sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Algas podem fornecer moléculas para remédios, biocombustíveis, tintas e filtros solares...

Algas marinhas multiuso
O Brasil guarda debaixo d’água um reservatório valioso para o fornecimento de produtos como medicamentos, combustíveis e até mesmo um filtro solar natural de ótimo desempenho.

São as algas marinhas, cujo potencial muito além dos sushis foi destacado pelo professor Pio Colepicolo Neto, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), no Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo Programa Biota-FAPESP e que termina nesta sexta-feira (10/9), na sede da Fundação.

Colepicolo coordena o Projeto Temático “Estudos de bioprospecção de macroalgas marinhas, uso da biomassa algal como fonte de novos fármacos e bioativos economicamente viáveis e sua aplicação na remediação de áreas impactadas (biodiversidade marinha)”, que também integra o Biota-FAPESP.

“Por estarem expostas a ambientes e situações adversas, as algas desenvolvem, como metabólitos secundários, moléculas químicas extremamente sofisticadas e diferentes das estruturas produzidas por plantas terrestres”, disse.

Segundo o cientista, já se sabe que as algas marinhas desempenham uma função fundamental no ambiente: elas respondem por cerca da metade do oxigênio liberado na atmosfera; delas saem o dimetil sulfeto, principal gás responsável pela formação de nuvens; são biorremediadoras de águas poluídas; e podem ser utilizadas como um biomarcador de poluição. Colepicolo também mostrou que as algas podem ser fornecedoras de compostos únicos e extremamente complexos.

“Essas moléculas encontram vasta aplicação na indústria farmacêutica ao servir de base para a fabricação de antiinflamatórios, antifúngicos, antivirais, bactericidas, antioxidantes e mais uma enorme gama de produtos que podem ser desenvolvidos de forma inovadora, estratégica e economicamente importante para o Brasil”, destacou.

As aplicações dessas substâncias vão além da medicina. Na agricultura, por exemplo, antifúngicos extraídos de macroalgas podem ser aplicados sobre frutas como mamão, morango e figo e, com isso, pode-se aumentar o tempo de vida útil da fruta na prateleira de três a quatro semanas.

“Podemos ganhar até um mês de viabilidade em produtos agrícolas que são exportados”, disse o professor da USP, ressaltando a importância econômica de aplicações como essa.

Outro grande potencial das micro e macroalgas marinhas é fornecer o princípio ativo para protetores solares naturais. Há cinco anos, em um outro projeto apoiado pela FAPESP sob a coordenação de Colepicolo, o grupo de pesquisa isolou de macroalgas da costa brasileira as micosporinas (MAA), substâncias químicas de baixo peso molecular, com alta capacidade de absorver radiação ultravioleta (UV).

Algumas micosporinas são também antioxidantes. Essas substâncias têm a finalidade de protegê-las contra os efeitos danosos de UV, função exercida pelos flavonoides nas plantas terrestres.

Por ficarem mais expostas ao sol, as algas tropicais são as que mais apresentam substâncias resistentes aos raios UV. Esses protetores solares naturais das algas são particularmente importantes para os biomas marinhos, pois também fornecem proteção solar a outros organismos como peixes, moluscos, zooplâncton e corais.

“As algas marinhas produzem essas substâncias e muitos peixes adquirem proteção solar ao se alimentar desses organismos fotossintetizantes”, explicou o pesquisador.

O fenômeno do branqueamento de corais é causado pela ausência desses protetores naturais fornecidos pelas algas. A ausência das algas que vivem em simbiose com os corais os deixam expostos à radiação. Com isso, eles acabam sofrendo a ação direta dos raios UV, perdem coloração e morrem. Ambientalmente, esse efeito é extremamente danoso, pois perdem-se componentes importantes do equilíbrio ecológico marinho.

O desempenho do protetor natural também chamou a atenção dos pesquisadores. Em testes, o absorvedor de UV das algas apresentou um espectro de absorção muito próximo ao mais eficiente produto sintético vendido no mercado.

“A indústria cosmética poderá se beneficiar de dois efeitos do produto – sua ação antioxidante e de proteção contra UV – e, com isso, oferecer produtos com ação sinérgica contra o estresse oxidativo, câncer de pele e envelhecimento precoce”, afirmou.

Colepicolo estima que, além de protetores para a pele, as micosporinas poderão ser usadas na base de tintas e vernizes para proteger materiais que ficam expostos à luz solar, como prédios e barcos.

Biocombustíveis
O pesquisador também abordou no workshop as perspectivas de produção de algas marinhas em regiões próximas à costa brasileira, um subprojeto integrante do Projeto Temático. “As fazendas de cultivo de macroalgas ajudariam a preservar as espécies, uma vez que evitam a extração e eventual predação dessas plantas em seu ambiente natural”, disse.

Em parceria com a professora Eliane Marinho-Soriano, do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Colepicolo espera desenvolver sustentabilidade em cultivos integrados que envolvam a criação de organismos diferentes.

A primeira experiência é o cultivo de macroalgas e a criação de camarões em um único tanque do tamanho de um campo de futebol, em média, a 1,5 metro de profundidade.

A cada três meses, mesmo tempo de crescimento ideal das macroalgas, os camarões são coletados e as águas eutrofizadas dos tanques são devolvidas aos mangues da região. Com os cultivos integrados, as macroalgas colaboram para a purificação da água absorvendo o excesso de nitrogênio, fosfato e outros resíduos para seu desenvolvimento, servindo assim de biorremediadoras ambientais.

“A parceria com a professora Eliane da UFRN é muito importante. No Rio Grande do Norte há alta incidência de radiação solar, o que aumenta a produtividade das algas”, disse Colepicolo, explicando que a luz solar aumenta a velocidade de desenvolvimento e de reprodução das plantas aquáticas.

Para o professor da USP, as algas podem ainda ser uma boa fonte de biocombustíveis e suprir a demanda por biodiesel que não consegue ser atendida somente pelas fontes animais e vegetais terrestres atuais. Esse também é um dos braços de pesquisa contemplados pelo Projeto Temático.

Para esse objetivo, o pesquisador defende o melhoramento de cultivos e a aplicação de engenharia molecular, além de pesquisas em extração e refino do óleo de alga. Esses esforços poderiam tornar o combustível de alga competitivo em relação ao similar obtido do petróleo.

“A bioenergia de algas tem duas frentes diferentes de pesquisa. Primeiramente, as microalgas, ricas em lipídios, ou gorduras, são ideais para a fabricação de biodiesel”, disse Colepicolo, ressaltando que, diferentemente dos vegetais terrestres, o cultivo de algas não necessita de fertilizantes nem de pesticidas.

“Já as macroalgas possuem um alto teor de açúcar. Algumas espécies apresentam entre 50% e 60% de seu peso seco em polissacarídeos. São açúcares que, ao serem degradados por enzimas específicas, transformam-se em monômeros fermentáveis que dão origem ao etanol”, completou.

As macroalgas podem participar das pesquisas do etanol de terceira geração provenientes de carboidratos. “Trata-se de uma alternativa sustentável e ecologicamente correta, pois só usa água salgada e luz solar para crescer e não é necessária a utilização de agrotóxicos e fertilizantes”, disse.

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

INPI: pedidos de patente registram crescimento recorde

Dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) apontam que até o final deste ano, mais de 27 mil invenções devem ser registradas com pedido de concessão de patentes. O número é o maior da história e a alta tem sido crescente. Há cinco anos, as solicitações não passavam de 21,1 mil por ano.

“A pesquisa e o desenvolvimento para a elaboração de novos produtos requerem, na maioria das vezes, grandes investimentos. Proteger estes produtos por meio de uma patente significa se prevenir de competidores e de terceiros que, de algum modo, possam aproveitar-se do produto”, destaca o responsável pelo depósito de patentes do INPI, Júlio César Castelo Branco.

Além da patente, há mais três formas usuais de registro de propriedade intelectual: registro de marcas, registro de software e registro de desenho industrial.  (Com informações do Sebrae)

Fonte:Gestão CT

CNPq e MS: R$ 3 milhões para área de saúde

Chamada lançada pelo CNPq e pelo Ministério da Saúde apoiará a pesquisa para ampliar o conhecimento sobre as infecções hospitalares nos serviços de saúde no Brasil. O Edital 40/2010 beneficiará uma única proposta, num aporte de R$ 3 milhões. A submissão dos projetos pode ser feita até 18 de outubro.

A proposta da iniciativa é indicar estratégias com maior eficácia nas internações, além de estabelecer diretrizes para a implementação de medidas corretas de controle e utilização adequada de antimicrobianos. O objetivo é reduzir as taxas de morbimortalidade e os custos por infecções hospitalares.

A proposta deverá se configurar como inquérito epidemiológico de âmbito nacional, descritivo e observacional, realizado em uma amostra de instituições hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Saúde Suplementar com até 200 leitos. A amostra deverá ser representativa de cada uma das cinco regiões geopolíticas brasileiras. O estudo deverá ser multicêntrico, com a possibilidade de abrigar vários sub-projetos.

Podem participar pesquisadores com título de doutor e currículo cadastrado na Plataforma Lattes. O proponente deve ser obrigatoriamente o coordenador do projeto e ter vínculo celetista ou estatutário com a instituição executora.

Fonte:Gestão CT

CBPF: solução não poluente para a geração de energia elétrica

Maurício Grinberg fala nesta terça-feira (14) sobre o PowerTube 
Uma nova tecnologia para produção não-poluente de energia elétrica anuncia para muito breve sua chegada ao mercado. Depois de 11 anos de desenvolvimento e dois protótipos experimentais, o PowerTube, uma solução tecnológica de base geomagnética, acaba de ter aprovado um modelo comercial, que está em processo de certificação para produção e comercialização.

Comparado com uma usina térmica a carvão de igual potência, um Power Tube de 10 MW operando durante um ano não consome combustíveis fósseis, evita a emissão de 74 mil t de dióxido de carbono, 200 t de dióxido de enxofre, 10 t de particulados, 200 t de óxido de nitrogênio, 14 t de monóxido de carbono, 440 t de hidrocarbonetos, 3,4 t de mercúrio, 4,5 t de arsênio, 2,5 t de chumbo, não contamina o aqüífero, não causa chuva ácida, não tem qualquer efeito sobre o meio ambiente e não afeta o aspecto visual do local. Seu custo de investimento é da ordem de US$ 780 / kW e o de produção é de aproximadamente US$ 0,02 / kWh.

Para falar sobre as promessas da nova tecnologia, o Ciclo de Colóquios do CBPF 2010 recebe Maurício Grinberg, vice-presidente da Power Tube no Mercosul e ex-superintendente de Planejamento da Tecnologia da Nuclebrás (hoje INB), na próxima terça-feira (14 de setembro), às 16 horas, no auditório do 6º andar do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). A entrada é franca.

Mais informações  pelo e-mail ou pelo telefone +55 (21) 21417291

Fonte: Dayse Lima /  CBPF

Compostos químicos em esponjas marinhas para combater o câncer

Esponjas contra o câncer
A diversidade de compostos químicos presente nas esponjas coloca esses animais marinhos entre as mais promissoras fontes para a obtenção de produtos naturais bioativos visando à produção de novas drogas, de acordo com Raymond Andersen, professor do Departamento de Química e Ciências da Terra e do Oceano da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.

Andersen, cujo laboratório se dedica à prospecção, isolamento, análise estrutural e síntese de compostos extraídos de organismos marinhos, participou, nesta quinta-feira (9/9), do Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo programa Biota-FAPESP.

O cientista apresentou, durante o evento na sede da FAPESP, trabalhos realizados por seu grupo sobre compostos isolados a partir de esponjas coletadas em Papua-Nova Guiné e na costa canadense. Os compostos têm ação antimitótica – ou seja, são capazes de deter o processo de divisão celular, o que permitiria sua utilização no desenvolvimento de drogas contra o câncer, por exemplo.

Segundo Andersen, as esponjas marinhas são especialmente interessantes para a prospecção de compostos bioativos, pois raramente se encontra uma diversidade química tão notável em um só organismo.

“Um dos fatores que explicam essa espantosa diversidade química é que as esponjas não têm defesas físicas, mas têm cores vivas, ficam expostas e não se movem, não podendo fugir de predadores. Por isso, elas têm necessidade de defesas químicas. Acreditamos que, por serem animais muito primitivos, elas sejam capazes de tolerar e produzir compostos químicos especialmente exóticos”, disse.

A necessidade de defesa ligada à evolução, no entanto, não é a única explicação para a variedade de compostos químicos presentes nas esponjas, segundo o pesquisador. Boa parte dessa diversidade pode ser fruto da simbiose – outra característica marcante das esponjas.

“Cada vez mais começamos a acreditar que muitos desses compostos encontrados em esponjas são provenientes de relações simbióticas com microrganismos dos quais elas se alimentam”, disse.

Fotos microscópicas dos tecidos das esponjas mostram a presença – no interior dos próprios tecidos, ou em suas adjacências – de uma quantidade imensa de microrganismos. “Achamos que a alta tolerância das esponjas às relações simbióticas, desenvolvida ao longo da evolução, possa ser uma das explicações para que esses organismos sejam uma fonte tão rica de novos compostos químicos”, disse.

Segundo Andersen, em comparação com outros organismos marinhos, apenas os corais moles – da ordem Alcyonacea, que não possuem esqueleto de carbonato de cálcio – aproximam-se das esponjas com relação à riqueza de compostos químicos e metabólitos secundários.

“Mesmo assim, a química dos corais moles não tem tanta diversidade. O mais notável, no caso das esponjas, é que as classes de compostos são todas provenientes de biossintéticos diferentes. Mais uma vez, acreditamos que essa característica possa ser reflexo do fato de que boa parte desses compostos é feita por meio de simbiose, contando com a imensa diversidade de micróbios que vivem dentro das esponjas e são responsáveis pela incrível diversidade química que encontramos nelas”, explicou.

Dependendo do local onde uma mesma espécie de esponja é coletada, pode-se encontar compostos químicos muito diferentes. Para Andersen, isso é mais uma evidência de que a diversidade química é proveniente da simbiose.

“Provavelmente, as esponjas que vivem em diferentes locais têm simbiose com microrganismos diferentes. De certo modo, trata-se de uma maravilhosa amplificação da biodiversidade. Se a química estivesse ligada apenas às células da esponja, provavelmente a mesma esponja em todos os lugares teria a mesma composição. Mas, como a química está relacionada à simbiose, a mesma espécie de esponja pode ter composições químicas distintas em diferentes partes do mundo, multiplicando as possibilidades de prospecção de produtos bioativos”, afirmou.

O procedimento de prospecção consiste em coletar o maior número possível de esponjas e analisar, em uma fase posterior, o potencial bioativo dos compostos químicos presentes nelas.

“Em geral, já sabemos que as esponjas são uma rica fonte de compostos químicos. Então, não orientamos a busca para compostos específicos. Coletamos muitas esponjas de modo que possamos montar uma grande biblioteca de extratos, com grande diversidade química. Aí, usando ensaios biológicos, procuramos por compostos que tenham tipos específicos de atividade biológica, como a atividade antimitótica, ou a ação em um receptor específico”, explicou.

Gargalo da produção
Depois de coletar esponjas e obter uma grande diversidade biológica, os cientistas sabem que têm à disposição uma grande diversidade química de compostos. “Usamos então testes químicos para descobrir, na nossa imensa coleção de compostos, aqueles dois ou três que realmente queremos e que possuem as atividades biológicas que precisamos”, disse Andersen.

O segredo para uma boa bioprospecção, segundo ele, é possuir uma biblioteca química muito rica e, ao mesmo tempo, ter à disposição ensaios de atividade biológica que sejam muito eficientes e seletivos para os diversos tipos de compostos.

“As moléculas que procuramos devem cumprir os seguintes critérios: ter interesse teórico devido à novidade de sua biogênese – como moléculas que possuem novos esqueletos de carbono –, devem mostrar atividade biológica in vitro, o que faz delas potenciais alvos para o desenvolvimento de agentes farmacêuticos e, por último, devem mostrar atividades biológicas que lhes permitam ter um papel central na biologia do organismo que as produz”, explicou.

Uma vez encontrada a molécula, segundo o professor da Universidade da Colúmbia Britânica, surge o principal gargalo para a produção de novos fármacos: a produção em escala.

“Quando se trata de esponjas, não podemos ir à natureza coletá-las e usá-las como fonte para o desenvolvimento de drogas. Nenhuma indústria farmacêutica investiria em um composto que fosse desenvolvido exclusivamente a partir de um recurso natural desse tipo. É preciso ter uma fonte renovável. Por isso, depois de encontrar um composto que pareça realmente promissor, é preciso sintetizar a molécula e produzi-la em escala. Esse é um ponto crítico do processo, antes de partir para testes clínicos”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

CNPq: Região Norte registra melhor desempenho no setor de C&T

Na avaliação do presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão, a região Norte é a que mais cresceu em pesquisa científica e formação de recursos humanos de 2003 até os dias atuais. "O Pará, por exemplo, é um Estado que possui algo fantástico em termos de biodiversidade. Aos poucos vamos acordando para o fato de que temos que fazer a conquista tecnológica e científica na Amazônia", disse na última sexta-feira (3).

Outro ponto destacado por Aragão é a atuação do Pará na coordenação de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), programa que apoia grandes redes temáticas espalhadas por todo o país. No Estado, há quatro deles, coordenados por grupos paraenses.

"Isso mostra que o Pará já tem uma importância e uma densidade científica para coordenar grandes redes. E no caso de um Estado com esta riqueza e diversidade, este é o caminho para que a gente atinja o verdadeiro objetivo da pesquisa no país", enfatizou.(Com informações da Fapespa

Fonte: Gestão CT

CNPq e Capes: parceria em programas de biodiversidade e sustentabilidade

O CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) firmaram novas parcerias para a implementação de um conjunto de ações que darão suporte a programas em biodiversidade e sustentabilidade agropecuária. Como parte dessas ações, foram lançados quatro novos editais que somam R$ 150 milhões em investimentos.

De acordo com o diretor de Programas e Bolsas no País da Capes, Emidio Cantidio, a coordenação irá investir, ao longo dos próximos quatro anos, cerca de R$ 20 milhões para a concessão de bolsas. Os benefícios serão destinados ao mestrado, doutorado e pós-doutorado dos programas de pós-graduação participantes do Protax, Repensa, Sisbiota, e Reflora. <<<veja os editais)

 Programa Protax  cujo objetivo central é a formação de recursos humanos em taxonomia: botânica, zoologia e microbiologia, procurando diminuir a seria lacuna de falta de taxonomistas no país.

Programa Repensa   visa à criação e financiamento de redes nacionais de pesquisa em Agrobiodiversidade e Sustentabilidade de Agropecuária.

Programa Sisbiota objetiva fomentar pesquisas no âmbito do Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade. Programa recém-criado no âmbito do CNPq, como um Biota Nacional, cujo objetivo central é ampliar a competência nacional e o conhecimento sobre a biodiversidade. O edital financiará redes nacionais de pesquisa nos diversos biomas nacionais e grupos taxonômicos que compõem essa imensa riqueza Biodiversidade.

Projeto Reflora  tem como objetivo principal o repatriamento de imagens, informações e dados de exsicatas de espécies da Flora brasileira coletadas desde o século 18 por missões estrangeiras no Brasil e depositadas em instituições no exterior. Nesta fase, serão repatriados materiais do Museu Nacional de Historia Natural de Paris e do Royal Botanical Garden de Kew na Inglaterra. Além da formação de recursos humanos e da realização de pesquisas em conjunto com pesquisadores do exterior, será implantado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro um Herbário Virtual Autenticado da Flora Brasileira, que será aberto ao publico brasileiro e do exterior. O projeto conta com o apoio de várias empresas brasileiras.
 
A iniciativa irá subsidiar as políticas públicas de desenvolvimento, conservação e uso dos recursos naturais, possibilitando gerar grande impacto na pesquisa e na pós-graduação brasileira, contribuindo para ampliar e consolidar a competência nacional em biodiversidade e sustentabilidade.(Com informações do CNPq) 

Fonte:Gestão CT

Embrapa: processo de seleção para a unidade Gado de Corte

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) receberá de 20 de setembro a 19 de outubro de 2010 as inscrições para o processo de recrutamento e avaliação de candidatos ao cargo de chefe-geral da unidade Gado de Corte, instalada em Campo Grande (MS).

Podem se candidatar, brasileiros ou naturalizados que possuam título de mestre, sete anos de experiência em C&T, entre outros requisitos. O processo de seleção será conduzido por um comitê de avaliação composto por empregados da Embrapa e membros externos.

Todas as informações sobre o processo podem ser obtidas neste link. (Com informações da Embrapa)

Fonte: Gestão CT

CNI articula rede de apoio à inovação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está articulando uma rede para fortalecer a inovação na indústria brasileira. A proposta é mobilizar os diversos setores e unir universidades, centros tecnológicos, escolas técnicas, empresas prestadoras de serviços e governo.

Trata-se do Programa de Fortalecimento dos Sistemas Regionais de Inovação, que além da CNI conta com a participação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

No momento, o programa prepara um diagnóstico das dificuldades enfrentadas pelas instituições de incentivo à inovação e pelas empresas de Alagoas, Minas Gerais, Paraíba e Santa Catarina. O resultado será apresentado ainda neste mês, nos dia 14 e 15, na CNI, em Brasília (DF).

“Os sistemas de apoio hoje são formados por peças isoladas e desconexas. É necessário fazer as conexões entre as instituições para que prestem serviços coerentes, complementares e efetivos”, destaca o gerente executivo da Unidade de Cooperação Internacional da CNI, Renato Caporali.(Com informações da CNI) 

Fonte: Gestão CT

DF: Indústrias dispõem de Laboratório de Metrologia

Indústrias do Distrito Federal (DF) contam com um novo Laboratório de Metrologia, onde duas máquinas de medição por coordenadas (MMCs) serão usadas para medir peças usadas em ônibus e aviões. Antes, as empresas necessitavam buscar esse serviço em São Paulo.

O trabalho é uma atividade de extensão da Universidade de Brasília (UnB), voltada para a comunidade. Os aparelhos são usados ainda para a inspeção de peças da indústria automobilística.

Uma das MMCs é o Braço de Medição que já foi usado para medir a pá de uma turbina da hidrelétrica Coaracy Nunes, no Estado do Amapá. A máquina gerou uma imagem tridimensional da pá que permitiu fazer simulações para testar as possibilidades de desempenho da turbina. O outro aparelho é o Cantlever.

O Laboratório de Metrologia da UnB existe desde 1967 e realiza, principalmente, pesquisas de calibração de instrumentos. O ambiente é reconhecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).(Com informações da UnB)

Fonte: Gestão CT

Redenit: Ceará ganha Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica

O Ceará conta com uma Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica (Redenit-CE) desde o dia 30 de agosto. A instância visa identificar e gerar estratégias para que as pesquisas desenvolvidas pelas Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) se transformem em inovação e negócios, visando à proteção do conhecimento e à transferência da inovação tecnológica para o mercado.

De acordo com o presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Tarcísio Pequeno, a duração de uma patente é de aproximadamente 20 anos e essas inovações devem ser protegidas para garantir a autoria dos projetos. "Os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) participarão da interface das regras de divisão dos resultados do produto para evitar que haja discussões entre empresários e pesquisadores pelos direitos autorais", disse.

Este ano, foram identificados, no Ceará, 40 projetos com potencial para proteção. Essas criações, que estão entre patentes, registros de software, identificações geográficas e direitos autorais, serão protegidas para, em seguida, serem transformadas em inovações. A Redenit-CE é composta por 16 instituições. (Com informações da Funcap) 

Fonte: Gestão CT

Fapema: edital apoia popularização da ciência no Maranhão

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Maranhão (Fapema) está com as inscrições abertas, até o dia 17 de setembro, para o Edital de Apoio à Popularização da Ciência e Tecnologia.

O objetivo é financiar a execução de projetos, organização de feiras, mostras científicas e a execução de atividades científicas e/ou tecnológicas que tenham como foco o tema “Ciência para o desenvolvimento sustentável”. As atividades devem ocorrer entre 18 e 24 de outubro de 2010, como atividade da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) no Maranhão.

Os projetos serão classificados em duas faixas, sendo a primeira voltada àqueles coordenados por pesquisadores vinculados às instituições de ensino superior e/ou pesquisa, públicas ou privadas, sediadas no Estado. Cada proposta poderá ter o valor máximo de R$ 4 mil.

Já a segunda faixa é destinada a projetos oriundos de proponentes vinculados às escolas públicas ou privadas da rede de ensino básico. O valor máximo a ser solicitado é de R$ 2 mil. O prazo de execução de cada proposta contratada será de até 90 dias.A Fapema é uma instituição associada à ABIPTI.

Fonte: Gestão CT

Polissacarídeos sulfatados de ouriços-do-mar contra a trombose

Síntese marinha
Polissacarídeos sulfatados (cadeia de açúcares com alto peso molecular) desempenham funções estruturais importantes, uma vez que estão envolvidos em diversos processos biológicos, como adesão, proliferação e diferenciação celular. Além disso, possuem diversas atividades farmacológicas: são anticoagulantes, antiinflamatórios e antitumorais.

Em estudo apresentado nesta quinta-feira (9/9) no Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo programa Biota-FAPESP na sede da Fundação, Paulo Mourão, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstrou a importância desses polissacarídeos no processo de fertilização de alguns invertebrados marinhos.

O objetivo do trabalho de pesquisa é isolar, caracterizar e determinar as estruturas dos polissacarídeos sulfatados de invertebrados marinhos, especialmente o ouriço-do-mar, pepino-do-mar e ascídias.

“Tentamos demonstrar como esses polissacarídeos regulam o processo de fertilização do ouriço-do-mar. Isso é importante para a atividade biológica desses equinodermos. Vimos que se trata de um mecanismo de controle. Quando ocorre a fertilização, o espermatozoide do ouriço só fertiliza o óvulo da própria espécie”, disse Mourão .

O fato de fertilizar tal óvulo tem uma importância biológica muito grande, segundo o pesquisador do Laboratório de Tecido Conjuntivo da UFRJ, por estar relacionado com a diferenciação biológica da própria espécie.

“O entendimento dos mecanismos genéticos que regulam essa diferenciação permitirá, no futuro, entender a partir de uma base genética como ocorre a formação dessas espécies de ouriço-do-mar”, disse.

Segundo Mourão, a longo prazo o objetivo da pesquisa é compreender geneticamente como se dá a biossíntese desse processo envolvendo os polissacarídeos. “Com isso, conseguiremos entender um dos mecanismos que regulam a separação das espécies de ouriços-do-mar”, estimou.

O cientista destacou que a pesquisa se concentra no estudo da estrutura, da função e das atividades biológicas de diferentes tipos de polissacarídeos sulfatados com o objetivo final de desenvolver novos fármacos, principalmente contra trombose.

O laboratório da UFRJ já descobriu, por exemplo, substâncias análogas à heparina – polissacarídeo usado no tratamento de trombose e que é produzida comercialmente a partir de intestinos e pulmões de bovinos e suínos – em espécies de ascídias.

Segundo Mourão, há uma urgência na produção de novas drogas antitrombóticas e antitumorais. “No caso da heparina, ela é uma fonte de produção limitada e empregada por via intravascular ou subcutânea. Estamos tentando criar um polissacarídeo que possa ser ministrado por via oral”, indicou.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Unicamp inaugura sede do Cepetro - Centro de Estudos de Petróleo

Cepetro-Unicamp inaugura sede
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugura nesta sexta-feira (10/9), às 11 horas, o prédio Saul Suslick, sede do Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro), que reúne especialistas de diferentes unidades da universidade ligados à pesquisa sobre petróleo e gás.

As novas instalações abrigam o Laboratório de Métodos Missíveis de Recuperação, o Laboratório de Emulsões, o Laboratório de Simulação e Gerenciamento de Reservatórios, o Laboratório de Geofísica Computacional e o Laboratório de Dinâmica de Raisers, além de uma sala multimídia equipada com videoconferência e o departamento administrativo do centro.

“O prédio materializa a atuação de 23 anos do Cepetro dentro da Unicamp, além de representar a expansão das pesquisas em petróleo por meio da criação de novos laboratórios, como é caso do Laboratório de Emulsões e o de Métodos Missíveis de Recuperação, e da ampliação de outros, como o de Geofísica Computacional e o de Simulação de Reservatórios”, disse Osvair Trevisan, diretor do Cepetro e professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp.

A sede da unidade foi fruto de investimentos da ordem de R$ 4,5 milhões vindos da Petrobras e da Unicamp. Os laboratórios foram equipados com recursos da Petrobras e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A programação de inauguração inclui a mesa-redonda “Petróleo: desafios e oportunidades” com a participação de Guilherme Estrela, diretor da Petrobras, de Magda Chambriard, diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e de Carlos Tadeu Fraga, gerente executivo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes). A mesa-redonda terá início às 14h no auditório da Biblioteca Central da Unicamp e será aberta ao público.

O nome da sede é uma homenagem ao geólogo Saul Barisnik Suslick, professor titular da Unicamp falecido em abril de 2009. Suslick foi diretor do Cepetro de 2002 a 2008 e atuava no Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências (IG-Unicamp), investigando técnicas de análise de decisão aplicadas à indústria de petróleo e mineração.

O Cepetro fica na rua Cora Coralina, 350, na Cidade Universitária da Unicamp, em Campinas (SP).

Fonte: Fábio Reynol / Agência FAPESP

Euromime 2011: master Erasmus Mundus em tecnologias educativas

O Master Euromime é um dos 116 mestrados do programa de excelência Erasmus Mundus, lançado há cinco anos pela União Europeia

Euromime é um master em engenharia de mídias para a educação. Ele forma gestores na área de concepção, desenvolvimento e aplicação de dispositivos de formação que utilizam as mídias digitais, bem como pesquisadores especializados no estudo do uso desses dispositivos.

Oferece uma formação pluridisciplinar e trilíngue de dois anos, organizada em torno de cinco eixos principais: tecnologias; ensino e aprendizagem no contexto tecnológico; gestão de projetos; métodos e ferramentas de pesquisa; línguas e comunicação. Articula cursos de alto nível, estágios profissionais, pesquisa, participação em diferentes colóquios internacionais e cursos intensivos de línguas.

O consórcio Euromime é composto de sete universidades, três europeias (Université de Poitiers – França; Universidad Autônoma de Madrid – Espanha; Universidade Técnica de Lisboa – Portugal) e quatro latino-americanas (Universidade de Brasília – Brasil; Universidad de Los Lagos – Osorno, Chile; Pontificia Universidad Católica del Perú – Lima, Peru; Universidad Nacional Autónoma de México – México). A formação combina períodos de estudos nas três universidades europeias parceiras e visitas de estudos na América Latina, obrigatórias para os estudantes europeus e optativas para os estudantes internacionais

Aos estudantes melhor classificados no processo seletivo serão oferecidas bolsas de estudos que totalizam 48.000 euros para os não-europeus e 23.000 euros para os europeus, para o período de dois anos.


Candidatura
Para se candidatar o estudante deve possuir um diploma de graduação equivalente a pelo menos três anos de ensino superior francês (Bac +3) e um nível mínimo B2 do quadro comum europeu de línguas num dos três idiomas do consórcio (francês, espanhol, português) e o nível C1 em inglês caso não conheças as outras duas línguas do consórcio. Também é necessário um domínio mínimo de tecnologias de informação e de comunicação e um projeto profissional coerente.

O período de inscrições será iniciado em meados de outubro. A data limite para o envio de candidaturas é 5 de janeiro de 2011 para os estudantes estrangeiros, e 22 de fevereiro de 2011 para os europeus.

Mais informações pelo e-mail

Fonte: CenDoTeC

SP: Seminário debate parques tecnológicos

A Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo realiza, no dia 14, o Seminário Paulista de Parques Tecnológicos. O evento, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), será realizado na sede do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo (SP).

O seminário tem como objetivo apresentar e discutir aspectos relacionados aos parques tecnológicos, empreendimentos que reúnem empresas de base tecnológica, instituições de ensino e centros de pesquisa, criando ambientes propícios para a inovação.

A programação conta com palestras do presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Guilherme Ary Plonski, sobre o Sistema Brasileiro de Parques Tecnológicos e do coordenador de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria do Desenvolvimento, Dante Martinelli, que abordará o Sistema Paulista de Parques Tecnológicos.

O presidente da Associação de Parques Tecnológicos da Itália, Alessandro Giari, falará sobre a experiência italiana na instalação dessas iniciativas.

Informações sobre o seminário podem ser obtidas pelo telefone (11) 3218-5309.

Fonte: Gestão CT

Inova Senai SP: 30 projetos são premiados

A unidade de São Paulo do Senai SP anunciou, na última sexta-feira (3), os vencedores da 6ª edição do Inova Senai-SP. Foram premiados, ao todo, 30 projetos de inovação tecnológica.

Os produtos e processos desenvolvidos pelos alunos e docentes do Senai foram julgados por uma comissão técnica formada por 65 avaliadores do meio acadêmico, de instituições tecnológicas e de empresas.

Os três primeiros colocados em cada uma das dez categorias receberam medalhas e a escola vencedora em cada grupo foi agraciada com troféu. Concorreram ao prêmio 86 trabalhos inéditos, produzidos por 16 docentes e 70 de alunos, de 41 unidades da rede em todo o Estado.

Do total apresentado, 47 foram considerados com potencial comercial e pré-selecionados para a busca de patente. Desse total, 15 estão em processo de avaliação ou elaboração de proteção autoral.(Com informações da Fiesp) 

Veja a lista de premiados no site

Tecpar: Mapa autoriza instituto para atuar na certificação de sistemas orgânicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para atuar na certificação de sistemas orgânicos de produção. A credencial foi concedida à Divisão de Certificação do instituto. Trata-se da primeira instituição acreditada no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg).

O selo, que será estampado a partir de janeiro de 2011, será usado para identificar e controlar a produção nacional de orgânicos. A certificação é compulsória e será exigida dos produtores para a comercialização.

Para o diretor-presidente do Tecpar, Luiz Fernando de Oliveira Ribas, receber o credenciamento do ministério representa um momento especial para a instituição e para os seus técnicos.

“Passamos por um processo rigoroso de qualificação e sabemos que o credenciamento irá valorizar o trabalho dos pequenos produtores. Receber essa autorização representa o reconhecimento de um trabalho que iniciou em 2004 e se consolidou em 2010”, disse.O Tecpar é uma entidade associada à ABIPTI.Com informações do Tecpar)

Fonte:Agência CT

R$ 5,7 milhões para C&T gaúcha

O secretário da Ciência e Tecnologia(SCT),  assinou nesta sexta-feira (3/9), convênios com as universidades Faccat (Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Taquara), Unisc (Universidade de Santa Cruz do Sul) e UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), para o desenvolvimento de projetos inovadores. Na mesma ocasião, foi assinado acordo de cooperação com o SENAI de Soledade, para a instalação de laboratório de análises e identificação de gemas na região.

 Estes integram um total de 15 projetos oriundos do Termo de Referência 01/2010 que, somados aos projetos da Consulta Popular 2009/2010, totalizam R$ 5,7 milhões dos quais R$ 2,4 milhões são investimento do Estado.

 “Com todos estes projetos, as pesquisas para o desenvolvimento ganham força no Rio Grande do Sul. São investimentos que vêm beneficiar diretamente as diversas regiões, promovendo a diversificação da economia gaúcha”, afirma Macluf.

A Faccat vai desenvolver um sistema otimizado para aquecimento de água aplicado a prédios residenciais, a partir do uso de uma bomba de calor com a finalidade de reduzir o consumo de energia elétrica e contribuir para sustentabilidade da região do Paranhana e Encosta da Serra. O total geral do projeto chega a R$ 581,1 mil.

A Unisc vai executar dois projetos: um é sobre “novos compósitos biodegradáveis de biomassa fúngica em matriz de termoplásticos a base de amido e polipropileno”, no valor de R$ 581 mil; e, o outro, sobre o “desenvolvimento de novos materiais baseados em óleo de mamona”, que alcança R$ 830,6 mil.

  Já o projeto da Universidade Federal de Santa Maria para o um sistema piloto de redes de sensores e atuadores sem fio na prestação de serviços públicos e privados” soma R$ 172,9 mil.

 O SENAI Soledade vai executar o acordo de cooperação para a otimização de recursos voltados à capacitação e inovação tecnológica para o polo produtor  de gemas de Soledade. Neste caso, o governo está cedendo o prédio Anexo A da Incubadora Empresarial de Soledade para a Agência de Educação Profissional SENAI de Soledade. O total geral do projeto é de R$ 191,6 mil. Os projetos têm um prazo de três anos para sua conclusão.

Fonte:  Sct-RS

Brasil e Reino Unido: cooperação em CT&I

O MCT recebeu, na quinta-feira (2), uma delegação do Reino Unido para fortalecer a relação na área de CT&I entre os dois países. A proposta é impulsionar a cooperação industrial em setores como defesa e segurança, energia e engenharia avançada.

Trata-se da primeira visita ministerial entre os países desde as eleições do Reino Unido em maio último. De acordo com o ministro de Negócios, Inovação e Treinamento (BIS) daquele país, Vince Cable, o governo britânico considera prioritário fortalecer as relações com parceiros-chave, tendo o Brasil importância por representar uma nova potência crescente das Américas.

Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, esse contato abre um caminho importante para fortalecer o intercâmbio internacional. “Ambas as partes manifestaram muito interesse em aumentar a interação já existente e em trocar experiências de transferência de conhecimento da academia ao setor produtivo”, disse.

A delegação britânica contou com a participação de 25 grandes empresas, além do embaixador e do cônsul-geral no Brasil, Alan Charlton, e John Doddrell, respectivamente. (Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT

24º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia : terminam hoje as inscrições

Os interessados em concorrer ao 24º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia têm até  hoje (10) para se inscrever. Além de um diploma, os premiados receberão entre R$ 3,1 mil e R$ 9,5 mil, dependendo da categoria, que compreende Profissional, Estudante de Curso de Graduação, Inventor Independente e Jornalista Científico.

Promovido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o prêmio contempla as áreas das ciências agrárias, e ciências humanas e sociais. A entrega da premiação acontecerá em outubro, durante o 4º Encontro de Ciência e Tecnologia do Paraná, em Cascavel. As inscrições devem ser feitas diretamente na Seti, que fica na Rua Prefeito Lothário Meissner, 350, bairro Jardim Botânico, em Curitiba (PR). Informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3281-7383.(Com informações da Seti) 

Fonte: Gestão CT

MEC: orçamento ampliado e garante investimento em ensino

Na última sexta-feira (3), o ministro da Educação (MEC), apresentou um balanço das atividades do ministério, durante a inauguração de obras de infraestrutura de quatro universidades federais gaúchas.

A começar pelo orçamento da pasta, que passou de R$ 20 bilhões para R$ 67 bilhões, entre 2003 e 2011, possibilitando investir, segundo o ministro, em todas as etapas do ensino, assim como na formação de professores, na expansão da educação universitária, profissional e tecnológica.

O aumento do orçamento também garantiu a abertura de 250 mil vagas de ingresso nas universidades e ainda permitirá que 214 novas escolas técnicas federais sejam finalizadas até o final deste ano, e que duas mil creches e pré-escolas, quando concluídas, atendam a 300 mil crianças.

Outro motivo para comemorar, segundo Haddad, é a ampliação dos repasses da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). De acordo com o ministro, o montante chegou a R$ 8 bilhões em 2010. (Com informações do MEC) 

Fonte:Gestão CT