quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MCT: lançamento de editais voltados a parques tecnológicos e incubadoras de empresas

 O secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, lançará hoje (22) dois editais que contemplarão o movimento do empreendedorismo inovador do país. O anúncio foi feito na noite de ontem (21), em Campo Grande (MS), durante a abertura do 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas.

     Na mesma ocasião, será lançada uma chamada pública que foi construída em parceria com representantes de todos os Estados da região Centro-Oeste e que será destinada à biodiversidade e à riqueza do Pantanal. De acordo com Elias, a iniciativa elevará não apenas a capacidade das universidades implantadas na região, mas também das empresas que utilizam esse bioma para gerar valor agregado e aumentar cada vez mais o seu faturamento.

     Durante a solenidade, Elias ainda informou que participará de um grupo de trabalho com a International Association of Science Parks (IASP), a Finep e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), com a finalidade de deixar para o governo de transição um programa estruturado para os próximos anos que dará dimensão ao capital empreendedor do país. “Precisamos aglutinar forças com o meio empresarial e definir de forma consorciada mecanismos dessa agenda”, afirmou.

     O secretário executivo destacou alguns dos avanços obtidos pelo ministério nos últimos anos, como o aumento do orçamento da pasta que passou de R$ 1,5 bilhão em 2000 para R$ 7,9 bilhões neste ano. Elias também lembrou da melhoria do desempenho do país na formação de recursos humanos e dos investimentos do Programa de Subvenção Econômica às Empresas

     Homenagem
     Durante a cerimônia, o presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski, e integrantes da diretoria da instituição prestaran uma homenagem ao secretário executivo pela sua contribuição ao movimento de parques tecnológicos e incubadoras de empresas.

Fonte: Bianca Torreão Gestão CT

A importância das novas técnicas de prospecção de moléculas para a produção de alimentos

Por dentro das pequenas moléculas
“A biologia é milenar. O homem já fazia biotecnologia quando começou a produzir vinho, por exemplo”, disse Carlos Bloch Jr., pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, durante o Workshop sobre Biodiversidade Marinha, realizado este mês na FAPESP.

O pesquisador apresentou no evento técnicas de prospecção de moléculas, com destaque para a espectrometria de massa para análise e síntese de peptídeos.

A pesquisa coordenada por ele pode servir de base na produção de alimentos que sejam mais bem assimilados, além de possibilitar o desenvolvimento de embalagens com propriedades anticongelantes e antimicrobianas.

As fontes de moléculas são as mais variadas. O grupo utiliza informações moleculares provenientes de bancos de dados e projetos genoma que podem ser sintetizados quimicamente e submetidos a testes de atividade in vitro. Os pesquisadores demonstraram que certas moléculas podem mudar de forma com alterações ambientais e, consequentemente, apresentar nova função.

Um exemplo está no leite materno, que tem como molécula principal uma proteína chamada de caseína. Segundo Bloch Jr., durante o processamento enzimático dessa proteína ocorre a liberação de fragmentos proteicos cuja atividade biológica é completamente diferente da molécula original.

“Parece que há dois sistemas enzimáticos de liberação dessas atividades a partir de algo maior: um sistema do próprio organismo (endógeno) e outro que vem de sua associação simbiótica com uma dada microbiota (exógeno)”, explicou.

Segundo ele, as ferramentas de espectrometria de massa, de ressonância magnética nuclear e de cromatografia, entre outras, mudaram a noção de como fazer prospecção de moléculas. “Atualmente, essas técnicas permitem uma resolução sem precedentes a partir de quantidades nanomolares”, disse.

Ao analisar genomas, os pesquisadores perceberam que precisam investigar à luz dessa capacidade de retirar de moléculas maiores informações que estavam codificadas ou “encriptadas”.

“O que propomos é uma prospecção dentro do próprio genoma, ou seja, saber o que tem dentro do genoma que pode ser liberado enzimaticamente e que apresenta outro tipo de atividade inesperada”, disse, salientando que, apesar disso, nem toda proteína pode gerar peptídeos bioativos.

O pesquisador da Embrapa cita como outro exemplo a uva usada na produção de vinho. “Quando se coloca uma levedura para fermentar o suco da uva, em um primeiro momento as eventuais notas enológicas do produto final (o vinho) só puderam ser ‘liberadas’ da matéria-prima (o suco das uvas) a partir de uma ação enzimática exógena, ou seja, do microrganismo utilizado no processo de fermentação”, disse.

