sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nature relembra os dez anos da publicação sobre sequenciamento da bactéria Xylella fastidiosa

O exemplo da Xylella
Há dez anos, na edição de 13 de julho de 2000, a Nature, uma das mais importantes revistas científicas no mundo, destacou em sua capa o sequenciamento da bactéria Xylella fastidiosa, bactéria causadora da clorose variegada de citros, popularmente conhecida como praga do amarelinho.

Era a primeira vez, em 131 anos de existência da revista, que sua capa trazia uma pesquisa feita por um grupo do Brasil. A novidade foi importante para a ciência mundial, por se tratar do primeiro sequenciamento do genoma de um fitopatógeno, um microrganismo causador de doença em plantas. Mas foi de importância ainda maior para a ciência brasileira, pelas conquistas científicas resultantes do projeto.

Agora, na edição desta semana, a Nature comenta em editorial os dez anos da iniciativa, financiada pela FAPESP e conduzida por quase duas centenas de cientistas ligados à Organização para Sequenciamento e Análise de Nucleotídeos (Onsa), a rede virtual de laboratórios criada pela FAPESP em 1997.

O sequenciamento da Xylella é considerado o ponto de partida do “boom da biotecnologia no Brasil pela revista, que relembra a origem do projeto, em 1997, a partir da ideia do biólogo Fernando Reinach, então professor titular do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ) , imediatamente apoiada pelo então diretor científico da FAPESP, José Fernando Perez.

A ideia era justamente promover um salto na pesquisa em biotecnologia no Brasil por meio de uma proposta ousada: o sequenciamento do genoma de um organismo.

“Para muitos cientistas da velha guarda avessos a riscos, que sabiam o quanto o país estava atrás do resto do mundo em biotecnologia, o plano parecia exageradamente ambicioso. Mas os dois [Perez e Reinach] foram em frente de modo a construir a capacidade em genômica e bioinformática da qual o Brasil não dispunha, rapidamente organizando um grupo para conduzir o projeto e escolher uma bactéria para sequenciar”, disse o editorial.

“A FAPESP investiu o equivalente a US$ 12 milhões, grande parte dedicados a sequenciadores, computadores e reagentes, enquanto o grupo reuniu e treinou pesquisadores de diversas áreas para desenvolver um conjunto amplo e duradouro de habilidades e conhecimentos.”

O projeto também teve apoio do Fundo Paulista de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). A estimativa na época era que a clorose variegada de citros causasse prejuízos estimados em US$ 100 milhões anuais nas plantações brasileiras, afetando um terço dos pomares de laranja.

Menos de três anos depois, os esforços foram recompensados com a conclusão do sequenciamento, mostrando que a Xylella tem quase 2,7 milhões de pares de base (nucleotídeos) em seu cromossomo, um terço a mais do que se estimava anteriormente. Muitos dos 2,9 mil genes da bactéria, cerca de um terço, não haviam sido descritos pela ciência.

Visibilidade mundial
Segundo a Nature, dez anos depois resultados da iniciativa continuam surgindo. “A biotecnologia brasileira amadureceu ao ponto em que seus cientistas são atores no cenário internacional. E a FAPESP continua promovendo grandes ideias, incluindo um novo programa para financiar um amplo portfólio de pesquisa em bioenergia”, disse.

“A FAPESP também está trabalhando para superar um dos maiores obstáculos ao progresso – a falta de pesquisadores doutores – ao encorajar cientistas a preencher as lacunas com jovens estrelas dos Estados Unidos e da Europa, parte de um esforço mais amplo para internacionalizar a ciência brasileira”, ressaltaram os editores da revista.

Mas a revista destaca que o boom precisa ter continuidade. “Há dez anos, a biociência brasileira foi transformada por uma iniciativa corajosa. Cientistas e o governo devem desenvolver e estender o progresso dela resultante”, afirmou.

“Mais esforços são necessários com a mesma disposição [das iniciativas da FAPESP]: mais atitude, mais riscos e mais empreendedorismo que coloquem a ciência pública na prática privada, uma área na qual o Brasil continua atrás.”

“Talvez mais do que qualquer coisa, o sequenciamento da Xylella demonstra os benefícios de pensar grande. Cientistas assumiram um projeto importante, executaram-no com precisão e publicaram os resultados em inglês em uma revista internacional de expressão. Os resultados foram divulgados pela mídia em todo o mundo. (...) A Xylella ajudou a mudar a percepção que o Brasil tinha de si mesmo, de sua capacidade e de sua posição no mundo da ciência”, destacou a Nature.

“Importantíssimo para a FAPESP esse reconhecimento manifestado no editorial da Nature. Ao destacar realizações, o editorial sublinha também ações em desenvolvimento. Com enorme satisfação vemos a FAPESP contribuir mais uma vez para a boa visibilidade mundial da ciência feita no Brasil”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

O editorial Brazil’s biotech boom (doi:10.1038/466295a) pode ser lido no site.

Fonte: Agência FAPESP

INPI: ofertadas 25 vagas de mestrado em Propriedade Intelectual

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do mestrado profissional em propriedade intelectual e inovação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O curso é gratuito e serão oferecidas 25 vagas para admissão em 2011. A data limite para submissão das propostas é 13 de agosto.

O curso, com duração de 24 meses, será realizado no Centro de Treinamento do INPI, no Rio de Janeiro. As aulas serão ministradas duas vezes por semana ou de acordo com o programa da instituição. O mestrado está inserido na área de concentração Inovação e Desenvolvimento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Serão abordadas três linhas de pesquisa, entre elas “Globalização e regionalização: modelos de proteção à Propriedade Intelectual e seu papel no desenvolvimento”, com 5 vagas; “Políticas setoriais e campos emergentes”, com 11 vagas; e “Propriedade Intelectual, tecnologia, sociedade e empresas brasileiras”, com 9 vagas disponíveis.

Os interessados em concorrer devem preencher o formulário eletrônico disponível no portal do INPI e enviá-lo para o e-mail , junto com a proposta de pesquisa e a documentação exigida. Não será cobrada taxa de inscrição. A seleção será realizada por meio de prova discursiva e entrevista.

O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis neste link.

Fonte: Gestão CT

Estudo destaca como os anúncios publicitários no século 19 impulsionaram e popularizaram a leitura de romances no Brasil

Romances à venda
No século 19 debutou no Brasil um novo gênero literário, o romance, responsável pela popularização da literatura no país. Discriminado como “gênero menor” frente às epopeias e outros gêneros poéticos da época, o romance se difundiu graças ao interesse dos leitores, mas também ao esforço de livreiros ávidos em vender seus produtos.

Para levantar essa história, Regiane Mançano analisou no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) três jornais do século 19, o Correio Braziliense, publicado em Londres, e os cariocas Gazeta do Rio de Janeiro e Jornal do Commercio.

Como não havia seções de crítica literária nos periódicos na época, Regiane utilizou os anúncios de romances pagos por livreiros como medidor da penetração dessas obras junto aos leitores. O trabalho resultou na dissertação Livros à venda: presença de romances em anúncios de jornais, que foi apresentada e aprovada em fevereiro e para a qual contou com apoio da FAPESP por meio de uma Bolsa de Mestrado.

O estudo surgiu do Projeto Temático Caminhos do Romance no Brasil – séculos 18 e 19, apoiado pela FAPESP e coordenado pela professora Márcia Azevedo de Abreu, do Departamento de Teoria Literária do IEL.

O Temático procurou investigar a consolidação do gênero romanesco no Brasil e teve caráter multidisciplinar, contando com a participação de professores e estudantes da área de letras e de história da Unicamp, da Universidade de São Paulo (USP)e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O projeto de Regiane levantou informações importantes e alguns detalhes inusitados dos anúncios publicitários. “A autoria não era valorizada e muitos anúncios nem traziam o nome do escritor. No lugar, estampavam comentários morais e outras características sobre o livro”, disse.

Na época, era comum o anúncio ressaltar que a história do livro moralizava os leitores pelos exemplos dos personagens. “Os textos diziam que a história apresentava personagens virtuosas e punia os vícios, por exemplo, passando uma ideia de aprendizado pela leitura”, disse.

Esse caráter moralizador e educativo era reforçado pelo perfil do público alvo explicitado nos anúncios: mulheres e jovens. Uma frase frequente nas peças publicitárias era “adequado para moças”, segundo explicou a professora Márcia Abreu.

“A preocupação era mostrar que o livro não seria um perigo para as mulheres no sentido de difundir comportamentos inadequados para a época”, disse.

Um desses comportamentos tidos como impróprios era, por exemplo, casar por amor. “O cônjuge era uma escolha do pai e não respeitá-la significava colocar em risco a autoridade paterna”, indicou Márcia.

Por conta disso, os livros eram considerados bons se apresentassem conteúdo moralizador, como histórias de punição para atos considerados inadequados e de recompensa para os que agissem de acordo com os padrões vigentes. O caráter educacional era destacado da mesma forma. “A ideia era que se podia aprender pela leitura e ao mesmo tempo se entreter”, disse Regiane.

Como recurso de reforço dessas mensagens, as histórias eram anunciadas como se tivessem realmente ocorrido. “Alguns anúncios afirmavam que o livro era uma transcrição de manuscritos encontrados com um moribundo, ou de cartas encontradas pelo autor”, disse.

Ao preço de uma calça
Outro ponto destacado pelos anunciantes no século 19 eram as características físicas dos livros, ou seja, o tipo de encadernação, quantidade de figuras ilustrativas, qualidade da capa e número de volumes – romances mais longos chegavam a ter 12 volumes.

Esses aspectos ajudavam a valorizar a obra e a justificar o seu preço. “Quanto mais imagens tivesse um livro, por exemplo, mais caro ele seria”, contou Regiane. Para comparar com parâmetros atuais de valores, ela apurou que o preço médio de um romance, na época, equivalia ao valor de uma calça de brim.

Também investigou a origem dos primeiros romances comercializados no Brasil. Os textos eram majoritariamente franceses, seguidos por portugueses, ingleses, espanhóis e alemães. As obras em língua estrangeira eram traduzidas em Portugal e chegavam ao Brasil pelo Rio de Janeiro.

Entre os títulos mais recorrentes anunciados nos jornais analisados três se destacaram: Aventuras de Telêmaco, Paulo e Virginia e Aventuras de Gil Blas. “O impressionante é que esses livros foram escritos nos séculos 17 e 18, venderam durante todo o século 18 e estavam presentes nos anúncios do século 19, mas hoje nem sequer ouvimos falar deles”, disse Regiane.

Outra peculiaridade eram os locais de vendas de livros. Na primeira metade do século 19, eles não estavam restritos às livrarias e poderiam ser encontrados em lojas de armarinhos, em vendas particulares nas residências ou mesmo em leilões. A Impressão Régia e a Gazeta do Rio de Janeiro tinham lojas próprias para vender periódicos e livros. Havia ainda o comércio de obras usadas, dirigido pelos alfarrabistas.

Consolidação do romance
Segundo Regiane, parte do sucesso de público conquistado pelo gênero se deveu à atuação publicitária dos vendedores, sobretudo dos livreiros. Ela detectou, entre os anos de 1808 e 1844, um considerável aumento no espaço publicitário ocupado pelos livros.

“Ao buscar ampliar sua margem de lucro, os livreiros aturam como agentes difusores do gênero romanesco na cidade do Rio de Janeiro no período, contribuindo para a consolidação do gosto pelos romances”, disse.

Márcia conta que, em seus primórdios, o gênero tinha uma faceta muito mais comercial do que aquela que conhecemos hoje. “O romance não era considerado uma obra elevada do espírito. Ele estava muito mais associado a um produto comercial, assim como nos dias de hoje é visto o cinema”, apontou.

Fonte: Fábio Reynol/Agência FAPESP

Senai/Sesi : edital de Inovação contempla 77 projetos

Já está disponível no site do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o resultado do edital Senai/Sesi de Inovação 2010. Ao todo, foram aprovados 77 projetos, dos 336 encaminhados.

As propostas são dos seguintes Estados: Bahia (1), Acre (1), Ceará (2), Distrito Federal (2), Espírito Santo (2), Goiás (3), Minas Gerais (9), Mato Grosso do Sul (3), Mato Grosso (2), Paraíba (5), Pernambuco (2), Piauí (1), Paraná (12), Rio de Janeiro (6), Rio Grande do Norte (1), Rio Grande do Sul (7), Santa Catarina (8), São Paulo (10).

Os investimentos somam R$ 15 milhões, dos quais R$ 8 milhões para projetos desenvolvidos com o Senai, R$ 5 milhões para parcerias com o Sesi, e ainda R$ 2,5 milhões em bolsas de desenvolvimento tecnológico, concedidas pelo CNPq.

A lista dos projetos aprovados está disponível neste link.

Telessaúde e Telemedicina: Projetos na área terão R$ 14 milhões

A Finep está selecionando propostas para financiamento de projetos cooperativos entre instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e empresas para o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a telessaúde e telemedicina. A data limite para a submissão das propostas é 4 de setembro.

Serão apoiados projetos que se enquadrem nas seguintes linhas temáticas: desenvolvimento de equipamentos e aplicativos voltados para a distância em saúde; desenvolvimento de aplicativos voltados à gestão dos serviços em saúde com característica de segurança da informação; e desenvolvimento de ferramentas para capacitação em saúde.

O edital prevê investimentos da ordem de R$ 14 milhões, não reembolsáveis, oriundos do FNDCT/CT-Saúde. O projeto poderá prever, em até 40% do valor dos recursos solicitados para despesas correntes e de capital, as seguintes bolsas do CNPq: desenvolvimento tecnológico e industrial (DTI); iniciação tecnológica e industrial (ITI); extensão no país (EXP); apoio técnico em extensão no país (ATP).

O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Agenda Legislativa é lançada pela Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação

Propor aperfeiçoamentos no arcabouço legal no setor da ciência e tecnologia (C&T) e aumentar a alocação de recursos orçamentários para a área. Esses são alguns dos desafios apresentados ontem (14), pelo deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), durante o lançamento da Agenda Legislativa da Pesquisa e Inovação, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

Para o parlamentar, a Agenda Legislativa é um novo modelo que se imprime à Casa, de forma a evidenciar o que é importante para os diversos segmentos de interesse da sociedade. “No caso da pesquisa e inovação consta inúmeros projetos em tramitação nessa Casa, muitos deles paralisados por vários anos e de muito interesse para o desenvolvimento da ciência e tecnologia”, disse.

Piau citou como exemplo a Lei 8.666 que, segundo ele, é uma barreira ao avanço da C&T, assim como a Lei dos Transgênicos que necessitaria de reajustes. “Eu destacaria esse marco legislativo da pesquisa e inovação de uma maneira geral como uma necessidade hoje para que possamos avançar”.

Esse avanço, de acordo com o deputado, também deve estar alinhado ao aumento de investimentos por parte da iniciativa privada, como ocorre nos países desenvolvidos. “O Brasil ainda tem uma participação do poder público exagerado em relação a presença da iniciativa privada”, destacou.

Marcos legais
Na ocasião, Piau lembrou que a Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação (FPPI) tem trabalhado para a melhoria do arcabouço legal para a ciência e tecnologia, e que já avançaram na busca de mais recursos para o setor, tanto para universidades, como para os institutos de pesquisa.

“O presidente Lula, no lançamento do PAC 1 (Plano de Aceleração do Crescimento), disse que gostaria de chegar ao final de 2011 com 1,5% do PIB brasileiro sendo recurso da ciência e tecnologia. Estamos em torno de 1% e nosso desafio é chegar a 2,5% do PIB como acontece nos países desenvolvidos”.

Para Piau, a Agenda Legislativa será um facilitador, possibilitando que todos os parlamentares da frente, composta por 224 deputados e senadores, tenham em mãos os projetos paralisados ou com andamento moroso nas comissões técnicas e, com isso, dar agilidade à tramitação.

Fonte: Isadora Lionço Gestão CT

43º Congresso Brasileiro de Fitopatologia

O 43º Congresso Brasileiro de Fitopatologia será realizado entre os dias 15 e 19 de agosto no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT).

“Perspectivas da agroenergia”, “O futuro da transgenia no controle de doenças de plantas”, “Situação atual, perspectivas e desafios no manejo da ferrugem asiática da soja” e “Impacto das mudanças climáticas sobre doenças de plantas” são títulos de algumas palestras do evento.

O congresso englobará minicursos e contará com palestrantes brasileiros e estrangeiros, entre os quais Ailton Rocha Monteiro (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo - Esalq), Alexander Karasev (Universidade de Idaho, Estados Unidos), Antonia dos Reis Figueira (Universidade Federal de Lavras - UFLA), Carlos Alberto Oliveira de Matos (Universidade Estadual Paulista- Unesp) e Marta Hiromi Taniwaki (Instituto de Tecnologia de Alimentos- ITAL).

Presidente da Embrapa defende simplificação de processos como meio de progresso na área de C&T

A simplificação dos processos, a desburocratização e a agilidade são meios eficientes para o progresso da ciência, tecnologia e inovação no país. A idéia foi defendida pelo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes, ontem (14), durante o lançamento da Agenda Legislativa da Pesquisa e Inovação, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

“A Agenda Legislativa é uma iniciativa fantástica que lista os diversos projetos onde cada instituição em que a lei vai interferir de alguma forma possa contribuir para que a legislação simplifique os processos”, frisou. Arraes também defendeu mudanças na Lei 8.666, principalmente na questão de equipamentos de precisão e dos reagentes de precisão.

Quanto à legislação, o vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, Julio Semeghini, disse que o Brasil deu um grande salto no marco regulatório, aumentando significativamente a arrecadação dos fundos setoriais, e o investimento em pesquisa e desenvolvimento.

“A Comissão de Ciência e Tecnologia está aqui para apoiar mais perto a Frente Parlamentar, inclusive no que diz respeito aos recursos àquilo que for necessário para implementar”.

Da mesma forma, também se colocou à disposição o deputado Abelardo Lupion. Segundo ele, o parlamentar, quando é um facilitador, se torna extremamente útil aos segmentos da sociedade organizada. “Não estamos aqui só para fazer lei, mas também para fazer com que o setor seja respeitado porque sem a pesquisa simplesmente vamos estagnar um país que tem tudo para liderar”.

Lupion instigou o segmento a participar mais de todo o processo. “Queremos lançar esse desafio, nos usem. O que precisam para poder dar um salto de qualidade, o que necessitam em termos de recursos, de apoio? A nossa frente está disponível para fazer o que precisar”, concluiu.

Fonte: Isadora Lionço / Gestão CT

Embrapa Cerrados: Maracujá com tamanho de melões

No município de Sítio d’Abadia, interior de Goiás, o agricultor Lúcio da Silva tem colhido maracujás que chegam a pesar 650 gramas e têm dimensões próximas às de melões. A superfruta é o produto de uma pesquisa da Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Planaltina (DF).

Desde 2008, a unidade disponibiliza três tipos de maracujás híbridos que, aliados a boas práticas de manejo da cultura, têm obtido bons resultados em vários Estados brasileiros.

Segundo a Embrapa, a produção de Silva também apresenta alto rendimento de polpa e boas condições fitossanitárias, o que valoriza esse maracujá no mercado. O produtor agora pretende aumentar a área plantada com os híbridos.

Para obter frutos com essa qualidade, além das sementes híbridas, é necessário o manejo adequado, o que inclui a correção do solo, irrigação, controle fitossanitário, podas, adubações entre outras práticas.

As sementes podem ser solicitadas na Embrapa Transferência de Tecnologia, pelo telefone (19) 3749-8888 ou e-mail .

Fonte: Agência FAPESP

Programa de Apoio aos Núcleos de Excelência (Pronex) contará com R$ 127,8 milhões para 2010 e 2011

O diretor do CNPq, Glaucius Oliva, informou que o Programa de Apoio aos Núcleos de Excelência (Pronex) contará com R$ 127,8 milhões para 2010 e 2011. A notícia foi dada ontem (14), durante reunião da Comissão de Coordenação do Pronex, no MCT.

Um dos projetos do programa em andamento é a Rede de Pesquisa em Malária, que estuda a doença em sete Estados, com investimento de mais de R$ 15 milhões para o desenvolvimento de vacinas e mapeamento genético dos vetores da doença.

De acordo com Oliva, nos últimos dois anos, o Pronex teve 250 projetos aprovados. Somente em 2008, 19 convênios receberam o aporte total de R$ 259 milhões, dos quais R$ 225,6 milhões já foram executados. (Com informações do MCT)

Fonte: Gestão CT

FINEP: 20 milhões para o setor de equipamentos médicos

A Finep lançou um edital que vai apoiar propostas para cooperação e transferência de tecnologia entre instituições de pesquisa científica e tecnológica (ICTs) e empresas, direcionadas ao setor de equipamentos e materiais de uso em saúde. O prazo final para submissão das propostas é 14 de setembro.

Serão investidos R$ 20 milhões em recursos não reembolsáveis, sendo R$ 10 milhões oriundos do FNDCT/Fundos Setoriais e R$ 10 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O formulário de inscrição estará disponível a partir de 24 de julho no site da Finep, no site

A chamada contempla equipamentos e aparelhos de uso médico nas áreas de diagnóstico e terapia. Também serão financiados produtos para serem implantados por meio de cirurgias, equipamentos de apoio médico-hospitalar, materiais para diagnóstico de doenças, entre outros. O projeto deve ser executado em até 36 meses.

Estão aptos a concorrer órgãos ou entidades da Administração Pública de qualquer esfera do governo, ICTs ou empresas interessadas. Informações sobre a chamada podem ser obtidas pelo telefone (21) 2555-0555 ou pelo e-mail.

O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Museu da Vida da Fiocruz programa atividades especiais em julho

Desde o dia 13 de julho, o Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro (RJ), está oferecendo um programa de atividades especiais voltado a estudantes dos ensinos médio e fundamental durante as férias escolares.

Entre as atrações está a “trilha histórico-ecológica” na qual os participantes são convidados a explorar a biodiversidade do campus de Manguinhos da Fiocruz, que reúne répteis, mamíferos, anfíbios, pássaros e mais de cem espécies de plantas.

Na “Oficina de robótica”, crianças e adolescentes podem programar robôs e a atividade “Explora” envolve a realização de vários experimentos científicos e até a montagem de um foguete.

Por meio de dobraduras e histórias, a oficina “Colecionando insetos” reúne atividades e informações sobre esses bichos. Nas sessões “CineCiência com pipoca” são exibidos vídeos com temas como “a ciência da bola de futebol”.

Há ainda encontros com contadores de história, shows de mágica envolvendo química, a exposição temporária “Evolução e Natureza Tropical” e a peça teatral “Pergunte a Wallace”, sobre o naturalista britânico Alfred Russel Wallace (1823-1913).

As atividades são gratuitas. O Museu da Vida fica aberto de terça a sexta-feira, das 9 às 16h30, e aos sábados, de 10 às 16h, e está localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz, Av. Brasil, 4.365, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A entrada também pode ser feita pela Rua Leopoldo Bulhões, 1.480.

Mais informações pelo telefone (21) 2590-6747

Fonte: Agência FAPESP

Universidade do Alto Uruguai (URI) promove integração de projetos de pesquisa

A Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) está com as inscrições abertas para apresentação de projetos de pesquisa que envolvem temas relativos à sustentabilidade, biodiversidade e avanços tecnológicos. O prazo limite para submissão dos trabalhos é 16 de agosto.

A URI realizará, nos dias 28 e 29 de agosto, no campus de Santiago, o 16º Seminário Institucional de Iniciação Científica, o 8º Seminário de Extensão e o 14º Seminário de Integração de Pesquisa e Pós-Graduação, além de uma feira científica.

O evento objetiva promover a discussão de temas de pesquisa que estão sendo realizadas na universidade, além da integração de projetos e atividades de pesquisa e extensão de interesse das regiões do Alto Uruguai e das Missões do Estado do Rio Grande do Sul. Também visa o intercâmbio com outras instituições de ensino superior (IES) brasileiras.

Informações sobre o evento estão disponíveis no site.

Fonte: Gestão CT