quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Privação de sono pode afetar o desempenho sexual e causar outros problemas de saúde

Menos sono, menos sexo
Disfunção erétil, obesidade, diabetes, estresse e maior suscetibilidade para contrair doenças são alguns dos problemas que podem ser causados por distúrbios de sono. Estima-se que um terço da população da cidade de São Paulo tenha algum problema para dormir adequadamente.

Estudar os efeitos da privação de sono tem sido, desde 1995, o foco da pesquisa de Monica Andersen, professora do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ela coordena um trabalho de investigação dos efeitos da privação e da restrição de sono na função reprodutiva de ratos machos, que conta com o apoio FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Integrante do Centro de Estudos do Sono/Instituto do Sono, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) apoiados pela FAPESP, Monica apresentou resultados de seu trabalho com animais durante a 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), realizada de 25 a 28 de agosto na cidade paulista de Águas de Lindóia.

Na ocasião, ela concedeu à Agência FAPESP a entrevista a seguir, na qual resume resultados do laboratório que coordena e de outras pesquisas voltadas aos problemas do sono.

De quantas horas de sono precisamos?
Monica Andersen – Não há uma resposta única. A média são oito horas diárias, mas uma pessoa pode ficar bem com quatro horas, enquanto outra precisará de dez. Chamamos os extremos de “pequenos dormidores” e “grandes dormidores”. Agora, se me perguntar de quantas horas você precisa, temos que ver primeiro como você acorda.

Pela manhã, quais são os sinais de uma noite bem dormida?
Monica Andersen – Quem acorda abrindo a janela, de bom humor, dormiu a quantidade de que precisava. Quem acorda já cansado, com a sensação de que um caminhão passou por cima, ainda que tenha ficado na cama mais de nove horas, não teve um sono suficiente ou reparador.

A quantidade de sono por noite pode ser modificada ao longo do tempo?
Monica Andersen – Sim, essa mudança ocorre ao longo da vida. Ao nascer, costumamos dormir 16 horas por dia. No fim da vida, precisamos de poucas horas. O problema é que a sociedade está forçando essa redução, tentando se adaptar à falta de sono.

 Estamos dormindo menos do que as gerações anteriores?
Monica Andersen – Nossa sociedade é cronicamente privada de sono. Há uma denominação nos Estados Unidos que é sintomática, da “sociedade 24 por 7”, isto é, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Que não pára jamais. E isso traduz muito bem o que vivemos atualmente. Nós queremos a sociedade 24 por 7, principalmente nas grandes cidades. Nós participamos dessa autoprivação de sono. Queremos fazer mais um curso, terminar mais um trabalho e tudo o mais que conseguirmos encaixar em nosso dia e quem paga por tudo isso é o sono. Por que simplesmente não vamos dormir e deixamos as tarefas para o dia seguinte? Isso é cada vez mais impensável.

 Que problemas essa privação pode causar?
Monica Andersen – Um deles é o acúmulo de gordura em nosso corpo. A privação de sono aumenta o apetite por comidas calóricas, estimula o hormônio da fome (grelina) e reduz o hormônio da saciedade (leptina). Pouco sono também afeta o desempenho no trabalho ou estudo e provoca pequenos deslizes que afetam nosso rendimento. Há algumas profissões em que deslizes são particularmente perigosos, como aquelas ligadas à segurança ou à saúde pública.

 Não é paradoxal que justamente as profissões que envolvem grande responsabilidade e não podem ter tais deslizes sejam justamente aquelas que têm jornadas extenuantes, como médicos, policiais, pilotos de avião ou caminhoneiros?
Monica Andersen – De fato. Uma das consequências mais sérias da falta de sono atualmente é o aumento no número de acidentes. Em fevereiro de 2009, por exemplo, na cidade de Buffalo, nos Estados Unidos, a queda de um avião em uma área residencial matou 50 pessoas. A investigação concluiu que a causa mais provável do acidente foi a fadiga dos pilotos e os registros da jornada de trabalho realmente mostraram que eles haviam trabalhado horas excessivas. Também nos Estados Unidos, houve outro caso em que um avião simplesmente passou do aeroporto de destino e isso só foi notado uma hora depois. A causa do erro foi que os dois pilotos haviam dormido. Na medicina é a mesma coisa, há estudos mostrando que, no fim de um plantão, o número de erros médicos é bem maior.

