quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Prominp: 28 mil vagas em cursos gratuítos para o setor de petróleo e gás

Começaram ontem (17), as inscrições para o processo de seleção pública que o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) vai realizar com o objetivo de qualificar mão-de-obra para atender às demandas futuras da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente as da Petrobras. Serão oferecidas 27.915 vagas, em 13 estados, para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. O processo será executado pela Fundação Cesgranrio.

O edital, publicado no ultimo dia 16 de agosto no Diário Oficial da União (DOU), estende até 12 de setembro o prazo para os interessados se inscreverem. Para os cursos de nível básico, a inscrição custará R$ 24,00. Nos níveis médio e técnico, R$ 40,00. Para as categorias de nível superior, o valor será de R$ 60,00.

Para concorrer a uma das vagas oferecidas, o candidato deve ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. As inscrições podem ser feitas através do site do Prominp , ou nos postos de inscrição credenciados, listados no edital. Outros postos serão criados no decorrer do período de inscrições e divulgados no site do Programa e grande imprensa.

Existe a possibilidade de isenção da taxa de inscrição para candidatos que possuírem o Número de Identificação Social - NIS e declararem que não possuem recursos financeiros para pagamento do valor. Para fazer jus à isenção total da taxa, os candidatos devem atender às condições listadas no edital e encaminhar a solicitação até 24 de agosto, pelo site do Prominp.

As 27.915 vagas estarão assim distribuídas: 20.601 para cursos gratuitos de nível básico; 5.188 para os de nível médio; 1.286 para o nível técnico e 840 para as categorias de nível superior. Nos níveis médio e superior, há oferta de vagas para portadores de necessidades especiais em algumas categorias específicas

Serão oferecidas vagas para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

Os candidatos aprovados que estiverem desempregados durante o curso receberão uma bolsa auxílio mensal no valor de R$ 300 (cursos de nível básico), R$ 600 (níveis médio e técnico) e R$ 900 (nível superior).

A participação nos cursos não garante emprego aos alunos. O objetivo é melhorar a qualificação dos profissionais que serão, eventualmente, aproveitados pelas empresas privadas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás natural

Todas as informações sobre os cursos oferecidos nesta etapa de seleção podem ser obtidas no edital, que já se encontra disponível para consulta e download, nos sites do Prominp e da Cesgranrio .

Acesse aqui o cronograma completo para as vagas do Prominp . 

IPT propõe instalação de unidade de processamento de resíduos de construção para pequenas cidades

Resíduos processados
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) elaborou um plano de diagnóstico e gerenciamento de resíduos de construção e demolição para o município de Novo Horizonte, no interior de São Paulo.

O trabalho foi realizado por duas unidades do instituto, o Centro de Tecnologias de Obras de Infraestrutura (CT-Obras) e o Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (CETAE), e apontou como solução mais viável uma unidade de processamento de baixo custo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).

Com capacidade de processar dez caçambas de resíduos por dia, montante compatível com cidades de até 50 mil habitantes, o equipamento custa R$ 170 mil e dispensa a unidade de britagem. O material reciclado pode ser aplicado em obras de geotecnia e em matéria-prima para pavimentação.

“Esse equipamento custa metade do que uma usina convencional. Dessa forma, pequenas cidades poderão reciclar, o que será um ganho ambiental para o estado”, disse Valdecir Quarcioni, pesquisador responsável pelo Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC), ligado ao Centro de Tecnologias de Obras de Infraestrutura.

O IPT está investindo em uma unidade protótipo dessa tecnologia com o intuito de difundi-la e promover treinamentos para a sua operação. Os pesquisadores do instituto acreditam que, além de contribuir com a preservação ambiental ao evitar os aterros, esse tipo de reciclagem poderá fornecer material de pavimentação para estradas rurais de São Paulo.

Fonte: Agência FAPESP

Instituto Butantan: Bolsa para recém-doutor

O Instituto Butantan abriu seleção pública para vaga de recém-doutor na área de Imunologia. O candidato selecionado atuará junto ao projeto de pesquisa “Anticorpos monoclonais e recombinantes: estudo das relações entre estrutura e função de toxinas e avaliação do uso em soroterapia”, a ser desenvolvido no Laboratório de Imunologia, sob supervisão de Eliana Faquim de Lima Mauro.

O projeto faz parte do programa de pós-graduação do Butantan em Toxinologia, coordenado pela pesquisadora Norma Yamanouye. As inscrições estarão abertas até o dia 24 de agosto.

Os candidatos devem ter título de doutor em Imunologia, obtido em Instituição classificada com conceito 5 a 7 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). É também essencial a experiência em estrutura e função de imunoglobulinas.

Os requisitos básicos para a candidatura são: motivação e habilidade para organizar tarefas de pesquisa com independência e apresentar desenvoltura na redação de relatórios e artigos científicos, além de bom relacionamento interpessoal.

O pesquisador selecionado deverá dedicar-se integralmente às atividades do projeto e ao programa de pós-graduação, conduzir experimentos, coorientar alunos, envolver-se em colaborações internacionais e interagir com outros grupos de pesquisa.

A bolsa de pós-doutorado terá valor mensal de R$ 3.300, durante os 24 meses de execução do projeto. O coordenador do projeto receberá repasse de recursos de custeio de R$ 12 mil anuais, valor a ser aplicado nas atividades do bolsista.

A seleção será realizada nos dias 26 e 27 de agosto. O início do projeto será em setembro deste ano. São três os critérios de seleção: análise do curriculum vitae, didática avaliada durante a apresentação de um seminário sobre assunto da área correlata e entrevista.

Mais informações pelo e-mail  , ou pelo telefone (11) 3726-7222 - Ramal 2064.

Fonte: Agência FAPESP

Edital de cooperação tecnológica Brasil-Israel tem inscrições prorrogadas

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) prorrogou para o dia 3 de novembro, o prazo para os empresários brasileiros e israelenses submeterem o formulário para projetos de cooperação tecnológica entre os dois países.

O objetivo do edital 22/2010 é ofertar o financiamento de projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico com recursos do Escritório do Cientista-Chefe (OCS), pelo lado israelense, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Finep e Banco do Nordeste (BNB), pelo Brasil.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o ministério e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Industrial Israelense (Matimop).(Com informações do MDIC)

Fonte: Gestão CT

Oportunidades da Nanotecnologia para Inovação e Desenvolvimento Industrial, inscrições terminam hoje

     O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) receberá somente até quarta-feira (18) as inscrições para o seminário Oportunidades da Nanotecnologia para Inovação e Desenvolvimento Industrial. O evento será realizado na quinta-feira (19), no Rio de Janeiro (RJ).

     De acordo com o ministério, a proposta do seminário é estimular parcerias entre empresas e pesquisadores para acelerar o processo de inovação e desenvolvimento industrial nas empresas estatais. Podem participar do encontro técnicos e empregados de empresas estatais federais que atuem em áreas ligadas a tecnologia e inovação, além de pesquisadores e estudiosos do assunto.

     O evento faz parte do Fórum de Inovação das Empresas Estatais, realizado pelos ministérios do Planejamento e de Ciência e Tecnologia, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

     A programação completa pode ser consultada ao clicando na imagem ao lado

     Informações sobre o evento podem ser obtidas no telefone (61) 3962-8658 ou pelo e-mail .     (Com informações do MPOG) 

Fonte:Gestão CT

Belém realiza 3a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia


Debater questões em prol do crescimento da região amazônica, assim como apresentar a produção dos pesquisadores locais e popularizar o tema ciência e tecnologia. Este é o objetivo da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que acontece de 18 a 20 de agosto, em Belém (PA).

Com o tema “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”, o evento abordará o desenvolvimento das principais cadeias produtivas paraenses, a exemplo do setor florestal e da agroindústria, por meio de investimentos em soluções tecnológicas.

Na ocasião também serão discutidos a questão da energia que será gerada pela hidrelétrica de Belo Monte, em Marabá, e a conservação do meio ambiente na Amazônia.

Como parte da programação estão previstas 60 palestras, 17 minicursos e 15 oficinas sobre temas variados, além de atrações culturais. A expectativa é que o evento reúna cerca de 25 mil participantes, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Universidade do Estado do Pará (Uepa) e Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa).(Com informações da Fapespa) 

Fonte: Gestão CT

FAPESP e Braskem/ Ideom lançam chamada

A FAPESP e a Braskem/Ideom lançam nova chamada de propostas de pesquisa a serem desenvolvidas por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no Estado de São Paulo.