O pesquisador acrescenta que notas de caramelo, ou de frutas vermelhas ou de manteiga, por exemplo, surgiram porque foram “desencriptadas” a partir de moléculas mais complexas, com o auxílio de atividades enzimáticas.

Alguns alimentos, segundo Bloch Jr., têm moléculas que não se sabia que estavam presentes. Essas estão guardadas (“encriptadas”) e são liberadas no local certo por atividades enzimáticas, seja pelo próprio organismo que recebe alimento ou por atividade enzimática da microbiota presente no trato digestório dos animais.

“Quando alguém come um pedaço de carne, sabemos que a digestão gera proteínas. Mas saber isso é pouco. O que organismo faz de fato? Esse processo ainda é uma caixa-preta”, afirmou.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Brasil precisa definir uma estratégia clara para desenvolvimento dos parques tecnológicos afirma Fiates

O Brasil ainda carece de uma política de apoio aos parques tecnológicos que defina o objetivo que eles devem ter no processo de desenvolvimento do país. A afirmação é do diretor do Sapiens Park, José Eduardo Fiates. Ele participou, ontem (21), da programação do 18º Workshop Anprotec, que ocorre em Campo Grande (MS).

Na sua opinião, uma das prioridades deve ser a definição da estratégia a ser adotada para que esses empreendimentos sejam criados, implantados e desenvolvidos ao longo do tempo. “Essa política, além da estratégia, dos requisitos e das diretrizes deveria estabelecer montantes de aplicação e formas de avaliação dos resultados, do retorno desse investimento. Isso nós não temos ainda”, afirmou.

De acordo com Fiates, hoje o país conta com diversos instrumentos que de alguma forma já apoiam o crescimento desses mecanismos. No entanto, eles deveriam estar mais integrados para beneficiar a criação de parques tecnológicos. Nesse sentido, o diretor do Sapiens Park avaliou que o arcabouço legal atual da área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) está bastante razoável. Ele citou iniciativas como as leis do Bem e de Inovação, políticas de apoio ao envolvimento das universidades e do governo com o setor privado, entre outras.

“É claro que sempre há caminhos para melhorar, mas na minha opinião o arcabouço legal é suficiente e teríamos é que discutir como aproveitá-lo para que haja um fortalecimento de uma eventual política de apoio a parques”, disse.

Outro obstáculo, segundo Fiates, é que os projetos de parques tecnológicos não têm uma conexão, pelo menos explícita, com o Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010) e com a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). “Ambos são instrumentos fundamentais que orientam o desenvolvimento do país e há anos que precisávamos ter esse tipo de direcionamento e de investimento conectado a esses planos”.

O diretor lembrou que antigamente a ausência de planos nacionais, tanto de política industrial, quanto de CT&I, era uma das lacunas do país. “Agora nós temos. O que precisamos é fazer um trabalho de casa, de planejar os parques no sentido de conectá-los com essas políticas e, ao mesmo tempo, de criar instrumentos para estimular e apoiar os parques tecnológicos”, destacou.

No entanto, Fiates analisou que não basta apenas a implementação de um programa de apoio a parques. Segundo ele, é necessária a adoção de uma visão sistêmica que defina quais são as prioridades do país em termos setoriais, as regiões que têm que ser desenvolvidas, o portfolio de projetos de parques e incubadoras que devem ser apoiados para fortalecer o Pacti e a PDP, entre outras questões. “Ou seja, você deixa de discutir apenas o como e passa a debater o que e por quê”.

De acordo com o diretor, hoje o país já dispõe de recursos para apoiar a implementação de parques tecnológicos. Entre eles, os oriundos da subvenção econômica às empresas, do venture capital e dos fundos setoriais. “Se tivéssemos um percentual desse montante sendo canalizado para os parques tecnológicos daríamos um salto. É isso que chamo de um sistema que pode conectar políticas já existentes com uma política de parques tecnológicos”, disse.

Fonte: Bianca Torreão Gestão CT

Impa: vagas para pesquisador

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro (RJ), abriu duas vagas para pesquisadores em qualquer área da matemática.

A contratação será inicialmente em caráter probatório ("tenure track") e o salário ficará entre R$ 11 mil e R$ 15 mil. É solicitado ao candidato o envio de um plano de trabalho e do currículo, incluindo uma lista de publicações atualizada, data de nascimento, instituição em que completou o doutorado, título da tese e nome do orientador.

