quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Seminário InterAmerican Accreditation Cooperation (IAAC)

Líderes mundiais em avaliação da conformidade se reúnem no Rio de Janeiro

Promover o intercâmbio entre líderes mundiais em avaliação da conformidade, a relação do acreditador com o regulamentador e o mercado. Este é o objetivo do Seminário InterAmerican Accreditation Cooperation (IAAC), que será realizado no dia 26 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ).

O evento contará com a presença da presidente do IAAC, Beatriz Garcia, que ministrará palestra sobre a experiência da América Latina nessa área. A programação contará também com a participação do presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), João Jornada.

Além destes, o encontro contará com palestras de importantes representantes do mercado brasileiro e de regulamentadores do Brasil e de outros países, a exemplo do presidente da A2LA, um organismo de acreditação dos EUA, Peter Unger.

Fonte: Gestão CT

CNI publica The Economics of Ecosystems and Biodiversity

CNI publicará coletânea sobre a biodiversidade no mundo dos negócios
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) disponibilizará a partir do próximo mês no site institucional uma série de documentos com orientações sobre a inclusão da biodiversidade nas estratégias dos governos e das empresas. Trata-se da série The Economics of Ecosystems and Biodiversity, da Organização das Nações Unidas (ONU), que atualmente está sendo traduzida pela confederação.

Ao todo, serão publicados três fascículos do material. O primeiro aborda as principais relações da biodiversidade com o mundo e insere os investimentos na área no orçamento público dos países. O segundo explica como as mudanças climáticas atingem a biodiversidade. Já o terceiro mostra como as empresas devem incluir o indicador da biodiversidade na contabilidade e a importância de integrá-la à estratégia de negócios.

“Esse é um dos estudos mais importantes sobre o tema da biodiversidade. Vai além de conceitos genéricos e procura dar valor a elementos da biodiversidade”, explica a gerente de Meio Ambiente da CNI, Grace Dalla Pria. O material também será publicado na página “Iniciativa em Biodiversidade e Negócios”, um projeto realizado pela Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ), que conta com 41 empresas sócias em todo o mundo.(Com informações da CNI) 

Fonte:Gestão CT

Terças Tecnológicas: INT apresenta política de inovação em palestra no Rio

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) discutirá no próximo dia 17, no Rio de Janeiro (RJ), a evolução e aplicação da política de inovação da entidade. O tema será apresentado na edição de agosto do ciclo de palestras “Terças Tecnológicas”, uma iniciativa voltada principalmente para estudantes de graduação e pós-graduação.

O evento será realizado no auditório do instituto, das 14h30 às 16h30, e abordará todos os instrumentos de gestão adotados para aplicação de uma política de inovação, que tem levado ao alcance de resultados significativos em depósito de patentes. “O INT adotou a inovação como uma diretriz estratégica e fundamental para todos os projetos que desenvolvemos. A nossa política reflete a aplicação integral da lei”, explicou o coordenador geral do instituto no Rio de Janeiro, Carlos Alberto Teixeira.

A apresentação mostrará ainda a atuação central do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e o do recém-criado Comitê Gestor da Inovação (CGI) para a consolidação da política de inovação do instituto. O encontro é gratuito.O INT é uma entidade associada à ABIPTI.(Com informações do INT) 

Fonte: Gestão CT

Prêmio Naíde Teodósio: divulgado o resultado

Já está disponível no site da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) o resultado do Prêmio Naíde Teodósio de Estudos de Gênero. Ao todo, foram 32 os premiados.

Na modalidade Estudante de Ensino Médio, foram contemplados dez alunos e mais dois receberam menção honrosa. Já na categoria Professor e Professora do Ensino Médio, foram agraciados cinco profissionais.

As modalidades Estudante de Graduação e Estudante de Pós-Graduação premiaram dois alunos cada, e um roteiro foi escolhido na categoria documentário de curta metragem digital que também agraciou dois profissionais com menção honrosa.

No Mérito Institucional, quatro escolas de nível médio são as contempladas, sendo elas da Região Metropolitana de Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão, assim como quatro universidades das mesmas localidades. A Facepe é uma instituição associada à ABIPTI.

