terça-feira, 17 de agosto de 2010

ABIPTI realiza Workshop de Planejamento do Plano de Gestão Estratégica (PGE)

Nos dias 12 e 13 foi realizado, em Brasília (DF), o Workshop de Planejamento do Plano de Gestão Estratégica (PGE) da ABIPTI. O evento aconteceu em Brasília (DF), na sede do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), órgão responsável pela elaboração do documento em parceria com a Associação.

O encontro reuniu representantes de instituições relevantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) para definir pontos como missão, foco de atuação e visão de futuro da ABIPTI.

Durante a abertura do workshop, a presidente da Associação, Isa Assef dos Santos, disse que é preciso resgatar o papel da instituição no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) do país. “Para que possamos cumprir com o papel da nossa instituição é preciso que estejamos aparelhados para podermos auxiliar e até influenciarmos em algumas políticas públicas”, frisou.

A presidente da Associação espera que o próximo gestor receba uma instituição reestruturada, dentro de uma nova configuração. “Temos um compromisso sério de que o plano seja colocado em prática e venha ao encontro dos anseios dos IPTs e dos institutos de tecnologia”.

Presente no evento, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, acredita que a ABIPTI tem cumprido um papel essencial e estratégico. “O conceito de inovação é novo, ainda está em construção, portanto o PGE é um desafio”.

Mota voltou a lembrar que o país avançou muito na construção do conhecimento, mas ainda se mostra frágil no que diz respeito à sua transferência. “Há um novo ciclo que é de atender demandas de um mercado de alta complexidade, o que afetará a produção do conhecimento. E os institutos são fundamentais para a transferência do conhecimento”.

Compondo a mesa, o diretor do CGEE, Antônio Carlos Filgueira Galvão, falou da importância do PGE no atual cenário de C&T do país. De acordo com ele, é uma oportunidade para a instituição revisitar marcos e fazê-lo à luz da complexidade que assume o SNCTI.

“Vai permitir um conjunto de análises que serão úteis para repensar essa instituição, poder ampliar o debate sobre o seu papel no Sistema Nacional de CT&I. Portanto, é muito importante o desdobramento do plano, transformar essas ideias em um conjunto operacional de diretivas”.

Fonte: Isadora Lionço /Gestão CT

Fundamentos e introdução à cadeia produtiva do gás natural

Cadeia estratégica
A importância do gás natural no Brasil aumentou expressivamente nos últimos anos, com a descoberta de novas jazidas e com o aumento crescente da demanda – em especial no setor automotivo.

Nesse contexto, pesquisadores do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP) vêm estudando sistematicamente, sob uma perspectiva estratégica, toda a cadeia produtiva que inclui a extração, a distribuição e as aplicações consagradas e potenciais dessa fonte de energia.

O conhecimento gerado por esses estudos foi sintetizado no livro Fundamentos e introdução à cadeia produtiva do gás natural, organizado por Miguel Edgar Morales Udaeta, que acaba de ser lançado com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Publicação Regular.

Professor visitante do IEE por meio de um convênio da USP com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Udaeta coordenou a publicação gerada a partir dos estudos realizados no Programa de Formação de Recursos Humanos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, sediado no IEE.

Os outros coautores são os professores José Aquiles Baesso Grimoni e Geraldo Francisco Burani – respectivamente diretor-geral e diretor da Divisão de Instrumentação do IEE – e os pesquisadores Pascoal Henrique da Costa Rigolin e Vanessa Meloni Massara, também do IEE. Participaram também das pesquisas Octavio Ferreira Affonso – professor aposentado da Escola Politécnica da USP – e os pesquisadores Jonathas Luiz de Oliveira Bernal e Marina Martins Marques de Souza, do IEE.

Segundo Udaeta, o gás natural é uma fonte energética que pode ser considerada limpa, se comparada aos derivados de petróleo de uso tradicional. “É uma alternativa bastante econômica e segura também. O livro procura sintetizar as informações que levantamos sobre suas inúmeras aplicações, a fim de disseminar os conhecimentos sobre a cadeia produtiva do gás natural, contribuindo para a construção de novas políticas públicas na área de energia”, disse Udaeta .

A obra traz informações sobre as diversas fases da cadeia produtiva, desde a descoberta, extração e processamento do gás natural, até a infraestrutura de transporte, de armazenamento e distribuição, além das possíveis aplicações.

“O livro começou a ser concebido em 2003 e amadureceu à medida que fomos compreendendo a cadeia produtiva do gás natural. Esse conhecimento passou a se expandir de forma acelerada, em especial nas regiões beneficiadas pela construção do gasoduto Bolívia-Brasil. Com a descoberta recente de novas jazidas no pré-sal, o interesse se acentuou ainda mais”, disse Udaeta.

Os estudos foram orientados especialmente para a questão da análise estratégica dos usos do gás natural, segundo o pesquisador.

“Nos países mais desenvolvidos, já há inúmeras tecnologias aplicadas ao uso do gás natural e decidimos investir nessa vertente. Outro tema que nos interessou foi a relação do gás natural com os mecanismos de desenvolvimento limpo. O gás natural, ainda que não seja um combustível limpo, é uma alternativa que permite a diminuição das emissões de gases de efeito estufa, pois o produto de sua queima é água e dióxido de carbono – enquanto os combustíveis mais tradicionais liberam também outros contaminantes”, afirmou.

Entre 2004 e 2008, segundo Udaeta, o grupo trabalhou intensamente na produção do livro. De acordo com ele, em 2006, o projeto “Modelamento do procedimento para o uso sistemático, sustentável e viável de gás natural na Bolívia incluindo o aproveitamento no Brasil”, financiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, ajudou a consolidar os estudos.

“Há necessidade de se pensar o uso do gás natural de forma completa, estrategicamente. Pudemos dar uma contribuição considerável nesse sentido, já que nossa área de pesquisas é o planejamento integrado de recursos energéticos”, explicou Udaeta.

O livro descreve os desafios da cadeia de produção do gás natural. O primeiro passo é a prospecção de jazidas em bacias sedimentares – como o pré-sal, onde foram descobertas as novas jazidas. A partir daí, é preciso identificar a viabilidade econômica da exploração dos recursos.

“Com essas etapas definidas, é preciso criar unidades para extrair e limpar o gás, de forma que ele possa ser usado. Depois é preciso planejar a logística de transportes em grandes quantidades e a distribuição. As aplicações incluem o uso em automóveis, aquecimento e até iluminação”, declarou.

Segundo Udaeta, o livro é dirigido para o público em geral, podendo ser utilizado para o ensino em nível básico. “Os tomadores de decisão podem ter também uma visão completa e estratégica das possibilidades do uso do gás. Acreditamos que é muito importante formar novos recursos humanos que atuem na área de pesquisa sobre o gás natural, conhecendo toda sua cadeia produtiva, pois o uso desse recurso está crescendo. Há dez anos, a taxa de participação global do gás natural na matriz energética do país não passava de 4% e hoje está entre 9% e 10%”, afirmou.

Mais informações: www.edusp.com.br

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Movimento Ação Pró-Ciência, Tecnologia e Informação Capixaba

O “Movimento Ação Pró-Ciência, Tecnologia e Informação Capixaba” iniciou ontem(16/08) a entrega da proposta,os candidatos ao Governo do Espírito Santo, que reivindica a criação de uma política voltada para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado.

Segue a integra do documento:

PROPOSTAS PARA UMA POLÍTICA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO PARA O ESPÍRITO SANTO

Este documento tem por objetivo propor diretrizes gerais para uma política de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) para o Estado do Espírito Santo, tendo como foco principal privilegiar as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em áreas estratégicas, associado com o fortalecimento de uma cultura empreendedora no Estado.

A iniciativa busca complementar a agenda de construção coletiva de futuro estruturada sobre o Plano de Desenvolvimento Espírito Santo 2025, mais especificamente sobre as ações que tratam da Agregação de Valor à Produção, Adensamento das Cadeias Produtivas e Diversificação Econômica, através do Projeto Estruturante Nº 58 – Tecnologia e Inovação.

O ponto focal dessa proposta é promover o avanço da fronteira do conhecimento, de modo a oferecer respostas objetivas para as demandas dos setores produtivos locais e consonantes com a vocação logística do Estado. Induzir o surgimento de novos grupos de pesquisa e consolidar os existentes é, em essência, estabelecer as bases para o processo de transformação inovadora que pleiteamos para o Espírito Santo.

Entendemos que a prioridade deve estar estabelecida a partir das demandas dos arranjos locais de maior potencial competitivo como o Agronegócio, Energia, Automação, Mecânica de Precisão, Eletrônica e Telecomunicações e o setor de Software e Serviços de TI. Isso implica no estímulo a projetos relacionados com o desenvolvimento de controle de qualidade, hardware, software, sistemas embarcados, design gráfico, etc.

O envolvimento de Instituições de Ciência e Tecnologia (por exemplo, UFES, IFES, FAESA, UCL,Univix, UVV, INIT), empresas demandantes (por exemplo, Vale, CESAN, Prodest, BANESTES, Arcelor Mittal, Fibria, Petrobras, Samarco, TVV), empresas de desenvolvimento e de tecnologia (por exemplo, Geocontrol, Automatica, Vixteam, Mogai, VGA Informática, CSI, Inflor, Tecmaran, Set Informática, ISH, NetLink, dentre outras), entidades empresariais (por exemplo, FINDES, SEBRAE, Movimento Espírito Santo em Ação, Assespro, SESI, SENAC, IEL), fornecedores dos setores de eletrônica e metal mecânica, TecVitoria, CREAES, Setores Governamentais (Federal, Estadual, Municipal) requer um modelo de política pública para o setor capaz de promover de forma coordenada, Programas de Cooperação e uma estrutura de desenvolvimento colaborativo de novas tecnologias em forma de um Distrito Tecnológico.

O fortalecimento do elo ICT-Empresas desenvolvedoras-Empresas demandantes, promove a competitividade da economia local, o surgimento de novos empreendimentos e a geração de soluções inovadoras para os problemas das empresas demandantes com base nas competências locais.

Destacado tem sido o papel da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (SECT) e da Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado do Espírito Santo (FAPES), como agente formulador e indutor de novas políticas de C,T&I para o Espírito Santo. O caminho para o desenvolvimento impõe, entretanto, ousadia. Ousar no sentido que propomos, implica em dotar a SECT de uma melhor infra-estrutura física e de pessoal para que a mesma possa melhor desempenhar sua missão estratégica e garantir autonomia para que a FAPES possa ter seu foco orientado para pesquisa científica e a inovação.

O fortalecimento da FAPES, no sentido de torná-la mais dinâmica, autônoma, independente e afinada com as políticas de ciência, tecnologia e inovação do Governo do Estado e do Governo Federal, representa o principal passo nessa direção.

Na prática, espera-se sobretudo que as políticas públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação no âmbito do Estado do Espírito Santo caminhem no sentido de:

1. Possibilitar que a FAPES seja um agente de articulação junto as ICTs e empresas locais no que se refere a atração de recursos federais e de recursos internacionais;

2. Fortalecer o movimento de criação de Distritos Tecnológicos e Incubadoras, respeitando-se as vocações, as habilidades e as competências regionais;

3. Estimular o desenvolvimento de inovações centradas em Tecnologias Sociais com foco na Inclusão Social e na Promoção da Cidadania Informacional em todo o Estado do Espírito Santo;

4. Fortalecer a formação de recursos humanos de alta qualificação dentro das instituições atuantes no estado.

Espera-se ainda uma renovação nas políticas fiscais e de compras governamentais direcionadas ao setor, assim como as Políticas de Créditos para incentivo ao micro e médio empresário do Estado que esteja envolvido com processos inovadores.

Por fim, cabe ressaltar que a promoção da eficiência e da competitividade nas cadeias produtivas locais implica na agregação de valor, ou seja, na capacidade de inovação.

O grande desafio que se coloca ao futuro representante do executivo é transportar a ciência das bancadas dos laboratórios de pesquisa para a linha de produção, num movimento capaz de alinhar ao mesmo tempo as demandas do setor com a promoção de políticas públicas.

Fonte: Francisco Rapchan / Incubadora IFES

Fundação Araucária apóia participação em eventos técnico-científicos

Terminam nesta sexta-feira (20), as inscrições para o edital 7/2010 Programa de Apoio à Participação em Eventos Técnicos Científicos da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. O objetivo é incentivar docentes/pesquisadores para a apresentação de trabalhos em eventos relevantes de caráter técnico-científico.

Os eventos devem ser realizados no Brasil ou no exterior, no período de 1º de outubro de 2010 a 30 de setembro de 2011. Os auxílios se destinam a instituições de ensino superior e/ou de pesquisa, de natureza pública ou privada sem fins lucrativos e de utilidade pública, sediadas e atuantes no Paraná.

Poderão ser submetidas propostas no âmbito das seguintes áreas do conhecimento: administração e economia; arquitetura e urbanismo; ciências agrárias; ciências biológicas; ciências da saúde; ciências sociais, humanas e jurídicas; educação e psicologia; engenharias; física e astronomia; geociências; letras e artes; matemática, estatística e informática; e química.

O edital prevê investimentos da ordem de R$ 1 milhão. O valor teto por participante será de R$ 2,5 mil para eventos no Brasil e R$ 6 mil para os realizados no exterior. Serão financiados itens como passagens aéreas ou terrestres, despesas de estadia e alimentação, além de taxas de inscrição nos eventos.A Fundação Araucária é uma instituição associada à ABIPTI.

Fonte: Gestão CT

Facepe: republicados os editais do Pronem, Pronex e PPP

Já estão disponíveis no site da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), os editais dos programas de Apoio a Núcleos Emergentes (Pronem), Primeiros Projetos (PPP), e de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex).

Os pesquisadores doutores do Estado de Pernambuco têm até o dia 29 de setembro para submeter as propostas. Juntos, os editais somam R$ 18,6 milhões em investimentos, dos quais R$ 7,5 milhões do Pronem, o mesmo valor do Pronex e R$ 3,6 milhões do PPP.

As três chamadas foram republicadas pela Facepe que as havia suspendido em 19 de julho, a pedido do CNPq, uma vez que ainda existiam formalidades não cumpridas.

Relatórios
Em nota no site, a Facepe também informou que os relatórios do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (Pibic) e de Pós-Graduação não serão mais recebidos de forma impressa na fundação. 
Os mesmos devem ser enviados ao sistema AgilFap. Na Facepe serão entregues apenas o comprovante do envio e um parecer sobre o trabalho de pesquisa realizado pelo bolsista e assinado pelo orientador. A Facepe é uma instituição associada à ABIPT

Fonte: Gestão CT