quarta-feira, 1 de setembro de 2010

USP investiga a formação da América do Sul a partir da fissão de uma grande massa continental


Pedaço de um supercontinente
Há 200 milhões de anos uma única massa continental reunia praticamente todas as terras emersas do planeta. A quebra desse supercontinente denominado Pangeia deu origem aos atuais contornos continentais.

Geólogos da Universidade de São Paulo (USP), que integram um projeto de Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático apoiado pela FAPESP, estão levantando a história geológica de um dos pedaços que se separou de Pangeia e veio a se constituir nas terras que seriam conhecidas posteriormente como América do Sul. O foco da investigação está em um período que se estende de 1 bilhão a 450 milhões de anos atrás.

“Esse é o principal período investigado no projeto relacionado com a formação do nosso continente. Depois, a América do Sul se comportou de maneira mais estável, em sua maior parte servindo de anteparo para a evolução dos Andes”, disse Miguel Stipp Basei, coordenador do Temático, professor do Centro de Pesquisas Geocronológicas (CPGeo) do Instituto de Geociências da USP.

A separação das massas de terra e a sua reunião em grandes blocos é um processo cíclico que se repetiu diversas vezes durante a formação do planeta. Exemplos de grandes massas continentais que existiram são os continentes Colúmbia, Laurentia, Gondwana, Báltica e Sibéria. Pangeia foi o último dos supercontinentes e a dispersão de seus fragmentos levou à configuração atual do planeta.

A África e a América do Sul, por exemplo, estão se separando a uma taxa de alguns centímetros por ano, enquanto outras regiões do planeta estão em processo de aproximação. Entender essa dinâmica é essencial para traçar o caminho que o continente fez até encontrar a atual configuração.

“Sabemos, por exemplo, que a agregação de massas continentais em um ou em alguns supercontinentes conduz a uma situação de instabilidade, em grande parte porque a crosta oceânica que formaria todo o resto do planeta teria uma densidade diferente da parte emersa, o que levaria a um novo processo de fissão”, explicou Basei.

Para traçar o caminho dos continentes e localizar onde estavam os terrenos que formam o atual litoral de São Paulo há 130 milhões de anos, por exemplo, os pesquisadores lançam mão do paleomagnetismo das rochas.

Ao formar uma rocha, os minerais magnéticos que a compõem se alinham de acordo com o polo magnético da Terra. Com a medição de suas características paleomagnéticas e a determinação de sua idade é possível descobrir com certo grau de precisão onde ela estava quando foi formada.

A pesquisa tem permitido justapor partes dos continentes africano e sul-americano com precisão cada vez maior. A semelhança entre rochas encontradas no sudoeste da África e no sudeste da América do Sul possibilitou, desde o início dos estudos sobre a separação dos continentes na década de 60, efetuar correlações geológicas entre esses territórios que um dia estiveram unidos. Em continuidade a esses estudos pioneiros, e, utilizando-se de técnicas e equipamentos mais sofisticados, está sendo possível detalhar essas correlações.

Um exemplo está no litoral do Uruguai (Cinturão Rocha) onde são observadas rochas semelhantes às encontradas em uma região que compreende o litoral sul da Namíbia e a costa noroeste da África do Sul (Cinturão Gariep).

“Estudos mostraram que, além das semelhanças entre essas rochas, ambas derivaram de uma fonte idêntica. Isso caracteriza que nessa parte da América do Sul atual temos rochas que integraram um único bloco com aquela parte da África”, disse Basei.

Para desenvolver a pesquisa, o grupo brasileiro conta com a cooperação de especialistas de instituições como a Universidade de La Plata (Argentina), da Universidade de Chile, da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul), da Universidade de Kansas (Estados Unidos) e da Universidade de Goettingen (Alemanha).

