sexta-feira, 17 de setembro de 2010

USP: levantamento do perfil de médicos que tratam pacientes com Aids no Estado de São Paulo

 Médicos e Aids
Entre os anos de 2009 e 2010, o pesquisador Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez um levantamento do perfil de médicos que costumam receitar antirretrovirais (ARVs) para o tratamento da Aids no Estado de São Paulo.

Jornadas extenuantes, capacitação aquém do ideal, alta rotatividade de médicos para um mesmo paciente e má distribuição de profissionais pelo estado foram alguns dos problemas identificados no trabalho de pós-doutorado de Scheffer, que integrou um projeto coordenado por Euclides Ayres de Castilho, professor titular da FMUSP, e apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Resultados do trabalho serão apresentados às 14 horas desta sexta-feira (17/9) no Centro de Referência e Treinamento-DST/Aids-SP, órgão da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo que fica na rua Santa Cruz nº 81, Vila Mariana, na capital paulista.

“Trata-se de um estudo inédito e que fornecerá informações que ajudarão o Programa Nacional de DST/Aids, conduzido pelo Ministério da Saúde, já que São Paulo concentra quase a metade dos médicos prescritores de antirretrovirais do Brasil”, disse Castilho.

Em seu trabalho, Scheffer cruzou dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos do Ministério da Saúde (SICLOM), do Banco de Dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMSP), do Programa Estadual de DST/Aids da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e do Sistema da Comissão Nacional de Residência Médica(SisCNRM). Foram reunidos registros de 149 das 167 unidades dispensadoras de medicamentos no estado.

Dos 3.178 médicos que receitaram ARVs durante os 20 meses analisados, Scheffer identificou 2.361 que prescreveram de maneira habitual esse tipo de medicamento a pacientes com HIV. Mais da metade (53,1%) não tinha ou não havia concluído residência médica, 44,7% não possuíam título de especialista e apenas cerca de 30% do grupo era especialista em infectologia.

“Essa é uma realidade de toda a medicina: mesmo atuando em uma especialidade, a maioria dos médicos não tem especialização, pois não há legislação que obrigue o médico a se especializar”, disse Scheffer.

No Brasil, para obter o título de especialista, o médico ou participa de um programa de residência médica ou realiza uma prova aplicada pela sociedade médica da especialidade. No caso do tratamento da Aids, Scheffer apurou que a maioria dos profissionais começa a atuar após os seis anos de faculdade sem procurar se especializar.

Segundo o pesquisador, a literatura internacional aponta que a qualidade na atuação do médico decorre da experiência e da formação. “O melhor dos mundos para um paciente de Aids é ser atendido por um médico que já tenha acompanhado mais de 20 pacientes com a doença e que tenha alguma especialização em infectologia”, afirmou.

Nessa situação, considerada ideal pela literatura, se enquadraram 19,5% dos médicos da pesquisa. Mesmo sendo minoria, o grupo tratou de 65% dos pacientes. Na ponta oposta estiveram 16% dos pacientes, atendidos por 8,2% dos médicos que não tinham experiência de atendimento de 20 ou mais pacientes com HIV nem especialização. “Isso é uma boa notícia, pois a maioria dos pacientes está nas mãos dos médicos mais capacitados”, disse Scheffer.

O cientista ressalta que isso não quer dizer que somente infectologistas sejam indicados para tal tratamento. Um pediatra com ampla experiência de atendimento de crianças com HIV ou um ginecologista que só trate de mulheres com Aids são exemplos de profissionais também recomendados.

Uma amostra representativa de 300 médicos foi convidada para responder a um questionário por meio do qual foram coletados opiniões e dados importantes. A falta de capacitação permanente foi um dos problemas encontrados. Desse grupo, 62% afirmaram que não fizeram curso algum de capacitação ou reciclagem de conhecimentos nos últimos dois anos.

“Esse é um dado preocupante, pois a produção científica na área médica é muito veloz e os procedimentos adotados por médicos há três anos não serão necessariamente os mesmos de hoje”, apontou Scheffer. Essa parte da pesquisa teve apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Parte da explicação para a falta de estudos complementares desses médicos pode estar na jornada excessiva. A média semanal de trabalho apurada foi de 57 horas, sendo que 26% do grupo cumpriu mais de 60 horas de trabalho por semana e 14% declararam ter quatro ou mais trabalhos ou empregos – na média, foram 2,3 empregos por profissional.

“Outro problema que atrapalha muito o tratamento é a alta rotatividade dos médicos. Cerca de 40% dos pacientes foram atendidos por mais de um médico e 15,8% foram tratados por três ou mais médicos, o que prejudica a terapia, pois impossibilita que o profissional acompanhe o paciente”, disse Scheffer.

Segundo ele, isso se dá por causa dos sistemas de atendimento público municipal, os quais muitas vezes fazem contratos temporários com os profissionais e não os vinculam às unidades de saúde.

Distribuição desigual
A pesquisa também indicou que os médicos que mais atuam no tratamento de HIV/Aids não estão nos locais de maior incidência da doença no Estado de São Paulo. Um exemplo está na região de Franca, que apresenta a maior incidência de casos de Aids no estado (23,1 casos por 100 mil habitantes), mas tem um dos menores números de médicos prescritores de ARV: 1,4 por 100 mil habitantes.

O levantamento também avaliou o relacionamento dos profissionais com a indústria farmacêutica. Seis em cada dez médicos ouvidos afirmaram ter recebido produtos, benefícios ou pagamentos vindos de grupos farmacêuticos, como material informativo (54% dos médicos entrevistados), custeio de cursos (40%), almoços ou jantares (27%) e viagens para congressos nacionais (17%) e internacionais (7%).

Mesmo tendo distribuição gratuita e centralizada no Brasil, os antirretrovirais da Aids podem estar sofrendo dessa influência da indústria farmacêutica, segundo Scheffer. “Cerca de dez ARVs da lista do Ministério da Saúde são de grandes empresas farmacêuticas e essa relação da indústria com os médicos pode explicar por que um medicamento é mais prescrito do que outro”, disse.

Ainda assim, 40% dos médicos afirmaram que essa relação não influencia em nada a prescrição de ARVs, apesar de 50% dizerem que ela influencia um pouco e 10% considerarem que as benesses dos laboratórios exercem muita influência na hora de prescrever os medicamentos.

O trabalho também analisou opiniões dos médicos sobre aspectos mais gerais do tratamento de HIV/Aids. Quase a totalidade do grupo ouvido (99%) disse confiar nos antirretrovirais genéricos distribuídos pelos SUS e 92% apoiam a quebra de patente de remédios ou o licenciamento compulsório, em caso de necessidade. “Esses resultados são bons, pois é importante que os médicos acreditem nas políticas de saúde das quais eles fazem parte”, salientou Scheffer.