Os projetos selecionados deverão contribuir para o avanço do conhecimento e da tecnologia nas áreas de: Processos de síntese de intermediários, monômeros e polímeros a partir de matérias primas renováveis; Captura, armazenamento e conversão de CO2; Estudos e desenvolvimento de materiais que atribuam aos polímeros (obtidos a partir de matérias primas renováveis, ou não) as propriedades físico-químicas que possibilitam sua utilização nas diferentes aplicações demandadas pelo mercado; Poliolefinas (catálise, modificação química, outros); Formação de recursos humanos altamente qualificados nos itens descritos.

Ao manter nesta segunda chamada no âmbito do convênio entre as instituições os temas relacionados aos processos de síntese de intermediários, monômeros e polímeros a partir de matérias primas renováveis (foco da primeira chamada de propostas), e ao ampliar com temas relacionados à indústria petroquímica já instalada, a FAPESP e a Braskem/Ideom reconhecem a importância e necessidade da autonomia tecnológica do Brasil no setor petroquímico.

Aplicam-se à chamada as condições e restrições do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), da FAPESP, excluindo-se aquelas restrições e condições explicitamente excepcionadas na chamada.

As propostas deverão buscar alguns ou todos os seguintes objetivos de pesquisa: Soluções novas e criativas; Relevância imediata; Disseminação e comunicação; e Propriedade intelectual dos resultados.

O total de recursos para atender às propostas selecionadas é de R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões da FAPESP e R$ 5 milhões da Braskem/Ideom. A adequação do orçamento proposto aos objetivos e à capacidade da equipe proponente constitui-se em aspecto relevante que será considerada na análise e seleção das propostas.

As propostas serão recebidas até o dia 16 de novembro de 2010.

A Ideom Tecnologia foi criada em dezembro de 2008 para ser a empresa de Inovação e Tecnologia da Braskem, tendo a sua sede localizada no Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.

Fonte: Agência FAPESP

Jogo on-line auxilia vestibulandos no estudo de química, física, biologia e matemática

Jogo para vestibulandos
Uma das justificativas para a utilização de jogos educativos em atividades escolares é que eles podem oferecer maior motivação aos alunos. Mas, por outro lado, uma das principais críticas feitas pelos educadores é que essa motivação está associada, em muitos casos, à realização de atividades desvinculadas dos conteúdos ministrados em sala de aula.

Pesquisadores do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP – e do Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN), também apoiado pela Fundação e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, vêm conseguindo equilibrar essa equação.

O grupo, que é coordenado por Elson Longo, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do CMDMC e do INCTMN, acabou de lançar o Ludo Educativo, um videogame on-line que trabalha conteúdos de quatro disciplinas do ensino médio: química, física, matemática e biologia.

Baseado no clássico jogo indiano Pachisi, o Ludo Educativo funciona como uma espécie de “simulado” para pré-vestibulandos. A ideia é fazer com que o jogador chegue até o final do tabuleiro respondendo corretamente às questões que aparecem no percurso.

“Além de trabalhar os conteúdos transmitidos em sala de aula, nosso maior objetivo é montar um banco de dados sobre o perfil dos alunos do ensino médio tanto da escola pública quanto privada. Vamos poder saber, entre outros aspectos, que disciplinas os alunos gostam mais, por exemplo”, disse Longo.

Segundo ele, a longo prazo a meta é que os dados sobre desempenho dos alunos possam municiar políticas publicas das secretarias municipais e estaduais não só do Estado de São Paulo, mas de todo o país.

“Todo aluno que entra no site para jogar pela primeira vez precisa fazer um cadastro inicial com nome, série e escola – identificando se ela é pública ou privada – , entre outras informações. Em breve, poderemos ter um perfil do estudante atual do ensino médio não só de São Paulo, mas também das principais cidades do país, incluindo médias de acertos, entre outros aspectos”, explica Longo.

Segundo ele, as questões seguem os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio. “Os conteúdos de química, física, biologia e matemática são os mesmos ministrados em qualquer escola pública ou privada. O jogo funciona como um ótimo simulado para quem está prestando o vestibular”, diz.

O grupo irá incluir nos próximos meses as disciplinas de história e geografia. “Estamos estudando também a possibilidade de se incluir as disciplinas de inglês e português. Mas em relação à língua portuguesa, talvez tenhamos de esperar um pouco mais, devido às mudanças ortográficas ocorridas recentemente”, conta Longo.

O jogo demorou seis meses para ser finalizado. Produzido pela empresa Aptor Software, parceira do grupo, o jogo foi desenvolvido originalmente, entre o final de 2008 e início de 2009, por Manoel Guerreiro, licenciado em Química pela Unesp.

“Essa primeira matriz, no entanto, apresentava alguns problemas. O jogador precisava fazer download e tinha dificuldades para instalar o programa no computador de casa. Quando errava a questão, não havia como saber qual era a certa. Além disso, as questões ficavam restritas à área de química”, disse  Thiago Jabur, pesquisador do INCTMN e coordenador da área de computação do Ludo Educativo.

Segundo Jabur, as modificações foram incorporadas por sugestões das próprias escolas onde os testes foram feitos. “Antes não havia ranking de pontuação. Também melhoramos a parte visual, tornando os personagens mais atraentes”, diz.

De acordo com ele, o sistema foi pensado para não haver memorização das respostas e das questões. São 2 mil questões, 500 para cada disciplina. “O sistema alterna as questões e as respostas de tal forma que a probabilidade de o jogador deparar com a mesma questão é mínima. Ainda assim, se ele tiver de responder à mesma questão, a resposta não será idêntica”, afirma.

Para aumentar a interação , o jogo permite que o participante comente as questões. “O objetivo é criar uma maior interação com o jogador-aluno. Caso haja necessidade, podemos modificar ou mesmo retirar a questão do jogo”, disse Jabur.

O Ludo Educativo é subdividido em quatro versões, com personagens e imagens diferentes. A cada novo jogo são sorteadas novas perguntas. Para iniciar, o jogador clica em um dado que indicará quantas casas irá andar.

“Quando o personagem para em uma casa em amarelo surge uma questão na tela com cinco alternativas. Caso responda corretamente, serão acrescentados cinco pontos. Se errar, perde um ponto e retrocede o mesmo número de casas que avançou na última jogada”, explica.

Ao final de cada mês, os cinco alunos de escolas públicas e particulares que mais pontuarem receberão uma coleção de DVDs da série Nanoart, produzida pelo CMDMC e pelo INCTMN. Em dezembro, os ganhadores dos DVDs concorrerão a uma viagem ainda a ser definida.

Publicação dos resultados
Lançado no dia 10 de agosto, o jogo teve a adesão de mais de 1.800 usuários já nos três primeiros dias. O Ludo é o terceiro jogo desenvolvido pelo grupo, segundo Longo. Na página CMDMC, estão os links dos jogos mais acessados.

“Esse projeto vem continuar o sucesso que obtivemos com o Chemical Sudoku, um jogo para ensino da tabela periódica e com o Quebra-Cabeça de Nanotecnologia, em que o jogador deve montar partes de imagens nanométricas", explica Longo. "Esse dois anteriores, somados, tiveram mais de 100 mil acessos, em várias partes do mundo”, afirma.

Segundo Jabur, o ponto forte do jogo é ter uma relação direta com os conteúdos ministrados em sala de aula. “É um jogo que não tem um papel lúdico apenas. Tem um compromisso com a aprendizagem. Os jogos são um ótimo complemento às atividades que já realizamos com escolas”, afirma.

O grupo tem a intenção de desenvolver novos jogos para os alunos do ensino fundamental e da educação infantil, de acordo com o pesquisador. “Como somos um centro multidisciplinar de materiais, já estamos criando um jogo para crianças de 5 a 7 anos com o tema da sustentabilidade”, antecipa Jabur.

Outra novidade, segundo Jabur, é que o grupo está pesquisando inserir o jogo em redes sociais. “Já existem alguns jogos em redes sociais, mas o nosso será um dos primeiros na área de educação”, indica Jabur, que também é professor na área de computação na Universidade Federal de Goiás.

De acordo com Jabur, o jogo servirá também para gerar conhecimento na área de informática da educação. “Vamos submeter o jogo e os resultados em congressos de computação. Os jogos anteriores foram muito bem aceitos na comunidade de pesquisa. A ideia é também evoluir na área de jogos interativos na web”, diz Jabur.

Segundo Longo, o objetivo maior do centro, além do desenvolvimento de pesquisas, é a popularização da ciência. “Essa é a nossa filosofia. Os jogos que desenvolvemos têm por objetivo democratizar o conhecimento científico”, reforça.

Fonte: Alex Sander Alcântara/ Agência FAPESP

Sistema de transporte inteligente oferece serviços eletrônicos a passageiros, motoristas e empresas

Coletivo conectado
Antes de sair para o trabalho, uma pessoa consulta o celular e verifica que seu ônibus está a 20 minutos de sua casa. Dá tempo de terminar o café e caminhar tranquilamente até o ponto no qual o circular passará exatamente no momento indicado.

A cena ilustra um dos objetivos do projeto “Sistema embarcado de informação ao usuário de transportes coletivos”, desenvolvido com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Inspirado em uma experiência europeia, a versão brasileira do sistema inteligente de transporte (ITS, na sigla em inglês) procura ampliar os serviços eletrônicos fornecidos a passageiros, motoristas e empresas de transporte coletivo.

Equipados com monitores de cristal líquido, coletivos na Europa e na Ásia fornecem aos passageiros programação televisiva educativa e informativa, gravada previamente em disco rígido de computador.

“Nosso objetivo é adaptar essa tecnologia à realidade brasileira e ampliar a quantidade de serviços oferecida”, explicou o coordenador do projeto, Paulo Roberto Tavares, da Transdata Smart, empresa especializada em terminais de leitura de cartões eletrônicos.

Tavares conta que a tecnologia usada na Europa seria difícil de ser aplicada no Brasil devido ao custo elevado, cerca de R$ 17 mil por ônibus. São computadores convencionais instalados nos veículos e que são previamente reforçados para suportar as condições severas inerentes a uma viagem, como trepidações, calor e poluição.

A solução para o Brasil foi optar por um conjunto mais enxuto: um hardware dedicado que usa uma plataforma utilizada em aparelhos de celular do tipo smartphone e dispõe de entradas para dispositivos de memória sólida, que pode ser do tipo USB, chip ou cartão. Por meio deles são carregados os conteúdos da programação exibidos na tela.

O equipamento também pode contar com tecnologia de comunicação 3G, o que permitiria atualização de conteúdo em tempo real, e GPS (sistema de posicionamento global), para acompanhar o trajeto do veículo.

Em conjunto, esses dispositivos forneceriam variados tipos de serviços. “Em uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro, por exemplo, o equipamento poderia exibir informações turísticas, durante o percurso, sobre a cidade de Aparecida do Norte, assim que o GPS detectasse a aproximação da cidade”, disse Tavares.

Informações sobre as condições e previsão do tempo seriam atualizadas constantemente por meio do sistema 3G e sempre associadas aos lugares por onde o veículo estaria passando, cuja informação viria do GPS.

No caso de ônibus circulares, a localização do veículo poderia ser acompanhada pela internet em computadores e aparelhos de celular, o que permitiria aos usuários acompanhar o trajeto da linha que deseja e se dirigir ao ponto no horário certo. “A precisão seria grande e o usuário não perderia tempo esperando no ponto de ônibus”, disse.

Para as companhias de ônibus o equipamento também teria muitas utilidades. Além de poder acompanhar a localização de toda a frota em tempo real, por exemplo, a companhia poderia enviar mensagens de texto em um painel que ficaria à frente do motorista.

Informações sobre enchentes, vias congestionadas, acidentes e outras ocorrências de trânsito seriam fornecidas em tempo real ao motorista. Em caso de assaltos, um botão de pânico poderia ser acionado informando a central sobre a ocorrência.

Protótipo em campo
Tavares explica que o equipamento seria composto de três partes: a unidade de processamento (do tamanho aproximado de um rádio automotivo e que ficaria instalada atrás do motorista), o painel de controle com o display de mensagens (que ficaria em um ponto à frente do motorista) e os monitores de cristal líquido, que seriam espalhados na cabine dos passageiros.

“Ainda não fechamos o custo total do equipamento, mas calculamos que não passe de R$ 5 mil por unidade”, estimou Tavares, que também prevê um ganho em escala no caso da produção em massa do produto.

Segundo ele, o menor custo é o principal diferencial do produto brasileiro em comparação aos similares europeus e asiáticos. Já os diversos equipamentos atuando em conjunto é a vantagem em comparação aos serviços desse tipo disponíveis no Brasil, os quais não possuem inteligência embutida – são geralmente monitores com mensagens publicitárias que se repetem durante toda a viagem.

O projeto do sistema foi realizado com sucesso, de acordo com Tavares. A equipe da Transdata Smart pretende agora montar um protótipo e testá-lo em campo.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP