segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Saberes eruditos e técnicos na configuração do espaço urbano. Estado de São Paulo, séculos 19 e 20

Ideias urbanas
Ao longo dos séculos 19 e 20, a configuração e as transformações do espaço urbano paulista refletiram ideias provenientes de diversos campos do conhecimento e a interação entre profissionais de diferentes nacionalidades – incluindo médicos higienistas, arquitetos, engenheiros, sanitaristas e agrônomos.

A trajetória intelectual e profissional desses especialistas foi objeto de estudos realizados, nos últimos quatro anos, por historiadores e urbanistas de diversas instituições paulistas em um Projeto Temático apoiado pela FAPESP. O estudo identificou as referências teóricas que guiaram o pensamento urbanístico nos dois últimos séculos e analisou até que ponto essas propostas de intervenção nas cidades se tornaram realidade.

Coordenado pela professora Maria Stella Bresciani, do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o projeto reuniu pesquisadores e docentes da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Escola de Estudos Avançados de Veneza (SSAV - Itália).

De acordo com Maria Stella, entre os inúmeros resultados alcançados pelo projeto, um dos mais significativos consistiu em demonstrar o poder do capital privado na configuração do espaço urbano paulista. No decorrer do tempo, o conhecimento gerado pelos especialistas resultava em propostas e soluções que nem sempre chegavam a se efetivar devido à pouca disponibilidade financeira da administração pública para realizar grandes intervenções.

“Muitas vezes o poder público não tinha recursos para efetivar as propostas dos especialistas e as intervenções dependiam bastante do capital privado. Até hoje, os empreendimentos imobiliários acabam prevalecendo”, disse.

Um dos principais diferenciais do projeto é o caráter interdisciplinar, que possibilitou uma grande convergência entre as perspectivas de arquitetos e historiadores. Envolvida desde 1980 com questões urbanas, Maria Stella formou um grupo em 2005, com arquitetos e urbanistas da PUC-Campinas e da Unesp-Bauru, a fim de desenvolver o projeto.

“Nós percebemos a necessidade de estabelecer um diálogo entre historiadores e arquitetos. A formação em arquitetura e urbanismo proporciona uma capacidade muito grande de leitura espacial desses processos, sob a perspectiva técnica da arquitetura, mas são menos treinados para fazer uma leitura crítica dos documentos. Os historiadores, por outro lado, são capacitados para essa leitura, mas não têm a perspectiva espacial. O diálogo entre as duas disciplinas foi muito importante”, afirmou.

Uma vez que o foco temporal do estudo foi definido nos séculos 19 e 20, os pesquisadores passaram a definir o eixo teórico do trabalho. Uma das tarefas mais difíceis nesse momento, segundo Maria Stella, consistiu em superar anacronismos e premissas teóricas arraigadas na bibliografia acadêmica, como a noção de importação de ideias inadequadas à realidade brasileira.

“A noção de ‘ideias fora do lugar’ veio da literatura e impregnou outras disciplinas como a sociologia, a história e o urbanismo. Mas optamos descartar essa visão, adotando um eixo teórico que entende o pensamento urbanístico como um saber que não se constitui a partir de uma nação, mas das experiências de várias situações, cujo resultado constitui um domínio comum do conhecimento”, disse.

O próprio conceito de urbanismo, no eixo teórico estabelecido pelos pesquisadores, é concebido como um saber composto de várias disciplinas, que vão da medicina higienista à engenharia e à arquitetura, com contribuições da política e da filosofia. O termo “urbanismo”, segundo a professora, não era utilizado no século 19. As intervenções eram definidas como operações de “embelezamento”.

“Na realidade trata-se de um campo transdisciplinar constituído de diversos saberes provenientes de diversas experiências locais e internacionais. Não apenas no Brasil, mas também nas cidades europeias, as grandes intervenções nas cidades – em especial no tratamento da questão sanitária – partiam de uma interação entre profissionais e especialistas de diversas áreas, que internacionalizavam suas ideias em publicações e eram constantemente convidados a viajar para levar soluções a outros países”, explicou.

O projeto foi então desenvolvido em dois eixos fundamentais. O primeiro teve foco na produção do conhecimento científico e técnico, em São Paulo, de profissionais de áreas como medicina, engenharia sanitária, arquitetura e agronomia, traçando suas trajetórias e descobrindo suas referências teóricas. A lista de especialistas brasileiros e estrangeiros estudados incluiu nomes como Carlos Rath, Victor de Silva Freire, Francisco Prestes Maia, Ulhôa Cintra, Luiz de Anhaia Mello e Reynaldo Dierberger.

O segundo eixo, de acordo com Maria Stella, tratou dos projetos e intervenções que resultaram na configuração e reconfiguração do espaço urbano. Para isso, foi preciso retraçar o processo de urbanização e estudar os preceitos da medicina e da engenharia sanitárias presentes nos projetos urbanísticos da época.

“Estudamos de que maneira os pressupostos daquele saber científico e técnico que já estavam sendo desenvolvidos na capital paulista foram aplicados na implementação de novas cidades em direção ao oeste do estado. Estudamos a história de como a expansão da fronteira cafeeira, dialogando com a implantação da rede ferroviária do oeste paulista, interferiu na urbanização de toda essa área até os limites da cidade de São Paulo”, disse.

Urbanização dispersa
Segundo a professora da Unicamp, os pesquisadores envolvidos no projeto procuraram entender o processo pelo qual se estabeleceu, ao longo do tempo, uma crescente distância entre as propostas dos especialistas e efetiva urbanização das cidades.

“É interessante observar que a capital paulista, hoje quase inviável do ponto de vista da mobilidade, foi formada com a constante preocupação, por parte dos especialistas, em desafogar a cidade e construir grandes vias de tráfego urbano. O projeto de Prestes Maia [Francisco Prestes Maia (1896-1965), urbanista e ex-prefeito de São Paulo], por exemplo, foi concebido na década de 1930, mas só acabou de ser implementado na década de 1970. Mesmo hoje, o Plano Diretor da cidade parece estar sempre a reboque da expansão 'desordenada' da cidade”, afirmou Maria Stella.

Outra perspectiva do projeto consistiu em analisar como as propostas para as cidades se concentravam, principalmente no século 19, no âmbito do sanitarismo e do higienismo.

“A cidade de São Paulo se urbanizou de forma dispersa na topografia da cidade. Considerava-se adequada a instalação de núcleos urbanizados nas partes altas, fugindo dos fundos de vale alagadiços. No século 20, essa urbanização dispersa começou a ser questionada e tiveram início as obras de saneamento das várzeas e fundos de vale”, disse.

Além de diversos mestrados e doutorados desenvolvidos, o Projeto Temático irá gerar ainda uma série de publicações. Parte dos resultados serão publicados, no início de setembro, em um livro organizado por Ivone Salgado, da PUC-Campinas, e Ângelo Bertoni, professor da Universidade de Aix-en-Provence (França).

No projeto, intitulado “Saberes eruditos e técnicos na configuração do espaço urbano. Estado de São Paulo, séculos 19 e 20”, Ivone Salgado trabalhou especificamente com o subtema “A Medicina e a Engenharia na prática higienista e urbanística na configuração urbana da São Paulo Imperial”.

O tema “Da engenharia sanitária ao urbanismo: a constituição de um campo disciplinar e sua aplicação nas intervenções urbanas” foi trabalhado por Maria Stella, Adalberto da Silva Retto Júnior, da Unesp-Bauru, Josianne Cerasoli, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Anat Falbel e Marisa Carpintero – ambas pós-doutorandas do IFCH-Unicamp.

Retto Júnior, Célio Losnak, Marta Enokibara e Norma Regina Constantino Truppel, todos professores da Unesp-Bauru, trabalharam o subtema “Conhecimento técnico e teórico na configuração e reconfiguração do oeste do estado de São Paulo”. “O legado e a preservação da arquitetura industrial” foi o sub-tema de Cristina Meneguello, Silvana Rubino e Edgar De Decca, todos professores do IFCH-Unicamp.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Biflavonoids biosynthesis in leaves and cell cultures of Araucaria angustifolia

Oxidante e fotoprotetora 
A pós-doutoranda Lydia FumikoYamaguchi, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), foi premiada no 2010 Joint Annual Meeting da American Society of Pharmacognosy e da Phytochemical Society of North America, ocorrido em julho, na Flórida, nos Estados Unidos.

O estudo “Biflavonoids biosynthesis in leaves and cell cultures of Araucaria angustifolia” – que envolveu a participação de outros pesquisadores – tenta desvendar os mecanismos bioquímicos e fisiológicos que levam à produção de substâncias conhecidas como biflavonoides na araucária (Araucaria angustifolia), também chamada de pinheiro brasileiro.

O trabalho foi o vencedor na categoria pôster para pós-doutorandos e Lydia recebeu certificado e prêmio em dinheiro. O resultado apresentado envolveu pesquisas conjuntas realizadas no Laboratório de Produtos Naturais (IQ) e no Laboratório de Biologia Celular (Biocel), do Instituto de Biociências da USP.

Seu projeto de pós-doutorado, intitulado “Estudo da biossíntese e das propriedades antioxidantes de biflavonoides de Araucaria angustifólia”, teve supervisão do professor Massuo Jorge Kato, do IQ. O trabalho, com Bolsa da FAPESP, está vinculado a diferentes projetos do Programa Biota-FAPESP.

De acordo com Lydia, durante seu doutorado (em que também teve Bolsa da FAPESP) o trabalho focou no estudo da purificação dos biflavonoides, sua identificação e atividade antioxidante e fotoprotetora. “Em estudos prévios, havia sido descrito a presença dessas substâncias na araucária, mas não havia trabalhos que investigassem sua atividade”, disse.

“No estudo, descrevemos a atividade antioxidante e fotoprotetora desses compostos. Após esta fasem decidimos estudar os processos biossintéticos que ocorrem nas folhas (acículas) da planta”, disse Lydia.

Com o término do doutorado em 2004, Lydia iniciou pesquisas no pós-doutorado para investigar como esses biflavonoides são biossintetizados pelas araucárias, tema então ainda pouco explorado.

Uma das dificuldades, quando iniciou os estudos com enzimas da folha da araucária, foi conseguir padronizar os experimentos. Por conta disso, decidiu estudar variações sazonais e circadianas da atividade enzimática.

“Chegamos à conclusão de que as enzimas eram ativas à noite e que em determinadas épocas do ano não havia atividade enzimática. Isso era mais um complicador para trabalhar com as acículas, além da presença de algumas substâncias como fenólicos, proteases e clorofila, que também podem interferir no estudo enzimático”, explicou.

Em culturas celulares mantidas no Biocel – que investiga a fisiologia da araucária e mantêm células embrionárias em cultura –, a pesquisadora pôde constatar que não havia produção de biflavonoides nas culturas. Mas, ao adicionar apigenina [flavonoide natural, encontrado em frutas e vegetais], um precursor da biossíntese, foi possível observar a produção de biflavonoides.

“A surpresa foi que conseguimos identificar o mesmo biflavonoide que havia nas folhas. Consideramos que outras enzimas e proteínas seriam responsáveis pela formação final desses compostos”, disse.

Segundo a pesquisadora, na cultura celular não havia ou não estava ativa a maquinaria para formação do precursor. “Não havia a produção de biflavonoides pela falta do precursor e ao adicioná-lo, o sistema biossintético para produção das substâncias entraria em ação”, disse.

Preservação da espécie
De acordo com Lydia, os resultados do estudo abrem a perspectiva de uma melhor compreensão dos fenômenos da formação dos biflavonoides e das suas funções biotecnológicas e ecofisiológicas.

“A presença dos bioflavonoides suscita interesses tanto para o estudo de suas funções ecofisiológicas como para utilização em algum produto cosmético ou farmacêutico”, disse.

Outra planta que contém os mesmos tipos de biflavonoides é a Ginkgo biloba, muito utilizada na medicina tradicional chinesa. “Mas a ideia da pesquisa durante o doutorado com a araucária era ter uma fonte brasileira de biflavonoides para ser utilizado em cosméticos, nutracêuticos e outros tipos de produtos”, disse, explicando que foi feito um pedido de patente relacionado ao tema da pesquisa.

“Conhecer os mecanismos bioquímicos e fisiológicos da planta é de grande importância também por gerar conhecimento básico sobre ela mesma, além de ajudar na preservação da espécie”, destacou.

A pesquisadora lembra que a Araucaria angustifolia é uma conífera endêmica da América do Sul e que “a exploração indiscriminada a colocou na lista oficial das espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção”.

De acordo com o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, dos 20 milhões de hectares originalmente cobertos pela floresta de araucária no país, atualmente, restam apenas 2%.

Nas próximas etapas da pesquisa, Lydia pretende realizar o sequenciamento das enzimas e das proteínas relacionados à biossíntese de biflavonoides e de seus respectivos genes. Segundo ela, o trabalho premiado – que foi apresentado em formato de pôster –, será acrescido com mais dados e, posteriormente, submetido para publicação.

Participam das pesquisas o professor Massuo Kato, coordenador do Laboratório de Produtos Naturais do IQ, a professora Eny Segal Floh, coordenadora do Biocel e do projeto “Estudos de embriogenese e conservação em espécies arbóreas”, e a professora Vanderlan Bolzani.

O trabalho premiado é assinado por Lydia Yamaguchi, André L. W. dos Santos, pós-doutorando do Biocel, e Ana Lúcia Peluzzo, bolsista de iniciação científica do Biocel, além dos professores Kato e Eny.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

IB-Unesp realiza o concurso artístico: Instituto de Biociências: olhares revelados

O Instituto de Biociências (IB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, abriu inscrições para o concurso artístico
"Instituto de Biociências: olhares revelados".

O concurso conta com parceria da Secretaria Municipal de Cultura de Botucatu e tem por finalidade reunir, fomentar, incentivar e valorizar a produção artística, além de descobrir novos talentos. As obras premiadas serão expostas em comemoração ao aniversário do IB e passarão a fazer parte de seu acervo.

Poderão participar docentes, estudantes e técnico-administrativos da Unesp e o público em geral. As obras deverão ser inéditas ou produzidas a partir de 2008.

Cada participante poderá inscrever uma obra em uma das categorias –Desenho, Pintura e Gravura –, sem exceder as medidas de 1 metro de altura por 2 metros de comprimento.

As obras deverão conter no verso a etiqueta de identificação contendo nome do autor, título, técnica, dimensão e data. Também deverão estar devidamente emolduradas (para painéis ou outros suportes, não se exige moldura) com ganchos para fixação.

A inscrição se dará mediante a apresentação da obra com etiqueta de identificação e ficha de inscrição preenchida (modelo no site do IB). As despesas quanto à elaboração da obra, embalagem e transporte ficarão a cargo do participante.

Serão premiados com troféus os três primeiros lugares. Haverá também seis menções honrosas e uma prêmio de júri popular, que será votado em cédula nominal durante a exposição.

As inscrição são gratuitas e ficaram abertas até 10 de setembro. O participante poderá ser realizar pessoalmente das 9h às 17h na vice-diretoria do IB, ou na Secretaria Municipal de Cultura, localizado na avenida Dom Lúcio, 755, em Botucatu.

Fonte: Agência FAPESP

O engenheiro Alberto Pereira de Castro, ex presidente do IPT, morre aos 95 anos

Alberto Pereira de Castro, presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de 1996 a 2005, morreu na sexta-feira (13/8), aos 95 anos, em São Paulo. Foi enterrado no dia seguinte no Cemitério do Araçá.

“Doutor Alberto era uma referência para todos nós no IPT e, em 18 anos de trabalho intenso, esteve sempre no centro das decisões que marcaram os grandes processos de transformação e de crescimento do instituto. Diretores do IPT continuavam indo, sempre que possível, a sua casa para pedir conselhos e aprender com sua sabedoria”, disse João Fernando Gomes de Oliveira, presidente do instituto.

Pereira de Castro nasceu em 1915 na cidade goiana de Mineiros. Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI) em 1938 e especializou-se em metalurgia.

Ingressou no IPT em 1939 como engenheiro auxiliar da Seção de Metais. Em 1968, foi indicado pelo governador do Estado de São Paulo para assumir a superintendência do instituto, permanecendo no cargo até 1985. Foi diretor vice-presidente entre 1995 e 1996. Pela sua dedicação e incontáveis contribuições ao instituto, ganhou o apelido-homenagem de “Senhor IPT”.

Foi diretor da Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários (Cobrasma), durante 20 anos. Apoiou e participou da instituição da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa (Abipti), em 1980. A Universidade Corporativa Alberto Pereira de Castro (UCA), da Abipti, em sua homenagem, foi criada em 2005 com o objetivo de promover a educação com ênfase na gestão da inovação tecnológica, além de contribuir para a modernização contínua dos processos de aprendizagem das entidades que constituem as partes interessadas Abipti.

"O Dr. Alberto foi por décadas a referência mais influente para o IPT. Conhecedor como poucos das forças e fraquezas do desenvolvimento tecnológico e da engenharia no Brasil, ele sempre foi determinante para a qualidade de decisões", disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Entre os ensinamentos de Pereira de Castro às novas gerações de profissionais da tecnologia, foi marcante a percepção da mudança. “A tecnologia precisa de delivery mechanisms (mecanismos de entrega), que pressupõem relações multiplicadoras envolvendo institutos de pesquisa, indústrias, escritórios de engenharia, governo e escolas. Quando percebemos que os delivery mechanisms não estão funcionando, é hora de agir diferente”, dizia.

Recebeu em 2004 a Medalha do Conhecimento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pelo “papel protagônico no progresso técnico do setor industrial brasileiro”. Na justificativa, o ministério destacou a participação decisiva de Pereira de Castro “na criação e na gestão transformadora de instituições fundamentais do sistema nacional de inovação tecnológica”, dentre elas a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), a Abipti e a Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM).

Como membro do Conselho Estadual de Tecnologia de São Paulo, articulou a cooperação com o Instituto Nacional de Padrões de Tecnologia dos Estados Unidos (NIST), o que permitiu ao país desenvolver atividade pioneira em campos essenciais da tecnologia industrial básica.

Fonte: Agência FAPESP