No entanto, o pesquisador considera preocupante o fato de 61% dos médicos entrevistados apoiarem a criminalização de pessoas que, mesmo sabendo ter o vírus HIV, infectam o parceiro. “É uma visão absurda e conservadora. A proteção contra o vírus é uma questão compartilhada, culpar o portador só leva à discriminação, em nada contribui para evitar a disseminação do HIV”, disse.

Como pensam os médicos
Algumas opiniões de médicos que tratam de Aids em São Paulo, segundo a pesquisa:

* 99% confiam na qualidade dos antirretrovirais genéricos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde.
* 92% acham que o Brasil deve lançar mão da quebra de patentes de medicamentos sempre que necessário.
* 91% colocam a não adesão ao tratamento como um obstáculo frequente entre os pacientes de HIV/Aids.
* 90% apontam o diagnóstico tardio como um problema frequente dos pacientes de HIV/Aids.
* 82% acreditam que deve ser oferecida a possibilidade de ter filhos às pessoas que vivem com HIV.
* 61% concordam com a criminalização de pessoas que, sabendo que têm HIV/Aids, infectam seus parceiros

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

Rainforest Aerosols as Biogenic Nuclei of Clouds and Precipitation in the Amazon

Laboratório atmosférico
Um estudo publicado na edição desta sexta-feira (17/9) da revista Science, realizado na Amazônia, acaba de elucidar uma série de mecanismos de interação entre a floresta e o clima da região Amazônica, por meio da emissão de partículas de aerossóis – partículas sólidas ou líquidas suspensas na atmosfera.

Coordenado por Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, o trabalho teve a participação de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, do Instituto Max Planck da Alemanha, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e de outras instituições.

A Amazônia é uma das poucas regiões continentais em que as partículas de aerossóis e seus efeitos climáticos não são dominados por fontes antropogênicas – derivadas da ação humana. Durante a estação chuvosa, as condições atmosféricas da Amazônia lembram as condições limpas pré-industriais do ponto de vista das partículas de aerossóis.

“Foram medidas concentrações ultrabaixas de partículas, de cerca de 200 partículas por centímetro cúbico, enquanto em área continentais no hemisfério Norte esta concentração é de cerca de 20 mil a 30 mil partículas por centímetro cúbico, por causa da poluição sempre presente”, explicou Artaxo.

O estudo mostra que a Amazônia é um forte reator biogeoquímico, no qual a biosfera e a atmosfera produzem núcleos para a formação de nuvens e sustentam o vigoroso ciclo hidrológico na região. “O regime de interações aerossóis-nuvens-precipitação nesse ambiente natural é muito distinto de regiões poluídas de nosso planeta”, disse.

O estudo revelou mecanismos em que a floresta emite diretamente partículas que são chave na nucleação de nuvens. As propriedades físico-químicas dessas partículas revelam mecanismos de formação de aerossóis secundários na atmosfera da Amazônia que são muito particulares.

“Cerca de 85% da massa de aerossóis da fração fina das partículas (aerossóis menores que 2,5 micrometros) é constituída de partículas orgânicas, em forte contraste com áreas oceânicas e áreas continentais poluídas, dominadas por compostos inorgânicos tais como sulfatos e nitratos”, disse Artaxo.

O estudo mostrou que a composição das partículas de aerossóis na Amazônia é muito particular e reflete como eram as condições atmosféricas nos ecossistemas terrestres há milhares de anos, antes da poluição generalizada que caracteriza a atmosfera continental atual, em particular no hemisfério Norte.

A Amazônia é uma das poucas regiões continentais (a outra é a Antártica) em que ainda é possível observar condições atmosféricas extremamente limpas durante a estação chuvosa, que foi quando o estudo foi realizado.

O estudo mostra que as partículas submicrométricas, que são a maior parte dos núcleos de condensação de nuvens, são predominantemente compostas de material orgânico secundário formado na atmosfera pela oxidação de compostos biogênicos gasosos emitidos pela vegetação.

“Compostos voláteis gasosos emitidos para a atmosfera pelas plantas são oxidados por reações com ozônio e radicais hidroxila que mudam sua estrutura química adicionando átomos de oxigênio. Isso faz com que estes compostos sejam menos voláteis e condensam formando novas partículas ou se condensando em partículas pré-existentes”, disse Artaxo.

Essas partículas servem como núcleos nos quais vapor de água atmosférico condensa e nuvens são formadas. Esses mecanismos são fundamentais para o ciclo hidrológico da Amazônia e no balanço radiativo atmosférico. Por outro lado, as partículas maiores que 1 micrometro são emitidas diretamente pela vegetação e constituem uma fração majoritária dos núcleos de condensação de gelo, que formam nuvens convectivas profundas e congeladas na Amazônia.

“Núcleos de gelo que são necessários para a formação de nuvens profundas na Amazônia foram observados como sendo originários majoritariamente de processos biológicos, emitidos pela vegetação como partículas primárias”, disse o pesquisador que coordena atualmente o Projeto Temático “Aeroclima – Efeitos diretos e indiretos de aerossóis no clima na Amazônia e no Pantanal”, apoiado pela FAPESP.

O estudo – que além da FAPESP teve apoio financeiro do CNPq, da National Science Foundation (Estados Unidos) e do Instituto Max Planck, entre outras agências de fomento – mostra também que o número e o tamanho de partículas de aerossóis é mais importante do que as propriedades das partículas de absorver líquidos. Isso tem implicações importantes nos mecanismos de produção de nuvens convectivas sobre a Amazônia.

“As implicações do estudo indicam que as atividades humanas estão definitivamente alterando de modo intenso as propriedades atmosféricas em amplas áreas de nosso planeta, e os mecanismos de formação e desenvolvimento de nuvens estão sendo modificados pela ação do homem”, afirmou Artaxo.

“A alta atividade biológica controlando processos atmosféricos da região Amazônica mostra que os seres vivos de nosso planeta de certo modo moldam o meio ambiente de acordo com suas necessidades. Mas, quando a poluição industrial domina, esses mecanismos são suprimidos. Para entender o futuro do clima de nosso planeta, precisamos compreender como o clima era formado antes do advento da revolução industrial e a contaminação atmosférica que ocorreu nos últimos séculos”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o estudo adiciona mecanismos científicos mais sólidos para entender o papel da floresta amazônica no clima global, e como as alterações no uso do solo em curso na Amazônia podem influenciar o clima da região e do planeta como um todo.

Além de Artaxo, o artigo é assinado pelos brasileiros Theotonio Mendes Pauliquevis, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e Antônio Manzi, do Inpa.

Na mesma edição da Science, um artigo de Antony Clarke e Vladimir Kapustin, da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, descreve estudo feito com aerossóis atmosféricos sobre várias regiões do oceano Pacífico. Os pesquisadores observaram que os tipos de partículas diferem bastante, dependendo de onde têm origem.