Os documentos devem ser enviados até 31 de dezembro por meio do correio eletrônico opening@impa.br, o qual também poderá ser utilizado para tirar dúvidas.

Mais informações:

Fonte: Agência FAPESP

Sebrae: ampliação de investimentos em CT&I

O presidente em exercício do Sistema Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto dos Santos, anunciou ontem (21), que o próximo planejamento trianual da instituição prevê fortes investimentos em inovação e tecnologia. A meta é aplicar mais de 20% do total arrecadado na temática, ante os 15% destinados atualmente. A proposta ainda será submetida ao conselho nacional do sistema.

"O nosso plano prevê um volume de 29,6% em investimento em inovação e tecnologia, 50% a mais do que seria o patamar mínimo", disse durante a cerimônia de abertura do 20º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, que acontece até sexta-feira (24), em Campo Grande (MS). Ele destacou ainda que esses investimentos precisam chegar nas empresas e para isso é fundamenal a participação das incubadoras e dos parques tecnológicos.

"O Sebrae passa por um momento de transição e estamos muito empenhados e decididos em levar o tema da inovação de uma forma que nunca fizemos. A inovação passa a ser um imperativo de mercado, e para sobreviver à concorrência numa economia aberta temos que inovar", disse. Ele também lembrou que o fomento de políticas públicas é essencial para que as empresas possam aplicar recursos na modernização de produtos e processos.

Setor forte
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta semana, apontam que em agosto os micro e pequenos empresários foram responsáveis por 70,6% dos 299,6 mil empregos com carteira assinada. De janeiro a agosto de 2010, eles criaram 1,3 milhão de empregos com carteira assinada, mais do que o dobro dos 611 mil gerados pelas médias e grandes empresas.

Segundo os cálculos do Sebrae, até o fim deste ano as micro e pequenas empresas podem gerar mais 600 mil empregos, alcançando cerca de 2 milhões de novos postos de trabalho no ano, o que demonstra o forte papel delas na economia do país. Para Santos, o bom desempenho é reflexo de uma melhoria na gestão e no acesso à inovação nos processos produtivos.

Fonte: Cynthia Ribeiro/ Gestão CT

Gargalos na Lei Estadual de Inovação de São Paulo

Mesmo sendo um Estado forte no setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), com aportes vultosos e um sistema estruturado, o governo de São Paulo ainda encontra dificuldades para aplicar a Lei Paulista de Inovação (Lei nº 1.049/2008). O instrumento, que prevê, entre outros benefícios, incentivos fiscais para as empresas inovadoras, é recente e de acordo com o coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento do Estado, Dante Martinelli, os gargalos são, principalmente, de ordem jurídica.

"A legislação só foi regulamentada há um ano e ainda está na fase de implementação", disse ontem (21), durante o 18º Workshop Anprotec. O evento teve início na última segunda-feira (20) e segue até sexta-feira (24), em Campo Grande (MS).

Para Martinelli, entre os grandes obstáculos para implementação efetiva do mecanismo, está a dificuldade das instituições científicas e tecnológicas do Estado de São Paulo (ICTESPs) assinarem convênios e contratos. "Grande parte dos institutos de pesquisa do Estado não têm personalidade jurídica nem autonomia. Eles esbarram nessas limitações. Isso é algo que atrapalha bastante e burocratiza todo o processo".

A segunda barreira apontada por ele é a dificuldade em definir o que se caracteriza como ‘patrimônio’ científico, pelo fato desse bem ser algo intransferível, inalienável. Outro ponto que precisa ser solucionado é a remuneração dos pesquisadores inventores, condição prevista na lei de 2008.

"Nosso objetivo é ter um marco legal capaz de articular as instituições de pesquisa para que elas possam desenvolver projetos em conjunto com entidades públicas e privadas", disse. Para sair da teoria em direção a prática, a secretaria já têm em mente diversas ações, que englobam a criação de núcleos de inovação tecnológica (NITs) e de um fundo nos institutos.

De acordo com Martinelli, os NITs serão criados, mediante um decreto único, em todos os institutos de pesquisa da administração pública direta, dando maior autonomia aos seus diretores. "A ideia é fazer um decreto o mais enxuto possível e depois cada instituto regulamentar o que for necessário. Isso possibilitará o compartilhamento de laboratórios com a iniciativa privada, além da celebração de contratos e convênios", defendeu. O Estado tem hoje 19 institutos de pesquisa e dois deles já têm núcleos de inovação tecnológica implementados.

