sexta-feira, 30 de julho de 2010

Capes: Cursos de mestrado e doutorado passam por avaliação

Até o dia 14 de agosto, 2,9 mil programas de pós-graduação de todo o país serão avaliados. A análise será feita por cerca de 900 consultores e ocorre na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília (DF). Trata-se de uma avaliação trienal, realizada com base no universal sistema de avaliação por pares.

Os resultados da análise deverão ser divulgados no dia 13 de setembro e fornecerão subsídios para a definição de planos e programas governamentais de desenvolvimento e investimentos no Sistema Nacional de Pós-Graduação. Os cursos que não possuem a recomendação da Capes não são autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) e, por este motivo, não podem conceder certificados de mestre e doutor.

De acordo com o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, a metodologia de avaliação por pares é preparada ao longo dos três anos que antecedem o exercício da trienal e implica em inúmeras reuniões e discussões com os coordenadores de áreas e consultores, sem interferência impositiva da Capes.(Com informações da Capes)

Fonte: Gestão CT

A Marselhesa soava em 1792

Em 30 de julho de 1792, revolucionários franceses marcham de Marselha para Paris entoando um canto de guerra que ficou desde então conhecido como "A Marselhesa" e até hoje expressa o orgulho nacional francês.

"Avante, filhos da pátria, o dia de glória chegou. O estandarte ensangüentado da tirania contra nós se levanta."

A revolução explodiu na França. Os reis Luís 15 e 16 levaram o país à ruína. O povo passava fome e levantou-se contra os seus soberanos.

"Ouvis nos campos rugirem esses ferozes soldados? Eles vêm até nós degolar nossos filhos, nossas mulheres!"

Os Estados vizinhos não querem esperar até que a revolução adentre as suas fronteiras e declaram guerra à França. Agora os revolucionários lutam em dois fronts. Contra as potências estrangeiras e as forças que lutam no próprio país para defender o reino.

"Formai vossos batalhões! Marchemos, marchemos, que a nossa terra do sangue impuro se saciará!"

Em 30 de julho de 1792, as tropas revolucionárias marcharam de Marselha para Paris. Os revoltosos entoavam uma marcha marcial que, a partir desse dia, ficou conhecida como A Marselhesa.

A canção da Revolução tornou-se o hino nacional da França em 1795. Ela sobreviveu aos imperadores Napoleão 1º e 3º, à Restauração, às quatro Repúblicas e a duas guerras mundiais. A Quinta República ancorou A Marselhesa no Artigo 2º da Constituição de 1958 como o Hino Nacional. Ela expressa o orgulho nacional francês, embora franceses modernos tenham uma visão muito crítica do seu texto.

Palavras tenebrosas
"A música é palpitante, mas suas palavras são tenebrosas, muito sangrentas. Eu tenho vergonha de usar estas palavras", diz Hélène Butler, que trabalha para empresas francesas na Alemanha. Ela gostaria de ver A Marselhesa adaptada aos tempos atuais. "A música foi composta quando havia muitos motivos para se combater e por isso tem a sua legitimação", concorda a francesa, acrescentando que mudaria apenas algumas palavras.

Não está claro se as palavras que tanto desagradam Butler são um legado popular ou da lavra do próprio compositor. Em todo caso, a melodia de A Marselhesa é atribuída a Claude-Josepf Rouget de Lisle.

Autor escapa da guilhotina

O músico amador era na época capitão do Exército em Estrasburgo. O prefeito da cidade o incumbiu da tarefa de compor a música, porque gostaria de oferecer algo especial para os seus convidados. Chamada inicialmente de Canto de guerra para o Exército do Reno, a canção tornou-se um grande sucesso. Espalharam-se muitas cópias até ela chegar em Marselha. As tropas revolucionárias lá estacionadas gostaram da música e a entoaram na sua marcha para Paris e na invasão da cidade.

Ironicamente, Rouget de Lisle não era partidário da Revolução Francesa. Pelo contrário, era fiel à coroa. Mais tarde, o autor do hino nacional escapou por pouco da guilhotina.

Antepassados da consultora Hélène Butler perderam a vida na guilhotina. Mas, mesmo assim, ela se identifica com os ideais daquele tempo: "François Mitterrand disse 'il reste encore la bastille à prendre', o que significa que a Bastilha é um símbolo daquilo contra o que se tem que lutar. E ainda existem muitos problemas contra os quais as pessoas têm que se unir".

Àqueles que encontram coragem para defender-se contra o mal, a História ofereceu um hino: A Marselhesa. Catrin Möderler (ef)

Fonte:DW

Apresentado o projeto de construção do novo anel acelerador de elétrons com 146 metros de diâmetro - Sirius (LNLS)

 Luz síncrotron de terceira geração
Um anel acelerador de elétrons de 146 metros de diâmetro é o mais novo projeto do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP). Com um faixa de frequência de raios luminosos mais ampla, a nova máquina poderá atuar em maior número de aplicações que o UVX, o anel atual.

A importância desse tipo de equipamento para o Brasil foi o tema da palestra do físico Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS, durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que termina nesta sexta-feira (30/7), em Natal.

Orçado em US$ 200 milhões, o Sirius, como foi denominado, será uma fonte de luz síncrotron de terceira geração, com aplicações em diversas áreas do conhecimento, como nanobiologia, farmacologia, energia, microeletrônica, alimentos, materiais e paleontologia.

Síncrotrons são aceleradores de elétrons que produzem diferentes faixas de frequência de luz, cada uma útil para um tipo de aplicação que pode envolver estudos de estruturas em escala atômica, molecular, microscópica ou macroscópica.

O UVX opera atualmente com uma energia de 1,37 GeV (gigaelétron-volt), o que permite gerar radiações eletromagnéticas que vão até a faixa dos raios X moles. O Sirius, por sua vez, trabalhará com 3 GeV, o que, além de gerar mais intensidade de luz, também ampliará sua faixa de alcance para os raios X duros, permitindo o estudo de estruturas mais densas.

“Será possível enxergar o interior de um ovo fossilizado de dinossauro, por exemplo, o que não conseguimos fazer atualmente”, disse Roque da Silva. O também professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) ressaltou que a paleontologia e a arqueologia são áreas que ainda utilizam muito pouco os serviços do atual anel de luz.

Com cerca de 2 mil usuários regulares, que realizam 460 propostas de pesquisa, o LNLS é um laboratório aberto a cientistas do Brasil e do exterior interessados em utilizar a tecnologia síncrotron em seus trabalhos. O novo anel não só ampliará o número de usuários como também de disciplinas beneficiadas.

Outro nicho de usuários do LNLS é o setor industrial. “No Japão, há 180 empresas que utilizam regularmente os anéis de lá, o que mostra a importância dessa tecnologia para a inovação tecnológica”, disse Roque da Silva.

Segundo ele, países como Taiwan, Coreia do Sul, Dinamarca e Suécia estão construindo seus próprios aceleradores síncrotron, com o objetivo de atender, além da academia, o parque industrial do país. Na França, um dos maiores usuários é a cosmetologia. “A nanocosmética tem se desenvolvido muito e a indústria francesa utiliza a tecnologia síncrotron”, disse.

No esforço de aumentar o número de usuários, o LNLS iniciou recentemente um programa de utilização remota. Por meio de uma rede de alta velocidade pesquisadores conseguem realizar, de seu laboratório, experimentos no anel em Campinas. Um teste do modelo foi realizado com sucesso este ano, quando o equipamento foi operado a partir do Rio de Janeiro.

Elétrons em ziguezague
A primeira geração de anéis síncrotron surgiu na década de 1940, como resultado dos primeiros aceleradores de partículas. As máquinas voltadas a provocar colisões entre partículas atômicas e subatômicas apresentavam um efeito indesejável: perdiam energia por causa da radiação síncrotron emitida ao longo do trajeto.

Essa radiação começou então a ser aproveitada para experimentos de análise de estruturas moleculares. Estações de trabalho foram adaptadas nos pontos dos aceleradores de partículas que emitiam esse tipo de radiação.

Foi uma questão de tempo até entrarem em cena anéis específicos para emissão de luz síncrotron, sem o objetivo de fazer colidir partículas. Nascia a segunda geração de anéis, da qual faz parte o UVX, do LNLS, que está em operação desde 1997, tendo sido o primeiro do gênero do hemisfério Sul e ainda hoje é o único na América Latina.

A terceira geração de anéis lança mão de ímãs chamados de dispositivo de inserção. Instalados nos trechos retos do anel, esses ímãs fazem os elétrons se movimentar em ziguezague, o que fornece novas radiações.

Com apenas quatro trechos retos e 30 metros de diâmetro, o UVX tem limitações físicas para receber dispositivos de inserção, enquanto o Sirius possuirá 18 seções retas e um diâmetro de 146 metros, segundo explicou Roque da Silva.

“O novo degrau de tecnologia de estudo da matéria, na linha dos síncrotrons, é o laser de elétrons livres, que é uma tecnologia muito mais cara e apresenta uma gama bem menor de aplicações”, disse.

O diretor do LNLS também ressaltou o expertise que o país conquistou em tecnologia síncrotron ao construir o seu próprio anel de luz. Cerca de 85% do trabalho e da tecnologia empregados na montagem do UVX são nacionais, o que gerou um conhecimento raro no mundo. “Se não tivéssemos construído o primeiro anel, não conseguiríamos projetar esse segundo”, afirmou.

As oficinas do LNLS já estão construindo protótipos de componentes a serem usados no Sirius, entre eles um inédito em todo o mundo, o dipolo com magnetos permanentes. No dispositivo, os elétrons serão acelerados dentro do anel por ímãs acionados por eletricidade.

A equipe do laboratório propôs a substituição dos eletroímãs por ímãs permanentes, o que representaria uma significativa economia de energia. A dificuldade de trabalhar com tijolos de metal magnético, entre outros fatores, tem inibido o seu uso nos anéis. Por isso, o Sirius deverá ser o primeiro anel do mundo a operar apenas com ímãs permanentes.

A nova máquina também terá um dos fachos mais brilhantes do mundo e uma das menores emitâncias entre as maiores máquinas síncrotron projetadas e em operação. A emitância define o brilho da fonte e, quanto menor o seu valor, melhor a qualidade da luz. “Quando entrar em operação, o Sirius estará entre as três melhores máquinas do tipo no mundo”, disse.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

Estudo analisa desenvolvimento socioambiental distinto na mesma região em diferentes estados (São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul)

Linhas nada imaginárias
Na confluência entre os rios Paraná e Paranapanema se encontram também os limites de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Toda aquela região pode ter sido geograficamente homogênea no passado, mas, ao longo do tempo, a gestão e as políticas públicas próprias de cada Estado resultaram em diferentes dinâmicas socioambientais e em distintos estágios de desenvolvimento econômico, social e urbano.

As divisas interestaduais, originalmente formadas por linhas imaginárias – eventualmente arbitrárias –, transformam-se em limites entre realidades efetivamente distintas.

A fim de compreender e descrever esse tipo de processo, um grupo de pesquisadores está trabalhando, desde 2006, no Projeto Temático "Dinâmicas socioambientais, desenvolvimento local e sustentabilidade na raia divisória São Paulo-Paraná-Mato Grosso do Sul", apoiado pela FAPESP.

Coordenado por Messias Modesto dos Passos, professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Presidente Prudente (SP), o projeto tem a colaboração de pesquisadores de diversas outras instituições brasileiras e estrangeiras.

De acordo com Passos, a região das divisas estaduais fornece um modelo interessante para a compreensão do processo. As reflexões feitas pela equipe poderão posteriormente ser aplicadas para a análise de outros casos nos quais ocorrem diferentes formas de integração em parcelas territoriais pertencentes a âmbitos regionais distintos.

“O trabalho também tem o objetivo de contribuir para que as três parcelas se articulem, de modo que as experiências bem-sucedidas em cada uma delas sejam inseridas na política territorial de geração de renda e de desenvolvimento socioambiental”, disse.

Para compreender esses processos, os pesquisadores abordam a discussão por diferentes perspectivas, que incluem estudos sobre meio ambiente, desenvolvimento rural, planejamento urbano e dinâmicas socioambientais e territoriais.

Um dos elementos centrais do projeto é a noção de raias divisórias: áreas de intergradação nas quais os processos se manifestam segundo uma lógica de descontinuidade objetiva da paisagem.

O conceito começou a nascer, segundo Passos, durante a elaboração de sua tese de doutorado “Pontal do Paranapanema: um Estudo de Geografia Física Global”, defendida no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), em 1988.

“Durante os estudos sobre o Pontal do Paranapanema, percebi que os limites do oeste paulista são válidos para alguns fenômenos, mas não para todos. Naquele momento, grandes usinas hidrelétricas estavam sendo construídas nos dois grandes rios e esses processos e impactos eram extrapolados para os Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná”, disse.

A insatisfação do geógrafo com as limitações dos conceitos tradicionais de fronteiras políticas voltou à tona quando, a partir de 1994, começou a participar de programas de estudos conjuntos das universidades de Salamanca, na Espanha, e de Coimbra, em Portugal. Com apoio da União Europeia, o programa sediado na cidade portuguesa de Guarda passou a se dedicar a estudos transfronteiriços nos dois países ibéricos.

“As discussões sobre as regiões transfronteiriças, embora aplicadas a limites internacionais, foram um molde para a elaboração de uma alternativa conceitual que contemplasse estudos sobre aquelas três parcelas territoriais do noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sudeste de Mato Grosso do Sul”, disse.

Com formação de geógrafo, Passos se dedicou também ao longo da carreira a estudos sobre biogeografia. A interface com a biologia forneceu a ideia de raias divisórias a partir de artigos do biólogo Paulo Vanzolini a respeito de especiação biogeográfica.

“O conceito se aplicava a essas cisões sem caráter de divisão administrativa. Eu diria que as raias divisórias podem ser vistas também como uma impermeabilidade acentuada entre as parcelas do território submetidas às definições e redefinições territoriais mais ou menos independentes”, afirmou.

Em 2004, a Pós-Graduação da Unesp em Presidente Prudente propôs ao pesquisador a criação de um projeto de estudos em conjunto com o Instituto Florestal de São Paulo sobre um parque florestal localizado na região. A partir daí, o Projeto Temático começou a nascer com o envolvimento de equipes de consultores internacionais ligados a universidades de Portugal, Espanha e França.

“Na equipe brasileira, temos pesquisadores dedicados às temáticas de recursos hídricos – ligados a comitês de microbacias da região –, dinâmica atmosférica, clima local e cenários paisagísticos. Fomos costurando todas essas particularidades para formar um projeto que contemplasse a gestão social, as dinâmicas territoriais e o uso da terra”, disse.

O objetivo fundamental, segundo Passos, é fazer diagnósticos dos contrastes e conflitos socioambientais nos municípios dos três Estados e chegar a prognósticos que permitam subsidiar políticas públicas no futuro. O projeto envolve o diálogo com as prefeituras e câmaras municipais e a participação de estudantes de diversos níveis – da iniciação científica ao pós-doutorado.

“Trata-se de um projeto muito aberto dedicado especialmente às questões ligadas ao meio ambiente do território. No entanto, não falamos do meio ambiente de forma abstrata e setorizada, mas sim na perspectiva da complexidade e da gestão territorial. Isto é, estudamos o meio ambiente em toda sua diversidade não apenas natural, mas também social, econômica e de políticas públicas”, afirmou.

Diferenças marcantes
A região se tornou praticamente um laboratório ao ar livre. No Pontal do Paranapanema, no lado paulista da região, os pesquisadores verificaram que há uma rede urbana muito pobre, com sérios problemas de gestão. No Mato Grosso do Sul, a característica predominante é a da grande propriedade pecuária. Do lado paranaense, há uma intensa articulação de políticas públicas, com a formação de consórcios de municípios.

“No Paraná, é comum que cinco ou seis municípios criem consórcios para lidar com os problemas e programar políticas públicas. Mas a rede urbana existente é densa e favorece isso. Outra característica que diferencia muito as duas parcelas é que, no Paraná, a gestão de políticas públicas é trabalhada em parceria também com a iniciativa privada, o que não ocorre em São Paulo. As cooperativas paranaenses têm um papel muito importante na gestão do território e na motivação econômica”, disse Passos.

A história da estrutura fundiária paranaense ajuda a explicar por que a parcela paranaense permite hoje associações políticas mais elaboradas. A cultura do mundo rural no Estado é mais diversificada, com grande presença da economia urbana, envolvendo frigoríficos, indústria de laticínios, múltiplos usos do solo, policultura e um mercado de compra mais estável.

“No Pontal do Paranapanema o cenário é de uma pobreza muito maior. A região tem uma estrutura fundiária muito mais concentrada, com pouquíssima participação da iniciativa privada. Há a atuação importante de organizações não-governamentais na gestão de políticas públicas, mas elas concorrem umas com as outras e agem sem integração. Entre as prefeituras, a desarticulação é total”, explicou o professor da Unesp.

Do lado sul-mato-grossense, uma das características marcantes é a expansão do capital gerado a partir do noroeste paranaense e do oeste paulista – não do próprio Pontal do Paranapanema, mas de regiões como a de Araçatuba. “Muita gente se desloca de outros pontos do Mato Grosso do Sul para explorar as fazendas de pecuária na área próxima à divisa com São Paulo e Paraná”, afirmou.

Atualmente, uma característica comum às três parcelas é o impacto da expansão da cultura de cana-de-açúcar e das usinas de álcool. Nos três Estados há grandes projetos de expansão da cultura canavieira, com verticalização da produção de álcool, açúcar e energia. Tudo isso tem impactos socioambientais de grande escala, segundo ele.

“A cana-de-açúcar, em um primeiro momento, fixa-se em propriedades médias e grandes. Mas, em uma segunda etapa, seduz os pequenos proprietários, modificando de forma muito profunda a questão fundiária, as formas de uso da terra e o desenvolvimento social”, afirmou Passos.

Fonte: Fábio de Castro/ Agência FAPESP

MCT: em estudo a criação de um fundo setorial para área de inclusão social

O secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, destacou no último dia 28 que está nos planos do ministério criar um fundo setorial, com recursos oriundos do setor financeiro, voltado para ações de inclusão social. A notícia foi anunciada em Natal (RN), durante a programação da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), onde proferiu palestra para avaliar o impacto dos fundos no desenvolvimento da ciência no país.

De acordo com Elias, o acompanhamento das empresas apoiadas com esses recursos mostra que elas têm mais capacidade de absorver quadros técnicos qualificados e de responder à dinâmica do crescimento. As empresas que contam com este apoio também apresentam maior faturamento e registram aumento significativo nas cotas de exportação. Além disso, constata-se que as empresas apoiadas não deixam de investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D) por conta do aporte público.

Segundo o balanço divulgado pelo secretário, 42% dos recursos dos fundos são destinados a projetos com participação de empresas, seja diretamente ou aos projetos associados a grupos de pesquisa. Hoje, o Brasil soma 18 fundos setoriais que apóiam projetos de pesquisa, aparelhamento da infraestrutura acadêmica e incremento em P&D no segmento empresarial.(Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT

Prêmio Medalha do Conhecimento 2010:inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Medalha do Conhecimento 2010, que tem como objetivo homenagear os empresários que se destacaram por sua contribuição ao desenvolvimento tecnológico e aumento da competitividade da indústria brasileira.

O prêmio é concedido em duas categorias: Empresários/Executivos e Gestores/Pesquisadores em Ciência e Tecnologia. Os premiados receberão uma medalha banhada em ouro, acompanhada de diploma detalhando a motivação de sua concessão. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto. O resultado será divulgado em 3 de setembro.

A premiação é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco da Amazônia e o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Fonte: Gestão CT

Inscrições abertas para os prêmios Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente e Professor Samuel Benchimol

MDIC premiará propostas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Os interessados em concorrer aos prêmios Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente e Professor Samuel Benchimol podem realizar as inscrições até o dia 31 de agosto. As iniciativas irão reconhecer projetos voltados para a valorização do desenvolvimento sustentável, econômico e social da região amazônica, com uma premiação principal que pode chegar a R$ 65 mil.

Os prêmios, unificados por um mesmo regulamento desde o ano passado, são uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com o Banco da Amazônia. O objetivo é fomentar a interação permanente entre os setores governamentais, empresariais, acadêmicos e sociais da região.

O Prêmio Professor Samuel Benchimol premiará duas categorias. A primeira beneficiará projetos inovadores nas áreas ambiental, econômico-tecnológica e social. A segunda apoiará personalidades que tenham contribuído para o desenvolvimento local. Já o Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente inclui três faixas de premiação e beneficiará propostas que contemplem, por exemplo, o levantamento histórico da presença judaica na região.

O regulamento pode ser consultado no endereço . O julgamento será em outubro.(Com informações do Banco da Amazônia)

Fonte: Gestão CT

Prouca: Programa beneficia escolas da rede pública de ensino com computadores

Por meio do programa Um Computador por Aluno (Prouca), Estados e municípios poderão adquirir computadores para promover o uso pedagógico de informática na rede pública de ensino. No último dia 23, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto nº 7.243 que regulamenta o programa.

Para incentivar a compra, o governo federal disponibilizará R$ 660 milhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e uma série de incentivos fiscais. O MEC deverá lançar um edital de licitação nos próximos dias.

O Prouca funciona desde 2008, em fase experimental. O governo adquiriu 150 mil computadores para serem distribuídos a 300 escolas da rede pública de ensino, dos quais já foram entregues mais de 77 mil. O custo de cada equipamento foi de R$ 550 e o investimento total de R$ 82 milhões.

As escolas beneficiadas foram escolhidas pelas secretarias estaduais (duas da rede por Estado) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). (Com informações do MEC) 

Fonte: Gestão CT

Inpe inaugura o Laquatec - laboratório de pesquisa ambiental

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) inaugurou o Laboratório de Pesquisa Ambiental em Aerossóis, Soluções Aquosas e Tecnologias (Laquatec), em São José dos Campos (SP).

O laboratório medirá a qualidade da água e de extratos aquosos de amostras ambientais e também verificará a concentração de determinados gases na atmosfera. Os resultados terão impactos em estudos sobre mudanças ambientais e climáticas, ciclos biogeoquímicos, emissão de poluentes, entre outros.

Os pesquisadores do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Inpe realizarão a manipulação e análise de amostras ambientais, mas o Laquatec será utilizado também por pesquisadores de outros centros do Inpe, como os da Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Sensores e Materiais (LAS), Combustão e Propulsão (LCP) e Observação da Terra (OBT), além de instituições parceiras.

Segundo o instituto, além de caracterizar quimicamente amostras ambientais (ar, água, solo, plantas) o laboratório colaborará no desenvolvimento e testes de tecnologias com aplicações na quantificação e detecção de espécies químicas.

O Laquatec já possui equipamentos para realizar análise por técnica de cromatografia a líquido, medições de carbono e nitrogênio e está adquirindo outras facilidades. O local está preparado para manipulação de amostras, calibração de sondas de qualidade de águas, caracterização de sensores, montagem de coletores de aerossóis, entre outras atividades.

Fonte: Agência FAPESP

MCT: novo formulário para prestação de contas sobre inovação

O MCT divulgou no último dia 28, o novo formulário para que os órgãos atuantes em pesquisa, desenvolvimento ou capacitação tecnológica, apresentem ao ministério informações referentes aos recursos destinados à inovação alocados às microempresas e empresas de pequeno porte.

A portaria nº 589, que aprova o documento, foi publicada ontem (28), no Diário Oficial da União

O formulário será disponibilizado no site do MCT, no endereço eletrônico . O documento, devidamente preenchido, deverá ser enviado anualmente ao MCT, até 31 de março do ano subseqüente ao ano-base a que as informações se referem.

Segundo o ministério, informações detalhadas sobre o novo documento serão divulgadas naquele mesmo endereço eletrônico.

Fonte: Gestão CT

Programa de Educação Tutorial - PET : MEC faz alterações na portaria 591/2009

O Ministério da Educação (MEC) publicou no últimio dia 28, no Diário Oficial da União, alterações na portaria nº 591/2009, que trata sobre o Programa de Educação Tutorial (PET). Foram modificados diversos artigos e a nova redação foi regulamentada pela portaria nº 975, disponível neste link.

O PET é um programa de educação tutorial desenvolvido em grupos organizados a partir de cursos de graduação das instituições de ensino superior do país. A iniciativa tem como objetivo desenvolver atividades acadêmicas em padrões de qualidade de excelência, mediante grupos de aprendizagem tutorial de natureza coletiva e interdisciplinar, além de contribuir para a elevação da qualidade da formação acadêmica dos alunos de graduação.

Também são objetivos do projeto, estimular a formação de profissionais e docentes de elevada qualificação técnica, científica, tecnológica e acadêmica, bem como formular novas estratégias de desenvolvimento e modernização do ensino superior no país.

Fonte: Gestão CT

Seminário Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – “Os países de língua portuguesa e as suas novas geografias: território e mudança em diferentes contextos regionais”

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual (Unesp), campus de Presidente Prudente, realizará de 4 a 6 de agosto o Seminário Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – “Os países de língua portuguesa e as suas novas geografias: território e mudança em diferentes contextos regionais”, em Presidente Prudente (SP).

O seminário pretende dar continuidade a contatos anteriores entre docentes e pesquisadores de universidades do Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Angola e Portugal organizados na rede Geografia, Investigação para o Desenvolvimento (Geoide).

O seminário está organizado em painéis: “Biodiversidade, paisagens, riscos naturais”, “Espaços rurais, povoamento e processos migratórios”, “Cidade e território: processos de urbanização e práticas socioespaciais” e “Sociedade, culturas, políticas públicas: processos de mudança e de reestruturação dos territórios”.

Durante o evento será lançado o livro As novas geografias dos países de língua portuguesa: Paisagens, cidades, políticas públicas.

O seminário será realizado no Centro Cultural Matarazzo, localizado na rua Quintino Bocaiúva, nº 749, Vila Marcondes, em Presidente Prudente.

Fonte: Agência FAPESP

Seminário de Industrialização e Produção de Software (IPS)

São Paulo sedia Seminário de Industrialização e Produção de Software

No dia 25 de agosto, será realizado, em São Paulo (SP), o Seminário de Industrialização e Produção de Software (IPS). Promovido pelo Centro Internacional de Tecnologia de Software (Cits), o evento vai apresentar os conceitos e fatores de sucesso, associados às dimensões técnicas e organizacionais da reutilização sistemática de componentes flexíveis de software, sob normas e padrões internacionais.

O seminário terá como palestrante Manu Prego, diretor geral da European Software Institute (ESI). Durante o evento serão abordados os seguintes temas centrais: alto nível de reutilização; produtividade; competitividade; qualidade; facilidade de manutenção; redução de recursos humanos de alto nível; e industrialização e reuso.

Como parte da programação está prevista a discussão acerca dos assuntos “Situação atual do desenvolvimento de software – introdução a industrialização da produção de software”; “Conceitos de IPS”; “Técnicas de IPS”; “Tecnologia para fabricação por componentes”, entre outros.

O encontro é destinado a diretores, gerentes de desenvolvimento e de tecnologia, arquitetos de software, engenheiros de sistemas e estudantes de pós-graduação de TI. Os interessados devem realizar as inscrições até 18 de agosto, pelo e-mail . As vagas são limitadas.

Informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3025-9663.O Cits é uma instituição associada à ABIPTI.

Fonte: Gestão CT

Campo Grande: Rede óptica interliga instituições de ensino e pesquisa

O MCT inaugurou no dia 28, a Rede Metropolitana de Campo Grande (MS), que utilizará tecnologia óptica para interligar 11 instituições de ensino e pesquisa do Estado a 600 instituições de ensino superior (IES) e centros de pesquisa em todo o país. O objetivo é promover agilidade na troca de informações e ampliar as atividades de cooperação científica.

Com uma velocidade de 1 Gbps, e com a possibilidade de ampliar esta capacidade futuramente, a rede tem 49,5 quilômetros de extensão e recebeu investimentos da ordem de R$ 900 mil. A iniciativa contou com a parceria da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul para a passagem dos cabos ópticos.

A ação é resultado do projeto Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), uma iniciativa do MCT, custeada pela Finep. O projeto é coordenado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização responsável pela internet acadêmica nacional (Rede Ipê).

A iniciativa prevê a instalação de redes de alta velocidade integrando as principais instituições de ensino e pesquisa em 27 cidades brasileiras. Todas as redes metropolitanas são interligadas à rede Ipê, que faz a conexão com as IES e centros de pesquisa. Hoje, mais de um milhão de pessoas são beneficiadas pelo projeto. (Com informações da UFMS

Fonte: Gestão CT

Aumenta em 4 vezes a mortalidade de idosos por quedas em São Paulo

Quedas em ascensão
A mortalidade de idosos por quedas aumentou quatro vezes em menos de uma década, segundo pesquisa feita pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

De 2000 a 2008, houve um salto de 7,6 óbitos para cada 100 mil pessoas com mais de 60 anos para 28,4. Em números absolutos houve 1.240 mortes de idosos vítimas fatais de quedas em 2008, quase cinco vezes mais do que em 2000.

Os números são crescentes ano a ano. O dados mostram um crescimento já a partir de 2001, com 17,62 mortes para cada 100 mil idosos, contra 7,63 no ano anterior. Em 2002, houve um pequeno recuo, com 16,69 mortes/100 mil. Mas, a partir daí, os dados são ascendentes, apesar de sofrerem pequenas variações.

O envelhecimento da população é apontado como uma das causas prováveis do resultado. Além disso, houve aprimoramento dos sistemas de notificação e controle sobre idosos vítimas de quedas.

As principais causas, segundo o balanço, são a condição física e motora do idoso, que pode ser prejudicada por influência de medicação, tonturas, problemas oftalmológicos, fraqueza muscular ou de audição, entre outros problemas.

Em relação às causas externas, as mais comuns são os obstáculos, que podem estar em casa (móveis, tapetes e falta de iluminação), ou fora dela, como raízes de árvores, degraus ou calçadas esburacadas.

Fonte: Agência FAPESP

Consecti: cinco anos de atividades

O Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) completou cinco anos de fundação. Criada para coordenar e articular os interesses comuns das pastas estaduais de CT&I, a instituição soma diversos resultados, que vão desde impulsionar o acesso dos pesquisadores a melhores fontes de financiamento à contribuir para o aperfeiçoamento da política nacional do setor.

Desde 2007, a entidade é membro efetivo do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), órgão superior de assessoramento do presidente da República na implementação da política de C&T. A instituição também é responsável por impulsionar a formação de parcerias entre os sistemas estaduais de ciência, tecnologia e inovação, a exemplo da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte).

Além disso, o Consecti realiza periodicamente fóruns nacionais, que contam com a participação dos secretários de todos os Estados. O objetivo é tratar sobre os temas mais relevantes da pauta de C&T. “O Consecti tem a compreensão de que o sistema nacional de CT&I é extremamente transversal, daí o nosso interesse na interlocução com várias áreas, pois nenhum setor da economia se desenvolverá sem o forte apoio da ciência, da tecnologia e da inovação”, destaca o secretário de C&T do Ceará e atual presidente do conselho, René Barreira. A instituição foi criada em abril de 2005, por orientação da ABIPTI.(Com informações do Consecti) 

Fonte:Gestão CT

Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) lança Foguete de Treinamento Básico - FTB

O Foguete de Treinamento Básico (FTB) foi lançado na segunda-feira (26) pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. A atividade integra a missão Fogtrein 1-2010, que teve início no dia 19 de julho e segue até 6 de agosto.

O FTB é um protótipo de pequeno porte para treinamento do sistema operacional do CLA, como sistemas de lançamento, monitoramento e rastreio do protótipo e de recursos humanos. Na próxima segunda-feira (2), deve ocorrer outro lançamento.

A atividade faz parte das ações que vão preparar o CLA para operações de grande porte, como o lançamento do foguete Cyclone-4, previsto para 2011, e do VLS, cuja previsão é para meados de 2012.

FTB
O FTB alcança mais de 30 quilômetros de altura, caindo em alto mar a mais de 16 quilômetros da costa. Nesse vôo, os foguetes estarão levando carga útil tecnológica, além de instrumentos para acompanhamento das Estações de Telemedidas.O CLA é uma instituição associada à ABIPTI.(Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT