terça-feira, 13 de julho de 2010

Exposição Flora Brasiliensis

Flora Brasiliensis na Serra dos Órgãos
Uma exposição sobre a Flora Brasiliensis, considerada o mais completo levantamento da diversidade vegetal brasileira, acaba de ser inaugurada no Parque da Serra dos Órgãos, localizado no Estado do Rio de Janeiro.

A mostra, que seguirá até maio de 2011, reúne 28 painéis com reproduções de gravuras do naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e traz relatos sobre suas viagens pelo Brasil.

Os painéis, pertencentes ao acervo da FAPESP, fazem parte da exposição Flora Brasiliensis On-line, produzida pela Fundação quando da disponibilização da obra de Martius na internet.

A exposição foi apresentada inicialmente em março de 2006 em Curitiba (PR), durante a 8ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 8), ocasião em que foi feito o lançamento da obra original na internet, por meio de uma parceria entre FAPESP, Fundação Vitae e Natura Cosméticos.

A Flora Brasiliensis levou mais de meio século para ser concluída e é resultado da dedicação de Von Martius, August Wilhelm Eichler (1838-1887) e Ignatz Urban (1849-1931), entre outros especialistas.

Na obra original estão descritas 22.767 espécies, que representam o conjunto das plantas conhecidas até meados do século 19. Na obra também estão 3.811 ilustrações de plantas, flores, frutos e sementes.

De acordo com Ernesto Bastos Viveiros de Castro, diretor do Parque da Serra dos Órgãos, a exposição é oportuna porque se soma ao acervo do próprio museu.

“Temos um museu que leva o nome de Von Martius e foi inaugurado em 1971, cujo material ainda está disperso. Esse acervo que a FAPESP nos disponibilizou se encaixa perfeitamente com os nossos objetivos, que era o de fazer uma exposição mais ampla sobre sua obra”, disse.

Além dos 28 painéis, o visitante poderá ver no Museu von Martius exemplares da Flora Brasiliensis original, busto e telas sobre o naturalista alemão e sua obra, além de mobiliário da época em que passou pela região.

“A mostra tenta contar a história da expedição de Von Martius pelo Brasil e traz referências sobre sua importância para a ciência, em particular para a área de botânica. A mostra dá mais unidade ao acervo do museu, além de fazer uma homenagem à região serrana do Rio de Janeiro. Um dos painéis de Von Martius destaca justamente a Serra dos Órgãos, uma das regiões que mais o impressionaram”, disse Castro.

Segundo ele, os visitantes poderão ter uma noção sobre a importância do naturalista, a partir de sua história, além de conhecer um pouco do parque criado em 1939. “Desenvolvemos trabalhos especiais de educação ambiental voltados para escolas. Para essa exposição em particular desenvolvemos atividades mais específicas com os monitores”, disse.

A exposição fica aberta ao público todos os dias das 8 às 17 horas. Para visitas em grupo é necessário agendar pela internet. Para entrar no parque, que fica localizado na Rodovia Rio-Teresópolis (BR 116), Km 98, o ingresso custa R$ 10.

Trabalho pioneiro
O trabalho de adaptação da Flora Brasiliensis para a internet foi realizado pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria) e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A digitalização das imagens para o site foi feita pelo Jardim Botânico de Missouri, nos Estados Unidos.

A versão on-line da obra traz os 3,8 mil desenhos, que podem ser consultados pelo nome científico de cada espécie, pelo volume ou pela página da obra impressa. Traz também os textos com as descrições de quase 23 mil espécies.

Apesar de a estimativa atual da diversidade de plantas brasileiras ser de 50 mil espécies, a Flora Brasiliensis é considerada o mais abrangente levantamento da flora do país, sendo utilizada na identificação de plantas e como referência para estudos em botânica do Brasil e de outros países da América do Sul.

Patrocinada pelo imperador da Áustria, Ferdinando I, pelo rei da Baviera, Ludovico I, e pelo imperador do Brasil, Dom Pedro II, a Flora Brasiliensisteve seu primeiro volume publicado em 1840 e o último em 1906, muitos anos após a morte de Martius, em 1868.

Martius percorreu cerca de 10 mil quilômetros por terras brasileiras ao longo de três anos, registrou observações e dados de 20 mil espécies de plantas em quatro dos cinco principais ambientes naturais brasileiros – Cerrado, Caatinga e as florestas Atlântica e Amazônica.