O estudo concluiu que a quantidade de aerossóis aumenta grandemente quando são originários de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e da biomassa, em comparação com as partículas atmosféricas suspensas observadas sobre as regiões mais remotas e limpas.

Segundo a Science, juntos, os dois estudos destacam diferenças importantes entre aerossóis originados de processos naturais e da ação antropogênica.

Como os aerossóis atmosféricos têm influência tanto no clima global como na saúde humana, os resultados das duas pesquisas deverão ajudar a compreender melhor o processo de formação de nuvens, as diferenças químicas específicas entre ambientais naturais e poluídos e, também, a criar modelos para avaliar como mudanças em regiões como a Bacia Amazônica podem afetar a atmosfera tanto regional como globalmente.

Os artigos Rainforest Aerosols as Biogenic Nuclei of Clouds and Precipitation in the Amazon (doi:10.1126/science.1191056), de Ulrich Pöschl, Paulo Artaxo e outros, e Hemispheric Aerosol Vertical Profiles: Anthropogenic Impacts on Optical Depth and Cloud Nuclei (doi:10.1126/science.1188838), de Clarke e Kapustin, podem ser lidos por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

Fonte:Agência FAPESP

Aplicações terapêuticas para estudos de farmacogenômica ainda são limitadas

Muito a fazer
Os estudos sobre farmacogenômica – que se dedicam a investigar como a variabilidade genética pode influenciar a eficácia dos fármacos – têm feitos grandes progressos em todo o mundo. Mas as aplicações terapêuticas desses estudos ainda são uma realidade distante e o caminho para o uso da farmacogenômica como ferramenta para uma medicina personalizada pode ser muito mais longo do que se pensava.

A conclusão é de especialistas que apresentaram diferentes estudos farmacogenéticos durante o 56º Congresso Brasileiro de Genética, nesta quinta-feira (16/9), no Guarujá (SP). O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Genética (SBG) e reúne mais de 2 mil cientistas e pesquisadores.

De acordo com Júlio Licínio, pesquisador da Universidade Nacional da Austrália, os exemplos mais utilizados de aplicações da farmacogenômica referem-se a poucas doenças e poucas drogas.

“Para a maior parte dos medicamentos, a farmacogenômica não é levada em conta. Mas é preciso ter paciência com a chamada medicina translacional. Em 2000, quando foi sequenciado o genoma humano, foram feitas muitas promessas de aplicação clínica, mas nenhuma delas está nem perto de se concretizar”, afirmou o cientista nascido na Bahia.

Segundo Licínio, que também é editor do Pharmacogenomics Journal, isso não quer dizer que os estudos em farmacogenômica sejam ineficientes, mas sim que a expectativa em torno de resultados rápidos foi exagerada. A lentidão no surgimento de resultados práticos da ciência médica, segundo ele, não é exclusividade da genética.

“Desde a primeira vacina contra a varíola até a erradicação da doença transcorreram 184 anos. Dentro de 50 ou 100 anos vamos ter muitas aplicações. Mas isso não ocorrerá da noite para o dia, nem em uma ou duas décadas. Hoje, essas aplicações terapêuticas são um mito e a trajetória do mito para a realidade é muito mais lenta do que gostaríamos de acreditar”, afirmou.

Para Claiton Bau, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o tempo para que a medicina baseada em farmacogenômica chegasse à clínica foi subestimado, mas o processo está em curso.

“Houve quem achasse que a medicina com base na farmacogenômica seria uma realidade em 2015 ou em 2020. Hoje, vemos que estávamos muito mais distantes do que podíamos imaginar. Mas se trata de uma variável contínua, um processo que nunca chegará ao fim. Talvez estejamos seguindo por uma escada com degraus bastante baixos, mas é importante ter em mente que não paramos nunca de subir”, afirmou.

Segundo Bau, se for criada uma expectativa de que a farmacogenômica deverá chegar a um estágio de desenvolvimento completo, o resultado será a frustração de expectativa, levando pesquisadores a desistir de tentar.

“O mais interessante é incorporar à farmacogenômica a ideia de personalização com base em ambiente. Isto é, estudar a contribuição do ambiente e dos demais fenótipos de um indivíduo para a manifestação da doença ou a resposta a tratamentos. Acredito que vamos melhorar a prática médica a partir dessa ideia. A medicina personalizada, que sempre foi feita na base da tentativa e erro, cada dia mais vai ser feita com base em evidências científicas”, afirmou.

Rosario Dominguez Crespo Hirata, professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF), apontou que a farmacogenômica já tem muitos resultados importantes em relação a determinadas doenças e no monitoramento terapêutico.

“Sou otimista. Acho que não podemos esquecer a importância da farmacogenômica, por exemplo, para a área das doenças infecciosas. Na área das doenças oncológicas, a FDA [Food and Drug Administration, do governo dos Estados Unidos] já preconiza a análise farmacogenética para indicar o medicamento. Em algumas doenças hematológicas o paciente está em risco sem esse tipo de análise”, disse.

Muitos medicamentos, segundo ela, foram desenvolvidos exclusivamente por se conhecer as alterações gênicas. “Devemos lembrar também da importância do PCR-ABL nas terapias direcionadas. Esses métodos permitem o monitoramento terapêutico. Estamos contribuindo há muitos anos com esse conhecimento e seguimos avançando”, disse a cientista que coordena três projetos apoiados pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Para Guilherme Suarez-Kurtz, da Coordenação de Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a ciência deverá obter muito mais sucesso nos processos monogênicos envolvendo a farmacogenômica. Ainda assim, esse tipo de estudo exigirá enorme número de pacientes e análises altamente complexas.

“Há respostas imunológicas que são monogênicas e a farmacogenômica nasceu disso. Nesse campo, há exemplos que apontam para uma farmacogenômica ideal, que genotiparia um gene e teria uma resposta importante a partir daí. Mas não sei se há exemplos para respostas clínicas benéficas. A realidade a curto prazo tenderá mais para os efeitos adversos que para a resposta clínica”, disse.

Segundo ele, a farmacogenômica também possui um alto valor na produção de ciência básica. “Os estudos farmacogenéticos estão gerando uma quantidade imensa de informação. Com essa massa de informação que é continuamente acumulada, os cientistas deparam com novos conhecimentos que nem sempre eram o objetivo inicial. Os estudos em farmacogenômica têm levado os pesquisadores a descobrir funções desconhecidas em genes que já haviam sido estudados”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Capes: avaliação dos cursos de mestrado e doutorado no Brasil

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) promoveu uma avaliação dos cursos de pós-graduação brasileiros e constatou a melhoria na qualidade do mestrado e doutorado nos últimos três anos.

