quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cientistas analisam impactos na biodiversidade por conta da revisão do Código Florestal

Impactos do Código Florestal são analisados
Impactos potenciais da revisão no Código Florestal, em tramitação no Congresso Nacional, na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos foram debatidos por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento nesta terça-feira (3/8), em evento organizado pelo programa Biota-FAPESP, na sede da Fundação.

Carlos Alfredo Joly, coordenador do Biota-FAPESP e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), abriu o encontro lamentando a falta de participação da comunidade científica nas discussões sobre as alterações no atual Código Florestal – que preveem, por exemplo, reduções significativas nas áreas de preservação permanentes (APP) e anistia a desmatamentos feitos até 2008.

“Essa nossa crítica foi destacada em uma carta assinada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), as duas maiores representantes da comunidade científica”, disse Joly. As duas entidades deverão ampliar as discussões sobre o assunto por meio de um grupo de trabalho.
Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), que coordenou o encontro junto com Joly, ressaltou que a proposta de revisão do código ensina importantes lições à comunidade científica, entre elas a importância de tomar iniciativas de mudanças antes que outros o façam.

“O Código Florestal atual vigora desde 1965 e nós [pesquisadores] não tínhamos nos preocupado em atualizá-lo até hoje”, disse Rodrigues, ressaltando a importância da pesquisa científica para sustentar políticas públicas.

Na parte da manhã, cientistas apresentaram os impactos que grupos taxonômicos específicos poderiam sofrer no caso de ser aprovada a proposta do novo código aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Os palestrantes foram convidados a usar suas apresentações como ponto de partida para artigos científicos, que serão submetidos para publicação na próxima edição da revista Biota Neotropica.

Lilian Casatti, professora do campus de São José do Rio Preto da Universidade Estadual Paulista (Unesp), falou sobre possíveis impactos aos peixes. Um dos principais problemas da proposta de revisão do código, segundo ela, seria a redução na largura das matas ripárias – que acompanham os cursos d’água – de 30 metros para 15 metros em riachos e ribeirões com menos de 5 metros de largura.

De acordo com a pesquisadora, isso afetaria a ictiofauna em vários aspectos. Sem a cobertura vegetal ciliar os peixes estariam mais expostos à luz solar. Espécies que possuem larvas sensíveis à radiação ultravioleta seriam reduzidas. Peixes que utilizam a identificação visual para selecionar parceiros também seriam prejudicados e várias cadeias tróficas seriam irremediavelmente alteradas.

“Muitos peixes se alimentam de determinados insetos que, por sua vez, alimentam-se de certas folhas dessas matas. Há estudos apontando que, com menos matas, os peixes perdem biomassa. causando perdas genéticas e até de espécies”, disse.

A perda da cobertura vegetal ripária também causaria o aumento na turbidez dos rios devido ao assoreamento, o qual também provocaria a entrada de poluentes no curso d’água.

Um dos maiores prejuízos seria a extinção de diversas espécies de peixes. Estudos realizados no Estado de São Paulo mostram que o maior número de espécies está concentrado em pequenos córregos. No Estado, foram encontradas 344 espécies – do total de 2.587 peixes brasileiros de água doce – e 66 estão ameaçadas, sendo que 45 vivem em pequenos ambientes.

“Essas espécies vivem em apenas 10 metros quadrados, em média, durante toda a vida”, disse Lilian, para ilustrar que até perdas de pequenas porções de vegetação natural podem resultar no desaparecimento de diversos táxons.

Segundo a professora da Unesp, os pequenos cursos d’água guardam uma grande diversidade genética que estaria ameaçada após as mudanças no Código Florestal. A região de São José dos Dourados (SP), estudada por Lilian, possui 4 mil quilômetros de pequenos rios enquanto que o rio principal tem apenas 220 quilômetros.

“Nessa região, entre 61% a 78% dos córregos já estão cercados pela plantação de cana-de-açúcar, eles não podem se dar ao luxo de ter mais áreas reduzidas”, afirmou.

Problemas agravados
Felipe Toledo, do Museu de Zoologia da Unicamp, falou sobre os possíveis impactos em anfíbios. Habitantes da água, dos biomas terrestres e das áreas de transição entre ambos, os anfíbios seriam um dos grupos mais afetados pela redução das matas ripárias.

“Em todo o mundo, os anfíbios formam o grupo mais ameaçado da natureza, com 32,5% das espécies sob risco”, disse. Bastante sensíveis às alterações ambientais, os anfíbios já são afetados pelos efeitos das mudanças climáticas globais, que secam trechos de riachos e lagos,expondo ovas a predadores e intempéries.

Por respirar através da pele, o grupo também tem sentido os efeitos do uso de defensivos agrícolas, sendo registrados muitos casos de má formação de sapos e rãs que os tornam presas fáceis de predadores. Todos esses problemas seriam agravados com a aprovação das mudanças no Código Florestal, segundo Toledo.

Como agravante, muitos anfíbios dependem de espécies específicas de plantas para se reproduzir. Alguns só se acasalam em bromélias, outros em certos tipos de bambus e uma espécie de rã depende de plantas com folhas dobráveis para o acasalamento. A perda desses vegetais poderia também representar o desaparecimento dos anfíbios que deles dependem.

Os impactos potenciais nos répteis foi apresentado por Otávio Marques, pesquisador do Instituto Butantan. O grupo taxonômico tem 20% de suas espécies sob ameaça de extinção em todo o planeta e a maior causa disso seria a perda dos habitats, o que seria agravado com a aprovação da proposta que está no Congresso.

“O atual código também erra ao permitir a compensação de uma área desmatada com a preservação de outra área dentro do mesmo bioma. Uma espécie que habita um local pode não viver em outro”, afirmou.

Sob o ponto de vista econômico, o país perde com a perda da biodiversidade. Anfíbios e répteis fornecem moléculas complexas que podem ser aplicadas em fármacos. “O anti-hipertensivo desenvolvido a partir do veneno da jararaca rende US$ 5 bilhões ao laboratório que o criou”, exemplificou Marques.

A ausência de anfíbios e peixes provocaria um aumento nas populações de insetos, representando um aumento de doenças na população e de pragas na agricultura, resultando em maior necessidade de agrotóxicos.

Novas doenças surgiriam no gado originadas pela perda do habitat de cervos, segundo apontou Mauro Galetti, professor do campus de Rio Claro da Unesp, que analisou os efeitos potenciais da revisão do Código Florestal sobre os mamíferos.

A proximidade do gado com os cervos que perdem seus ambientes provoca trocas de doenças entre as duas espécies. Boa parte dos mamíferos prefere viver próximos a matas ripárias e, de acordo com Galetti, a redução dessas matas exporia os animais a predadores, a caçadores e a acidentes como atropelamentos.

O ornitólogo Pedro Ferreira Develey, da Save Brasil, apontou que muitas aves dependem de pequenas ilhas de vegetação nativa, sendo que várias espécies não saem dessas matas. “Elas tem fotofobia e estão acostumadas a viver na sombra, por isso não saem para áreas abertas”, disse.

O Brasil tem 17 de suas espécies de aves ameaçadas de extinção habitando matas ripárias, por isso, reduzir esses biomas poderia ser o golpe de misericórdia para algumas delas, destacou Develey.

Vera Fonseca, professora do Instituto de Biologia da USP, falou sobre possíveis consequências para abelhas da proposta de revisão do código . “Responsáveis pela polinização de boa parte da produção agrícola brasileira, o desaparecimento de espécies desses insetos seria um desastre para inúmeras culturas, como o maracujá, o açaí, o cupuaçu e a castanha-do-pará”, disse.

Giselda Durigan, do Instituto Florestal, falou sobre o Cerrado, onde estão localizadas as principais bacias hidrográficas do Brasil. O bioma, ao mesmo tempo, é considerado o celeiro do país, por concentrar boa parte da produção agrícola nacional. A cientista narrou os esforços de se recuperar a vegetação nativa do Cerrado, em muitos casos impossível, devido ao alto nível de degradação do solo.

José Galizia Tundisi, do campus de São Carlos da USP, falou sobre os impactos hídricos que a redução de cobertura vegetal nativa prevista no novo código poderia trazer.

“Reduzir as matas ciliares que agem como tampões de proteção atingiria diretamente a qualidade das águas, aumentaria a toxicidade, reduziria ainda mais o nível dos rios por causa de assoreamento e encheria a água de sedimentos, aumentando o custo do tratamento”, disse.

Segundo Tundisi, na região do Baixo Cotia, em São Paulo, por exemplo, o custo para tratar mil metros cúbicos de água é de cerca de R$ 300. Em comparação, o tratamento da mesma quantidade em uma cidade que possui rios com proteção de matas ciliares em seus mananciais cai para R$ 2.

A própria agricultura seria prejudicada. “Aumentar a área agrícola reduzindo a mata ciliar reduzirá a água disponível. É um tiro no próprio pé”, disse.

Conservação com expansão
Sérgius Gandolfi, da Esalq-USP, previu um apagão hídrico e citou como exemplo a usina hidrelétrica de Assis Chateaubriand, no Mato Grosso do Sul, que viu seu reservatório desaparecer por causa dos danos causados aos pequenos rios que o abasteciam.

Gandolfi também criticou vários aspectos da proposta de revisão do Código Florestal, como a previsão de concessão de incentivos aos produtores rurais à guisa de incentivo ao reflorestamento.

“Isso é o mesmo que fazer o governo pagar para que industriais instalem filtros em suas fábricas. No Estado de São Paulo são 324.601 propriedades rurais, se o governo gastar R$ 10 para cada uma, serão mais de R$ 3 milhões em dinheiro público gastos para pagar uma obrigação dos produtores”, comparou.

O pesquisador também chamou a atenção para uma alteração que reduz ainda mais a área preservada. A versão atual do Código Florestal considera a margem do rio no período de cheia, chamado de leito maior. Entre as alterações previstas na revisão está a medição das margens a partir do leito menor, quando o rio está mais baixo.

“O assoreamento atingiria principalmente os rios mais frágeis, ou seja, os menores, que são cerca de 90% dos rios do país”, disse Gandolfi.

Rodrigues apresentou o programa desenvolvido na Esalq-USP de adequação ambientais de propriedades rurais. Sua equipe encontrou diversas propriedades com possibilidade de aumentar a área agrícola sem ferir o atual Código Florestal. “Não estão usando toda a área a que têm direito para plantar”, disse.

“Esse projeto de lei [a revisão do Código Florestal] veio em um momento muito ruim, pois vários proprietários rurais já estavam se conscientizando sobre a importância de cumprir o código atual”, disse Rodrigues, ressaltando que aqueles que se comprometeram a recuperar as áreas vigentes serão punidos com as alterações no código.

Gerd Sparovek, também da Esalq-USP, explicou por que a conservação ambiental não impede a expansão das fronteiras agrícolas, apresentando vários estudos que mostram possibilidades de crescimento da área plantada sem atingir a vegetação a ser preservada.

Novo debate e alternativas
Nos encaminhamentos finais do encontro, os participantes decidiram que os sumários das apresentações serão encaminhados ao grupo de trabalho, organizado pela SBPC e ABC, que vem discutindo a proposta de mudança do Código Florestal.

Os palestrantes também se comprometeram a participar de uma segunda reunião, quando será apresentado um documento executivo que proponha alternativas.

Os pesquisadores concordam que é preciso rever e atualizar o Código Florestal Brasileiro, pois nas últimas décadas aumentou consideravelmente o conhecimento científico tanto em termos da biodiversidade brasileira como em termos da biologia da conservação, ecologia da paisagem e serviços ecossistêmicos.

“Portanto, o país tem condições transformar esse conhecimento em políticas públicas, como fez o Programa Biota-FAPESP aqui no Estado de São Paulo. Na avaliação dos pesquisadores, o substitutivo aprovado pela Comissão Especial do Câmara dos Deputados vai na contra mão do avanço do conhecimento, representando um grande retrocesso na legislação ambiental brasileira caso venha a ser aprovado pelo Congresso Nacional”, afirmou Joly.

Outra proposta – que ainda será avaliada – será a organização de um debate com representantes da comunidade científica, políticos e jornalistas do país e do exterior. “O objetivo é tornar o debate público e mais acessível a toda a sociedade, pois mais de 80% da população brasileira vive em cidades e talvez não tenha condições de avaliar adequadamente as consequências das alterações propostas no Código Florestal”, disse.

“A reunião foi excelente pela qualidade das apresentações. Os pesquisadores já estavam preocupados com os aspectos salientados, eles já estavam trabalhando com essas questões há tempos. Isso demonstra uma consistência muito grande entre pesquisadores de diferentes áreas. Vamos reunir essas informações em um documento que sintetize o que foi apresentado para que, com ele, possamos abrir espaço para uma discussão mais ampla com lideranças do Congresso Nacional”, disse Joly.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

Capes: seleção de projetos para o Programa Brafagri

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está com as inscrições abertas, até 15 de outubro, para o edital no âmbito do Programa Brafagri – Brasil/França Agricultura.

A iniciativa consiste de projetos de parcerias universitárias nas áreas de ciências agronômicas, agro-alimentares e veterinária, exclusivamente em nível de graduação, para fomentar o intercâmbio em ambos os países e estimular a aproximação das estruturas curriculares, inclusive a equivalência e o reconhecimento mútuo de créditos obtidos nas instituições participantes.

A proposta deve ser apresentada por um coordenador com título de doutor, obtido há pelo menos quatro anos, além de envolver uma instituição de ensino superior (IES) em cada país, não sendo excluída a associação em rede.

O número de missões de trabalho concedido a cada projeto será de no máximo duas por ano, por projeto. Os benefícios compreendem o custeio de seguro-saúde, diárias internacionais e passagem aérea de ida e volta. Serão concedidas aos estudantes brasileiros bolsas de graduação de 870 euros mensais.

Fonte: Gestão CT

Universidade de Coimbra: Programa Cátedra CES recebe propostas de candidaturas

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) seleciona candidatos a bolsa para o Programa “Cátedra CES [Centro de Estudos Sociais]” na Universidade de Coimbra. A data limite para envio das candidaturas é 30 de setembro.

O proponente deverá comprovar: ser doutor há no mínimo cinco anos; estar credenciado como docente e orientador em programa de pós‐graduação reconhecido pela Capes; possuir atuação acadêmica qualificada na área; e não receber bolsa de qualquer modalidade, ou benefício financeiro de outras agências.

A Capes concederá mensalidade no valor de 3,4 mil euros, além de seguro saúde, auxílio instalação, e passagem aérea de ida e volta. Já a CES disponibilizará alojamento e salas de trabalho.

O edital está disponível neste link.

Capes: Abertas as inscrições para o Programa de Estudantes-Convênio de Pós-graduação

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o CNPq e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriram as inscrições para a seleção do Programa de Estudantes-Convênio de Pós-graduação (PEC-PG). A data limite para apresentação da candidatura é 30 de outubro.

Um dos objetivos do programa é constituir atividade de cooperação educacional desenvolvida, prioritariamente, com países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo de cooperação educacional, cultural ou de ciência e tecnologia.

Além disso, o PEC-PG também visa formar recursos humanos, conceder bolsas de mestrado e doutorado, e bolsas em todas as áreas do conhecimento nas quais existam programas de pós-graduação com nota igual ou superior a três. É vedada a participação de cidadãos brasileiros, ainda que binacionais, assim como de candidatos cujo genitor ou genitora seja brasileiro.

As bolsas de mestrado são concedidas por até 24 meses, e as de doutorado por até 48 meses. Entre os benefícios está o pagamento de mensalidades e passagem aérea de retorno ao país de origem, caso se conclua a pós-graduação com êxito.

Fonte: Gestão CT

2º Workshop da Sociedade da Teoria dos Jogos

Quatro mentes brilhantes
Nada menos que quatro ganhadores do Prêmio Nobel de Economia participam desde o último domingo (29/7) do 2º Workshop da Sociedade da Teoria dos Jogos, realizado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).

O evento, organizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), modalidade de apoio da FAPESP, termina nesta quarta-feira (8/8). Mais de 350 estudantes de pós-graduação brasileiros e estrangeiros e 20 especialistas de diversas nacionalidades estão reunidos para homenagear o matemático norte-americano John Nash e celebrar o 60º aniversário do Equilíbrio de Nash, teorema que dá sustentação à Teoria dos Jogos.

Ramo da matemática que estuda a interação entre estratégias, a Teoria dos Jogos foi desenvolvida inicialmente como ferramenta para descrever e prever o comportamento econômico.

O conceito do Equilíbrio de Nash, definido em 1950, generalizou a Teoria dos Jogos, expandindo suas aplicações para vários aspectos da economia e para a ciência política, a sociologia e até à biologia. Com isso, temas como eleições, leilões, o mercado de trabalho e a evolução genética, por exemplo, podem ser tratados como jogos e compreendidos pela análise teórica.

Entre os mais de 20 palestrantes da Escola, destacaram-se os ganhadores do Nobel: o próprio John Nash, laureado em 1994, o alemão Robert Aumann, ganhador em 2005, e os norte-americanos Eric Maskin e Roger Myerson, premiados em 2007.

De acordo com Nash, a Teoria dos Jogos continua sendo um campo de estudos dinâmico e os grandes avanços científicos verificados nos últimos 60 anos na área não deverão diminuir de ritmo.

“Os cientistas mais jovens envolvidos com a Teoria dos Jogos poderiam ter opiniões mais consistentes sobre as direções para onde o campo deverá seguir. Mas tenho uma opinião filosófica sobre isso, com base na história do progresso da ciência: as pesquisas continuarão, mas não sabemos se ela ainda se chamará Teoria dos Jogos. A maior complexidade levará a novas classificações, de forma semelhante ao que ocorreu com a bioquímica em relação à química”, disse durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (3/8).

Segundo Nash, a relação entre Pesquisa de Operações e Teoria dos Jogos já é um exemplo do que poderá ocorrer com o futuro da disciplina. De acordo com ele, ainda é possível ter ideias originais e a área continuará conquistando avanços científicos.

“Em julho, participei de um evento sobre Pesquisa de Operações e notei que ele também poderia ser definido como um evento de Teoria dos Jogos – que, em particular no que diz respeito ao jogos de soma zero, também pode ser chamada alternativamente de Pesquisa de Operações. Não sei como vamos nos organizar para nomear as coisas, mas é certo que o progresso científico continuará”, afirmou.

Para Aumann, as ideias originais continuarão a brotar, mas, justamente por isso, é difícil saber para onde a Teoria dos Jogos poderá seguir em termos de novos modelos e novas aplicações. A relação com a computação, no entanto, é um nicho promissor.

“Certamente algo que será pesquisado intensamente de agora em diante é um desenvolvimento cada vez maior da interface entre computação e Teoria dos Jogos. É algo que está crescendo e se tornando um campo à parte”, disse.

Segundo Aumann, a aproximação cada vez maior entre computação e Teoria dos Jogos provocará não apenas uma modificação científica e conceitual em ambos os campos, mas também uma transformação entre os próprios pesquisadores.

“A interação não ocorrerá apenas entre os dois campos de pesquisa, mas principalmente entre aqueles que fazem essa pesquisa. O diálogo entre os cientistas da computação e os teóricos dos jogos ficará cada vez mais intenso. Acredito também que, depois de 60 anos desse marco teórico que é o Equilíbrio de Nash, chegamos a um momento no qual é importante reexaminar minuciosamente os conceitos fundamentais da teoria”, destacou

Prever o comportamento
Maskin comentou as análises econômicas feitas a partir da Teoria dos Jogos sobre questões sociais. Segundo ele, a teoria indica que nunca haverá igualdade de renda entre os países do mundo ou entre os habitantes de um país. Mas é possível diminuir a medida do abismo social.

“A análise mostra que podemos fazer um trabalho melhor. Os países da África, por exemplo, não se beneficiaram da globalização. Sempre haverá desigualdade, mas chegamos à conclusão de que isso não é tão grave se os mais pobres não tiverem um nível de renda tão baixo”, afirmou.

Para Myerson, a aplicação da matemática e da Teoria dos Jogos em ciências sociais tem limitações, já que é extremamente difícil prever o comportamento humano. Mas, ainda assim, os matemáticos poderão dar contribuições extremamente úteis para transformar a sociedade.

“Nunca teremos uma matemática com capacidade suficiente para prever o futuro em relação às questões sociais e humanas. Mas, com a aplicação da Teoria dos Jogos, temos cada vez mais meios para reformular os diversos sistemas da sociedade, por exemplo, nas áreas jurídicas, econômicas e eleitorais”, afirmou.

Contribuições fundamentais
Nash recebeu o Prêmio Nobel por sua análise pioneira do conceito de equilíbrio na teoria dos jogos não-cooperativos. Em sua tese de doutorado, defendida em 1950, aos 21 anos, o cientista introduziu a distinção entre jogos cooperativos – nos quais os jogadores podem fazer acordos entre si – e jogos não-cooperativos. No mesmo trabalho, desenvolveu o conceito de equilíbrio para jogos não-cooperativos, que hoje é conhecido como Equilíbrio de Nash.

Aumann foi laureado por ter possibilitado avanços na compreensão sobre o conflito e a cooperação por meio da análise com Teoria dos Jogos. O alemão foi o primeiro a conduzir uma análise formal dos chamados jogos repetidos infinitamente. Sua pesquisa identificou exatamente que resultados podem ser conseguidos em relações de longo prazo.

Maskin e Myerson ganharam o prêmio pela criação da Teoria do Desenho de Mecanismos, que tem ajudado economistas a identificar mecanismos comerciais eficientes, esquemas regulatórios e procedimentos de votação.

Maskin desenvolveu a Teoria da Implementação, voltada para conseguir objetivos sociais e econômicos específicos. Um importante problema ocorre quando um mecanismo admite múltiplos equilíbrios. Mesmo se for possível atingir o melhor resultado, outras soluções inferiores podem existir. O cientista foi o primeiro a desenvolver condições nas quais todos os equilíbrios são ótimos.

Myerson estabeleceu os fundamentos da Teoria do Desenho de Mecanismos. Na década de 1970, a formulação do princípio de revelação – uma maneira de simplificar a busca por mecanismos factíveis – e a implementação da teoria levou o desenho de mecanismos a importantes avanços. O cientista desenvolveu esse princípio e foi pioneiro em sua aplicação a problemas econômicos.

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Finep: edital do pré-sal é alterado

A Finep anunciou na semana passada alterações no edital do pré-sal. Entre as modificações está a inclusão de um tema para apoiar propostas de tecnologias de prevenção, localização e reparo de vazamentos em equipamentos offshore e de recuperação de áreas afetadas. O objetivo é evitar acidentes ambientais, como o vazamento de óleo no golfo do México, considerado o pior desastre na história ambiental americana.

Alguns prazos da chamada também mudaram. Foram alteradas as datas de envio da carta de manifestações de interesse, que passou para o dia 16 deste mês, bem como da divulgação do resultado final da primeira etapa, prorrogado para 16 de setembro. Todas as alterações podem ser consultadas no site da instituição.

A chamada, no valor de R$ 100 milhões, prevê investimento no desenvolvimento de projetos realizados em sistema de cooperação entre empresas da cadeia do setor de Petróleo & Gás (P&G) e instituições de pesquisa científica e tecnológica. A proposta é buscar soluções para os desafios tecnológicos gerados ou ampliados a partir das descobertas de reservas na camada do pré-sal. O edital apóia, ainda, os segmentos de válvulas, conexões/flanges, umbilicais submarinos, caldeiraria, construção naval e instrumentação/automação.

No início de julho, a Finep também lançou outra chamada pública na área do pré-sal, no valor de R$ 30 milhões. O edital vai apoiar a criação, adequação e capacitação de laboratórios de ICTs para atender às demandas dos fornecedores da cadeia de P&G. O formulário para envio das propostas por parte das instituições interessadas deve ser encaminhado até o dia 8 de setembro

Nas duas chamadas, o valor mínimo das propostas deverá ser de R$ 1 milhão, incluindo as bolsas de estudo e pesquisa.(Com informações da Finep)

Fonte:Gestão CT

Capes divulga o resultado parcial do Prodoc - Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-doutores

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado do edital 29/2010 - Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-doutores (Prodoc). Ao todo, foram selecionadas 140 propostas, sendo 130 referente à linha Prodoc e dez da linha Professor Visitante Nacional Sênior (PVNS).

Um dos objetivos é estimular o desenvolvimento, no âmbito dos programas de pós-graduação de instituições de ensino superior (IES) públicas, de projetos institucionais que contribuam para a complementação da formação de recém-doutores.

O Prodoc abrange duas modalidades de apoio: concessão de uma bolsa de pós-doutorado por projeto, no valor de R$ 3,3 mil por mês; e repasse de recurso de custeio, no valor de R$ 12 mil anuais, ao coordenador do projeto, para ser aplicado nas atividades do bolsista.

O resultado da linha Prodoc está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Prêmio Finep de Inovação têm nova data para inscrições


Foi prorrogado para o dia 31 deste mês o prazo de inscrição para a edição 2010 do Prêmio Finep de Inovação. A iniciativa objetiva reconhecer e divulgar esforços inovadores realizados por empresas, instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e inventores brasileiros, desenvolvidos no Brasil e já aplicados no país ou no exterior. Os interessados podem se inscrever no site da financiadora no endereçoacima.

Neste ano, além das seis categorias tradicionais, a Finep também vai premiar as melhores práticas em gestão da inovação. Outra novidade é que serão aceitas inscrições de organizações do terceiro setor na categoria Tecnologia Social. Até o ano passado, apenas instituições de ensino e pesquisa podiam concorrer nesta modalidade. Nesta edição, todos os vencedores receberão recursos do programa de Subvenção Econômica, que variam de R$ 120 mil a R$ 2 milhões.(Com informações da Finep) 

Fonte:Gestão CT

Ceitec tem novo presidente

O físico Cylon Gonçalves da Silva é o novo presidente da Ceitec S.A., empresa pública federal, líder em semicondutores na América Latina, e ligada ao MCT. Ele foi nomeado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta-feira (29). A posse acontece nesta quarta-feira (4), na Ceitec, em Porto Alegre (RS).

Silva é graduado em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) e possui pós-doutorado na mesma área pela Universidade da Califórnia, Berkeley. O novo presidente da Ceitec foi coordenador adjunto da Diretoria Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT.

Ceitec
Criada pelo decreto nº 6.638, de 10 de novembro de 2008, a empresa tem como um de seus objetivos principais o desenvolvimento da indústria eletrônica brasileira por meio da implantação de uma base sólida no setor de semicondutores. A Ceitec possui um Design Center que reúne os melhores profissionais de desenvolvimento de chips digitais e analógicos. A fábrica é a única na América Latina.

Fonte: Gestão CT

Inpa completa 56 anos

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) completou 56 anos. Criado para realizar estudos científicos do meio físico e das condições de vida da região amazônica, hoje o instituto ocupa a 14ª posição no ranking das instituições brasileiras que fazem ciência e tecnologia (C&T). Com sede em Manaus (AM), o instituto conta com três núcleos de pesquisas localizados nos Estados do Acre, Roraima e Rondônia.

A atuação da entidade é apoiada no objetivo de gerar e disseminar conhecimentos e tecnologia, além de capacitar recursos humanos para o desenvolvimento da Amazônia. Para tanto, possui 12 coordenações de pesquisas, nas áreas de botânica, biologia, recursos hídricos, silvicultura tropical, entomologia, entre outras. 

De acordo com o coordenador de extensão do Inpa, Carlos Bueno, entre os principais desafios para os próximos anos está a formação de mão-de-obra. “Isso não se resolve da noite para o dia, mas estamos avançando”, disse.(Com informações do Inpa) 

Fonte: Gestão CT

MEC: edital para propostas dentro do PET - Programa de Educação Tutorial

O Ministério da Educação (MEC) publicou no último dia 2, no Diário Oficial da União, o edital nº 9 para a criação de 300 novos grupos do Programa de Educação Tutorial (PET). Serão aceitas propostas de caráter interdisciplinar ou por área de conhecimento, alinhadas às políticas e ações para redução da evasão e elevação do sucesso acadêmico nas formações em nível de graduação. A data limite para a submissão dos projetos é 8 de setembro.

Podem participar instituições federais de ensino superior que não estejam em débito com a União. As propostas devem ser enviadas exclusivamente pela plataforma do Sigproj. O objetivo desta chamada é ampliar a relação entre a universidade e os moradores de espaços populares, assim como aprofundar a formação dos jovens universitários de origem popular como pesquisadores.

Fonte: Gestão CT

Efeitos da seca na Amazônia - Seasonal and interannual variability of climate and vegetation indices across the Amazon -

Efeitos da seca na Amazônia
Pesquisas recentes sobre o impacto das secas na região amazônica têm chegado a resultados contraditórios sobre como as florestas tropicais reagem a um clima mais quente e mais seco.

Um novo estudo, feito por cientistas do Brasil e dos Estados Unidos, examina a resposta da Amazônia a variações nas condições climáticas, especificamente considerando como essas mudanças podem influenciar a produtividade da floresta.

Os resultados fornecem um possível contexto para explicar por que estudos anteriores obtiveram conclusões diferentes. A pesquisa – feita por cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), da Universidade da Flórida em Gainesville e do Centro de Pesquisa Woods Hole – foi publicada no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

“A pesquisa se baseia em estudos de campo e de sensoriamento remoto para demonstrar que florestas relativamente não mexidas são bem tolerantes à seca sazonal, diferentemente do que ocorre em outros tipos de vegetação e em florestas gravemente modificadas”, disse Paulo Brando, do Impa, autor principal do artigo.

“Nosso estudo também aponta diversos mecanismos potenciais de controle das oscilações sazonais e interanuais na produtividade da vegetação pela bacia amazônica. Até agora, discussões sobre esses mecanismos não têm ocorrido no debate científico a respeito de como a Floresta Amazônica responde às mudanças climáticas globais”, destacou.

Os pesquisadores usaram dados das estações secas no período entre 2000 e 2008, obtidos pelo Índice de Vegetação Avançada do Modis, equipamento de produção de imagens instalado nos satélites Acqua e Terra. As informações foram integradas com dados climáticos de 1996 a 2005, registrados por 280 estações meteorológicas.

Relações estatísticas entre os índices de vegetação e diversas variáveis também foram analisados para toda a bacia do Rio Amazonas e para uma área bastante estudada no Rio Tapajós.

Como as mudanças climáticas globais poderão fazer com que as secas se tornem tanto mais frequentes como mais intensas na Amazônia, o estudo reforça a importância das estratégias de conservação na região.

Mas os autores ressaltam que o estudo demonstra que a resposta da floresta à seca é muito complexo e que mais trabalhos de pesquisa são necessários para examinar as respostas da Floresta Amazônica à seca e como essas respostas serão expressas no futuro.

Leia o artigo Seasonal and interannual variability of climate and vegetation indices across the Amazon (doi/10.1073/pnas.0908741107), de Paulo M. Brando e outros.

Fonte: Agência FAPESP

Estudantes brasileiros ganham medalhas na 42ª Olímpiada Internacional de Química no Japão

Medalhas de química no Japão
Estudantes brasileiros que participaram da 42ª Olímpiada Internacional de Química, realizada em julho no Japão, ganharam quatro medalhas: três de bronze e uma de prata.

Levindo Garcia Quarto, do Colégio Ari de Sá, em Fortaleza, foi agraciado com medalha de prata. Raul Bruno Machado da Silva, do Colégio Farias Brito, também na capital cearense, Jéssica Okuma e André Silva Franco, ambos do Colégio Etapa, de São Paulo, receberam medalhas de bronze.

Mais de 270 estudantes do ensino médio de 68 países participaram da competição. Durante os nove dias do evento – que ocorreu de 19 a 28 de julho em Tóquio – os alunos realizaram exames teóricos e experimentais.