O roteiro da viagem começou nas imediações da Corte do Rio de Janeiro, continuou em São Paulo e Minas Gerais. A expedição cruzou a Bahia, seguindo depois para Pernambuco, Piauí e Maranhão. De navio, rumou para Belém e subiu o Amazonas até o Solimões.

Fonte: Agência FAPESP

CNPq: inscrições abertas para a 3ª rodada do Rhae

Estão abertas até o dia 27 de agosto as inscrições para a 3ª rodada do edital 62/2009, Rhae - Pesquisador na Empresa. As propostas devem estar associadas ao desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos, visando o aumento da competitividade empresarial por meio da inovação.

O objetivo da chamada, lançada pelo CNPq, é apoiar a ida de pesquisadores mestres e doutores para as empresas.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente pela internet, por meio do formulário de propostas online, disponibilizado na Plataforma Carlos Chagas. O edital atende aos objetivos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti) e as prioridades da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

O edital está disponível neste link.

2ª rodada
Já está disponível a lista das propostas aprovadas na 2ª rodada do edital. Foram selecionadas, ao todo, 70 propostas, e o investimento chegará a R$ 30 milhões. O resultado completo está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Escola São Paulo de Estudos Avançados em Dinâmica Fônica : primeiras impressões

Diálogos inéditos
Área de fronteira do conhecimento, a dinâmica fônica envolve pesquisadores oriundos de diversos campos distintos, como linguística, psicologia, neurociências e até engenharia.

Em junho, 50 estudantes de pós-graduação do Brasil e do exterior tiveram a rara oportunidade de participar, por cinco dias, de um intenso diálogo com 18 dos maiores especialistas no mundo nessa área multidisciplinar dedicada ao estudo dos eventos dinâmicos que caracterizam a produção e a percepção da fala em todos os seus níveis.

Realizada entre os dias 7 e 11 de junho na capital paulista, a São Paulo School of Advanced Studies in Speech Dynamics (Escola São Paulo de Estudos Avançados em Dinâmica Fônica) foi organizada pelo Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

O curso ocorreu no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) – modalidade de apoio lançada pela FAPESP em 2009 de modo a criar oportunidades para que pesquisadores de São Paulo realizem cursos com a participação de especialistas internacionais e que tragam ao Estado jovens estudantes ou pós-doutores de outras regiões e países, possibilitando a interação com estudantes e pesquisadores locais e o debate de temas científicos avançados.

De acordo com a coordenadora do evento Eleonora Albano, professora do Laboratório de Fonética e Psicolinguística do IEL-Unicamp, todas as apresentações feitas durante o curso serão em breve disponibilizadas no site do IEA , que transmitiu as aulas ao vivo pela internet. Os vídeos também serão incluídos no site em breve.

“O evento foi um exercício inovador na área da linguagem. A comunidade envolvida com a dinâmica fônica abrange um leque de formações muito distintas. No entanto, isso não costuma se refletir nas reuniões, que giram em torno de especialidades e não da temática. Como a reunião foi temática, conseguimos um diálogo raro e uma interação fantástica entre os participantes”, disse Eleonora.

A ESPCA teve participação de 18 docentes, dos quais 12 brasileiros e seis estrangeiros – sendo que dois deles trabalham no Brasil. Em relação às áreas de origem, o grupo foi composto de 13 linguistas, dois físicos, um engenheiro, um matemático e um psicólogo.

Quanto aos alunos, as vagas foram distribuídas para 30 brasileiros e 20 estrangeiros, sendo 38 linguistas e os demais fonoaudiólogos, engenheiros e neurocientistas. Entre os estudantes estrangeiros, oito vieram da Europa, oito dos Estados Unidos e quatro de países da América Latina. Dos brasileiros, 12 eram de São Paulo, oito de Minas Gerais, cinco do Rio de Janeiro, cinco do Rio Grande do Sul, dois do Paraná e um do Ceará.

“A predominância de paulistas e mineiros corresponde às regiões nas quais a dinâmica fônica envolve mais profissionais no Brasil”, disse a professora. Segundo ela, as principais instituições que trabalham com a área no país são a Unicamp, a USP e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Uma das principais contribuições do evento no aspecto científico consistiu em inaugurar um diálogo que não existia internacionalmente. “Trouxemos pessoas de dois grupos com pontos de vista diferentes em relação à área e possibilitamos o diálogo entre elas”, disse Eleonora.

Uma das vertentes corresponde aos pesquisadores que se dedicam a estudar a percepção da fala – ou seja, a dinâmica que diz respeito aos vários sinais que constituem a fala – dos sinais acústicos aos estímulos óticos. A outra vertente reúne os que estudam a produção da fala, mas não se atêm aos sinais e sim aos diversos movimentos que a constituem, como o movimento dos lábios.

“Os especialistas mais voltados para a dinâmica da percepção têm algumas posições teóricas que parecem, pelo menos superficialmente, muito divergentes das posições dos que estudam a dinâmica da produção da fala. Esses grupos tendem a formar duas trincheiras que não costumam interagir. Mas conseguimos reunir gente das duas vertentes e o resultado foi um diálogo intenso e muito rico”, contou a coordenadora.

Diálogos iniciados
As características da ESPCA facilitaram a integração dos participantes. “Tivemos atividades em período integral, totalizando mais de 40 horas de aulas, inlcuindo sete minicursos, cinco conferências e três mesas-redondas. Todos tiveram oportunidade de falar e de ouvir e se dedicaram totalmente ao curso pelos cinco dias. As perguntas não eram feitas apenas por alunos, mas também por professores, o que gerou debates muito aprofundados. Os participantes reconheceram que houve um diálogo inédito”, afirmou Eleonora.

A dinâmica fônica se apoia na teoria dos sistemas dinâmicos – uma teoria matemática que, criada para lidar com problemas da física, foi disseminada para várias áreas do conhecimento, como economia, ecologia e linguística. A dinâmica fônica aborda a relação entre os aspectos cognitivos e físicos da fala do ponto de vista dinâmico.

“A fala é transmitida por todos os sentidos. A abordagem dos sistemas dinâmicos permite estudar a produção da fala em todos os seus estágios e explicar diversos fenômenos fonéticos, fonológicos e linguísticos em geral”, explicou.

Segundo a professora do IEL-Unicamp, a ESPCA propiciou também o início de um outro diálogo: entre os que abordam a dinâmica da fala e os que usam a teoria dos sistemas dinâmicos para iluminar outros aspectos da linguística, como sintaxe, semântica e o uso de construções e expressões.

“Esse diálogo ainda está incipiente, mas vai deslanchar. Dois dos especialistas que fizeram apresentações na escola sob esse ponto de vista são físicos que trabalham com a linguagem, usando redes complexas para tentar entender como funcionam os outros aspectos da linguagem, além da fala. Tivemos o início de uma conversa que é completamente inédita no mundo”, afirmou.

Fonte: Fábio de Castro /Agência FAPESP

Canadá: oferta de cinco modalidades de bolsas de estudo

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo que ofertará bolsas de estudo dentro do Programa Entendendo o Canadá: Estudos Canadenses, concedido pelo governo daquele país. O objetivo da iniciativa, que apoiará projetos em cinco categorias, é promover o conhecimento e a compreensão sobre o Canadá e fomentar a pesquisa sobre temas canadenses.

As modalidades das bolsas são: Pesquisa em Estudos Canadenses; Especialização em Estudos Canadenses; Pesquisa de Doutorado; Bolsa Canadá - América Latina – Caribe; e Redes Internacionais de Pesquisa. O prazo para apresentação de candidaturas aos três primeiros programas encerra-se em 14 de novembro. Já os interessados nos dois últimos têm até 24 de novembro para se inscrever.

Podem participar estudantes de mestrado, doutorado ou pesquisadores, matriculados em instituições de ensino superior brasileiras, que estejam desenvolvendo pesquisas diretamente relacionadas ao Canadá e desejem realizar sua pesquisa em instituições canadenses.

Para cada uma das modalidades do programa a bolsa consiste em uma contribuição para a aquisição da passagem aérea internacional, de no máximo dois mil dólares canadenses, dependendo da região de destino no Canadá, além de um auxílio semanal ou mensal variando de 900 a 1,2 mil dólares canadenses para as despesas naquele país, por um período de quatro a seis semanas de acordo com o tipo de bolsa.

Informações sobre a seleção, bem como os formulários de inscrição estão disponíveis neste link. (Com informações da Andifes)

Fonte:Gestão CT

Fast, Parallel and Secure Cryptography Algorithm Using Lorenz's Attractor

Criptografia caótica
Utilizados para garantir a segurança nas transações comerciais em meio eletrônico, os sistemas de criptografia são constantemente postos à prova. À medida que novos algoritmos são criados para codificar e tornar mais seguras informações sigilosas, surgem também novas maneiras de quebrá-los.

Com base na teoria do caos, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo sistema de criptografia que, mesmo sendo mais seguro, mantém a velocidade e a operacionalidade dos sistemas tradicionais.

O novo sistema foi desenvolvido por cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e do Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP). O trabalho foi publicado recentemente na International Journal of Modern Physics C.

De acordo com Odemir Bruno, professor do IFSC e um dos autores do artigo, devido ao apelo comercial do novo sistema, a pesquisa gerou uma patente que está em fase de depósito no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A Agência USP de Inovação está buscando empresas interessadas em licenciar a tecnologia.

“Combinamos o método tradicional de criptografia com uma parametrização dinâmica obtida a partir de sistemas caóticos. Essa abordagem inovadora produziu um algoritmo computacional que melhorou a segurança e a velocidade ao mesmo tempo”, disse Bruno à Agência FAPESP. Participaram do trabalho Alexandre Martinez, professor da FFLCRP, e Anderson Marco, estudante de graduação do IFSC.

Segundo Bruno, o sistema poderá trazer mais segurança às transações bancárias e ao comércio eletrônico, por exemplo, além de ter aplicações como a codificação de arquivos em notebooks, para evitar problemas em caso de roubo ou furto do equipamento.

“A história mostra que não existe algoritmo que não possa ser quebrado um dia. Mas o nosso sistema dificulta muito a ação de hackers que tentam romper códigos de segurança na internet”, afirmou.

A criptografia tradicionalmente utiliza operações lógicas ou aritméticas simples para embaralhar letras, números e símbolos, codificando as mensagens de forma que apenas pessoas autorizadas possam decodificá-las. Mas, à medida que cresce a importância comercial da criptografia, aumenta também o empenho dos hackers e espiões em quebrar os algoritmos.

“Cada vez mais os sistemas criptográficos estão sendo quebrados, o que tem motivado a busca por novas formas de produção de algoritmos. Nas últimas duas décadas, por exemplo, foram criados alguns algoritmos de criptografia baseados na teoria no caos”, contou.

Entretanto, os métodos que utilizam sistemas caóticos até agora apresentavam limitações severas que os tornavam lentos demais para aplicações comerciais.

“Esses métodos tinham um viés muito teórico, com foco em pesquisa básica. Várias equações foram propostas em artigos científicos, mas não tinham grande preocupação com a parte técnica. O resultado era que esses algoritmos não eram de fato seguros, ou então eram complexos e lentos demais para permitir o uso no mundo comercial”, disse Bruno.

Sequências pseudoaleatórias
O algoritmo criado pelo grupo da USP, segundo o professor do IFSC, supera esses problemas, aproximando-se da velocidade dos métodos tradicionais, mas com um desempenho superior em relação à segurança.

“Quando o algoritmo é utilizado em máquinas com múltiplos núcleos, ou mesmo em processadores de placas gráficas (GPU), ele apresenta velocidade suficiente para atender a demanda comercial com maior segurança do que os algoritmos atuais”, afirmou.

Com a criptografia tradicional, segundo Bruno, leva-se cerca de cinco minutos para criptografar a quantidade de informação equivalente a um CD. Os métodos anteriores baseados na teoria do caos levariam cerca de uma hora e meia para criptografar a mesma quantidade de informação. O novo algoritmo faz o serviço em cerca de oito minutos.

O método já está operacional e há uma demonstração disponível na internet. Bruno explica que o sistema utiliza uma matemática bem mais sofisticada do que os tradicionais. O método caótico se baseia na geração de sequências pseudoaleatórias.

“O sistema caótico produz uma sequência de números pseudoaleatória. Se os parâmetros iniciais do sistema caótico forem exatamente os mesmos, a sequência será sempre a mesma. É impossível que alguém gere a mesma sequência aleatória, a não ser que tenha acesso ao sistema caótico com parâmetros iniciais idênticos”, explicou.

O artigo Fast, Parallel and Secure Cryptography Algorithm Using Lorenz's Attractor (doi: 10.1142/S01291831100151660, de Odemir Bruno, Alexandre Martinez e Anderson Marco, pode ser lido por assinantes da International Journal of Modern Physics C .

Fonte: Fábio de Castro / Agência FAPESP

Errors in medicine administration – profile of medicines: knowing and preventing

Perfil de medicamentos envolvidos com erros de administração: conhecer para prevenir

Perfil de medicamentos envueltos en errores de administración: conocer para prevenir

Dose e hora certas

Ao analisar a administração de medicamentos em cinco hospitais públicos brasileiros, uma pesquisa detectou erros na administração de fármacos em 30% dos casos. Desses erros, 77% se concentraram no horário de administração dos medicamentos, isto é, foram dados aos pacientes antes ou depois da hora certa.

O estudo, publicado na revista Acta Paulista de Enfermagem, identificou quase 1,5 mil erros ao analisar a administração de 4.958 doses por via parental (que não passa pelo sistema digestivo), ministradas em cinco unidades hospitalares ligadas a universidades das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com Silvia Helena De Bortoli Cassiani, professora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), os objetivos do estudo foram descrever as características farmacológicas dos medicamentos envolvidos em erros de administração e determinar a frequência do problema com medicamentos potencialmente perigosos e de baixo índice terapêutico.

“Investigar a relação entre as características farmacológicas e os erros de medicação é relevante, uma vez que permite identificar os tipos de medicamentos e os fatores relacionados aos erros, além de fornecer informações úteis para que sejam elaboradas iniciativas de melhoria da segurança dos pacientes”, disse.

A pesquisadora desenvolve o projeto “Segurança do paciente: clima organizacional e atitudes de segurança na perspectiva da equipe de saúde”, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Segundo o estudo publicado, as administrações de fármacos para os sistemas cardiovascular e nervoso, para o trato alimentar e metabolismo e antifecciosos de uso sistêmico apresentaram maior frequência de erros.

Silvia destaca que conhecer a relação entre a dose terapêutica e a dose tóxica é extremamente importante. “O conhecimento sobre os fármacos é essencial diante da diversidade do arsenal terapêutico disponível hoje nos hospitais, que cresce a cada dia com a incorporação de novas classes terapêuticas e sistemas de liberação de fármacos, gerando um fator de risco para erros de medicação”, disse.

Grupos de medicamentos como os de baixo índice terapêutico (MBIT) – que contêm substâncias como varfarina, fenitoína e ácido valproico – e os potencialmente perigosos (MPP) como heparina e insulina merecem monitorização cuidadosa da dose e de seus efeitos clínicos.

“A margem de segurança para utilização dos MBIT ou MPP é pequena, portanto os erros de medicação, principalmente de dose e horário, são preocupantes, podendo causar sérios danos, principalmente em crianças e idosos”, alertou.

No estudo, foram identificadas como “erros de horários” as situações em que o medicamento foi administrado em um período superior a 60 minutos de antecedência ou de atraso em relação ao horário correto elaborado pelo enfermeiro ou técnico de enfermagem. O trabalho verificou concentração na administração de medicamentos no período da manhã.

“Os principais determinantes da alta incidência são fatores internos ao processo de trabalho, como o fato de o profissional ter diversos pacientes para cuidar ou falhas no sistema de distribuição, que levam a atrasos na entrega dos medicamentos e, consequentemente, na sua administração”, disse Adriano Max Reis, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), primeiro autor do artigo.

Por outras vias
Além dos erros de tempo na administração dos medicamentos (77,3% dos erros), o estudo concluiu que erros de dosagem respondem por 14,4% dos casos, seguido de erros de vias de administração (6,1%), de medicamento não autorizado (1,7%) e de troca de paciente (0,5%).

Erros de vias de administração ocorrem quando o medicamento é dado por via errada. “Isso acontece, por exemplo, quando a prescrição indica que a administração deve ser por via intramuscular e o medicamento é aplicado por via intravenosa”, disse Reis.

Já o erro de medicamento não autorizado pode ocorrer quando há troca de pacientes. “Geralmente ocorre quando há problemas na identificação do paciente, como, por exemplo, nomes parecidos em uma mesma enfermaria”, disse.

Silvia considera que os resultados do estudo refletem a necessidade de se aperfeiçoar os sistemas de medicação dos hospitais brasileiros. “O problema é sistêmico, mas também envolve o conhecimento dos profissionais e da equipe de saúde envolvidos no processo de utilização de medicamentos”, afirmou.

Conhecer as características farmacológicas dos medicamentos envolvidos com erros de medicação pode contribuir para o delineamento de ações preventivas, segundo a professora da USP.

“A educação permanente e contínua do profissional, o dimensionamento das equipes de enfermagem para evitar sobrecarga de trabalho, um sistema de código de barras para o controle na administração de medicamentos e a distribuição por dose unitária, além da identificação correta e adequada, são medidas que podem mudar esses resultados”, disse.

Para ler o artigo Errors in medicine administration – profile of medicines: knowing and preventing, disponível na biblioteca on- line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Fonte: Alex Sander Alcântara/Agência FAPESP

Butantan: exposições durante as férias de julho

Férias no Butantan
O Instituto Butantan (IB), em São Paulo, está apresentando durante o mês de julho as exposições Grandes epidemias e O vírus H1N1 na mira da ciência. De caráter temporário, essas instalações se somam aos programas de visitação do instituto que englobam os Museus Biológico, de Microbiologia e Histórico.

A programação é voltada às férias escolares e envolve a abertura do Laboratório do Museu de Microbiologia ao público até o dia 30 de julho e a atividade Mão na cobra só no Butantan, oferecida em frente ao serpentário do IB na qual os visitantes são convidados a manipular espécies não venenosas de serpentes.

“O objetivo é desmistificar a relação de medo com o animal. A serpente é talvez o bicho que mais causa aversão às pessoas”, disse o pesquisador do Butantan, Otávio Marques, que espera incentivar a preservação desses animais por meio da diminuição da aversão.

A entrada para os três museus é única e custa R$ 6. Estudantes com identificação pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, pessoas acima de 60 anos e portadores de necessidades especiais têm entrada franca.

A programação vai de terça a domingo, das 9h às 16h30, e a bilheteria do IB funciona das 8h45 às 16h15. A atividade Mão na cobra só no Butantan ocorre somente às quintas-feiras das 14h30 às 15h30 e é gratuita.

O Butantan fica na Avenida Vital Brasil 1.500, no bairro do Butantã, Zona Oeste da capital paulista.

Mais informações pelo telefone (11) 3726-7222 ramais: 2063 / 2264.

Fonte: Agência FAPESP

ETEC: curso técnico de enologia

Tecnologia em vinhos
A Escola Técnica Estadual (Etec) Benedito Storani, em Jundiaí (SP), terá um curso técnico de enologia. O processo de implantação foi confirmado com um acordo entre o Centro Paula Souza, que administra a escola, e o Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros (ICIF, na sigla em inglês) assinado no dia 7 de julho.

A ICIF é uma associação sem fins lucrativos sediada na Itália e voltada à divulgação internacional da cozinha e dos alimentos italianos por meio de cursos de formação em culinária e enologia.

Em fase de elaboração, o currículo do novo curso abrangerá todo o processo de produção do vinho, desde o cultivo da uva até a fabricação e a comercialização da bebida.

De acordo com o diretor da Etec, Eduardo Alvarez, a produção de vinhos na região de Jundiaí, apesar de tradicional, ainda ocorre de forma artesanal e o aumento do turismo na região está demandando um aumento da qualidade do produto.

“O curso será importante para agregar conhecimento e novas tecnologias a um mercado que é muito forte”, afirmou Alvarez.

Fonte: Agência FAPESP

Exposição Epidemik

Epidemias em exposição
Depoimentos de doentes, pessoas que já contraíram enfermidades epidêmicas e de cientistas como o professor Isaías Raw, do Instituto Butantan, fazem parte da Exposição Epidemik, que ficará até o dia 26 de setembro na Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP).

A exposição procura traçar aspectos históricos e sociais das principais epidemias que assolaram o mundo e conta com um jogo que simula cinco epidemias que se espalham por grandes metrópoles como Nova York, Moscou, Paris e Rio de Janeiro.

A primeira versão do projeto foi montada na França e para o Brasil foram desenvolvidas partes especiais como um documentário sobre a doença de Chagas e uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro, que foi acrescentada ao jogo eletrônico.

Interessados podem visitar a exposição de terça a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 18 horas. O ingresso custa R$ 4. Menores de seis e maiores de 60 anos não pagam entrada.

A exposição Epidemik tem curadoria do Instituto Butantan, de São Paulo, e do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro. Tem colaboração da USP e é organizada pela farmacêutica Sanofi-Aventis.

A Estação Ciência-USP fica na Rua Guaicurus, 1394, Lapa, São Paulo (SP).

Fonte: Agência FAPESP

7º Congresso Brasileiro de Planejamento Energético

O 7º Congresso Brasileiro de Planejamento Energético(CBPE) será realizado no auditório da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) entre os dias 8 e 10 de setembro.

Organizado pela Sociedade Brasileira de Planejamento Energético (SBPE), o evento terá como tema “Energia 2030 – Desafios para uma nova matriz energética”.

A palestra de abertura “Uma visão do futuro da energia no planeta” será proferida pelo professor José Goldemberg, da Universidade de São Paulo (USP).

Farão parte de mesas-redondas Ildo Luís Sauer (USP), Luiz Pinguelli Rosa (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Maurício Tolmasquim (Empresa de Pesquisa EnergéticaMinistério de Minas e Energia), Nils-Henrik von der Fehr (Universidade de Oslo, Noruega), Sérgio Margulis (Banco Mundial) e Afonso Henriques Moreira Santos (Universidade Federal de Itajubá).

As apresentações serão divididas em quatro grandes áreas: políticas públicas, planejamento, regulação e meio ambiente.

Os melhores trabalhos apresentados serão publicados na Revista Brasileira de Energia (RBE).

A Faculdade de Economia e Administração da USP fica na avenida Prof. Luciano Gualberto, 908, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.

Fonte: Agência FAPESP

3º Congresso Brasileiro de Psicologia

O 3º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão será realizado de 3 a 7 de setembro, em São Paulo.

O evento é promovido pela Associação Brasileira de Psicologia do Esporte (Abrapesp) e tem por objetivo ampliar o espaço para o diálogo da diversidade da psicologia no Brasil.

O tema deste ano será “Copa do Mundo e Jogos Olímpicos”. Durante os cinco dias, haverá palestras, conferências, mesas-redondas e minicursos.

“O corpo em processo de reabilitação”, “A história da acupuntura da psicologia brasileira”, “A prática da gestalt na psicossomática”, “A psicologia política no Brasil: história, caminhos e desafios”, entre outras, são algumas das conferências previstas.

O congresso será realizado no Memorial da América Latina e na Universidade Nove de Julho (Uninove).

Fonte: Agência FAPESP

CNPq: publicado parâmetros para acesso à biodiversidade

O CNPq publicou, na última quinta-feira (8), no Diário Oficial da União, os critérios para o cadastramento de instituições que exercem atividades de pesquisa e desenvolvimento nas áreas biológicas e afins.

A Resolução Normativa 17/2010 também estabelece parâmetros para que essas instituições obtenham autorização para acessar amostra de componentes do patrimônio genético e remetê-la à instituição sediada no país ou no exterior, exclusivamente para fins de pesquisa científica.

O texto completo com os novos critérios pode ser acessado no site. (Com informações do CNPq)

Fonte: Gestão CT

CTC/PUC-Rio: seminário sobre quantificação de incertezas e modelagem estocástica

Profissionais envolvidos em projetos de engenharia e que lidam com risco, confiabilidade e modelagem probabilística de fenômenos têm mais uma oportunidade de ampliar os conhecimentos na área de quantificação de incertezas e modelagem estocástica. Os temas serão debatidos no seminário oferecido pelo Centro Técnico Científico da PUC (CTC/PUC-Rio) de 2 a 6 de agosto na universidade. As indústrias automobilísticas, de petróleo, energia, saúde, bancos, financeiras e companhias de seguro são alguns exemplos de áreas que utilizam essas ferramentas no dia-a-dia de trabalho.

O seminário contará com dois mini-cursos ministrados pelos professores Christian Soize, da Universidade Paris-Est e Eduardo Souza Cursi, do INSA (Institut National des Sciences Appliquées) de Rouen, ambas instituições francesas. O tema do curso do Prof. Soize, todo em inglês, será Quantificação de Incertezas, focado em modelos estocásticos em mecânica computacional. Já o brasileiro Eduardo Cursi dará um enfoque mais prático em seu curso sobre simulação de variáveis aleatórias, com a ajuda do software Matlab, um programa interativo de alta performance voltado para o cálculo numérico.

Entre os palestrantes estão confirmadas a presença de acadêmicos do Rio de Janeiro e São Paulo: Fernando Rochinha (UFRJ), José Roberto Arruda (Unicamp), Marcelo Trindade (USP-SC) e André Beck (USP-SC).

O Seminário sobre Quantificação de Incertezas e Modelagem Estocástica está em sua 5ª edição e oferece 45 vagas, ao custo de R$ 500 a inscrição. Os interessados podem ser inscrever no site. (Cassiano Viana)

Fonte: Tn Petróleo

3ª Escola Avançada de Óptica e Fotônica

O Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) realizará, de 3 a 5 de agosto, a 3ª Escola Avançada de Óptica e Fotônica (EAOF), em São Carlos (SP).

A EAOF tem como público-alvo alunos que estejam no fim da graduação e pós-graduação em física e áreas afins.

Serão discutidos tópicos atuais na área de óptica e fotônica em cinco minicursos. Haverá sessão de pôsteres, com apresentação de trabalhos realizados pelos alunos, além de visita aos laboratórios de pesquisa do IFSC.

“O índice de refração: propriedades e técnicas de medidas”, “Efeitos de pressão de radiação na escala nanométrica e o efeito Casimir”, “Fotoquímica”, Novo entendimento sobre a natureza da luz” e “Espalhamento de onda evanescente por micropartículas” serão os principais assuntos tratados no encontro.

O evento será realizado no IFSC da USP, em São Carlos.

Fonte: Agência FAPESP

Finep: edital para infraestrutura laboratorial

A Finep está com as inscrições abertas para o edital de apoio à criação, adequação e capacitação de laboratórios de instituições de pesquisa científica e tecnológica, com possibilidade de futura inserção no Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).

A data limite para a submissão das propostas é 8 de setembro. A finalidade é atender as demandas dos fornecedores da cadeia de petróleo e gás, relativas aos serviços tecnológicos decorrentes dos desafios provenientes das descobertas de reservas na camada do pré-sal.

A chamada contempla três linhas: laboratórios de ensaios de desempenho de válvulas e acessórios de tubulação; laboratórios de ensaios de produtos de segurança sissil; e laboratórios de ensaios de qualificação e análise de umbilicais.

Os investimentos somam R$ 30 milhões, não reembolsáveis, provenientes do FNDCT/Fundos Setoriais, sendo R$ 10 milhões para cada uma das linhas. O prazo de execução dos projetos deverá ser de até 36 meses.

O edital está disponível neste link.

Fonte: Gestão CT

Finep: R$ 60 milhões para novos campi

A Finep lançou um edital para apoio a projetos de implantação de infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nos campi fora da sede ou em novas universidades federais. Serão investidos R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis. As propostas devem ser encaminhadas até o dia 26 de agosto.

Podem participar órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta de qualquer esfera de governo, ou instituições de pesquisa científica e tecnológica (ICTs), públicas ou privadas, sem fins lucrativos. Cada universidade federal pode participar como executora em apenas uma proposta, que deve ter o valor máximo de R$ 3 milhões.

Entre os itens financiáveis constam despesas operacionais e administrativas, além de despesas correntes, como a importação e serviços de terceiros e despesas de capital, que incluem obras, reformas e adequação da infraestrutura física, equipamentos, material permanente e material bibliográfico.

O formulário de apresentação de propostas (FAP) estará disponível a partir do dia 19 de julho no site da Finep.

O edital está disponível neste link.

Finep:edital de R$ 75,5 milhões para setor de fármacos e medicamentos

Edital com investimentos da ordem de R$ 75,5 milhões apoiará projetos estratégicos na área de fármacos e medicamentos. A chamada pública, lançada pela Finep, selecionará propostas a serem desenvolvidas de forma cooperativa por instituições de pesquisa científica e tecnológica e empresas do setor. A submissão dos projetos deve ser feita até o dia 8 de setembro, exclusivamente pelo portal da Finep

A chamada beneficiará propostas de duas linhas temáticas. Na primeira, área de fármacos (linha A), serão contemplados projetos de desenvolvimento de produtos com atividade antiretroviral para o tratamento da Aids.

Já a linha B engloba outros fármacos, biofármacos e fitomedicamentos, cujos desenvolvimentos contemplem inovações em rotas de produção ou processos de formulação.

O valor mínimo a ser solicitado por projeto é de R$ 1 milhão, podendo chegar a R$ 8 milhões. Do total de recursos, R$ 41,5 milhões são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 34 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

O formulário para apresentação das propostas estará disponível no site da Finep a partir da próxima segunda-feira (19). 

Fonte: Gestão CT