Este ano, foram avaliados 2,7 mil programas, que correspondem a 4 mil cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado. A região Norte está a frente das demais, apresentando um crescimento da ordem de 35,3%, seguida do Nordeste que alcançou a marca de 31,3%.

De acordo com o presidente da Capes, Jorge Guimarães, há 40 anos a perspectiva de desenvolvimento da pós-graduação no Brasil era diferente da que existe hoje. “O país já ganhou respeito no exterior na área da produção científica”, disse. Para ele, a avaliação auxilia as instituições a melhorar a qualidade dos cursos que oferecem, além de dar aval a ações de outras agências de fomento à pesquisa.

Avaliação
O estudo é realizado a cada três anos, com atribuição de notas que vão de 1 a 7. Este ano, 112 programas receberam a nota máxima, que equivale ao alto padrão internacional, e 75 ficaram com as notas mínimas. Já aqueles que obtiveram pontuação baixa têm prazo de um mês para entrar com recurso e, se forem mantidas as notas 1 e 2, serão descredenciados.(Com informações da Capes) 

Fonte: Gestão CT

6º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

A sexta edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, que procura estimular a reflexão e a pesquisa sobre as desigualdades entre homens e mulheres existentes no Brasil, receberá inscrições até o dia 30 de setembro.

A premiação é aberta a estudantes do ensino médio, de graduação, graduados, especialistas, mestres e estudantes de doutorado. A participação é por meio de redações ou de artigos científicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos.

Escolas com projetos e ações pedagógicas que trabalhem questões de gênero podem participar da categoria “Escola Promotora da Igualdade de Gênero” que premiará uma instituição de ensino por região que receberá R$ 10 mil. Podem participar escolas públicas e privadas.

Entre os estudantes do ensino médio serão 27 contemplados, um por estado e um pelo Distrito Federal, que receberão bolsas de estudo, computadores e impressoras.

Os demais inscritos se dividirão nas categorias: “Mestre e Estudante de Doutorado”, “Graduado, Especialista e Estudante de Mestrado” e “Estudante de Graduação”. Serão premiados os dois melhores artigos científicos em cada categoria.

Os textos vencedores receberão premiações em dinheiro e bolsas de estudo (doutorado, mestrado ou iniciação científica). Ao todo, os premiados nas três categorias receberão R$ 23 mil.

O prêmio é promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM).

Fonte: Agência FAPESP

Sibratec: CNI aposta no Sebrae e Senai para reposicionar a agenda

O Brasil tem muito a ganhar na agenda do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), estabelecendo uma atuação mais focada na demanda, por meio de dois sistemas que existem e são pouco utilizados, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A ideia foi apresentada pelo diretor de Operações da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, na última terça-feira (14), durante o Seminário Internacional sobre Sistemas Regionais de Inovação, na sede da CNI, em Brasília (DF).

Para ele, o Senai e o Sebrae poderiam reposicionar a agenda do Sibratec, pois já têm portfólio de atendimento empresarial e capacidade de capilarização e mobilização. “Por que não pensar como canal de entrada o cartão do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], que já está estruturado e vai fazer agora um voucher de oferta tecnológica?”.

Lucchesi acredita na necessidade de sensibilizar as empresas a incorporar a inovação na agenda empresarial, com maior protagonismo e cooperação público-privada para que, inclusive, se promova o aperfeiçoamento do marco legal.

A proposta, segundo ele, é criar 35 núcleos em 20 federações de indústrias, pelo menos, 15 em associações setoriais nacionais, além de sensibilizar 30 mil empresas. “Com uma taxa de conversão de 50% das empresas sensibilizadas, metade delas envolvidas em ações de capacitação, cinco mil empresas que vão implantar gestão estratégica da inovação, ou seja, criar toda uma ação de capacitação, credenciamento e qualificação de ofertantes”.

Instrumentos
Para o coordenador geral dos Serviços Tecnológicos do MCT, Reinaldo Ferraz, não se pode conduzir esforços com ferramentas ultrapassadas. As demandas atuais, projetos e estratégias requerem novos instrumentos.

“Tenho observado que a comunidade envolvida com o esforço da inovação tem feito uma confusão ao associar essas três letras [PD&I] como se elas andassem juntas sempre. Quando se transforma em algum tipo de articulação e, principalmente, algum tipo de instrumento, casar uma coisa com a outra fica complicado”.

Nesse sentido, Ferraz disse que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está desenvolvendo um conjunto de normas visando a melhoria desse processo, como terminologia; sistemas de gestão; gestão de projeto de P&D; e gestão de atividades de inovação.

“É muito difícil formatar como projeto a atividade inovativa, ela tem uma gênese que difere. As leis são mal escritas, os instrumentos são escritos de acordo com a agência financiadora, então não me admira que o empresário não consiga se achar nesse universo”, concluiu.

Fonte: Isadora Lionço Gestão CT

Sistema de inovação ainda é frágil no Brasil

Pesquisa apresentada na última terça-feira (14), em Brasília (DF), mostrou que o sistema de inovação brasileiro ainda é imaturo. De acordo com o estudo produzido pela consultoria Elabora, a interação entre as instituições de pesquisas e as empresas ainda é deficitária e falta entendimento sobre serviços tecnológicos.

“As áreas de inovação são pouco profissionalizadas e carecem de uma visão abrangente das instituições de apoio”, destacou o diretor da empresa, João Furtado, no Seminário Internacional sobre Sistemas Regionais de Inovação, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O objetivo da pesquisa foi apontar as demandas empresarias e as ofertas de serviços de apoio à inovação em Alagoas, Paraíba, Minas Gerais e Santa Catarina, Estados que participam do Projeto Sistemas Regionais de Inovação (SRI). A iniciativa é uma ação da CNI e do BID, com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

Para a elaboração da pesquisa, encomendada pela CNI, foram ouvidas cerca de 60 instituições dos quatros Estados e o diagnóstico balizará as ações do SRI, que visam, principalmente, integrar as ações das instituições de apoio à inovação nestas localidades. O estudo abordou, por exemplo, pontos como a percepção das empresas sobre o conceito de inovação; possibilidades e dificuldades para inovar; infraestrutura; qualificação de pessoal; demanda; e oferta.

“Vamos criar estruturas permanentes para o diálogo com as empresas. Essas estruturas evitarão a superposição de iniciativas e desperdício de esforços e recursos das instituições e agentes que lidam com inovação. Haverá mais foco nas demandas do setor empresarial”, destacou o gerente-executivo de Cooperação Internacional da CNI, Renato Caporali. A estimativa é aplicar recursos da ordem de R$ 1,6 milhão no projeto.

