sexta-feira, 23 de julho de 2010

Começa domingo a 62ª Reunião Anual da SBPC - Ciências do mar: herança para o futuro

Unicamp e Unesp: Usuários de praças e parques se sentem confortáveis, mesmo quando os índices medidos mostram grande desconforto térmico

Desconforto que não se sente
Algumas características ambientais de praças e parques, como temperatura, umidade relativa do ar, radiação solar, presença e localização de equipamentos, podem influenciar a utilização desses espaços públicos abertos.

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp) caracterizou os microclimas e as condições de conforto térmico em espaços públicos de permanência (arborizados e áridos) e de passagem em três cidades do interior paulista: Campinas, Bauru e Presidente Prudente.

De acordo com Lucila Chebel Labaki, professora titular da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, o confronto entre as condições de conforto real e calculado e a percepção dos usuários em relação à sensação e à satisfação térmica aponta uma diferença significativa entre os espaços.

“O que nos chamou a atenção é que, apesar de os dados calculados evidenciarem de uma maneira geral um grande desconforto térmico nesses espaços, causado pelo frio ou calor, a maioria dos usuários relatou se sentir confortável”, disse Lucila.

Segundo ela, o estudo sugere que o prazer de estar em espaço público, associado ao tempo livre, decorre de uma somatória de fatores, dentre os quais o microclima, mas esse não é decisivo para a percepção de conforto.

Lucila coordenou a pesquisa “Conforto térmico em espaços públicos abertos: aplicação de uma metodologia em cidades do interior paulista”, apoiada pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Colaboraram com o estudo as professoras Maria Solange Gurgel de Castro Fontes, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Unesp (FAAC) em Bauru, Carolina Lotufo Bueno Bartholomei, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp (FCT) em Presidente Prudente, e alunos da pós-graduação e graduação.

Além de caracterizar os espaços escolhidos, o estudo monitorou condições microclimáticas (temperatura do ar, umidade relativa e velocidade do ar, radiação solar) ao utilizar o índice PET (Temperatura Equivalente Fisiológica, da sigla em inglês), que engloba uma série de fatores – como temperatura, umidade relativa do ar, radiação solar, entre outros – para avaliar o conforto térmico.

Além disso, também foram aplicados questionários junto aos usuários dos espaços para identificar a sensação e satisfação térmica em diferentes condições de tempo (frio e seco, quente e úmido, quente e seco).

Segundo Lucila, o conforto térmico depende de quatro fatores ambientais: temperatura do ar, temperatura radiante média, umidade relativa do ar e velocidade do ar.

Temperatura radiante média é o valor médio entre a radiação térmica que incide sobre as superfícies do local – objetos e seres vivos –, e as aquece, e a radiação que elas emitem de volta para o ambiente. Já os fatores pessoais que influem no conforto térmico são roupas e atividade física.

Segundo Lucila, a avaliação do conforto térmico nesses espaços requer não apenas o conhecimento das condições microclimáticas, que são importantes para cálculos térmicos. “Exige-se também a análise dos aspectos de cada ambiente e de como influenciam os usos, o tempo de permanência e a percepção dos usuários sobre o lugar”, indicou.

Foram analisados três tipos de locais na área urbana de cada cidade, entre 2008 e 2009, levando-se em conta os espaços de permanência com relação aos de passagem e arborizados ou pouco arborizados (áridos).

Em Campinas, foram escolhidos o Parque Portugal (conhecido como Parque Taquaral), a Praça Imprensa Fluminense (que abriga o Centro de Convivência) e a Praça Largo do Pará.

Em Bauru, as análises foram feitas na Praça da Paz, no Bosque da Comunidade e no Calçadão da rua Batista de Carvalho. Em Presidente Prudente, as áreas escolhidas foram a Praça Nove de Julho, o Parque do Povo e o Calçadão da rua Tenente Nicolau Maffei.

A partir de uma estação meteorológica móvel desenvolvida para o projeto no Laboratório de Conforto Ambiental e Física da Unicamp, os pesquisadores verificaram que a sensação térmica variou entre as categorias de espaços públicos abertos.

Para os espaços de permanência “arborizados”, a sensação de neutralidade térmica (nem quente nem frio) ocorreu em 62% da amostra. Dentro da faixa de temperatura de neutralidade térmica medida pelo índice PET (no intervalo de 18º C a 26º C), o percentual aumentou para 70,8%.

Nos espaços de permanência “pouco arborizados”, a sensação de neutralidade foi de 42% e de 51,5% na mesma faixa PET. Já para os espaços de passagem a sensação de neutralidade térmica foi verificada em 45% da amostra e, para o intervalo do índice PET, o percentual elevou-se para 59,5%.

A análise geral dos resultados indica que 51% dos indivíduos consideraram-se “termicamente neutros” nos vários espaços e condições climáticas avaliados, e para o intervalo de temperatura de neutralidade no índice PET o percentual de satisfeitos foi de 61%.

Espaços planejados
Segundo Lucila, as características físicas dos espaços públicos abertos alteram as condições microclimáticas, influenciando no comportamento dos usuários e na dinâmica de uso dos espaços. “Em espaços arborizados há maior possibilidade de conforto térmico e a faixa de neutralidade para a sensação térmica é mais ampla do que para os demais espaços”, explicou.

“Pudemos observar que existe necessidade de um planejamento melhor de praças e de outros ambientes de espaços abertos, de modo que possam ser utilizados com maior conforto pela população”, disse.

De acordo com a professora da Unicamp, um dos objetivos da pesquisa é poder auxiliar em projetos urbanísticos de áreas externas. O uso da vegetação e a escolha de materiais que compõem parques e praças são de extrema importância em projetos urbanísticos. “A sombra da árvore é muito diferente do sombreamento de um prédio, por exemplo”, destacou.

Em outro estudo de Lucila apoiado pela FAPESP, concluído em 1999, com cinco espécies que arborizam áreas urbanas de Campinas (SP) – sibipiruna, ipê-roxo, magnólia, chuva-de-ouro e jatobá –, a pesquisadora verificou que todas as árvores analisadas reduziam bastante os efeitos da radiação solar e ofereciam maior conforto térmico.

As análises nos espaços nas três cidades no interior de São Paulo permitiram identificar um melhor desempenho para as áreas arborizadas.

“Isso não apenas pelas características microclimáticas, mas também porque os espaços mais arborizados oferecem mais opções de permanência, pela disponibilidade de mobiliários e equipamentos de lazer e exercícios, por exemplo”, disse.

Por outro lado, segundo Lucila, os aspectos que mais contribuíram para o comprometimento da qualidade dos espaços pouco arborizados, além do microclima, foram a quantidade e qualidade dos bancos, localização inadequada e uso de materiais menos confortáveis para tais assentos, como concreto.

A pesquisadora salienta que, embora a arborização contribua para o conforto térmico não há uma relação direta entre melhor conforto e arborização. “Mas nos espaços analisados observou-se essa relação. Pode ser que uma maior preocupação do poder público com a arborização de uma área implique maior cuidado com os outros aspectos”, destacou.

Fonte: Alex Sander Alcântara / Agência FAPESP

Brasil e Espanha estreitam relações na área de C&T

Em encontro realizado nesta segunda-feira (19), em Brasília (DF), o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, apresentou para a ministra de C&T da Espanha (MCINN), Cristina Garmendia,  áreas em que os dois país poderão atuar em parceria. De acordo com informações do MCT serão priorizados os setores de saúde e energia, áreas de destaque nas políticas de C&T dos dois governos.

Também ficou acertado que o Brasil e a Espanha organizarão um documento com projetos que podem ser ampliados e ter a participação de pesquisadores estrangeiros. As áreas de biotecnologia, biocombustíveis e nanotecnologia também poderão ser beneficiadas com um acordo bilateral. (Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT

Capes recebe textos para nova edição da RBPG - Revista Brasileira de Pós-Graduação

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abriu o processo de seleção para os textos que serão publicados na próxima edição da Revista Brasileira de Pós-Graduação (RBPG). Serão aceitos trabalhos inéditos de autores brasileiros e estrangeiros em forma de estudos e pesquisas de caráter acadêmico-científico, relativos à educação superior, C&T e cooperação internacional.

Os trabalhos devem ser encaminhados para o e-mail  e, segundo informações da instituição, o prazo deve se encerrar em aproximadamente um mês. As normas de colaboração estão disponíveis neste link. A Capes informa, ainda, que a publicação de artigos não é remunerada.

Disponibilizada para todas as bibliotecas e vários centros de informação do país e do exterior, a RBPG tem periodicidade semestral e está estruturada em quatro seções: Estudos, Experiências, Debates e Documentos. Também disponível no site da Capes, a publicação registra em média de 8,5 mil a 10 mil acessos por trimestre. (Com informações da Capes) 

Fonte: Gestão CT

Secretaria de Saúde de São Paulo realiza levantamento sobre Gravidez e Escolaridade

Gravidez e escolaridade
Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com jovens que tiveram filhos antes dos 22 anos de idade aponta que mais da metade das jovens mães passaram ao menos oito anos na escola.

Os dados obtidos tiveram como base informações de 908 adolescentes e seus parceiros atendidos na Casa do Adolescente de Pinheiros, localizado na zona oeste da capital paulista, entre agosto de 1997 e janeiro de 2010.

De acordo com o levantamento, 54,7% das meninas consultadas completaram ao menos o primeiro grau. Oito (1,7%) eram universitárias. As adolescentes iniciaram a vida sexual aos 15 anos e tinham, em média, 17,5 anos de idade quando engravidaram. Do total de meninas só 14% informaram que tinham o desejo de engravidar.

No caso dos parceiros das adolescentes, o levantamento mostra que 48,4% deles estudaram por mais de oito. Os jovens pais tinham 22 anos, em média, quando consumaram a gravidez.

Segundo a Secretaria, os números são contrastantes ao apontar que escolaridade parece não funcionar como um fator de prevenção. Cerca de 61% dos entrevistados não usaram qualquer tipo de método contraceptivo no momento da relação sexual. O anticoncepcional via oral foi usado por 19% das mulheres, enquanto apenas 16% dos rapazes usaram preservativo.

Apesar disso, os números de adolescentes grávidas decaem ano a ano. O Estado de São Paulo registrou queda de 36,2% no número de adolescentes grávidas em 2008, em comparação com o ano de 1998. Foram 94.461 jovens com idades até 19 anos grávidas em 2008 contra 148.018 em 1998.

Fonte: Agência FAPESP

Sebrae-RJ: lançado projeto de capacitação de gestores públicos

A unidade do Sebrae no Rio de Janeiro lançou, nesta segunda-feira (19), o Projeto de Alavancagem de Recursos para o Desenvolvimento Municipal. A iniciativa objetiva a capacitação de gestores públicos para a elaboração de projetos com foco no empreendedorismo e no fortalecimento dos negócios.

De acordo com informações do Sebrae, entre as ações previstas estão a publicação de um guia, no qual gestores municipais devem encontrar linhas de financiamento disponíveis no mercado. Também serão realizadas oficinas de capacitação para a elaboração de projetos voltados à captação de recursos e busca de parcerias e em seguida de rodada de contatos e negociações.

O superintendente do Sebrae Rio, Sergio Malta, lembrou que o Estado vive um momento próspero nas áreas de abastecimento e turismo, e que os municípios devem estar preparados para as possíveis demandas. “Existem recursos e é necessário que tenhamos projetos para acessar esses recursos. Entre os dois, há a burocracia e esse programa que estamos lançando é o roteiro para vencer essa burocracia”, afirmou.

O Projeto conta com a parceria da Associação de Prefeitos e Municípios do Estado do Rio de Janeiro (Aemerj), da InvesteRio, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Informações sobre as ações do Sebrae/RJ podem ser obtidas na página do Sebrae ou pelo telefone (21) 2212-7700. 

Fonte: Gestão CT

SNCTI - Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação impressiona gestores do continente americano

O Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) impressionou os gestores de diversos países da América, que participam do workshop “Inventando um Futuro Melhor: Estratégias para Construir Capacidade Regional em Ciência e Tecnologia”, em Brasília (DF). Iniciado ontem e programado para se encerrar nesta sexta-feira (23), o objetivo do evento é construir um ambiente propício para a implementação de políticas sólidas de C&T no continente.

De acordo com o representante da Venezuela, Antonio Machado-Allison , o que se vê no Brasil não é um trabalho de uma pessoa, ou de um partido político, mas sim de uma sociedade envolvida com a temática. Já Roger Guerra Gárcia Cueva, do Peru, destacou que é impressionante o Brasil ter um sistema tão articulado, com universidades tão recentes.

Organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), o evento reúne representantes de diversos países, como Argentina, Bolívia, Paraguai, Panamá, entre outros. Durante os três dias, os participantes terão a oportunidade de apresentar as estruturas dos sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) de seus países. A idéia é indicar prioridades para a região e discutir o fortalecimento do setor.

“Qualquer trabalho continental é lento. Nossa expectativa não é mudar tudo em três dias, mas sim construir ambiente”, disse o vice-presidente da ABC, Hernan Chaimovich, em entrevista para o Gestão C&T online. “Há seis anos eu tento convidar o Equador e hoje me aparece o ministro da C&T do país. Isso não se faz de um dia para o outro. O fato dele estar aqui representa um triunfo enorme para a rede do Brasil”, comemorou.

Segundo ele, o ministro equatoriano demonstrou interesse em estabelecer contato com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para avaliar o sistema de pós-graduação do Equador.

“Essa reunião vem sendo pensada há muito tempo. Numa oportunidade como essa podemos trocar muitas experiências, umas maiores, outras menores, mas certamente todas muito ricas”, também pontuou a vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi. Ainda de acordo com ela, o encontro também é uma possibilidade de somar esforços para que o continente possa apresentar a importância dessa região para o mundo e a contribuição que ela pode dar.

Fonte: Cynthia Ribeiro / Gestão CT

Comissão de Seguridade da Câmara dos Deputados aprova pesquisa com células-tronco embrionárias

 Projeto de Lei ainda terá de ser aprovado por demais comissões para entrar em vigor

Desde 2007, o Projeto de Lei 478/07, que proíbe e criminaliza a manipulação para fins de pesquisa de embriões humanos, está em discussão na Câmara dos Deputados. O texto é de autoria dos deputados Luiz Bassuma (PT/BA) e Miguel Martini (PHS/MG). Eles consideram que estudos que utilizam embriões humanos, in vitro ou não, são atentados ao direito à vida e ferem princípios religiosos.

No último mês de maio, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou o substitutivo da deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) ao Projeto de Lei 478/07. A nova regulamentação cria o Estatuto do Nascituro, que é definido como o ser humano concebido, mas ainda não nascido. O que inclui os seres humanos concebidos in vitro, mesmo antes da transferência para o útero.

De acordo com a Agência Câmara, o texto original proíbe a manipulação, o congelamento, o descarte e o comércio de embriões humanos, com o único fim de serem suas células transplantadas para adultos doentes. O substitutivo retirou a proibição e garante ao nascituro direito à vida, à saúde, honra, integridade física, alimentação e à convivência familiar. O Projeto de Lei 478/07 ainda será votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário da Câmara para poder entrar em vigor.

Assim, permanece a regularização dos estudos com embriões humanos através da Lei de Biossegurança, criada em 2005 e aprovada em 2007, que permite estudos com óvulos fecundados há mais de três anos em congelamento, portanto inutilizáveis para gestação, mediante permissão dos genitores. A lei permite diversos avanços na ciência resultantes das pesquisas com células-tronco embrionárias de forma fiscalizada e organizada.

Para fazer uma análise sobre o atual estágio das pesquisas com células-tronco embrionárias e sobre a relação entre a ciência e a religiosidade, o Olhar Vital convidou os professores Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ), e Eliane Brígida Falcão, do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde (Nutes/UFRJ).

Stevens Rehen
Professor do Laboratório de Neurogênese e Diferenciação Celular do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ)
“A ciência vem avançando de forma legítima. A Lei de Biossegurança é clara em relação ao controle das pesquisas com células-tronco. Em dez anos de pesquisa, nós utilizamos dois ou três embriões apenas, seguindo os padrões estabelecidos pela Lei, ou seja, após três anos de armazenamento e com o consentimento dos genitores.

Desde 2007, já é possível desenvolver células extremamente semelhantes às embrionárias a partir de outras fontes, que não os embriões humanos. São as células Pluripotentes Induzidas, desenvolvidas a partir da reprogramação de genes de células da pele, por exemplo, podendo criar células semelhantes às embrionárias sem utilizar embriões.

As células Pluripotentes Induzidas trazem diversos avanços como a possibilidade de testar medicamentos em pessoas doentes, com células idênticas a do organismo sem tocar na pessoa. Porém, traz também polêmicas, como a possibilidade de desenvolver gametas de uma pessoa através da pele, sem sua autorização.

As polêmicas na sociedade diante dos avanços na ciência e tecnologia são naturais. Todo avanço traz consigo um lado negativo. O avião, por exemplo, pode ser usado para o benefício da sociedade, mas também para o prejuízo. Por isso, é necessário o controle dos avanços com células-tronco embrionárias, que já existe no Brasil através da Lei de Biossegurança.”

Eliane Brígida Falcão
Professora do Laboratório de Estudos da Ciência do Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde (Nutes/UFRJ).
“Em se tratando de religião e ciência, não há como estabelecer uma hierarquia, visto que são dimensões distintas da cultura, pertencentes a um mundo plural. A liberdade de interpretar o mundo e adaptar-se a ele tem uma infinidade de formatos. No entanto, sabemos que em ambos os lados há pessoas que pensam que a crença religiosa vale mais que a ciência ou que a ciência vale mais que a crença religiosa.

Neste aspecto, é importante ter em mente que ciência e religião não existem para se confrontar; ambas têm seu campo específico e legitimidade. Portanto, não há que haver disputa; é possível aceitar bem as explicações da ciência sem abrir mão de uma crença religiosa. Por outro lado, se não existe uma compreensão da distinção desses dois campos da cultura, muitos conflitos desnecessários são produzidos, gerando algo que não é desejável na vida acadêmica: o negar-se a falar sobre o assunto. A ciência não precisa negar as crenças religiosas para se apresentar.

Em relação aos valores da moral, embora tradicionalmente a religião tenha tido grande influência, os cientistas, hoje, não podem se abster de pensar sobre tais assuntos. É importante que aceitem participar de debates junto a outros grupos sociais, inclusive os religiosos, claro. Os resultados da ciência interessam à sociedade como um todo. É necessário que o pesquisador pense sobre isso e esteja apto a participar de discussões específicas. O cientista não pode assumir uma posição tecnicista; ele precisa desenvolver uma consciência mais elaborada sobre o que está produzindo e sobre o que isso pode causar.

A esse respeito, a pesquisa com as células-tronco cabe como um bom exemplo: trata-se de uma investigação espetacular da ciência, que traz esperança para a qualidade de vida, cujos resultados interessam a uma série de grupos sociais, mas que exige uma série de reflexões, que devem partir tanto da comunidade científica, quanto dos diversos setores da sociedade.

Então, o pesquisador dessa área não pode simplesmente desenvolver uma pesquisa a qualquer custo; ele deve ouvir as outras vozes da sociedade e incorporá-las a seu pensamento como matéria de reflexão junto a colegas e junto aos outros grupos interessados. Estar apto e disponível a debates sobre os diferentes aspectos de pesquisas que afetam a todos é também um dever profissional. Por outro lado, nunca é demais lembrar que as pesquisas são financiadas pelos recursos coletivos e públicos e portanto a todos devemos satisfação e consideração.”
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Fonte: Michelly Rosa e Thiago Etchatz / Olhar Vital

MCT: apresentado o projeto do Instituto Nacional de Águas - INA

Na última terça-feira (20), o secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, participou de reunião com dirigentes da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF), onde apresentou o projeto de criação do Instituto Nacional de Águas (INA)

A meta do instituto é estabelecer ações inovadoras com foco na preservação do meio ambiente, geração de conhecimento e novas tecnologias.

De acordo com informações do MCT, as ações para a implantação do INA já estão em andamento. No último mês, foi assinado um acordo de cooperação em Foz do Iguaçu, no Paraná, para a instalação de uma unidade no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). O investimento totaliza R$ 20 milhões nos cinco primeiros anos, sendo R$ 15 milhões do MCT e R$ 5 milhões de Itaipu.

A Unidade Itaupu terá laboratórios de Aquicultura e Pesca Fluvial; Eco-Hidroinformática; Recuperação de Bacias; Centro de Segurança de Barragens; entre outros. A idéia é que eles comecem a operar em junho de 2011. O projeto do INA também prevê a instalação de sedes em Minas Gerais e nas regiões Norte e Nordeste.

O secretário executivo afirmou que o INA está inserido no Plano Nacional de C,T&I do Ministério para Recursos Hídricos. Entre as metas do Plano estão a promoção do desenvolvimento sustentável, a capacitação de recursos humanos na área de recursos hídricos, o impacto do desenvolvimento científico e tecnológico sobre o cidadão e o meio ambiente, além da produção de bens e serviços.(Com informações do MCT) 

Fonte: Gestão CT

Fapepi lança mais dois editais

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) lançou dois editais que ofertam apoio financeiro para pesquisadores participarem de eventos científicos, nacionais ou internacionais, e para a organizarem reuniões científicas ou tecnológicas. Os interessados podem submeter as propostas até o dia 15 de novembro deste ano.

Para participar, é preciso ter título de doutor ou qualificação equivalente e possuir vínculo com instituição de ensino e/ou pesquisa no Piauí. A fundação exige, ainda, que o pesquisador tenha cadastro na página eletrônica da Fapepi e na Plataforma Lattes do CNPq. Os editais prevêem o financiamento, parcial ou total, dependendo de qual auxílio foi solicitado.

A chamada que apoiará a organização de evento é destinada aos encontros que são realizados exclusivamente no Estado, como congressos, workshops, entre outros. A proposta é fortalecer o intercâmbio do conhecimento científico e tecnológico produzido por pesquisadores de instituições do Piauí.

Já o edital para obtenção de apoio financeiro para a participação em eventos científicos, nacionais ou internacionais, tem como objetivo apoiar a participação de pesquisadores para a apresentação de trabalhos científicos. Os proponentes devem ter vínculo com instituições do Estado.

Informações sobre a chamada pública podem ser obtidas pelo telefone (86) 3216-6094. (Com informações da Fapepi)

Fonte: Gestão CT

Petrobras e Inmetro: inaugurados laboratórios de dinâmica de fluidos

A Petrobras e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) inaugararam ontem (22) dois laboratórios na área de dinâmica de fluidos, em Xerém, no estado do Rio de Janeiro. Os equipamentos instalados tornam estes laboratórios únicos no Brasil, permitindo que o Inmetro execute testes para desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias e padrões de medição de vazão.

Com 520 m2 de área construída, os laboratórios fazem parte da Rede Temática de Metrologia e somam-se a outros laboratórios da Rede, instalados no Centro de Tecnologias do Gás & Energias Renováveis (CTGAS-ER) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e em instalação no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Fundação CERTI.


Redes Temáticas
O modelo das Redes Temáticas foi criado pela Petrobras em 2006, voltado para o relacionamento com as universidades e institutos de pesquisas brasileiros. Hoje já há 50 redes operando em parceria com 110 universidades e instituições de pesquisas de todo o Brasil. Nas redes, as instituições desenvolvem pesquisas em temas estratégicos para o negócio da Petrobras e para a indústria brasileira de energia. A Petrobras vem investindo nesses três anos cerca de R$ 400 milhões anuais, em média, possibilitando às instituições conveniadas a implantação de infraestrutura, aquisição de modernos equipamentos, criação de laboratórios de padrão mundial de excelência, capacitação de pesquisadores/recursos humanos e desenvolvimento de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento nas áreas de interesse, como petróleo e gás, biocombustíveis e preservação ambiental.


Além do Inmetro, a rede de Metrologia desenvolve atualmente outros projetos de infraestrutura com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a PUC-Rio e Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI).

Esse comunicado é de caráter meramente informativo, não constituindo uma oferta, convite ou solicitação de oferta de subscrição ou compra de quaisquer valores mobiliários no Brasil ou em qualquer outra jurisdição e, portanto, não devendo ser utilizado como base para qualquer decisão de investimento.


Fonte: Agência Petrobras

Fapema promove curso sobre Propriedade Intelectual

Entre 26 e 30 de julho será realizado, na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), o Curso Básico em Propriedade Intelectual. O objetivo é apresentar os mecanismos de proteção das criações intelectuais, com foco no arcabouço legal e na importância do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como agente estratégico no processo de proteção ao conhecimento.

O curso terá duração de 40 horas, onde serão abordados conteúdos sobre informação tecnológica, prospecção tecnológica, patentes, marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, entre outros. Serão disponibilizadas 40 vagas.

O encontro é promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e conta com a parceria da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio (Sinc), do INPI, da Academia de Propriedade Intelectual, e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Informações podem ser obtidas no site da Fapema ou pelo telefone (98) 2109-1445. (Com informações da Fapema) 

Fonte: Gestão CT

A Universidade do Trabalho Digital (UTD) foi inaugurada em Fortaleza

A Universidade do Trabalho Digital (UTD), que tem como objetivo oferecer qualificação profissional gratuita e de qualidade na área de TIC, foi inaugurada em Fortaleza (CE), na última sexta-feira (16). Para o secretário da Ciência e Tecnologia do Ceará (SECITECE) René Barreira, a ação é um marco para o Sistema de C&T e Educação Superior, Técnica e Profissional do Estado.

“Enfrentamos no Ceará um grande desafio: qualificar e capacitar mão-de-obra em todos os níveis, tanto para os projetos estruturantes – refinaria e siderúrgica – como também para o agronegócio, cultura, comércio e serviços”, lembrou o secretário.

A meta da UTD é formar gratuitamente, até o fim do ano, mais de 800 pessoas na área de TI. O equipamento da UTD vai funcionar a partir de agosto no prédio do Cine São Luiz.

A solenidade de inauguração aconteceu no Palácio Iracema. Na ocasião, também foi lançado um edital para selecionar as instituições públicas e privadas de ensino profissional e superior na área de TIC, que devem ser responsáveis por 70% dos projetos da universidade. O Instituto Centec responderá por 30% dos projetos da UTD por meio de convênio firmado com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece).

A Secitece já investiu R$ 4,1 milhões na iniciativa. As inscrições para os primeiros cursos da UTD já foram finalizadas e as vagas serão ocupadas por alunos de Instituições de Ensino Superior (65 vagas), alunos ou egressos do programa E-jovem e alunos das Escolas Estaduais de Educação Profissional - EEEP (260 vagas). A capacitação deve se estender aos comerciários do centro da cidade e os cursos na área de TIC também serão levados para o interior do Ceará. (Com informações da Secitece)

Fonte: Gestão CT

Parque Tecnológico de São Paulo – Jaguaré: Obras iniciadas

As obras de reforma e adaptação do prédio onde será implantado o núcleo do Parque Tecnológico de São Paulo – Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, foram iniciadas na quarta-feira (21/7).

O Parque Tecnológico terá foco nos setores de tecnologia da informação, fármacos, biotecnologia e nanotecnologia. O complexo será instalado no entorno do maior polo de ciência e tecnologia da América Latina, que reúne a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto de Pesquisas Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Instituto Butantan.

Para a adaptação do espaço, o centro, localizado em uma área de cerca de 46 mil m², receberá investimentos de cerca de R$ 10,6 milhões. O núcleo central será composto por três blocos. Os dois primeiros receberão uma incubadora de empresas de base tecnológica que terá capacidade para 52 empreendimentos. O terceiro bloco contará com um auditório com 158 lugares, além de sala para o departamento administrativo e local reservado para universidades e conveniências.

Todas as salas que abrigarão as empresas de base tecnológica contarão com ar-condicionado e os blocos serão interligados com passarelas e rampas de estrutura metálica. O conjunto terá ainda um saguão de 1.087 m². As áreas externas do núcleo do parque terão 900 m². O término das obras está previsto para o primeiro semestre de 2011.

O projeto do Parque Tecnológico do Jaguaré faz parte do Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec), criado pelo governo estadual para dar apoio e suporte a essas iniciativas, com o objetivo de atrair investimentos e gerar novas empresas intensivas em conhecimento ou de base tecnológica.

Em todo o Estado, existem 32 iniciativas para implantação de parques tecnológicos. Desse total, 16 já estão com credenciamento provisório no SPTec: Barretos, Botucatu, Campinas (duas iniciativas: Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp e CPqD), Ilha Solteira, Mackenzie-Tamboré, Piracicaba, Santo André, Santos, São Carlos (duas iniciativas: ParqTec e EcoTecnológico), São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo (duas iniciativas: Jaguaré e Zona Leste) e Sorocaba.

Mais informações pelo site

Fonte: Agência FAPESP