“Uma das ferramentas importantes que complementam a comparação entre as rochas e seus constituintes vem da geologia isotópica. Estudos envolvendo análises pelos métodos Rb-Sr, Sm-Nd e Pb-Pb [de datação baseados na desintegração radioativa desses elementos químicos] permitem determinar a assinatura isotópica das diferentes unidades geológicas. Esses dados somados às idades das rochas conferem grande segurança às correlações”, disse Basei.

O Projeto Temático permitiu a aquisição de um espectrômetro de massas Triton, que garante maior rapidez e precisão na análise das amostras. O Temático também viabilizou a constituição, no fim de 2009, do Laboratório de Análises de Minerais por LA-ICP-MS (siga em inglês para “espectrômetro de massa por ionização acoplada por plasma com ablação a laser”), que possibilita a determinação da idade in situ de minerais.

Além desses equipamentos, este ano deverá entrar em operação no CPGeo da USP uma microssonda iônica de alta resolução (Shrimp, na sigla em inglês).

O aparelho é capaz de analisar porções dos grãos da ordem de cinco mícrons (milésimos de milímetro) e indicar as diferentes épocas em que essas regiões dos cristais se formaram. Financiada em partes iguais pela FAPESP e pela Petrobras, a microssonda custou R$ 3 milhões e só existem 14 similares no mundo.

Auxílio jurássico
A antiga fauna das regiões geográficas também pode ser um indicador do posicionamento de terras em tempos passados. Foi assim que a presença de fósseis de um tipo de trilobita (artrópode do período Paleozóico) permitiu sugerir a hipótese de que parte da região noroeste da Argentina representaria um fragmento do supercontinente Laurencia, que ficava ao norte do planeta.

“Por volta de 500 milhões de anos atrás, esse pedaço da atual Argentina teria se desprendido de uma porção de terra que atualmente constitui a região sul dos Estados Unidos e norte do México”, disse o professor da USP, ressaltando que os fósseis são bons complementos para as pesquisas do Temático.

As similaridades geológicas e cronológicas (encontradas nas rochas) e faunísticas (fornecidas pelos fósseis) permitem detalhar os mapas do planeta em diferentes eras geológicas. E saber onde os continentes estavam no passado e quais eram as suas ligações é importante não só para a ciência, segundo Basei.

Em uma palestra que fez na mina de Kumba, na África do Sul, o professor se espantou com a numerosa audiência. “E todos estavam interessados em saber quais as correlações possíveis com o que havia nas rochas da contraparte da América do Sul”, disse.

O interesse, segundo Basei, se justifica. A correlação das rochas entre os continentes pode indicar quais riquezas minerais podem ser encontradas na África a partir do que já foi descoberto do outro lado do Atlântico, e vice-versa.

“As minas africanas localizadas em regiões que se desprenderam do Brasil podem indicar a presença e orientar a procura desses mesmos minerais aqui”, disse.

Fonte: Fabio Reynol /Agência FAPESP

Programa FAPESP-NSF - National Science Foundation recebe propostas para realização de projetos de pesquisa em química nos EUA

A FAPESP lança nova chamada de propostas de pesquisa do Programa Piloto de Estágio de Iniciação Científica nos Estados Unidos na área de química, apoiado por universidades norte-americanas e paulistas, pela National Science Foundation (NSF) e pela FAPESP.

A chamada se destina a selecionar estudantes de graduação na área de química com bolsas de Iniciação Científica da FAPESP ou de outras agências, vigentes no período do estágio pretendido, para desenvolver projetos de pesquisa durante dez semanas, sob orientação de pesquisadores da Universidade da Flórida, no período de 9 de janeiro a 19 de março de 2011.

Podem apresentar propostas estudantes na área de química com bolsa de iniciação científica vigente no momento da submissão da proposta e, pelo menos, durante todo o período do estágio pretendido, orientados por docentes que tenham, vigentes pelo mesmo período, Projeto de Auxílio à Pesquisa Regular ou Projeto Temático apoiados pela FAPESP.

Os candidatos deverão ter: desempenho acadêmico destacado dentre seus pares no curso de graduação; experiência de iniciação científica na realização de trabalhos de pesquisa científica; domínio da língua inglesa; passaporte de qualquer nacionalidade válido no momento da submissão da proposta.

As propostas serão recebidas até o dia 11 de outubro de 2010 e serão analisadas e selecionadas pela FAPESP, com auxílio das suas Coordenações de Área e Adjunta, bem como do Comitê Gestor da Cooperação FAPESP-NSF na Área de Química. Os resultados serão divulgados a partir do dia 25 de outubro de 2010.

Para cada um dos estudantes selecionados, o apoio oferecido constará de:

1) Passagem aérea em classe econômica no trecho São Paulo/EUA/São Paulo custeada pela Reserva Técnica de Projeto de Auxílio à Pesquisa de responsabilidade do orientador e/ou pelas instituições paulistas envolvidas;

2) Seguro-saúde e despesas de visto para entrada nos Estados Unidos custeados pela Reserva Técnica de Projeto de Auxílio à Pesquisa de responsabilidade do orientador e/ou pelas instituições paulistas envolvidas;

3) Aditivo especial ao valor da bolsa em andamento totalizando até US$ 800 mensais durante o período de estágio (dez semanas), caso o aluno seja bolsista FAPESP. Para bolsista de outra agência, essa mensalidade será na forma de pagamento de diárias mensais no valor equivalente à diferença entre o total de US$ 800 e o valor atual da Bolsa de IC da FAPESP. O pagamento será oriundo da Reserva Técnica do Projeto de Auxílio à Pesquisa FAPESP sob responsabilidade do orientador;

4) Despesas de estadia (alojamentos e alimentação) serão custeadas pelo projeto financiado pela NSF e/ou pelas universidades americanas, em um valor estimado de até US$ 1.500;

5) Não serão aceitas propostas baseadas em autofinanciamento do candidato.

Fonte: Agência FAPESP

Lixo = $

Quando lixo é sinônimo de lucro
Para o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o russo Vsévolod Mymrine, "resíduos e rejeitos [industriais] não são considerados lixo ou materiais descartáveis, mas sim matérias-primas de alto valor".

Desde que chegou em Curitiba, em 2002, o professor Mymrine trabalha para transformar o que seria lixo e poluentes em produtos de valor comercial. Entretanto, já faz 40 anos que estuda formas de reaproveitamento, antes em seu laboratório na Rússia. "Já foi construido cerca de mil quilômetros de estradas [utilizando resíduos como matéria-prima], com propriedades mecânicas muito melhores e custos de 5 até 25 vezes menor do que as formas convencionais, e um aeroporto militar. Tudo isso na antiga URSS", explica.

Atualmente, no Laboratório de Tecnologia Ambiental (LTA), a Renault é a única empresa do setor privado que tem investido no projeto. Os estudos podem ajudar os estabelecimentos que estão enfrentando problemas ambientais a se tornarem mais ecológicos, sem abrir mão do lucro. Um dos objetivos dos estudos é o desenvolvimento de tecnologias e métodos capazes de produzir novos materiais favoráveis ao meio ambiente e economicamente viável.

Alguns dos materiais estudados pelo LTA para ser roduzido a partir de resíduos industriais são cerâmicas, refratários, concretos, argamassa, isolantes térmicos e acústicos, bases de estradas, aeroportos, bases de aterros de lixo municipal e industrial, núcleo de represa e novas variedades de combustíveis com alto poder calorífico.

Os produtos resultantes de reutilização possuem lixiviação de metais pesados abaixo das exigências legais definidas nas normas brasileiras e internacionais. Praticamente todos os dejetos podem ser reutilizados, passando por resíduos siderúrgicos, de construção de máquinas, rejeitos municipais, da construção e demolição, de produção e reaproveitamento de papel, papelão e celulose, de mineração e elaboração, petroquímica, rejeitos químicos e rejeitos agrícolas.

A siderurgia, por exemplo, produz 12 milhões de toneladas de escória por ano, só no Brasil. Muito desse material poderia ser reutilizado para construção de bases de estradas, aeroportos, núcleos de represas, entre outros fins mais lucrativos que o lixo.

Entre as vantagens da utilização destes métodos estão a redução dos aterros industriais, a diminuição das multas ambientais e o uso de matéria-prima de baixo custo. O que, consequentemente, gera lucro para as empresas, diminui o preço final para o consumidor, conscientiza a população sobre os problemas do lixo para o meio ambiente, ajuda na limpeza de aterros e cidades, entre outras vantagens que englobam questões ambientais, econômicas, sociais e educativas.

Para o professor "infelizmente poucos empresários entendem que o segundo produto de suas empresas - os resíduos industriais - é um material de muito valor, possível de se usar com alta eficiência econômica". Mas o problema, ainda vai além, passando pela legislação e pela falta de incentivo para este tipo de uso dos rejeitos. "A legislação atual do Brasil também não cria a motivação para o aproveitamento destes produtos. Por isso a natureza já sofre demais por causa das bilhões toneladas de contaminantes produzidas pelas empresas do país. A quantidade destes resíduos cresce muito rápido e um futuro próximo é muito triste" completa.



Fonte: CIMM

Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibiliza fotos inéditas do Última Hora

O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibilizou na internet um lote com 54.385 novas imagens originárias do acervo de negativos fotográficos do Última Hora.

Muitas das imagens reproduzidas e digitalizadas são inéditas, ou seja, foram produzidas pelos fotógrafos do jornal, mas, no processo de edição e fechamento das reportagens, acabaram não sendo reveladas e publicadas.

Também entraram no site mais 1.007 ilustrações publicadas pelo Última Hora, que circulou de 1951 a 1971, sob a direção de Samuel Weiner (1910-1980).

O Fundo Última Hora, parte do acervo do Arquivo do Estado, é composto por 166 mil fotografias, 500 mil negativos, 2.223 ilustrações e uma coleção de edições do jornal em papel e microfilme. O fundo está sob a guarda do Arquivo desde 1990.

Para acompanhar o crescimento do acervo digital, o site precisou ser reformulado. Foram acrescentadas ferramentas de pesquisa com os campos “período”, “autor” e “palavra-chave”, facilitando a busca.

As ilustrações também oferecem importantes pistas para o estudo da época, e principalmente da importância do Última Hora no processo de modernização da imprensa brasileira.

Ao contratar os serviços de ilustradores e chargistas como Caulus e Leon Eliachar e oferecer aos desenhos espaço até na primeira página, o jornal apostou na valorização da parte visual e estética, de forma inédita no país até então. No site, o internauta pode pesquisar ilustrações e caricaturas por período, autor e título.

Produzido entre 1950 e 1969, em negativo flexível e papel de gelatina e prata, o material que chega agora ao site provém do Setor de Arquivo Técnico (antigo Departamento de Arquivo Fotográfico) do jornal, no Rio de Janeiro.

O objetivo final do Arquivo do Estado é digitalizar todos os negativos. Segundo o Arquivo, a urgência na reprodução do acervo fotográfico se deve porque o negativo é de difícil consulta, frágil, vulnerável à deterioração própria do material plástico (nitrato ou acetato de celulose) e a interferências externas como poluição, variações de temperatura e umidade.

As imagens resultantes podem ser usadas livremente para fins didáticos, desde que sejam citados fonte e crédito do autor da foto.

Fonte: Agência FAPESP

Unicamp e Embrapa lançam edital para a incubação de tecnologias

Parceria para incubação
A Inova Unicamp, agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançarão, no dia 14 de setembro, um edital para a incubação de tecnologias.

Os principais objetivos são apoiar a criação de micro e pequenas empresas, ampliar o grau de sucesso comercial dos novos empreendimentos, além de valorizar e fortalecer a cultura de interação universidade-empresa.

