terça-feira, 7 de setembro de 2010

Inpe testa urnas eletrônicas da próxima eleição

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), em São José dos Campos (SP), realiza uma bateria de testes em duas urnas eletrônicas do modelo das que serão usadas nas eleições de outubro. As atividades ocorrem amanhã (7) e quarta-feira (8) no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto.

Os testes checarão, entre outras funções, se as ondas eletromagnéticas emitidas pelas urnas podem causar interferências em equipamentos como o marca-passo.

A urna eletrônica brasileira foi desenvolvida na década de 1990 por engenheiros do Inpe e do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA) (hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial - CDTA). À época, Antônio Ésio Salgado, Paulo Nakaya, Osvaldo Catsumi e Mauro Hashioka foram convocados para montar o software do aparelho.

“Fomos chamados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fazer parte de um grupo de notáveis para estudar, mapear e informatizar todo o sistema eleitoral brasileiro e, por fim, criar a urna eletrônica com base em requisitos técnicos de segurança”, conta Paulo Nakaya, engenheiro aposentado do Inpe.

Desde seu lançamento nas eleições de 1996 e sua chegada a todo o País em 2000, a urna eletrônica vem sendo aperfeiçoada. Em 2009, ganhou um dispositivo para identificação biométrica, que foi testado com sucesso em algumas cidades.

Segundo Salgado, que continua atuando no Inpe e também coordena projetos de hardware e novas tecnologias do TSE, os novos modelos da urna eletrônica trazem uma cadeia de segurança que executa só programas assinados digitalmente pela Justiça Eleitoral.

“O Inpe é um ator importante neste projeto da urna eletrônica porque incentiva as colaborações entre universidades, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)Unitau). e Universidade de Taubaté ( Os estudos científicos são importantes para continuarmos desenvolvendo tecnologias que possam tornar as máquinas cada vez mais eficazes”, afirma Salgado.

“O desenvolvimento da urna eletrônica modernizou nosso processo eleitoral, minimizou o preconceito nas votações e contribuiu para o fortalecimento da democratização no Brasil”, diz Catsumi, do DCTA.

Fonte: Agência CT

UFRJ: pesquisas sobre o potencial de células-tronco presentes no sangue menstrual avança

Uma nova possibilidade se abre no campo das pesquisas com células-tronco através da utilização do sangue menstrual. Segundo Regina Coeli dos Santos Goldenberg, professora e pesquisadora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ e chefe do Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular, a pesquisa com células do tecido endometrial vem sendo realizada há cerca de 30 anos, no entanto, somente em 2007, foram publicados os primeiros trabalhos utilizando as células-tronco derivadas do sangue menstrual.

“O sangue menstrual apresenta uma série de vantagens que inclui a obtenção fácil e indolor, além de consistir uma fonte muito rica de células-tronco mesenquimais e ser um material produzido todo mês e que seria descartado”, afirma a pesquisadora.

O sangue menstrual é composto pela descamação do endométrio – parede que reveste o útero para receber o óvulo – e por sangue proveniente do rompimento de alguns vasos sanguíneos decorrente desse processo. “Quando o endométrio se descama, traz consigo células-tronco mesenquimais semelhantes às encontradas na medula óssea”, explica a pesquisadora.

Apesar de serem de grande utilidade, as células-tronco mesenquimais possuem uma capacidade mais reduzida na diferenciação de novas células, quando comparadas às células-tronco embrionárias. “Em virtude disso, nosso grupo está investindo em reprogramar as células-tronco mesenquimais do sangue menstrual de modo a gerar células-tronco pluripotentes induzidas, ou seja, fazer com que as células retornem ao estágio embrionário. O pós-doutorando Deivid Carvalho Rodrigues é o responsável pelo sucesso dessa linha”, afirma Regina Goldenberg.

Com tudo isso, as células-tronco encontradas no sangue menstrual já têm se mostrado tão eficazes na reconstituição de alguns tipos de órgãos quanto às provenientes da medula óssea. “Através de modelos experimentais realizados com animais, as células-tronco mesenquimais derivadas do sangue menstrual se mostraram eficazes no tratamento de doenças como infarto, distrofia muscular, isquemia de patas e Acidente Vascular Encefálico”, relata a professora.