Essa situação tem piorado?
Monica Andersen – Isso está piorando porque a nossa sociedade está piorando. Muitos jovens, por exemplo, costumam inverter o ciclo circadiano [período sobre o qual se baseia o ciclo biológico do corpo, influenciado pela luz solar]. Eles vão para uma balada da 1 às 6 horas da manhã de sexta para sábado. Na noite seguinte, há uma balada ainda maior, até às 7 ou 8 horas do domingo. Ao voltar para casa, tomam café e vão dormir, para acordar no meio da tarde. De noite, eles não conseguem dormir e, na segunda-feira, começam uma nova semana às seis da manhã, para ir à escola ou ao trabalho. Eles iniciam a semana já privados de sono.

Que consequências essa rotina pode trazer?
Monica Andersen – Tenho muita preocupação com os jovens de hoje. É uma faixa etária que terá dificuldade de aprendizagem, porque o sono é fundamental ao aprendizado e à memória. Muitos acabam dormindo na escola ou nas universidades, em plena sala de aula. Esse é um problema muito importante.

 É um problema que atinge outras faixas etárias?
Monica Andersen – Infelizmente, sim. Acima dos 30 anos está a faixa que chega em casa pensando em relaxar mas que resolve ligar o computador “só para checar os e-mails”. Só que acaba se envolvendo em outras atividades on-line e ficando bastante tempo conectado. Muitos trabalham o dia inteiro em frente a um computador e passam as madrugadas em frente a outro, em casa, jogando ou batendo papo. Tem também a televisão, que antigamente tinha poucos canais e uma programação que terminava na madrugada. Hoje, são dezenas de canais, que funcionam sem parar.

Quais são os principais distúrbios de sono que essas rotinas causam?
Monica Andersen – Temos visto muita insônia em mulheres. Em São Paulo, cerca de um terço delas tem problemas para dormir adequadamente. Mas os homens também sofrem de insônia. E 32,9% da cidade de São Paulo tem a síndrome da apneia do sono, que pode levar à sonolência excessiva diurna.

O que caracteriza a apneia do sono?
Monica Andersen – São paradas respiratórias durante o sono. Essas paradas podem ocorrer até 80 vezes por hora, ou mais de uma vez por minuto. Com isso, o coração tem que bater muito mais forte para levar o oxigênio para o cérebro. Imagine a pressão arterial dessa pessoa, uma vez que isso ocorre todas as noites. A apneia do sono é mais prevalente em homens e, entre seus principais fatores de risco, está a obesidade.

A quantidade de sono também afeta a reprodução e o desempenho sexual?
Monica Andersen – Essa é a minha principal linha de pesquisa. O que observamos até agora em ratos é que uma privação de sono pontual provoca uma excitação sexual nos machos. Isso ocorre na privação de sono REM [sigla em inglês para “movimentos oculares rápidos”], quando ocorrem os sonhos. No entanto, apesar de apresentarem desejo, pois os ratos chegam a montar a fêmea, eles não conseguem fazer a penetração. Em outras palavras, eles têm desejo, mas não têm a função erétil adequada.

Isso pode ser extrapolado para seres humanos?
Monica Andersen – Em 2007, fizemos o Episono, um grande levantamento epidemiológico no qual foram analisados 1.042 voluntários refletindo uma amostra representativa da população da cidade de São Paulo. Foi nesse estudo que levantamos que cerca de um terço dos moradores da capital paulista sofrem de apneia do sono. Não estamos falando de gente que acha que tem a doença, são pessoas que foram diagnosticadas em laboratório de sono por médicos especialistas em sono com a síndrome. É um número enorme. Isso explica porque existem mais de 400 laboratórios de sono espalhados pelo Brasil e porque todos ficam lotados.

O estudo encontrou problemas sexuais nas pessoas com a síndrome da apneia do sono?
Monica Andersen – O questionário respondido durante o Episono revelou que 17% dos homens da cidade de São Paulo se queixaram de disfunção erétil. Na faixa etária entre 20 e 29 anos, 7% dos homens disseram ter o problema. Acima de 60 anos, a reclamação de disfunção erétil subiu para 60%. O levantamento mostrou que quem tinha menos sono REM tinha maior probabilidade de ter queixas de disfunção erétil. E os homens que acordavam muito durante a noite eram os que mais reclamavam do problema.

E quanto aos que dormiam bem?
Monica Andersen – Normalmente, os homens com bom padrão de sono não apresentaram queixa. Uma das conclusões é que quem dorme mal tem risco três vezes maior de apresentar disfunção erétil. Uma das causas é que a privação de sono reduz a testosterona, o hormônio sexual masculino. Praticar atividades físicas regularmente também se mostrou um fator protetor contra a disfunção erétil. Ou seja, para ter uma vida sexual normal é fundamental ter boas noites de sono e praticar atividade física.

 Em mulheres essa relação também é encontrada?
Monica Andersen – Fizemos testes de privação de sono com ratas e observamos que, quando elas são privadas de sono REM em fases nas quais estão receptivas para o sexo, o desejo sexual aumenta muito. Por outro lado, quando a privação de sono REM foi imposta em fases nas quais a fêmea não estava disposta ao acasalamento, equivalentes à tensão pré-menstrual da mulher, a rejeição ao macho aumentou bastante. Registramos ratas agredindo os machos para evitar a relação. Mas não dá para extrapolar para as mulheres comportamentos como esse, porque além do ciclo menstrual, a mulher também recebe influências de uma série de alterações psicológicas. Nessa linha, estou fazendo uma pesquisa com a ginecologista Helena Hachul, também da Unifesp, para averiguar se a privação de sono pode afetar a reprodução nas mulheres. Para isso, estamos investigando a relação entre qualidade de sono e gestação.

A falta de sono pode acelerar o envelhecimento?
Monica Andersen – Esse foi o resultado de uma pesquisa feita por Eve Van Cauter, da Universidade de Chicago, uma das maiores especialistas em sono no mundo. Ela mostrou que a privação de sono em uma idade jovem simula um quadro de envelhecimento precoce. Seria como se essas pessoas de repente tivessem 60 anos. Há indícios de que a falta de sono pode provocar estresse oxidativo, alterações cardiovasculares, maior risco ao diabetes e outros problemas que veríamos em uma pessoa mais velha. Conheço uma mulher jovem, de 23 anos, que dorme muito pouco e tem um colesterol altíssimo, por volta de 300. Essa foi inclusive parte de um trabalho meu, de 2004, que mostrou, em ratos, que a privação de sono provoca o aumento do colesterol ruim, o LDL.

Qual é o papel do sono no sistema imunológico?
Monica Andersen – Há exemplos muito interessantes em relação a isso. Muitos idosos que tomam a vacina contra a gripe voltam ao médico doentes dizendo que a vacina “não pegou”, isso pode estar relacionado ao fato de o sono deles não estar bem consolidado. Um trabalho de 2003 na Alemanha acompanhou jovens que tomaram a vacina contra a hepatite e não dormiram na noite seguinte. Eles simplesmente não apresentaram anticorpos para a doença. Em uma segunda fase do mesmo estudo, outros jovens foram privados de sono antes de receber a vacina e eles também não formaram anticorpos.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

CGEE: seminário sobre CT&I em negócios traz Stephen Fleming como palestrante

Stephen Fleming, do Instituto Tecnológico da Geórgia (Georgia Tech), dos Estados Unidos, ministra palestra no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT), em Brasília (DF), na terça-feira (14), às 10h. O evento é parte do seminário sobre o uso de ciência, tecnologia e inovação em empresas de todos os setores e tamanhos.

Graduado summa cum laude - com a maior das honras - em 1983, Fleming adquiriu experiência nas áreas de telecomunicações, operações e financiamento de capital de risco, até seguir para a área acadêmica, em 2005.

Hoje, é vice-presidente do Enterprise Innovation Institute (EI²), maior e mais reconhecido programa de cunho universitário de apoio aos negócios e ao desenvolvimento econômico dos Estados Unidos, sediado na Georgia Tech, em Atlanta.

A EI² tem como principal objetivo ajudar o setor privado a utilizar CT&I para melhorar sua competitividade no mercado. Neste processo, a intenção é começar orientando alunos e recém-graduados sobre patenteação e comercialização de invenções, contando inclusive com uma incubadora de empresas reconhecida internacionalmente, o Advanced Technology Development Center (ATDC). Outro passo consiste na articulação de uma rede de apoio a engenheiros no estado da Geórgia.

Palestra será transmitida ao vivo pelo site  Logo após haverá um debate sobre o tema, que, futuramente, poderá se desdobrar em um workshop sobre a transformação de ciência em negócios.

Para participar é preciso se inscrever pelo e-mail . As vagas são limitadas. 

Fonte: Agência CT

IAC - Instituto Agronômico de Campinas terá novo laboratório

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, inaugurará, no dia 14 de setembro, em Ribeirão Preto (SP), o Laboratório de Biotecnologia e a primeira câmara de fotoperíodo do Brasil. Além disso, serão apresentadas três novas variedades de cana-de-açúcar.

O novo laboratório, com área de 550 m², ampliará a capacidade de pesquisa no Centro de Cana do IAC e também a formação de recursos humanos. O laboratório recebeu recursos do Governo do Estado e da FAPESP.

A Câmara de Fotoperíodo permitirá reproduzir as condições ideais de temperatura e luz para floração da cana-de-açúcar – será possível manter as plantas em temperaturas que não extrapolem o intervalo de 18º C a 31º C, condição ideal para o florescimento da cana de açúcar.

De acordo com Marcos Guimarães de Andrade Landell, pesquisador e diretor do Centro de Cana do IAC, um dos principais benefícios trazidos pela câmara é a viabilização de uma experimentação impossível de ser obtida de forma natural. “Com essa tecnologia, será viável fazer cruzamentos de variedades que florescem em épocas diferentes do ano”, disse.

Landell coordena o Projeto Temático “Sustainable bioenergy sugarcane breeding and cultivar development”, que visa ao melhoramento de espécies de cana-de-açúcar e integra o Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

“A aquisição da nova câmara tornará mais eficazes as pesquisas com melhoramento genético da planta. Além disso, vamos poder abrir novas frentes de estudo, como o da fisiologia da floração e nutrição mineral relacionada à floração, área da pesquisa que precisa ser intensificada no país”, disse.

Avaliadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Mato Grosso, Bahia, Maranhão e Tocantins, as três novas variedades de cana que serão apresentadas (IACSP95-5094, IACSP96-2042 e IACSP96-3060), têm vantagens na produção de biomassa em relação à maioria dos materiais em uso.

“Entre produtividade de biomassa e teor de sacarose, as novas variedades produzem 10% a mais que as usadas na primeira metade da década”, disse Landell. O ganho pode chegar aos 30% se os produtores explorarem o potencial desses materiais, associando-os aos ambientes de produção adequados.

Com as três novas variedades, já são 19 as lançadas pelo IAC para fins industriais durante oito anos de pesquisa. As três novas têm perfil para atender também aos critérios agroambientais e à demanda atual da agroindústria. “Elas se adaptam ao plantio mecânico e à colheita mecânica crua, dispensando a queima”, disse Landell.

O diretor do Centro de Cana do IAC destaca que o ganho de tempo e eficiência nas pesquisas requerem investimentos constantes em infraestrutura e recursos humanos. “O próximo passo será a instalação de uma sala de cruzamentos com temperatura e umidade controladas para a obtenção de sementes de qualidade”, indicou.

A inauguração do laboratório será às 15 horas, no Centro de Cana do Instituto Agronômico, localizado na Rodovia Prefeito Antonio Duarte Nogueira, Km 32, em Ribeirão Preto (SP).

Mais informações: (19) 2137-0600.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Chamada FAPESP-Microsoft Research tem prazos prorrogados

O prazo para recebimento de propostas na nova chamada do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research (Chamada FAPESP 10/2010) foi estendido até o dia 18 de outubro.

A chamada apoiará pesquisa fundamental e de classe mundial em tecnologias de informação e comunicações (TIC). O objetivo da chamada é selecionar e financiar projetos que explorem a aplicação da ciência da computação aos desafios da pesquisa fundamental em áreas tais como educação, saúde e bem-estar ou produção de energia e várias outras disciplinas ligadas às ciências do meio ambiente.

O total de recursos disponível para atender às propostas selecionadas é de R$ 1 milhão. Espera-se selecionar em torno de cinco propostas com valor individual entre R$ 100 mil e R$ 300 mil.

As propostas deverão considerar projetos com duração de no máximo dois anos e podem ser apresentadas por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa, públicas ou privadas sem fins lucrativos, no Estado de São Paulo.

No âmbito da chamada, a pesquisa acadêmica tem dois ingredientes essenciais: criação de novo conhecimento científico e comunicação de resultados para a comunidade acadêmica mundial.

Os projetos devem ter grande impacto por meio de: 1) Pesquisa nova, criativa e interessante para o avanço das TIC; e 2) Publicação e disseminação do conhecimento e de experiências para a comunidade acadêmica mundial.

O Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, resultado de um acordo de cooperação assinado entre as duas instituições em abril de 2007, é uma iniciativa pioneira no Brasil que associa os setores público e privado de modo a estimular a geração e a aplicação de conhecimento em TIC.

Fonte: Agência FAPESP

7ª Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Espírito Santo

O maior evento da ciência e tecnologia nacional ganhará no Espírito Santo uma edição especial com inclusão de novas atrações para o público participante. A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que vai acontecer de 18 a 24 de outubro, motiva a realização da 7ª Semana Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, que terá a participação de diversas entidades, universidades, escolas e instituições envolvidas com o tema "Ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável".

A Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Sect) está coordenando as reuniões preparatórias para o grande evento. Essas reuniões recebem as propostas da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Instituto Brasileiro de Inovação (IBI), Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Espírito Santo (Sintec), Fundação de Amparo a Pesquisa no Espírito Santo (Fapes), Secretaria Estadual de Educação ( Sedu) e Prefeitura de Vitória. Estima-se que o evento terá em torno de 30 mil visitantes, a maioria estudantes de todo o Estado. As atrações serão expostas em 120 estandes, no Sesi de Jardim da Penha, em Vitória.

De acordo o subsecretário estadual de Ciência e Tecnologia e coordenador geral da Semana, Marcos Adolfo Ferrari, este é o evento que aproxima o tema ciência e tecnologia do cotidiano das pessoas, populariza e desperta vocações para a área. “A Semana Nacional e Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação é uma grande exposição da pesquisa, do conhecimento e da inovação no Brasil e aqui no Espírito Santo se consolida como algo extremamente atrativo, lúdico e interessante não apenas para estudantes, mas para toda a família”, considera o coordenador.

No Ano Internacional da Biodiversidade, a semana vai propor uma nova reflexão sobre o desenvolvimento sustentável e a biodiversidade capixaba. Todos os expositores se nortearão com esta proposta. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) vai mobilizar escolas e estudantes das 11 regiões de ensino no Estado para a realização de prévias científicas, cujos melhores trabalhos virão a compor a Mostra Estadual de Ciência e Inovação. A Federação das Indústrias também realizará, na Semana, a Mostra Inova Findes, envolvendo empresas e empresários que se despertaram para a inovação no setor produtivo.

Tradicionalmente, um dos grandes atrativos da Semana é o Salão do Inventor Brasileiro. Neste ano, o Instituto Brasileiro de Inovação, coordenador do Salão, apresentará em 40 estantes as ideias e invenções mais interessantes vindos de todo o País. Além disso, paralelamente, vai acontecer o seminário técnico do Sintec, que pretende orientar e capacitar novos talentos para o mercado de trabalho no campo tecnológico.

Segundo Marcos Adolfo Ferrari, o evento está tomando porte e amadurecimento das propostas e pretende instituir a cultura do conhecimento de forma mais lúdica entre os capixabas. Nas próximas semanas outras reuniões serão decisivas das atrações, palestrantes convidados e atividades paralelas ao evento.
Informações Adicionais:

Mais informações no site da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia pelo site

Fonte: SECT

23º Congresso Brasileiro de Entomologia - CBE

A 23ª edição do Congresso Brasileiro de Entomologia (CBE) será realizada entre os dias 26 e 30 de setembro de 2010, em Natal – RN. 

O evento, promovido pela Sociedade Entomológica do Brasil, irá reunir pesquisadores, professores, estudantes, extensionistas, empresários e demais interessados em insetos e ácaros. 

O objetivo do XXIII CBE é difundir, discutir e integrar os avanços científicos e tecnológicos de forma inovadora, visando ao desenvolvimento econômico e social do Brasil e da América Latina.

Para mais informações, entre em contato com Marcone Cesar Mendonça das Chagas, pelo e-mail 

Fonte: SEB