segunda-feira, 26 de julho de 2010

Faltam engenheiros no Brasil aponta estudo do IEDI

Estudo traça quadro difícil na formação de engenheiros: número é pequeno, cai relativamente, com perda nas áreas tradicionais

No dia 16 de julho, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), divulgou o estudo "A Formação de Engenheiros no Brasil: Desafio ao Crescimento e à Inovação". O documento reúne dados nacionais e internacionais sobre formação no ensino superior e formação nas engenharias, chama a atenção para a ausência de planejamento governamental quando se trata da formação de recursos humanos e, especialmente, alerta sobre as consequências da diminuição da participação relativa da formação de engenheiros para o desenvolvimento do País.

A seguir o resumo do documento :

Inovação, qualificação de mão de obra e engenharia
O primeiro ponto do estudo busca situar a posição central dos engenheiros para o desenvolvimento tecnológico, com base no perfil dos profissionais empregados em atividades de pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos. Dados dos Indicadores de Ciência e Engenharia 2010, publicados pela National Science Foundation, agência de financiamento à pesquisa do país, mostram que são engenheiros 36% dos graduados em ciências e engenharia trabalhando em P&D. Além de chamar atenção para a relevância dos engenheiros, a Carta do IEDI lembra que outros profissionais com educação superior são também crescentemente importantes — com formação em ciências naturais, mas também em administração, direito e ciencias sociais. A necessidade de formação profissionalizante em áreas técnicas no Ensino Médio é também destacada como necessária para a inovação. Neste aspecto, diz o documento, há também escassez no Brasil, exceção feita ao Estado de São Paulo, com o crescimento do Centro Paula Souza, e da iniciativa recente do Ministério da Educação para o fortalecimento das antigas Escolas Técnicas Federais.

Escolaridade superior no Brasil
A situação brasileira é bastante desfavorável quando comparada à de outros países, mostra o estudo do IEDI. A taxa de escolaridade superior entre jovens de 20 a 24 anos, no ano de 2007, é a mais baixa entre países selecionados, o que diminui a capacidade do País de concorrer com outros emergentes. A tabela abaixo, reproduzida do estudo, e elaborada com base em dados da OCDE, 2010, fala por si:

Fonte: Carta IEDI 424, OCDE 2010
 A situação da escolaridade em nosso País, observa o texto, compara-se à China e à India, por exemplo. Mas o texto coteja os números absolutos da formação superior da população brasileira: 14 milhões de estudantes no ensino superior indiano (2005-2006), 20 milhões na China (2008), 5,2 milhões no Brasil (2007, OCDE).

A formação em Engenharia no Brasil: o perfil dos egressos; comparação internacional
O estudo enfatiza que o déficit na formação de engenheiros é "consequência direta da baixa escolaridade superior", embora não se explique "apenas" por isso.

Pouca gente frequenta o ensino superior; e as áreas de concentração das matrículas é em Educação, Ciências Sociais, Direito, Economia e Administração, de acordo com o estudo. No ano de 2007, aponta o documento, entre o total de alunos egressos em cursos superiores no Brasil, apenas 5,1% estavam nas Engenharias, ante 6,1%, nos EUA; 14,2% no México; na Espanha, 14,5%; no Japão, 19,4%; na Coréia do Sul, 25%; e na China, 35,6%.

De acordo com os números levantados pelo IEDI, 5,6% dos egressos na educação superior no Brasil no ano 2000 estavam nas áreas das Engenharias. Já 26,6% dos estudantes estavam nas Ciências Sociais e em Direito naquele ano, e 13,2% nos cursos de Economia e Administração. No ano de 2008, eram 5,1% do total os egressos nas Engenharias; Ciências Sociais e Direito registravam 27,3%; e 13,7% estavam em Economia e Administração. "Mais grave é que estes percentuais de egressos em Ciências e Engenharia, além de baixos, são decrescentes. O número absoluto de egressos tem crescido, mas seu percentual no total da formação superior tem se reduzido sistematicamente", aponta o estudo.

Os dados apresentados também evidenciam a perda de peso relativo das áreas tradicionais da Engenharia na formação geral de engenheiros, em que ganham peso a Engenharia de Produção, Logística, Pesquisa Operacional; Qualidade; Engenharia do Trabalho, Econômica e Ambiental; Engenharia de Alimentos e Mineração ante as áreas como Engenharia Elétrica, Eletrônica, Mecânica, Química e Engenharia Civil. A tabela abaixo, reproduzida do estudo, mostra o perfil dos concluintes entre 1999 e 2008:

O IEDI registra que as matrículas e o número de egressos cresceram a taxas relativamente elevadas nos últimos anos. A expansão está calcada na participação crescente do setor privado, o que é parte da explicação para o decréscimo das Engenharias e também explica parcialmente a mudança do perfil dessa área. As tradicionais Engenharia Elétrica, Eletrônica, Mecânica, Química e Civil são cursos que exigem maior infraestrutura e investimentos mais elevados, observa o documento; essa é uma das causas apontadas para essa perda de espaço.

Em relação ao total de egressos com cursos de Engenharia dentro do quadro geral do ensino superior, em comparação a países selecionados, Ensino Superior reproduz outro quadro que faz parte do estudo, para 2007, com base em dados da OCDE:

O estudo também observa que o Brasil está melhor na comparação internacional quando se trata dos doutores em Engenharia. O percentual de doutores em Engenharia em relação ao total de doutores, no Brasil, é de 11,8%, similar ao percentual do Chile, Estonia, Portugal, Suíça e França; mas muito inferior ao da China, a campeã internacional, com 34,9%, ou o da Coreia do Sul, com 24,8%. Os dados são de recente estudo divulgado pela OCDE, "Measuring Innovation: a New Perspective".

A demanda por profissionais de Engenharia no Brasil
Nessa seção, o estudo do IEDI dialoga com outro, "Escassez de Engenheiros: realmente um risco?", também destacado por Inovação, e publicado em Radar, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Há uma discussão da metodologia utilizada pelo estudo do Ipea, que tentou mensurar a demanda por engenheiros no Brasil diante do atual quadro de formação desses profissionais e das projeções de crescimento do País. O Ipea considerou apenas as ocupações típicas das Engenharias da Classificação Brasileira de Ocupações, o que excluiu as de gerência e direção, onde há um número expressivo de engenheiros empregados, segundo o IEDI. "Independente da forma de projetar a demanda ou de estimar o tamanho do mercado de trabalho de Engenharia no Brasil há um fato: diversas empresas têm relatado a enorme dificuldade em contratar engenheiros. Dada a disseminação destes profissionais pelo conjunto do mercado de trabalho esta 'escassez' relativa acaba tendo impacto generalizado", aponta o IEDI.

Segundo o estudo do instituto de São Paulo, cerca de 30% dos engenheiros empregados em funções típicas das Engenharias estão na indústria de transformação e 17% trabalham no setor de construção civil. O ritmo de expansão das atividades típicas de Engenharia foi muito alto nos últimos anos. Destaque nesse crescimento para os setores da indústria extrativa, dos serviços técnicos profissionais e da indústria de transformação. Em termos de sub-área de formação, o grupo de engenheiros de formação geral, seguido pela Química, Mecânica e pela Engenharia Civil foram os mais empregados pelo mercado.

Alertas para o País
Na abertura, à guisa de resumo executivo, é onde o documento argumenta sobre a necessidade de um planejamento mais ativo do setor público, em parceria com o setor privado, na estruturação de um plano de graduação de Engenharia e de Ciências que não busque apenas a solução no curto prazo, que seria ampliar a formação de engenheiros de forma indiscriminada. Esse planejamento deve levar em consideração que o esforço na formação é um investimento que dará resultados no longo prazo — é preciso pelo menos cinco anos para se formar um engenheiro — e ser compatível com as áreas estratégicas para o desenvolvimento do País. 

A abertura também argumenta que será muito difícil o Brasil melhorar sua renda per capita como fez no século XX se a taxa de escolaridade continuar baixa como é hoje, e se persistir o quadro de baixa ênfase na formação e qualificação de recursos humanos. 

Essa trajetória só foi possível no século passado, de acordo com o estudo, porque a industrialização brasileira foi baseada na substituição de importações e na forte presença de subsidiárias de empresas estrangeiras, ou seja, em tecnologia desenvolvida, basicamente, fora do País. "Os requisitos de crescimento de produtividade no Brasil que possam garantir a sustentabilidade, no longo prazo, da melhoria da renda e de seu perfil distributivo pressupõem uma estratégia diferente da que prevaleceu no século XX", diz o estudo. 

Para o IEDI, "nem mesmo o subsistema de subsidiárias estrangeiras conseguirá manter um ritmo forte de investimento no Brasil sem maior produtividade e melhor qualificação da mão de obra" local.

Fonte:  Mônica Teixeira e Janaína Simões / Inovação Unicamp

Reuni pode suprir demanda por engenheiros afirma secretário executivo da Andifes

O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) pode suprir a demanda por profissionais na área das engenharias. A afirmação é do secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Gustavo Henrique de Sousa Balduino.

De acordo com o estudo "Escassez de engenheiros: realmente um risco?", divulgado em março deste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescer 5% ao ano ou mais até 2022, a formação de profissionais, nas atuais circunstâncias, será insuficiente para atender o mercado.

“Desde o setor empresarial ao setor acadêmico, todos estão preocupados em como resolver o problema da formação de profissionais no mercado. Para manter o crescimento do PIB a média de 5%, tendo em vista o limite de mão de obra com ensino superior, é preciso investir nas universidades públicas, que são quem vão suprir essa demanda. E o Reuni é um instrumento para permitir isso”, afirmou Balduíno.

O secretário executivo informou que, desde a criação do Reuni, que tem como principal objetivo ampliar o acesso e a permanência na educação superior, a oferta de cursos noturnos e formação de licenciaturas foi ampliada em 79% e 34%, respectivamente. E o curso que teve a maior oferta de vagas em 2010 foi engenharia, com 32 mil, seguida de letras, com mais de 19 mil e matemática, com cerca de 11 mil vagas.

Balduíno participou da palestra Desafios e perspectivas para o sistema federal de Educação Superior, durante a mesa-redonda “3 anos de Reuni”, realizada na tarde desta segunda-feira (26), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O evento é parte da programação da 62ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


Fonte: Tamara Costa /  Gestão C&T

Peru: Necesito Ing. Electricistas especialista


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MCT: lançamento de editais que somam cerca de R$ 1 bilhão

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, autorizou neste domingo (25), em Natal (RN), o lançamento de editais que somam R$ 982 milhões. As chamadas serão realizadas pelo CNPq e pela Finep e devem ser lançadas nas próximas semanas. “São recursos superiores duas vezes mais ao total disponibilizado pelo ministério em 2002", destacou Rezende na abertura da 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece na capital do Rio Grande do Norte até a próxima sexta-feira (30).

Um dos editais, que será realizado pelo CNPq, prevê o fortalecimento de pesquisas no ambiente marítimo. A chamada, no valor de R$ 30 milhões, objetiva selecionar propostas para dois Institutos Nacionais para Ciências do Mar. A idéia é preencher uma lacuna constatada em uma análise feita no ano passado em que foi verificado que essa área estratégica foi deixada de fora pelo programa. “Vamos lançar esse edital e esperar que os grupos que trabalham com ciências do mar no Brasil se articulem para fazer propostas”.

O CNPq ainda lançará outras chamadas públicas para o Programa Pesquisador nas Empresas e para a criação de núcleos de pesquisa emergentes, sendo este último edital no valor de R$ 80 milhões. Ainda segundo o ministro, o órgão disponibilizará uma outra chamada pública para fortalecer o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) no total de R$ 37 milhões.

Já a Finep aportará R$ 835 milhões, sendo R$ 500 milhões em subvenção econômica, o maior valor já investido pela agência de fomento. Este edital priorizará projetos para o desenvolvimento de carros elétricos. “Precisamos entrar nessa área”, disse Rezende, durante coletiva de imprensa realizada hoje (26).

Amanhã (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar um edital no valor de R$ 100 milhões com recursos oriundos da financiadora para estruturar centros de gestão nas empresas. A iniciativa será realizada em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O documento que autoriza o lançamento dos editais foi assinado pelo ministro, pelo presidente do CNPq, Carlos Aragão, e pelo diretor da Finep, Fernando Ribeiro.

Fonte: Cynthia Ribeiro/ Gestão CT

CNPq: R$ 8 milhões em edital de apoio a reflorestamento

O CNPq lançou um edital voltado ao reflorestamento de áreas degradadas e ambientes impróprios para produção agrícola, com vistas à restauração ambiental, serviços ecológicos, produção de madeira, biomassa e outros usos. A data limite para a submissão das propostas é 9 de setembro.

As propostas devem estar estruturadas de acordo com as seguintes linhas temáticas: identificação e mapeamento de áreas degradadas e em processo de degradação, por região geográfica ou bioma; estratégias para o reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas e de ambientes sob estresse de temperatura, déficit hídrico e/ou nutricional; estabelecimento de florestas para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa; entre outras.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 8 milhões, oriundos do FNDCT/fundos setoriais, a serem liberados em três parcelas, sendo a primeira em 2010 e as outras em 2011 e 2012. O proponente deve possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, além de ter vínculo celetista ou estatutário com a instituição de execução do projeto.

O edital está disponível neste link

Fonte: Gestão CT

Indústria Química : Estudo estima que setor investirá US$ 32 bilhões em inovação até 2020

P&D na indústria química - Estudo estima investimentos no setor; e que "química verde" será 10% dos produtos petroquímicos

A indústria química brasileira poderá elevar seus investimentos para US$ 167 bilhões até 2020, aproveitando as oportunidades geradas com o crescimento da economia, com a expansão da indústria renovável, a reversão do déficit da balança comercial e a exploração do pré-sal. Além desses US$ 167 bilhões, o setor pode comprometer US$ 32 bilhões para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I), segundo estudo feito pelo economista e professor do Departamento de Engenharia da Produção da Escola Politécnica da (PRD-USP), João Furtado, para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O estudo gerou um documento, o "Pacto Nacional da Indústria Química", apresentado pela entidade ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, em 18 de junho.

Inovação recuperou a notícia para detalhar o estudo da Abiquim. Em 2009, a indústria química faturou US$ 103,3 bilhões no Brasil, a nona posição no ranking mundial do setor. Em 2008, o setor gerou 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Se for considerado apenas o PIB industrial, a indústria química, com 10,3%, detém a terceira maior participação setorial, diz o documento. O Pacto apresentado a Coutinho tem 37 páginas e traz propostas para superar as barreiras que impedem a ampliação dos investimentos do setor. O documento identifica os obstáculos, quantifica os investimentos necessários e traz uma agenda de compromisso da indústria química para seu crescimento e de propostas de política pública que permitam atingir os números potenciais de investimento identificados por Furtado.

O documento prevê a aplicação de US$ 32 bilhões em P&D&I. "Desenvolver tecnologias, inovando em produtos e soluções avançadas para atender a demanda de outros setores e atividades" é um dos compromissos assumidos pelas empresas associadas à Abiquim por meio do "Pacto Nacional da Indústria Química".

Sobre P,D&I
Os US$ 32 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação corresponderiam a 1,5% do faturamento líquido do setor previsto para 2010-2020. O Pacto aposta em duas vertentes para trazer mais competitividade e crescimento para as empresas: o desenvolvimento de uma indústria de base renovável e o aproveitamento do potencial petroquímico do pré-sal.

O documento estima que, em 2020, a chamada química verde participará de, pelo menos, 10% do conjunto da oferta de produtos petroquímicos. A indústria química poderia investir US$ 20,3 bilhões nos setores agrícola, elétrico e nas centrais químicas, ou seja, na extração de sacarose, produção de nafta "verde", produção adicional de químicos básicos "verdes" e produção adicional de químicos de segunda geração, dos quais as resinas termoplásticas são exemplo.

O outro componente dos investimentos projetados é o aproveitamento do potencial do pré-sal. O setor poderia agregar valor às matérias-primas extraídas da exploração do petróleo e gás do pré-sal. Nesse quesito, o Pacto estima investimentos de US$ 15,1 bilhões nesta década para esse aproveitamento. Parte desses recursos pode ser aplicada em produção adicional de petroquímicos básicos e de segunda geração.

Mas o salto de produção sugerido nesses campos demanda os US$ 32 bilhões de investimento em P&D nos próximos dez anos. "Baseado na experiência acumulada pela indústria é possível antecipar que parte desse investimento será realizada em cooperação com instituições educacionais e de ciência e tecnologia, gerando um conjunto de conhecimentos e estruturas com potencial para contribuir em projetos que vão além aos aqui discutidos", destaca o texto.

Sugestões para P,D&I
Como sugestões para o apoio à inovação e desenvolvimento tecnológico, a Abiquim destaca a necessidade de dar apoio ao desenvolvimento de tecnologias avançadas, que alavanquem as vocações brasileiras, à pesquisa aplicada e à P&D pré-competitiva; ressalta ainda a necessidade de foco no desenvolvimento da "química verde", no fortalecimento da engenharia nacional e na formação em ciência e tecnologia. O documento lembra que as grandes empresas do setor químico e petroquímico são dotadas de fortes estruturas de P&D e contam com o apoio de instrumentos oferecidos pelos governos federal e estaduais, como a Lei de Inovação, os incentivos fiscais, a subvenção econômica, os financiamentos reembolsáveis da Finep e do BNDES e os recursos das fundações de amparo à pesquisa estaduais.

Apesar de reconhecer o apoio público para P&D, a Abiquim entende que é preciso aperfeiçoar algumas condições para que a indústria química desenvolva "plenamente o seu potencial inovador". Uma primeira sugestão é o aprimoramento do quadro legal, melhoria dos processos de análise e dar agilidade às liberações de crédito. Outra sugestão é ter uma ação agressiva para massificar a agenda de inovação, incluindo ações com foco nas pequenas e médias empresas. No caso da P&D pré-competitiva, a Abiquim defende o apoio à construção de plantas pilotos ou projetos de scaling-up, quando o processo de P&D chega ao estágio de testes em maior escala, pré-industrial ou mesmo industrial. Por fim, sugere a elaboração e execução emergencial de um programa que fortaleça a engenharia nacional e a formação em ciências aplicadas.

O documento destaca a importância do setor químico para o desenvolvimento da agropecuária nacional, que deixou de usar pacotes importados para utilizar soluções desenvolvidas no Brasil. "As principais empresas do setor químico são dotadas de competências tecnológicas robustas e vigorosas. Entretanto, existem centenas de empresas que ainda precisam desenvolver esses atributos, essenciais para que se atendam as demandas provenientes de diversos segmentos associados, como calçados, móveis, plásticos e vestuário, que claramente dependem das soluções inovadoras que a química pode oferecer", destaca o texto.

Projeção de consumo de produtos químicos
O consumo doméstico de produtos químicos, que é a soma da produção local (US$ 122 bilhões) com as importações (US$ 35 bilhões), menos o valor das exportações (US$ 12 bilhões), alcançou US$ 145 bilhões em 2008. O estudo estabeleceu alguns cenários de crescimento de PIB e de mercado e, para a projeção que indica um crescimento de 4% ao ano do PIB, calculou que o consumo doméstico adicional de produtos químicos seja de US$ 115 bilhões. "Analisando-se essas informações, há indicações de grandes oportunidades de investimento no setor químico associadas ao aumento do consumo doméstico e também à expansão das exportações", lê-se.

O estudo também aponta que, ao longo das duas últimas décadas, os investimentos setoriais mantiveram-se aquém das necessidades do País: a indústria química perdeu oportunidades, a produção nacional manteve-se abaixo das necessidades e da demanda, deixou de gerar empregos qualificados e não aproveitou integralmente as possibilidades de desenvolvimento tecnológico. "Como resultado, o déficit comercial de produtos químicos do Brasil cresceu de US$ 1,2 bilhão, em 1990, para US$ 6,6 bilhões, em 2000, alcançando US$ 23,2 bilhões, em 2008", aponta. A redução do déficit em 2009, projetada em US$ 15,7 bilhões, está relacionada à retração da atividade econômica mundial, por causa da crise econômica.

Com base nos vários cenários econômicos e projeções de consumo, o estudo calculou ainda que, para uma taxa média anual de 4% de expansão do PIB brasileiro ao longo desta década, seriam necessários investimentos de US$ 87 bilhões no aumento da capacidade de produção. Esse investimento seria apenas para acompanhar o crescimento da demanda interna por produtos químicos.

Caso se considere os investimentos necessários para mudar as condições do déficit comercial são estimados US$ 45 bilhões de investimento. Outros US$ 20 bilhões seriam aplicados no desenvolvimento de uma indústria de base renovável, e mais US$ 15 bilhões seriam direcionados para a agregação de valor e conteúdo industrial às matérias-primas extraídas do pré-sal.

Gargalos para o setor e outras propostas para o governo
O documento identifica problemas comuns a todos os setores industriais e que impactam a competitividade das empresas químicas. O País precisa assegurar condições adequadas à produção no que se refere à infraestrutura, preços de energia, tributação, juros e câmbio, diz o estudo. "A voz da indústria química, nesse caso, soma-se à de outros setores para afirmar a necessidade de encaminhar soluções robustas para cada um desses temas, de modo a solucionar aspectos problemáticos e impeditivos do crescimento, criando condições concorrenciais adequadas", consta no Pacto.

Mas, além desses problemas, a indústria química enfrenta outro gargalo que afeta algo essencial para sua competitividade: o acesso a matérias-primas em volumes, prazos de fornecimento e preços competitivos. "Esta é, sem sombra de dúvida, a principal limitação aos investimentos setoriais. Para que os investimentos possam ocorrer, o setor químico precisa dispor de matérias-primas em condições competitivas", alerta Furtado, na pesquisa.

Em relação ao comércio exterior, a Abiquim propõe que o País desenvolva agilidade na defesa do mercado interno contra subsídios, dumping e concorrência desleal, estimule a produção local e incentive as exportações para geração de superávit comercial, dê atenção ao câmbio e alinhe as políticas de comércio exterior com as de inovação. Para fortalecimento da cadeia de valor do setor químico, a associação sugere, por meio do documento, que o BNDES apóie a modernização do parque produtivo, oferecendo crédito para capital de giro, elimine as diferenças fiscais entre os produtos importados e entre os Estados, desonere e dê isonomia tributária à cadeia de valor. (J.S.)

Fonte: Inovação Unicamp

Fulbright oferece bolsa para pesquisador visitante na Universidade do Texas-Austin

A Fulbright e a Universidade do Texas-Austin (UT-Austin) lançaram um edital para a concessão de bolsas de professor/pesquisador visitante na UT-Austin. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto. A chamada contempla as áreas de ciências e políticas ambientais.

Para participar, o candidato deverá comprovar: conclusão do doutorado antes de 2006; nacionalidade brasileira; dez anos de experiência profissional qualificada na área de ciências/políticas ambientais; fluência em inglês; e não receber bolsa ou benefício financeiro de outras agências ou entidades brasileiras para o mesmo objetivo.

O programa prevê a concessão de uma bolsa, para o período de janeiro a maio de 2011, no valor de US$ 26 mil, além de passagem aérea de ida e volta, seguro saúde, e auxílio moradia no valor de US$ 8 mil. Será dada preferência a candidatos com pouca ou nenhuma experiência acadêmica prévia nos EUA.

O candidato deverá apresentar uma proposta para ministrar um curso de três horas semanais, para graduação avançada ou pós-graduação, em uma das seguintes áreas: sustentabilidade ambiental, relacionada aos direitos territoriais, mapeamento participativo, tecnologias GIS (Geographic Information System), uso da terra e dos recursos naturais, e mudança climática.

O edital está disponível neste link

Fonte: Gestão CT

Finep: R$ 40 milhões para áreas de saneamento ambiental e habitação

A Finep está selecionando propostas nas áreas de saneamento ambiental e de habitação, que contribuam para o uso de novas tecnologias construtivas no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), por meio da formação de Redes Cooperativas de Pesquisa.

A seleção de projetos se realizará em duas etapas. Para a primeira, apresentação das candidaturas e seleção das instituições executoras, as inscrições estão abertas até 16 de agosto. Já para a segunda etapa, formação das Redes Cooperativas de Pesquisa, a data limite para a submissão das propostas é 8 de novembro.

O edital prevê investimentos da ordem de R$ 40 milhões, sendo que 30% deverão ser aplicados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Podem se candidatar instituições científicas e tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, sem fins lucrativos.

A chamada contempla as áreas de saneamento ambiental, cujos temas prioritários são esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos, biogás produzido em sistemas de tratamento de esgotos e aterros sanitários; e habitação, onde serão apoiados segmentos ligados a coordenação modular decimétrica e a conectividade, canteiros de obras, materiais e componentes ecoeficientes, tecnologias sociais e reabilitação de edifícios.

O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

INAU - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas será inaugurado em Cuiabá

Amanhã (27), será lançado oficialmente o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (Inau), na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A missão do Inau é formar recursos humanos e produzir conhecimentos, integrando competências com vistas a subsidiar a tomada de decisões para a conservação e o uso sustentável de áreas úmidas.

O instituto conta com a participação de 173 pesquisadores de nove instituições de pesquisa localizadas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pará, além de quatro entidades estrangeiras, como a Universidade de Hamburgo, Universidade Konstanz, Universidade British Columbia e California State University.

O primeiro trabalho do Inau será a classificação dos habitats do Pantanal do Guaporé e do Araguaia. Serão estudados aspectos como clima, hidrologia, química da água e dos solos, as diferentes unidades de vegetação, além da ocorrência e adaptação de animais a estes habitats.

O projeto é financiado pelo CNPq e conta com o apoio das fundações de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e Mato Grosso do Sul (Fundect). O instituto funcionará sob a coordenação da UFMT e terá como instituição gestora o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP). (Com informações do CNPq) 

Fonte: Gestão CT

LRM - Laboratório de Referências Metrológicas do IPT é modernizado

O Laboratório de Referências Metrológicas (LRM) integrante do  Centro de Metrologia em Química do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo (SP), passou por uma modernização de sua estrutura, o que permitirá o desenvolvimento de novos materiais de referência certificados (MRC), e a promoção de programas de proficiência interlaboratoriais.

Entre 2005 e 2009, o LRM incrementou a sua instrumentação e instalações físicas, com investimentos do CNPq, no valor de R$ 500 mil, da Finep, que destinou R$ 1,5 milhão, além de R$ 400 mil do IPT.

Para o pesquisador Ricardo Zucchini, responsável pelo LRM, a reconstrução do laboratório permitiu ampliar a capacidade de produção, melhorar a rastreabilidade das determinações realizadas no LRM, além de proteger melhor os ambientes de análise das contaminações ambientais e cruzadas.

“Além dos materiais tradicionais, estamos desenvolvendo certificações de novos materiais, inclusive com alguns elementos químicos em teores ultra-baixos, novas propriedades físico-químicas e propriedades de produtos de petróleo, visando suprir as demandas de laboratórios que precisam atender os requisitos e as legislações mais avançadas”, disse Zucchini.O IPT é uma instituição associada à ABIPTI (Com informações do IPT)

Fonte: Gestão CT

Prevalências de ideação, plano e tentativa de suicídio: um inquérito de base populacional em Campinas (SP)

Mais atenção à vida
Se a cada dia cinco baleias aparecessem mortas nas praias, certamente o fato mereceria as capas dos jornais. De acordo com o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, 9.090 pessoas chegaram ao suicídio no Brasil em 2008, o que corresponde a 25 mortes diárias, mas pouca atenção foi dada ao assunto.

A comparação com as baleias – de uma campanha de prevenção de suicídio australiana, que em vez de “save the whales”, usou o trocadilho “save the males”, referindo-se aos cinco homens que, diariamente, matam-se naquele país – e a crítica ao ofuscamento do suicídio são de Neury José Botega, professor titular do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A falta de atenção ao assunto, somada a preconceitos e a ideias errôneas, tem agravado a situação que já se apresenta como um problema de saúde pública, de acordo com o pesquisador.

Atitudes simples como maior atenção durante tratamentos hospitalares podem salvar centenas de vidas, segundo Botega. “Os números são apenas a ponta do iceberg, pois, para cada suicídio, estima-se que haja pelo menos 20 tentativas. E, para cada caso de tentativa que atendemos no hospital, outras cinco pessoas, na comunidade, estão planejando e 17 estão pensando seriamente em pôr fim à vida”, disse o pesquisador.

Esses dados estão no artigo Prevalências de ideação, plano e tentativa de suicídio: um inquérito de base populacional em Campinas (SP) publicado na revista Cadernos de Saúde Pública (CSP) da Fundação Oswaldo Cruz.

Ao visitar 600 residências distribuídas em estratos sociais diversos, o grupo de pesquisa de Botega descobriu que o problema é mais amplo do que se imaginava. O estudo levantou que quase um quinto das pessoas visitadas já pensou seriamente em suicídio ao longo da vida.

Para os pesquisadores, essa proporção deve se repetir em outros grandes centros. São números que não aparecem nos dados oficiais. “Basta dizer que apenas uma em cada três tentativas de suicídio recebe atendimento médico”, disse.

No artigo, os pesquisadores alertam que a escassez de dados é um agravante, uma vez que implica menor conscientização dos clínicos e dos gestores de saúde pública em relação ao impacto do comportamento suicida nos serviços da área.

Em 97% dos casos, segundo vários estudos internacionais, o suicídio é um marcador de sofrimento psíquico ou de transtornos psiquiátricos. Em ambos são necessários profissionais de saúde treinados para detectar e tratar adequadamente o paciente durante uma passagem hospitalar, mesmo que essa se efetue por outras razões, como alguém que foi internado por acidente de trânsito, por exemplo.

Segundo trabalhos realizados pelo grupo de Botega, gravidez na adolescência é um dos casos que exigem maior atenção de médicos e enfermeiros, uma vez que um estudo apontou que adolescentes grávidas possuem três vezes mais chances de tentar suicídio. Outros estudos demonstraram que os riscos também são maiores com pacientes que sofrem de epilepsia e com pessoas que dependem do álcool. O que não quer dizer que outros casos também não devam ser considerados, segundo os pesquisadores.

O professor da Unicamp se baseia em dados de estudos que tem coordenado, como “Epilepsia e comportamento suicida na comunidade: um estudo de caso-controle”, realizado de 2006 a 2008, e “Estudos de intervenção breve oportuna no hospital geral”, realizado entre 2007 e 2009, ambos com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Investimentos em prevenção
Botega conta que o receio de induzir ao suicídio, ou de ter de carregar uma grande responsabilidade, inibe a maioria dos profissionais de saúde de perguntar ao paciente se ele já pensou no assunto. “É uma ideia errônea. Perguntar sobre suicídio é fundamental para o encaminhamento a um tratamento adequado”, disse.

Além do treinamento adequado dos profissionais de saúde, Botega defende programas simples que podem evitar mortes. O acompanhamento telefônico de pacientes é um deles e sua eficácia foi comprovada no Estudo multicêntrico de intervenção no comportamento suicida (Supre-Miss), da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado entre 2003 e 2005, também com o apoio da FAPESP.

Inserido em um estudo internacional da OMS, a equipe de Botega conseguiu reduzir em dez vezes a taxa de suicídio entre pessoas que já haviam tentado se matar.

O tratamento consistiu apenas em acompanhar os pacientes por meio de ligações telefônicas periódicas. A experiência foi destacada pela Revista Pesquisa FAPESP.

Informar e sensibilizar a sociedade sobre o problema é outra atitude fundamental, de acordo com Botega. “Tirar o suicídio da penumbra é fundamental, é preciso uma comunicação ampla e responsável sobre o assunto”, afirmou.

Com esse objetivo, a equipe de pesquisa da Unicamp publica materiais de divulgação, como folhetos e cartazes, dirigidos tanto a especialistas como ao público em geral, procurando desmistificar o assunto e abordá-lo de maneira aberta.

Segundo Botega, o suicídio não recebe a devida importância no Brasil, mas ocupa o terceiro lugar entre os óbitos não naturais, ficando atrás dos acidentes de trânsito (com quatro vezes mais mortes) e dos homicídios (seis vezes mais).

O Brasil apresenta menos de 6,5 suicídios para cada 100 mil habitantes, o que o deixa entre os países com as menores taxas mundiais. Na maioria dos países europeus, por exemplo, esse número é de mais de 13 mortes para o mesmo número de habitantes.

“O que não quer dizer que a quantidade desse tipo de morte seja pequena por aqui”, disse Botega, “por sermos um país populoso e, também, porque as taxas de suicídio, em algumas regiões e grupos populacionais, se aproximam das mais elevadas do planeta”.

Educação permanente de profissionais de saúde, sensibilização e informação da sociedade e aplicação de programas eficazes de prevenção ao suicídio baseados em estudos científicos são, segundo o pesquisador, a chave para salvar muitas vidas no Brasil.

Fonte: Fabio Reynol / Agência FAPESP

2ª Feira do Inventor da UFSC - Inscrições Abertas

Os interessados em participar da  2ª Feira do Inventor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) já podem fazer as suas inscrições. O evento será realizado de 20 a 23 de outubro, no campus da universidade, em Florianópolis (SC).

O público-alvo são os inventores independentes ligados à UFSC, a outras universidades ou ainda inventores independentes, inclusive aqueles que expuseram os seus inventos na 1ª Feira do Inventor.

A iniciativa tem como objetivo disseminar ações de inovação tecnológica e reconhecer trabalhos desenvolvidos por inventores e pesquisadores na UFSC, de outras instituições e por inventores independentes.

Para se inscrever, é necessário ter depósito de patente ou de programa de computador. Os inscritos serão selecionados por uma comissão avaliadora, designada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão da UFSC.

Fonte: Gestão CT

Capes/Nuffic : Divulgado o resultado do edital conjunto

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, no dia 21, o resultado do edital Capes/Nuffic. A iniciativa seleciona projetos conjuntos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento, com foco nas áreas de ciências sociais aplicadas, humanas, biológicos, médicas (ciências da saúde), agrícolas, além de engenharias e artes, para realizar intercâmbio científico entre instituições de ensino superior brasileiras e holandesas.

O edital é resultado de uma parceria entre a Capes e a Netherlands Organisation for International Cooperation in Higher Education (Nuffic). No total, foram aprovadas dez propostas. As equipes terão direito a duas missões de trabalho por ano por projeto. Elas consistem no financiamento de viagens para docentes doutores da equipe, com duração máxima de 60 dias. Além da passagem aérea de ida e volta.

De acordo com a Capes, os grupos ainda poderão realizar duas missões de estudo por ano por projeto. Trata-se de concessão de bolsas de estudo no exterior aos estudantes participantes dos projetos, nas modalidades doutorado sanduíche e pós-doutorado.

O resultado está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

USP: vagas para docentes

A Universidade de São Paulo (USP) abriu processo seletivo para o preenchimento de vagas para professores doutores para atuar, na maioria dos editais, em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (MS-3), em diferentes departamentos.

São três vagas no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) no Departamento de Microbiologia. Uma é para o programa da disciplina Biologia Estrutural Aplicada a Microrganismos e a outra para a disciplina de Bioinformática e Biologia de Sistemas Aplicados a Microrganismos. A outra vaga é para o Departamento de Genética Evolutiva, na área de Biologia Celular.

Na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) também há uma vaga em aberto para o Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas. O selecionado atuará no programa das disciplinas Educação Profissional em Enfermagem I, Educação Profissional em Enfermagem II, Metodologia de Ensino em Enfermagem II e Estágio Curricular em Educação Profissional em Enfermagem.

Há uma oportunidade na Escola Politécnica no Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétrica (PEA) na especialidade Automação e Acionamentos. No Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica há outra vaga para doutor, mas em regime de tempo parcial (12 horas) para atuar na especialidade Fundações e Escavações.

Existem três vagas para doutor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Uma é para o Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto, na área de Conhecimento do Design. As outras duas são para o Departamento de Tecnologia da Arquitetura e para o Departamento de Projeto, ambas em regime de turno completo (RTC/24 horas).

Na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), há duas oportunidades para doutor junto ao Departamento de Economia. Uma na área de Teoria Econômica e outra na área de Introdução à Economia. Também há duas vagas na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto junto ao Departamento de Contabilidade, nas áreas de Contabilidade Geral e Finanças e Governança Corporativa.

O concurso para professor doutor será constituído em duas etapas. A primeira será prova escrita (eliminatória). Os candidatos aprovados na prova escrita farão a segunda fase do concurso, que será constituído por julgamento do memorial com prova pública de arguição e prova didática, mas existem pesos diferentes a depender do edital.

A remuneração é de R$ 7.574,75 ou de R$ 7.107,77 para doutor em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa. Para regime de turno parcial (RTP/12 horas) o salário é de R$ 1.232,06 e para os contratos em regime de turno completo (RTC/24 horas), de R$ 3.127,47.

As inscrições terminam de 30 de agosto a 18 de outubro, a depender do edital, e devem ser entregues nas seções de apoio de cada faculdade.

Mais informações pelo site

Fonte: Agência FAPESP

Biota-FAPESP: resultados de chamada


A FAPESP divulgou os resultados da Chamada de Propostas do Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (Biota/FAPESP), lançada em 11 de novembro de 2009.
Voltada às modalidades Auxílio à Pesquisa – Regular, Auxílio à Pesquisa – Projeto Temático e Programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes, a chamada buscou estimular e articular atividades de pesquisa e desenvolvimento para promover o avanço do conhecimento e a sua aplicação em áreas relacionadas à biodiversidade do ambiente marinho.

Espera-se que as atividades de pesquisa nessas áreas possam gerar novos conhecimentos e formar recursos humanos altamente qualificados, essenciais para aprimorar a capacidade da pesquisa em conhecimentos dirigidos à biodiversidade no ambiente marinho e seu uso sustentável.

Lançado em março de 1999, o Programa Biota-FAPESP tem entre seus objetivos inventariar, mapear e caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo, incluindo fauna, flora e microrganismos, avaliar as possibilidades do uso sustentável de plantas ou de animais com potencial econômico e subsidiar a formulação de políticas de conservação.

Foram aprovadas nove propostas, relacionadas a seguir:
Processo FAPESP Pesquisador Instituição Título do projeto
10/50174-7 André Carrara Morandini Inst.Biociências/USP Sistemática, ciclo de vida e padrões reprodutivos de medusas (Cnidaria: Medusozoa: Cubozoa e Scyphozoa) na Baixada Santista (São Paulo, Brasil)
10/50184-2 Leandro Helgueira de Andrade Inst.Química/USP Busca e caracterização de álcool desidrogenases microbianas para aplicação na síntese de álcoois quirais
10/50172-4 Suzana Ursi Inst.Biociências/USP Biodiversidade marinha: desenvolvimento e avaliação de propostas didáticas
10/50193-1 Pio Colepicolo Neto Inst.Química/USP Estudos de bioprospecção de macroalgas marinhas, uso da biomassa algal como fonte de novos fármacos e bioativos economicamente viáveis e sua aplicação na remediação de áreas impactadas
10/50177-6 Elvis Joacir de Franca Inst.Oceanográfico/USP Plantas nativas na costa brasileira: bioacumulação para a biorremediação de contaminação radioativa (Projeto Bio 2)
10/50209-5 Aline Staskowian Benetti Museu Zoologia/USP Diversidade ultraestrutural dos espermatozoides em caranguejos do gênero Uca (Crustacea, Brachyura, Ocypodidae) do litoral brasileiro
10/50186-5 Ana Olivia de Souza Inst.Butantan/SSSP Utilização de fungos de manguezais na biossíntese de nanopartículas de prata e aplicação na produção de tecidos antimicrobianos
10/50178-2 Anete Pereira de Souza Cebemeg/Unicamp Caracterização de populações naturais de espécies dos gêneros Rhizophora (Rhizophoraceae) e Avicennia (Acanthaceae) de manguezais do litoral brasileiro e análise de zona de hibridação utilizando marcadores microssatélites: genética de populações e de comunidades
10/50247-4 Laura Maria Mariscal Ottoboni Cebemeg/Unicamp Caracterização da microbiota associada ao muco de corais escleractíneos do litoral do Estado de São Paulo por pirossequenciamento


Adicionalmente, uma proposta se encontra em processo de diligência:

Processo FAPESP Pesquisador Instituição Título do projeto
10/50190-2 Roberto Gomes de Souza Berlinck IQSC/USP Investigação do potencial biotecnológico e metabólico de organismos marinhos para processos de biorremediação e produção de substâncias com atividades antivirais, anti-leishmania
  • Mais informações sobre a chamada pelo site 
Fonte:Agência FAPESP

Fundect - Divulgado o resultado do Edital Universal

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) divulgou, na semana passada, o resultado do Edital nº 14/ 2009 Universal. No total, foram aprovadas 102 propostas, dentre as 207 apresentadas.

A chamada pública investirá R$ 1,5 milhão, sendo R$ 994 mil para custeio e R$ 505 mil para capital. O edital tem como objetivo conceder apoio financeiro para a execução de projetos de pesquisa científica e tecnológica que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do Estado de Mato Grosso do Sul em qualquer área do conhecimento.

Fonte: Gestão CT

1º Simpósio de Pós-Graduação em Química

A Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto, realizará de 26 a 28 de agosto o 1º Simpósio de Pós-Graduação em Química, em São José do Rio Preto (SP).

O simpósio pretende reunir alunos da graduação e da pós-graduação e docentes do programa de pós-graduação em química, bem como das áreas de engenharia de alimentos, microbiologia, biologia animal, biofísica, entre outras.

O evento abordará questões relacionadas à pós-graduação em química do Brasil, critérios de avaliação da área, além de discutir as principais linhas de pesquisa do programa.

"A sustentabilidade nos projetos de pesquisa", “Misturas complexas: o desafio da ecotoxicologia”, “Enzimas na produção de bioenergia”, “Bioenergia e aproveitamento de resíduos”, “Nanotecnologia, engenharia tecidual e fotoprocessos aplicados a saúde”, entre outras, são algumas das palestras previstas para o evento.

O simpósio será realizado no campus da Unesp de São José do Rio Preto, localizado na rua Cristóvão Colombo, 2265, Jardim Nazareth.

Mais informações (17) 3221-2351 – ramal 2727.

Fonte: Agência FAPESP

1º Colóquio Ibero-Americano Paisagem Cultural

A Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizará, entre os dias 9 e 12 de agosto, o 1º Colóquio Ibero-Americano Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto – Desafios e Perspectivas, em Belo Horizonte (MG).

De acordo com os organizadores, o encontro pretende discutir as diversas dimensões da ideia da paisagem cultural, tanto aquelas de natureza conceitual, metodológicas e projetuais, como suas implicações para as políticas de valorização e intervenção.

Professores, pesquisadores, representantes de instituições e estudantes de pós-graduação, provenientes do Brasil e da América Latina, estarão presentes.

O encontro está organizado em conferências, mesas-redondas, apresentações de comunicações e exposição de estudos de caso (em painéis), estruturados a partir dos eixos temáticos “Paisagem cultural: conceito e projeto” e “Paisagem cultural: estratégias de preservação e intervenção”.

Fonte: Agência FAPESP