Fonte: Gestão CT

USP : Pecuária na Amazônia - Estudo avalia impactos ambientais

Pesquisa analisa pecuária na Amazônia
O incessante aumento do consumo de carne bovina no mundo contribuiu para que a pecuária assumisse um papel central na economia da Amazônia, com impactos ambientais negativos. Em determinadas regiões, a exploração de produtos alternativos poderia atrair os produtores para outras atividades, limitando a criação de gado e reduzindo a pressão sobre a floresta. Mas as políticas públicas de valorização dos produtos amazônicos têm sido insuficientes e as pastagens seguem ganhando terreno.

Essas são algumas das conclusões de um estudo de caso realizado na região de Xapuri, no Acre, por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP). Relacionando dados sobre desnutrição, consumo de carne bovina e desmatamento para criação de pastagens, o trabalho teve o objetivo de avaliar as motivações da crescente pecuarização em território acriano.

A pesquisa, que teve apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, foi coordenada pela professora Helena Ribeiro, do Departamento de Saúde Ambiental da FSP-USP. O estudo também correspondeu à dissertação de mestrado de Gabriela Bordini Prado, sob orientação de Helena.

A literatura científica mostra que vastas áreas da Amazônia foram ocupadas por pastagens nas últimas décadas. Atualmente, segundo Helena, cerca de 40% do abate bovino no Brasil – maior exportador mundial de carne – é proveniente da região amazônica.

“Nosso objetivo foi compreender a dinâmica da produção de gado na região. O consumo de carne vem crescendo aceleradamente no Brasil e no mundo e está associado ao aumento de doenças como a obesidade e o câncer colorretal. Por outro lado, é apontado também como um importante fator de desmatamento na Amazônia”, disse.

Além de dados da literatura internacional sobre o desmatamento na Amazônia, o estudo utilizou como base informações sobre desnutrição, consumo de carne e produção de alimentos no mundo do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Em paralelo à pesquisa sobre dados indiretos, fizemos um amplo trabalho de campo na reserva extrativista Chico Mendes, na região de Xapuri. Um dos dados que verificamos é que nas próprias reservas extrativistas, originalmente criadas para a exploração de recursos naturais das florestas, o avanço da criação de gado é visível. O trabalho de campo permitiu compreender essa dinâmica”, disse.

Segundo a professora da FSP-USP, o consumo de carne, em ascensão, gera um mercado cada vez mais robusto e impulsiona o valor da mercadoria. No entanto, como alternativa alimentar, o consumo de carne é altamente ineficiente, aponta.

“Um hectare de terra utilizada para a pecuária produz 34 quilos de carne. Na mesma área é possível produzir 6.500 quilos de milho, ou 3.800 quilos de feijão. Assim, uma região de pastagens poderia alimentar uma parcela maior da população, sem necessidade de desmatamento e ocupação de novas terras. Além disso, a dieta baseada em cereais diminuiria os impactos na saúde”, afirmou.

Já na década de 1970 grupos ambientalistas argumentavam que era preciso favorecer alternativas ao consumo de carne. Grande parte da literatura científica sobre o tema foi produzida naquela época, nos Estados Unidos. “Retomamos essa reflexão. Hoje, sabemos que quando se fala em coibir o desmatamento da Amazônia é preciso criar alternativas econômicas à pecuária”, afirmou.

Nas entrevistas realizadas no Acre, no entanto, verificou-se que a ocupação do território pela pecuária, tanto por grandes como pequenos produtores, é uma forma de acomodação de capital e reserva monetária.

“Muitos dos entrevistados trabalhavam originalmente com atividades extrativistas. Mas a queda no preço de produtos como a borracha, por exemplo, levou essas pessoas a optar pela criação de cabeças de gado”, disse Helena.

O governo criou, em Xapuri, uma fábrica de preservativos com o objetivo de absorver a produção dos seringais locais. No entanto, a medida não foi suficiente para incentivar a atividade, já que o preço da carne era mais atraente.

“A região também produz castanha-do-brasil. Inicialmente, a atividade atraiu muita gente, mas não foram estabelecidas políticas públicas para criar um mercado. Assim, o aumento da oferta derrubou o preço da castanha e a cooperativa que existia na região acabou fechando. Os produtores também foram atraídos pela atividade pecuária”, explicou.

Reserva de valor
A tradição pecuarista na região teve início na década de 1970, durante a ditadura militar, que incentivou a atividade como forma de ocupação das fronteiras. Essa política atraiu para a região muitos paulistas e paranaenses que se dedicaram à atividade pecuária.

“Usada como forma de ocupação geopolítica, a pecuária se tornou uma tradição. O governo criou fundos de investimentos que incentivavam essa atividade, atraindo frigoríficos do Sudeste. O processo de pecuarização continuou nas décadas seguintes. Entre 1998 e 2004, no Acre, o rebanho bovino passou de 900 mil cabeças para 2,5 milhões de cabeças”, disse.

Para os pequenos produtores, a criação de gado representa uma reserva de valor. “Cada vez que juntam um pouco de dinheiro, eles compram uma cabeça de gado. Quando há necessidade, eles vendem essa reserva. O plano da reserva extrativista permite que se tenha até 30 cabeças de gado por colocação. Mas vimos colocações com até 600 cabeças. Aos poucos, essa atividade vai avançando sobre a floresta”, disse Helena.

As políticas públicas para valorização dos produtos amazônicos, que poderiam reverter esse quadro, são incipientes, afirma. “Há uma série de alternativas, mas a criação de gado acaba se impondo. Um dos aspectos apurados pela pesquisa é a facilidade encontrada pelo pequeno produtor para escoar a produção de carne. Os frigoríficos buscam a mercadoria quando eles querem vender. No caso da castanha, da madeira e da borracha, ao contrário, é preciso se deslocar até a cidade para vender os produtos”, afirmou.

Helena explica que, de acordo com a FAO, o mundo produz mais calorias que o necessário para alimentar todos os habitantes do planeta. Ainda assim, pelo menos 850 milhões de pessoas sofrem com a fome. “Mesmo na Amazônia, a maior parte da carne produzida não é utilizada para alimentar a população local, mas enviada ao Sudeste ou exportada”, disse.

Os dados da FAO mostram, segundo ela, que o planeta produz, em grãos, cerca de 7 quadrilhões de calorias, o que excede em 1,5 quadrilhão a quantidade total de calorias necessária para alimentar todos os habitantes da Terra.

Esse excedente de grãos é utilizado para alimentar o gado, incentivando a produção de carne. “O problema é que a perda da substituição de grãos pela carne é muito grande: para produzir uma quilocaloria de carne é preciso alimentar o gado com 17 quilocalorias de grãos”, disse.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

FAPESP: Bolsa de Pós-Doutorado em demografia

O Projeto Temático "Observatório das Migrações em São Paulo (Fases e Faces do Fenômeno Migratório no Estado de São Paulo)", apoiado pela FAPESP, tem uma vaga de Bolsa de Pós-Doutorado no Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O objetivo é estudar a imigração internacional recente na Região Metropolitana de São Paulo, com destaque para a migração latino-americana.

Os candidatos devem ter formação científica em demografia, sociologia, antropologia, geografia e áreas afins. É também essencial experiência prévia em trabalhos de campo.

É esperado que o candidato tenha motivação e habilidade para organizar tarefas de pesquisa com independência e apresente desenvoltura na redação de relatórios e artigos científicos.

Os interessados devem enviar os seguintes documentos para o pesquisador principal do projeto e responsável pela seleção dos candidatos, professora Rosana Baeninger ou para Maria Ivonete Teixeira, até o dia 25 de agosto de 2010:

a) Curriculum Vitae completo e atualizado, incluindo lista de publicações;
b) Carta de apresentação indicando a razão do interesse na bolsa e com um breve relato de sua experiência;
c) Duas cartas de recomendação.

O valor da bolsa de Pós-Doutorado no país da FAPESP é de R$ 5.028,90 e o período da bolsa é de 24 meses. A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros.

A seleção será feita no mês de setembro de 2010 para início em outubro de 2010. Os candidatos deverão ter disponibilidade no mês se setembro de 2010 para entrevista presencial.

Mais informações com Maria Ivonete Teixeira, no Nepo pelo telefone (19) 3521 5913.

Fonte: Agência FAPESP

Capes: divulgado resultado de programas em parceria com o Uruguai

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado dos programas Capes/Udelar – Projetos e Capes/Udelar – Docentes, ambos em parceria com o Uruguai. Foram aprovadas, no total, 29 propostas, sendo 17 de Projetos e 12 de Docentes.

No Programa Capes/Udelar – Docentes, foram contempladas as área de ciências agrárias, ciências da saúde, ciências humanas, ciências sociais, ciências exatas, e engenharias. Estas mesmas áreas do conhecimento também estão presentes no Programa Capes/Udelar – Projetos, que ainda soma ciências biológicas e multidisciplinar.

Os coordenadores receberão ofício contendo informações sobre financiamento, solicitação de recursos, programação de missões, entre outras. Os bolsistas aprovados serão informados a respeito dos procedimentos para ativação da bolsa.

Fonte:Gestão CT


István Jancsó é homenageado em lançamento de livros nesta quinta-feira


 Peças de um mosaico brasileiro
O historiador István Jancsó, que morreu em março aos 71 anos, costumava dizer aos seus alunos que analisar a nação era como encaixar “peças de um mosaico”. A analogia se referia ao papel do historiador em compreender nexos históricos e, em particular, remetia ao esforço que o próprio Jancsó empregou para compreender a relação entre Estado e nação.

O Projeto Temático “Fundação do Estado e da nação brasileiros (1780-1850)”, que coordenou de 2004 a 2009 com apoio da FAPESP, buscou compreender melhor os nexos da construção do Estado imperial e os caminhos pelos quais múltiplas identidades regionais presentes na América portuguesa se desdobraram em uma nova forma de identidade nacional no século 19.

O esforço interpretativo de Jancsó – que foi professor titular no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) – é lembrado por pesquisadores, amigos e parceiros, que lançam livros nesta quinta-feira (12/8) no Centro Universitário Maria Antonia da USP.

Três deles são obras desenvolvidas no âmbito do Temático e trazem pesquisas feitas por integrantes do projeto – os três tiveram apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações. O quarto apresenta depoimentos do professor.

De acordo com Wilma Peres Costa, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de Guarulhos, os três primeiros títulos recuperam e expandem hipóteses interpretativas desenvolvidas no Temático, como a coletânea Soberania e conflito: configurações do Estado Nacional no Brasil do Século XIX, da qual é uma das organizadoras.

“Soberania e conflito tem um grande fim em si mesmo. Os temas dos outros lançamentos estão, de certa forma, contidos ali, sobretudo porque faz um diálogo também com o primeiro livro lançado no âmbito do Temático, em 2003 [Brasil: a Formação do Estado e da nação (1780-1850)]. Ao mesmo tempo, o novo livro revela o quanto avançamos nas discussões sobre os temas Estado e soberania, um dos eixos do projeto”, disse Wilma à Agência FAPESP.

Soberania e conflito reúne artigos que expõem novas perspectivas sobre três eixos problemáticos referentes ao processo de formação e estruturação do Estado nacional na primeira metade do século 19: a periodização da história do Império; as bases materiais e territoriais da organização político-administrativa; e os fundamentos e a dinâmica da monarquia constitucional.

Segundo Wilma, a hipótese central discutida no Temático e que também está presente no livro, desenvolvida com muitos recortes historiográficos pelos integrantes do projeto, é a de que a ideia corrente aceita do Estado como demiurgo não dá conta da complexidade do fenômeno da formação do Estado imperial e da nação brasileira.

“O objetivo foi propor interpretações, produzidas durante os anos de pesquisa do projeto, que ora complementam ora ultrapassam ou rediscutem em outro patamar os pressupostos do projeto”, disse.

Um exemplo são os nexos que o projeto estabeleceu entre escravidão e ordem liberal, que é o tema do livro Escravidão e Política: Brasil e Cuba, 1790-1850, de Márcia Berbel, Rafael Marquese e Tâmis Parron.

De acordo com Marquese, do Departamento de História da USP, ao fazer uma comparação com Cuba, o livro amplia o entendimento da escravidão nas Américas, em particular no caso brasileiro.

“Apesar de terem trilhado caminhos políticos distintos, a partir da década de 1820, Brasil e Cuba compartilharam sob vários aspectos, por conta do peso do escravismo, uma mesma história no século 19”, disse.

No Temático a escravidão foi uma peça-chave para investigar a formação do Estado nacional. “Uma possibilidade seria analisar somente o Brasil. Só que a história da escravidão ao longo do século 19 nas Américas não se desenrolou apenas por aqui”, explicou Marquese.

O contexto histórico, afirma, justifica a comparação. Brasil e Cuba partilharam um mesmo “espaço de experiência” na conjuntura de crise marcada pela independência dos Estados Unidos, pela emergência do movimento antiescravista britânico e por outros eventos históricos.

Outro ponto é que, de todas as possessões na América espanhola, Cuba e Porto Rico foram as únicas que não se separaram do Império espanhol entre 1808 e 1824. Todas as demais seguiram o caminho republicano.

“As razões que fizeram Cuba permanecer como colônia foram as mesmas que levaram o Brasil a permanecer unido e a se constituir como uma monarquia constitucional. E essas razões passam necessariamente pela escravidão”, disse Marquese.

Após 1820, Brasil e Cuba foram as únicas regiões do Novo Mundo que continuaram sendo alimentadas por um grande tráfico transatlântico de africanos escravizados. Cerca de metade dos escravos que atravessaram o Atlântico veio para o Brasil. Dos quase 5 milhões de escravos que chegaram ao país, 25% desembarcaram no período de 1822 a 1850.

Grão-Pará
O terceiro livro que será lançado e deriva do Projeto Temático, A quebra da mola real das sociedades: a crise políitica do Antigo Regime português na província do Grão-Pará, é fruto da tese homônima defendida em 2006 por André Roberto de Arruda Machado, sob orientação de Jancsó.

Em sua pesquisa, Machado fez um contraponto à ideia de que a Independência brasileira de Portugal ocorreu de maneira pacífica e que envolveu somente as elites da época. Ao contrário disso, o autor demonstra que, no Pará, as disputas políticas nesse período levaram a uma guerra civil que cobriu quase toda a província até 1825 e tinha como seus principais protagonistas negros e, sobretudo, índigenas.

Ao investigar a crise política do antigo regime português, iniciada em 1921, na província do Grão-Pará, o autor indica que a região passou por uma instabilidade que deixou incerto o seu destino. O Grão-Pará poderia continuar sob domínio português, poderia fazer parte do Brasil ou ainda funir-se a um Estado americano independente fora da órbita do Rio de Janeiro. “A ideia de que o país se forma a partir de um grande pacto entre as elites não se sustenta”, disse.

Segundo o autor, a integração do Pará ao Império do Brasil se dá, sobretudo, porque outros projetos políticos - como a reconquista por Portugal, por exemplo, - se inviabilizam. "Ao mesmo tempo no Pará ser defensor da independência e da união com o Rio de Janeiro poderia ter diferentes significados, já que para alguns grupos políticos esse era um projeto conservador, enquanto que outros aspiravam a essa solução com a esperança de subverter a ordem social", indica Machado.

Segundo Machado, uma das discussões mais pertinentes do livro é mostrar que, para os homens daquele período, o principal não era saber se o Pará faria parte do Brasil ou de Portugal ou se uniria a um outro Estado. “O mais interessante é mostrar que o centro da disputa era estabelecer que tipo de Estado iria se configurar, com que bases, que tipo de pacto social e que tipo de papel esses agentes iriam ter nesse novo Estado”, afirmou.

Crítica coletiva
O livro de depoimentos Um historiador do Brasil, István Jancsó teve a participação direta do próprio coordenador do Projeto Temático, que chegou a ter em mãos os originais da primeira versão do livro.

Os organizadores Andréa Slemian, Marco Morel e André Nicacio Lima colheram depoimentos de Jancsó de abril de 2007 a janeiro de 2009. Foram sete entrevistas, que correspondem às partes do depoimento.

“Começamos pela infância, quando a família [de Jancsó] foi expulsa da Hungria durante a 2ª Guerra Mundial pelas tropas soviéticas. Narramos a passagem dele como professor na Maria Antônia até sua saída, por conta do golpe de 1964, para lecionar na Universidade Federal da Bahia”, disse Andréa, pós-doutoranda no IEB-USP com Bolsa da FAPESP.

Segundo ela, a obra traz também reflexões sobre a historiografia nas décadas de 1950 e 1960, sobretudo porque um dos objetivos do livro era dar ênfase à trajetória de Jancsó como historiador.

“Ele sempre se considerou um historiador de linhagem marxista. Apesar disso, não admitia que o rotulassem de ‘comunista’. Dizia que era um homem de esquerda. Nunca se identificou com os comunistas por uma questão pessoal, porque para ele comunistas foram os que entraram na Hungria e não os que foram expulsos de lá”, disse Andréa.

Narrado em tom de conversa, o livro traz, além de uma multifacetada narrativa de um historiador sobre sua trajetória, detalhes curiosos como a tese que começou a redigir na França na década de 1970 e que foi apreendida pelos militares quando retornou ao Brasil. Trabalho que não foi mais recuperado.

Outros destaques foram a participação de Jancsó no movimento operário paulista na consolidação do movimento Oposição Sindical, conhecido como OP, e o momento em que se tornou diretor de recursos humanos de uma multinacional fabricantes de motores, a MWM. Os entrevistadores questionaram se não seria uma contradição na trajetória do professor.

“Ele disse que contraditória era a própria realidade. Precisava do emprego por uma questão de sobrevivência, e nunca feriu seus princípios. Contou que fez o que pode para dar melhores condições aos funcionários, como assistência médica, refeitório, formação e uma negociação direta com a direção”, disse.

O livro traz também um rico material iconográfico, além do bibliográfico. “Não tivemos a intenção de fazer uma obra crítica. Apesar de ter escrito pouco, o professor Jancsó deixou uma importante contribuição como historiador, principalmente ao pensar as questões que desenvolveu sobre os séculos 18 e 19”, afirmou Andréa.

O Projeto Temático coordenado por Jancsó gerou mais de 30 livros, além de seminários, teses, dissertações e a revista Almanack Braziliense, que reúne a contribuição à historiografia brasileira que é feita continuamente por estudiosos envolvidos com os estudos do tema.

Jancsó também foi um dos mentores da Biblioteca Brasiliana, projeto que inclui a construção de uma biblioteca na USP e a digitalização de cerca de 40 mil volumes que integravam a Biblioteca Guita e José Mindlin, doada à USP em 2006.

“Ele tinha preocupação com o trabalho coletivo e em democratizar o conhecimento. Sempre privilegiou a importância de uma crítica coletiva. Os seminários e livros que organizou prezavam um pouco por isso”, destacou Andréa.

O lançamento será a partir das 19h30, no Centro Maria Antônia da USP, localizado na rua Maria Antonia, 294, Vila Buarque.

* Título: Um historiador do Brasil, István Jancsó
Autores: Andréa Slemian, Marco Morel e André Micásio Lima
Páginas: 402
Preço: R$ 63

* Título: Soberania e conflito: configurações do Estado Nacional no Brasil do Século XIX
Organizadoras: Cecília Helena de Salles Oliveira, Vera Lúcia Nagib Bittencourt e Wilma Peres Costa
Páginas: 496
Preço: R$ 58

* Título: Escravidão e Política: Brasil e Cuba, 1790-1850
Autores: Márcia Berbel, Rafael Marquese e Tâmis Parron
Páginas: 396
Preço: R$ 47

* Título: A quebra da mola real das sociedades: a crise política do Antigo Regime português na província do Grão-Pará
Autor: André Roberto de Arruda Machado
Páginas: 326
Preço: R$ 48

Mais informações pelo site

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Unicamp apresenta curso de especialização em gestão para inovação tecnológica

Novo curso de extensão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) capacitará profissionais na área de inovação tecnológica. Criado com o intuito de contribuir para desenvolver a cultura da inovação nas empresas, a especialização está com inscrições abertas e as aulas terão início em março do próximo ano.

O objetivo é oferecer aos participantes a oportunidade de aprenderem a identificar as oportunidades, ameaças e limites do posicionamento da empresa. Para tanto, serão trabalhados os conceitos e as técnicas de gestão de projetos de P&D; práticas de gerenciamento de projetos de inovação; ferramentas para a comercialização de novas tecnologias; entre outros temas.

De acordo com a instituição, a proposta é ofertar subsídios para que os alunos entendam como a CT&I interage com a sociedade, a economia e as organizações por meio de processos de inovação complexos. As aulas serão realizadas quinzenalmente às sextas-feiras e aos sábados, numa carga horária de 360 horas.

As inscrições podem ser feitas neste link.

Informações adicionais sobre a iniciativa podem ser obtidas no site acima ou pelo telefone (19) 9445-9335.(Com informações da Unicamp)

Fonte: Gestão CT

Fiocruz e PUC-RS realizam o concurso BIODIVERSIDADE

O Museu da Vida da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, e o Museu de Ciências e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) promovem o concurso Biodiversidade, que avaliará trabalhos sobre o Brasil.

A competição, que aceitará trabalhos até o dia 1º de setembro, é divida em duas categorias: “Animais e plantas na ponta do lápis”, que selecionará desenhos de crianças de 7 a 12 anos; e “A biodiversidade por trás da câmera”, direcionada a jovens de 13 a 17 anos, que participarão com até três fotografias sobre o tema.

O primeiro lugar de cada uma das categorias ganhará uma viagem, com direito a um acompanhante adulto, para conhecer espaços de ciência no Brasil.

O vencedor poderá escolher uma opção entre as alternativas oferecidas: Rio de Janeiro, para conhecer as instalações do Museu da Vida e do Jardim Botânico; Porto Alegre, com direito a visita ao Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e ao Planetário da UFRGS; Belém, para visitar o Museu Paraense Emilio Goeldi; ou São Paulo, com Estação Ciência e Instituto Butantan.

Mais informações pelo e-mail  ou no site do Museu da Vida acima.

Fonte: Agência FAPESP

Fapitec: selecionadas mais de 50 propostas em dois editais

A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec) divulgou, nesta terça-feira (10), os resultados das chamadas do Programa de Auxílio ao Pesquisador para a Participação em Eventos Tecnológicos no País e no Exterior (Prapec) e do Programa de Auxílio ao Pesquisador de Reunião ou Evento Científico e Tecnológico no Estado de Sergipe (Praev).

Foram aprovadas, ao todo, 53 propostas, sendo 43 no Prapec e dez no Pravep. O total de recursos destinados à contratação das propostas selecionadas ultrapassa a marca de R$ 179 mil.A Fapitec é uma instituição associada à ABIPTI.

Informações sobre as ações da Fapitec podem ser obtidas no site acima.(Com informações da Fapitec)

Fonte: Gestão CT

INPI: capacitação de gestores da Eletrobrás sobre propriedade intelectual

Amanhã (13) será realizado o seminário “A PI como instrumento estratégico de fomento à inovação”, fruto de uma parceria firmada entre o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras).

O acordo entre as instituições visa disseminar a propriedade intelectual (PI), por meio de cursos e seminários sobre o uso estratégico da PI pela indústria. O seminário desta sexta-feira será voltado para o público interno da Eletrobras.

A ideia é capacitar os gestores de tecnologia e do corpo técnico da empresa sobre o uso da informação tecnológica como forma de desenvolvimento de novas tecnologias. (Com informações do INPI) 

Fonte: Gestão CT

Bahia recebe o encontro "Partners of the Americas"

Bahia recebe especialistas em tecnologias sociais internacionais

Especialistas em tecnologias sociais dos Estados Unidos, Uruguai e de diversas partes do Brasil estão em Salvador (BA), até domingo (15), para participar do encontro do "Partners of the Americas". A proposta do evento, que teve início na sexta-feira (6), é debater sobre as mais altas tecnologias nas áreas sociais.

No encontro, que conta com o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti-BA),  também está sendo discutida a criação de uma rede de cooperação. O programa se estabelece, ainda, como um importante instrumento de troca de experiências, já que conta com a participação de especialistas da Pensilvânia e Filadélfia, onde estão as maiores concentrações de centros tecnológicos dos EUA.

Entre os temas que ainda entrarão na pauta destaque para os desafios do crescimento das cidades, o estímulo ao voluntariado, programas para juventude e esporte como instrumento para o desenvolvimento. A Secti-BA é uma entidade associada à ABIPTI. (Com informações da Secti-BA) 

Fonte: Gestão CT

Workshop Edital Reditec Fapeam-Whilrpool

No dia 18 será realizado um workshop sobre o edital Reditec Fapeam-Whilrpool, na Escola Normal Superior da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). O objetivo é esclarecer aspectos da chamada para interessados em participar do Programa Estruturador Rede de Inovação Tecnológica (Reditec).

Na ocasião, um técnico da Whirlpool S.A. concederá atendimento individualizado e prestará informações sobre as exigências do edital. Para participar é necessário preencher um formulário disponível no site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)

Depois de preenchido, o documento deve ser encaminhado para o e-mail . A consultoria individual ocorrerá nas salas José Braga e Rosa Branco.

Reditec
O objetivo é financiar propostas de mestres e doutores, individualmente ou associados a instituições científicas e tecnológicas (ICTs) ou a instituições privadas de inovação tecnológica (IPITs), para o desenvolvimento de projetos de inovação que versem sobre tecnologias relacionadas a fornos de micro-ondas e condicionadores de ar.(Com informações da Fapeam) 

Fonte: Gestão CT