Furtado deixou claro que a proposta não foi elaborar um estudo estatístico, e sim produzir “um mergulho apurado para medir como os diversos atores envolvidos no campo da inovação se comportam”. A pesquisa considerou como inovação as iniciativas das empresas em utilizar o conhecimento já existente para modificar sua inserção no mercado. “Não focamos apenas na produção de novos produtos e serviços”, explicou.

Na avaliação dele, o estudo evidenciou que as empresas têm clara percepção sobre a necessidade de inovar processos e produtos, independente do tamanho delas, mas o orçamento destinado a P&D ainda é baixo. De acordo com Furtado, um ponto que gerou surpresa foi o fato da maioria das empresas desconhecerem a oferta de apoio tecnológico. “Evidenciamos que elas sequer estão preparadas para explicitar a demanda por estes serviços”, disse.

O estudo mostrou que tanto as empresas, quanto as instituições de apoio dos Estados visitados têm capacidade de apresentar ações positivas e resultados consistentes, mas a falta de interação entre as partes fragiliza o sistema como um todo. “Existem instituições que estão bem articuladas, mas há casos em que não há articulação nenhuma e em outros chega a beirar a competição e superposição de iniciativas”, completou João Furtado.

Outro gargalo do setor é a polarização dos sistemas de apoio, que estão localizados sobretudo nas capitais, além de uma estrutura fiscal inadequada, crédito indisponível, e excesso de burocracia.


Cynthia R ibeiro/Gestão CT

BNDES: riscos para financiar inovação

O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, discutiu nesta semana os principais entraves para o financiamento da inovação no país. De acordo com ele, os gargalos estão concentrados, ainda, nos modelos de referência e econômico, e há grandes desafios para superá-los.

“Os setores privado e público têm como modelo de referência para alocação de recursos o tangível. Em qualquer banco, para ofertar crédito são considerados critérios como a taxa interna de retorno e constituição de garantias físicas. Como calcular a taxa interna de retorno de um projeto de inovação?”, questionou.

Ainda na avaliação dele, o país passa por um momento peculiar, com possibilidades de fazer planejamentos de longo prazo, o que do ponto de vista de investimento é altamente positivo, pois aumenta a disposição dos agentes para correr riscos. Entretanto, ele lembra que “ainda estamos presos ao passado”, com taxas de juros elevadas, o que emperra a liberação de crédito.

“Em que país do mundo a taxa de juros de curto prazo é maior do que a taxa de juros de longo prazo?”, disse. Ele se refere a taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 10,75% e a taxa de juros de longo prazo (TJLP), fixada em 6%, ambas ao ano.

“Em poucos momentos da nossa história tivemos tantas políticas e recursos e uma articulação entre agentes públicos e mobilização empresarial para inovação tão forte. O momento é auspicioso, mas os desafios não são menores”, concluiu.

Ferraz participou do Seminário Internacional sobre Sistemas Regionais de Inovação, realizado terça-feira (14), na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF), por vídeo conferência.

Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de CT&I acontece em Fortaleza

Começa hoje (17), em Fortaleza (CE), o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é divulgar para gestores do interior as possibilidades e identificar demandas e oportunidades na área, uma vez que dos 184 municípios do Estado, apenas nove possuem uma secretaria destinada à CT&I.

Para o diretor da região Nordeste do Fórum Nacional e secretário de Ciência e Tecnologia do município de Icapuí, Silvio Barreira, é importante que os prefeitos se filiem ao fórum, com vistas à integração das políticas governamentais, de modo que sejam estabelecidas estratégias comuns de parcerias e apoio mútuo.

De acordo com Barreira, os prefeitos do interior ainda desconhecem a importância das atividades relacionadas à CT&I, a exemplo do Cinturão Digital, um programa estadual que possibilita o acesso à internet banda larga gratuitamente. “É necessário apenas que o prefeito solicite a adesão do município, mas muitos não sabem disso”, afirmou.

O diretor também lembrou a falta de divulgação dos editais e da possibilidade de transferência de conhecimentos entre as universidades e municípios. Segundo Barreira, o fórum será um mecanismo para que estas informações cheguem ao interior do Estado.(Com informações da Secitece)

Fonte: Gestão CT

IPT testa ponte estaiada Constantine Viaduct da Argélia

Um modelo da Constantine Viaduct, ponte estaiada com 800 metros de extensão que está sendo construída em Constantine, na Argélia, foi submetido a ensaios no túnel de vento do Centro de Metrologia de Fluidos (CMF) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

“O principal objetivo dos ensaios no túnel de vento foi o fornecimento dos coeficientes de forças aerodinâmicas e dos deslocamentos induzidos pelo escoamento no tabuleiro da ponte. Eles darão segurança ao projetista na inclusão de elementos que resistirão a determinadas situações”, disse Antonio Pacífico, pesquisador do IPT.

Segundo o instituto, o modelo em escala 1:50 da ponte foi submetido a jatos de ar que reproduziram algumas forças que a futura construção sofrerá, como o vento natural do entorno e turbulência. Isso permitiu as medições de forças e deslocamentos induzidos pelo vento sobre a estrutura.

A Constantine Viaduct será uma ponte de estais, terá um vão livre de 245 metros e seu tabuleiro será sustentado por mastros de 60 metros de altura. Ela estará localizada em uma região sujeita a abalos sísmicos.

Esse é o segundo trabalho que o IPT realiza para a cidade africana. Em 2008, técnicos do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura (CT-Obras) fizeram uma avaliação da ponte Sid Rached.

Fonte: Agência FAPESP

Fapema: aberta inscrições de projetos para 1ª Mostra Científica do Maranhão

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) receberá, até o dia 1º de outubro, projetos para serem divulgados durante a 1ª Mostra Científica do Maranhão, que acontece de 19 a 21 de outubro.

De acordo com a fundação, a proposta é popularizar e divulgar o que está sendo realizado nas instituições de ensino e pesquisa do Estado. Desta forma os interessados podem participar do evento com apresentação de pôster, protótipo, realização de mini-curso e de oficinas.

A mostra faz parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), organizada pelo MCT. No Estado, o evento conta com a parceria das universidades Estadual (UEMA) e Federal (UFMA) do Maranhão, da Secretaria de Estado de Educação do Maranhão (Seduc), entre outros.A Fapema é uma entidade associada à ABIPTI.(Com informações da Fapema) 

Fonte: Gestão CT

CNPq: aberto projeto cooperativo Brasil - Argentina na área de agrobiotecnologia

Estão abertas as inscrições até o dia 26 de outubro para o Edital 61/2010 do CNPq, cujo objetivo é apoiar um projeto cooperativo binacional que contribua para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil e da Argentina na área de agrobiotecnologia, preferencialmente em parceria com empresas privadas.