Segundo a Inova Unicamp, o público-alvo são os empreendedores que demonstrem potencial efetivo para absorver conhecimento científico e/ou tecnológico e que queiram gerar empresas inovadoras, ligadas ao agronegócio.

Os interessados poderão apresentar propostas para ingressar no processo de incubação, na condição de empresa incubada residente ou não residente, de acordo com as regras do edital.

Será oferecida aos integrantes da incubadora a possibilidade de instalação (em caráter provisório e desde que haja espaço físico) da sede da empresa a ser incubada como residente nas dependências da Embrapa Informática Agropecuária ou em espaço autorizado na universidade.

A empresa residente terá infraestrutura para uso compartilhado, além de assessoria técnica para elaboração e encaminhamento de projetos destinados à captação de recursos junto às agências de fomento e a investidores, além de capacitação na gestão empresarial.

O prazo de incubação é de 12 meses, prorrogáveis, mediante termo específico, por até dois períodos de 12 meses, totalizando, no máximo, 36 meses.

As propostas serão julgadas conforme parâmetros de viabilidade técnica e econômica do empreendimento com potencial de crescimento e de conteúdo tecnológico e grau de inovação dos produtos ou serviços.

O edital estará disponível na internet nos sites da Inova Unicamp e da Embrapa.

Mais informações: (19) 3521-5012

Fonte: Agência FAPESP

Governo e iniciativa privada discutem o desenvolvimento dos APLs de Base Mineral

O governo federal e empresas de todos os portes discutem até a próxima quinta-feira (2), propostas de políticas públicas voltadas para o crescimento e a sustentabilidade dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Base Mineral. As sugestões serão tratadas durante o 7º Seminário Nacional de APLs de Base Mineral e o 4º Encontro da Rede APLmineral, que acontecem simultaneamente em Goiânia (GO), na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

Os eventos contam ainda com a participação de representantes da academia, artesãos, sindicatos, entre outros. O objetivo é estimular a troca de experiências entre os diversos integrantes dessa rede. "Os APLs são fundamentais para o desenvolvimento regional, e para o fortalecimento desse segmento é preciso articular o envolvimento de todos os atores", destacou o presidente da Fieg, Paulo Afonso Ferreira, na cerimônia de abertura realizada dia 30.

A programação dos congressos é extensa e contempla seis palestras seguidas de mesas redondas, que terão como escopo o extensionismo mineral como prática inovadora de política pública. "Esses quatro dias serão importantes para consolidar um trabalho que vem sendo feito nos últimos anos", acrescentou o diretor de Desenvolvimento Sustentável na Mineração do Ministério de Minas e Energia, Edson Farias Mello.

Entrarão na pauta, ainda, assuntos como a formalização de micro e pequenas empresas do setor, acesso a créditos compatíveis, inovação e capacitação tecnológica. "São pontos fundamentais. Não adianta ter financiamento se não tivermos conhecimento técnico", destacou Walter Nunes de Souza, presidente da Associação dos Ceramistas do Norte de Goiás, pioneiro na produção de cerâmica vermelha no norte goiano.

Mercado promissor
O secretário da Indústria e Comércio de Goiás, Luis Medeiros Pinto, destacou a importância dos APLs de Base Mineral para o desenvolvimento social e econômico local. Segundo ele, desde 1999 o Estado possui uma política voltada para o setor, e em 2004 esse instrumento tomou força e já soma mais de R$ 30 milhões em financiamento. "Esses recursos beneficiaram, principalmente, empresas de pequeno porte", disse.

Hoje o segmento responde por boa parte das exportações do Estado, ocupando a 3ª posição, com uma movimentação da ordem de US$ 1 bilhão anuais. "Já estamos exportando também o nosso artesanato mineral", completou. Vale lembrar ainda que Goiás conta com o Fundo Mineral, constituído com recursos da mineração, que são investidos no crescimento e desenvolvimento da área.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT