quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CNPq: Metrologia recebe R$ 39,1 milhões em investimentos para pesquisa

Em consonância com o Programa de Capacitação Científica e Tecnológica para a Metrologia do Inmetro (Prometro), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lança o edital Nº 059/2010 para selecionar propostas que visem à formação e capacitação de recursos humanos, atraindo, assim, pessoal técnico-científico altamente qualificado para atuar na execução destes projetos junto aos laboratórios do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

As propostas devem se enquadrar nas seguintes linhas de pesquisa em metrologia: Química; Materiais; Telecomunicações; Velocidade e Fluxo; Eletricidade; Mecânica; Óptica; Acústica e Vibrações; Térmica; Radiação não-ionizante; Ciências Forenses; Fármacos; Equipamentos Médicos; Biologia Estrutural; Biotecnologia; Bioengenharia; Bioinformática; e Sustentabilidade.

O coordenador do projeto deve ter título de doutor, ter currículo cadastrado na Plataforma Lattes e também não ter vínculo celetista ou estatutário. O proponente pode solicitar para si uma bolsa na modalidade Desenvolvimento Científico da Metrologia Nacional (MDC) e, para sua equipe até uma bolsa de Desenvolvimento Tecnológico (MDT) no nível igual ou inferior ao 1F; duas bolsas de Iniciação Tecnológica (MIT); uma bolsa de Apoio Técnico (MAT); e ainda auxílio à pesquisa no valor de R$ 60 mil a serem pagos em duas parcelas.

As propostas aprovadas serão financiadas no valor global estimado de R$ 39,1 milhões oriundos de descentralização orçamentária do Inmetro para o CNPq. As propostas devem ter prazo máximo de execução estabelecido em 60 meses. Excepcionalmente, mediante apresentação de justificativa, o prazo pode ser prorrogado.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até 18 de outubro.

Fonte: Agência CT

Lançado o SISBIOTA BRASIL - Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade

Sisbiota-Brasil é lançado
Uma rede nacional de pesquisa com a finalidade de aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira acaba de ser lançada com aporte inicial de R$ 51,7 milhões, que financiarão trabalhos científicos sobre o assunto.

O Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota-Brasil) é uma iniciativa conjunta entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação (MCT)  e do Meio Ambiente (MMA), do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de 18 fundações de amparo à pesquisa estaduais: Fapeam, Fapema, Fapepi, Fapergs, Fapes, Fapesb, Fapespa, Fapitec, Fundect, Fapemig, Facepe, Fapemat, Fapeg, Fapesc, FAPDF, Fapern, Fundação Araucária e FAPESP.

“Ter um sistema nacional para reunir informação da biodiversidade brasileira era um anseio da comunidade científica que atua nessa grande área”, disse Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa Biota-FAPESP e professor da Universidade Estadual de Campinas, que ressaltou serem fundamentais essas informações para subsidiar políticas públicas de utilização sustentável dessa biodiversidade.

A experiência do programa paulista auxiliou na elaboração do Sisbiota-Brasil, que contou com a participação de membros do Biota-FAPESP e da diretoria científica da FAPESP nas reuniões que deram origem ao programa.

O texto do edital de lançamento também foi apresentado a membros da coordenação do Biota-FAPESP para sugestões e contribuições. Dois membros da coordenação do programa paulista participarão da gestão do sistema nacional: Roberto Berlinck, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, que fará parte do conselho técnico, e Joly, que terá uma cadeira no conselho científico.

Joly espera que o Sisbiota reproduza nacionalmente o salto de qualidade que o Biota-FAPESP representou para o Estado de São Paulo. “Isso só ocorrerá se houver garantias de que o financiamento será mantido em médio e longo prazos, uma condição que a FAPESP sempre manteve”, disse.

No Sisbiota-Brasil as FAPs serão cofinanciadoras dos projetos de pesquisa desenvolvidos dentro de seus respectivos estados.

O edital 47/2010, lançado em 2 de setembro pelo CNPq, regulamenta o processo de financiamento do Sisbiota-Brasil. As propostas de trabalhos serão recebidas até o dia 18 de outubro, os resultados serão divulgados em novembro e a contratação dos aprovados terá início em dezembro.

Do valor total do edital, R$ 22,7 milhões virão das FAPs, sendo que a FAPESP participará com R$ 10 milhões. Os outros 29 milhões serão financiados pelo FNDCT (R$ 12 milhões), pelo CNPq (R$ 6 milhões), pelo MMA (R$ 6 milhões) e pela Capes (R$ 5 milhões).

O Sisbiota-Brasil será dividido em três chamadas. A primeira visa a preencher lacunas do conhecimento da biodiversidade brasileira financiando propostas de projetos individuais que elaborem sínteses das informações disponíveis de todos os grupos taxonômicos de vertebrados, invertebrados, plantas e microrganismos.

Na chamada, o valor máximo destinado a cada trabalho é estabelecido de acordo com o bioma a ser investigado. Amazônia e Zona Costeiro-Marinha são os biomas que envolvem os maiores valores individuais por proposta: R$ 600 mil. Pesquisas sobre o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica poderão ser financiadas com até R$ 300 mil cada uma; para o Pantanal e o Pampa, cada projeto terá o teto de R$ 150 mil.

A pesquisa em redes temáticas será o foco da segunda chamada. As propostas dessa fase deverão ser abrangentes e englobar vários grupos taxonômicos, funcionais ou ecológicos e envolver um ou mais biomas.

Estima-se que as propostas da segunda chamada tenham valor máximo de R$ 2 milhões de financiamento para pesquisas novas e de R$ 1 milhão para propostas que integrem programas já existentes e contem com financiamentos.

A terceira chamada visa a financiar projetos que objetivem o entendimento e a previsão de respostas da biodiversidade às mudanças climáticas e aos usos da terra. Essa fase terá o financiamento máximo de R$ 650 mil por proposta.

Biota-FAPESP
Iniciado em março de 1999, o Programa Biota-FAPESP de pesquisas em caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade do Estado de São Paulo englobou 94 projetos que descreveram mais de 1,8 mil novas espécies e levantaram informações sobre outras 12 mil.

Joly atribui o sucesso à capacidade de a FAPESP financiar projetos de longo prazo e ao fato de o programa ser totalmente gerenciado por cientistas, fatores que preservam o Biota de ingerências políticas,

Além dos resultados científicos, o Biota-FAPESP serviu de modelo para a elaboração de programas como o Biota-MS, voltado ao estudo da biodiversidade do Estado do Mato Grosso do Sul.

Em junho deste ano, a revista científica Science publicou um balanço da primeira década do Biota-FAPESP, em artigo assinado por cientistas participantes do programa.

Após dez anos, o programa paulista foi reavaliado e novas fronteiras de investigação foram abertas. Entre elas estão pesquisas sobre o bioma marinho da costa paulista. A pesquisa oceânica contará com um workshop promovido pelo Biota-FAPESP nos dias 9 e 10 de setembro.

Fonte: Fabio Reynol /Agência FAPESP

Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia

Mar à vista
Intensamente afetada por problemas ambientais e por deficiências das políticas públicas, a biodiversidade marinha precisa ser conhecida para ser protegida. Estimular a formação de grupos de pesquisa sobre o tema é um dos principais objetivos do Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, que será realizado a partir desta quinta-feira (9/9), na sede da FAPESP, em São Paulo.

Cientistas brasileiros e estrangeiros apresentarão um panorama completo e atualizado da pesquisa internacional sobre a biodiversidade no ambiente marinho.

“O objetivo é ampliar a visão do universo de pesquisa sobre a biodiversidade marinha e permitir que pesquisadores e estudantes conheçam o que está sendo feito nessa área no Brasil e no exterior. Queremos estimular o intercâmbio internacional e a formação de novos grupos dedicados ao estudo do tema”, disse um dos organizadores do evento, Roberto Berlinck.

Segundo o professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, serão debatidos vários temas relacionados à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade marinha brasileira, incluindo a obtenção de produtos naturais bioativos para produção de drogas e o planejamento da intervenção humana no ambiente marinho. O evento terá a participação de pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Nova Zelândia, Canadá e Bélgica.

“Um dos temas particularmente interessantes na programação envolve os trabalhos que estão sendo realizados com a microbiologia marinha. Essa área de pesquisa, que se dedica a um microuniverso dentro do megabioma marinho, existe há menos de 20 anos”, disse Berlinck, que também é membro da coordenação do programa Biota-FAPESP.

Os macrouniversos também terão destaque no evento: estudos relacionados à biogeografia e filogeografia procuram desenhar um panorama geral da biodiversidade em regiões específicas dos oceanos.

“Essas áreas buscam entender a relação entre os organismos em termos de espaço – no caso da biogeografia – e de tempo, no caso da filogeografia, que se refere ao parentesco entre as espécies no decorrer da evolução”, afirmou.

De acordo com Berlinck, a expansão de pesquisas sobre a biodiversidade marinha é um dos focos definidos pelo Biota-FAPESP em sua estratégia para a próxima década.

Em 2009, ao completar dez anos – com uma ampla contribuição para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira, gerando estudos e inventários que subsidiaram políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade –, o programa realizou um balanço de suas atividades e traçou uma estratégia para a próxima década.

“Na reunião de avaliação do programa, em 2009, concluiu-se que havia sido dada pouca ênfase ao ambiente marinho. Investir nesses estudos foi uma reivindicação dos participantes. O workshop será um importante passo para começarmos a cumprir essa meta”, disse.

Berlinck afirmou que o conhecimento atual sobre o ambiente marinho brasileiro é pontual. Em alguns locais da costa, onde há infraestrutura de pesquisa – como São Sebastião, onde está o Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP) –, a biodiversidade é bem conhecida. No restante, há imensas lacunas.

“Unidades de pesquisa estão presentes em alguns pontos da costa brasileira. Nessas áreas, há projetos de pesquisa desenvolvidos e apoio logístico disponível. Mas, no restante, o conhecimento é muito limitado. Seria preciso organizar grupos de trabalho para ter acesso a mais pontos da costa e realizar amplos trabalhos que permitam desenhar um quadro um pouco mais completo”, disse.

Realizar um inventário da biodiversidade marinha, como o Programa Biota-FAPESP tem feito com outros biomas, não seria uma tarefa trivial, segundo Berlinck. “Isso é muito difícil por questão de acesso. Podemos fazer levantamentos em pontos da região costeira, mas dificilmente chegaríamos a um inventário completo”, afirmou.

O aumento do esforço para conhecer mais a fundo a biodiversidade marinha deverá ter um impacto importante nas políticas públicas. De acordo com Berlinck, já existem parques e regiões protegidas em diversas áreas da costa, mas é preciso criar políticas públicas eficazes em relação às atividades econômicas e à ocupação humana no litoral.

“É preciso fiscalizar o que é jogado no mar. Além de desastres frequentes, como derramamentos de petróleo, temos visto com grande preocupação a ocupação desordenada do litoral, que leva ao despejo de lixo nos rios, mangues e oceano – em especial no litoral paulista. Vemos praias que eram paradisíacas há 25 anos e hoje estão ocupadas por favelas. É preciso mobilizar a comunidade científica para chamar a atenção da sociedade e dos gestores para esses problemas”, afirmou.

Riqueza marinha
O Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia terá cobertura da Agência FAPESP. O encontro está com inscrições encerradas devido à grande procura, que atingiu a capacidade das instalações da FAPESP.

Um dos destaques do evento será a participação de William Fenical, do Centro de Biotecnologia Marinha e Biomedicina da Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos, que apresentará a palestra “Microrganismos do oceano profundo: uma nova fonte para a descoberta de drogas”.

Fenical estuda há quase 20 anos compostos orgânicos, originados em microrganismos marinhos, com efeitos sobre o câncer e outras doenças. Em trabalho recente, o pesquisador descobriu em sedimentos oceânicos a bactéria Salinospora tropica, que produz um potente agente anticancerígeno para tratamento do mieloma múltiplo. O medicamento ainda será testado em humanos.

Pio Colepicolo, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, falará sobre a utilização de algas como fonte de metabólitos de importante valor econômico.

Paulo Mourão, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM), apresentará resultados de pesquisas sobre agentes anticoagulantes e antitrombóticos encontrados em ouriços-do-mar.

Letícia Veras Costa-Lotufo, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Universidade do Ceará (UFC), irá relatar estudos para busca de compostos para tratamento do câncer em invertebrados e microrganismos presentes no litoral do Nordeste brasileiro.

Joseph Neigel, do Departamento de Biologia da Universidade de Louisiana (Estados Unidos), apresentará palestra sobre o tema Mistérios não resolvidos da genética de populações marinhas: há uma explicação comum?.

Heroen Verbruggen, da Universidade Ghent (Bélgica), falará sobre o tema Biodiversidade e biogeografia de algas marinhas: uma perspectiva evolucionária.

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Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Finep: inscrições abertas para a 2ª edição do Prêmio Inovar

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) anunciou no Rio de Janeiro, a abertura de inscrição para a segunda edição do Prêmio Inovar. Criada em 2009, a iniciativa é mais uma ação de estímulo à promoção da excelência na gestão de fundos de venture capital no Brasil. A inscrição está aberta até 6 de outubro. Para participar é preciso preencher um formulário disponível no endereço www.finep.gov.br/premioinovar.

São três as categorias: Governança, Equipe e Operação. Estão aptas a participar empresas gestoras de fundos, constituídos, no mínimo, há dois anos, segundo as instruções CVM 209 ou 391, e que sejam não-proprietários e não-exclusivos, ou seja, fundos que não tenham mais de 50% das cotas pertencentes a um único investidor, e que tenham em seu regulamento a obrigatoriedade de investir em mais de uma empresa.

As firmas gestoras podem fazer mais de uma inscrição nas categorias Governança e Equipe para diferentes fundos em atividade, e na categoria Operação para diferentes operações de investimento e desinvestimento em uma empresa, realizadas por um mesmo fundo ou por fundos diversos. Em todos os casos, existe a necessidade de envio de arquivos individuais para cada inscrição.

O Prêmio é realizado com o apoio institucional dos Investidores Inovar, do jornal Valor Econômico, da revista Valor Financeiro e da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), com patrocínio do Fumin/BID. A comissão organizadora do Prêmio Inovar 2009 realizará uma pré-qualificação de todas as propostas inscritas, com caráter eliminatório. Nesta etapa, serão verificados o envio correto do arquivo e as respostas completas a todas as perguntas do questionário, bem como o atendimento às condições de participação.

As propostas pré-qualificadas serão avaliadas no dia 15 de outubro por uma comissão julgadora composta por três representantes da Finep, um representante de cada um dos Investidores Parceiros Inovar, um representante do Jornal Valor Econômico e dois representantes externos convidados, com ampla experiência na indústria de venture capital e private equity.

A premiação ocorrerá no mês de novembro. Os vencedores de cada categoria receberão um troféu. Mais informações pelo e-mail

Fonte: Agência CT

Ipen: inaugurado o espaço Marcello Damy com a mostra “O Ipen e sua história”

O Instituto Nacional de Pesquisas Nucleares (Ipen) completou 54 anos no dia 30 de agosto e, entre os marcos comemorativos, esteve a inauguração, na quarta-feira (1º/9), do Espaço Cultural Professor Marcello Damy que abriga a exposição permanente “O Ipen e sua história”.

Instalado no quarto andar do prédio da administração do instituto, o Espaço Cultural foi batizado em homenagem ao físico que morreu em novembro passado e é um dos pioneiros da pesquisa nuclear brasileira e do ensino de física no país.

Entre outros feitos, Damy desenvolveu o primeiro reator nuclear brasileiro e foi um dos fundadores do Ipen, inaugurado com o nome de Instituto de Energia Atômica.

A mostra engloba 14 painéis, além de maquetes dos reatores IEA-R1 e IPEN-MB/01, e do irradiador multipropósito. A concepção das peças foi realizada pelo artista plástico Guto Lacaz e as visitas são monitoradas

As comemorações de aniversário do Ipen também envolvem uma exposição sobre os 50 anos da invenção do laser. Elaborada por técnicos do Centro de Lasers e Aplicações do instituto, a exposição traz painéis sobre a história, a técnica e as aplicações do laser. A mostra está instalada no corredor de acesso ao bloco A do instituto.

O Ipen fica na Av. Prof. Lineu Prestes, 2.242, Cidade Universitária, São Paulo (SP).

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisa FAPESP ganha prêmio de reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica

A revista Pesquisa FAPESP foi a grande vencedora na 10ª edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica. Com duas reportagens, a editora-assistente Maria Guimarães ganhou o primeiro e o segundo lugares na categoria jornalismo impresso.

A primeira colocação ficou com a reportagem Jardineiras fiéis, publicada em julho de 2009, que descreve a pesquisa de Paulo Sérgio Oliveira, professor do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, sobre como as formigas ajudam a semear florestas.

O segundo lugar foi para o texto O futuro da natureza e da agricultura, de outubro de 2009, que aborda os resultados de vários estudos para mostrar como os modelos matemáticos estimam o que pode ocorrer com as plantas e os animais em razão das mudanças climáticas previstas para as próximas décadas.

“Ganhar os dois prêmios é muito gratificante não apenas pelo reconhecimento, mas também porque eles aumentam a visibilidade dos assuntos de que tratamos nas reportagens da revista”, disse Maria, bióloga de formação e jornalista há quatro anos.

Pelo primeiro lugar, a editora-assistente ganhou uma viagem para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP16), que será realizada em novembro, no México. Pelo segundo, recebeu R$ 5 mil. Nesta edição, 62 reportagens concorreram ao prêmio ambiental na categoria impressa.

Nas dez edições do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, parceria das organizações não-governamentais Conservação Internacional do Brasil e SOS Mata Atlântica, jornalistas de Pesquisa FAPESP já ganharam oito prêmios e cinco menções honrosas.

Fonte: Agência FAPESP

PUC-Rio: inscrições abertas para engenharia em nanotecnologia

O Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) abriu inscrições para vestibular no curso de Engenharia em Nanotecnologia. O prazo final para inscrição no vestibular se encerra em 10 de setembro.

Primeiro da América Latina, o curso será uma das habilitações em engenharia e já está disponível no vestibular deste ano para ingresso no primeiro semestre de 2011.

Classificado como interdisciplinar, além da engenharia o curso reunirá áreas distintas como biologia, física, química, eletrônica, computação e ciência de materiais.

Devido à multidisciplinaridade da grade curricular, o engenheiro em nanotecnologia terá uma base de conhecimento mais ampla. O curso será constituído de um ciclo básico – comum a todas as engenharias, onde o aluno receberá ampla formação científica – e um ciclo profissional – equilibrado em quatro áreas básicas: física, química, elétrica e de materiais.

Além disso, o profissional poderá também ingressar em programas de pós-graduação e pesquisa na nanociência e nanotecnologia nas áreas de física, eletrônica, materiais, semicondutores e bionanotecnologia.


Fonte: Agência FAPESP