento liderado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pretende colocar a inovação no centro da estratégia das empresas.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Inpe campus de Cachoeira Paulista abre as portas à visitação na comemoração de seus 40 anos

Na próxima terça-feira (28/9) o campus de Cachoeira Paulista (SP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estará aberto à visitação pública.

O evento “Inpe Portas Abertas” faz parte das comemorações dos 40 anos da unidade de Cachoeira Paulista e tem como objetivo mostrar à comunidade seus diferentes produtos e serviços prestados em seus centros e divisões.

Estão previstas palestras ministradas por pesquisadores e visitas às instalações do campus e a exposições sobre o Inpe. Para participar da visita é necessário fazer inscrição pelo telefone (12) 3186-8504.

A data de 28 de setembro foi instituída como aniversário da unidade por marcar a ocasião da doação do terreno de 10,5 mil metros quadrados pelo governo do Estado de São Paulo à instituição que há 40 anos se chamava Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE).

O campus de Cachoeira Paulista do
Inpe fica no Km 40 da rodovia Presidente Dutra e abriga a Administração, a Divisão de Geração de Imagens (DGI), a Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais (DSA), o Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) e o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Fonte: Agência FAPESP

MCT:política de longo prazo para parques tecnológicos

O secretario executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, disse ontem (22), em Campo Grande (MS), que o ministério é favorável em elaborar uma política perene e de longo prazo para os parques tecnológicos e incubadoras. Em resposta às críticas apresentadas pelo segmento, ele destacou que o país já tem exemplos de excelência, mas falta um espaço propício aos recursos.

“O Brasil está montando uma estrutura de parque bem consolidada, o que precisa na realidade é ter um ambiente dos recursos atrelado ao processo de planejamento e gestão”, falou em entrevista ao Gestão C&T online. Nesse sentido, ele destacou que, em parceria com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), será elaborado um plano para o próximo governo com projetos de longo prazo.

“É decisivo que se tenha um projeto que não fique amarrado em chamadas públicas ou em editais, mas que tenha uma perenidade maior. É claro que somos favoráveis e vamos discutir em conjunto”, explicou. Mas o secretário lembrou que o governo tem direcionado esforços nos últimos anos para fortalecer toda a cadeia de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e que isso influencia diretamente o setor. Falta, na avaliação dele, uma participação maior da iniciativa privada.

"Mudamos o marco regulatório brasileiro, elevamos a capacidade dos instrumentos, melhoramos a dimensão dos recursos, mas é necessário que o setor empresarial participe do risco do conhecimento”, disse.

O orçamento do ministério pulou de R$ 1,5 bilhão em 2000 para R$ 7,9 bilhões em 2010. O crescimento da dotação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) também teve aumento expressivo, passando de R$ 220 milhões para R$ 3,1 bilhões. Somente em subvenção econômica e incentivos fiscais foram liberados recursos da ordem de R$ 5,4 bilhões e os financiamentos alcançaram a marca dos R$ 9,6 bilhões.

Elias reconheceu que os recursos públicos não chegam a todas as esferas, mas que têm atingido as áreas estruturantes e estratégicas para a economia. “Entretanto não temos a mesma resposta com a mesma envergadura do setor empresarial”, pontuou.

O gasto privado em P&D em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) ainda não alcançou o patamar estabelecido pelo Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010). Em 2010, o dispêndio será de 0,56%, ante o 0,65% proposto.

Para o analista de Estudos e Políticas Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rodrigo Teixeira, o setor industrial de fato está perdendo espaço nesse ritmo de investimento, mas para ele o apoio governamental brasileiro em relação a outros países é baixo.

“É importante que haja um empenho maior do governo no processo de inovação nas empresas. Os incentivos fiscais e a subvenção totalizam 0,16%, mas se a gente retira os incentivos colocados pela Lei de Informática, que são restritos a Zona Franca de Manaus, o investimento cai para 0,05%, que nos deixa num patamar equiparado ao do México”, concluiu.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Capes: Programa de Bolsa de Estudos para Doutorado Pleno no Exterior

Termina no próximo dia 27 o prazo para submissão de propostas ao edital 51/2010 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), no âmbito do Programa de Bolsa de Estudos para Doutorado Pleno no Exterior. Serão concedidas até cem bolsas.

O candidato ao programa deverá atender aos seguintes requisitos: apresentar candidatura individual; ter nacionalidade brasileira; e diploma de nível superior, reconhecido na forma da legislação brasileira.

A duração inicial da bolsa é de, no máximo, 12 meses. A renovação ficará condicionada ao desempenho acadêmico satisfatório do estudante, de modo que a duração total não ultrapasse 48 meses. Entre os benefícios da bolsa estão mensalidade, auxílio deslocamento, auxílio instalação, seguro saúde e taxas escolares.

As inscrições são gratuitas e efetuadas com o preenchimento de formulários, envio de documentos e de cartas de referência. A candidatura deve ser apoiada por tutor que obrigatoriamente seja doutor, docente ou pesquisador no Brasil.

Fonte: Gestão CT

Capes e CNPq: Professores contestam critérios de avaliação da produção científica

Os critérios de avaliação da produção científica nacional priorizam a quantidade em vez da qualidade do que é produzido. Este é um consenso dos professores de universidades federais que participaram do Simpósio de Avaliação Científica, na Universidade de Brasília (UnB), no último dia 20.

Para Paulo Sérgio Lacerda, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ciência brasileira tem o dever de aumentar a qualidade, em detrimento do número de publicações. Ele acredita que a avaliação ideal deve ser feita por um comitê independente e idôneo de especialistas na área, sem interesse direto no resultado da avaliação. “Só temos indicadores e estimativas dessa qualidade”, disse.

Outra reclamação partiu do professor Mauro Copelli, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo ele, quando projetos são submetidos às agências de fomento não são enviados o parecer, mesmo que o trabalho seja aprovado. “Só sabemos se o projeto foi aprovado ou reprovado, mas não recebemos nenhuma explicação”, contestou.

CNPq e Capes
Presente no evento, o presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão, sugeriu a redução do número de comitês assessores nas agências de fomento à pesquisa. “Ao mesmo tempo, é preciso que esses comitês sejam mais multidisciplinares, a fim de que as áreas tenham contato umas com as outras e promovam discussões enriquecedoras”.

Já o coordenador de Avaliação da Capes, Lívio Amaral, concordou que mudanças são necessárias mas, segundo ele, há um julgamento distorcido da avaliação, a exemplo do sistema Qualis de classificação de periódicos científicos. “O sistema foi concebido para dar conta do conjunto da pós-graduação, mas está sendo utilizado para avaliar a qualidade individual de professores e alunos”, frisou.(Com informações do CNPq) 

Fonte: Gestão CT

Unifesp: P&D em bioquímica com Bolsa da FAPESP

O Projeto Temático “Microdomínios ricos em (glico)(esfingo)lipídeos e esteróis: organização, função e sinalização”, apoiado pela FAPESP, tem uma vaga de Bolsa de Pós-Doutorado.

Coordenado pelo professor Hélio Takahashi, o projeto é conduzido no Setor de Imunoquímica de Glicoconjugados na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O candidato deverá apresentar experiência em análise por espectrometria de massa. O objetivo é analisar por espectrometria macromoléculas presentes em lipid rafts de fungos patogênicos visando a uma melhor compreensão da função de lipid rafts na patogenia desses fungos, bem como em mecanismos de escape e de resistência a drogas.

Interessados devem apresentar currículo vitae atualizado e enviar a documentação a seguir, em formato PDF, até o dia 15 de outubro de 2010, para o e-mail

* Duas cartas de apresentação / recomendação.
* Carta de apresentação com um breve relato de sua experiência e seu objetivo de carreira.

A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP, no valor de R$ 5.028,90 mensais.

Fonte: Agência FAPESP

MCT: Instituida a Rede de Bibliotecas das Unidades de Pesquisa do ministério

O MCT instituiu, por meio da Portaria nº 739, de 21 de setembro, a Rede de Bibliotecas das Unidades de Pesquisa (UPs) do ministério. A instância será dirigida por um comitê gestor que será responsável, entre outras atribuições, por propor políticas para a otimização dos acervos bibliográficos das UPs, além de prospectar soluções e propor projetos para melhoria dos serviços das bibliotecas.

O comitê gestor será coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), ao qual compete apresentar as demandas e orientações do MCT para a atuação da rede, promover e articular a realização de eventos de capacitação, e ainda atividades que proporcionem o compartilhamento de conhecimentos entre as equipes das bibliotecas dos institutos de pesquisa do ministério.

Além do Ibict, compõem a rede o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Instituto Nacional do Semi-árido (Insa), Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e Observatório Nacional (ON).

Fonte: Gestão CT

MS: Fundect apoia realização de eventos científicos

Estão abertas as inscrições até o dia 28 de outubro para o Edital 11/2010 da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

O objetivo é conceder apoio financeiro para a organização e realização de eventos regionais, nacionais ou internacionais de reconhecida relevância científica e tecnológica para o Estado.

As propostas deverão ser enquadradas em uma das seguintes faixas de solicitação: regional, com financiamento de até R$ 10 mil; nacional, cujo aporte será de até R$ 20 mil; e internacional, com apoio de até R$ 30 mil.

Os eventos devem ocorrer de 1º de fevereiro a 31 de julho de 2011. O coordenador deve ser brasileiro nato ou naturalizado, residir no Mato Grosso do Sul, e ser servidor efetivo de instituição pública ou privada, localizada no Estado. A Fundect é uma instituição associada à ABIPTI.

Fonte: Gestão CT

CNPq: sai resultado de editais que apoiam formação de recursos humanos

O CNPq divulgou a lista de projetos selecionados no Edital 4/2010 - Capacitação e Formação de Recursos Humanos Laboratorial para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na área de Energia Elétrica e Hidrogênio. Ao todo, foram escolhidas 39 propostas.

Na linha Energia Elétrica, 13 projetos foram selecionados. O foco são os sistemas de potência, alta e extra alta tensão, sistemas polifásicos, linhas de transmissão, sistemas interligados distribuídos, subestações, e máquinas elétricas.

Já a linha Hidrogênio teve 19 propostas contempladas, sendo voltada para o hidrogênio, sua produção e uso em aplicações energéticas e células a combustível. Serão investidos R$ 13 milhões provenientes do FNDCT/CT - Energ nas duas linhas de pesquisas.


Também está disponível no site do CNPq o resultado da chamada no âmbito da Capacitação Laboratorial e Formação de RH em Fontes Renováveis. Neste edital, 44 propostas foram selecionadas.

As linhas de pesquisa são: Energia Eólica; Micro e Pequenas Centrais Hidroelétricas; Energias do Mar; Energia Solar Fotovoltaica; e Mudanças Climáticas, Climatologia e Meteorologia. O apoio será de R$ 16 milhões, oriundos do CT-Energ.

Fonte:Gestão CT

Amapá: Setec oferece bolsas a estudantes do ensino médio

A Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) do Estado do Amapá está recebendo inscrições no âmbito do Edital 1/2010 - Programa de Iniciação Científica e Tecnológica. A data limite para a submissão das propostas é 16 de novembro. Serão oferecidas 80 bolsas no valor de R$ 100 por 12 meses.

O objetivo é despertar a vocação científica e identificar entre estudantes do ensino médio e profissionalizante da rede pública, os que possuam talentos potenciais para a atividade científica mediante participação em projeto, orientados por pesquisadores atuantes e qualificados.

Estão aptas a participar as escolas de ensino médio e profissionalizante públicas, situadas em municípios do Estado do Amapá. Os orientadores devem possuir Currículo Lattes, além de ter vínculo empregatício com a instituição proponente, entre outros. Cada profissional poderá orientar, no máximo, cinco alunos.

Entre os requisitos exigidos aos estudantes, eles devem comprovar que estão regularmente matriculados no ensino médio ou profissionalizante de escolas da rede pública do Amapá, apresentar histórico escolar, e manter a freqüência igual ou superior a 90% durante o período da vigência da bolsa.

Fonte: Gestão CT

EUA tem interesse em manter cooperação bilateral com o Brasil

A inovação é essencial para o crescimento de longo prazo, sendo crucial para a superação dos desafios atuais, como as mudanças climáticas e as armas de destruição em massa. A afirmação é do vice-secretário de Estado do governo americano, James Steinberg.

Ele participou da 2ª Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos, encerrada na última terça-feira (21), em Washington, D.C. Steinberg elogiou os resultados alcançados pelo Brasil em reduzir a pobreza e a liderança do país durante a crise econômica internacional.

Durante a cerimônia, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que o resultado da cooperação entre os dois países avança rapidamente e a tendência é progredir.

“Essa conferência é uma iniciativa fundamental. Os Laboratórios de Aprendizagem em Inovação, feitos desde 2007, permitiram novas parcerias e consolidaram sólidas redes de relacionamento, abrindo espaço para importantes negócios bilaterais”, afirmou.

De acordo com a representante adjunta para o Comércio dos Estados Unidos, Miriam Sapiro, o atual governo americano está interessado numa relação bilateral em que os dois países trabalhem juntos para identificar soluções mútuas e benéficas, baseada na democracia, comércio e estabilidade regional.

Presente na ocasião, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Welber Barral, disse que esses encontros bilaterais são importantes para coletar demandas e incorporá-las às próximas discussões entre os governos. Para Barral, a relação entre Brasil e Estados Unidos não pode se limitar apenas a temas comerciais.

A 2ª Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos foi resultado de uma parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o Conselho de Competitividade dos Estados Unidos (Council on Competitiveness). (Com informações da ABDI)

Fonte: Gestão CT