Além disso, as células-tronco derivadas do sangue menstrual são capazes, ainda, de acordo com a pesquisadora, de formarem uma camada alimentadora que substitui os fibroblastos dos camundongos, fornecendo sustentação e apoio no cultivo a outras células-tronco embrionárias, como mostram os resultados obtidos pela aluna Danúbia Silva dos Santos.

Na UFRJ, já há pesquisas sobre células-tronco derivadas do sangue menstrual envolvendo mulheres. “A coleta é simples, semelhante a um exame de urina. No dia de maior fluxo menstrual, as voluntárias coletam a amostra de sangue utilizando um potinho com antibióticos e anticoagulantes”, explica Regina Goldenberg. Não há especificações com relação ao perfil das voluntárias, basta que as mulheres estejam em idade fértil, mantenham uma boa higiene íntima e não possuam nenhuma doença. “O isolamento, caracterização e expansão das células é de responsabilidade da aluna de mestrado Karina Dutra Asensi”, conclui a professora.

Fonte: Stephanie Tondo / Olhar Vital - UFRJ

INT: Corantes Naturais terão características preservadas pela nanotecnologia

A mudança nos hábitos alimentares ocorrida nas últimas décadas tem atraído a atenção de órgãos reguladores no Brasil e outros países. Estudos realizados nos Estados Unidos e Japão apontam os corantes artificiais como um fator relevante que tem alterado a saúde da população. Inserido nessa questão, o Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) desenvolve pesquisas com microorganismos voltadas para o melhor aproveitamento de corantes naturais pela indústria alimentícia.

Realizado pela área de Processamento e Caracterização de Materiais do Instituto, o trabalho integra a tese de doutorado da nutricionista Thaís Passos, realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O desenvolvimento da pesquisa, que tem co-orientação do tecnologista Fábio Dantas, do INT, objetiva melhorar a estabilidade de pigmentos naturais extraídos de cianobactérias cultivadas em laboratório. “Neste trabalho abordamos duas linhas de pesquisa, aliando conceitos de biotecnologia e nanotecnologia”, explica Fábio.

A tecnologia desenvolvida consiste no encapsulamento em polímero dos pigmentos naturais, proporcionando maior estabilidade frente a fatores ligados ao processamento e armazenamento dos alimentos, como presença de luz e oxigênio, temperatura e acidez (pH). Alcançada essa estabilidade, os pigmentos oriundos de cianobactérias - utilizadas na pesquisa por se reproduzirem em meios com condições controladas e por não produzirem resíduos -, podem ser aplicados nos alimentos. Assim, cria-se uma alternativa para as indústrias que empregam os corantes artificiais em suas formulações.

A substituição de alimentos in natura por alimentos processados vem contribuindo de forma relevante para o empobrecimento da dieta diária de uma pessoa. Segundo Thaís, estudos epidemiológicos apresentam questões preocupantes com a saúde coletiva, em especial a das crianças, que costumam ser consumidores em potencial de alimentos coloridos artificialmente. Como estratégia de mercado, as indústrias utilizam esses corantes, por apresentarem características mais estáveis comparados aos de origem natural, garantindo melhor aparência do produto com cores mais atraentes para o consumo.

Esses corantes artificiais utilizados têm sido tema de pesquisas internacionais e alvo de investigações científicas sobre a exposição das pessoas a essas substâncias. As pesquisas, além de alertarem sobre os limites de tolerância dos corantes permitidos, já fizeram com que vários sintéticos se tornem proibidos em alguns países por terem sido associados à incidência de tumores e casos de alteração de comportamento em crianças (hiperatividade).

“É importante estar atento a quantidade desses aditivos nos alimentos, já que os efeitos são ainda maiores de acordo com a quantidade consumida em relação ao peso da pessoa”, alerta Thaís para a preocupação com a dieta das crianças que se tornam mais suscetíveis aos sintéticos.

Leis vigentes na Austrália e Estados Unidos restringem rigorosamente o uso de sintéticos nos processos industriais do setor alimentício. Pela legislação atual, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite no Brasil o uso de apenas 11corantes artificiais em alimentos e bebidas, sendo eles: Amaranto, Vermelho de Eritorsina, Vermelho 40, Ponceau 4R, Amarelo Crepúsculo, Amarelo Tartrazina, Azul de Indigotina, Azul Brilhante, Azorrubina, Verde Rápido e Azul Patente V.

“Já existindo preocupações com o uso de corantes artificiais no País, ao fim do estudo pretendemos patentear o processo, e posteriormente, transferir a tecnologia para comercializar os corantes naturais que são indiscutivelmente mais saudáveis que os sintéticos”, finaliza Thaís.

Fonte: Agência CT

10ª Conferência Internacional de Caprinos - IGA 2010

Pesquisadores da área de caprinos de vários países se reúnem entre os próximos dias 19 e 23 em Recife (PE), para participar da 10ª Conferência Internacional de Caprinos (IGA 2010). O objetivo do evento, que tem como tema central Desenvolvimento tecnológico e medidas associativas para o desenvolvimento da produção de pequenos ruminantes, é o de discutir problemas e soluções para o aprimoramento da caprinocultura em nível mundial.

Entre os palestrantes internacionais confirmados, está o pesquisador da Universidade da Geórgia (EUA), Corrie Brown, que fala sobre doenças de caprinos e seus impactos econômicos; o pesquisador da Macaulay Land Use Research Institute, do Reino Unido, Robert Orskov, responsável pelo aprimoramento da metodologia de avaliação de alimentos usada até hoje, versará sobre os novos desafios na alimentação de pequenos ruminantes para países em desenvolvimento; a pesquisadora da Universidade de Recursos Naturais e Ciências Aplicadas, Boku (Áustria), Maria Wurzinger, ministra palestra sobre estratégias de melhoramento baseadas no conhecimento dos pequenos produtores, e o presidente da IGA, Jean Paul Dubeuf, que fala sobre Diversidade e desafios da caprinocultura para pequenos produtores ao redor do mundo.

Além deles o encontro tem a participação de representantes do Instituto Internacional de Pesquisas Florestais, Agrícolas e Pecuárias (Inifap), do México, e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). A professora Maria Norma Ribeiro, membro da diretoria da IGA e do Comitê Executivo do evento, ressalta que a preocupação dos organizadores é buscar meios para impulsionar a caprinocultura, devido à sua importância econômica e social em regiões semiáridas do mundo inteiro.

“Muitos países têm áreas onde as condições climáticas dificultam a exploração agrícola e os caprinos representam uma atividade muito relevante, devido à sua aptidão para produzir leite e carne a baixo custo, além de servir como fonte de renda, por meio da produção de peles” , diz a professora.

O IGA 2010 é fruto de uma parceria firmada entre Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCT), Universidade Federal Rural de Pernambuco (Ufrpe), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/CNPC), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Empresa Paraibana de Pesquisa Agropecuária (Emepa).

Consta ainda da programação cursos, visitas técnicas, desfile de moda e festival gastronômico.

Os melhores trabalhos científicos apresentados no evento serão publicados na Revista da IGA, a Small Ruminant Research, que tem circulação internacional. Os interessados devem fazer a inscrição online acessem o link do evento acima.

Fonte: Agência CT

Inpe realiza o 24º Encontro do Comitê de Satélites de Observação da Terra - Ceos

O 24º Encontro do Comitê de Satélites de Observação da Terra (Ceos, na sigla em inglês) será realizado de 12 a 15 de outubro no Rio de Janeiro. Este ano, a presidência do Ceos é exercida pelo Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), que promove a reunião para discutir os avanços obtidos no último ano e estudar a estratégia a ser adotada nos próximos.

Criado em 1984, o Ceos é responsável pela coordenação global de programas espaciais civis e pelo intercâmbio de dados de satélites de observação da Terra. A presidência do órgão, que reúne 28 agências espaciais e 20 organizações nacionais e internacionais, atesta o reconhecimento mundial do Brasil como líder na disseminação do uso de dados orbitais.

Em 2004, por meio do Inpe, o País foi o primeiro a adotar uma política de acesso livre ao permitir a distribuição gratuita pela internet dos dados do satélite sino-brasileiro Cbers.

O intercâmbio de dados de satélites proporcionado pelo Ceos une esforços e permite a obtenção de mais informações para o estudo do desmatamento, previsão de desastres naturais, conservação da biodiversidade, entre outras aplicações importantes no atual cenário de mudanças climáticas. Quanto mais dados e satélites disponíveis, melhor o gerenciamento dos recursos naturais do planeta.

O Brasil assumiu a presidência anual do Ceos na plenária do Comitê realizada em novembro de 2009, em Phuket, na Tailândia. No Rio de Janeiro, haverá uma nova plenária para definir o próximo mandato.

Fonte:Agência CT

USP São Carlos: Museu conta história da computação

As velhas máquinas de calcular e os primeiros computadores são algumas das 219 peças que integram o Museu de Computação Professor Odelar Leite Linhares, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, a 230 km de São Paulo.

A rápida evolução tecnológica faz muitas máquinas figurarem na lista das peças do museu com mais rapidez que as antigas máquinas de calcular. O visitante pode se deparar com instrumentos que hoje estão bem distante da realidade dos profissionais, como réguas de cálculo, máquinas de calcular mecânicas ou eletromecânicas, tabelas de funções matemáticas, principalmente as de funções trigonométricas e ábacos de todas as espécies.

O museu herdou parte do acervo do Museu de Instrumentos de Cálculo Numérico, idealizado em 1978 pelo professor Odelar, que foi docente do departamento de Ciências de Computação e Estatística.

As visitas são gratuitas e podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados das 9h às 12h. Os grupos de escolas podem agendar visita pelo telefone (16) 3373-9146. Os interessados também podem fazer uma visita virtual por meio do endereço acima.

Fonte:Agência CT

Inpa: inscrições abertas para bolsas de iniciação científica

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), por meio da Coordenação de Capacitação (COCP), abre inscrição de bolsistas para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic- Jr). O programa iniciou em 2003 e recebe o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

A inscrição pode ser feita até a próxima sexta-feira (10) na Divisão de Apoio Técnico (DAT/COCP), na Av. André Araújo, 2936, Aleixo, Campus 1 do Instituto.

Os estudantes interessados devem estar cursando entre o 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, ou estar devidamente matriculado num curso de educação profissional - ensino técnico – seja em escola pública ou privada.

Outros critérios serão levados em consideração para a escolha dos bolsistas, como um desempenho acadêmico satisfatório, a disponibilidade de oito horas semanais às atividades de pesquisa e os interessados não devem ter qualquer meio de vínculo empregatício.

O candidato à bolsa deve ser brasileiro ou naturalizado. Deve estar cadastrado no sistema de currículo lattes do CNPq e no Banco de Pesquisadores da Fapeam e estudando no período de vigência da bolsa que vai de 1 de agosto deste ano a 30 de julho de 2011.

Objetivo do programa
Proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado num grupo de pesquisa experiente, a aprendizagem de técnicas e métodos científicos, bem como estimular o desenvolvimento do pensar e da criatividade do jovem.

Fonte: Agência CT

CNPq: convênio libera R$ 220 milhões para programas de pesquisas

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT), Carlos Alberto Aragão, assinou na sexta-feira (3), em Belém (PA), com as Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa (FAPs), convênios que juntos totalizam R$ 220 milhões. O convênio foi firmado no Fórum Nacional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Compareceram entre outras autoridades, o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Rodrigues Elias. Os recursos aportados se destinam a três programas. O Programa de Apoio a Núcleos Emergentes (Pronem), que é inédito, receberá quase R$ 91 milhões, sendo R$ 58,69 milhões do CNPq e R$ 32,29 das FAPs. O Programa Primeiros Projetos (PPP) recebe R$ 63,37 milhões, sendo R$ 39,24 milhões do CNPq e R$ 24,13 milhões das FAPs. Já o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) terá R$ 68 milhões, R$ 42,15 milhões do CNPq e R$ 25,90 milhões das FAPs.

Programas
Pronem – Criado em 2010, o Programa pretende apoiar grupos emergentes de capacidade reconhecida, para ampliar e consolidar a capacidade cientifica e tecnológica instalada de cada unidade da federação. Como se trata de uma ação em parceria com os estados, a ampliação da capacidade de CT&I poderá levar em conta, por meio de chamadas públicas pelas respectivas entidades estaduais, as prioridades estratégicas e estabelecidas em cada unidade da federação.

PPP – O programa foi instituído em 2003, no âmbito do Fundo Setorial de Infra-Estrutura (CT-Infra), com o objetivo de atender ao crescente número de recém-doutores em fase de consolidação de carreiras científico-tecnológicas. Neste período foram beneficiados mais de dois mil pesquisadores que antes não recebiam qualquer auxílio financeiros das agências de fomento, exceto bolsas.

Pronex - Criado em 1996, o Programa é um instrumento de estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento científico e tecnológico do país, por meio de apoio continuado e adicional aos instrumentos hoje disponíveis, a grupos de alta competência, que tenham liderança e papel nucleador no setor de sua atuação. A partir de 2003 os recursos são aportados em partes iguais pelo CNPq e pela entidade local, anualmente e por três anos.

Fonte: Agência CT

FINEP: fármacos e medicamentos tem R$ 75,5 milhões para pesquisas

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) lança a chamada pública 04/2010, no valor de R$ 75,5 milhões, para apoio a projetos estratégicos na área de fármacos e medicamentos. Serão selecionadas propostas, em duas linhas temáticas, a serem desenvolvidas de forma cooperativa por instituições de pesquisa científica e tecnológica e empresas do setor. O prazo final para o envio eletrônico das propostas termina na próxima quarta-feira (8).

Na área de fármacos (linha A), serão contemplados projetos de desenvolvimento de produtos com atividade antiretroviral para o tratamento da Aids, como o efavirenz, tenofovir, ritonavir, lopinavir e atazanavir, obtidos a partir de síntese química e que busquem a verticalização do processo de produção, da síntese ao escalonamento.

A linha B engloba outros fármacos, biofármacos e fitomedicamentos, cujos desenvolvimentos contemplem inovações em rotas de produção ou processos de formulação. Os fitomedicamentos devem ser desenvolvidos com utilização de princípios ativos encontrados na biodiversidade brasileira. Nesta linha serão priorizados projetos que estejam nas etapas finais de desenvolvimento de medicamentos (formulação e testes clínicos). O valor mínimo a ser solicitado por projeto é R$1 milhão, podendo chegar a R$ 8 milhões.

Do total de recursos, R$ 41,5 milhões são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O formulário para apresentação das propostas está disponível no site da Finep. O resultado final está previsto para 4 de novembro. 

Fonte:Agência CT

Jacob Palis ganha o Prêmio Balzan de Matemática

O matemático brasileiro Jacob Palis é um dos vencedores do Prêmio Balzan. Também foram agraciados o italiano Carlo Ginzburg, o alemão Manfred Braunek e o japonês Shinya Yamanaka.

A Fundação Balzan, que concede o prêmio, foi criada pela família do jornalista italiano Eugenio Balzan, que fugiu da Itália para Suíça na década de 30 para escapar do cerco fascista à mídia. A cada ano, o prêmio é concedido a diferentes áreas. Esse ano, a Fundação premiou o estudo do Teatro, a História Européia, a Biologia e a Matemática. Em 2011 os temas serão a história antiga, estudos do Iluminismo, biologia teórica e os primórdios do Universo.

A premiação será dia 19 de novembro próximo, em Roma, na Itália. Uma semana antes, também em Roma, o professor Palis ingressa nos quadros da Accademia dei Lincei, a mais antiga academia de ciências ainda ativa da nossa história.

Apesar de existir desde 1961, essa é a primeira vez que um brasileiro é escolhido para receber as honras e o prêmio, no valor de 750 mil francos suíços (ou R$ 1,27 milhão). O prêmio em dinheiro, deve ter sua metade investido pelo premiado na pesquisa científica, preferencialmente incentivando os jovens talentos.

Fonte: Agência CT