O público-alvo são os grupos de pesquisa brasileiros vinculados a instituições de ensino superior, institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos, e empresas públicas. Será aprovado um projeto cooperativo binacional, que será financiado com recursos da ordem de R$ 500 mil.

O proponente deve atender a alguns requisitos como possuir título de doutor, com experiência no tema do projeto, e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, além de possuir vínculo empregatício ou funcional com a instituição de execução da proposta.

Fonte: Gestão CT

Consepa: proposta para a criação de bolsas de incentivo para pesquisadores das Oepas

Melhorar o nível de renda dos pesquisadores das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), por meio da concessão de bolsas de incentivo, evitando, assim, a evasão desses profissionais para outros centros de pesquisa.

Essa foi uma solicitação do presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa), Baldonedo Arthur Napoleão, que entregou ao ministro da C&T, Sergio Rezende, na última terça-feira (14), uma proposta de criação de Bolsas de Incentivo à Pesquisa Agropecuária Estadual.

Os benefícios seriam destinados aos pesquisadores, servidores públicos estaduais, detentores de títulos de doutor, mestre e bacharel, com vínculo empregatício com a administração pública dos Estados e que estejam desenvolvendo projetos de pesquisa científica e/ou tecnológica.

De acordo com Napoleão, a medida estimularia os profissionais a melhorar sua titularidade acadêmica, assim como realizar pesquisa e transferência tecnológica aos produtores rurais. “Tudo isso vai fortalecer a pesquisa agropecuária dos Estados, estratégica para o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária, pois atuam nas especificidades regionais no extenso território brasileiro”.

O ministro explicou que o CNPq já oferece este tipo de bolsa, de um modo geral, a 800 pesquisadores de todas as áreas. Rezende determinou um levantamento da quantidade de profissionais das Oepas que fazem parte desse grupo. Segundo ele, uma possível alternativa a ser implementada seria a de ampliar o número de bolsas do CNPq de modo a contemplar os pesquisadores estaduais das Oepas e de tal forma que as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), em contrapartida, aloquem recursos com este mesmo objetivo.

Oepas
As Oepas são dotadas de estrutura descentralizada, o que lhes permite atendimento às demandas dos produtores rurais do interior. Essa capilaridade permite o desenvolvimento de projetos estritamente ajustados às realidades regionais e locais dos Estados. As 17 Oepas que integram o Consepa contam com cerca de dois mil pesquisadores.(Com informações do Consepa) 

Fonte: Gestão CT

Indústria aposta em design nacional

Os fornecedores de softwares de projetos mecânicos (CAD) e de gerenciamento de ciclo de vida do produto (PLM) começam a olhar a indústria brasileira de eletroeletrônicos de consumo como promissor cliente, já que ela começa a desenvolver o design dos produtos ao gosto (e ao bolso) do público brasileiro - com muito sucesso -, atraindo inclusive a atenção de grandes players mundiais, que até recentemente utilizavam os países menos desenvolvidos como chão de fábrica movida a mão de obra barata.

A atenção que as grandes players dão aos mercados em desenvolvimento decorre, em parte, da queda no volume de vendas nos mercados mais avançados, como o dos Estados Unidos, da Europa e do Japão, onde os consumidores - ainda abalados com a crise de 2008-2009 - se mostram pouco dispostos a abrir as carteiras. Empresas de origem japonesa, que durante anos dominaram o mercado eletroeletrônico mundial, agora perdem espaço para as marcas concorrentes da Coreia do Sul, Taiwan e China.

Há multinacionais de origem japonesa, caso da Panasonic, que claramente apontam para mudanças na estratégia de mercado. Muito mais que utilizar as licenças de CAD instaladas nos países em desenvolvimento simplesmente para abrir os projetos desenvolvidos por japoneses, no Japão, a empresa já os utiliza para desenvolver projetos para mercados específicos, e por profissionais locais que conhecem os hábitos das pessoas de determinada região ou país.

A estratégia está sendo tão bem sucedida que a Panasonic já divulgou que hoje, apenas de 10 a 20% dos produtos comercializados nos mercados emergentes são desenvolvidos por equipes formadas por japoneses. Até o final do século passado, a quase totalidade dos produtos da Panasonic eram desenvolvidos no Japão, por japoneses.

Design
De certa maneira, a crise pode estar acelerando um processo no mercado de design de produtos em que os aspectos culturais se tornam tão importantes quanto a tecnologia embarcada no produto. Alguns estúdios de design, inclusive brasileiros, como a Chelles e Hayashi, já desenvolvem produtos considerando os aspectos culturais e sociológicos de determinados nichos de mercado, mas ainda são poucas as indústrias do setor eletroeletrônico que não dão a devida atenção, até porque o mercado, pela falta de opções, aceitava o que lhes era imposto.

Um dos grandes casos de sucesso no mercado brasileiro foi a lavadora Superpop, da Mueller, desenvolvido pela Chelles e Hayashi. A máquina de lavar roupas foi projetada para concorrer com “tanquinhos”, lavadoras de roupas com parcos recursos, mas que ainda faz muito sucesso nas camadas mais populares da sociedade. A grande “sacada” da Mueller foi lançar um produto adequado à ascendente classe C, ainda em 2007. O produto é adequado para instalação em casas com cerca de 40 m².

Um outro caso sucesso estrondoso no mercado brasileiro de eletroeletrônicos, com design brasileiro, é o da Esmaltec, empresa do Grupo Edson Queiroz, que produz cerca de 300 mil eletrodomésticos ao mês, entre fogões, geladeiras, microondas, freezers, lavadoras, bebedouros e outros.

Apesar da pouca penetração no mercado das regiões sul-sudeste, a marca é muito conceituada nas regiões nordeste e norte. Aliás, a empresa recentemente lançou linhas produtos para ganhar mais participação nos mercados das regiões sul e sudeste do Brasil. Os produtos da empresa são exportados para cerca de 50 países, embora a presença seja mais forte nos mercados da Bolívia, Paraguai, Venezuela, Porto Rico e Estados Unidos.

Quais softwares
A Esmaltec é uma grande usuária de softwares da Siemens PLM Software. A empresa utiliza licenças do CAD SolidEdge e o Teamcenter para gerenciamento de ciclo de vida de produto. A empresa informa que a implantação do sistema CAD possibilitou a redução do tempo de produção e modificações de projeto em cerca de 30%. Além disso, reduziu em 40% a produção de protótipos físicos, além da necessidade de retrabalhos em 80% devido ao reduzido volume de inconsistências de projeto.

Em breve, segundo Paulo Oliveira, diretor regional de vendas no Brasil da Siemens PLM, a Esmaltec deverá migrar para o sistema de CAD NX, também da Siemens. O executivo destaca que os produtos de CAD de sua empresa são compatíveis com a maior parte dos E-CAD (CAD para projeto eletrônico), e ferramentas específicas para placas de circuitos impressos.

Oliveira observa que a utilização do software de PLM Teamcenter é crescente não só no Brasil, como em todo o mundo, até porque as indústrias têm cada vez mais necessidades de gerenciamento de ciclo de vida do produto, não só para tornar o processo mais eficiente, como também para atender as normas ambientais cada vez mais rígidas. No Brasil, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, sancionou no início de agosto a Política Nacional de Resíduos Sólidos, prevista para vigorar ainda neste ano. Entre as novidades da Lei, que ainda precisa ser regulamentada, está a logística reversa, que obriga os fabricantes, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas. A medida vale para materiais agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas e eletroeletrônicos.

De acordo com Oliveira, diversas empresa multinacionais do setor eletrônico utilizam softwares da Siemens PLM no Brasil, mas muitas delas utilizam licenças globais, o que torna o controle sobre o número de licenças instaladas no país mais difícil. “Sabemos, por exemplo, que LG tem licenças do NX, do Tecnomatix e do Teamcenter”, afirma. “Eles utilizam o NX no Brasil para receber o projeto do produto idealizado no exterior e fazer o ferramental (moldes e matrizes) no Brasil. Já o Tecnomatix é utilizado para detectar e corrigir eventuais gargalos na produção”, afirma.

Outra empresa que utiliza os softwares NX, Tecnomatix e Teamcenter é a Samsung, que tem 10 licenças do NX adquiridas localmente, além das licenças globais.

Conforme Oliveira, a Siemens PLM deverá trabalhar no mercado brasileiro com novas verticais de mercado, partir de outubro, quando se inicia o ano fiscal da companhia. “Teremos, novas verticais, como a de energia, indústria, healthcare e outras, de forma a atender o mercado de forma mais segmentada”, explica, destacando que o segmento de eletroeletrônicos ganhará também um trabalho mais focado para melhor atendimento das necessidades específicas.

PTC -A empresa que produz o CAD Pro/Engineer (Pro/E) e o PLM Windchill, entre outros produtos encontra na área de eletrônicos um importante mercado no Brasil “São mais de 100 licenças do Pro/E comercializadas no mercado local”, afirma Hélio Samora, diretor da PTC para a América Latina. “Há desenvolvimento de eletroeletrônicos no Brasil”, afirma, destacando que muitas multinacionais utilizam soluções de sua empresa, mas têm licenças mundiais, caso da Multibrás, subsidiária Whirlpool Corporation.

“A Multibrás tem cerca de 170 licenças do Pro/E instaladas no Brasil. A Philips tem oito licenças, a Mabe tem 65 licenças”, lista Samora, destacando que mesmo as multinacionais fazem desenvolvimentos de produtos no Brasil, embora muitas delas utilizem o Pro/E, no Brasil, muito mais para fazer adequações ao mercado local que desenvolvimento de projetos propriamente ditos. Já as empresa nacionais do ramo como a CCE e a Lorenzetti utilizam o Pro/E para desenvolver seus produtos.

Segundo Samora, o Pro/E é compatível com a maior parte dos E-CAD, podendo importar os dados referentes à placa de circuito impresso se maiores problemas.O executivo explica que as OEMs, com plantas instaladas no Brasil, caso da Flextronics e da Foxconn também utilizam os softwares de sua empresa para abrir os projetos desenvolvidos por seu clientes. “É um mercado que vem crescendo”, observa.

SolidWorks - A Dassault Systèmes SolidWorks também encontra no segmento de eletroeletrônicos um mercado interessante. Entre os usuários, estão empresas como a WEG, que utiliza o CAD SolidWorks para projetar os motores aplicados em máquinas de lavar, por exemplo. “São mais de 100 licenças do SolidWorks”, afirma Timoteo Müller, gerente técnico da empresa no Brasil, destacando que além do SolidWorks, a empresa utiliza Simulation e Flow Simulation.

Outra empresa que utiliza os softwares SolidWorks é a Hércules, cujos motores de sua fabricação são utilizados em produtos da linha branca e marrom. “Eles utilizam dez licenças do CAD SolidWorks e 10 licenças do Enterprise PDM”, afirma o executivo.

Na lista de usuários dos softwares estão também a Mueller Eletrodomésticos e a Mueller Fogões, que utilizam mais de 10 licenças do SolidWorks para desenvolvimento dos produtos, além do Enterprise PDM para o gerenciamento da documentação. Já a Positivo Informática utiliza os softwares da Dassault Systèmes SolidWorks na área de na área de desenvolvimento de novos produtos, como dispositivos auxiliares dos computadores.

Na opinião de Müller, as indústrias de eletroeletrônicos tendem a buscar soluções para desenvolver projetos sustentáveis, através da utilização integrada de um ambiente virtual de projeto, simulação e avaliação do ciclo de vida do produto. “A SolidWorks oferece ferramentas para isso, como o SolidWorks Simulation para validação de esforços, problemas envolvendo transferência de calor, otimização para encontrar o projeto mais leve e/ou o material alternativo mais barato; SolidWorks Flow Simulation para a validação dos espaços internos de eletrodomésticos utilizando métodos de dinâmica computacional de fluidos (CFD), como por exemplo a eficiência na refrigeração de compartimentos eletrônicos; SolidWorks Sustainabilty para determinar o melhor projeto sob o ponto de vista ambiental”, comenta.
Segundo Müller, um outro aspecto que torna os softwares de sua empresa indicados para a área eletroeletrônica são as ferramentas como o CircuitWorks e o SolidWorks Routing, específicos para aplicação na indústria de eletroeletrônicos. “Com o SolidWorks Routing por exemplo, os usuários podem importar um esquema de circuitos de um software E-CAD a fim de criar toda a cablagem no projeto final, facilitando inclusive o processo de manufatura. Além disso, o CircuitWorks fornece a possibilidade de importação de uma placa de circuito impresso proveniente do E-CAD a fim de construir o projeto mecânico com muito mais segurança”, explica.

Fonte: IPESI

UFS lança livro "Inovação Tecnológica na Cadeia Produtiva de Petróleo, Gás e Energia" voltado para MPEs

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) lançou, na última segunda-feira (13), no Rio de Janeiro (RJ), uma publicação voltada para o setor de petróleo e gás. Trata-se do livro ''Inovação Tecnológica na Cadeia Produtiva de Petróleo, Gás e Energia”, uma iniciativa da instituição de ensino e da Rede Petrobras Sergipe.

A diferença da publicação, segundo os organizadores, é a linguagem didática. A obra é voltada para as micro e pequenas empresas que já são fornecedoras do setor de petróleo, gás e energia (PGE) ou que estejam interessadas em participar dessa cadeia produtiva.

“Houve participação generalizada das redes, da academia, do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI), entre outras instituições com conhecimento sobre o setor”, destacou Ana Lúcia Nunes, gestora do projeto PGE do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Sergipe, entidade que apoiou a edição do livro.

A publicação traz informações como: registro de marca, patentear produtos, entre outras.(Com informações do Sebrae) 

Fonte: Gestão CT

Seti: Paraná e Argentina fortalecem parceria na área de C&T

A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) do Paraná realizou, na última terça-feira (14), uma reunião para estreitar o relacionamento com instituições da Argentina. O encontro aconteceu na sede do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), em Curitiba, e reuniu representantes da agências argentina ProCórdoba.

“O governo paranaense tem interesse nas relações no âmbito do Mercosul. Queremos que haja intercâmbio entre professores, estudantes e pesquisadores. O Mercosul não vai avançar se ficar apenas na área comercial. É preciso envolver as plataformas educacional e cultural, para que se crie uma identidade”, destacou o secretário estadual de C&T, Nildo José Lübke.

Lübke também pontuou que o Estado vê a cooperação internacional como ação estratégica no setor e lembrou que o Paraná já mantém uma relação forte com o centro e o norte daquele país. “O Codesul nos permite trocar ideias e estabelecer cooperações não somente com Córdoba, mas com outras províncias argentinas”, disse.A Seti-PR é uma instituição associada à ABIPTI.(Com informações da Seti-PR) 

Fonte: Gestão CT

Cientec: High-tech cow earrings mark new path for Brazil

High-tech cow earrings mark new path for Brazil
 Years after India broke into the hi-tech business with information technology and China by way of manufacturing, Brazil may find its entrance in an unusual place -- a cow's ear.

The South American giant is preparing to use its first locally-designed microchip in cattle earrings, a device that could eventually help authorities crack down on destruction of the Amazon rain forest caused by roaming herds.

Produced by state-funded firm Ceitec, the "Chip do Boi" or "Cow Chip" is part of home-grown innovation efforts that Brazil hopes will help it overcome challenges in its sprawling economy and over time make it an exporter of niche technology.

While commodity exports and increasingly affluent consumers have made Brazil's economy an emerging-markets darling alongside China and India in recent years, it trails those nations in the high-value areas of technology and science.

"Brazil has competitive advantages in areas like agriculture and clean energy, and it makes sense for the country to maintain those advantages through technological innovation," said Ceitec chief executive Cylon Silva, a theoretical physicist with a PhD from the University of California, Berkeley.

"There's no way that a country of Brazil's size and influence can go without an electronics industry."

The company opened in 2008 with a $500 million reais ($290 million) investment from the government, which Silva says was crucial because private investors would have seen the first-time venture as too risky.

Engineers at Ceitec don space-age looking sanitary outfits known as "bunny suits" complete with face masks to keep dust and particles out of specialized labs filled with high-tech machinery that slice silicon wafers with molecular precision.

The cattle trackers can help ranchers demonstrate their cows have not been exposed to illnesses and may be crucial for creating a database of cattle showing which animals grazed on recently deforested land.

Brazil's state development bank said last year it will begin requiring the ranchers it finances to show where their cattle have grazed, possibly using such devices.

BEYOND COWS
But cows are just the start. Ceitec is also eyeing innovations of new chips with "track and trace" functions such as finding stolen cars and or sorting biomedical products.

With major growth prospects for industries such as biofuels, oil and mining, Brazil hopes having a foothold in the semiconductor business can help ensure access to new technologies while creating new jobs at home.

Electronics could be crucial for a range of potential innovations such as devices to help state oil company Petrobras produce billions of barrels of crude in ultra-deep waters.

Brazil's high-tech sector still faces challenges including weak and unequal education systems, notorious government bureaucracy, and chronic delays in project execution.

Ceitec has already fallen victim to the last of those -- its first full-scale production of cattle trackers is a year behind schedule because it had to resume construction on the factory following problems with key machinery.

The company's first chief executive Eduard Weichselbaumer, a German electrical engineer and Silicone Valley microchip pioneer, left the company earlier this year amid local media reports that he had complained that heavy bureaucracy was stifling the company.

Ceitec said Weichselbaumer left to be closer to his son in California.
In 2009, Brazil filed for 480 international patents compared to some 8,000 requests from China and around 800 from India, according to the World Intellectual Property Organization, a specialized agency of United Nations.

"If recent trends continue, Brazil would continue to be mainly a supplier of primary commodities in world markets and an exporter of manufactured goods to other Latin American countries," said a World Bank researchers in a 2008 report on Brazilian innovation.

The country is working to make sure that doesn't happen.
The number of scientific research papers that include a Brazilian author roughly doubled between 1998 and 2007, according to a Thomson Reuters study on science in Brazil.

The science and technology ministry this year plans to invest a modest 100 million reais ($58 million) in a group of technology parks meant to spur innovation in electronics, software, oil and renewable energy.

Global companies, itching for a foothold in Brazil to take advantage of its growing consumer market, are likely to do the heavy lifting in research and development.

General Electric Co, oil services company Schlumberger, and technology giant IBM have in the last year announced investments in Brazil-based facilities to develop technology for areas ranging from biofuels and oil to logistics for Rio de Janeiro's 2016 Olympic Games.

Possible new Ceitec products include chips embedded in cars that could alert authorities that a driver has outstanding parking tickets or that the vehicle has been reported stolen.

Ceitec has signed an agreement with state run biotech firm Hemobras to develop radio frequency IDs for bags of blood plasma products that can help reduce sorting errors.

Silva says it will take decades for the country to be competitive in global chip markets but that the success of firms with high-technology products such as Brazilian aircraft maker Embraer shows Brazil can produce much more than just commodities.

"I think there is a real opportunity for a country with the resources that Brazil has to become a player in this market," said Silva. "If we can manufacture planes, why not think that we can manufacture integrated circuits?"

Credit: Reuters/Bruno Domingos byBrian Ellsworth (Editing by Kieran Murray)

Fonte: Reuters

Cientec: projeto desenvolverá protótipos que reproduzam passadiço de embarcação

A Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) do Estado do Rio Grande do Sul aprovou um projeto que irá desenvolver e fabricar três protótipos que reproduzam o ambiente do passadiço de uma embarcação, com diversos instrumentos para controle e comando.

O Console para Estudo de Navegação e Manobrabilidade (Conavega) receberá investimentos da ordem de R$ 1,2 milhão. Os protótipos serão destinados ao Centro de Simuladores do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), que possui equipamentos antigos, importados e de tecnologia analógica.

O projeto foi aprovado por meio do Departamento de Engenharia Eletroeletrônica (Denele), tendo como intervenientes o Ciaga e a empresa Technomaster.A Cientec é uma instituição associada à ABIPTI.(Com informações da Cientec)

Fonte: Gestão CT