Já o fundo tem por objetivo permitir que os pesquisadores participem de ganhos advindos de licenciamentos. Outra proposta é descentralizar os institutos de pesquisa da administração direta, transformando-os em fundações ou autarquias.

Hoje, 17 Estados já têm lei locais de inovação. Em São Paulo também está em estudo a formulação de uma legislação municipal.

Parques Tecnológicos
Martinelli também apresentou o desempenho do programa estadual de parques tecnológicos. Criada em 2006, a iniciativa já soma resultados satisfatórios, na avaliação do especialista, com 17 projetos com credenciamento provisório e 13 em fase de discussão.

"A secretaria trabalha para induzir, apoiar, promover e atrair recursos, além de promover a integração dos parques com a iniciativa privada", disse. Atualmente, três empreendimentos já estão em funcionamento nos municípios de São Carlos, Campinas e São José dos Campos, mas a meta é que em dois ou três anos, outros 14 também estejam trabalhando.

O ramos de atividades dos parques paulistas são diversos e contemplam setores como saúde, química, agronegócio, mecânica, têxtil e moda, ótica, materiais, mecatrônica, entre outros.

Informações sobre as ações da secretaria podem ser obtidas no site www.desenvolvimento.sp.gov.br.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Brasil e Coréia: parcerias na área de C&T

O diretor do Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (TECNOPUC), Roberto Astor Moschetta, anunciou ontem (21), em Campo Grande (MS), que a Coréia do Sul tem forte interesse em estabelecer parcerias com o Brasil no âmbito de gestão e implementação de parques tecnológicos e incubadoras.

Segundo ele, a ideia daquele país não é prestar consultoria e sim desenvolver projetos conjuntos.“O posicionamento deles é estabelecer parcerias para a construção de sistemas e, com essa conexão, favorecer o desenvolvimento de empresas coreanas”, disse em entrevista exclusiva para o Gestão C&T online.

Moschetta pôde conhecer a estrutura coreana nas últimas duas semanas em visita patrocinada pelo governo da Coréia do Sul. De acordo com ele, o interesse em se aproximar do Brasil foi demonstrado diversas vezes, o que gerou surpresa. “O fato de termos sido escolhidos para participar desse evento me surpreendeu, porque o foco deles sempre foi a região da Ásia Oriental e Ociental e o Oriente Médio”, disse.

Na avaliação do diretor, tamanha disposição se deve, principalmente, ao fato da participação das empresas coreanas em solo brasileiro ter crescido exponencialmente nos últimos anos, bem como o país ter um mercado atrativo. “Eles perceberam que poderão buscar conexões muito interessantes e aproveitar para trazer mais empresas coreanas para cá. É importante destacar que esse intercâmbio também permitirá que o Brasil instale empreendimentos lá”.

Moschetta destacou, ainda, que apresentará a proposta da Coréia para a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), para começar a construir mecanismos de relacionamento.

Fonte: Cynthia Ribeiro Gestão CT

1º Festival da Canção da Unicamp

O 1º Festival da Canção da Unicamp será realizado de 13 a 15 de outubro pelo Departamento de Música do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. As inscrições terminam em 3 de outubro e cada participante pode inscrever até três obras inéditas.

Na categoria individual, o participante deve ser estudante universitário. No caso de grupos, pelo menos 30% da equipe deve ser composta por universitários.

O festival é apoiado pela Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, por meio do Programa Ação Cultural 2009, e procura desenvolver a cultura musical no meio universitário, revelar novos talentos nacionais e promover o intercâmbio artístico-cultural.

As cinco melhores canções classificadas receberão como prêmio a gravação de um CD com direito a 500 cópias por ganhador.

Durante os três dias do evento haverá palestras e mesas-redondas com convidados como o maestro Júlio Medaglia, o cantor Jair Rodrigues, o crítico de música Zuza Homem de Mello, o produtor musical Solano Ribeiro e o músico e professor da Universidade de São Paulo Luiz Tatit.

O festival será no Centro de Convenções da Unicamp.

Mais informações:  pelo e-mail  ou pelos telefones (19) 9774-5603 e (11) 9970-1010.

Fonte: Agência FAPESP