Os quatro foram escolhidos em processo seletivo organizado pela Associação Brasileira de Química (ABQ) com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Educação (MEC) . Pela primeira vez estudantes selecionados pela Olimpíada de Química de São Paulo (OQSP) participaram da competição internacional.

Em São Paulo, estudantes de 1ª e 2ª série do ensino médio da rede pública e privada do Estado participaram da primeira fase, que consistia em fazer uma redação com o tema “Química verde: rumo a produtos e processos sem impacto ambiental”.

Os 40 vencedores da fase final da OQSP são automaticamente inscritos pela Associação Brasileira de Química na Olimpíada Brasileira de Química. Mas somente estudantes de 1ª série poderiam alcançar a Olimpíada Internacional de Química.

Fonte: Agência FAPESP

CNI: inovação como meio de crescimento das empresas - A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para Crescer Mais e Melhor

A agenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI) traz propostas para aumentar a inovação nas empresas, como a ampliação dos incentivos fiscais e dos fundos de apoio à pesquisa e desenvolvimento, além da implementação de medidas que facilitem o acesso das empresas aos benefícios.

De acordo com o documento A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para Crescer Mais e Melhor, o Brasil demanda um esforço ainda maior para a inovação, sobretudo por causa das características da estrutura industrial, dos custos, dos fatores de produção e dos desafios da competitividade mundial.

Dados revelam que apenas 33,4% das empresas brasileiras desenvolveram algum produto ou processo novo entre 2003 e 2005, um percentual inferior à taxa de inovação dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE).

Para a CNI, é possível mudar esse cenário com a ampliação do número de empresas inovadoras e ela defende que a inovação faça parte da estratégia das empresas.

Documento
O documento A Indústria e o Brasil – Uma Agenda para Crescer Mais e Melhor, que traduz a visão dos industriais sobre os desafios que o país precisa vencer de 2011 a 2014, foi consolidado a partir das sugestões de empresários reunidos no 4º Encontro Nacional da Indústria (Enai), realizado em 2009.

Fonte: Gestão CT

ABDI lança os Cadernos Temáticos de Aplicações Mobilizadoras em TIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou na última quinta-feira (29), uma coletânea sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Tratam-se dos Cadernos Temáticos de Aplicações Mobilizadoras em TIC, que contemplam uma agenda positiva, identificam os gargalos e sinalizam as oportunidades tecnológicas e de mercado para o setor.

Estruturadas em torno de sete aplicações voltadas para o segmento, as publicações têm o objetivo de subsidiar a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do governo federal. “Nosso foco é apresentar, a partir de uma visão de futuro, com o horizonte até 2025, uma compilação de tecnologias e oportunidades de mercado que podem ser desenvolvidas pela indústria”, destacou o líder do projeto de TICs da ABDI, Pedro Alem.

Os cadernos tratam, por exemplo, sobre sistemas aplicados à energia e ao meio ambiente; TV digital interativa; serviços convergentes de telecomunicações; sistemas aplicados à segurança pública; e sistemas aplicados à saúde humana. Para a elaboração das publicações, foram realizados, desde 2008, oficinas de trabalho, workshops, seminários, entre outras atividades.

Elaboradas a partir do relatório da Iniciativa Nacional de Inovação para as TIC, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (INI-TIC/CGEE), de 2008.(Com informações da ABDI) 

Fonte: Gestão CT

SBPC: Definidas as cidades sede da reunião anual em 2011 e 2012

A 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) acontecerá em Goiânia (GO), em 2011, na Universidade Federal do Estado (UFG). Já em 2012, a cidade sede do 64º encontro será São Luiz (MA).

A SBPC é considerada um dos maiores eventos científicos do Brasil, sendo realizada desde 1948. É um importante meio de difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debate de políticas públicas em ciência e tecnologia (C&T).

Como parte da programação são realizados eventos como a SBPC Jovem, voltada para estudantes do ensino básico e para a população infanto-juvenil; a ExpoT&C, uma mostra de ciência e tecnologia; e a SBPC Cultural, com atividades artísticas regionais. (Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT

Prodecine: 50 propostas selecionadas para defesa oral

A Finep divulgou o resultado preliminar de projetos indicados para defesa oral do edital Prodecine. Foram escolhidas 50 propostas da Linha A do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Essa etapa levou em consideração os aspectos artísticos e adequação ao público; qualificação técnica do diretor e do roteirista; capacidade e desempenho da proponente; e planejamento e adequação do plano de negócios.

Os proponentes de projetos não-selecionados têm até 9 de agosto para recorrer da decisão, por meio de um formulário disponível no site da Finep. Somente após a divulgação dos recursos, a Finep publicará a lista definitiva dos projetos indicados para a defesa oral.

O resultado preliminar pode ser consultado neste link. (Com informações da Finep) 

Fonte: Gestão CT